quarta-feira, 25 de março de 2015

Como dar um basta no jornalismo lixo da TV Globo?

25.03.2015
Do portal Agência Carta Maior, 23.03.15
Por J. Carlos de Assis*

A Rede Globo perdeu qualquer tipo de responsabilidade jornalística na difusão de seu conteúdo. A Globo é hoje o império da liberdade sem limites.

reprodução
Não me proponho contribuir para a quebra da Globo. Seria um desperdício de tecnologia em audiovisual acumulada durante décadas, a qual se tornou um patrimônio nacional de valor incalculável. Quando o senador Crivella agendou uma conversa com João Roberto Marinho na última campanha eleitoral, sugeri a ele que deveria dizer que, se eleito,  se comprometeria a lutar pela consolidação do Rio como capital audiovisual da América Latina e um dos principais centros de produção de arte audiovisual do mundo. O líder seria a Globo, naturalmente, não a Record, cuja base audiovisual é São Paulo.
 
Acontece que os programas de boa qualidade formal da Globo, como as novelas, casos especiais, Globo Repórter, Fátima Bernardes, The Voice (não sei por que não “A Voz”)  e SuperStar funcionam como uma espécie de rede física de esgoto pelo qual flui o material de má qualidade, a saber, o Jornal Nacional e, principalmente, o Jornal da Globo. Vai também junto desse lixo esse monumento à imbecilidade globalizada, o BBB Brasil, que disputa com Faustão o campeonato da idiotice, salvo apenas, no caso de Faustão, pela Dança dos Famosos, para os que tem estômago para tolerar as piadas de mau gosto do apresentador.
 
O lamentável é que os outros canais, como Record, Bandeirantes e SBT, não se aproveitam das falhas estruturais da Globo para lhe ocuparem o espaço jornalístico. Na Band o jornalismo é tão pobre que as notícias dos principais Estados são veiculadas por rádio, sem acompanhamento de imagem. A Record tem a sorte de ter em seus quadros um dos maiores jornalistas do Brasil, Paulo Henrique Amorim, mas também nela falta infraestrutura para o noticiário em geral. Com isso, a Globo nada de braçadas, fixando o padrão de mediocridade que move a maior parte do jornalismo de televisão.
 
Como colunista do Globo, privei durante quase um ano da intimidade de Roberto Marinho, o que me possibilitou conhecer bem algumas de suas facetas. Era um homem simples, sem ideologia, voltado quase exclusivamente para o jornal, não a tevê. É que, de jornal, ele acreditava entender bem – entrou na tipografia e acabou dono -, enquanto a televisão não lhe era familiar, e deixava entregue a José Bonifácio, o Boni, e Walter Clark. Boni e Clark puderam dar uma direção profissional à televisão, sem interferência do dono, enquanto o jornal era estritamente vigiado por ele.
 
Talvez viesse daí a mediocridade do Globo quando comparado com o Jornal do Brasil, por exemplo. Entretanto, mesmo que não fosse um luminar do jornalismo, Roberto Marinho tinha o espírito da notícia. Lamentou várias vezes não ter podido dar o furo do Plano Cruzado porque Sarney lhe pedira reserva. (O curioso nesse episódio é que Sarney não se deu conta de que estava passando informação privilegiada para o maior grupo de comunicação do país num momento crucial da vida econômica brasileira. Na verdade, Sarney temia tanto o grupo Globo que não pensou duas vezes antes de lhe entregar uma ficha valiosa que não foi usada.)
 
O espírito jornalístico de Roberto Marinho não foi transmitido à prole. No caso da televisão, foi totalmente desvirtuado. Como jornal perdeu espaço no mundo da comunicação, a penetração da tevê tornou-se uma arma mortal de difusão ideológica. No Jornal Nacional ela vinha sendo usada com alguma moderação porque os editores, William Bonner à frente, calculavam que os telespectadores são sobretudo de classe média baixa. A partir da última eleição, contudo, com o sistema Globo assumindo papel de militante pró-Aécio, a manipulação ideológica também do noticiário televisivo no horário nobre tornou-se aberta.
 
Como já escrevi anteriormente, o sistema de três feudos e várias satrapias jornalísticas do Globo não tem hoje nenhum controle político. É o campo da liberdade sem limites dos âncoras e apresentadores, no qual atua a lei da selva. Um ensaio iluminado de Norberto Bobbio ensina que os luminares do alvorecer da Idade Moderna não esclareceram bem o que entendiam por liberdade. Alguns, como Locke e Montesquieu, viam a liberdade como o não limite; outros, como Rousseau e Hobbes, como prerrogativa de estabelecer os próprios limites. Os primeiros inspiraram o liberalismo econômico. Os segundos, a democracia.
 
A tevê Globo é hoje o império da liberdade sem limites, do liberalismo econômico que gerou nas quatro últimas décadas o neoliberalismo. Antes, por contraditório que possa parecer, Roberto Marinho lhe dava um caráter democrático. Um dia, na minha época no Globo, entrei na sala dele e lhe expus o que sabia dos rumores de corrupção do Governo Collor. “O que acha que eu devo fazer?”, perguntou ele a mim, que tinha pouco mais de metade de sua idade. “Ponha na televisão”, sugeri. Ele ficou em silêncio alguns segundos para comentar, encerrando a conversa: “É muita responsabilidade...”
 
É essa responsabilidade que a Globo perdeu sob a influência nefasta do grupo Veja. Destruidora do Governo Collor, sem provas – a entrevista que publicou com o irmão de Collor foi um monumento à irresponsabilidade jornalística -, Veja começou a articular suas “revelações” de escândalos, oriundas de espionagem paga, com o noticiário do Jornal Nacional e o Jornal da Globo. Duplamente irresponsáveis, esses dois sistemas de empulhação jornalística estão destruindo o Brasil com  intrigas, e contribuindo para a degradação de todas as instituições brasileiras, Executivo, Legislativo e Judiciário. Chegou o momento do basta.
 
Para destruir Veja, o que se justifica como profilaxia da imprensa brasileira, é muito fácil: basta parar de comprá-la e cancelar as assinaturas. Caso sinta necessidade de revista, compre a Carta Capital como alternativa, com uma linha mais imparcial.
 
No caso da tevê também é fácil. Como queremos preservar as novelas e punir o jornalismo-lixo, vamos fazer o seguinte: no horário do Jornal Nacional e do Jornal da Globo - depois da novela, num caso, e do BBB, do outro -, vamos desligar a televisão ou mudar de canal. Todos os anunciantes da Globo saberão pelas pesquisas que, naquele horário, os aparelhos ou estarão desligados ou ligados em outro canal. (Sugiro que alguém mais competente que eu em matéria de internet arranje um jeito de tornar essa convocação nacional através das redes sociais, começando numa data marcada com antecedência e combinando novas datas até que se torne conhecida alguma providência do sistema Globo em reestruturar profissionalmente seus jornais!)


*Jornalista, economista e professor,  doutor pela Coppe/UFRJ, autor de mais de vinte livros sobre Economia Política, sendo o último “A Razão de Deus”, pela Civilização Brasileira.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Como-dar-um-basta-no-jornalismo-lixo-da-TV-Globo-/4/33117

Atores, cineastas e músicos na lista do “suiçalão” do HSBC

25.03.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 24.03.15

Entre os 8.667 brasileiros que integravam a lista de correntistas secretos do HSBC da Suíça, em 2006/2007, há pelo menos 16 nomes da cultura nacional. Atores, atrizes, cineastas, músicos, escritores, publicitários e apresentadores de TV estão nas planilhas vazadas por um ex-funcionário do banco, informa o jornal O Globo.Um levantamento nas leis de fomento revela que muitos deles costumam receber verbas públicas para desenvolver suas atividades. Não se pode, porém, conectar o dinheiro captado aos recursos bancários na Suíça. Todas as personalidades citadas negam ter as contas. Pelas leis brasileiras, só comete crime quem não declara à Receita Federal e ao Banco Central possuir conta no exterior. Nomes da cultura nacional, ligados a música, TV, cinema e literatura, estão na lista dos 8.667 brasileiros que tinham contas numeradas - cujos donos são identificados apenas por um código - no HSBC da Suíça entre 2006 e 2007, segundo levantamento feito pelo Globo 

Há casos de personalidades que, nos últimos anos, por meio de leis de fomento à cultura, como a Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura, receberam recursos públicos para desenvolver atividades artísticas. Não é possível, porém, fazer conexão entre o dinheiro captado e os recursos que circularam nas contas bancárias na Suíça.
 Quatro membros da família de Jorge Amado constam dos arquivos extraídos da filial do banco em Genebra pelo ex-técnico de informática Hervé Falciani. Além do escritor, que morreu em 2001, aparecem na lista sua mulher Zélia Gattai, falecida em 2008, e os dois filhos: a editora gráfica Paloma e o escritor João Jorge. Segundo o HSBC, a conta da família na Suíça foi aberta seis meses antes da morte de Jorge e, em 2006/2007, estava zerada.

O cineasta Andrew Waddington, mais conhecido como Andrucha, também é listado como dono de uma conta numerada no banco suíço. Sócio da produtora Conspiração Filmes, ele aparece nos registros dividindo uma conta com seu irmão Ricardo Waddington, que hoje é diretor da TV Globo. Em 2006 e 2007, a conta dos dois não tinha saldo.

O também cineasta Hector Babenco surge com um registro de correntista aberto em abril de 1988 e fechado em junho de 1992.

Os atores Claudia Raia e Edson Celulari, que se separaram em 2010, são identificados como donos de uma conta conjunta que, em 2006/2007, guardava um total de US$ 135,7 mil.

LEI ROUANET E FUNDO NACIONAL DE CULTURA

O nome do ator Francisco Cuoco também aparece na lista do SwissLeaks. E ainda há mais duas atrizes nos arquivos do HSBC: Maitê Proença e Marília Pêra. A primeira consta como tendo aberto uma conta em Genebra em abril de 1990. Em 2006/2007, Maitê tinha US$ 585,2 mil em seu nome. Marília, por sua vez, aparece com um registro de abertura de conta em fevereiro de 1999. Em 2006/2007, ela dispunha de US$ 834 mil.

O apresentador Jô Soares é relacionado a quatro contas numeradas, abertas entre abril de 1988 e janeiro de 2003. Em 2006/2007, todas elas estavam zeradas. Nos documentos do banco, Jô surge associado a duas pessoas jurídicas: a Lequatre Foundation, de Liechtenstein, e a Orindale Trading, das Ilhas Virgens Britânicas. Os dois países são considerados paraísos fiscais.

Também constam na lista de brasileiros o músico Tom Jobim, que morreu em 1994. Ele dividiu uma conta com a mulher, Ana Lontra Jobim, que, por sua vez, ainda aparece como dona de outras duas contas. O publicitário Roberto Medina surge nos registros como correntista entre os anos 1990 e 2000. Em 2006/2007, a conta dele estava zerada.

Na lista, constam ainda nomes de celebridades cujas contas bancárias são de período anterior à sua condição de pessoa pública.

Com exceção de Jô Soares e Ricardo Waddington, os artistas e intelectuais listados nas planilhas do HSBC de Genebra desenvolveram ou participaram de trabalhos financiados, em parte, por dinheiro de fomento à cultura.

Claudia Raia, por meio da Raia Produções, captou, de 2009 a 2015, R$ 7,4 milhões via Lei Rouanet para os musicais "Pernas pro ar", "Charlie Chaplin" e "Raia 30 Anos". Edson Celulari, por meio da Cinelari Produções Artísticas, captou, de 1997 a 2012, R$ 2,6 milhões para as peças "D. Quixote de lugar nenhum", "Fim do jogo", "Nem um dia se passa sem notícias suas" e "Dom Juan".

A Conspiração Filmes, de Andrucha, captou R$ 13,4 milhões, conforme dados do Ministério da Cultura (MinC). O dinheiro foi liberado para projetos como "Taça do Mundo é Nossa Casseta & Planeta O Filme", "Matador" e "Eu Tu Eles".

Marília Pêra, através da Peramel Produções Artísticas, captou R$ 100 mil via Lei Rouanet para montar e divulgar a peça "A filha da...", que estreou em 2002 com a própria Marília em cena.

A HB Filmes, de Hector Babenco, captou R$ 16,2 milhões para trabalhos como o filme "Carandiru" e a peça de teatro "Hell".

Ainda segundo dados do MinC, a empresa Rock World, de Roberto Medina, captou R$ 13,6 milhões para o Rock in Rio 2013 e 2015.

A empresa M. Proença Produções Artísticas, de Maitê, captou R$ 966,9 mil via Lei Rouanet para as peças "Achadas e perdidas", "Isabel" e "À beira do abismo me cresceram asas".

O ator Francisco Cuoco já atuou em peça patrocinada em 2009 pela estatal Eletrobras ("Deus é química"). Em 2011, estrelou "Três homens baixos", com apoio da Lei Rouanet.

A Fundação Casa de Jorge Amado, que funciona em Salvador, conta com apoio do MinC. Segundo a assessoria da pasta, entre 2009 e 2012, recebeu do Fundo Nacional de Cultura R$ 477 mil e captou pela Lei Rouanet R$ 1,2 milhão.

Na mesma lei, a Fundação Tom Jobim captou R$ 1,7 milhão. O dinheiro foi usado em eventos como a exposição "Tom Jobim, música e natureza".

VALORES NO EXTERIOR PRECISAM SER DECLARADOS

De acordo com a legislação brasileira, enviar e manter dinheiro no exterior não é necessariamente um crime. Isso só acontece quando o contribuinte não declara à Receita Federal e ao Banco Central que mantém valores fora do país.

Nesse caso, o cidadão pode ser processado por evasão de divisas e por sonegação fiscal. Se tiver cometido outro crime anteriormente, também pode acabar respondendo por lavagem de dinheiro.

Por suspeitar da origem dos recursos depositados pelos correntistas do HSBC na Suíça, a Receita, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal já investigam o caso.

A suspeita se deve, sobretudo, ao fato de as contas de Genebra serem numeradas, e os clientes, identificados apenas por um código alfanumérico.

Desde 8 de fevereiro, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), composto por 185 jornalistas de mais de 65 países, publica reportagens com base nas planilhas que foram vazadas em 2008 pelo ex-funcionário do banco Hervé Falciani. As informações são do Globo.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/03/atores-cineastas-e-musicos-na-lista-de.html

Na Reuters, a corrupção vem desde FHC, mas “podemos tirar se achar melhor”

25.03.2015
Do blog TIJOLAÇO, 24.03.15
Por Fernando Brito

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O alemão Paul Julius Reuter, com os telégrafos com que criou a Reuters, no século 19, jamais imaginaria que sua agência de notícias, hoje uma das maiores do mundo, ia tão alegremente entregar-se aos padrões brasileiros de jornalismo.

Ontem, o site da Reuters publicou uma entrevista de Fernando Henrique Cardoso culpando Lula pelos casos de corrupção na Petrobras.

Lá no sexto parágrafo, o texto de Brian Winter, porém, citava as informações de Pedro Barusco de que o desvio de dinheiro começara no governo do tucano entrevistado.

Por distração, foi ao ar, junto do texto, uma observação do editor, semelhante àquela que andou frequentando os e-mail à redação da TV Globo: “Podemos tirarse achar melhor”.

Assim, com esto jeito meigo de ser.

Quando a Reuters percebeu a “mancada” correu a fazer a reedição que aparece acima deste post.

Um amigo viu e imprimiu a página e, com o texto exato, foi possível achar o resultado na varredura do Google, embora a página original já não mais esteja publicada.

Recortei da tela e apliquei na imagem para que você possa entender a estranha “reedição”, que corrige a mancada, mas não a bajulação.

Fica como mais um exemplo – de tantos e tantos – do sabujismo que a mídia adota, agora em versão internacional, para que o leitor – com o perdão da palavra – possa conhecer os intestinos das fábricas de notícias.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25768

FHC pensa que crise petista o reabilita

25.03.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 24.03.15
fhc capa A última de Fernando Henrique “uma declaração por dia” Cardoso (by Brasil 247) foi tentar culpar o sucessor direto, Luiz Inácio Lula da Silva, pela corrupção na Petrobrás. Antes, disse que a corrupção no Brasil foi inventada pelo PT. Antes, disse que o governo Dilma deveria cair. Antes, disse que o governo Dilma não deveria cair. Antes…
Desde que Dilma Rousseff assumiu seu segundo mandato, não passa uma semana ininterrupta sem que o ex-presidente tucano dê alguma declaração atacando-a ou ao seu partido ou a Lula, à diferença do que ocorreu durante a campanha eleitoral do ano passado.
Durante o processo eleitoral de 2014, mais uma vez o PSDB escondeu o seu líder maior, assim como fez em 2002, 2006 e 2010. A razão reside em pesquisa Datafolha publicada em 6 de junho do ano passado, que revelou a enorme impopularidade do ex-presidente.
Segundo o Datafolha de 6 de junho de 2014, os que “com certeza” optariam por um candidato a presidente sugerido por Fernando Henrique Cardoso eram 12%. Mas o destaque da pesquisa foi a influência negativa do tucano: 57% diziam que não votariam em alguém apoiado por ele. Por conta disso, a campanha de Aécio Neves o escondeu.
Por alguma razão, FHC acha que deve falar sem parar sobre “estelionato eleitoral”. Ele que, em 1998, disse que se Lula se elegesse presidente iria desvalorizar o real. Contudo, o tucano se reelegeu e, semanas após a reeleição, fez o que disse que o adversário faria, jogando o Brasil em uma das maiores crises econômicas da história recente.
FHC falar em “estelionato eleitoral” ou em crise econômica é uma piada de muito mau gosto. Aliás, qualquer tentativa de comparar a situação econômica de hoje com a de 1999, ano do segundo governo tucano, é ridícula.
Na última segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve a nota de crédito do Brasil em “investment grade”, nota essa que afiança aos investidores internacionais que o país é seguro para investir.
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 Existe alguém honesto que seja capaz de dizer que essa era a realidade do Brasil no início ou no fim do segundo mandato de FHC? Em 2002, último ano do governo FHC, o Brasil foi colocado pela mesma Standard & Poor’s na categoria “investimento especulativo”, ou seja, de risco elevado, a quem investisse aqui, de levar calote.
Sim, a popularidade de Dilma e do PT está no fundo do poço. Não se pode negar isso. A falta de explicação sobre o ajuste fiscal, a artilharia midiática e as críticas de setores da esquerda e até do PT às medidas de equilíbrio fiscal geraram um temor muito mais psicológico do que factual sobre a situação do país.
Isso quer dizer que os brasileiros esqueceram do que foi a era FHC? Será que os 57% que, ano passado, disseram que nem amarrados votariam em um candidato indicado pelo tucano, de repente, só porque acham que Dilma cometeu estelionato eleitoral tanto quanto ele, mudaram de ideia?
Duvido e faço pouco. Aliás, isso vale para o PSDB. Se hoje houvesse uma disputa entre Marina Silva e Aécio Neves, por exemplo, o tucano perderia de lavada. Sobretudo se Marina se voltasse para o campo progressista.
Aliás, a manutenção da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s constitui uma péssima notícia para FHC e seu partido, até porque a agência afirma que, ano que vem, a economia brasileira voltará a crescer.
Os brasileiros estão esperando uma torrente de desgraças pela frente, mas o que o mercado diz é que a situação é muito menos feia do que parece.
Se não ocorrerem as desgraças previstas, se os brasileiros constatarem que o que estão esperando de trágico não sobreveio, Dilma pode se recuperar. Já o que o país viveu sob FHC e seu partido, nunca será esquecido porque é história.
Aliás, mesmo que Dilma e seu partido não se recuperem, isso não irá reabilitar FHC. Uma nova força política emergirá. Pode ser Marina Silva, pode ser até, de repente, alguém bem mais à esquerda do que Dilma, de um partido mais à esquerda que o PT.
FHC sabe disso. Tanto sabe que nunca mais se candidatou a nada. Mas anda sonhando até em disputar a Presidência da República. Mas está incorrendo em um autêntico autoengano. Contudo, seria bom para o Brasil que ele tivesse essa coragem. Mas vai acordar. Não é tão estúpido. Sabe muito bem o que fez, apesar de ser tão cara-de-pau.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/03/fhc-pensa-que-crise-petista-o-reabilita/

REUTERS TENTOU PROTEGER FHC EM MATÉRIA SOBRE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS

25.03.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/174470/Reuters-tentou-proteger-FHC-em-mat%C3%A9ria-sobre-corrup%C3%A7%C3%A3o-na-Petrobras.htm

COMPROVADA MANIPULAÇÃODA MÍDIA PARA ACOBERTAR CORRUPÇÃO TUCANA: #PodemosTirarSeAcharMelhor: Gafe da Reuters gera manifestações na internet "

25.03.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.03.15

"Podemos tirar, se achar melhor". Reuters coloca entrevista com FHC no ar e esquece de tirar frase que denuncia blindagem ao ex-presidente tucano. Hashtag que ironiza gafe vira o assunto mais comentado do Twitter

reuters fhc #podemostirarseacharmelhor
O site da agência de notícias Reuters publicou nesta segunda-feira (23/03) uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso onde ele aponta outro ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, como principal culpado pelos casos de corrupção na Petrobras.
Mas o que mais chamou a atenção foi uma observação do editor do texto, que acabou indo ao ar, por distração.
A matéria cita a declaração do ex-gerente de serviços da estatal brasileira, Pedro Barusco, de que o desvio de dinheiro havia começado no governo de FHC. Foi aí que entrou a frase “Podemos tirar, se achar melhor”.
Depois que percebeu o erro, a Reuters fez a reedição do texto. Mas o print screen da página começou a circular na internet.
No Twitter, a frase virou piada e se tornou um trending topic (o assunto mais comentado na rede social) no Brasil, com a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor
Internautas começaram a resgatar notícias antigas de escândalos relacionados ao governo de FHC, acrescentando, com ironia, a hashtag no final.
Reuters apaga gafe
O “Podemos tirar, se achar melhor” foi apagado e não está mais no ar, confirmou a Reuters em nota. Uma busca no Google pela expressão mostra que a observação foi mesmo ao ar. O cache do site de buscas armazena versões anteriores das páginas da internet e traz a frase “Podemos tirar, se achar melhor” imediatamente antes das palavras “Apesar das turbulências”, que abrem o sétimo parágrafo.
Corrupção na Petrobras
As palavras de Pedro Barusco geraram uma disputa entre PT e PSDB a respeito de qual dos dois partidos é o pai da corrupção na Petrobras. Ex-auxiliar de Renato Duque, o ex-gerente de Serviços da estatal indicado pelo PT, Barusco ajudava seu chefe a lidar com a propina recebida pela diretoria em que trabalhavam, como mostram as investigações da Operação Lava Jato.
No ano passado, Barusco assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e fez diversas revelações. Entre elas, que começou a receber propinas na Petrobras em 1997 e que o pagamento de valores indevidos se tornou “sistemático” no ano 2000
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/podemostirarseacharmelhor-gafe-da-reuters-gera-manifestacoes-na-internet.html

JORNALISMO MANIPULATIVO: Agência, sobre menção a FHC, 'Podemos tirar, se achar melhor'

25.03.2015
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 24.03.15
Por Redação RBA

Reuters publica reportagem em que há um período com referência negativa ao ex-presidente. Editor pergunta se é melhor suprimir trecho. No final, agência britânica pede desculpas pela 'confusão'. 
REPRODUÇÃO
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São Paulo – Uma reportagem da agência britânica Reuters publicada ontem (23) chamou a atenção pelo que seria um comentário interno para suprimir um trecho do texto, desfavorável ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A frase "Podemos tirar, se achar melhor" repercutiu durante todo o dia de hoje em redes sociais. No final da tarde, a Reuters confirmou o episódio e pediu desculpas pelo que chamou de "confusão".
Era uma entrevista com o ex-presidente sobre a situação política brasileira e o escândalo de corrupção na Petrobras. Em um trecho, FHC atribui "mais responsabilidade política" ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que à presidenta Dilma Rousseff. Mas, no parágrafo seguinte, a reportagem lembra que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse ter começado a receber propinas em 1997, ainda no período FHC. Logo depois dessa informação, aparece a observação, entre parênteses: "Podemos tirar, se achar melhor". O comentário indica a possibilidade de justamente o trecho sobre corrupção no governo FHC ser eliminado do texto final.
O texto da Reuters é assinado pelo jornalista norte-americano Brian Winter. Em parceria com o próprio FHC, ele é autor do livro O Improvável Presidente do Brasil, de recordações do ex-presidente, lançado em 2013.
Em nota, a Reuters diz que publicou ontem, "inadvertidamente", uma reportagem em português "com pergunta de editor brasileiro ao autor do texto original", escrito em inglês. "A pergunta, que deveria ter sido removida do texto, foi publicada acidentalmente. A Reuters em seguida publicou uma segunda versão do texto sem a pergunta." E acrescenta: "O conteúdo de ambos os textos em Português é exatamente o mesmo, e lamentamos qualquer confusão causada pelo engano"
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/03/agencia-sobre-mencao-a-fhc-podemos-tirar-se-achar-melhor-9441.html

Maitê Proença, a dos “machos selvagens”, tinha 585 mil dólares no HSBC da Suiça em 2006

25.03.2015
Do blog VI O MUNDO, 23.03.15
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Da Redação
Maitê Proença é uma atriz politizada. Recentemente, postou para seus 55 mil seguidores no Instagram uma foto ironizando aqueles que disseram que só a elite branca tinha saído para protestar e pedir o impeachment de Dilma.
No cartaz, aparentemente visto em Copacabana no 15 de março: “Vaiar a Dilma é o melhor programa social já inventado pelo PT: você vaia hoje e amanhã já vira elite”.
A ironia é que Maitê é certamente da elite!
A atriz já se manifestou muito antes da campanha do terceiro turno que está em andamento.
Lá atrás, numa entrevista, disse esperar que a discriminação atiçasse os “machos selvagens” para que estes evitassem a eleição de Dilma Rousseff.
Captura de Tela 2015-03-23 às 10.14.38
Pois não é que, segundo Fernando Rodrigues, ela aparece na lista do HSBC com U$ 585.241,00 depositados na Suiça?
Isso é que é ser da elite!
Cabe à atriz, que certamente está farta da corrupção, esclarecer se declarou o valor à Receita Federal ou se usou o subterfúgio para sonegar impostos no Brasil.
Quem sabe tenha chance de fazê-lo na CPI do HSBC…
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Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/maite-proenca-a-dos-machos-selvagens-tinha-500-mil-dolares-no-hsbc-da-suica-em-2006.html

CORRUPÇÃO DA GLOBO? A GENTE SÓ VER POR AQUI:O escândalo de sonegação da Globo

25.03.2015
Do BLOG DO MIRO, 23.03.15

A Reuters “micou”. E foi parar no “trend topics” do Twiter

25.03.2015
Do blog TIJOLAÇO, 24.03.15
Por Fernando Brito

podemostirar
A maior agência de notícias do mundo teve, hoje, de assumir o “mico” que pagou com a sabuja menção do #PodemosTirarSeAcharMelhor  inadvertidamente agregada à entrevista de Fernando Henrique Cardoso no trecho em que se observava que o ladrão Pedro Barusco tinha dito que a corrupção na Petrobras tinha se iniciado no período Fernando Henrique Cardoso.
Foi parar na liderança do “TrendTopics” do Twitter.
Ficou claro, embora o conteúdo não tenha sido alterado, que a empresa se prestaria ao papel de retalhar o texto de seu repórter para atender a uma conveniência política.
Foi, claro, o acaso que permitiu o flagrante do desejo de manipular a informação.
E nos dá o direito de imaginar quantas vezes, sem este “vacilo” denunciador, tiraram algo por que “acharam melhor”.
Volto ao tema que abordei no início do dia: o ódio da mídia convencional aos blogs independentes não é pelas verbas publicitárias que a maioria de nós nem mesmo recebe.
É pela capacidade que tivemos – Tijolaço, Viomundo e Diário do Centro do Mundo veicularam quase que simultaneamente a informação – de dobrar uma das maiores agências de notícias do mundo.
É essa capacidade de se contrapor ao que é dito pela mídia hegemônica que os irrita.
E por isso a necessidade de nos sufocar economicamente, porque, afinal, o supermercado não nos cobra preços subsidiados.
Mas não contavam com a nossa capacidade de sobreviver.
E sobrevivemos
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=25779