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sábado, 4 de abril de 2015

MÍDIA GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA:16 editoriais sobre o golpe militar de 1964

04,04.2015
Do portal Agência Carta Maior, 01.04.15
Por Altamiro Borges

Estadão, Globo, Folha e outros jornais clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas.

Gladstone Barreto / Flickr
Este 1º de abril marca os 51 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964. Na época, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart. Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe. Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.


Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais burgueses – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas. No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação. Hoje, esse papel é desempenhado pela mídia privada, que continua orquestrando golpes contra a democracia. Daí a importância de relembrar sempre os seus editorais da época:



O golpismo do jornal O Globo


1. “Salvos da comunicação que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”. O Globo, 2 de abril de 1964.


2. “Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada..., atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal. O Globo, 2 de abril de 1964.


3. “Ressurge a democracia! Vive a nação dias gloriosos... Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada”. O Globo, 4 de abril de 1964. 


4. “A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.


Conluio dos jornais golpistas


5. “Minas desta vez está conosco... Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições”. O Estado de S.Paulo, 1º de abril de 1964.


6. “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”. Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964.


7. “Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.


8. “Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.


9. “Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la”. Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964.


10. “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade”. O Estado de Minas, 2 de abril de 1964.


11. “A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”. O Dia, 2 de abril de 1964.


12. “A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”. O Povo, 3 de abril de 1964.


13. “Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República... O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. Correio Braziliense, 16 de abril de 1964.


Apoio à ditadura sanguinária


14. “Um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social – realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama”. Folha de S.Paulo, 22 de setembro de 1971.


15. “Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o país, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. Jornal do Brasil, 31 de março de 1973.


16. “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. Editorial de Roberto Marinho, O Globo, 7 de outubro de 1984.

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/16-editoriais-sobre-o-golpe-militar-de-1964/12/33175

Contra a Globo: Manifestantes pedem fim da concessão e rechaçam manipulação

04.04.2015
Do blog VI O MUNDO, 02.04.15

globo1
Ato em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro
Manifestantes pedem fim da concessão da Globo e rechaçam manipulação
Pelo fim da manipulação de informação, pela cassação de concessão pública de transmissão e contra a sonegação, centenas de manifestantes em todo o Brasil realizaram ato nesta quarta-feira (1º/4) contra a rede Globo.
As manifestações foram convocadas por jornalistas, blogueiros e diversas lideranças de mídia alternativa, entre os quais o Barão de Itararé. No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram em frente a sede da emissora e também na Candelária, na região central. Os manifestantes empunhavam cartazes, bandeiras e faixas com os dizeres: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e “Globo mente”. Antes, os manifestantes fizeram ato em frente a Band, outra emissora cujo seus proprietários estão na lista das contas secretas do HSBC na Suíça.
A banda do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) agitou os manifestantes. O protesto também contou com a participação do grupo independente de teatro, que atua nas ruas de Santa Teresa, que encenou o enterro da Globo e da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal que investiga os esquemas de sonegação fiscal.
Para o jornalista Alexandre Teixeira, do blog Megacidadania, o ato reafirma a luta pela democratização dos meios de comunicação. “O enfrentamento da mídia acontece num momento em que vivemos de manipulação e distorção da informação. Portanto, a mobilização ganha ainda mais força e importância”, disse.
Segundo ele, o ato ganhou apoio de populares que se interessaram em saber mais o esquema de sonegação de impostos da Globo e pelo que classificou como vergonhoso roubo do processo ocorrido nas dependências da Receita Federal, em um procedimento que documentou diversos crimes cometidos pelos Marinho na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.
Um dos líderes da manifestação, o analista de mídias sociais Wellington Nobre disse em entrevista à Folha de S. Paulo que não é contra o conteúdo apresentado, mas contra a corrupção.
“Todo veículo de imprensa tem que ser livre ao seu conteúdo, isso não é a questão, mas a Globo está afundada na corrupção e manipulação”, salientou.
Dia 17 de abril, às 18 horas, acontece no Rio de Janeiro nova plenária de preparação de um grande ato dia 26 de abril por ocasião dos 50 anos da Globo, que também deve acontecer no restante do país. A reunião será no auditório do Sindipetro-RJ, na Avenida Passos, 34, centro do Rio de Janeiro.
Globo não me convence
Em São Paulo não foi diferente. Foram realizados atos no Masp e em frente a sede da emissora na região sul da capital. “Globo Não Me Convence”, dizia um dos cartazes.
Em depoimento ao jornal Folha, a enfermeira aposentada Edva Aguilar afirmou: “Queremos mostrar publicamente que a Globo sonega impostos, manipula informações, deturpa, que teve um papel fundamental na ditadura militar e agora tenta um novo golpe. Eles não têm ideia de quantas pessoas estão a favor da Dilma. A Globo define a pauta para o Brasil inteiro, a mídia do Brasil é uma das mais corrompidas. Queremos a mídia democrática”, enfatizou.
No Rio Grande do Sul, os manifestantes ocupam a frente da sede da afiliada no Rio Grande do Sul, a RBS, cujo grupo que administra a emissora também caiu na chamada Operação Zelotes que investiga esquema de sonegação de impostos.
De acordo com os líderes da manifestação, 1º de abril é uma data simbólica conhecida pelo dia da mentira, por isso representa bem as ações da Rede Globo.
Do Portal Vermelho, com informações de agências
Leia também:

Antônio David: Estadão diz que falar em resistência à tentativa de golpe é ‘ameaçador‘; apologia de golpe, não

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/atos-contra-a-globo-manifestantes-pedem-fim-da-concessao-e-rechacam-manipulacao.html

Páscoa: utopia, libertação e esperança

04.04.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 02.04.15
Por Christian Gillis*


http://www.freeimages.com/photo/1068789O filme “Exodus: Deuses e Reis” (Ridley Scott, 2014) é a adaptação cinematográfica da história bíblica da libertação dos israelitas da tirania opressora à qual estavam submetidos no Egito, 3.500 anos atrás. O filme atraiu a fúria da crítica secular por haver tratado (acertadamente) como fatos históricos os eventos relativos à vida e a obra de Moisés, buscando aproximações da narrativa do livro bíblico do Êxodo.

Conquanto o filme apresente algumas perspectivas e enquadramentos bastante questionáveis, devido à interpretação surreal de fatos descritos biblicamente de forma diversa, o mesmo teve a virtude de reintroduzir na arena cultural da secularizada sociedade ocidental a discussão da temática teológica (juntamente com o épico “Noé”, de Darren Aronofsky, 2014), suscitando acalorados debates sobre a ação divina e suas inteirações históricas em relação à humanidade.

Do contexto de opressão e chibatadas nas costas nasceu o sonho utópico por libertação política e espiritual, sonho este que se concretizou no êxodo dos israelitas do império egípcio, devido à poderosa intervenção divina. Foi essa a ocasião de libertação providenciada por Deus que deu ensejo à festa da Páscoa.

O nome Páscoa deriva-se especificamente da impactante “passagem” de Deus (ou seu mensageiro) pelo Egito, trazendo ao mesmo tempo juízo sobre os opressores e libertação para os cativos. Esse grande ato salvador, operado graciosamente por Deus, marcou distintivamente a história do povo de Israel, que o recordou muitas e muitas vezes, tanto na sua festa anual como por meio de canções que traziam à memória o que dá esperança.

A festa da Páscoa foi instituída com o objetivo exato de relembrar às gerações futuras os grandes atos de Deus ocorridos quando da passagem dos israelitas da condição de escravidão para o estado de liberdade política e espiritual. Trata-se de um protótipo de liberdade e esperança integrais, que o Deus Redentor quer conceder a todos os povos e nações da Terra.

Afinal, como consta do acordo (aliança, contrato, pacto) estabelecido entre Deus e Abraão, o pai-patriarca dos israelitas, o objetivo da sua escolha e chamamento para aquele povo tinha em vista “abençoar a todas as famílias da Terra”. Deus constituiu um povo que servisse de plataforma para dar-se a conhecer e abençoar a todos os demais povos – inclusive aos egípcios. Assim a libertação dos israelitas da escravidão é o indicativo do estado de liberdade que Deus deseja comunicar a toda humanidade, por meio de Jesus Cristo de Nazaré. 

A Páscoa dos israelitas é a utopia que pulou do horizonte para dentro da história – e significa esperança de libertação para todos que se encontram sob toda e qualquer forma de opressão. O Deus que escutou os clamores e lamentos dos oprimidos no passado interveio em favor da justiça com mão forte; o Deus que agiu assim anteriormente, revelou um sentido e um padrão da sua ação em relação ao mundo e à humanidade. Ora, isso enche nosso coração de santas expectativas por novas manifestações libertadoras ansiadas por toda a criação e das quais o futuro está prenhe, prestes a dar à luz.

Num segundo momento, com significado mais profundo, pleno, amplo e definitivo, Jesus de Nazaré, se apresenta como o cordeiro pascal, aquele que traz para o mundo todo a libertação de todo tipo de forças tenebrosas que oprimem a humanidade, estabelecendo o ambiente do reinado de Deus como esfera de graça, amor e benção divina.
Na Páscoa a gente lembra do que Jesus fez por nós e da possibilidade de viver uma nova vida, sob sua regência, livres de todo tipo de tirania, seja espiritual ou política, por meio da fé e confiança nele.

Por causa da passagem (Páscoa) de Deus pelo Egito, que teve duplo efeito, com juízo sobre opressores e Graça aos que confiaram nas instruções divinas, os israelitas passaram à liberdade e depois passaram à terra prometida. Da passagem de Jesus por este mundo, também com julgamento sobre tudo o que escraviza e Graça para os que a Ele aderem, é aberto um novo e vivo caminho para que se viva e adore a Deus em liberdade plena.

Há, portanto, um portal aberto na história para passar do festejo superficial da Páscoa, plastificado pelo mercado, para uma comemoração densa de significado e esperança, por meio da consideração e descoberta da libertação que há em Jesus Cristo, aquele que liberta verdadeiramente e faz dos que libertou gente verdadeiramente livre. É possível escapar de tudo que escraviza e passar à plenitude de vida, pela adesão e seguimento a Jesus, o cordeiro pascal.

• Christian Gillis é casado com Juliana é pai de 3 filhos. Pastor na Igreja Batista da Redenção, em Belo Horizonte (MG), é membro do Conselho Gestor da Aliança Evangélica. Twitter: @prgillis

Leia também



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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/pascoa-utopia-libertacao-e-esperanca

FALSO MORALISMO DA OPOSIÇÃO: Jungmann posa de exemplo da moralidade, mas recebe por cargo que não exerce

04.04.2015
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 03.04.15
Por Helena Sthephanowitz

Mesmo tendo assumido mandato de deputado federal, em Brasília, parlamentar se mantém vereador em Recife
ZECA RIBEIRO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
jungmann.jpg
Telhado de vidro. Jungmann (dir), Carlos Sampaio (centro) e Mendonça Filho pedem à PGR para investigar Dilma
Na última terça-feira (31), o deputado Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco – correligionário e conterrâneo de Roberto Freire –, juntou-se a colegas deputados do DEM e PSDB para bater na porta do  procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para pedir que ele reconsidere sua decisão e peça abertura de inquérito para investigar se a presidenta Dilma Rousseff estaria de alguma forma envolvida no esquema de propinas na Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Jungmann, aliás, é o autor do pedido. Mas se a preocupação do recém empossado deputado for moralização e zelo com a coisa pública, ele deveria começar dando o exemplo.
Raul Jungmann mantém dois mandatos eletivos, um de deputado federal e outro de vereador em Recife. Há um mês e meio, ele assumiu na Câmara Federal a vaga deixada por Sebastião Oliveira (PR), também de Pernambuco e atual secretário estadual dos Transportes. Porém, em vez de renunciar ao cargo na Câmara Municipal de Recife, ele apenas se licenciou do mandato de vereador.
Em fevereiro, inclusive, Jungmann recebeu o salário integral pela vereança, mesmo tendo deixado a Câmara no dia 14 daquele mês. As informações estão no Diário Oficial e no Portal da Transparência da Câmara Municipal.
Jungmann assumiu o mandato de deputado federal oficialmente  em 12 de fevereiro, passando a receber salário da Câmara. Mas entre 12 e 28 de fevereiro, ele foi um "vereador fantasma" na folha de pagamento municipal de Recife, acumulando dois salários por cargos que não podem ser exercidos ao mesmo tempo.
A atitude é incompatível com o discurso de "paladino da ética" que o deputado tenta imprimir em seu mandato. A Constituição Federal diz, em seu artigo 54, que os deputados e senadores não poderão, desde a posse, ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
Jungmann licenciou-se do mandato de vereador conforme Resolução 2.595/2015 da Câmara de Recife, publicada no Diário Oficial do dia 14 de fevereiro, “sem ônus para o erário municipal, por tempo indeterminado, a fim de que possa assumir a função de suplente em exercício de deputado federal, enquanto perdurar o afastamento dos titulares”. Porém, o Portal da Transparência da Câmara Municipal que Jungmann foi pago usando-se o salário integral de R$ 15.031,76 como base de cálculo, igual ao dos demais vereadores que trabalharam o mês inteiro.
A assessoria de Jungmann disse ao Jornal do Commércio, de Recife, que devolverá aos cofres públicos R$ 5.366,14. “Uma guia de recolhimento foi enviada ao deputado com a informação que ele deixou a Câmara do Recife no dia 20 de fevereiro e recebeu um valor maior. O documento foi assinado pelo diretor da divisão de pessoal”, diz a nota.
rauljungmann.jpg
Continua errado. Como o deputado começou a receber em Brasília a partir de 12 de fevereiro, como comprova o portal da transparência da Câmara dos Deputados, só pode ser remunerado pela Câmara do Recife até o dia 11, pois é proibido acumular os dois cargos. Se receber até o dia 20 de fevereiro, como informou a assessoria, continua na situação de vereador "fantasma" na folha de pagamento por nove dias.
Mas até a licença de Jungmann do cargo de vereador é polêmica. Alguns juristas consideram que, se o parlamentar optou por exercer o mandato federal, deveria renunciar ao de vereador em vez de apenas licenciar-se. Há quem defenda que, ainda que não receba salários, ele continuará acumulando dois cargos. Seria interessante saber porque Jungmann prefere continuar vereador, mas ser deputado e não seguir a Constituição à risca.
Segundo a assessoria do polivalente parlamentar, a Câmara Municipal lhe deu um parecer jurídico favorável à licença, que foi aceito pela Câmara dos Deputados, alegando ser ele suplente e não titular do mandato federal. Disse ainda que "essa mesma decisão já foi tomada em situações semelhantes, em outros lugares, como São Paulo". É mais do mesmo e mais uma vez. Pode ser até legal, mas importaria debater se é ou não imoral, especialmente vindo de quem chega se dizendo mais um arauto do combate à corrupção.

Lembrança

Só pra recordar, em 2011 o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na época no DEM, arrumou uma ocupação para Jungmann na administração paulistana.
Apesar de residir em Recife e estar frequentemente em Brasília, Jungmann não viu problemas em ser nomeado para o Conselho de Administração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) , que monitora e organiza o trânsito em São Paulo, com salário mensal de módicos R$ 12 mil.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/04/raul-jungmann-posa-de-exemplo-da-moralidade-mas-recebe-por-cargo-que-nao-exerce-8347.html