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sábado, 28 de março de 2015

Operação Zelotes se aproxima da Globo

28.03.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

charge-bessinha_darf
O imenso poder da Globo ancora-se na brecha que o monopólio encontrou para se expandir país a fora, através de suas “afiliadas”, controladas pelas oligarquias que assumiram o poder nos estados após o fim do regime militar: o coronelismo midiático.

Invariavelmente são famílias enriquecidas na ditadura, aliadas ao poder político conservador local, seja diretamente, através de familiares, seja indiretamente, através de famílias parceiras.

A afiliada mais poderosa da Globo está no sul do país. É a RBS, controlada pela família Sirotsky.

A operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção e evasão fiscal que pode ter lesado o Estado em quase R$ 20 bilhões, identificou a RBS como uma das suspeitas.

Os investigadores suspeitam que a RBS pagou R$ 15 milhões para fazer um débito fiscal de R$ 150 milhões “desaparecer”.

Leia matéria da Carta Capital, reproduzida abaixo.
*
Operação Zelotes envolve bancos, grandes empresas e afiliada da Globo

Segundo jornal, Bradesco, Santander, BR Foods, Camargo Corrêa, Petrobras e a RBS, afiliada da Globo no RS, estariam ligados ao esquema de corrupção
por Redação — publicado 28/03/2015 10:25

A operação realizada na quinta-feira 26 por diversos órgãos federais contra um esquema que causava o sumiço de débitos tributários, uma forma de desfalcar os cofres públicos, identificou várias grandes empresas e bancos entre os suspeitos de pagar propina para se livrarem de dívidas. Entre estas empresas está a RBS, maior afiliada da Rede Globo. Os investigadores, segundo o jornal o Estado de S. Paulo, desconfiam que a RBS pagou 15 milhões de reais para que desaparecesse um débito de 150 milhões de reais. Estariam envolvidas também Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Light, Petrobras e os bancos Bradesco, Santander, Safra, BankBoston e Pactual.

O esquema desbaratado pela Operação Zelotes subtraiu do Erário pelos menos 5,7 bilhões de reais, de acordo com as investigações de uma força-tarefa formada por Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda.
O esquema atuava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão da Fazenda onde contribuintes podem contestar administrativamente – ou seja, sem passar pela Justiça – certas tributações aplicadas pela Receita.

A força-tarefa descobriu a existência de empresas de consultoria a vender serviços de redução ou desaparecimento de débitos fiscais no Carf. Tais consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do Carf. Elas conseguiam controlar o resultado dos julgamentos via pagamento de propinas. Entre seus clientes, estão as grandes empresas citadas pelo Estadão.

As investigações começaram no fim de 2013. Já foram examinados 70 processos em andamento ou já encerrados no Carf. No total, eles somam 19 bilhões de reais em tributos. 

Deste montante, os investigadores estão convencidos de que 5,7 bilhões foram ilegalmente “desaparecidos” nos processos já encerrados. Entre os crimes apurados na Zelotes, estão advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Na operação, houve busca e apreensão em Brasília, Ceará e São Paulo. Na capital federal, foram apreendidos 16 carros – entre veículos de luxo, nacionais e importados –, três motos, joias, cerca de 1,8 milhão de reais, 9 mil dólares e 1,5 mil euros. Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e 240 mil, em reais e moeda estrangeira. No Ceará, dois veículos também foram apreendidos.

O Ministério da Fazenda informou que já abriu processos administrativos contras as empresas envolvidas, tendo como base a Lei Anticorrupção, a mesma que dá suporte a processos da Controladoria Geral da União contra empreiteiras metidas na Lava Jato.

Todas as empresas citadas pelo Estadão disseram ao jornal desconhecer as denúncias ou se negaram a comentar o caso.

Abaixo, a lista de débitos investigados de algumas das empresas, segundo o Estadão:


Santander – R$ 3,3 bilhões
Bradesco – R$ 2,7 bilhões
Gerdau – R$ 1,2 bilhão
Safra – R$ 767 milhões
RBS – R$ 672 milhões
Camargo Corrêa – R$ 668 milhões
Bank Boston – R$ 106 milhões
Petrobras – R$ 53 milhões
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25887

Globo dará show contra Agripino Maia?

28.03.2015
Do BLOG DO MIRO, 26.03.15
Por Altamiro Borges

Por Altamiro Borges

No domingo retrasado (15), o ilibado e imaculado senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM e coordenador-geral da derrotada campanha de Aécio Neves, participou todo serelepe da marcha “contra a corrupção e pelo impeachment de Dilma”. Fez pose para fotos com alguns aloprados e deu entrevistas à imprensa “imparcial”. Nesta quarta-feira (25), porém, a sua fantasia foi jogada no lixo. A ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu finalmente atender ao pedido do Ministério Público e abriu inquérito para investigar o demo bravateiro, citado em delação premiada pelo empresário George Olímpio, que o acusou de receber mais de R$ 1 milhão em propina num milionário esquema de corrupção no Rio Grande do Norte. 

O escândalo da inspeção veicular no Estado foi investigado pelo Ministério Público, que denunciou 34 pessoas – inclusive George Olímpio. Diante das provas irrefutáveis, ele decidiu colaborar com a Justiça para se beneficiar da “delação premiada”. Em vídeo gravado em 2014, o empresário detalhou o esquema de corrupção e afirmou que repassou diretamente dinheiro para a campanha do senador do DEM. O demo – que adora usar os vazamentos destas questionáveis delações para atacar o governo Dilma – agora afirma que é vítima de uma armação. Ele jura que é inocente e puro! Mas, desta vez, sua situação se complicou um bocado. Conforme relata a Folha tucana, a tendência é que Agripino Maia seja julgado. A conferir! Não dá para acreditar na isenção da Justiça brasileira.

Caso ele realmente seja investigado, será preciso conferir também a postura da mídia “isenta e imparcial”. Durante o julgamento do chamado “mensalão do PT”, jornalões, revistonas e emissoras de rádio e televisão fizeram o maior escarcéu. A TV Globo transformou o episódio num verdadeiro show, com direito a transmissões ao vivo e a comentários hidrófobos dos seus “calunistas”. O objetivo foi carimbar na testa dos petistas o rótulo de corruptos, reforçando o ódio à legenda no imaginário popular. Os protestos de 15 de março, com suas posições fascistas contra o PT, pelo impeachment de Dilma e pelo golpe militar, têm relação direta com esta histeria midiática. Será que a TV Globo repetirá a dose agora contra o senador do DEM e coordenador da campanha de Aécio Neves?


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/03/globo-dara-show-contra-agripino-maia.html

O que fazia o líder do “Vem pra Rua” na lista da Statfor, que o Wikileaks vazou em 2012?

28.03.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

wiki
Em fevereiro de 2012 – muito antes que nascesse o “Vem pra Rua” – o nome de Rogério Chequer apareceu na lista de e-mails da empresa de “inteligência global” Statfor, conhecida como “the Shadow CIA”.
A lista foi hackeada dos computadores da empresa  e divulgada peloWikileaks e, é claro, sua autenticidade nunca foi confirmada. O arquivo do Wikileaks onde consta seu nome pode ser baixado do site do Wikileaks aqui.
Chequer, que até então não teria nenhuma razão para ser envolvido em assuntos políticos, está na 13a. linha do arquivo e  aparece identificado com a companhia “cyranony”.
E existe, de fato, uma companhia Cyrano NY, LLC , registrada como “companhia estrangeira” no Estado de Delaware, um paraíso fiscal dentro do  território americano, e assim reconhecido até pela Receita Federal brasileira.
Não é possível saber, por isso, se a empresa tem a algo a ver com Chequer para ser assim mencionada nos arquivos da Stratfor.
Portanto, de nada o se acusa, embora ele, como figura pública que é, agora, talvez pudesse explicar o que fez desde que seus negócios saíssem de um estado glorioso que tinha como dono de um fundo de investimento nos EUA e viesse, em 2012, ser sócio dos primos numa agência de publicidade especializada em produzir  apresentações de “power point”.
Porque, até 2008, tudo ia de vento em popa para Chequer nos EUA, que lançava novos produtos financeiros e apresentava um categorizado “Advisory Board” de sua Atlas Capital Manegment, que tinha entre os integrantes até um ex-diretor do Banco Central, Luiz Augusto de Oliveira Candiota, que se demitiu do cargo rebatendo denúncias, feitas pela Istoé, de ter uma conta não declarada no exterior.
Mas neste meio tempo, algo aconteceu e não sei se por razões econômicas ou por saudades do Brasil, Chequer se desfez de tudo, inclusive de sua bela mansão de cinco quartos no chique entorno de Nova York, em White Plains, considerado um dos dez melhores lugares para se viver perto da Big Apple.
Repito: ao contrário do que a mídia costuma fazer, aqui não se acusa de nenhuma ilegalidade o sr. Rogério Chequer. Tudo o que está publicado aqui está em documentos públicos, oficiais, na Internet, ao alcance de qualquer cidadão.
Não é transparência o que o “Vem pra Rua” apregoa?
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25902

CRPS/JUNTAS DE RECURSOS: FOTOS DO ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DO CRPS E DAS JUNTAS DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

28.03.2015
Do portal do SINSDPREV.PE, 27.03.15

Terezinha Aguiar, Sandro Cezar(CNTSS), Alexandre Barreto(ANASPS)
Vagner Freitas, Presidente da Cut Nacional
Alexandre Barreto, ANASPS


Lúcia Moura,  vice- presidente  da  CTB, Aprígio Guimarães, representante da CNTI e da Nova Central; Manoel Lessa, representante da ANAPS e Raimundo Cintra, CNTSS







Edilson Busson, Terezinha Aguiar e Francisca Sousa(CNTSS)



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Delator da Lava Jato: 'PSDB, Doutor... exigiu R$ 10 milhões para não ter CPI em 2010'

28.03.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 20.03.15

 Delator Paulo Roberto Costa detalha as negociações e afirma incisivo: a iniciativa de propor o pagamento de propina partiu do Presidente do PSDB na época.

Jefferson Rudy/Agência Senado
A presidência do PSDB, através de seu titular, o senador por Pernambuco, Sergio Guerra, já falecido, exigiu um total de R$ 10 milhões como propina, ao diretor da Petrobras e atual delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa, para sabotar uma CPI que investigaria a Petrobras já em 2010.


A denúncia do delator consta de um vídeo gravado em fevereiro deste ano pela Procuradoria Geral da República e só agora liberado. Ou pelo menos só agora divulgado pela mídia conservadora. Ainda não está claro quem segurou essa filmagem até agora.


Nela, o delator Paulo Roberto Costa, até agora tratado com deferência de estadista pelo colunismo conservador, detalha as negociações e afirma incisivo:  a iniciativa de propor o pagamento da robusta soma em propina partiu do Presidente do PSDB. O dinheiro foi repassado ao partido tucano por meio do empresário lldefonso Colares, da empreiteira Queiroz Galvão -- com sede no mesmo Estado do senador Sergio Guerra, Pernambuco.


"'Serviço realizado; a CPI não foi feita", afirmou Costa.


Irônico, voltando-se para seu advogado, o ex-diretor afirmou:


"PSDB, doutor..."


Segundo Costa, a negociação com a presidênia do PSDB aconteceu em um hotel no Rio de Janeiro.


Um dos focos alegados da CPI abortada era a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, sob investigação do TCU.


Nenhum dos empreiteiros que participaram das obras foi ouvido na comissão.


O delator da Lava Jato afirma desconhecer detalhes de como o dinheiro foi pago ao PSDB, se em caixa dois ou em doações eleitorais oficiais.

Nas eleições de 2010, empresas do grupo Queiroz Galvão doaram um total de R$ 11,6 milhões para o PSDB.

Naquele ano, Sérgio Guerra era o presidente nacional do PSDB. No mesmo ano, a construtora repassou R$ 13,5 milhões a diretórios nacionais e estaduais do PT.

Abaixo, trechos do relato gravado em vídeo pela PGR, do Rio de Janeiro e só agora divulgado.


Paulo Roberto Costa: Eduardo da Fonte pediu para conversar comigo num hotel lá na Barra da Tijuca. Eu já conhecia Eduardo da Fonte, PP, aquele negócio todo. Cheguei lá no hotel, vai no apartamento --acho que era no Sheraton ali da Barra-- vai no apartamento tal. Para surpresa minha, quem que tava no apartamento? Eduardo da Fonte e Sérgio Guerra. Os dois no apartamento...


Procurador: É hotel Sheraton?


Costa: É. Se não me engano era o Sheraton da Barra.


Procurador: É um perto do outro. Era Sheraton e tem um depoimento que era Windsor, é um dos dois, é um perto do hotel, agora tem que checar.


Costa: Muito bem, um do lado do outro.


Procurador: Parece que teve uma reunião no Sheraton e outro no Windsor sobre esse tema?


Costa: Foi mais de uma reunião, mas agora não posso te precisar, acho que foi uma reunião em um hotel e outra em outro. [...] Eduardo da Fonte junto com Sérgio Guerra. Fonte era PP e Sérgio Guerra era PSDB.


Procurador: Era senador?


Costa: Senador e presidente do partido, acho que na época era presidente do partido. [Falou] 'Paulo, nós estamos aqui para discutir um assunto que é interesse da Petrobras e tal, não sei o quê'. [Eu disse] 'Qual é o assunto?'. 'Não, temos a possibilidade de não efetivar a CPI da Petrobras'. Lá em 2009, 2010. Eu falei 'mas como é que isso?' 'Não, se tiver uma recompensa aí a gente...' Isso dito pelo S...


Procurador: Isso quem falou foi Dudu da Fonte ou o Sérgio Guerra?


Costa: Não, Sérgio Guerra. Porque ele é que tinha força para isso. O Dudu da Fonte aí foi um intermediário. Eu falei: 'Eu não posso lhe dar essa resposta de bate-pronto, não tenho como te responder. Vou dar uma pensada, vamos conversar e tal'.


Procurador: Ele já falou o valor nessa ocasião?


Costa: Não, na primeira vez acho que não falou o valor. Aí voltamos, depois teve outra reunião, onde foi conversado o valor, aí ele colocou esse valor na mesa. Essa outra reunião, mesma coisa, Dudu da Fonte e Sérgio Guerra. [...] No meu conhecimento, Ciro Nogueira não participou dessa reunião-podia estar por trás-mas não participou dessa reunião.


Procurador: Esse "analisar a situação" envolve conversar com alguém, pedir autorização?


[...]

Costa: É. Eu cheguei a levar esse assunto para o chefe de gabinete do presidente da Petrobras, do presidente [José Sérgio] Gabrielli. [...] Levei esse assunto para ele e falei "está acontecendo isso e isso". Ele falou "Paulo, era bom que resolvesse, né". Eu falei: "É, era bom, né, era bom". [risos]

[...]

Procurador: "Sim, seria bom que isso foi resolvido", ele falou aí?

Costa: Ninguém queria que tivesse uma CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Ele falou isso e falou o quê, "vou conversar com o presidente"?

Costa: Não, não falou nada. Falou só que seria bom que fosse resolvido. Obviamente que ele deve ter conversado com o presidente, mas eu não tive uma resposta dele nesse sentido, ele não me falou nesse sentido.

Procurador: Ao falar isso, o senhor entendeu que era para seguir adiante, né?

Costa: Claro, claro, lógico. Tivemos a segunda reunião, onde foi colocado então o valor de R$ 10 milhões pelo Sérgio Guerra.

Procurador: O chefe de gabinete chegou a perguntar qual...?

Costa: Não, quando eu falei com ele não tinha o valor ainda.

Procurador: Mas o chefe de gabinete chegou a perguntar "quanto é eles estão querendo"?

Costa: Não, que eu me lembre não, falou só que era bom resolver. Armando Trípodi era o nome dele! Pode pôr aí. Armando Trípodi.

[...]

Costa: [voltando-se para seu advogado] "PSDB, doutor!"

Advogado: Mudam as siglas mas não mudam os homens.

Costa: [concordando] Não mudam os homens.

Advogado: Os homens mudam de siglas como mudam de camisa.

[...]

Costa: Em cima disso eu procurei o Ildefonso Colares, que era da Queiroz Galvão, que tinha contratos muito grandes lá na Rnest [refinaria Abreu e Lima da Petrobras] de Pernambuco. Por que Queiroz Galvão? Porque Sérgio Guerra era pernambucano. Então seria mais fácil Pernambuco com Pernambuco. Procurei a Queiroz Galvão, o Ildefonso, e pedi para que ele fizesse essa transação. Obviamente que isso ele tirou isso do caixa do PP. Do que seria de comissão para o PP, obviamente que ele tirou.

Procurador: Uma curiosidade, quando tira assim do caixa como é que fica para pagar aquelas despesas correntes, o mensalão dos deputados? Porque é uma despesa extraordinária, não prevista, tem que explica isso para todos os deputados?

Costa: Mas todos eles tinham interesse de que não tivesse CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Mas é isso que estou perguntando, avisava que 'nós próximos meses não vai ter porque usamos lá para barrar'...

Costa: Sim, sim, sim.

[..]

Costa: [voltando-se para seu advogado] E dessa maneira a CPI de 2010 não foi feita. Não aconteceu. [risos] Isso vai para o livro, vai para o livro!

[...]

Procurador: E o senhor sabe como é que foi pago?

Costa: Também não. Eu...

Procurador: O senhor só acionou o Ildefonso?

Costa: O Ildefonso acionei e ele fez o pagamento e a CPI não ocorreu.

Procurador: E ele avisou depois o senhor quando ele fez?

Costa: 'Serviço realizado'. Sim. E a CPI não foi feita.

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Delator-da-Lava-Jato-PSDB-Doutor-exigiu-R$-10-milhoes-para-nao-ter-CPI-em-2010-/4/33104

PRESIDENTE DO CRPS PARTICIPA DO ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DO CRSPS E DAS JUNTAS DE RECURSOS

28.03.2015
Do portal da ANASPS, 26.03.15
Por Byanca Guariz


 
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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=ctuOc1zeIrg&list=PLrw121gw9qUzR9jehQaMydli9GcAnj7zF&index=2

CRPS E JUNTAS DE RECURSOS:ENCONTRO NACIONAL DOS SERVIDORES DO CRPS E DAS JUNTAS DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

28.03.2015
Do portal da ANASPS, 26.03.15
Por Viviane Fortes, Repórter

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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=A8gfFIordGo&list=PLrw121gw9qUzR9jehQaMydli9GcAnj7zF&index=1

Rogério Correia: “Dr. Janot continuará protegendo Aécio e demais tucanos como fizeram Gurgel e Joaquim Barbosa?

28.03.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência
por Conceição Lemes
Nessa sexta-feira 27, o site do mandato do deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) publicou  o artigo abaixo com o seguinte título: Ao que tudo indica Aécio deve ser mesmo investigado por Furnas.
Rogério e Aécio-001
Há pouco perguntei-lhe se ele acha mesmo que senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai ser investigado pela Lista de Furnas.
“O dr. Rodrigo Janot não tem outra saída, diante de tantas provas que nós entregamos à Procuradoria-Geral da República”, afirma. “Além disso, agora há também o pedido do Sindicato dos Advogados de São Paulo. Ou seja, o cerco ao Aécio começou a se fechar.”
“Se o dr. Janot não investigar o Aécio vai ser um ponto fora da curva do rigor que aparentemente ele tenta imprimir à PGR”, acrescenta.
“Dr. Janot continuará protegendo Aécio e demais tucanos como fizeram o seu antecessor PGR, Roberto Gurgel, e o ex-ministro Joaquim Barbosa, do STF, ou  investigará quem tem de ser investigado?”,  desafia Rogério Correia. “Com menos indícios outros políticos, como os senadores Anastasia [Antonio Anastasia, PSDB] e Lindeberg [Lindberg Farias, PT], estão sendo investigados na Lava Jato.”
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/rogerio-correia-o-cerco-a-aecio-comecou-a-se-fechar-dr-janot-nao-tem-outra-saida-senao-investiga-lo-por-furnas.html

Por que o silêncio em torno do escândalo do HSBC?

28.03.2015
Do blog PRAGMATISMO POLITICO, 11.03.15

No mundo inteiro, jornais garimparam nomes de integrantes da lista do Swissleaks – o escândalo das contas secretas do HSBC. No Brasil, onde o caso envolve mais de 15 bilhões de reais sonegados, impera um silêncio assombroso e uma discreta cobertura midiática

swissleaks hsbc escândalo
Paulo Nogueira, DCM
Simplesmente inaceitável o silêncio no Brasil em torno do vazamento das contas secretas do HSBC na Suíça. Passo pelos sites das grandes empresas jornalísticas e a cobertura ou é nula ou é miserável.
Os números justificariam barulho. Muito barulho. No caso brasileiro, são 8 667 contas num total de 7 bilhões de dólares sonegados.
Me chamou a atenção, também, a atitude dos colunistas. Onde a indignação? Onde a estridência habitual? Onde o sentido de notícia?
Passei no twitter de Noblat. Nos últimos dois dias, uma centena de tuítes. Zero sobre os chamados Swissleaks.
Também dei uma olhada em Reinaldo Azevedo, verborrágico, torrencial nos textos. Nada sobre o HSBC.
São dois entre tantos.
A ausência deles do debate mostra uma coisa que sempre tive clara. A valentia deles vai até onde não existe risco de publicar algo que contrarie interesses de seus patrões.
É o colunismo sabujo, o colunismo papista, o colunismo patronal – ou, simplesmente, o colunismo chapa branca.
E se algum patrão dos colunistas estiver na lista? Na Argentina, o Clarín encabeça o pelotão dos sonegadores.
Melhor, então, ignorá-la.
No mundo inteiro, jornais garimparam nomes de integrantes da lista. No Brasil, apareceu – parece piada de humor negro – com algum destaque um morto: o banqueiro Edmond Safra.
Graças a um site angolano, soube-se que o Rei do Ônibus do Rio, Jacob Barata, também está listado.
A última vez que vi Barata no noticiário foi no casamento de uma neta. Gilmar Mendes foi um dos padrinhos.
Imagine, apenas imagine, que haja consequências jurídicas para Barata, e que o caso chegue ao Supremo.
Como agiria Gilmar?
Jornalista, como pregava o maior de nós, Pulitzer, não tem amigo. Porque amizades interferem no noticiário.
Da mesma forma, juízes não deveriam ter amigos. Mas, no Brasil, têm.
hsbc escândalo barata
Jacob Barata, o ‘rei dos ônibus’, é um dos envolvidos no escândalo do HSBC. Nome do empresário só foi revelado por meio de um site angolano
Não me surpreende a mídia no escândalo do HSBC. Conheço-a bem para esperar qualquer coisa diferente.
Mas e o governo: não tem nada a dizer?
Estamos tão bens de dinheiro nos cofres públicos para desprezar a busca dos bilhões sonegados?
Não é o que parece.
Considere o que a Espanha está fazendo. O ministro das Finanças, Cristóbal Montoro, anunciou que estuda “medidas legais contra o HSBC por sua participação em fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e outros atos criminosos cometidos por cidadãos espanhóis”.
Em 2010, o governo espanhol teve acesso a 650 nomes de pessoas com conta secreta no HSBC na Suíça.
Foi atrás de um por um. A família Botin, que controla o Santander, fez um acordo extrajudicial com o governo. Pagou 200 milhões de euros, cerca de 600 milhões de reais.
A oposição de esquerda na Espanha luta para que a legislação seja alterada para que sejam publicados todos os nomes de todos os envolvidos em evasão fiscal.
No Brasil, o quadro é completamente distinto – e para pior.
Pouco antes de Joaquim Levy ser nomeado ministro da Fazenda, o banco em que ele trabalhava, o Bradesco, foi pilhado numa história de sonegação no paraíso fiscal de Luxemburgo.
A Globo carrega uma espetacular história de sonegação já há dois anos – sem quaisquer consequências legais ou financeiras.
A Globo continua a receber seu mensalão publicitário como se honrasse todos os seus compromissos com o Tesouro.
Ou os espanhóis – e o mundo – estão errados, ou errados estamos nós.
Faça sua escolha.


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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/por-que-o-silencio-em-torno-escandalo-hsbc.html

O risco de chegar atrasado ao dia do golpe

28.03.2015
Do portal Agência Carta Maior, 25.03.15
Por Juarez Guimarães

Fortalecidos pela magnitude das manifestações do dia 15 de março, os organizadores do dia 12 de abril já organizam um golpe na democracia brasileira.

José Cruz/Agência Brasil
A coluna de Jânio de Freitas no jornal Folha de S. Paulo do domingo 22 de março – “Começar mais uma vez” - deve ser justamente saudada como a expressão nitidamente instalada na consciência democrática e republicana brasileira de que a direção do PSDB já está publicamente inserida em uma campanha golpista. Como recordamos no ensaio publicado nesta Carta Maior  -  “Por que ainda é possível derrotar a campanha golpista do PSDB? - , já havíamos formulado este diagnóstico em dezembro de 2014.
 
Não há mais lugar para a inconsciência ou subestimação da ameaça que ronda a democracia brasileira: já está em curso uma disputa pública bastante avançada sobre a legitimidade democrática da interrupção do segundo mandato da presidenta Dilma Roussef em seus inícios. Pesquisas recém divulgadas - elas próprias fazem parte da campanha midiática - dão um alto grau de impopularidade da presidenta, quatro quintos da população com a opinião de que ela sabia da corrupção na Petrobrás, três quintos marcando a opção de que ela não fez o que deveria para interrompê-la. Na pesquisa CNT/ Sensus, divulgada no dia 23 de março, 59% da população já apoiaria a proposta do impeachment da presidenta, seguindo altos índices de impopularidade do governo e de rejeição .
 
Se já é nítida a vontade e também a estratégia golpista do PSDB, é preciso agora diagnosticar o tempo em aceleração do processo político em curso: há um risco enorme do governo Dilma e das forças políticas que o sustentam chegarem atrasadas... ao dia do golpe.
 
Há boas razões para prever que o anunciado dia 12 de abril, marcado para convergir um novo protesto nacional de ruas contra a presidenta Dilma e o PT, está sendo pensado como um dia da instalação do golpe na democracia brasileira. Como isto poderia se dar?
 
A sua formulação de legitimidade democrática já está sendo publicamente exposta por FHC, cuja voz pública tem desde o início formulado o diapasão dos golpistas: se em dezembro já questionava a legitimidade da vitória eleitoral de Dilma, atribuindo a ela uma semi-legitimidade ou uma idéia de um país dividido ao meio, após o dia 15 de março já diferencia o impeachment por razões políticas do impeachment por razões técnicas: o primeiro poderia se dar por uma razão clara de ingovernabilidade. Seria uma decisão política do Congresso Nacional. Esta formulação tem, em linhas gerais, sido seguida por várias lideranças nacionais do PSDB.
 
O dia 12 de abril poderia, em uma imaginação golpista, através do cerco simbólico a centros do poder, inaugurar uma agenda de um lock-out nacional  – como se fez um teste, por exemplo, misturando reivindicações de caminhoneiros com o “fora Dilma” - , em uma cena dramaticamente configurada por todos os meios de comunicação empresarial de massa. Seria previsível neste contexto o acirramento dos ataques, inclusive físicos, a símbolos e sedes do PT, seguindo a linha da criminalização do partido que já freqüenta as manchetes dos jornais, como a manchete de O Globo de 21 de março.
 
Neste campo de previsão, o dia 12 de abril seria o dia 15 de março mais centralizado politicamente na exigência da renúncia ou saída imediata de Dilma (como aliás vem já sendo convocado nas redes), com mais envolvimento empresarial, com mais dramatização anti-petista e anti-governo (através de novas delações, depoimentos de Youssef na CPI, generalização das denúncias de corrupção em outras empresas estatais, algum testemunho ou ilação vinculando a corrupção ao PT ou à campanha de Dilma), com mais simbolismo (centro em São Paulo, mas simbolicamente estabelecendo o cerco em Brasília ao Palácio do Planalto).
 
Em uma cena de tal dramatização, seria possível confiar que a maioria da Câmara Federal está suficientemente posicionada a favor do governo para resistir a uma ação direta amparada em forte sentimento nacional captada nas redes midiáticas ou pesquisas de opinião?
 
Três dinâmicas
 
Toda a inteligência da estratégia golpista do PSDB está em que o seu núcleo real de comando organiza a manifestação pública mas não a convoca:  para lhe dar um sentido “cívico”, para além dos partidos, as redes sociais e o engajamento direto da mídia empresarial de massa cumprem este papel.  As principais lideranças do PSDB, do DEM, do PPS, do Solidariedade aparecem de forma discreta ou apenas “apóiam”, dissolvidas no verde-amarelo cívico.
 
Sem a presença explícita da mediação dos partidos, governos ou empresas, esta dinâmica de ruas, redes e mídias pode desenvolver todo o seu potencial anti-democrático em três dimensões fundamentais.
 
Em primeiro lugar, a aceleração do tempo político: não há que esperar o processo jurídico, o processo parlamentar da democracia. Há, de fato, uma sincronia entre a ação do PSDB que queria evitar a posse de Dilma e já adiantava o compasso da desestabilização do governo antes do seu início e a marcha da impaciência que mexe com os nervos à flor da pele dos manifestantes. Um jovem, bastante aplaudido ao microfone,  na manifestação do dia 15 de março na avenida Paulista acusava os “políticos que querem sangrar o governo Dilma” de serem conciliadores!
 
Em segundo lugar, a intolerância deve saturar toda a cena: não se deve duvidar ou discutir a verdade de que o PT e o governo Dilma são os principais culpados da corrupção no Brasil. O discurso cívico correto que não se deve tolerar a corrupção é dirigido unilateral e de modo viesado para o discurso desqualificador de que não se deve tolerar o PT ou o governo Dilma. Esta fuga ao contraditório democrático também não é espontânea mas criada pelo tratamento seletivo das investigações, pela sua publicidade dirigida contra o PT nos oligopólios de comunicação e, principalmente, pelo discurso oficial que tem a sua origem, desde 2005, na inteligência do Instituto FHC.  “Para acabar com a corrupção no Brasil, a solução é simples: basta tirar o PT do governo”, afirmou Aécio Neves no último debate na campanha eleitoral de 2014; “perdi a eleição para uma organização criminosa”, reafirmou após as eleições.
 
Em terceiro lugar, a cena da manifestação deve estar aberta ao discurso do ódio: não deve haver limites para a violência verbal ou simbólica. Erra, como quase sempre, o colunista parcial Elio Gaspari:  não se tratam  de excentricidades ou slogans de pequenos grupos fascista ou de ultra-direita. O micro-fone está aberto à barbárie: um torturador não foi convidado à fala ao microfone na Paulista? Bonecos da  presidenta Dilma e do ex-presidente Lula enforcados vistosamente na grade do viaduto?  Mas esta violência sem limites está já, como se observou, na fala das principais lideranças do PSDB e nos meios midiáticos que controlam: a presidenta com o pescoço pronto para ser ceifado na charge da primeira página de O Globo, a presidenta Dilma rodando bolsinha na charge que ilustra um ponto de vista do editor do site UOL!
 
Vigília democrática
 
Esta inteligência estratégica golpista que arma o tempo acelerado, a intolerância e o discurso do ódio deve ser enfrentada desde já e com a máxima urgência por uma inteligência democrática, capaz de mobilizar os fundamentos dos sentimentos democráticos, republicanos e socialistas do povo brasileiro.
 
O primeiro desafio é tomar a pulsão verde amarela do tempo golpista através da antecipação de seus passos. Já há elementos e consciência suficientes para propor à sociedade brasileira uma vigília democrática verde-amarela e de todas as cores e a formação de um amplo movimento em defesa da democracia, das liberdades e contra a corrupção. Esta vigília democrática deveria ser capaz de mobilizar e denunciar oficialmente as intenções golpistas de FHC, Aécio Neves, Rede Globo e dos grupos proto-fascistas que organizam as manifestações pelo impedimento político da presidente. Ele deveria ser capaz de formar em torno de si toda uma rede diária e permanente de comunicação democrática e popular, como fez Brizola em 1962 formando a partir de uma rádio gaúcha toda um rede nacional pela legalidade da posse do vice-presidente Jango Goulart após a renúncia de Jânio.
 
O segundo desafio é o de desconstruir a autoridade do PSDB de conduzir a luta pelo fim da corrupção sistêmica no Brasil, através de uma massiva campanha pública capaz de furar o bloqueio do anti-pluralismo midiático. As lideranças que conduzem a campanha golpista estão cercadas por todos os lados de denúncias documentadas de farta e sempre impune corrupção. O PSDB é certamente, pode se comprovar com razão e provas, o partido que dá a maior cobertura e apoio à corrupção no Brasil! Em particular, a figura de Aécio, presidente do partido golpista, é alvo de vídeos de Youssef, provas documentadas e periciadas, testemunhos convergentes que indicam a sua presença em escândalos de corrupção. Os golpistas conseguirão manter isto à margem do conhecimento da opinião pública nacional, da maioria dos brasileiros?
 
O terceiro grande desafio é o de recoesionar a base política, social e eleitoral do segundo governo Dilma através de uma rápida e urgente reorientação de política econômica, retomando os temas do desenvolvimento, da construção dos direitos das classes trabalhadoras, da ampliação e qualificação das políticas públicas, do enfrentamento dos preconceitos contra os negros, as mulheres e os gays.
 
Não se pode lutar contra o ódio da direita golpista sem mobilizar, de modo profundo, as paixões e esperanças do povo brasileiro em defesa de seus direitos. Isto não acontecerá se o discurso, a imagem e os símbolos do governo estiverem atados à linguagem fatal da recessão, da restrição, mesmo que na margem, de direitos, na limitações das políticas públicas.

 
Esta vigília democrática, por sua representação e força acumulada,  com sua capacidade de mobilização e denúncia, ainda teria condições de paralisar a estratégia golpista que converge para o próximo dia 12 de abril.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/por-que-o-silencio-em-torno-escandalo-hsbc.html