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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Golpismo à brasileira veste roupagem jurídica, por Marcelo Semer

21.02.2015
Do portal JORNAL GGN
LUIS NASSIF ON LINE
Por Marcel Semer

do Justificando
Na Coluna ContraCorrentes
A necessidade de aprovar uma reforma para o Judiciário foi o pretexto empregado pelo general Ernesto Geisel para justificar o fechamento do Congresso em 1977. Com base em atos institucionais que haviam sido escritos pela própria ditadura, editou-se, no entanto, o Pacote de Abril que, entre outras atrocidades, desfigurou a representação parlamentar para aumentar o suporte congressual ao regime.
A grotesca declaração de vacância do presidente João Goulart, lida numa tétrica noite do Congresso Nacional, aliás, já havia aberto caminho para a institucionalização da ditadura, treze anos antes.
Não faltam na história brasileira soluções hipoteticamente jurídicas para mascarar golpes e rupturas institucionais sempre que os setores empoderados se viram distantes do poder político.
A própria trama que levou Getúlio ao suicídio se fundou em um inquérito policial, cujos resultados, que antecediam às investigações, eram diuturnamente amplificados na imprensa, criando, com base em ilações jamais demonstradas, um clima propício à renúncia ou destituição.
A grande mídia, como se sabe, deu suporte a praticamente todas essas manobras na questionável qualidade de representante do interesse público – leia-se aqui do mercado financeiro, de líderes industriais e da classe média urbana. Afinal, se o poder não está no poder, alguma coisa definitivamente deveria estar fora da ordem.
Por tudo isso, pelas tristes e cruéis lições da história e a amplitude dos poderosos insatisfeitos, nem é de se estranhar que imediatamente ao resultado das últimas eleições tenha-se iniciado uma campanha de negacionismo: pedido de recontagem das urnas, chamados por intervenção militar, mobilização pelo impeachment.
A última delas chegou a ser revestida de uma plumagem jurídica, mesmo na ausência de qualquer crime de responsabilidade que esteja à disposição do anseio golpista cada vez menos disfarçado de seus proponentes.
Mas também aí nada de novo.
Sempre houve, entre nós, juristas que se dispuseram a ceder, às vezes até alugar, seu conhecimento jurídico para institucionalizar soluções autoritárias. Muitos deles perseveram mandando às favas os escrúpulos da consciência.
Verdade seja dita: isso não é um privilégio nacional. Hitler também não teve qualquer dificuldade de sedimentar, com apoio de juristas de plantão e de renome, seu caminho legal para a barbárie.
A ânsia de buscar fundamentação jurídica para atrocidades não passa de um subterfúgio publicitário e um eufemismo para apaziguar consciências que se apregoam ilustradas. E porque, como ensinou Goebbels, até mesmo o autoritarismo precisa de propaganda.
Mas o que sai de suas entranhas nunca será direito.
Nossa ditadura jamais deixou de ser ditadura apenas porque houve um rodízio de generais, nem porque preservou algumas eleições e certos mandatos. Sempre que o poder esteve em risco vozes foram silenciadas, Congresso desprezado e eleições manipuladas. Aqueles que mais se diziam defensores da lei e da ordem foram, ao final, os maiores violadores do estado de direito.
No estado democrático, todavia, o direito não pode existir como forma de sepultar a vontade das urnas. Por mais incômoda que ela se apresente. Sempre haverá um novo pleito para que os derrotados possam submeter suas teses e seus nomes, suas agendas e seus projetos aos eleitores.
Alimentar as especulações pelo impeachment, porque a vitória do oponente desagrada; surfar no golpismo, pelo oportunismo das alianças; levar a interpretação da lei às sombras do direito para tornar a política irrelevante. Tudo isto fragiliza o processo mais que o resultado; o Estado mais que o governo; a democracia mais que o partido.
Espera-se, enfim, que aquela conversa toda sobre alternância de poder, insistentemente repetida antes das eleições, não tenha sido pensada na sucessão entre democracia e estado de exceção.
Marcelo Semer é Juiz de Direito em SP e membro da Associação Juízes para Democracia. Junto a Rubens Casara, Márcio Sotelo Felipe, Patrick Mariano e Giane Ambrósio Álvares participa da coluna Contra Correntes, que escreve todo sábado para o Justificando.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/golpismo-a-brasileira-veste-roupagem-juridica-por-marcelo-semer

SwissLeaks o caramba! O nome do negócio é Suíçalão do HSBC

21.02.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 17.02.15
Por Antonio Lassance*

A mídia que achincalha a Petrobrás protege indecorosamente o HSBC e os barões ladrões por trás desse grande escândalo financeiro.

reprodução (montagem: Carta Maior)
Um escândalo de grandes proporções abala o mundo das finanças.

O assunto envolve ninguém menos que o segundo maior banco do mundo, o HSBC, e políticos, grupos de comunicação, esportistas, artistas e demais celebridades do mundo dos superendinheirados.

Os bacanas, milhares deles brasileiros, cometeram crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão em grandes proporções. Isso sem contar com outros crimes que podem estar associados à origem do dinheiro.

Depósitos milionários foram feitos no banco britânico HSBC, em sua filial na Suíça, para desviar montanhas de dinheiro que deveriam ser pagas em impostos, mas que preferiram fazer um passeio pelos Alpes.

Não se trata de dinheiro privado. É dinheiro público depositado em contas privadas. É corrupção da grossa, mesmo que feita por 'gente fina' - gente diferenciada, pelo menos por suas contas bancárias; e gente educada, pelo menos na arte de sonegar impostos e lavar dinheiro. 


Sonegação e lavagem de dinheiro são e devem ser tratados como crimes de assalto aos cofres públicos. Por isso, a tradução exata do escândalo conhecido lá fora como SwissLeaks (**), em bom Português, é Suíçalão.

Suíçalão do HSBC, para ficar claro o mentor intelectual do crime e para manter no ar a suspeita, mais que plausível, de que muitos outros bancos possam ter feito o mesmo.

É preciso tratar o caso pelo apelido que ele merece, nem acima, nem abaixo do que se fez com os mensalões, o petrolão e o trensalão.

Chega de camaradagem com a corrupção privada. Sonegação e lavagem de dinheiro são coisas de gente que faz - como dizia a propaganda do finado Banco Bamerindus, doado a esse mesmo gigante das finanças, o HSBC, por um Banco Central que foi sempre muito benevolente com Londres e a Suíça.

O fato de que os crimes relatados vinham sendo cometidos há décadas deixa claro como o mundo dos ricos é mantido em uma zona de conforto por governos - incluíndo-se aí seus bancos centrais -, judiciário e imprensa, mesmo quando as táticas são mais que conhecidas.

O escândalo ainda mostra como os grandes bancos são as maiores lavanderias do planeta. O HSBC não apenas abriu suas portas e seus cofres para os depósitos em dinheiro. O banco orientou clientes a como realizar em segredo práticas sabidamente criminosas.

Para coibir a prática de forma mais eficaz seria preciso estabelecer uma regulação do sistema financeiro internacional que impusesse maior transparência e punições mais duras. Alguém imagina que, sem isso, coisas desse tipo jamais irão se repetir? Claro que não. Ficar à espera de vazamentos é pouco.

Os barões ladrões brasileiros estão na nona colocação entre os que mais surrupiaram dinheiro, com a ajuda do HSBC suíço.

O valor sonegado apenas por esse seleto grupo está estimado, por enquanto, em R$ 20 bilhões.

O valor é próximo aos R$ 18,7 bilhões não pagos em impostos pelo Itaú quando realizou a fusão com o Unibanco, em 2008.

O dinheiro dessas duas 'pequenas' sonegações é maior que o de qualquer outro escândalo de corrupção, mas nem todos se escandalizam em igual proporção.

A corrupção fiscal é hoje o principal inimigo do Estado brasileiro, de suas políticas sociais, como a saúde, há décadas subfinanciada, e até mesmo de suas políticas fiscal e monetária.

Daria para pagar um bom pedaço dos juros da dívida pública com o dinheiro dos ricos, ou melhor, o dinheiro dos pobres que os ricos preferem sonegar.  

Apesar de todas essas evidências, o escândalo de corrupção até agora tem merecido apenas notas de rodapé do cartel de mídia aqui presente.

Como na época da ditadura militar, sabemos detalhes do escândalo mais pela mídia internacional do que pelo cartel midiático que nos habita.

A mídia que achincalha a Petrobrás protege indecorosamente o HSBC e os barões ladrões por trás desse grande escândalo financeiro. Todos são tratados com candura ou mantidos em obsequioso segredo.

É que, para nossa mídia orwelliana, todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

(**) A expressão SwissLeaks se refere aos vazamentos ('leaks') que permitiram que investigações sob segredo de justiça se tornassem públicas. A Suíça ('Swiss') foi o destino preferido do dinheiro roubado.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/SwissLeaks-o-caramba-O-nome-do-negocio-e-Suicalao-u20B-u20B-do-HSBC/4/32890

Globo cavou sua própria sepultura

21.02.2015
Do BLOG DO MIRO
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Se o caos precede a ordem e o vácuo a nova era, a situação brasileira está como os sociólogos gostam.

Tem-se um governo Dilma decididamente sem rumo e uma oposição medíocre, alimentando-se apenas de golpismo; um Congresso entregue nas mãos do pior negocismo; um sistema partidário fragmentado.

E, finalmente, grupos de mídia enfrentando de forma inglória um fim de ciclo, um período em que reinaram absolutos no universo da opinião pública, e que está prestes a se encerrar.

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Em 2005, sob a liderança de Roberto Civita, o presidente do Grupo Abril, foi celebrado um pacto entre os quatro principais grupos de mídia do país: Globo, Abril, Folha e Estadão.

Tinha-se pela frente o cenário incerto das mudanças tecnológicas trazidas pela Internet; o receio do mercado ser invadido pelas empresas de telefonia.

A estratégia seguida foi a do magnata australiano Rupert Murdoch: um pacto entre os grupos de mídia tradicionais visando influenciar as eleições e conseguir, via o novo presidente, barrar a entrada dos novos competidores.

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A estratégia falhou em 2006, 2010 e 2014. Mas conseguiram, graças ao pesado tiroteio estabelecido, brecar a migração dos recursos de publicidade dos meios tradicionais para os digitais.

A partir daí houve uma guerra circular: sabia-se contra quem se estava guerreando mas sem saber o objetivo que estava se perseguindo. Assim como nos EUA, os grandes adversários não eram as empresas de telefonia, mas as novas redes sociais.

Quando o meio papel esgotou, saltaram na Internet. Mas a piscina estava vazia.

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O cartel brasileiro escolheu “inimigos” irrelevantes: meia dúzia de blogs pingados, que passaram a ser atacados como se representassem um inimigo imaginário.

Enquanto isto, o mercado publicitário era engolido pelo Google, Facebook e pelo maior dos integrantes do cartel: a rede Globo.

Segundo especialistas do setor, no ano passado os resultados das Organizações Globo vão permitir a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos para cada um dos três controladores.

Hoje em dia, a Globosat leva R$ 20,00 de cada R$ 100,00 pagos às TVs por assinatura; a TV aberta continua sendo um sugador de verbas; o sistema CBN de rádio domina amplamente o setor, assim como o portal G1.

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A Editora Abril caminha para o fim. Seu único ativo relevante, a revista Veja, não encontra compradores no mercado. Esta semana, foi vendido o controle da Abril Educação.

O Estadão está à venda há tempos e não tem muito fôlego pela frente. A Folha caminha para ser um pedaço da UOL – que está se consolidando como portal de serviços e de tecnologia.

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A Globo tornou-se a grande vitoriosa? Longe disso.

Desde o ano passado, os irmãos Marinho vinham mostrando desconforto com o enfraquecimento de seus parceiros, somado à crise de Rede Bandeirantes e aos problemas próximos de sucessão do Grupo Sílvio Santos. Esse enfraquecimento generalizado dos grupos de mídia, conferiu à Globo um poder absoluto de mercado.

Dentro de algum tempo, vai começar a se discutir sua divisão, da mesma forma como ocorreu com a ATT, o grande monopólio de telefonia dos Estados Unidos. Sua tentativa reiterada de derrubar o governo visa impedir qualquer ação visando reduzir seu monumental monopólio virtual 

No futuro, se perceberá que a competência da Globo – vis-a-vis a incompetência de seus parceiros – cavou a sua própria cova.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/02/globo-cavou-sua-propria-sepultura.html

Brasileiros denunciam campanha para entregar pré-sal a estrangeiros, com apoio da mídia subserviente

21.02.2015
Do blog VI O MUNDO, 20.02.15
Petrobras-001
O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA
A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.
Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.
Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados. Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.
Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos.
O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição. Conclamamos as forças vivas da Nação a cerrarem fileiras, em uma ampla aliança nacional, acima de interesses partidários ou ideológicos, em torno da democracia e da Petrobras, o nosso principal símbolo de soberania.
20 de fevereiro de 2015
Alberto Passos Guimarães Filho
Aldo Arantes
Ana Maria Costa
Ana Tereza Pereira
Cândido Mendes
Carlos Medeiros
Carlos Moura
Claudius Ceccon
Celso Amorim
Celso Pinto de Melo
D. Demetrio Valentini
Emir Sader
Ennio Candotti
Fabio Konder Comparato
Franklin Martins
Jether Ramalho
José Noronha
Ivone Gebara
João Pedro Stédile
José Jofilly
José Luiz Fiori
José Paulo Sepúlveda Pertence
Ladislau Dowbor
Leonardo Boff
Ligia Bahia
Lucia Ribeiro
Luiz Alberto Gomez de Souza
Luiz Pinguelli Rosa
Magali do Nascimento Cunha
Marcelo Timotheo da Costa
Marco Antonio Raupp
Maria Clara Bingemer
Maria da Conceição Tavares
Maria Helena Arrochelas
Maria José Sousa dos Santos
Marilena Chauí
Marilene Correa
Otavio Alves Velho
Paulo José
Reinaldo Guimarães
Ricardo Bielschowsky
Roberto Amaral
Samuel Pinheiro Guimarães
Sergio Mascarenhas
Sergio Rezende
Silvio Tendler
Sonia Fleury
Waldir Pires
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/manifesto-em-defesa-da-democracia-e-da-petrobras-o-que-esta-em-jogo-agora.html

Lula desmente mais uma mentira inventada pela revista Veja

21.02.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 19.02.15


Na semana passada, uma notícia falsa divulgada no Facebook, falava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia morrido. Esta semana, outra mentira absurda, agora da revista Veja de Brasília, circula pelas redes sociais.

Em sua edição do último sábado, 14 de fevereiro, o jornalista Ulisses Campbell publicou nota onde afirma que Thiago, que seria sobrinho do ex-presidente Lula, terá uma festa de aniversário de três anos com custo de 220 mil reais e Ipads de presente para os convidados. Lula não tem nenhum sobrinho com este nome residindo em Brasília.

Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet, como os do vlogueiro Felipe Neto, o da apócrifo Folha Política, e o do site Implicante, entre outras pessoas e veículos de boa e má fé, repliquem tal absurdo.

Apenas este ano já foram divulgados boatos sobre a volta do câncer do ex-presidente, a sua suposta morte e agora a festa de um falso sobrinho, entre outros casos de mentiras, boatos e mau jornalismo.

Repudiamos a divulgação reiterada de notícias falsas sobre o ex-presidente que tem acontecido por perfis apócrifos nas redes sociais ou por veículos jornalísticos pouco responsáveis com seus leitores.

Assessoria de Imprensa
Instituto Lula
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/02/lula-desmente-mais-uma-mentira.html

As muitas caras de quem exige a demissão de Cardozo

21.02.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 18.02.15
Por Fabio de Sá e Silva* 

Um cidadão que quando juiz se negava a receber advogados cobra a demissão do ministro da justiça que se encontrou publicamente com defensores...

Wellington Pedro/ Imprensa MG


Era início de carnaval, mas alguém achou que tinha em mãos material suficiente para animar o feriado.
 
O meio, o de sempre.
 
O alvo, o Ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo.
 
A acusação, a de ter recebido advogados de empresas envolvidas na Lava Jato.
 
A prova principal, a agenda pública do próprio Ministro.
 
No enredo de tais encontros, Cardozo teria afirmado que a investigação “mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro”.
 
Teria assegurado, a este respeito, que “as investigações envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo”.
 
E para terminar, teria feito “considerações sobre os próximos passos” e “desaconselhado uma das empresas a fechar um acordo de delação premiada”.
 
“Era tudo o que os outros convivas queriam ouvir,” concluía a peça.
 
A leitores minimamente críticos, matéria assim veiculada deveria render mais questionamento que curtidas e compartilhamentos.
 
Afinal, quem agora pretende fazer de Cardozo o articulador de uma grande conspiração contra a Lava Jato não é quem, ao longo dos últimos meses, produziu dezenas de capas e matérias com base em vazamentos da Polícia Federal – evidência maior de que o Ministro não consegue controlar sequer uma organização que lhe é formalmente subordinada?
 
Ou quem criticava Cardozo por inação frente a problemas em áreas como a Segurança Pública?
 
Ou quem enaltecia Moro como Juiz inflexível e determinado a apurar até o fim as práticas de corrupção evidenciadas pela Operação Lava Jato?
 
Em que se pretende que a opinião pública brasileira acredite?
 
Que instituições brasileiras como a PF, o MPF e a Justiça Federal são a salvação da nossa lavoura, enquanto Cardozo é um Ministro fraco – como diziam até então?
 
Ou que Cardozo não apenas é um grande articulador, como é capaz de desmontar uma operação complexa como a Lava Jato, passando por cima de figuras como Moro e Janot – como dizem agora, em função dos tais encontros (públicos) com advogados de empresas?
 
Como se já não houvesse confusão o suficiente, eis que aparece Joaquim Barbosa.
 
Falando em nome dos “cidadãos honestos” do país, o ex-Ministro não apenas compra a tese da Revista, como cobra a demissão de Cardozo.
 
E se explica:
 
“Você defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos ou métodos jurídicos perante o juiz, você vai recorrer à política?”
 
E emenda:
 
“Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos ou deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos”.
 
Mas não era esse o mesmo Barbosa que, quando Juiz, se negava a receber advogados?
 
Ou que, como relator de um dos casos mais importantes da história do STF, deu contribuição inestimável à indesejada mistura entre direito e política, admitindo expressamente ter feito uma “conta de chegada” para fixar as penas dos condenados?
 
Em uma das cenas mais memoráveis da experiência democrática na nova República, tirada de um dos debates entre presidenciáveis que marcaram das eleições de 1989, o emergente Afif Domingos perguntou a Mario Covas com qual das caras ele se apresentaria naquele pleito – se a do “marxista” que defendeu direitos sociais na Constituinte ou do “traidor”, eleito Senador pelo PMDB e depois, como candidato a presidente, crítico do plano Cruzado.
 
Covas respondeu a Afif que julgava ter apenas uma cara, mas que se tivesse muitas, todas elas teriam vergonha.
 
Se ainda estivesse vivo, Covas talvez custasse acreditar. Mas seis eleições depois, a mesma opinião pública que o aplaudiu no embate com Afif seria formada (sic) por veículos e figuras operando na linha oposta à que ele então enalteceu: com muitas caras, nenhuma das quais parece ter vergonha.

(*) Fabio de Sá e Silva é graduado (USP) e mestre (UnB) em direito e PhD em direito, política e sociedade (Northeastern University, EUA).

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/As-muitas-caras-de-quem-exige-a-demissao-de-Cardozo/4/32892

MÍDIA GOLPISTA, CALUNISTA E INFAME: Indústria de mentiras sobre Lula funciona sem parar há 25 anos

21.02.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 20.02.15
Por Eduardo Guimarães
Lula 1
Todos sabem qual foi a primeira grande mentira pública sobre Lula. No segundo turno da campanha eleitoral à Presidência de 1989, Miriam Cordeiro, ex-namorada do então candidato do PT à Presidência, Lula, apareceu no programa eleitoral de seu adversário, Fernando Collor, para acusar o pai de sua filha Lurian de supostos defeitos morais.
Rapidamente, Lula conseguiu direito de resposta no Tribunal Superior Eleitoral. A eleição em segundo turno ocorreria em poucos dias e não havia tempo a perder.
Porém, já era tarde. Ficara a versão de Lula contra a da ex-mulher. Ela o acusara de ser “racista”, “abortista” e de desprezar a filha que tinham tido, Lurian. O prejuízo eleitoral era insanável.
Lula ainda tentou uma última cartada para desfazer a farsa. A pedido da filha, então adolescente, levou-a ao seu programa eleitoral, porém sem que ela abrisse a boca, o que só faria publicamente muitos anos depois, confirmando tudo o que o pai afirmara sobre a relação dos dois naquele final de 1989.
A menina muda ao lado de Lula não foi tão convincente quanto a verborragia de uma ex-mulher que o odiava e que, além disso, tinha bom$ motivo$ para difamá-lo. Anos mais tarde, em entrevista ao Jornal do Brasil, Miriam Cordeiro revelou que fora paga por Collor para caluniar o pai de sua filha naquele infame programa eleitoral.
Lula 1
Pulemos um quarto de século. Final de 2014, dezembro. O Jornal O Globo, que apoiara a estratégia eleitoral de Collor contra Lula, em 1989, divulga matéria afirmando que Lula seria dono de um imóvel de luxo no Guaruja, que estaria reformando, apesar de que o ex-presidente nem tinha as chaves.
bancoop 1
Aquela deve ter sido a milionésima mentira assacada contra o ex-presidente da República ao longo de sua carreira política. Mas talvez nem o próprio Lula tenha se dado conta de que aquela mentira era especial, porque fora espalhada no aniversário de 25 anos da primeira grande calúnia que sofreu, a que usou Miriam Cordeiro.
Nem um mês depois, agora na primeira semana de janeiro último, surge outra invenção contra o ex-presidente. Teria um câncer gravíssimo, no pâncreas, onde a cura é extremamente difícil. Ou seja, estaria desenganado. Mais uma vez, ele teve que se mobilizar para desmentir uma invenção.
Mais um mês, mais uma farsa contra Lula. Alguns dirão que talvez seja a pior, mas este que escreve julga que foi apenas a mais bizarra, pois, agora, já se poderia dizer que não falta inventarem mais nada contra ele.
lula 2
Sim, Lula, agora, já pode dizer que foi acusado até de ter morrido.
E se quiserem atribuir essa farsa inacreditável ao “submundo da internet”, não rola. 10 dias após a penúltima mentira, a revista Veja não apenas inventou um sobrinho de 3 anos para o petista; também inventou que a festa de aniversário da criança imaginária custaria 220 mil reais e presentearia cada convidado com um I-Pad.
lula 3
Há um quarto de século funciona uma infame indústria de calúnias contra Lula. E o que é mais surpreendente é que, de certa forma, os donos dessa indústria são os mesmos de 25 anos atrás, se se considerar que Collor não passou de um títere dos mesmos impérios de comunicação que caluniam Lula sem parar desde 198
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/02/industria-de-mentiras-sobre-lula-funciona-sem-parar-ha-25-anos/