quarta-feira, 18 de março de 2015

Mídia tenta esconder monstro fascista

18.03.2015
Do BLOG DO MIRO,17.03.15

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/

Por Altamiro Borges

Depois de alimentar a fúria fascista, numa campanha que já dura doze anos e que atingiu seu apogeu na “cobertura jornalística” dos protestos de domingo (15), a mídia hegemônica agora tenta esconder seus monstros. Da mesma forma como fez na preparação do golpe militar de 1964, ela apresenta os organizadores das marchas como cidadãos em luta contra a corrupção e pela democracia. A capa do jornal 'O Globo' desta segunda-feira é uma cópia da manchete estampada para saldar a deposição do presidente João Goulart. Até ministros do governo Dilma, na vã tentativa de acalmar o ódio fascista, elogiam as “manifestações democráticas”. Um verdadeiro tiro no pé, que só estimula os golpistas!

Os jornalões e as emissoras de rádio e tevê exibem imagens de famílias vestindo o verde e amarelo e manifestando sua revolta em “marchas pacíficas”. Eles escondem, porém, os discursos hidrófobos dos líderes “espontâneos” do movimento, as faixas com suásticas nazistas, os pedidos pela imediata intervenção militar, os xingamentos e agressões. O ódio das hordas fascistas é retirado dos holofotes para não assustar os ingênuos que aderiram ao protesto alimentado pela própria mídia. Nas redações destes veículos – aonde a única liberdade de imprensa que impera é a do patrão, como ensinou o jornalista Cláudio Abramo –, repórteres domesticados ou acovardados fingem não enxergar o perigo.

Além de apresentar as marchas como “democráticas e pacíficas”, o esforço midiático é também para negar seu caráter classista. Globo, Folha e Estadão fazem de tudo para exibir “a diversidade dos atos" – aonde há, inclusive, alguns pobres e negros. Apenas a imprensa internacional, ainda não totalmente contaminada pela ofensiva golpista, revela que os protestos foram “mais velhos, mais brancos e mais ricos”, como registrou o jornal britânico “The Guardian”. Até a revista “Forbes”, dirigida aos ricaços, chamou as manifestações de “festival do ódio”. Já no “festival de mentiras” da mídia nativa, apenas alguns articulistas de salvaram. Reproduzo abaixo dois artigos destoantes publicados na Folha:

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Impeachment é pouco

Vladimir Safatle

Você na rua, de novo. Que interessante. Fazia tempo que não aparecia com toda a sua família. Se me lembro bem, a última vez foi em 1964, naquela "Marcha da família, com Deus, pela liberdade". É engraçado, mas não sabia que você tinha guardado até mesmo os cartazes daquela época: "Vai para Cuba", "Pela intervenção militar", "Pelo fim do comunismo". Acho que você deveria ao menos ter tentado modernizar um pouco e inventar algumas frases novas. Sei lá, algo do tipo: "Pela privatização do ar", "Menos leis trabalhistas para a empresa do meu pai".

Vi que seus amigos falaram que sua manifestação foi uma grande "festa da democracia", muito ordeira e sem polícia jogando bomba de gás lacrimogêneo. E eu que achava que festas da democracia normalmente não tinham cartazes pedindo golpe militar, ou seja, regimes que torturam, assassinam opositores, censuram e praticam terrorismo de Estado. Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que lugar de gente que sai pedindo golpe militar não é na rua recebendo confete da imprensa, mas na cadeia por incitação ao crime. Mas é verdade que os tempos são outros.

Por sinal, eu queria aproveitar e parabenizar o pessoal que cuida da sua assessoria de imprensa. Realmente, trabalho profissional. Nunca vi uma manifestação tão anunciada com antecedência, um acontecimento tão preparado. Uma verdadeira notícia antes do fato. Depois de todo este trabalho, não tinha como dar errado.

Agora, se não se importar, tenho uma pequena sugestão. Você diz que sua manifestação é apartidária e contra a corrupção. Daí os pedidos de impeachment contra Dilma. Mas em uma manifestação com tanta gente contra a corrupção, fiquei procurando um cartazete sobre, por exemplo, a corrupção no metrô de São Paulo, com seus processos milionários correndo em tribunais europeus, ou uma mera citação aos partidos de oposição, todos eles envolvidos até a medula nos escândalos atuais, do mensalão à Petrobras, um "Fora, Alckmin", grande timoneiro de nosso "estresse hídrico", um "Fora, Eduardo Cunha" ou "Fora, Renan", pessoas da mais alta reputação. Nada.

Se você não colocar ao menos um cartaz, vai dar na cara de que seu "apartidarismo" é muito farsesco, que esta história de impeachment é o velho golpe de tirar o sujeito que está na frente para deixar os operadores que estão nos bastidores intactos fazendo os negócios de sempre. Impeachment é pouco, é cortina de fumaça para um país que precisa da refundação radical de sua República. Mas isto eu sei que você nunca quis. Vai que o povo resolve governar por conta própria.

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“A nossa bandeira jamais será vermelha”

Mônica Bergamo

"Tem até mulher de banqueiro aqui!", informava à coluna a educadora Ligia Carvalho no estacionamento da rua Augusta em que vários amigos combinaram de se encontrar para ir à passeata de domingo na avenida Paulista.

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"Ela poderia estar em casa, descansando. Mas pensa nos mais humildes", segue Ligia, referindo-se a Ana Eliza Setubal, mulher de Paulo Setubal, da família que controla o Itaú Unibanco. "Nós temos que pensar neles. A minha empregada me disse que é atendida por enfermeiros nos postos de saúde. Eles não têm escola, saúde, nada."

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Ana Eliza diz que o protesto "não é contra um governo específico" e afirma que "o povo tem que acordar, se mexer. Tem que mostrar aos governantes, todos eles, a insatisfação com essa corrupção que está arraigada no país".

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Ao lado da empresária Rosângela Lyra, ela assume a liderança do grupo, que sobe a rua cantando: "A nossa bandeira jamais será vermelha!".

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A arquiteta Brunete Fraccaroli carrega um banco de plástico verde. Ela vai se submeter em breve a uma cirurgia de coluna e precisa sentar-se de tempos em tempos. "Estou perdendo clientes. Muitos deles estão saindo do Brasil, estão indo para Miami. É triste. Estou muito preocupada", diz.

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Quase em frente ao Masp, outro grupo se reunia numa varanda. "Queria estar era lá embaixo", dizia a empresária Tatianna Oliva, apontando para a avenida. "Já fomos lá, mas tivemos que voltar por causa das crianças", explicava, com as duas filhas ao lado.

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Acompanhada do marido, José Victor Oliva, ela assistia de camarote ao protesto, a convite de uma amiga que abriu o escritório de sua empresa a cerca de 40 convidados. Para recebê-los, mesa de aperitivos e doces decorada com bandeirinhas do Brasil, refrigerantes, cervejas e drinques. A anfitriã pediu para não ter o nome divulgado ("Senão baixam 50 fiscais da Receita aqui! Sou do bem").

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"A Déia, que trabalha lá em casa, disse que queria vir. Eu não forcei ela a nada", contava Tatianna. Ao lado da patroa, Andrea Carneiro dizia: "A gasolina tá muito cara, o ônibus, o supermercado também. Tá muito ruim".

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Irmã do playboy Chiquinho Scarpa, Renata Scarpa ia do parapeito do prédio para a TV, que transmitia o ato ao vivo. "Graças a Deus", repetia. "E é todo mundo! As mulheres [vieram] mesmo com chuva no cabelo." Ali perto, o marido dela, Marcelo Palhares, fumava um charuto.

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Renata dizia: "Não interessa se é PT, PSDB, PMDB. Acho que todos os políticos e suas famílias teriam que ser obrigados a usar hospital e escola públicos. Já mudaria tudo". E lembrava o fato de Miami estar "lotada" de brasileiros. "Temos que ter todo mundo aqui para ajudar. Se os ricos forem embora, o que que sobra? Só os que não interessam para crescer o país."

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"Sou elite sim!", dizia José Victor Oliva. "E acho que eu deveria ser homenageado pelo governo, porque invisto, dou empregos, pago impostos, faço tudo certo." Mostrando a avenida, concluía: "Acho que eu não sou o único que penso assim".

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No prédio ao lado, alguém agitava na janela uma bandeira vermelha. Adultos e crianças na sacada vaiavam: "Ei, petista, vai tomar no c...".

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Um dos convidados passa com um saquinho distribuindo cornetas de plástico.

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Com a bandeira do Brasil estampada nos brincos --e uma de verdade amarrada nos ombros--, a empresária Norma Kherlakian brincava que iria "tirar todas as peças vermelhas do armário". "Eu sempre soube que o PT, quando chegasse lá, ia roubar", afirmava a prima de Reinaldo Kherlakian, herdeiro da galeria Pagé e cantor.

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Nadia Locanto, consulesa de São Cristovão e Nevis (ilhas no Caribe), dizia: "Tem que sair o PT. E parar a corrupção. Não é possível que não haja gente honesta no Brasil, né?", dizia, com a bolsa Louis Vuitton a tiracolo.

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Já no fim da tarde, o empresário Paulo Velloso chegava. "Já andei duas vezes a Paulista. Subi para vir ao banheiro." Dizendo-se emocionado, afirmava, com um copo de margarita na mão: "Falam que SP é um reduto do PSDB. Não é isso! É que aqui as pessoas têm mais conhecimento, informação. Sabem que do jeito que está não dá pra continuar".

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Leia também:










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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/03/midia-tenta-esconder-monstro-fascista.html

FBI investiga Armínio Fraga Neto e propinoduto tucano

18.03.2015
Do portal CORREIO DO BRASIL

Armínio Fraga, neto, ex-presidente do Banco Central, seria alvo de investigação nos EUA
Armínio Fraga, neto, ex-presidente do Banco Central, seria alvo de investigação nos EUA
A mais influente agência de inteligência norte-americana (FBI, na sigla em inglês) passou a investigar, formalmente, o fundo de investimento nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal no Caribe, administrado pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, neto. Segundo apurou o jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr., autor do best seller Privataria Tucana, “o fundo, intitulado Armínio Fraga, neto – Fundação Gávea, é suspeito de distribuir para a Suíça e outros paraísos fiscais dinheiro sem origem comprovada”. Fraga fez campanha para o candidato derrotado do PSDB, Aécio Neves, e ocuparia o Ministério da Fazenda, caso o senador mineiro fosse eleito.
Segundo Ribeiro Jr., “as autoridades norte-americanas chegaram ao fundo após investigar a lista dos clientes de todo mundo que mantinham contas no HSBC da Suíça. O tucano e seu fundo, isento de impostos no Brasil por ser uma organização filantrópica, deixaram rastros bem detalhados na lista do HSBC”.
“De acordo com uma fonte do FBI, ligada a operações de lavagem de dinheiro, em 2004 o fundo nas Ilhas Cayman enviou US$ 4,4 milhões para outra conta da mesma fundação no HSBC da Suíça. Os dados apurados apontam que a conta beneficiada era uma conta de compensação. Conhecida como conta-ônibus, esse tipo de conta só serve para transportar dinheiro de um paraíso fiscal para outro. É uma conta, por exemplo, onde não se pode fazer nenhum tipo de investimento”, afirma o jornalista.
Segundo os documentos levantados por agentes norte-americanos, antes de cair no HSBC o dinheiro foi transferido para outra conta-ônibus do ex-ministro no Credit Bank da Suiça. “No mundo da lavagem de dinheiro há uma premissa: quanto mais rodar em conta-ônibus, mais limpo fica o dinheiro até chegar ao seu destino final. As investigações apontam que após ser lavado na Suíça o dinheiro voltou limpo para a conta de Fraga no America Bank de Nova York”, acrescenta.
“A papelada comprova ainda que, para se livrar da tributação de impostos, Armínio declarou à Receita que a Fundação Gávea era filantrópica, ou seja, isenta de tributos. Mas, num lapso de memória, enviou o dinheiro para o Caribe por meio de sua conta pessoal no HSBC. Os investigadores pediram a quebra de sigilo do fundo. Ou seja, serão revelados os nomes dos tucanos e de outros brasileiros que usaram esse duto para enviar dinheiro ao exterior”, aponta Ribeiro Jr.
Vale lembrar que, na condição de ministro no governo Fernando Henrique Cardoso, Fraga foi o principal articulador para que não fosse quebrado, por exemplo, o sigilo em torno dos nomes de correntistas que operavam no Fundo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. “Agora, Fraga não tem mais o controle da situação. Uma faxina em seu fundo no Caribe é um passo para se chegar ao verdadeiro Dossiê Cayman”, refere-se o jornalistas investigativo ao propinoduto denunciado durante a época das privatizações no país, durante o governo FHC.
“Experiente no mercado, Fraga tentou dar um aspecto legal à operação ao declarar à Receita Federal o Fundo no Brasil. Seus problemas estão nos EUA, onde o ex-ministro tem cidadania. É lá que ocorreu a maior parte das operações e, por isso, Fraga e os outros correntistas do fundo terão de responder por seus atos na Justiça.
Ex-ministro nega
Ao site R7, que publicou originariamente a matéria de Ribeiro Jr., Fraga disse que a investigação nos EUA é “100% ficção”, mas admite que o fundo existiu.
– Investi nesse fundo há sete ou oito anos, mas tudo dentro da legalidade. Todas as minhas contas, de minha família e da Gávea Investimentos são declaradas perante as autoridades competentes, brasileiras e norte-americanas. Não houve esta transferência mencionada, houve sim um investimento regular e documentado. Não temos notícia de qualquer investigação sobre o tema – conclui.
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/fbi-investiga-arminio-fraga-neto-e-propinoduto-tucano/755070/

Retratos de uma manifestação ilegítima

18.03.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Por Maílson Ramos*

imagens manifestação direita impeachment intervenção militar golpe
Fotografias das manifestações do dia 15/03 (Imagem: Pragmatismo Político)
Mailson Ramos*
Nada de novo na frente ocidental. Diria o título do livro de Erich Maria Remarque. Diria eu sobre a condição das manifestações do domingo. Nada de novo além do tragicômico analfabetismo político, da insensibilidade quase brutal, do desrespeito às instituições democráticas desta nação. Pois os manifestantes que vestiram a camisa da seleção brasileira de futebol e pintaram os rostos de verde e amarelo, em vez de amplificar uma discussão positiva acerca do combate à corrupção, denotaram uma assombrosa conclusão: são eles os responsáveis pela chama acesa do golpismo quando pedem por intervenção militar; são eles que se acercam de falsos ideais democráticos, mas colocam na mão uma bandeira com a suástica; são eles capazes de gerar ódio ao dependurar sobre uma ponte bonecos enforcados representando Dilma e Lula.
Não importa para a minha análises o número de manifestantes. O discurso antidemocrático deles causa asco independente da quantidade. Podiam ser dez ou vinte. O prejuízo da mensagem contra ademocracia é sempre o mesmo. A intenção não é generalizar, mas quem saiu de casa para acompanhar este desfile não cívico, misturou-se com uma turba de ideologia odienta capaz até de estourar bomba em sede de partido político. Isso é muito grave. Não basta apenas definir as características destes manifestantes numa análise verdadeira que não os poupará de serem duramente criticados. Parece ser momento oportuno para definir as mãos por trás das marionetes.
Os políticos do PSDB pareciam alheios às manifestações. Pareciam. Mostraram toda sua satisfação em selfies, acompanhando a marcha fúenbre da democracia. Eles, eleitos democraticamente, assumem a posição de golpistas e definem, sem ponto de retorno, suas verdadeiras intenções em toda esta história. Muito bonito é se manifestar contra a corrupção, com um discurso afiadíssimo, moral e eticamente estabelecido na razão que têm de contrapor o governo. Deveriam saber os manifestantes que no meio deles, com as mesmas palavras entoadas contra a corrupção, estavam grandes corruptores. Ilusão deste colunista que merece errata imediata: é lógico que os manifestantes sabem da Lista de Furnas, do Trensalão e do Swissleaks. Aquila non capit muscas (Uma águia não caça moscas).
Os pequenos riachos de gente, minando dos bairros mais nobres das capitais, formaram lagoas em amarelo. Mas não eram qualquer logoa. Eram na verdade lagos estabelecidos sobre o solo de Copacabana, Boa Viagem, Barra e Avenida Paulista. Há de se perceber nas fotos a ausência de um negro. Em Salvador, a mais africana das capitais brasileiras, não se viu um simples descamisado entre os manifestantes. É que nos outros bairros, em vez de se desgastar na histeria coletiva, as pessoas bebiam uma cerveja e faziam aquele velho e tradicional churrasco. Na verdade, o que resta desta análise sobre a ausência de negros nas manifestações é a obviedade da natureza sectária do discurso: ali só protestava a elite, ou talvez, aqueles que estão descontentes com o governo e amassam panelas Le Creuset, famintos enquanto regurgitam a comida. Não havia pauta e nem discussão de políticas sociais. O que faríamos nós, negros e suburbanos, num movimento puramente aristocrático?
A TV Globo deu cobertura total a este dia nefasto na história de nossa República. Não há razão para pensar o contrário: a emissora da família Marinho revelou, sem máscaras, a quem serve. O discurso mentiroso do jornalismo sério não vai mais ludibriar as pessoas. A hashtag #GloboGolpista, às vésperas do domingo, provou à TV Globo que as mídias sociais são um sapo difícil de engolir. Não se define mais um golpe nas alcovas da imprensa; Brasília não é vigiada apenas pelos jornalistas e suas redações. Não é mais um meio de comunicação o responsável por direcionar a opinião pública. Aliás, com o advento destas tecnologias, o conceito de opinião pública é cada vez mais rarefeito. E a posição da TV Globo demonstra que o povo não pode ser responsável pelas decisões, nem mesmo as democráticas, nem mesmo as eleitorais.
Jornalistas da CartaCapital foram hostilizados por manifestantes e ridicularizados sobre um carro de som, emSão Paulo. De Saturno já deve ter se ouvido a balela de que o governo não respeita a liberdade de imprensa e quer destruir a imprensa com a Ley de Medios. Este mesmos manifestantes que se fazem respeitosos com a liberdade são capazes de achincalhar um profissional em pleno exercício de sua função. São estes que penduram dois bonecos enforcados e pedem intervenção militar já. Retratos de uma manifestação ílegítima; porque assim se deslegitima o tempo inteiro.
*Mailson Ramos é escritor, profissional de Relações Públicas e autor do blog Nossa Política. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/retratos-de-uma-manifestacao-ilegitima.html

JANOT: CASO AÉCIO AINDA PODE SER REABERTO

18.03.2015
Do portal BRASIL247, 07.03.15

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247 obteve, com exclusividade, o despacho integral do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber pagamentos mensais da estatal Furnas, entre 1994 e 2001; Janot pediu o arquivamento porque o caso não estaria relacionado à investigação da Petrobras, mas ressaltou que ainda pode ser reaberto; "não há como, neste momento, em face do que se tem concretamente nos autos, dar andamento a investigação formal em detrimento do parlamentar", disse ele; "É importante acentuar que tais conclusões prefaciais não inviabilizam que, caso surjam ulteriormente dados minimamente objetivos que justifiquem e permitam uma apuração em relação ao parlamentar, se retome o procedimento próprio para tal fim", completa; confira a íntegra do documento

Minas 247 - A relação entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e as empresas Furnas e Bauruense, subcontrada pela estatal para, supostamente, pagar propinas a agentes políticos, ainda não pode ser considerada um caso definitivamente encerrado.

247 obteve o despacho integral do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que enfatiza que Aécio ainda pode ser alvo de uma ação penal, caso surjam novas provas.

O nome do tucano surgiu depois que o doleiro Alberto Youssef afirmou, em delação premiada, que ele teria recebido propinas mensais de Furnas, entre 1994 e 2001, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (leia mais aqui).

"Afirmou que ouviu que AÉCIO também teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por FURNAS, a empresa BAURUENSE, no período entre 1994 e 2000/2001", escreveu Janot, em seu despacho, referindo-se à delação de Youssef.

Janot decidiu arquivar o caso porque não estaria relacionado à Petrobras – embarcando, aparentemente, na tese de que Youssef só pode delatar supostos esquemas de corrupção que envolvem a atual administração federal.

"Todos os elementos existentes na investigação denominada Lava Jato indicam para a existência de esquema criminoso montado dentro da PETROBRAS, especialmente na Diretoria de Abastecimento, na Diretoria de Serviços e na Diretoria Internacional, contava com a relevante participação de grupos de políticos", escreve Janot. "A referência que se fez ao Senador AÉCIO NEVES diz com supostos fatos no âmbito da administração de FURNAS. Assim, do que se tem conhecimento, são fatos completamente diversos e dissociados entre si."

Eventual reabertura

De acordo com Janot, caso surjam novos elementos de prova, o caso ainda poderá ser reaberto. "É importante acentuar que tais conclusões prefaciais não inviabilizam que, caso surjam ulteriormente dados minimamente objetivos que justifiquem e permitam uma apuração em relação ao parlamentar, se retome o procedimento próprio para tal fim", escreveu o procurador-geral da República.

Leia, aqui, a íntegra do seu despacho.
Leia, aqui, a decisão do ministro Teori Zavascki que acata o arquivamento temporário.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/172387/Janot-caso-A%C3%A9cio-ainda-pode-ser-reaberto.htm

O PT deve denunciar criminalmente a Rede Globo por incitar o ódio no Brasil

18.03.2015
Do blog MARIAFRÔ, 15.03.15
Por Maria Frô

golpe4
Durante todo o dia a A Rede Globo golpista de televisão transmitiu um micareta macabra, estimulou o ódio na TV, focava sua câmara em cartazes criminosos, chamava descerebrados para a rua, comparava Dilma a Collor, lia o tempo todo cartazes de “vem pra rua”.
O dia inteiro a Globo e seus comentarias associaram o nome da presidenta Dilma à Lava a Jato que não faz parte dos 49 denunciados pela PGR, mas não mencionaram o tucano Anastasia, ex-governador de Minas Gerais, e um dos 49 denunciados na lista da PGR.
O que vimos nas ruas brasileiras hoje foi um desfile de raivosos analfabetos políticos desde uma mulher pregando feminicídio, a faixas com suásticas, cartazes pedindo o fim de Paulo Freire (!!!!!) até atentado a bomba no diretório do PT, em Jundiaí-SP. A Globo estimulou um ato terrorista no Brasil. 
A Globo não transmitiu um ato, ela estimulou minuto a minuto uma festa do ódio, da despolitização, a Globo é tão criminosa quanto todos que praticaram crime hoje travestidos de movimento pacífico.
LEI Nº 7.170, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1983. Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I Disposições Gerais Art. 1º – Esta Lei prevê os crimes que lesam ou expõem a perigo de lesão: I – a integridade territorial e a soberania nacional; Il – o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito; Ill – a pessoa dos chefes dos Poderes da União.
O PT deve denunciar criminalmente uma concessão pública que tem obrigação de respeitar a Constituição brasileira e passou todo o dia em cadeia nacional instigando o ódio no país, a ponto de criminosos praticarem um ato terrorista contra a sede do Partido dos Trabalhadores.
NOTA OFICIAL – ATENTADO AO PT DE JUNDIAÍ.
Bomba foi jogada na sede do PT de Jundiaí neste domingo
Neste domingo (15/3), o Diretório do Partido dos Trabalhadores de Jundiaí, que fica na rua Prudente de Moraes, região central de Jundiaí, sofreu um atentado. Uma bomba, provavelmente do tipo molotov, foi jogada dentro da sede do Diretório, causando sérios estragos em uma das salas do prédio do partido.
O presidente municipal, Arthur Augusto, informa que neste momento está recebendo oficiais da Polícia Militar e da perícia técnica. “Quero crer que não seja uma ação orquestrada por adversários políticos”, diz Arthur.
O presidente lamenta o ocorrido e aguarda as investigações. ”Vamos aguardar a PM e a perícia investigarem o que houve e punirem os culpados pelo ataque”. Arthur também ressalta o processo de incitação ao ódio que tem sido amplamente deflagrado em todo o Brasil. “É preciso ter cuidado com o que se divulga porque todos nós podemos ser vítimas desse processo que induz à desinformação, ao desserviço da democracia e, consequentemente, ao ódio que tem se instalado em nosso país”.
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globo
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micareta golpista zoom da Globo****
Fonte:http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2015/03/15/o-pt-deve-denunciar-criminalmente-rede-globo-por-incitar-o-odio-brasil/