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quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Não sou do PT, então nunca serei preso”, diz deputado do PSDB

23.04.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,18.03.15

Deputado Jorge Pozzobom (PSDB-RS) deixou escapar o que é comentado nos corredores de seu partido, mas nunca foi dito publicamente. “(..) entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”

deputado jorge pozzobom psdb pt petista
Jorge Pozzobom, do PSDB-RS: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso” (Divulgação)
Kiko Nogueira, DCM
Jorge Pozzobom é um deputado estadual do PSDB do Rio Grande do Sul. Foi o mais votado de Santa Maria nas últimas eleições. É advogado criminalista formado pela UFSM. Líder da bancada tucana na Assembleia Legislativa, ele tem batido duramente no governo Dilma.
“A cada dia fica mais claro aos brasileiros que a corrupção da Petrobras se institucionalizou no governo Lula e foi ampliada ao longo do primeiro mandato de Dilma, com o objetivo de financiar a manutenção de um projeto de poder hegemônico no país”, diz. Essa é a toada que faz sucesso entre sua turma.
deputado psdb jorge pozzobom
Deputado declarou o que muitos já sabiam, mas que nunca havia sido dito publicamento (reprodução/twitter)
Mas Jorge Pozzobom é também o símbolo escarrado de uma doença nacional: a sensação de que se pode falar qualquer coisa, desde que contra os alvos de sempre.
Em sua conta no Twitter, o doutor Pozzobom deixou escapar o que é comentado nos corredores de seu partido, mas nunca foi dito publicamente.
Durante um bate boca relativamente civilizado com militantes petistas, afirmou esperar que “alguém que não seja ameaçado de morte ou morto como o Celso Daniel possa trazer por delação a mega lista do PT”. Foi advertido de que calúnia ainda é crime no Brasil.
Sua resposta: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.
Repetindo: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.
Não é que Pozzobom saiba de algo que você não sabe sobre a Justiça. Não é apenas pelo fato de ele ser advogado que ele diz esse tipo de barbaridade.
É que ele pode. É senso comum. Apenas não havia sido vocalizado dessa maneira.
Num país em que se toleram manifestações de ódio explícitas e acusações sem provas, em que umjuiz sugere que a presidente iria sancionar a Lei do Feminicídio por que estava advogando em causa própria, em que se prega a volta da ditadura numa boa — o que isso tem de mais?
Pozzobom, um sujeito inteligente, tem ciência de que, sendo do PSDB, não corre risco algum. Essa é a contribuição de homens como ele para a democracia. Está longe de ser exceção num partido que adotou uma retórica golpista histérica. Apenas foi o primeiro a sair do armário.
Não há hipótese de que isso desemboque em algo de bom para a sociedade, mas a quem apelar?
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/nao-sou-do-pt-entao-nunca-serei-preso-diz-deputado-do-psdb.html

Ikonomidis, mais um nome do esquema serrista sob o nariz de Alckmin

23.04.2015
Do  portal do JORNAL GGN, 22.04.15
Por Luís Nassif 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo publicou, nesta quarta-feira (22), a reboque do Diário do Centro do Mundo, o nome de mais uma figura ligada ao esquema serrista de militância virtual montado sob o nariz do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Trata-se da jornalista Cristina Ikonomidis, ex-chefe de comunicação da Secretaria de Cultura do Estado, esposa do ex-número dois da Subsecretaria de Comunicação tucana, Juliano Nóbrega. Mais um nome, portanto, da rede suspeita de valer-se, a partir da eleição de 2010, de cargos de assessoria em diversos órgãos estaduais para escudar o PSDB.
Cristina virou notícia porque, este mês, tornou-se sócia da Appendix. A empresa ganhou as páginas da Folha no último dia 18, sob a denúncia de que seu principal executivo, Fernando Gouveia (conhecido na internet como Gravataí Merengue, mentor do blog antipetista “Implicante”) é subcontratado de uma terceirizada da Secretaria de Cultura, a Agência Propeg, por R$ 70 mil ao mês.
A triangulação entre a secretaria estadual, a Propeg e o blogueiro ganhou agravantes com a revelação de que Cristina trabalhava na Cultura quando a Appendix começou a receber dinheiro para atuar na redes sociais da Pasta. Ela virou sócia da empresa do blogueiro apenas um mes após Juliano, seu marido, deixar o governo para trabalhar na CDN (empresa de assessoria de comunicação), administrando uma conta da Sabesp - a estatal de água que, em meio ao colapso do Sistema Cantareira, mantém o hábito de anunciar no maior número de veículos de comunicação possível.
Juliano já passou pelo Agora, Jornal da Tarde e Última Instância. Entrou no governo do Estado em 2006, durante a gestão Serra. Depois foi deslocado para o gabinete do tucano Duarte Nogueira, onde ficou por 8 meses. Em janeiro de 2007, retornou ao governo estadual, agora na Secretaria de Recursos Hídricos. Trabalhou na campanha de Alckmin em 2010 e virou coordenador de imprensa em janeiro de 2011.
Juliano era o número dois de Márcio Aith, o homem da Comunicação que Alckmin também herdou de Serra. Aith assinou os repasses para a empresa que hoje tem Cristina, ex-funcionário do governo, como sócia. 
De acordo com a Folha, “pelo menos uma das ordens de serviço que liberaram pagamentos à Appendix foi assinada pelo também jornalista Juliano Nóbrega, então número dois da Subsecretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes e marido de Cristina. Ela deixou o governo em setembro de 2013, três meses após a contratação da Appendix. Cristina virou sócia da empresa em fevereiro deste ano, um mês depois de o marido se desligar do governo.”
Cristina chefiou a comunicação da Secretaria de Cultura por mais de dois anos. Foi nesse período que a empresa do blogueiro Gouveia começou a trabalhar para a pasta. Com a entrada de Cristina na Appendix, a empresa passou a ter quatro sócios e capital de R$ 28 mil. Gouveia e Cristina são donos de 40% cada. André Moura e Andres Ponte dividem os outros 20%.
Outros nomes da Rede
Em 2010, este Blog alertou para o modo como Juliano Nóbrega, na Comunicação do Estado, tratava a mídia, a exemplo de Aith e outro homem herdado pela administração Alckmin, Bruno Caetano. “Ao longo dos últimos anos, foram de uma truculência inédita nas relações com a mídia. Cartas agressivas aos jornais, pressão para cortar colunas e colaboradores, assimilando de maneira servil o estilo truculento do chefe.” (Leia aqui)
Bruno Caetano também teve o aparelhamento do Sebrae denunciado pelo GGN em dezembro de 2013. Na liderança da entidade, ele demitiu cerca de 150 técnicos de carreira para dar lugar a comissionados (servidores lotados em cargos de confiança). A escolha dos novos funcionários foi denunciada por um deputado, à época, por ter sido feita sob critério estritamente político. O mesmo deputado levantava a suspeita de que Bruno Caetano usaria os comissionados do Sebrae para promover seu nome, a fim de alavancar uma candidatura em 2014. O próprio Sebrae, pouco antes das convenções partidárias, emitiu uma nota à imprensa informando da candidatura de Bruno. (Leia aqui)
Para o Sebrae, Bruno, que já passou pela Secretaria de Comunicação do Estado, arrastou ex-companheiros de Pasta. Foi o caso de Eduardo Pugnali. Coordenador de imprensa e internet entre 2008 e 2011, ele foi o responsável pela inclusão do Governo do Estado nas redes sociais e tinha, além de outras, a função de acompanhar viagens e fazer a assessoria direta de José Serra. Suspeita-se que era, também, o coordenador da militância serrista nas redes sociais. Pugnali tornou-se Assessor da Superintendência do Sebrae. Três meses depois foi nomeado Gerente de Inteligência de Mercado do Sebrae São Paulo. Sua substituta no Estado também foi escolhida a dedo por Bruno Caetano: Luciana Motta Marin, outra assessora com ligações a Serra.
Bruno Caetano tem histórico de longa relação com a gestão Serra-Kassab. Atuou como assessor especial da Prefeitura, no primeiro ano de gestão Gilberto Kassab, de 2005 a 2006, função que tratava da coordenação dos projetos estratégicos e informações ao prefeito. Em 2007, entrou como Secretário de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, no primeiro ano também do então governador José Serra, cargo em que trabalhou até 2010, final do mandato tucano.
O mesmo mecanismo que Bruno empregou no Sebrae, Geraldo Biasoto emprestou na Fundap.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/ikonomidis-mais-um-nome-do-esquema-serrista-sob-o-nariz-de-alckmin

Centrais vão à luta contra a terceirização

23.03.2015
Do blog O CAFEZINHO, 22.04.15
 Por Miguel do Rosário

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A PL 4330 terá consequências trágicas sobre o mercado de trabalho, mas também enfraquecerá a representação dos trabalhadores no parlamento, que já é minoritária.
Porque a PL aplica um golpe mortal no sindicalismo brasileiro.

É preciso lutar contra esse retrocesso, bancado pelos grandes empresários, grande mídia e Eduardo Cunha!

Aliás, teve candidato falando que a vaca não ia tossir, não foi?

Pois é, a vaca está tossindo adoidado…

Dilma tem agora uma excelente oportunidade para recuperar a sua popularidade, e enterrar, de uma vez por todas, as ameaças de impeachment.

Uma presidenta que defende os trabalhadores nunca será derrubada!

Vale a pena ler matérias e assistir vídeos sobre a terceirização no portal da CTB.

Há, por exemplo, um artigo sobre os danos aos direitos trabalhistas causados por um projeto similar à PL 4330 no México.

Hoje é um dia decisivo para o futuro do projeto, pois ele será votado novamente no plenário da Câmara.

Se houver mobilização intensa, ele pode até ser aprovado, mas o Senado ainda pode derrubá-lo, e a presidenta terá melhores condições políticas para vetá-lo.
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A luta não acabou. Dia 22 de abril, CUT vai às ruas contra terceirização

No “Dia Nacional de Paralisações Contra o PL 4330″ os trabalhadores deram um recado à Brasília, que sentiu a pressão e recuou. Enquanto o PL 4330 não cair, não haverá arrego
Na próxima quarta-feira (22), a CUT intensificará, em todo o País, a luta nas ruas e nas redes contra o PL 4330, que amplia a terceirização no Brasil. Em Brasília, mais uma vez, os parlamentares vão se reunir para analisar e votar os destaques do projeto.

Na última quarta-feira (15), o “Dia Nacional de Paralisação Contra o PL 4330”, convocado pela CUT e outras centrais sindicais, mobilizou trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias que deram uma resposta à Brasília, mostrando que não aceitarão a terceirização.

A pressão popular surtiu efeito e na Câmara, diante do recuo de muitos parlamentares, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), teve que adiar a votação dos destaques do PL 4330. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), imediatamente foi aos microfones dizer que por lá o projeto não será aprovado.

“Para nós termos um Brasil melhor, vai ter que mexer na linha econômica. Ajuste, se for pra fazer, que faça nas grandes fortunas”, defendeu o presidente da CUT, Vagner Freitas, que atacou o projeto da terceirização. “Se for preciso fazer uma greve nacional pra impedir que se mexa no PL 4330, não tenham dúvidas de que faremos.”
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/04/22/se-dilma-se-aliar-aos-trabalhadores-nunca-sera-derrubada/#sthash.WcC6M3ly.dpuf

MIGUEL DO ROSÁRIO:O golpe vem aí?

23.04.2015
Do blog O CAFEZINHO, 17.04.15

BFF4AE96477891CA3BDA286D276CD2B2899E067495BFD5C8E14881F0350648DD (1)Analisar a política do Brasil é como despetalar uma flor. Destaca-se uma pétala e se diz: não vai ter golpe. Destaca-se outra: vai ter golpe.

A prisão de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, sem lhe dar qualquer direito a defesa, em nome de crimes que ele poderia cometer no futuro, escancarou o que já estava à vista de todos.

Na verdade, repete-se o modus operandi visto no julgamento da Ação Penal 470, e que muita gente, inclusive no governo e no PT, se recusou a enxergar.

Setores do Ministério Público e do Judiciário estão abusando de suas funções e se tornaram instâncias políticas.

Em plena crise econômica, torram milhões de reais de verba pública para financiar suas conspiratas.

Nada disso é obtido sem a ajuda da mídia, que molda mentalidades e influencia fortemente a opinião pública, em especial as comunidades política e jurídica.

A presidenta Dilma ainda não percebeu isso. Em entrevista aos blogueiros, pôs de lado o debate sobre regulamentação da mídia como se este fosse um tema incômodo, menor, desnecessário.

Ou como se fosse um tema que, por não ser possível que seja aprovado no Congresso, não deva sequer ser debatido.

Ora, esta é a raiz do problema.

A mídia tem de ser discutida.

Porque ela ocupa o lugar central da política brasileira.

No debate entre cientistas políticos publicado pela revista Inteligência, todos pareceram concordar que apenas a figura da presidente da república constitui uma força análoga à da mídia, em termos de força de persuasão.

E concordaram que ela tem de assumir a liderança para gerenciar expectativas e fazer o contraponto aos ataques políticos da mídia.

Esta é a razão pela qual a mídia procura arrasar a presidenta. É também a razão pela qual ela tem de reagir, não apenas em defesa de si mesma, mas de seu governo e de seu partido.

A presidenta precisa falar de política. Ela é o agente político com mais instrumentos para barrar a conspiração judicial que volta a se armar em volta dela.

Ontem eu me senti o jovem Wanderley Guilherme, quando, em 62, previu o golpe de 64. Foi apenas por um minuto, mas eu pensei o seguinte: ora, o golpe será dado, com certeza, até porque eles foram, desta vez, bem mais violentos do que na preparação de 64.

O que significa a “prisão preventiva” de grandes empresários, por mais de seis meses, senão um golpe?

Prisão preventiva se usa apenas para dar tempo à polícia para revistar o apartamento e o escritório do acusado.

No Brasil, conforme já publicamos aqui no Cafezinho, o Judiciário transformou-se numa instância fascistóide que condena a pessoa antes de sua defesa, jogando no lixo conquistas de milhares de anos.

A diferença é que, antes, o Judiciário não usava esses métodos contra a classe política, porque havia relações patrimoniais, familiares entre os dois poderes.

A classe política era amiga, irmã, prima, cumpadre, de juízes e desembargadores.

Pertenciam ao mesmo clube.

Por exemplo, a mulher do juiz Sergio Moro advoga para o vice-governador do Paraná, do PSDB.

A ascensão do PT ao poder rompeu essa ligação, e, após um momento de susto, os elementos mais radicalizados do MP e do Judiciário começam a usar contra políticos do PT os mesmos métodos fascistas que costumam usar contra pobres.

Os empreiteiros entram na roda porque doaram dinheiro para o PT. Essa é a culpa deles. 

Mesmo tendo doado oficialmente, a elite conservadora antipetista considera isso um crime. E nem esconde essa convicção, tanto que o Ministério Público e o juiz querem criminalizar as doações oficiais, legais, que o PT recebeu das empreiteiras.

Ou seja, as empreiteiras doaram para todos os partidos, mas apenas as doações para o PT são consideradas criminosas.

Lógica, bom senso, racionalidade, isso não importa.

Os petistas contratam os melhores advogados da praça. Vaccari contratou um dos mais conservadores, o Flavio D’Urso, um dos idealizadores do Cansei. Ele seguiu a lógica petista que talvez tenha dado certo por um tempo, mas que, no médio e longo prazo, se revelou ingênua: dar dinheiro para os inimigos.

O PT alimentou seus inimigos por 12 anos, como quem enche a barriga de um leão para que ele não lhe venha devorar. Só que o leão agora quer o botim principal: o poder político.
O que eles fizeram até agora, na Lava Jato, foi planejado, assim como foi a AP 470.

Apertem os cintos.

Ocorrerá o golpe, o PT será semi-destruído politicamente, e só então – meses ou anos depois – haverá reação popular.

O povo assiste a tudo tranquilamente, porque é sábio, não em relação ao presente, onde seus vícios falam mais alto, mas em relação ao futuro, para o qual apontam sua generosidade e suas esperanças. Mas a sabedoria popular jamais pode ser confundida com esse espírito de malta que a mídia explora comercialmente – e politicamente.

Por isso, pesquisas de opinião são superficiais e dão um retrato errado do povo.

Em 2014, as pesquisas davam vitória à Marina num dia, à Aécio no outro, a Dilma no outro.
A culpa não é exatamente dos institutos, mas do método.

Um método analógico num mundo digital.

Um método estático numa sociedade dinâmica.

O povo, por exemplo, costuma apoiar instintivamente a prisão de qualquer político ou empresário. Ele não pode conceber que um figurão possa ser preso injustamente, como acontece frequentemente com um pobre.

Também instintivamente, o povo sabe que a prisão de um político, mesmo injusta, produzirá uma lição moral, educadora. É um pensamento meio fascista, mas inevitável em se tratando da massa.

A injustiça, afinal, cumprirá a sua missão. A dor cria a demanda pelo remédio. A sociedade tem de combater a instrumentalização das poderosas máquinas de repressão do Estado para fins partidários e políticos.

O golpe ocorrerá?

Nenhum juiz comete tantos abusos contra gente poderosa se não estiver respaldado.

Eles não escondem quem está por trás.

O prêmio Faz Diferença, da Globo, ao juiz Sergio Moro deixou bem claro.

A homenagem de Eduardo Cunha a um dos irmãos Marinho confirmou.

O poder da mídia não diminuiu, conforme pensamos ingenuamente.

Na verdade, aumentou, porque invadiu a internet e as ruas. Eu não consigo mais beber cerveja num bar sem que o barulho da TV, ligada sempre no mesmo canal, não me atrapalhe a concentração. Em ônibus, supermercados, restaurantes, elevadores, até dentro do taxi, lá está a mídia, vomitando a mesma opinião.

Por isso a presidenta equivoca-se profundamente ao não falar da mídia.

Como assim, não falar de mídia? A mídia está em toda parte.

Na verdade, Dilma se esquiva de falar de política.

Esquivando-se da política, Dilma aprofunda a crise política, que por sua vez contamina a economia.

E aí pode contratar mil Levys, fazer mil ajustes fiscais, que não tem jeito.

Debater a mídia, assim como debater política, não nos torna carbonários, radicais ou terroristas, como a presidenta e setores do governo parecem pensar.

Debater mídia e política é uma necessidade democrática, e mais ainda na atual conjuntura brasileira.

Não é preciso ser agressivo para rebater uma capa, uma cobertura. Pode-se criticar com serenidade, até mesmo com ironia.

Mas é fundamental que haja um posicionamento.

Prenderam Vaccari. Imediatamente,  um porta-voz do governo deveria se posicionar, dizendo que apoiava a justiça, e a investigação, mas que lamentava excessos, pontuando que é preciso dar sempre o pleno direito de defesa às pessoas.

Vaccari é tesoureiro do PT, partido da presidenta.

Ao não falar nada, a mídia inventa um monte de fofoca sobre o que a presidenta teria falado. E fica por isso mesmo.

De vez em quando, a comunicação do governo se sente obrigada a correr atrás do prejuízo, e publicam no blog do Planalto que a presidenta não disse isso, não fez aquilo, etc.

Não se trata de aprovar ou não uma lei de mídia, mas de criar um ambiente político em que se possa, ao menos debater o assunto!

A mídia é o tema central hoje da agenda política nacional. Recusando-se a falar de mídia, a presidenta, e o governo em geral, na verdade se recusam a falar de política.

Só que estão errados. Quem bate a porta na cara da política, a verá invadir sua casa, violentamente, pela entrada dos fundos.

Ao recusarem a política, a presidenta e o governo vão perder, como estão perdendo, todas as batalhas, em todas as frentes.

E serão derrubados, causando mal não apenas a si mesmos, mas aos trabalhadores prejudicados pelas turbulências econômicas que advirão.

A mídia brasileira está preparada para o golpe. As demissões em massa que promoveram serviram para reduzir custos e fazer o pogrom ideológico nas redações, além de implantar o terrorismo: quem não seguir a ordem de bater no PT, vai para rua, e nenhum outro jornal irá contratá-lo.

Não se esqueçam que os âncoras anti-PT, esses jamais são demitidos. No máximo, perdem uma das inúmeras boquinhas que a mídia lhes proporciona, apenas para ficarem espertos e continuarem obedientes.

O poder da mídia lhes permite, especialmente, ridicularizar as denúncias contra as aberrações judiciais. Foi assim que fizeram na AP 470.

Os que denunciam as conspirações são ridicularizados, quando não também criminalizados.

Nem adianta esperar muita coisa do STF. Sem política, nenhum juiz terá coragem de enfrentar as conspiratas agressivas do Ministério Público e a pressão da mídia.

Durante o julgamento da AP 470 muita gente no PT e no governo achava que, ficando bem quietinho, o pior iria passar. Fizeram até pesquisas para embasar sua covardia.

Pensavam que iriam prender Dirceu, Genoíno, Pizzolato, e tudo ficaria por isso mesmo.
Não ficou por isso mesmo.

O mal cresceu. Agora os juízes prendem quem eles querem, sem nenhum constrangimento.

Tornamo-nos uma ditadura judicial.

Enquanto isso, o PSDB continua impune, blindado pela mídia.

Como o governo poderia responder ao golpe? Ora, fazendo justamente o que, até o momento, não está fazendo: falando de política, falando de mídia, indo à TV, à rádio, investindo pesadamente na TV Brasil e na comunicação pública, nomeando um porta-voz.
A regulamentação é uma entre milhares de iniciativas políticas que giram ao redor do tema da democratização da mídia.

Aliás, é a  última delas, o final de um processo. Antes de levar isso ao congresso, é preciso haver o debate. Não é um debate acadêmico, é O Debate, o único que poderia salvar o governo da bancarrota política.

A  mídia bloqueia o debate, e a presidenta, que tem o poder para fazê-lo, não o faz.

A comunicação do PT, percebe-se facilmente, também está toda equivocada.

O partido nunca investiu num think tank de verdade, atuando diretamente sobre a opinião pública, fazendo análises de mídia, políticas e, sobretudo, jurídicas. Tem de fazê-lo urgentemente!

A comunicação do partido tem de ser viva, com personagens em vídeo, na linha da performance do deputado Sibá Machado, na tribuna da Câmara. A bancada inteira tem de ir para a luta.  É hora de lutar!

Em suma, a pétala de hoje me diz que vai ter golpe, sim.

Só não posso dizer se é a última pétala da flor, porque isso dependerá da reação do governo e do PT.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/04/17/o-golpe-vem-ai/#sthash.c12SPLu7.dpuf