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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Juízes chamam PL de inconstitucional e pedem 'dignidade do trabalhador'

13.04.2015
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por Hylda Cavalcanti, da RBA 

Presidente do TST diz que enquanto não for sancionada lei, tribunal continuará aplicando súmula que impede terceirização na atividade-fim. Juízes e procuradores mostram pontos perigosos na matéria

presidente do tst2.JPG
Levenhagen: "Não se pode pensar num Brasil grande, com distribuição de renda, sem a dignidade do trabalhador"
Brasília – Ao participar de uma audiência pública no Senado Federal que teve o objetivo de discutir o Projeto de Lei (PL) 4.330, da regulamentação da terceirização, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Barros Levenhagen, disse que o momento é delicado e que espera que os senadores atuem com equilíbrio ao receberem a matéria da Câmara dos Deputados – onde está prevista para ser votada amanhã (14). Levenhagen afirmou que é preciso verificar se o texto não resultará em precarização e levar em conta o artigo 1º da Constituição Federal, que destaca os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa no mesmo patamar como fundamentos da República.
Segundo deixou claro o presidente da mais alta corte da Justiça trabalhista, o inciso IV do artigo 1º da Constituição Federal coloca os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa no mesmo patamar como fundamentos da República. "Não se pode pensar num Brasil grande, com melhor distribuição de renda, sem a garantia da dignidade do trabalhador, da mesma forma que não se pode pensar no empregado sem valorizar a empresa", ressaltou.
Barros Levenhagen, que já havia se posicionado anteriormente assinando um documento que criticava a terceirização das atividades-fim, disse que falava na audiência muito mais como cidadão do que como magistrado. E, sendo assim, não consegue entender “que a garantia da produtividade implique subtrair direitos dos trabalhadores".
Ele enfatizou, ainda, que confia no Senado para, como casa revisora, fazer um debate menos acalorado sobre o tema, acalmar as tensões hoje existentes e evitar a precarização excessiva. O debate do ministro foi feito em meio a vários juízes trabalhistas, procuradores do Ministério Público do Trabalho e representantes de centrais sindicais e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Sem protecionismos

O presidente do TST também afirmou que, aproveitando para esclarecer mal entendidos, existe uma ideia equivocada de que a Justiça do Trabalho seja protecionista, pois, na verdade, o que os tribunais fazem é aplicar uma legislação que tenta equilibrar as forças, “dando superioridade jurídica ao trabalhador, frente à superioridade econômica da empresa”, conforme acentuou. E acrescentou que enquanto não for sancionada uma lei sobre a regulamentação da terceirização, o TST continuará decidindo com base na sua Súmula 331, que proíbe a terceirização na atividade-fim.
Levenhagen lembrou que a súmula 256 – a primeira a tratar do tema no âmbito do tribunal – foi construída pelo TST com o intuito de conter o que chamou de “terceirização predatória” que estava em curso no país na época (1993) – tendo sido depois substituída pela súmula 331 (em 2003).
No tocante ao texto do PL 4.330 em si, o presidente do tribunal sugeriu, como modificações a serem feitas, o estabelecimento de um percentual máximo para a contratação de terceirizados e a adoção de mecanismos que possam garantir isonomia entre empregados efetivos e prestadores de serviços, observando-se as convenções coletivas de trabalho da categoria principal do tomador de serviços. Sugeriu ainda, dentro destes percentuais, que fiquem em torno de 30% os prestadores de serviços terceirizados por cada empresa. E também que os vencimentos dos terceirizados nunca sejam inferiores a 80% dos salários dos empregados diretos.

'Mais tempo'

A fala do presidente do TST deixou animados vários parlamentares que são contrários ao projeto atual. Principalmente o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), que disse ter conversado com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o assunto. Conforme contou Paim, Renan Calheiros garantiu que, ao chegar no Senado, o projeto terá mais tempo para discussão. “Não deixaremos que aconteça, nesta Casa, uma discussão atabalhoada como sendo observado na Câmara”, criticou.
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Trabalho da OAB, Dino Andrade, também se manifestou afirmando que o PL 4.330 prejudicará os trabalhadores por não obrigar as empresas a cumprir direitos básicos como o atendimento médico, ambulatorial ou de refeição aos seus empregados.

Quantidade, não qualidade

Outro ponto que chamou a atenção no debate foi a crítica do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Carlos Azevedo Lima, sobre o projeto a ser votado na Câmara. De acordo com Lima, o PL 4.330 pode levar ao aumento de casos de corrupção no país, pois poderá fazer com que aumente o número de indicações políticas nestas vagas de terceirização.
A juíza trabalhista Noêmia Aparecida Oliveira, por sua vez, acentuou que com o avanço da terceirização a perspectiva futura para os empregados por meio desta prática tende a ser de baixos salários, aumento de acidentes de trabalho e o fim do direito de férias para esses trabalhadores. Ao abordar a terceirização na atividade-fim e o argumento que tem sido apresentado por empresários no sentido de que dessa forma será possível gerar mais empregos, a magistrada disse que o que está em jogo “não é o número de empregos, mas a qualidade do emprego no país”.
Já o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Helder Amorim afirmou que a terceirização na atividade-fim é inconstitucional porque atinge direitos fundamentais como o direito à greve, acordos e convenções coletivas, reduz a remuneração dos trabalhadores e as contribuições para a Previdência.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2015/04/magistrados-chamam-pl-de-inconstitucional-e-dizem-ser-preciso-2018garantia-da-dignidade-do-trabalhador2019-6519.html

“Coxinhas” já repudiam terceirização e culpam Dilma #VetaDilma

13.04.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
terceirização capa
Ainda é imenso o desconhecimento dos brasileiros sobre a natureza do Projeto de Lei 4330, que estende a terceirização de mão-de-obra também para a atividade-fim das empresas – o que, como se sabe, em tese facultará aos empregadores simplesmente abolirem a CLT nas relações com seus empregados, além de promover grave arrocho salarial.
A aprovação desse monstrengo jurídico pelo Congresso é iminente, apesar de ter sido tão pouco discutido. E é devido à tentativa espúria da maioria dos deputados federais de aprová-lo a toque de caixa que a sociedade ainda nem sabe do que se trata.
Porém, devido ao forte combate que tem sido dado ao PL 4330 nas redes sociais, já há quem o considere danoso inclusive entre as classes sociais mais favorecidas, que, apesar de terem melhores condições socioeconômicas, serão prejudicadas tanto quanto as mais humildes, já que todo aquele que trabalha como empregado de alguém estará exposto.
O novo Congresso, por excelência conservador e afinado com os interesses do capital – em detrimento dos interesses dos trabalhadores –, tem pressa justamente por isso, porque assim que o teor dessa excrescência for mais amplamente conhecido haverá uma revolta social e não será apenas entre os trabalhadores mal pagos.
Este Blog, entre tantos outros formadores de opinião, tem bradado com firmeza contra a aprovação a toque de caixa dessa aberração e, assim, recentemente exortou a presidente Dilma Rousseff a vetar o PL 4330, caso seja aprovado nas duas Casas do Congresso.
De acordo com o artigo 66 da Constituição, que versa sobre o direito presidencial de veto a iniciativas do Poder Legislativo, o presidente da República pode impor veto parcial. Pode manter pontos supostamente positivos do projeto, como o que regulamenta a terceirização nas atividades-meio, vetando apenas o “coração” dessa iniciativa, a permissividade à terceirização na atividade-fim das empresas.
O governo tem se manifestado pouco sobre o PL 4330. A presidente Dilma falou que o projeto terá que “preservar o direito dos trabalhadores”, mas há versões de que ela estaria disposta a aceitar a terceirização da atividade-fim, sob determinadas condições.
Essa possibilidade é preocupante não só pelo que contém de prejudicial aos trabalhadores de todas as classes sociais, mas pelo potencial de agravar ainda mais a crise política.
A intenção do setor conservador e majoritário do Congresso de aprovar esse projeto meio que na surdina e a toque de caixa visa, também, empurrar a culpa por ele para a presidente da República e para o seu partido, apesar de o PT ter sido um dos poucos partidos a votar em peso contra essa aberração.
Mesmo que a presidente Dilma vete o projeto, a possibilidade de ele ser aprovado é grande já que o governo perdeu a maioria no Congresso. Mesmo ela vetando, quando o povo estiver se mordendo de raiva por essa lei ter sido aprovada não irá querer saber se a presidente vetou ou não.
Muita gente acha que o presidente da República é responsável por tudo e mais um pouco.
Excelente reportagem da revista Carta Capital feita no último domingo no protesto contra Dilma na avenida Paulista, em São Paulo, mostra que, antes mesmo de o projeto virar lei e começar a produzir seus efeitos nefastos, os poucos que sabem do que se trata o repudiam e, em grande parte, já estão atribuindo à presidente da República uma culpa que é do Congresso.
Assista, abaixo, ao vídeo da reportagem.
Razão mesmo tem o homem que diz, no vídeo, que o PL 4330 foi aprovado tão rápido que ninguém sabe o que está acontecendo. Essa, aliás, é a intenção dos 324 picaretas que votaram o projeto a toque de caixa. Aprovaram em horas um projeto que estava engavetado havia 11 anos e com quase nenhuma discussão, visando favorecer seus financiadores de campanha.
Além de a matéria mostrar a dimensão assustadora do analfabetismo político do público que foi à rua no domingo protestar contra a presidente da República por razões que nem são da competência dela, mostra que mesmo que Dilma vete a terceirização será difícil explicar à sociedade que ela não tem culpa.
Dilma teme que, se vetar a terceirização, não conseguirá aprovar o ajuste fiscal. A esta altura do campeonato, porém, é um temor que não faz sentido. Por mais que ela ceda ao Congresso, este parece disposto a sabotá-la. A única forma de a presidente enfrentar essa maioria picareta do Legislativo será colocando o povo ao seu lado.
Para que Dilma, mesmo vetando o PL 4330, não se torne a culpada por sua aprovação, a única alternativa será convocar rede nacional de rádio e televisão e dizer que está vetando por isso, por isso e por aquilo e que, assim mesmo, é possível que o Congresso derrube o seu veto. Deve afiançar à sociedade, porém, que fará tudo que for possível para impedir.
A aprovação desse projeto significará o golpe de misericórdia no governo Dilma Rousseff. A população ficará furiosa quando souber o que fizeram. E se Dilma não tiver como provar que foi contra, arcará com toda a culpa.
Muitos, como este Blog, vêm avisando a presidente há anos sobre erros políticos como não se comunicar, como calar ante a artilharia tucano-midiática. Agora, em meio a esse terremoto político, mais uma vez o aviso está dado.
O veto presidencial ao PL 4330, com as explicações do por que desse veto, tem tudo para melhorar a imagem do governo e, de quebra, ainda impedir que seja aprovado um massacre contra os trabalhadores. A tentativa de “aperfeiçoar” esse projeto, negociando com os 324 picaretas, é como tentar aperfeiçoar estrume derramando perfume em cima.
Dilma tem que vetar, pelo menos, a permissividade à terceirização da atividade-fim das empresas. Esse ponto é inegociável.
A terceirização implica em uma piora descomunal das condições de trabalho mesmo na atividade-meio. Estendendo-a à atividade-fim, ocorrerá um massacre inclusive dessa classe social que elegeu um Congresso que ainda irá prejudicá-la muito. Se Dilma vetar esse abuso, estará dando o primeiro passo para se reconciliar com a sociedade.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/04/coxinhas-ja-repudiam-terceirizacao-e-culpam-dilma-vetadilma/

Quem ouviu a Empiricus no fim de janeiro, deixou de ganhar 50% com Petrobras

13.04.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

empiricus
Há seis dias, sob o escárnio de alguns “entendidos” em Bolsa, escrevi aqui que não era coisa de um ou dois pregões a alta da Petrobras.
Neste momento, a ação, que começou o ano a R$ 9, marcava pouco mais de R$ 12,56 na Bovespa.
Ou 39% a mais.
Naquele dia, o crescimento era de 20%.
Considerado o pior valor deste ano, o do dia  30 de janeiro (R$ 8,04), o ganho foi de mais de 50% para quem comprou a esta cotação.
E os espertos compraram, porque só os bobos se entregam ao terrorismo dos urubus do mercado.
Quer ver o que o “sabichão” da Empiricus, cuja onipresente propaganda  polui 11 entre cada dez paginas de Internet, dizia no dia seguinte àquele 30 de janeiro? Está no G1:
“Para Felipe Miranda, analista da Empiricus Research, a tendência é que o valor das ações da Petrobras caia ainda mais, e que a empresa emita mais ações para cobrir o “rombo”: “o petróleo cai, cria ambiente de estrangulamento financeiro, e isso implica mais queda”, diz. Para ele, não é uma boa comprar ações da estatal, mas sim de vender, e o quanto antes, melhor.”
Os clientes que seguiram seus conselhos devem estar “morrendo de felicidade”, não é?
Ninguém “adivinha” cotação de Bolsa, mas pode, sim, entender tendências de médio prazo.
E a ação da Petrobras está muito desvalorizada e por isso há investidores que não apenas estão mantendo o que compraram barato como aproveitando a pressão de venda dos pequenos, atemorizada com as perdas que sofreram.
Ninguém pode “cravar” a quanto e em que prazo irá a ação e a empresa está sujeita, ainda, a muita turbulência política.
E o cenário mundial do petróleo é recessivo, ainda que poucos acreditem que isso chegue ao final do ano.
Nada seria mais estúpido do que apontar um cenário ufanista para a Petrobras, a não ser pintar, como fazem, um cenário de destruição.
A recuperação da Petrobras no mercado de ações será lenta, terá altos e baixos, mas vai ocorrer.
Porque a Petrobras é uma das maiores e mais capazes empresas do mundo do petróleo e está sentada sobre reservas que ficaram imensas, após o pré-sal.
E é essa, e nenhuma outra, a razão pela qual a querem paralisar.
Para entregar.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=26280

Janio: recuo de Paulo Roberto Costa desmancha Lava jato

13.04.25015
Do blog VI O MUNDO, 12.04.15
 
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Reproduzo abaixo trechos da coluna de Janio de Freitas (via Conversa Afiada)
 
Janio: delator desmancha a Lava Jato
 
Procurador admitiu que tudo não passa de um “grande 171″ !
De Janio de Feitas, com o título “Lavagem a seco”, na Fel-lha (ver no ABC do C Af), sobre uma investigação que prefere “delações” a provas:
(…)
Por meio de seu advogado, Paulo Roberto nega o sobrepreço de 3% cobrado pelas empreiteiras à Petrobras como verba para repasse a políticos. Assim está na denúncia feita pelo Ministério Público, em seu papel de promotoria.
 
A nova versão alega que os valores de obras propostos à Petrobras já incluíam o suficiente para a eventualidade de repasses, ficando como lucro se nada fosse repassado. Logo, pretende o argumento, o repasse era retirado de lucro, não se tratando de montante tomado da Petrobras para transferência a políticos, partidos e outros.
 
A versão é artificiosa, de pretenso esclarecimento. Mas o que provará qual das duas é a verdadeira, ou a menos inverdadeira, para julgamento dos réus? Procuradores dizem que uma delação confirma outra, e isso basta. Em termos, porque a delação que confirmou também está sujeita a reconsideração, confirmando a mais recente. E não há prova documental ou indício consistente, que dependeria de investigação propriamente dita. Os arquivos das empreiteiras são fartos.
(…)
O outro fator que favorece reconsiderações, na fase de processo e julgamento, do afirmado na delação vem da própria equipe de procuradores que conduz a Lava Jato. Menos ou mais explícitas, são coisas como o vanglorioso relato do procurador Carlos Fernando Lima, na Folha de 5.4.15, segundo o qual a Lava Jato valeu-se “de um grande 171″. Ou seja, do que o art. 171 do Código Penal descreve e condena como “obter vantagem” enganando “mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.
 
No relato do procurador, a Lava Jato tratou de “espalhar que já tinha gente na fila para colaborar (…) mas a gente ainda não tinha nada. Aí começaram a bater na nossa porta”. E espalhou usando os jornais e a TV para difundir o que não era verdadeiro –o que foi feito só por sensacionalismo aliado a intenções políticas, não com a consciência de serviço inescrupuloso.
 
O relato abre uma oportunidade, entre outras possíveis, para o questionamento dos advogados à legalidade do processo, por práticas, a exemplo do “grande 171″, cuja menção pareceu uma esnobada na validade do Código Penal ante o poder dos procuradores. Se para identificar pessoas foi assim, não surpreenderia dizerem que para fazê-las falar foi assim também. No mínimo. E nada provaria que não foi, se as práticas condenadas pelo 171 já estão admitidas.
 
A Lava Jato joga com a existência do prêmio à delação. As defesas vão jogar com a ausência de investigação
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/frente-parlamentar-em-defesa-da-petrobras.html

O que o golpe e a ditadura representaram para o Brasil

13.04.2015
Do BLOG DO EMIR, 01.04.15
Por Emir Sader
Emir SaderO Brasil vinha de três décadas de construção de um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e de menos de duas décadas de democratização política, quando o golpe militar de 1964 rompeu com essas duas vertentes e instalou uma ditadura militar e um modelo econômico de superexploração do trabalho, de concentração de renda, de consumo de luxo e de exportação.
Foi um movimento promovido pelo grande empresariado, pelo governo dos Estados Unidos, pela mídia nacional e internacional, com o apoio da Igreja católica. Em nome de uma suposta salvação da democracia que estaria em perigo – as marchas se chamavam Marcha com Deus, pela Familia e pela Liberdade -, instauraram a mais brutal ditadura que o Brasil já viveu.
Foi uma virada radical na história brasileira. Interrompeu-se bruscamente a construção democrática e a de um projeto nacional e popular iniciado como Getúlio em 1930. Ao lado da repressão a tudo que lhes parecia democrático – partidos populares, sindicatos, mídia, universidades, Congresso, Judiciário, entre outros -, decretou-se de imediato o arrocho salarial. Porque não foi apenas uma ditadura política contra a democracia, foi também uma ditadura do grande capital contra a classe trabalhadora.
Todos os sindicatos tiveram intervenção militar, aboliram-se as campanhas salariais, decretando-se assim uma lua-de-mel para as grandes empresas nacionais e estrangeiras, que tiveram o maior processo de acumulação concentrada de capital da história do Brasil em poucos anos. O arrocho salarial foi o santo do chamado “milagre econômico”.
Saiu-se de um modelo industrializador com distribuição de renda, para um modelo baseado na superexploração do trabalho, no consumo de luxo e na exportação, com atração do capital internacional. A partir daquele momento, a desigualdade social, que historicamente caracterizava o Brasil, se acentuou como nunca.
O arrocho recaiu também sobre os funcionários, públicos, deteriorando a qualidade dos serviços públicos. Vem daquele momento a passagem maciça da classe média da escola pública para a escola privada, assim como a extensão dos planos privados de saúde, em detrimento dos programas de saúde publica.
O golpe e a ditadura representaram assim uma guinada radical da história brasileira na direção da ditadura e de um modelo econômico concentrador de renda. A repressão não se fez só contra a democracia, mas também contra a classe trabalhadora, permitindo o enriquecimento radical do grande empresariado nacional e estrangeiro.
Foram destruídas as organizações populares, a imprensa democrática, os espaços educacionais autônomos, foi difundida uma ideologia de “segurança nacional”, de caráter totalitário, as informações foram censuradas e a sociedade não sabia o que estava acontecendo no pais. A repressão dizimou toda uma geração de jovens militantes, presos, torturados, executados.
O Brasil nunca mais foi o mesmo desde então. A imagem do pais cordial, simpático, revelou que por trás disso havia uma hidra preparada para aprisionar o pais num regime de terror. Brasileiros foram capazes de cometer as mais atrozes formas de tortura contra outros brasileiros, em nome de uma ideologia de militarização do Estado e de extermínio de tudo o que pudesse ser obstáculo para seus objetivos.
O Brasil saiu da ditadura machucado, ferido, ofendido, humilhado, impotente até para punir os assassinos da democracia e da dignidade nacional, pela anistia imposta pelos próprios torturadores. A democratização do pais foi um processo parcial, truncado, unilateral. O poder econômico, midiático, protagonista da ditadura, sobreviveu na democracia.
Consolidar a democracia no Brasil hoje significa quebrar a hegemonia do grande capital especulativo sobre a nossa economia, dos monopólios privados sobre a formação da opinião pública, do financiamento privado sobre o processo eleitoral, do agronegócio sobre a agricultura brasileira. E construir definitivamente uma consciência democrática irreversível no pais, que impeça que aquela hidra assuste de novo ao Brasil.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/O-que-o-golpe-e-a-ditadura-representaram-para-o-Brasil/2/33170

Cobertura da GloboNews: #AceitaDilmaVez

13.04.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Vão panelar quatro anos e a Dilma, no Palácio, governando !





Leia também:

#AceitaDilmaVez: Panelaço é global derrota

#AceitaDilmaVez é um dos assuntos mais comentados do mundo

Ache um negro na Av. Paulista !

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/04/12/cobertura-da-globonews-aceitadilmavez/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+pha+%28Conversa+Afiada%29

Programa paneleira afunda audiência da Globo no Domingo:Record e SBT ultrapassam

13.04.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Bem feito!

Quem mandou fazer engajamento político na programação da TV Globo na marcha pró-ditadura dos paneleiros, no domingo.

A audiência da emissora afundou, caindo para segundo lugar em alguns programas e em vários horários. E isso medido pelo Ibope.

Não adiantou nada deixar de transmitir o futebol para São Paulo no horário do protesto, achando que iria bombar, porque as passeatas também foram um fracasso de público em todas as cidades, esvaziadas em relação à anterior do último dia 15.

O programa "Esquenta" da TV Globo perdeu para a Record e ainda ficou brigando com o SBT para não cair para o terceiro lugar.

Aliás mudar o horário do futebol foi outro fracasso. O "Esporte Espetacular" da Globo amargou segundo lugar, perdendo para o SBT.

O programa "Domingo Legal" do SBT empatou com a Globo.

Faustão também passou um sufoco. Não chegou a perder a liderança, mas tanto a Record como o SBT ficaram bem próximos.

No fim da noite de domingo nova derrota da Globo. O Domingo Espetacular ultrapassou o Fantástico às 22h17, depois de manter disputa acirrada o tempo todo com a audiência colada na Globo.

O golpismo sofreu uma dupla derrota. Nas ruas, murchou. No sofá também, murchando a audiência da Globo.

 
 
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Melo: Cerra não deixa cartel à beira da estrada

13.04.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim
 
Defender o seu tesoureiro Marcio Fortes (do HSBC) ele não defende…
 
O Conversa Afiada reproduz trechos de imperdível artigo de Ricardo Melo na Fel-lha (ver no ABC do C Af), que foi gloriosamente fulminada na global derrota:

“Cadeia da Ilegalidade


(…)

A mídia mainstream
(aqui chamada de PiG – PHA) aderiu com tudo às passeatas que pedem impeachment da presidente, fim da corrupção, afastamento do ministro Toffoli (!!!)
e, por que não, intervenção militar.

(…)

Não interessa se neste 12 de abril houve mais ou menos pessoas do que em manifestações anteriores. Quem teve a chance de conhecer países em que a democracia existe há tempos sabe que atos como estes são corriqueiros.

(…)

O que impressiona é a cobertura digna de Copa do Mundo destinada a tais manifestações ocorridas no Brasil. Jornalistas de verdade gostam de notícias. Mas o que poderia ser mais tedioso e revelador do que ouvir o dia inteiro a mesma narrativa (palavra da moda) sobre atos esvaziados ou inflados artificialmente?



Porém, o Melo não se limita a essas considerações afiadas.

No fim, ele faz autópsia do caráter exemplar desse herói da Ética Tucana (que rivaliza com o campeoníssimo Carlos Sampaio – quem é mesmo Carlos Sampaio?)



FRASES QUE FICAM


“Você não pode olhar do ponto de vista moral. Os grupos econômicos se articulam. [...] Você não perguntou, mas posso dizer aqui para a mídia: cartel virou sinônimo de delito, mas não é nada mais, nada menos que monopólio. São empresas que combinam preço, não que tomam preço. Esse é um fenômeno supercomum no mundo inteiro. [...] Quando jornais do interior combinam de aumentar e diminuir preço do jornal, há cartel aí [...] Isso não significa que cartel é delito. De repente, em estação de Metrô, em obra pública, diz que se formou cartel e parece que é ‘opa, tem cartel aí’, mas é o mesmo que se dizer que se formou um monopólio, oligopólio.”

(José Serra, PSDB, em 25.ago.2014, quando candidato ao Senado, durante evento para empresários do setor de comunicações. À disposição na internet.)

Navalha
Viu isso, Dr Moro ?
Cartel não é crime !
Já imaginou se o Vaccari dissesse isso ?
O senhor mandaria ele para Guantánamo, sem escalas !

Paulo Henrique Amorim





 
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/04/13/melo-cerra-nao-deixa-a-cartel-a-beira-da-estrada/

Rede Globo recolhe o que plantou

13.04.2015
Do blog MEGACIDADANIA
 
A Rede Globo de joelhosUsufruindo de total complacência por parte dos que deveriam puni-la - diante da fartura de documentos que comprovam sua conduta delituosa - a Rede Globo mais uma vez foi derrotada.

A derrota da Globo se deu no campo político e é confirmado pelo fracasso das manifestações do dia 12 de abril que ela tanto incentivou.

Só falta agora as instituições da justiça brasileira deixarem de lado a subserviência e a idolatria que tanto dedicam à Rede Globo.

SONEGAÇÃO É A MAIOR CORRUPÇÃO

É tarefa de todos e todas auxiliar para que se amplie mais e mais a divulgação do Vídeo/Documentário produzido pelo Diário do Centro do Mundo.

DOCUMENTÁRIO - Sonegação da Globo



Clique aqui e acesse a íntegra das dez reportagens do DCM que explica em detalhes a SONEGAÇÃO DA GLOBO.

A Rede Globo defende a implementação do PL 4330.

Mais de quarenta milhões de trabalhadores estão ameaçados de perderem seus históricos direitos constitucionais, diante da aprovação do PL 4330.

Por isso o dia 15 de abril, quarta-feira, será um marco na luta política brasileira.


Não Passarão


Até quando a Rede Globo continuará impune?

A Operação Zelotes e a CPI do Suíçalão demonstram de forma inequívoca a presença das organizações Globo em atividades delituosas, a Rede Globo e seus parceiros de crime tentam a todo custo ocultar do distinto público as entranhas de suas condutas, ao não divulgarem com destaque os detalhes daquelas investigações e suas conexões.

A representação contra a Rede Globo

Até quando aceitaremos passivos o sigilo a que foi submetido o caso do processo bilionário que foi roubado de dentro das dependências da Receita Federal?

Até quando as autoridades da justiça deixarão de informar publicamente em que situação está a REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS contra os proprietários da Rede Globo?
Clique aqui e confira o processo completo da Receita Federal contra a Rede Globo

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PRÓXIMAS ATIVIDADES

Dia 14/04, terça-feira, reunião executiva no Sindipetro para definir o local da atividade do 1º de maio;
Dia 15/04, quarta-feira, GREVE GERAL;
Dia 17/04, sexta-feira, Plenária no Sindipetro para deliberar a DEScomemoração dos 50 anos da Globo, o NÃO VAI TER FESTA;
Dia 26/04, domingo, DEScomemoração dos 50 anos da Globo, o NÃO VAI TER FESTA;
Dia 27/04, segunda-feira,
SEMINÁRIO DISCUTE OS 50 ANOS DE PODER E HEGEMONIA DA REDE GLOBO (clique aqui);
Dia 1º de maio, sexta-feira, Dia de Luta Unificado

COMPARTILHAR É O SEGREDO DE NOSSA FORÇA!
 
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/rede-globo-recolhe-o-que-plantou/

Nirlando Beirão: o golpe ficou mais difícil

13.04.2015
Do portal BRASIL247
    

"Convocado pela Rede Globo, insuflado pela manchete marota da Folha de S. Paulo e legitimado por aquelas PMs que só baixam o cacete quando os manifestantes têm cheiro de povo, os protestos deste domingo foram constrangedoramente minguados pela expectativa de seus organizadores-negociantes", diz o jornalista Nirlando Beirão; "A mídia da oligarquia, do privilegio, abriu as câmeras e as páginas parta tentar reanimar o cadáver do impeachment. Acordou cedo no domingo. Mobilizou helicópteros estridentes. Torceu e distorceu", afirma; no entanto, mais uma vez, perdeu a aposta; "que o golpe ficou mais difícil, isso ficou"

247 - O jornalista Nirlando Beirão, um dos mais consagrados da imprensa brasileira, publicou uma importante análise sobre os protestos deste domingo. Segundo ele, embora tenham sido inflados por uma mídia que deseja o impeachment, fracassaram e, agora, o golpe ficou mais difícil. Leia abaixo:

Quem patrocina o protesto

Por Nirlando Beirão, em seu blog no R7

Convocado pela Rede Globo, insuflado pela manchete marota da Folha de S. Paulo e legitimado por aquelas PMs que só baixam o cacete quando os manifestantes têm cheiro de povo, os protestos deste domingo foram constrangedoramente minguados pela expectativa de seus organizadores-negociantes.
 
Ficou claro que muita gente que foi à manifestação anterior, do 15 de março, movida por um sentimento até que sincero de revolta e de esperança, tratou de debandar.
 
Quem estava lá, desta vez, eram os convictamente antidemocráticos – os lambe-botas dos militares – e os tolinhos desinformados, fora os coxinhas do selfie, loucos para extravasar em qualquer evento público, seja velório ou show de rock, o seu despolitizado exibicionismo.
 
A mídia da oligarquia, do privilegio, abriu as câmeras e as páginas parta tentar reanimar o cadáver do impeachment. Acordou cedo no domingo. Mobilizou helicópteros estridentes. Torceu e distorceu.
A Globo quer o impeachment, a Folha também (não cito o Estadão porque, como se sabe, o Estadão faleceu, que descanse em paz). Mas fica difícil convencer o país a tirar a Dilma para botar no lugar um vice – e é a Datafolha quem tem de admitir, ainda que contrariadíssima – o qual ninguém conhece.
 
Os antidemocratas e os patetas com certeza voltarão às ruas, incentivados pela mídia dos fariseus e acobertados pelos policiais que, nas outras horas, agridem os verdadeiros revoltosos, os que genuinamente têm sede de justiça.
 
Mas que o golpe ficou mais difícil, isso ficou.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/176901/Nirlando-Beirão-o-golpe-ficou-mais-difícil.htm

“Projetos Aloysio, Serra e Juthay visam enfraquecer Petrobras e privatizá-la”

13.04.2015
Do blog VI O MUNDO, 10.04.15
 
Aloysio, Serra e Juthay
Os senadores Aloysio Nunes, José Serra e o deputado federal Juthay Jr. agem contra o patrimônio nacional
 
por Conceição Lemes
 
27 de abril, Rio de Janeiro, Rua Senador Dantas, 35, Centro.
 
Parlamentares, movimentos sociais e petroleiros lançam nesse dia, aí, em frente à sede da Petrobras, uma campanha nacional em defesa da companhia.
 
A decisão foi tomada na primeira reunião de planejamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, realizada em Brasília na quarta-feira 8. Posteriormente serão agendadas ações em São Paulo, Paraná, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.
 
“Uma coisa – e isto nós defendemos — é punir corruptos e corruptores”, frisa o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA), autor da proposta de criação da frente.“Outra, é enfraquecer a Petrobras, para por fim ao modelo de partilha no pré-sal e restringir as suas áreas de atuação, como pretendem aqueles que no passado tentaram privatizá-la.”
 
“Aproveitando-se da polêmica em torno da Lava Jato, eles voltaram à carga agora”, denuncia. “Os projetos dos senadores tucanos Aloysio Nunes e José Serra [PSDB-SP] e do deputado federal Juthay Jr. [PSDB-BA] visam enfraquecer a Petrobras, depois privatizá-la, entregando-a às petroleiras internacionais.”
 
O projeto de Aloysio, líder dos tucanos no Senado, extingue o “regime de partilha”, aprovado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e adotado no governo Dilma Rousseff (PT-RS). O propósito é retomar modelo de “concessão”, previsto em lei aprovada em 1997, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).
 
Os projetos de José Serra (PL 131/2015) e o de Jutahy Jr. (PL 600/2015) visam também à lei da partilha — nº 12. 351/2010. Sancionada pelo ex-presidente Lula, ela
 
“estabelece participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal e a obrigatoriedade de que ela seja responsável pela “condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção”.
 
Serra e Jutahy Jr. querem que a Petrobras deixe de participar de todos os negócios da cadeia petrolífera, como acontece agora, e, ainda, derrubam a cláusula que condiciona a participação da empresa em, no mínimo, 30% da exploração e produção de cada licitação.
 
Daí a criação da Frente Parlamentar Mista para defender a integralidade da Petrobras e seu papel estratégico no desenvolvimento do Brasil. Ela atuará em dois campos de batalha: no congresso e na sociedade, via movimentos populares e entidades sindicais.
 
“No Congresso, o objetivo é denunciar as iniciativas como as de Jutahy Jr, Serra e Aloysio e tentar barrá-las”, afirma Davidson Magalhães. “Fora do parlamento, articulados com os movimentos sociais, a meta é levar para a sociedade o debate sobre a defesa da Petrobras. A população brasileira precisa ser esclarecida sobre os riscos desses projetos para a Petrobras, a economia e o desenvolvimento nacional, assim como para o futuro do País.”
Confira a lista dos integrantes da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras. Os nomes estão em ordem alfabética. O seu deputado federal e o seu senadores estão nela?
 
DEPUTADOS FEDERAIS
 
Frente 1-007
Frente 2 Frente 3-001 Frente 4 Frente 5-001
 
SENADORES
 
Frente 6
 
Leia também:
 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/frente-parlamentar-em-defesa-da-petrobras.html

“Movimento fascistóide assustou a sociedade”

13.04.2015
Do portal BRASIL247, 12.04.15
 
Este é o significado do encolhimento dos protestos contra o governo em todo o País neste domingo, segundo Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania; em São Paulo, em comparação com 15 de março, o número de pessoas diminuiu de 210 mil para 100 mil, segundo o Datafolha; e de 1 milhão para 275 mil, de acordo com a Polícia Militar; "A proliferação de suásticas nazistas, os ataques a bomba a sedes do PT, as cenas assustadoras de bonecos de Dilma e Lula 'enforcados', enfim, os excessos absurdos cometidos em 15/3 mostraram que a opinião desfavorável a Dilma e ao PT pela maioria pode até existir, mas repudia o extremismo. Os protestos de 12 de abril produziram uma boa notícia. Ao minguarem, mostram que a sociedade brasileira não perdeu completamente a racionalidade"

247 - Os protestos contra o governo realizados na Avenida Paulista neste domingo 12 levaram menos da metade das pessoas às ruas. Segundo o Datafolha, 100 mil estiveram no ato anti-Dilma, contra 210 mil no dia 15 de março. De acordo com a Polícia Militar, 275 mil pessoas foram à manifestação, público 72,5% menor do que o do mês passado, quando a PM estimou - para muitos, infladamente - um milhão de pessoas no mesmo local.
 
Para Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, o motivo para o encolhimento dos protestos está no "movimento fascistóide", que "assustou a sociedade". "A proliferação de suásticas nazistas, os ataques a bomba a sedes do PT, as cenas assustadoras de bonecos de Dilma e Lula 'enforcados', enfim, os excessos absurdos cometidos em 15/3 mostraram que a opinião desfavorável a Dilma e ao PT pela maioria pode até existir, mas repudia o extremismo", avalia o blogueiro.
 
Leia abaixo seu texto:
 
O significado do encolhimento dos protestos – apesar do Datafolha
 
Por volta das 11 horas de domingo, 12 de abril, a emissora de tevê a cabo Globo News avaliava, através de seus comentaristas, que os protestos anti-Dilma perderam força pelo Brasil afora, em relação a 15 de março.
 
Confira, abaixo, as avaliações de público divulgadas pela Polícia Militar sobre o público de algumas cidades em 12/4 e em 15/3, segundo o canal a cabo da Globo.
 
São Paulo 275 mil em 12/4 contra 1 milhão em 15/3
 
Brasília 25 mil em 12/4 contra 50 mil em 15/3

Campinas 2 mil em 12/4 contra 15 mil em 15/3
 
Belo Horizonte 3 mil em 12/4 contra 25 mil em 15/3
 
Manaus 300 em 12/4 contra 13 mil em 15/3
 
Salvador 2 mil em 12/4 contra 8 mil em 15/3
 
Rio de Janeiro 800 (estimativa 11 hs.) em 12/4 contra 15 mil em 15/3
 
Na Globo News, a jornalista Cristiana Lobo atribuiu a perda de força do movimento pelo Brasil afora devido à perda do caráter de "novidade" desses protestos.
 
Outro fato bastante interessante é o de que, apesar de haver menos público nos protestos pelo Brasil, aumentou o público exclusivamente branco e de classe média alta.
 
O fenômeno se tornou mais evidente em Salvador, cidade de população esmagadoramente negra e que na manifestação deste 12 de abril era composta, quase que exclusivamente, por brancos.
 
A perda de força dos protestos em todo o Brasil sugere que muita gente que foi à rua no mês passado não tinha clareza exata sobre o que pretendia aquele movimento.
 
A redução desse movimento contraria a expectativa gerada pelo protesto anterior. O inegável sucesso daquele dia de protestos sugeria que o movimento tenderia a crescer e isso não está acontecendo.
 
A avaliação dos analistas da Globo News parece insuficiente para explicar a causa desse fenômeno. Sobretudo após pesquisa Datafolha publicada no sábado, que deu conta de que 63% dos eleitores aprovam o impeachment de Dilma Rousseff.
 
Apesar de a pesquisa ter sido publicada na véspera dos protestos com o objetivo óbvio de inflá-los, a iniciativa do Grupo Folha parece não ter produzido o efeito desejado.
 
O significado desse encolhimento dos protestos é o de que o movimento fascistóide assustou a sociedade.
 
A proliferação de suásticas nazistas, os ataques a bomba a sedes do PT, as cenas assustadoras de bonecos de Dilma e Lula "enforcados", enfim, os excessos absurdos cometidos em 15/3 mostraram que a opinião desfavorável a Dilma e ao PT pela maioria pode até existir, mas repudia o extremismo.
 
Os protestos de 12 de abril produziram uma boa notícia. Ao minguarem, mostram que a sociedade brasileira não perdeu completamente a racionalidade.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/176881/“Movimento-fascistóide-assustou-a-sociedade”.htm