sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dr. Rosinha: PSDB não aceita processo democrático e nuvens ameaçadoras permanecem sobre o céu de Curitiba

14.02.2015
Do blog VI O MUNDO

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Foto Joka Madruga/Fotos Públicas

A “democracia” tucana no Paraná

DR. ROSINHA*, especial para o Viomundo

No início da tarde da última quinta-feira (12), logo após as 14 horas, nuvens escuras começaram a se formar em todos os quadrantes (norte, sul, leste e oeste) do céu de Curitiba. Já perto das 15 horas, uma nuvem carregada se formou bem em cima do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.

Quem de longe acompanhava a formação destas nuvens imaginava uma tempestade sobre Curitiba. Neste exato momento, milhares de pessoas, de todas as idades, se concentravam, desde cedo, no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Era o quarto dia de concentração e manifestação.

Os que na praça estavam, além de acompanhar o movimento das nuvens, acompanhavam também o movimento da tropa de choque da Polícia Militar. Sobre os manifestantes se armavam duas tempestades, uma vinda do céu e outra, da terra: a repressão.

No Centro Cívico, vários segmentos dos servidores, com apoio significativo da população, protestavam do lado de fora, na rua, na praça, no pátio da Assembleia Legislativa e também dentro dela. Viaturas e policiais por todos os lados (ruas, esquinas, praça), armados para uma guerra.

A chuva começa a cair. Bombas de efeito moral, a explodir. Há correria, para se proteger da chuva e da repressão. A grade de proteção da Assembleia é derrubada. Afinal, os manifestantes têm que se proteger.

Simultaneamente, mais e mais policiais chegam e, junto, dois carros blindados. Em um desses blindados vieram os deputados estaduais (que vergonha!) para votar a favor do “Pacotaço” do governador Beto Richa (PSDB).

Atenção: os deputados estaduais do Paraná vieram para a sessão dentro de um camburão. E mais: entraram após ter sido serrada a grade. Portanto, também derrubaram a grade que cerca o Legislativo.

Como os deputados vieram para a ‘guerra’, junto com eles, no camburão blindado, veio o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini.

Felizmente, a repressão não se deu como desejava o governador e seu secretário de segurança, que pretendiam esvaziar a praça a qualquer custo e permitir que os deputados votassem o “Pacotaço” do tucano Beto Richa.

Este é o segundo pacote de maldades de Richa em três meses. O primeiro foi no mês de dezembro.

Os deputados estaduais do Paraná, alegando que cumprem o Regimento Interno da Casa, têm o péssimo costume de aprovar a transformação do plenário em “comissão geral”. Creio que é a única no Brasil que faz isso. Transformada em comissão geral, tudo é aprovado em poucas horas. Foi assim em dezembro, quando o primeiro pacote de maldades foi aprovado, em 24 horas.

Nas vésperas da posse para um novo mandato, Beto Richa enviou para a Assembleia um pacote de maldades: aumentos de impostos e da alíquota de contribuição dos aposentados. O plenário foi transformado em comissão geral e, com o “trator” ligado, tudo foi aprovado em menos de 24 horas.

Neste pacote, o governador do PSDB aumentou em 40% o valor do IPVA, 1% sobre o ICMS da gasolina e 8% sobre o ICMS de muitos outros itens (cerca de 90 mil), vários deles da cesta básica. Neste pacote também foi aprovada a cobrança de 11% da contribuição previdenciária sobre os salários dos servidores públicos aposentados e pensionistas.

Ironia: em dezembro, alegando quebra na previdência, aprova a cobrança dos aposentados e pensionistas. No pacote de fevereiro, propõe a retirada de R$ 8 bilhões do Fundo de Previdência dos servidores públicos para passar para o falido tesouro do Estado. Falido exatamente por ele, Beto Richa.

Como em dezembro tudo foi aprovado com facilidade, tentou neste fevereiro, às vésperas do Carnaval, repetir um segundo pacote de maldades. No dia 4 deste mês, Beto Richa (sempre é bom reafirmar, do PSDB) enviou dois projetos de lei. Num deles, o governador pede (um cheque?) carta branca para alterar o Regime de Previdência Complementar dos servidores estaduais.

O governador também propõe, entre outras, extinguir o direito ao quinquênio, limitar o valor do vale-transporte, alterar o modelo de contratação e rescisão dos PSS (contratação provisória de professores, que ainda esperam receber parte dos salários do ano passado), acaba com as promoções e progressões, dificulta a ascensão de professores(as) e funcionários(as) na carreira, ou seja, todos os requisitos levam à diminuição do número de (bons) funcionários e, consequentemente, ao sucateamento da educação pública.

A destruição da educação pública e universal também está ameaçada, pois o tucano está propondo o fechamento de mais de 2,5 mil turmas de sala de aula e a suspensão de cursos noturnos em comunidades carentes.

Ambos os pacotes são editados a partir do argumento de que o Estado está falido. Se, no mandato anterior, Richa colocava a culpa em seu antecessor e no PT (sim, no PT), neste segundo mandato vai culpar a quem?

Claro que jamais vai confessar a sua própria incompetência e incapacidade de governar. Então resolveu culpar os servidores públicos, que, felizmente, reagiram.

Reagiram e derrotaram, numa primeira batalha, este pacote de maldades. Como sabem que a vitória é só sobre uma batalha, e que a luta deve continuar, aprovaram a continuidade da greve e pedem a abertura de um canal de negociação.

Quem acompanhou de perto ou participou dos eventos da Praça Nossa Senhora de Salete neste dia 12 se emocionou e renovou o alento: o povo, consciente, sem necessidade de golpes, supera desmandos e muda o rumo, se necessário, de um estado, de um país. Ou seja, sem golpes, constrói a democracia.

Mas, como o PSDB não aceita o processo democrático, nuvens ameaçadoras permanecem, não apenas sobre o céu do Curitiba, mas sobre o céu do país.

*Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, foi deputado federal.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/dr-rosinha-psdb-nao-aceita-processo-democratico-e-nuvens-ameacadoras-permanecem-sobre-o-ceu-de-curitiba.html

Por que 8 mil contas de brasileiros em paraíso fiscal não são notícia no ‘JN’?

14.02.2015
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 14.02.15
Por Helena Sthephanowitz
Não se pode dizer que a notícia é apenas de interesse estrangeiro, pois o volume de contas associadas ao Brasil configura a quarta maior clientela da lista do HSBC na Suíça
YOUTUBE/REPRODUÇÃO
Jacob Barata
Sabe-se que o nome do "rei dos ônibus" está na lista; mas há outros 8.600 nomes lá que a mídia brasileira prefere ignorar
Desde segunda-feira, os telejornais do mundo inteiro noticiaram o escândalo mundial do banco HSBC ter ajudado milionários e criminosos a sonegar impostos em seus países, usando sua filial na Suíça. Mas no Jornal Nacional da TV Globo, nenhuma palavra sobre o assunto.
Não se pode dizer que a notícia é apenas de interesse estrangeiro, pois 8.667 correntistas são associados ao Brasil, despontando como a quarta maior clientela.
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco Filho, por exemplo, confessou em depoimento à Polícia Federal, ter mantido dinheiro de propinas neste HSBC Suíço durante um período.
No Brasil, não é só a TV Globo que parece desinteressada nesta notícia. O resto da imprensa tradicional brasileira também reluta em divulgar até nomes que já saíram na imprensa estrangeira.
Um portal de notícias de Angola noticiou a presença na lista da portuguesa residente no Brasil, Maria José de Freitas Jakurski, com US$ 115 milhões, e do empresário que detém concessões de ônibus urbanos no Rio de Janeiro, Jacob Barata, com US$ 95 milhões. A notícia traz dores de cabeça também para o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ), pois Barata é chamado o "rei dos ônibus" e desde junho de 2013 é alvo de protestos liderados pelo Movimento Passe Livre.
O dinheiro nas contas pode ser legítimo ou não. No caso de brasileiros, a lei exige que o saldo no exterior seja declarado no Brasil e, se a origem do dinheiro for tributável, que os impostos sejam devidamente pagos, inclusive no processo de remessa para o exterior. Porém é grande a possibilidade de esse tipo de conta ser usada justamente para sonegar impostos, esconder renda, patrimônio e dinheiro sujo vindo de atividades criminosas. O próprio HSBC afirma que mudou seus controles de 2007 para cá, e 70% das contas na Suíça foram fechadas.
A receita federal Inglaterra, onde fica a matriz do HSBC, identificou 7 mil clientes britânicos que não pagaram impostos. A francesa avaliou que 99,8% de seus cidadãos presentes na lista praticavam evasão fiscal. Na Argentina, a filial do HSBC foi denunciada em novembro de 2014, acusada de ajudar 4 mil cidadãos a evadir impostos. Segundo a agência de notícias Télam, o grupo de mídia Clarín (uma espécie de Organizações Globo de lá) tem mais de US$ 100 milhões sem declarar.
Os dados de mais de 100 mil clientes com contas entre 1988 e 2007 foram vazados pelo ex-funcionário do HSBC Herve Falciani. O jornal Le Monde teve acesso e compartilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), formado por mais de 140 jornalistas de 45 países para explorar as informações e produzir reportagens, compondo o projeto SwissLeaks.
No Brasil, o jornalista Fernando Rodrigues do portal UOL é quem detém a lista e deveria revelar o que encontrou. Porém sua postura tem sido mais de esconder do que de revelar o que sabe. Segundo ele, revelará nomes que tiverem "interesse público" (portanto, independentemente da licitude) ou nomes desconhecidos sobre os quais venham a ser provadas irregularidades.
Mas o próprio Rodrigues disse que há nomes conhecidos de empresários, banqueiros, artistas, esportistas, intelectuais e, até agora, praticamente não publicou nenhum. Nem o de Jacob Barata, de claro interesse jornalístico. Só publicou dois nomes já divulgados no site internacional do SwissLeaks (contas do banqueiro falecido Edmond Safra e da família Steinbruch), o de Pedro Barusco, também já divulgado antes, e de outros envolvidos com a Operação Lava Jato, como Julio Faerman (ex-representante da empresa SBM), o doleiro Raul Henrique Srour, e donos da Construtora Queiroz Galvão.
Rodrigues não publicou nenhum nome de artista, esportista, intelectual, político ou ex-político, contradizendo sua política editorial de revelar tudo que seja de interesse público. Jornalistas do ICIJ de outros países divulgaram os nomes de celebridades, políticos, empresários. Há atores, pilotos de Fórmula 1, jogadores de futebol, o presidente do Paraguai etc.
A cautela no Brasil é contraditória com o jornalismo que vem sendo praticado pela imprensa tradicional de espalhar qualquer vazamento, sem conferir se tem fundamento, quando atinge alguém ligado ao governo da presidenta Dilma Roussef ou ao Partido dos Trabalhadores. Esta blindagem de não publicar o que sabe só costuma ser praticada quando há nomes ligados ao PSDB ou ligados aos patrões dos jornalistas e grandes anunciantes.
Um caso recente não noticiado pela mídia tradicional foi o discurso em 29 de abril de 2013 do ex-deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), no plenário da Câmara, em que disse sobre um dos donos da TV Globo: "(...) O Sr. João Roberto Marinho deveria explicar porque no ano de 2006 tinha uma conta em paraíso fiscal não declarada à Receita Federal com mais de R$ 100 milhões (...)". Tudo bem que o ônus da prova é de quem acusa, mas se fosse contra qualquer burocrata na hierarquia do governo Dilma, estaria nas primeiras páginas de todos os jornais e o acusado que se virasse para explicar, tendo culpa ou não.
O período que abrange o SwissLeaks, de 1988 a 2007, pega a era da privataria tucana e dos grandes engavetamentos na Procuradoria Geral da Republica, enterrando escândalos de grandes proporções sem investigações.
É só coincidência, mas o próprio processo de transferência do controle do antigo banco Bamerindus para o HSBC no Brasil se deu em 1997, durante o governo FHC. Reportagens da época apontaram que foi um "negócio da China" para o banco britânico.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/02/por-que-o-jn-nao-tocou-no-assunto-da-sonegacao-fiscal-no-hsbc-da-suica-9003.html

O culto ao corpo: Três casos que nos chamam a atenção desse exagero estético

14.02.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por Josiel Dias

“Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir.” (Honoré de Balzac)
O culto ao corpo: Três casos que nos chamam a atenção desse exagero estéticoHá uma quase paranoia entre os jovens, principalmente aqueles que estão nas mídias e são famosos do culto ao corpo. Eles fazem loucuras para manterem seus corpos sarados, bronzeados. Chegam a pagar o preço muito alto por cirurgias plásticas, implantes, retiram costelas a fim de permanecerem “sem defeito algum”
O culto ao corpo. Três casos que nos chamam a atenção desse exagero estético.
No final do ano passado tivemos a notícia do que aconteceu com a modelo Andressa Urach, por ter aplicado de forma,  exagerada de hidrogel, sem acompanhamento, que resultou em quase óbito. O exagero foi reconhecido pela própria modelo quando afirmou: Tive medo da morte e me arrependo das plásticas que eu fiz. “Eu estava sem controle”.  Este caso de Urach trouxe à tona a discussão para o uso do hidrogel em tratamentos estéticos. Após toda a adversidade, Andressa afirma ter aprendido a lição; “Morri, encontrei comDeus e ele me deu uma nova chance”.
Ken humano brasileiro- O paulista Celso Santebanes ficou famoso após gastar cerca de R$ 30 mil para fazer uma rinoplastia, uma intervenção plástica no queixo e no maxilar para ficar com o rosto do Ken, boneco parceiro da Barbie. Celso foi internado dia 7 de janeiro por conta de inflamações nas pernas, consequência da aplicação exagerada de hidrogel, mesmo problema enfrentado por Andressa Urach.
Lutando contra uma leucemia, Celso Santebanes, o Ken Humano, desabafou em seu Instagram neste domingo (18). “Estou nas mãos de Deus… Quero acordar logo desse pesadelo!”, escreveu na rede social.
Outro caso vem dos Estados Unidos que nem mesmo com o risco de ficar cego impediu que o jovem Justin Jedlica, também conhecido como Ken humano, se submetesse a uma cirurgia para remover suas indesejadas veias de sua testa.  Viciado em cirurgias plásticas, ele ainda aproveitou a intervenção cirúrgica para tornar suas costas mais musculosas, usando quatro implantes feitos por ele mesmo. As informações são do Daily Mail.
“Eu tenho quase todas as partes do meu corpo trabalhadas”, admite ele, que já gastou U$220 mil em mais de 20 cirurgias e ainda não está satisfeito: “Como uma pessoa muito detalhista, eu sempre encontro algo novo para criticar e corrigir”, explicou.
Tudo é passageiro, mas a palavra de DEUS permanece.
 Fica o alerta aos nossos jovens sobre tais práticas. Estes exemplos acima servirão de lição para você jovem que não se contenta com sua beleza natural e tenta de todas as formas mudar o que Deus te deu. Fica a pergunta: Será que vale a pena pagar este preço? Por quanto tempo sua “beleza” durará?
Tudo passa, a tendência é envelhecermos isso é natural desde os tempos passados. Não quero aqui jugar ninguém, pois sei que muitos não estão satisfeitos e cuida de sua aparência. Mas o problema todo é quando esse cuidado vira uma adoração, um culto ao corpo. Quantos exemplos temos de jovens bonitas que não havia nenhum motivo para fazerem “lipo” e simplesmente morreram por este excesso de estética.
 “…pois eles, com palavras de vaidosa arrogância e provocando os desejos libertinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro”. 2 Pedro 2:18
O preço da vaidade tem ceifado jovens
O Recado do Apóstolo João aos Jovens
Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre. 1 João 2:17  
A nossa sociedade impõe regras, dita normas, para manter jovens presos as coisas deste mundo, a este padrão diabólico de “beleza”. O culto ao corpo está totalmente ligado ao erotismo, a sensualidade, ligado às coisas abomináveis deste mundo. Por isso jovens fujam da aparência do mal, fujam destas regras e normas. Vocês são belos, vocês foram criados a imagem semelhança de DEUS. Não mude o que Deus te deu. O problema não é pelo simples fato de cuidar do corpo, o problema é o culto ao corpo.
Seja lindo(a) você pode e não há nada de errado em cuidar melhor de sua aparência. Mas lembre-se “O homem vê o que está diante de seus olhos, DEUS porém vê o interior”. Nada adiantará ser “bonito” por fora se por dentro nos mantemos feios, reprovável diante de Deus. A aparência do mundo é passageira, somos aconselhados a não amar estas regras mundana.
Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 1 João  2:15
*Outro dia ouvi um rapaz dizendo: “A mulherada pira diante de um tanquinho.” Uma moça, evangélica afirmou toda orgulhosa: “gosto de malhar porque eu fico gostosona.” O culto ao corpo é uma triste realidade evangélica. Lamentavelmente milhares de moças e rapazes lotam as academias com o objetivo único de endeusarem a si mesmos.
Vigiemos, pois o culto ao corpo é idolatria e idolatria é abominação diante de DEUS.
Pb. Josiel Dias
 *Renato Vargens
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/culto-corpo-tres-casos-chamam-atencao-exagero-estetico/

O coronelismo eletrônico e a liberdade de expressão no Brasil

14.02.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 24.07.14
Por Wadih Damous*

O que a democratização dos meios de comunicação tem a ver com a censura? Nada.

Flickr/Ocupe a Mídia
O parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição afirma que os meios de comunicação não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
 
O inciso I do artigo 221 diz que a preferência na radiodifusão deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.
 
O inciso II do mesmo artigo prega o estímulo à produção independente.
 
Alguém, em são consciência, poderia afirmar que esses preceitos – para ficarmos apenas neles - estão sendo seguido pelos detentores das concessões de rádio e televisão no Brasil?
 
Temos uma das maiores concentrações de poder na mídia em todo o mundo. A programação da nossa TV aberta passa longe do que determina a Constituição. E alguém, em sã consciência, poderia dizer que produção independente é valorizada?
 
Nossa legislação é das mais atrasadas do mundo. O Código Brasileiro das Telecomunicações, que rege o assunto, é de 1962. Na época não havia sequer TV a cores, quanto mais transmissões por satélite ou redes nacionais de televisão.
 
No entanto, há enorme resistência quando se fala em atualizar os dispositivos legais. O fantasma da censura é trazido, mesmo que não corresponda nem um pouco à realidade por aqueles que querem deixar tudo como está.
 
É verdade que a expressão usada por muitos dos que querem atualizar a legislação – controle social da mídia – não é o melhor. Permite, efetivamente, a tergiversação. Mas isso tem sido usado para tentar impedir o debate.
 
O fato é que estamos diante de uma questão urgente.
 
No século XXI (e já mesmo antes, no século passado), liberdade de expressão não significa que alguém possa subir num poste e defender suas ideias num discurso sem ser preso. Liberdade de expressão, hoje, é democracia no acesso aos meios eletrônicos de comunicação.
 
Diferentemente dos veículos impressos, em que cada um que tenha meios pode criar um jornal ou uma revista, as concessões de rádio e TV são distribuídas pelo Estado, por haver uma limitação natural para seu número. Da mesma forma, a lei determina o que deve ser feito com essas concessões (lembremo-nos do artigo 221 da Constituição, citado acima, que fala das finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas). E lembremo-nos, também, da proibição aos monopólios. Os dois preceitos são letra morta.
 
As concessões das repetidoras das principais repetidoras de TV, Brasil afora, estão nas mãos de políticos (outra ilegalidade). Temos em vigor no país um verdadeiro coronelismo eletrônico, que sucedeu ao coronelismo vigente na República Velha.
 
Assim, a família de Antônio Carlos Magalhães é dona da repetidora da Globo na Bahia. Em Sergipe, é a família do ex-senador Albano Franco. Em Alagoas, é Collor. No Ceará, Tasso Jereissati. No Maranhão, Sarney. No Pará, Jáder Barbalho. E por aí vai.
 
É preciso rever a distribuição dessas e de outras concessões quando seu prazo expirar (segundo a Constituição, elas são renovadas ou não a cada 15 anos), distribuindo-as de maneira mais ampla e democrática.
 
Com isso se estará caminhando para uma democratização dos meios de comunicação eletrônicos e para um aperfeiçoamento da democracia, tornando o acesso a eles mais plural.
 
O que isso tem a ver com censura?
 
Nada.
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*Wadih Damous é presidente licenciado da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Principios-Fundamentais/O-coronelismo-eletronico-e-a-liberdade-de-expressao-no-Brasil/40/31449

Josh McDowell fala sobre a veracidade histórica da Bíblia

14.02.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por Mariana Gouveia

 2º Encontro Apologético Internacional da Paraíba vai até a próxima terça-feira  

Josh McDowell fala sobre a veracidade histórica da BíbliaJosh McDowell fala sobre a veracidade histórica da Bíblia
Teve início, na tarde deste sábado (14), o 2º Encontro Apologético Internacional da Paraíba, no templo da Igreja Assembleia de Deus Missão em Campina Grande (PB). O palestrante foi o apologista Josh McDowell, que falou sobre o tema “A verdade sobre o Antigo Testamento: evidências físicas e históricas”.
McDowell começa sua apresentação explicando como são feitos os testes para comprovar a autenticidade de um manuscrito, explicando desde como se dá a datação de um documento — pelo tipo de material utilizado, sua divisão textual e tamanho —, até os métodos para essa comprovação de sua historicidade, observando a deterioração do papel e comparando as cópias com seus originais.
Josh, em seguida, faz a afirmação: “Se a Bíblia não é verdadeira, sua fé é falsa.”, mudando agora o foco para mostrar por que o Livro Sagrado é historicamente autêntico. Ao comparar as cópias manuscritas bíblicas com outros textos da mesma época, o escritor mostra que as escrituras possuem consideravelmente mais documentos contemporâneos a sua criação.
Por fim, o palestrante defende que os textos originais bíblicos são fiéis ao original, e que além de passar por todos os testes previamente discorridos, possuem pelo menos 95.5% de autenticidade, pela quantidade de documentos originais que existem atualmente dos textos bíblicos.
O 2º Encontro Apologético Internacional da Paraíba vai até a próxima terça-feira, e terá também a participação do norte-americano Justin Peters. A entrada é gratuita, e depende de inscrição, que pode ser feita no stand da VINACC, no Parque do Povo.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/josh-mcdowell-veracidade-biblia/

GEAP PROMOVE ENCONTRO COM GESTORES FEDERAIS DE RECURSOS HUMANOS

14.02.2015
Do BOLETIM GEAP NOTÍCIAS, 12.02.15
Por ASCOM- GEAP
Exibindo image002.jpg
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Fonte: http://www.geap.com.br/index.asp?m=1

GILMAR MENDES DEBOCHA DE NÓS: Gilmar Mendes, flagrado, brinca com fogo

14.05.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 
Por Luiz Flávio Gomes

Por que Gilmar Mendes telefonou para um político investigado por corrupção? E ainda disse que iria 'conversar' com Dias Toffoli, relator do caso..

Senado Federal; Silval Barbosa - Flickr
O ministro Gilmar Mendes foi flagrado (por interceptação telefônica autorizada pelo próprio STF) numa conversa com o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, no dia em que este fora preso em Cuiabá-MT (veja Época 6/2/15). Diz a reportagem que "em 15 de maio do ano passado (2014), o Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-­Geral da República, autorizou a Polícia Federal a vasculhar a residência do então governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB, à cata de provas sobre a participação dele num esquema de corrupção. Cinco dias depois, uma equipe da PF amanheceu no duplex do governador, em Cuiabá. Na batida, os policiais acabaram descobrindo que Silval Barbosa guardava uma pistola 380, três carregadores e 53 munições. Como o registro da arma vencera havia quatro anos, a PF prendeu o governador em flagrante. Horas mais tarde, Silval Barbosa pagou fiança de R$ 100 mil e saiu da prisão. Naquele momento, o caso já estava no noticiário. Às 17h15, o governador recebeu um telefonema de Brasília. Vinha do mesmo Supremo que autorizara a operação".

 
"Governador Silval Barbosa? O ministro Gilmar Mendes gostaria de falar com o senhor, posso transferi-lo?", diz um rapaz, ligando diretamente do gabinete do ministro. "Positivo", diz o governador. Ouve-se a tradicional e irritante musiquinha de elevador. "Ilustre ministro", diz Silval Barbosa. Gilmar Mendes, que nasceu em Mato Grosso, parece surpreso com a situação de Silval Barbosa:
 
"Governador, que confusão é essa?". Começavam ali dois minutos de um telefonema classificado pela PF como "relevante" às investigações. O diálogo foi interceptado com autorização do próprio Supremo - era o telefone do governador que estava sob vigilância da polícia. Na conversa, Silval Barbosa explica as circunstâncias da prisão.
 
Surrealismo é o mínimo que se pode dizer da iniciativa de um ministro do STF que liga para um preso em flagrante, acusado de corrupção, em inquérito que tramita dentro do próprio STF. Mais surreal ainda é sua camaradagem "muy amiga" de dizer que vai falar com o relator do processo (Dias Toffoli), sobre o caso em tramitação na Casa. Usamos a expressão patrimonialismo para expressar a confusão que se faz da coisa pública com a coisa privada. O patrimonialismo é pai do nepotismo, filhotismo, fisiologismo, parentismo, amiguismo e tantos ou "ismos" mais, que nossas lideranças nacionais (de todos os poderes), em geral, sabem conjugar de cor e salteado. O Brasil conta com avanços civilizatórios em muitas áreas, mas continua aos trancos e barrancos em termos institucionais. Isso decorre, sobretudo, da qualidade das lideranças nacionais, seja do mundo empresarial, seja do mundo político, seja de outros altos escalões da República.
 
O Brasil é um país carente de exemplaridade. Em tempos de mensalões (do PT e do PSDB), de "petrolão", de licitações viciadas no metrô de SP e tantas outras estrepolias dos políticos brasileiros, oportuno se faz recordar que é na honra e na exemplaridade que reside a missão cívica de todo servidor público. Como bem enfatiza Gomá Lanzón (2009p. 261): "O espaço público está cimentado sobre a exemplaridade, esse é seu cenário mais genuíno e próprio. A política é a arte da exemplaridade". Para se cumprir esse mandamento, o funcionário e o político devem "predicar com o exemplo", porque, no âmbito moral, só o exemplo "predica" de modo convincente, não as promessas, os discursos, os quais, sem a força do exemplo (e da exemplaridade), carecem de convicção, caem no vazio (Gomá Lanzón: 2009, p. 265).

"Que loucura!", diz Gilmar Mendes, duas vezes, ao governador.


Silval Barbosa narra vagamente as acusações de corrupção que pesam contra ele. Gilmar Mendes diz a Silval Barbosa que conversará com o ministro Dias Toffoli, relator do caso. Fora Toffoli quem, dias antes, autorizara a batida na casa do governador. Segue-se o seguinte diálogo:


Silval Barbosa: E é com isso que fizeram a busca e apreensão aqui em casa.


Gilmar Mendes: Meu Deus do céu!


Silval Barbosa: É!


Gilmar Mendes: Que absurdo! Eu vou lá. Depois, se for o caso, a gente conversa.


Silval Barbosa: Tá bom, então, ministro. Obrigado pela atenção!


Gilmar Mendes: Um abraço aí de solidariedade!


Silval Barbosa: Tá, obrigado, ministro! Tchau!


"Meu Deus do céu":

Silval Barbosa é acusado de corrupção pela PF num inquérito que corre no Supremo (Foto: Reprodução).

ÉPOCA teve acesso com exclusividade à íntegra do inquérito relatado por Dias Toffoli. É lá que se encontram os áudios transcritos nestas páginas (ouça em epoca.com.br) - e as provas do caso. O inquérito foi batizado com o nome de Operação Ararath - uma referência bíblica ao monte da história de Noé, na qual só os policiais parecem encontrar sentido. Iniciada em 2013, a investigação da PF e do Ministério Público Federal desmontara um esquema de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e corrupção política no topo do governo de Mato Grosso. O caso subiu ao Supremo quando um dos principais operadores da quadrilha topou uma delação premiada. Entregou o governador e seus aliados, assim como comprovantes bancários. No dia em que Silval Barbosa foi preso, a PF também fez batidas em outros locais. Apreendeu documentos que viriam a reforçar as evidências já obtidas.


O grupo político que governava Mato Grosso desde 2008, representado pelo então governador Blairo Maggi, hoje senador, e Silval Barbosa, que era seu vice, usava a máquina do governo para financiar campanhas eleitorais. Empreiteiras com contratos no governo do Estado faziam pagamentos a in­ter­mediários, que por sua vez repassavam dinheiro às campanhas. Esses intermediários eram donos de empresas que funcionavam como pequenos bancos ilegais. Mantinham à disposição do grupo político uma espécie de conta-­corrente. Silval Barbosa foi acusado de articular pessoalmente o pagamento de R$ 8 milhões às campanhas dele e de seus aliados, nas eleições de 2008 e 2010. Há documentos bancários que confirmam o depoimento do delator.


Em 2013 Gilmar Mendes disse: "É uma visita de cortesia ao governador. Somos amigos de muitos anos, temos tido sempre conversas muito proveitosas. Fico muito honrado. Faço tudo para que o nome de Mato Grosso seja elevado".
 
Gilmar Mendes desempata julgamento em favor de Éder Moraes

"Em sete de outubro, quatro meses após o telefonema de solidariedade a Silval Barbosa, o ministro Gilmar Mendes foi convocado a desempatar um julgamento do inquérito". A Procuradoria-Geral da República pedira ao Supremo que o principal operador do esquema, segundo a PF, fosse preso novamente. Argumentava-se que ele tentara fugir - e tentaria de novo. Trata-se de Éder Moraes. Ele fora secretário da Casa Civil, da Fazenda e chefe da organização da Copa do Mundo em Mato Grosso nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa; Quatro meses após ligar para Silval, Gilmar deu o voto decisivo para manter livre o operador do esquema. O pedido foi julgado na primeira turma do Supremo, composta de cinco ministros. Meses antes, Toffoli, o relator do caso, votara por mantê-lo em liberdade. Os ministros Celso de Mello e Luís Roberto Barroso avaliaram que não poderiam atuar no caso. Sem declinar as razões, Celso de Mello e Barroso se declararam suspeitos. O ministro Luiz Fux votou com Toffoli, mas os ministros Marco Aurélio Mello e Rosa Weber votaram a favor do pedido do Ministério Público - pela prisão preventiva. O julgamento estava empatado. Faltava um voto. O ministro Gilmar Mendes avaliou que não tinha razões para se declarar impedido ou suspeito de participar do julgamento. Votou contra a prisão do acusado. Foi o voto que assegurou a liberdade de Éder Moraes - que, segundo as investigações, era o parceiro de Silval Barbosa no esquema.


"Procurados, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli disseram que não conversaram sobre o processo. ÉPOCA enviou ao ministro Gilmar Mendes cópia do diálogo interceptado pela PF. Em nota, o ministro negou qualquer conflito de interesses ao participar do julgamento do operador. Também não viu problemas no teor do telefonema de solidariedade ao investigado. "Ao ser informado pela imprensa sobre a busca e apreensão na residência do então governador do Estado do Mato Grosso, com quem mantinha relações institucionais, o Min. Gilmar Mendes telefonou ao Governador Silval Barbosa para verificar se as matérias jornalísticas eram verídicas", diz a nota. A assessoria do ministro disse ainda que ele usou as expressões "que absurdo" e "que loucura" como interjeições, sem juízo de valor. Gilmar Mendes preferiu não fazer nenhum comentário adicional sobre o assunto (...) No Supremo, após a decisão que manteve solto o homem acusado de ser o principal operador do esquema, o inquérito contra Silval Barbosa e Blairo Maggi tramita lentamente".


As quatro instituições que constituem a base de uma nação próspera são: (a) Estado/democracia, (b) mercado capitalista competitivo, (c) império da lei e (d) sociedade civil cidadã. Tudo tem que funcionar bem para que o país possa se desenvolver, crescer e prosperar. O país em que essas instituições funcionam precariamente (é o caso do Brasil), no máximo, configuram uma frágil e esgarçada democracia eleitoral, que é mero pressuposto da democracia cidadã. Num país de democracia cidadã o conúbio entre o mundo empresarial, político e judicial é expurgado prontamente. Na Suécia, um primeiro-ministro deu uma conferência numa Universidade nos EUA sem cobrar e depois acertou uma bolsa de estudos para seu filho. Teve que pagar ao erário público o quantum de que se favoreceu (por ter usado o cargo público para ajudar seu filho) e ainda foi banido do governo. Em país civilizado e, portanto, cidadão, os ministros e os juízes não brincam com fogo (porque sabem que vão se queimar).

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Principios-Fundamentais/Gilmar-Mendes-flagrado-brinca-com-fogo/40/32861

SWISSLEAKS REVELA HIPOCRISIA DA NOSSA IMPRENSA CORPORATIVA

14.02.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/170120/Swissleaks-revela-hipocrisia-da-nossa-imprensa-corporativa.htm