quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ibope derrotado na Justiça. Globo treme!

01.03.2015
Do BLOG DO MIRO, 31.03.15
Por Altamiro Borges


A Rede Globo acaba de sofrer mais um baque. Após 14 anos de disputa judicial, o SBT conseguiu finalmente vencer a ação movida contra o Ibope. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça recusou recurso do instituto de pesquisa e manteve, em decisão final, a sentença de 2003 que o obriga a revelar os dados confidenciais de sua metodologia de aferição de audiência – a sinistra "caixa-preta" que sempre foi acusada de beneficiar a TV Globo. "O processo acaba de ser declarado 'transitado em julgado', ou seja, não cabem mais recursos. O SBT aguarda apenas o cumprimento da sentença", informa o jornalista Paulo Pacheco, do site especializado "Notícias da TV".


A briga entre a emissora de Sílvio Santos e o Ibope - também apelidado de Globope – foi deflagrada em 2001. Na ocasião, o SBT questionou a medição de audiência do instituto e foi punido pelo Ibope com a suspensão de 24 horas do serviço, alegando violação das regras de sigilo. Sentindo-se lesada, a emissora processou o Ibope e exigiu o acesso aos dados confidenciais da medição. Em 2003, o SBT obteve a primeira vitória. O instituto foi condenado pela Justiça paulista a pagar R$ 30 mil por dia para a emissora caso não mostrasse a "forma, a metodologia e os elementos utilizados em todos os mecanismos para pesquisa de audiência e apuração de resultados". O Ibope ainda recorreu a outras instâncias, mas agora foi finalmente derrotado, em definitivo, pelo STJ. Não cabem mais recursos!

Como relembra Paulo Pacheco, "enquanto brigava com o Ibope na Justiça, o SBT chegou a oferecer dinheiro a quem revelasse possuir um peoplemeter, aparelho que mede a audiência em tempo real. Em São Paulo, há cerca de 930 aparelhos instalados em sigilo em domicílios escolhidos pelo Ibope. No Brasil, são cerca de 6.000. Com a sentença, o SBT espera agora ter acesso à localização dos peoplemeters para verificar se a amostra do Ibope realmente representa as classes sociais e sua distribuição geográfica". A medição da audiência – esta verdadeira "caixa-preta" – é decisiva para a obtenção de bilionários recursos em publicidade privada e pública. Aberta, ela poderá confirmar a manipulação dos dados e representar um duro baque para a Rede Globo. A conferir!

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/03/ibope-derrotado-na-justica-globo-treme.html

Ronaldo Caiado, pelo ex-paladino Demóstenes Torres: “rouba, mente e trai”

01.04.2015
Do portal BRASIL247

caiado
Hoje, no Diário da Manhã, de Goiânia, o ex-senador Demóstenes Torres, que perdeu o mandato por conta de suas ligações com o banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira, publica um violentíssimo artigo contra o líder ruralista Ronaldo Caiado.

Torres despeja todo o seu ódio ao ex-colega de DEM que, segundo ele, é “o Judas Ronaldo”, que viu em sua desgraça a oportunidade de “afundar-me no buraco”.

“(…)Caiado se passava como uma espécie de irmão mais velho pra mim, falava da afinidade de nossas teses, que era um conservador não beligerante, pra isso não poupando sequer seus antepassados, e que desejava um futuro liberal para o Brasil. Ronaldo fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira, era, inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado, peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente   nas campanhas  de 2002, 2006  e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro”. (…)

“Ronaldo Caiado é chefe de um dos mais nocivos vagabundos de Goiás, o delegado de polícia civil aposentado, Eurípedes Barsanulfo, que era o melhor amigo de Deuselino Valadares, o delegado de polícia federal que fez um “relato”, segundo “Carta Capital”, onde me acusava de ser beneficiário do jogo do bicho. Esse relato jamais apareceu oficialmente, mas serviu para que o PSOL dele se utilizasse para representar-me perante o conselho de ética do Senado. No final do ano passado, o jornal Diário da Manhã de Goiânia, publicou uma matéria assinada em que acusa o dito delegado de ter forjado o documento a mando de um seu chefe político. Quem era ele? Ronaldo Caiado, todos sabem. Aliás, Eurípedes Barsanulfo, este sim, era prócer das máquinas caça-níqueis em Goiás. Ronaldo uma vez, inclusive, me pediu para interferir junto a Carlos Cachoeira para ampliar a atividade de Eurípedes no jogo ilícito”.(…)

“Ano passado sua degradação se expandiu. Ronaldo Caiado, no afã de ser candidato a Senador ao lado de Marconi Perillo, foi atrás de Aécio Neves e Agripino Maia (este dependente financeiro de Perillo) para que eles compusessem a chapa com coerência nacional, apesar de todo histórico de desavenças com o carcamano. Um pouco mais vexatório, mandou a própria esposa num evento na cidade de Americano do Brasil, onde a apedeuta, além de usar a palavra, pregou o voto em Perillo, alegando que ele era um grande estadista e que esperava sua reeleição para o bem de Goiás. Relembre-se: quem teve negócios com Cachoeira foi Perillo, eu não.”

“Na fusão do DEM com o PTB irá para o PMDB, possibilidade constitucionalmente aceita de adesão partidária. Irá, oficialmente, se opor. Parecerá até o fim um coerente, um habanero puro. Seguirá as ordens de seu chefe político ACM Neto, que financiou sua última campanha em Goiás e que lhe assegurou, caso perdesse a eleição, o confortável posto de secretário de saúde em Salvador, em cuja região Caiado  costuma passar suas férias às expensas da empresa OAS.”

“Pois agora, Ronaldo Caiado, quero ver se você é homem mesmo. Nos mesmos termos que você mandou oferecer ao frouxo Marconi Perillo, eu me exponho.(…) Você diz em seus discursos que Caiado não rouba, não mente e não trai. Você rouba, mente e trai.”
É pouco? Tem mais no catatau de Demóstenes. Aquele clássico “Duelo em OK Corral” é fichinha.

Mas como Caiado é peça importante na aliança oposicionista, silêncio quase total na mídia
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25974

O vídeo onde Youssef diz que Janene dividia propina de Furnas com Aécio. Que tal, Dr. Janot?

01.04.2015
Do blog TIJOLAÇO, 19.03.15
Por Fernando Brito

youssef
Estarrecedor o vídeo do depoimento do doleiro Alberto Youssef diz que o deputado José Janene, padrinho de Paulo Roberto Costa diz que  o PP “dividia” uma  diretoria de Furnas – para o pagamento de propinas – com o PSDB e, específicamente, com o então deputado Aécio Neves.
Embora o promotor que o inquiria teime em chamar José Janene de José Genoíno, fica claro que é uma “transa” entre tucanos e pepistas.
É perceptível o constrangimento do inquiridor diante do que é revelado.
Será que o vídeo vai para o Jornal Nacional?
100 mil dólares mensais, mas, lembra Youssef, o dólar estava baratinho.
De 1996 a 2000.
Governo de quem?
Então, Dr. Janot, não é motivo para abrir investigação?
Youssef diz que a “operadora” era a irmã de Aécio.
Que o promotor toma a iniciativa de dizer que era Andreia Neves.
Yousef disse que Janene tava que “não posso pagar mais que isso porque tem a parte do PSDB”.
Vai ficar escondido?

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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25628

Lula convoca PT a reagir contra cerco promovido pela direita fascista

01.04.2015
Do portal CORREIO DO BRASIL,31/3/15
Por Gilberto de Souza - do Rio de Janeiro

Ao lado de Lula (E), Falcão falou aos presidentes de diretórios regionais durante encontro, em São Paulo
Ao lado de Lula (E), Falcão falou aos presidentes de diretórios regionais durante encontro, em São Paulo
Ou o PT refaz sua aliança com os movimentos populares ou corre o risco de sofrer sua pior derrota nas eleições do ano que vem e em 2018. A assertiva foi repassada, na noite desta segunda-feira, em São Paulo, aos presidentes dos diretórios da legenda no governo federal e em cinco Estados da Federação, durante encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Rio, durante jantar promovido pela direção estadual do Partido Comunista do Brasil em comemoração aos 93 anos de atividades da legenda que integra a base aliada, o prefeito de Maricá e presidente do PT fluminense, Washington Quaquá, transmitiu a preocupação de Lula quanto aos rumos políticos do país.
– Há uma campanha de ódio contra o PT e não vamos assistir, passivamente, ao avanço das forças da direita, contrárias aos avanços sociais conquistados ao longo dos últimos 12 anos. É preciso reunir os movimentos sociais, os partidos de esquerda, como o PCdoB, levantar a cabeça e ir à luta. Na reunião que tivemos com o ex-presidente Lula, há algumas horas, ele foi claro ao afirmar que o PT não pode ficar acuado diante dessa agressividade odiosa – disse, em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil.
Quaquá, que conversa com o governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, sobre uma nova aliança entre o PT e o PMDB, aposta na união das esquerdas como forma de combater o avanço do conservadorismo na sociedade brasileira.
– O momento é de conversarmos e tratar de uma agenda ampla, capaz de aglutinar a militância de esquerda para conter o movimento retrógrado que cresceu, no país, ao longo dos últimos meses – afirmou, durante a reunião do PCdoB, à qual compareceu logo após a chegada do encontro com o ex-presidente Lula.
De casa nova
Sorrentino, ao microfone,  com o presidente nacional do PSB, , Maria Prestes, viúva do legendário líder comunista Luiz Carloso Prestes, e Batista (D): "O país corre o risco de um golpe fascista"
Sorrentino, ao microfone, com o presidente nacional do PSB, , Maria Prestes, viúva do legendário líder comunista Luiz Carloso Prestes, e Batista (D, ao fundo): “O país corre o risco de um golpe fascista”
Entre os discursos após o jantar do PCdoB, no Rio, o líder socialista Roberto Amaral, convidado à reunião, foi direto ao identificar uma crise no país, “de dimensões maiores do que aquela que antecedeu o golpe de Estado, em 1964″. Em linha com o ex-presidente Lula, Amaral acredita que há um movimento concatenado por conservadores de vários matizes com o único objetivo de impedir que a presidenta Dilma Rousseff consiga governar o país. Amaral chegou a apontar a imposição de um “parlamentarismo de facto” no Congresso.
– Os principais líderes na Câmara e no Senado deram um golpe no presidencialismo ao impor o parlamentarismo à presidenta Dilma, que faz um governo fraco – afirmou.
Líderes do PCdoB, durante a reunião, também ressaltaram a importância de uma coesão entre as forças de esquerda no país, “sob pena de uma tentativa de golpe por parte da direita fascista”, como afirmou o médico Walter Sorrentino, secretário nacional de Organização do PCdoB. O ponto de vista de Sorrentino foi reforçado, ainda, no discurso do também dirigente nacional do Partido e presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Manuel Rebelo Fernandes.
Na abertura do encontro, o presidente regional do PCdoB, João Batista Lemos, realçou a necessidade de se ampliar a base de atuação da legenda, no Estado do Rio com a aquisição de uma sede própria, destinada aos encontros da militância e fundamental para a realização de cursos e seminários políticos destinados à formação de novos quadros para o Partido.
– A entrada nós já temos, que é um apartamento doado ao Partido pela saudosa líder Elza Monerat. Agora vamos nos mobilizar para, após 93 anos de existência, conseguir atingir essa meta – afirmou Batista.
Pé na estrada
Aos dirigentes petistas, na capital paulista, Lula também argumentou que a legenda devem ampliar suas alianças com os movimentos de base e as centrais sindicais, em apoio às manifestações dos trabalhadores. Presidente estadual do PT paulista, Emídio de Souza, adiantou que Lula retomará suas viagens aos quatro cantos do país:
– Ele pediu para militar, buscar nos Estados e municípios o apoio. Pediu para cuidarmos da base social do partido, que é quem votou na gente.
Durante o encontro, os representantes estaduais do PT aprovaram o Manifesto dos Diretórios Regionais, que reforça a importância do 5º Congresso Nacional da agremiação política para o seu fortalecimento. No documento, os dirigentes estaduais petistas apoiam as bandeiras tradicionais da esquerda para reaproximar o partido, e consequentemente, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), à sua base social.
Em seu microblog, no Twitter, o presidente do PT, Rui Falcão, escreveu logo após o encontro: “Apesar do ódio que destilam contra nós, continuaremos a amar o Brasil e a lutar por um país melhor. #OrgulhodeserPT”.
Leia a seguir, na íntegra, o manifesto divulgado pelo PT:
Manifesto dos DRs
Nunca como antes, porém, a ofensiva de agora é uma campanha de cerco e aniquilamento. Como já propuseram no passado, é preciso acabar com a nossa raça. Para isso, vale tudo. Inclusive, criminalizar o PT — quem sabe até toda a esquerda e os movimentos sociais.
Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguemnos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.
Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de País tenha sido vitorioso nas urnas. Primeiro com um operário, rompendo um preconceito ideológico secular; em seguida, com uma mulher, que jogou sua vida contra a ditadura para devolver a democracia ao Brasil.
Maus perdedores no jogo democrático, tentam agora reverter, sem eleições, o resultado eleitoral. Em função dos escândalos da Petrobrás, denunciados e investigados sob nosso governo -– algo que não ocorria em governos anteriores –, querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada.
Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores, nos marcos do Estado Democrático de Direito. E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.
O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. 
Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as 2 mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.

Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do “melhorismo”. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.
Nosso 5º Congresso, cuja primeira etapa será aberta, a fim de recolher contribuições, críticas e novas energias de fora, deverá sacudir o PT. A fim de que retome sua radicalidade política, seu caráter plural e não- dogmático. Para que desmanche a teia burocrática que imobiliza direções em todos os níveis e nos acomoda ao status quo.
O PT não pode encerrar-se em si mesmo, numa rigidez conservadora que dificulta o acolhimento de novos filiados, ou de novos apoiadores que não necessariamente aderem às atuais formas de organização partidária.

Queremos um partido que pratique a política no quotidiano, presente na vida do povo, de suas agruras e vicissitudes, e não somente que sai a campo a cada dois anos, quando se realizam as eleições.
Um PT sintonizado com nosso histórico Manifesto de Fundação, para quem a política deve ser “ atividade própria das massas, que desejam participar, legal e legitimamente, de todas as decisões da sociedade”.
Por isso, “o PT deve atuar não apenas no momento das eleições, mas, principalmente, no dia-a-dia de todos os trabalhadores, pois só assim será possível construir uma 3 nova forma de democracia, cujas raízes estejam nas organizações de base da sociedade e cujas decisões sejam tomadas pelas maiorias”.
Tal retomada partidária há de ser conduzida pela política e não pela via administrativa. Ela impõe mudanças organizativas, formativas, de atitudes e culturais, necessárias para reatar com movimentos sociais, juventude, intelectuais, organizações da sociedade – todos inicialmente representados em nossas instâncias e hoje alheios, indiferentes ou, até, hostis em virtude de alguns erros políticos cometidos nesta trajetória de quase 35 anos.
Dar mais organicidade ao PT, maior consistência política e ideológica às direções e militantes de base, afastar um pragmatismo pernicioso, reforçar os valores da ética na política, não dar trégua ao “cretinismo” parlamentar – tudo isso é condição para atingir nossos objetivos intermediários e estratégicos.
Em concordância com este manifesto, nós, presidentes de Diretórios Regionais de 27 Estados, propomos:
1. Desencadear um amplo processo de debates, agitação e mobilização em defesa do PT e de nossas bandeiras históricas;
2. Defesa do nosso legado político-administrativo e do governo Dilma;
3. Participar e ajudar a articular uma ampla frente de partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo, unificados em torno de uma plataforma de mudanças, que tenha no cerne a ampliação dos direitos dos trabalhadores, da reforma política, da democratização da mídia e da reforma tributária;
4. Apoiar o aprofundamento da reforma agrária e do apoio à agricultura familiar;
5. Orientar nossa Bancada a votar o imposto sobre grandes fortunas e o projeto de direito de resposta do senador Roberto Requião, ambos em tramitação na Câmara dos Deputados;
6. Apoiar iniciativas para intensificar investimentos nas grandes e médias cidades, a fim de melhorar as condições de saneamento, habitação e mobilidade urbana;
7. Buscar novas fontes de financiamento para dar continuidade e fortalecimento ao Sistema Único de Saúde;
8. Apoiar uma reforma educacional que corresponda aos objetivos de transformar o Brasil numa verdadeira Pátria Educadora;
9. Levar o combate à corrupção a todos os partidos, a todos os Estados e Municípios da Federação, bem como aos setores privados da economia;
10. Lutar pela integração política, econômica e cultural dos povos da América, por um mundo multipolar e pela paz mundial. O momento não é de pessimismo; é de reavivar as esperanças. A hora não é de recuo; é de avançar com coragem e determinação. O ódio de classe não nos impedirá de continuar amando o Brasil e de continuar mudando junto com nosso povo. Esta é a nossa tarefa, a nossa missão. É só querer e, amanhã, assim será!
São Paulo, 30 de março de 2015
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/lula-convoca-pt-a-reagir-contra-cerco-promovido-pela-direita-fascista/756526/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20150401

Um mês após derrubar Jango, empresários golpistas formaram nova diretoria na Fiesp

01.04.2015
Do portal OPERA MUNDI, 31.03.15
PorHaroldo Ceravolo Sereza, Joana Monteleone, Vitor Sion, Rodolfo Machado e Felipe Amorim | São Paulo 

Pioneiro no estudo do GPMI da Fiesp, Jean- Claude Silberfeld diz que grupo foi embrião de indústria bélica brasileira; CNV indica possível continuidade entre mobilização industrial e Operação Bandeirante
As forças que planejaram o golpe militar contra o presidente João Goulart, que completa 51 anos nesta semana, previam a realização de um conflito armado no Brasil. Meses antes de abril de 1964, os conspiradores já se preparavam para enfrentar uma resistência de Goulart e seus aliados. O plano para derrubar o governo contava até mesmo com a possibilidade de indústrias e empresas alterarem a sua produção cotidianapara fabricar artefatos bélicos, como metralhadoras, cartuchos e carros de combate.

Economista, Jean-Claude Silberfeld estudou a história do GPMI da Fiesp
Economista, Jean-Claude Silberfeld estudou a história do GPMI da Fiesp
Exatamente um mês após o sucesso do golpe de Estado, o projeto de “mobilização industrial” foi oficializado a partir da criação de uma nova diretoria dentro da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo): o GPMI (Grupo Permanente de Mobilização Industrial).

Apesar de o confronto contra Goulart não ter saído do papel, os industriais que haviam se articulado para o golpe permaneceram atuando de forma conjunta e próximos dos militares. Essa atuação permitiu a mudança de uma série de práticas do Estado brasileiro - licitações para equipar as Forças Armadas, por exemplo, passariam a ser realizadas em São Paulo, e não mais no Rio de Janeiro.

Vários diretores e assessores de alto gabarito de empresas integrantes do GPMI seriam conduzidos a importantes cargos do novo governo, e os gastos das Forças Armadas com equipamentos industriais cresceria significativamente nos anos que se seguiram a 1964.

Esse grupo deve ser considerado o berço da indústria bélica brasileira, reafirmou em entrevista o economista Jean-Claude Eduardo Silberfeld [na foto, à direita], que estudou a história do GPMI em dissertação de mestrado, defendida na PUC-SP em 1984, intitulada: "O Grupo Permanente de Mobilização Industrial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo: 1964-1967".

“O GPMI é o embrião da indústria bélica nacional, pois ajudou a desenvolver empresas como a Embraer e a Engesa, além do CTA (Centro Técnico Aeroespacial). No contexto da Guerra Fria do final da década de 1960, podemos perceber a influência norte-americana não só no CTA, mas também no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)”, afirma Silberfeld, atualmente responsável pelo setor de relações institucionais da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Além dos aviões da Embraer, que segue na ativa até hoje, a produção bélica do Brasil nos anos da ditadura militar (1964-1985) ficou marcada pelas exportações da Engesa, suprindo, especialmente, as necessidades de países do Oriente Médio na década de 1980. A companhia particular, que recebia incentivos e investimentos do Estado brasileiro, vendeu veículos blindados, canhões e alguns tipos de munição para mais de 30 países, totalizando US$ 3 bilhões.

A dissertação de Silberfeld foi feita com base nas atas das reuniões do GPMI. “Fui estagiário na Fiesp, então decidi estudar algo que eu tinha acesso fácil. À documentação da Fiesp eu tinha acesso”, afirma. Hoje, porém, estão perdidas as atas, que mostram o envolvimento e o financiamento de diversas empresas à adaptação do parque industrial à produção de equipamentos bélicos.

A Fiesp afirma que a documentação foi doada à Unicamp. A reportagem da Revista Samuel, no entanto, foi até Campinas e também não encontrou o material. Procurada para fornecer maiores esclarecimentos sobre atuação do GPMI, a Fiesp diz que a sua "atuação tem se pautado pela defesa da democracia e do Estado de Direito, e pelo desenvolvimento do Brasil. Eventos do passado que contrariem esses princípios podem e devem ser apurados".

A dissertação de Silberfeld, que traz a lista de empresas que contribuíram para arcar com os gastos da mobilização de 31 de março, sem, contudo, detalhar os valores, tornou-se assim um documento essencial para entender a relação entre empresários e militares no início da Ditadura Militar. 


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A diretoria do GPMI era obrigatoriamente composta por membros civis e militares. Um desses dirigentes era o general e ex-ministro Edmundo Macedo Soares e Silva, militar brasileiro que teve destacada passagem por algumas das maiores empresas do país, como Volkswagen, Mercedes Benz, Mesbla, Banco Mercantil de São Paulo e Light, conforme aponta o historiador e cientista político uruguaio René Armand Dreifuss em seu livro1964: A conquista do Estado.

Apesar da proximidade entre os dois setores, Silberfeld diz não ter encontrado, em sua pesquisa, qualquer indício que mostrasse o financiamento privado da repressão política. “O empresariado brasileiro nunca foi adepto dos ideais de esquerda, mas nunca vi nada relacionado à ação política e de repressão. Não se discutia nas atas questões relacionadas a patrão e empregado”, argumenta.

Sobre a possível atuação do GPMI e de seus membros na posterior formação da Operação Bandeirante, a Comissão Nacional da Verdade, encerrada em dezembro de 2014, concluiu que há indícios de que exista “uma linha de continuidade, desde o golpe, na relação de empresários com a estrutura coercitiva do regime e a perpetração de graves violações dos direitos humanos”, salientando que se encontra, “na relação entre segmentos empresariais e as estruturas militares do Estado, uma das expressões mais significativas da participação civil no regime ditatorial”.
Silberfeld também lembra que o GPMI serviu como uma espécie de reconciliação entre as Forças Armadas e o empresariado paulista. “O GPMI serviu para se ter novamente uma relação do empresariado paulista com as Forças Armadas. Porque posteriormente a 1932, a relação de São Paulo com o governo Getúlio Vargas e os sucessores não foi exatamente a melhor. Tanto é que São Paulo não tinha generais nessa época, não tinha diplomatas. É Nordeste e Rio de Janeiro. A guarnição da década de 60 ainda era predominantemente do Rio. O peso político de São Paulo não correspondia ao peso econômico na década de 50 e 60.”

Essa reconciliação, no entanto, ocorreu antes da deposição de Goulart, durante a conspiração, diferentemente do que a data de criação do GPMI, 30 de abril de 1964, sugere. Documentos obtidos pela reportagem da Revista Samuel mostram que a união entre o empresariado paulista e as Forças Armadas se deu com a interlocução não só da Fiesp, mas também do então governador de São Paulo, Ademar Pereira de Barros (1901-1969).


Orlando Brito/Opera Mundi
GPMI foi fundado como uma diretoria dentro da Fiesp um mês após o golpe que derrubou o presidente João Goulart


“Em princípios de 1963, um grupo de empresários de São Paulo, desejando prestar um trabalho visando a defesa dos nossos ideais democráticos e cristãos, articulou-se junto à Presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e em ligação com o então governador do Estado, oficiais Superiores do II Exército e o comandante da Força Pública do Estado de São Paulo, iniciou a preparação do que seria o movimento vitorioso de março de 1964 em São Paulo”, afirmou Quirino Grassi, um dos fundadores do GPMI, em palestra proferida na ESG (Escola Superior de Guerra), em 1972.

O documento ainda aponta que “empresários paulistas [...] espontaneamente colaboraram para a consecução do movimento revolucionário que eclodiria em março de 1964”.

Outros estudos sobre o GPMI

A atuação do GPMI já foi analisada em outros trabalhos jornalísticos e historiográficos. O jornalista Antonio Carlos Fon, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional), por exemplo, revelou a importância do grupo ao classificá-lo como o “ponto de partida dos negócios entre o empresariado e a ditadura, após 64”.
relatório final da CNV não deixou de indicar a existência do GPMI, o que ficou reforçado em depoimento prestado por Paulo Egydio Martins, ex-governador de São Paulo (1975-1979) e membro da Comissão de Mobilização Industrial do Estado Maior Civil-Militar de São Paulo, uma espécie de “comitê revolucionário” pré-1964, também de acordo com o uruguaio Dreifuss.
“Articulados com oficiais do II Exército, sediado na capital paulista, os conspiradores precisaram [...] recuperar suas condições operacionais, para o que foi fundamental, a participação dos empresários industriais do estado, que abasteceram a unidade militar com veículos, peças de reposição e equipamentos variados”, anotou a CNV. “Para isso, foi criado um grupo de trabalho industrial, no âmbito da Fiesp. Nosso grupo de mobilização industrial teve que se desdobrar para tornar o II Exército uma unidade móvel”, lembrou o ex-político, um dos responsáveis pela logística do plano contra Goulart em São Paulo.
Outro trecho do relatório da CNV também detalha a criação do GPMI: “Vitoriosa a operação golpista, no dia 30 de abril, formou-se oficialmente, no interior da Fiesp, o GPMI. É a própria entidade que explica: ‘Da conscientização operacional das Forças Armadas, aliada à adequação do momento político e ao apoio das organizações militares, sediadas no estado de São Paulo, e com o aval dos ministérios militares, assim como do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), surgiu o GPMI da Fiesp. Esse tinha por incumbência servir de intermediário no relacionamento indústria-Forças Armadas, no esforço de alterar a indústria nacional, de que o preparo permanente da mobilização industrial é a única solução para o país estar adequadamente preparado para situações excepcionais’”.
Silberfeld, por sua vez, também lembra que entre as preocupações dos fundadores do GPMI estavam um possível conflito com a Argentina e a instabilidade no contexto da Guerra Fria. Na hipótese de guerra de fato, as dificuldades para a importação de material bélico estavam na raiz das adaptações a serem feitas no complexo industrial-militar brasileiro.
O relatório da CNV ainda cita uma palestra do presidente da Fiesp, de 1972, Theobaldo de Nigris, intitulado A industrialização, a Segurança Nacional e o GPMI da Fiesp. Essa fala ocorreu na Escola Superior de Guerra e está, atualmente, entre os documentos de acesso livre da biblioteca da instituição. De Nigris afirma na palestra que “toda mobilização militar tem que ser fundamentada na indústria civil, que suprirá as necessidades das Forças Armadas em condições de menores custos e de padrões da melhor qualidade”.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/39978/um+mes+apos+derrubar+jango+empresarios+golpistas+formaram+nova+diretoria+na+fiesp.shtml