segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O bate-boca entre Aécio Neves e Renan Calheiros

09.02.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 05.02.15

Eleição da Mesa gera bate-boca entre Aécio e Renan. Descontente com a distribuição de cargos no Senado, tucano acusou peemedebista de privilegiar aliados. “Vossa excelência apequena esta Casa!”, bradou. Renan rebateu dizendo que colega desrespeita a democracia

O tempo fechou durante a escolha dos demais membros da Mesa Diretora do Senado, com direito a anúncio de desfiliação por parte da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) e troca de ofensas, aos gritos, entre o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG) – um dos responsáveis, segundo a própria tucana, por sua decisão de deixar o partido. Ao final da tumultuada sessão preparatória da nova legislatura (2015-2018), que durou cerca de três horas e provocou debandada de blocos partidários do plenário, a chapa única foi aprovada por 46 votos a dois, com uma abstenção
Dois nomes da composição anterior foram mantidos em seus respectivos postos na Mesa – Jorge Viana (PT-AC), na primeira vice-presidência, e Romero Jucá (PMDB-RR), na segunda vice. Os demais escolhidos foram Vicentinho Alves (PR-TO), na primeira secretaria; Zezé Perrella (PDT-MG), na segunda; Gladson Cameli (PP-AC), na terceira; e Angela Portela (PT-RR), na quarta. O quadro de suplentes será composto por Sérgio Petecão (PSD-AC), na primeira suplência; João Alberto Souza (PMDB-MA), na segunda; e Douglas Cintra (PTB-PE), na terceira. A quarta suplência segue vaga, uma vez que a bancada do DEM retirou da chapa, em um dos vários atos de rebelião, o nome de Maria do Carmo Alves (SE).
“Arregacem as mangas, sejam preparados porque vocês vão experimentar o que vocês nunca viram nesta Casa, uma oposição com conteúdo, com preparo e com capacidade de fazer o bom combate”, bradou da tribuna o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), antes de deixar o plenário. “Acreditava que a proporcionalidade seria respeitada. E, no acordo com o PP, como nós temos o mesmo número de senadores, nós fizemos um entendimento de que o Democratas abria mão da quarta secretaria e ocuparia a primeira suplência. Não sendo cumprido, o Democratas também se afasta da participação.”
A chapa única foi decidida em reunião realizada na residência oficial do Senado, ocupada por Renan nos últimos dois anos e pelos próximos dois. Além dele, participaram da articulação os governistas Fernando Collor (PTB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). Renan reagiu às acusações de que teria imposto o quadro ao conjunto dos senadores, alijando partidos de oposição e desrespeitando os critérios de proporcionalidade, praxe na Casa que distribui postos aos partidos mais numerosos. “Quem inscreve a chapa não é o presidente do Senado. São os líderes”, argumentou.

Gritaria

Mas o momento de mais tensão foi o bate-boca, aos gritos, entre Renan e Aécio. Depois de inúmeros apelos da oposição pela revisão dos acordados já encaminhados, com imposição de predomínio da base aliada, e diante da inflexibilidade de Renan, que se dizia regimentalmente impedido de alterar o rumo da votação, Aécio apontou o dedo em direção à Mesa e disparou:
“Vossa excelência subverte a ordem natural das coisas. Pergunta se o PSDB ainda mantém a sua indicação, ou o PSB? Não. Essas são as indicações naturais, com base na proporcionalidade, no respeito à população, no respeito à democracia interna. Vossa excelência será o presidente dos ilustres senadores que o apoiaram, mas perde a legitimidade para ser presidente dos partidos de oposição nesta Casa”, vociferou Aécio, imediatamente rebatido por Renan.
“Que bom que isso esteja sendo dito por vossa excelência, que foi candidato a presidente da República, e tem a dimensão do que é a democracia”, rebateu o peemedebista, já abandonando o tom sereno das colocações – e, com mais uma declaração, em tom irônico, irritou Aécio ao fazer menção à postura do tucano durante as eleições. “Por isso deu no que deu”, emendou Renan, sugerindo que Aécio relativiza os valores democráticos ao não transigir com o entendimento da maioria. “Vossa excelência perdeu a chance de ser presidente da República, porque é estreito!”
“Vossa excelência está desrespeitando, senador Renan! Desrespeita a democracia para atender às conveniências da sua eleição! Tive 51 milhões de votos, que eu honro! Perdi [as eleições] de cabeça erguida! Olho nos olhos dos cidadãos! Vossa excelência apequena esta Casa! Vossa excelência venceu perdendo a dignidade que esse cargo deveria ter!”, replicou Aécio, aos berros, acusando o grupo de Renan de urdir uma estratégia que deixaria o PSDB de fora da composição da Mesa – mesmo argumento utilizado por PSB e DEM.
“Respeite a Mesa! Respeite a Mesa! Tenha a dimensão da democracia! Respeite seus colegas!”, devolveu Renan, também com o dedo apontado para o interlocutor, aos gritos.
Vídeo:

Parceria

Enquanto os ânimos se exaltavam em plenário, com senadores se revezando nas críticas a Renan e anunciando a retirada de plenário, membros do PT observavam em silêncio a batalha verbal. Consciente de que a chapa única seria levada a votação, apesar dos apelos de lado a lado por novo adiamento da escolha, o PT permaneceu em plenário e assegurou quórum suficiente para dar continuidade aos planos da base, capitaneados por Renan e pela maioria do PMDB.
Reservadamente, integrantes da base viram na postura de Renan uma tentativa de confronto à ascensão de Aécio como força oposicionista no Senado, com o efeito colateral de reforço ao sentimento de dissidência entre aliados – movimento demonstrado com a candidatura de Luiz Henrique da Silveira (SC), companheiro de partido de Renan, como alternativa de “mudança”. Essa é a quarta vez que Renan assume o comando da Casa.
Assim, com a debandada de plenário, Renan conseguiu acomodar os aliados nos cargos da Mesa – à exceção do PDT, todos os demais partidos representados na agora oficializada composição apoiaram a eleição do peemedebista. O PSDB, por ter a terceira mais numerosa bancada, ficaria com a primeira secretaria, espécie de “prefeitura” da instituição. Mas, depois do episódio com Lúcia Vânia, que tem 20 anos de PSDB, e com a indicação de Vicentinho Alves, desrespeitando-se o critério da proporcionalidade, os tucanos abandonaram a disputa, prometendo muita briga a partir de agora.
“Retiro o meu nome e desejo aos que vierem a integrar a Mesa que tenham muito cuidado e muita responsabilidade na sua atitude e no seu trabalho, porque nós estaremos vigilantes pelos próximos dois anos”, exclamou Paulo Bauer (PSDB-SC), depois de explanar sobre o cenário político no país, deixando o plenário em seguida. Para assumir a primeira secretaria, Lúcia Vânia foi preterida pelo partido justamente em favor do senador catarinense.
Fábio Gois, Congresso em Foco
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/o-bate-boca-entre-aecio-neves-e-renan-calheiros.html

OPOSIÇÃO LUTA POR GOLPE DE ESTADO:Guerra política contra Dilma prejudicará a todos “democraticamente”

09.02.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
dilma
Em 29 de junho de 2013, após três semanas seguidas de protestos diários pelo país, com centenas de milhares de pessoas indo à rua e promovendo o caos, o Datafolha divulgou pesquisa de opinião mostrando expressiva queda da aprovação a Dilma Rousseff, bem maior do que a verificada em pesquisa do mesmo instituto divulgada no último sábado.
Há cerca de um ano e meio, dos 57% de bom e ótimo que a presidente tinha antes de aqueles protestos eclodirem, o percentual caiu para 30%. Desta vez foi pior: Dilma perdeu 19 pontos percentuais, caindo de 42% para 23%, enquanto a taxa de ruim e péssimo explodiu, indo de 24% em dezembro para 44% agora.
O que é mais preocupante para a presidente é que, na pesquisa de junho de 2013, sua taxa de ruim e péssimo subiu de 9% para 25% e, agora, subiu de 24% em dezembro último para 44%. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso que um presidente não tinha rejeição tão alta.
Apesar desse quadro tétrico, Dilma tem motivos para ter esperança de melhora. Assim como ela se recuperou do baque de junho de 2013 e acabou se reelegendo, ainda que por margem apertada, o mesmo pode acontecer ao longo do ano. Isso porque alguns dos motivos que estão presentes no novo desmoronamento de popularidade também estavam no anterior.
Análise ponderada dos fatos mostra que, assim como em 2013, desta vez também foi a esquerda que desencadeou a queda de popularidade acentuada da presidente. Mas não é só. Desta vez também está presente uma percepção popular sobre a economia que contribuiu para a queda de popularidade do ano retrasado.
Na pesquisa de junho de 2013, disparou para 44% a taxa dos que acreditavam que o desemprego iria aumentar; na pesquisa divulgada no sábado, o pânico com a economia foi ainda maior, com 60% temendo pelo emprego.
Em 2013, o medo da inflação também revelou uma das principais razões para a queda de popularidade da presidente. Em junho daquele ano, 54% acreditavam em disparada da inflação; hoje, o percentual, espantoso, é de 80%.
A grande semelhança entre os dois momentos é que em junho de 2013 tampouco havia razão material para o descontentamento da população com o governo federal. A população não se revoltava com o que estava acontecendo, mas com o que a induziram a crer que iria acontecer.
Hoje, como em 2013, o desemprego é baixíssimo, o salário subiu ainda mais e a inflação está controlada – terminamos 2014 com a inflação de novo dentro da meta.
Porém, assim como em 2013, de novo a esquerda (incluindo setores do PT) fomentou a revolta da população; essa esquerda (incluindo, de novo, setores do PT) desencadeou uma enorme ofensiva nas redes sociais contra nomeações de ministros considerados de direita – Katia Abreu, na Agricultura, e Joaquim Levy, na Fazenda.
A casa de Dilma começou a cair em novembro do ano passado, com manifesto de intelectuais que apoiaram a sua reeleição. Cerca de 30 dias após a presidente se reeleger, esses intelectuais fizeram uma acusação tácita a ela ao pedirem que cumprisse o programa de governo com o qual se apresentara nas urnas. Ou seja, acusaram-na de estelionato eleitoral.
Chega janeiro e Dilma nomeia os ministros Abreu e Levy, desencadeando uma onda de críticas à esquerda que foi aumentando mesmo após semanas das nomeações. Esperta, a mídia antipetista tratou de divulgar fartamente que o próprio PT e sua militância estavam acusando Dilma de estelionato eleitoral, enquanto Aécio dizia a mesma coisa.
A tese do estelionato eleitoral, agora coonestada por boa parte dos próprios correligionários de Dilma e por ex-simpatizantes da candidatura presidencial do PT, tornou-se uma tsunami que engolfou a opinião pública.
Além disso, a mídia tratou de ludibriar a população inventando uma crise de energia elétrica  – que não existe – e, tacitamente, culpou o governo federal pela crise hídrica em São Paulo, onde, segundo o Datafolha, 53% acreditam que Dilma e o prefeito Fernando Haddad são responsáveis pelo racionamento velado de água que a população vem sofrendo.
Por fim, alguns formadores de opinião conseguiram “viralizar” a teoria de que Dilma deveria usar rede nacional de rádio e televisão para se defender das críticas, o que não poderia fazer sob pena de ser acusada judicialmente de usar um equipamento público para fins políticos, já que rede nacional, por lei, só pode ser usada para comunicar assuntos de interesse da população, nunca para fazer política – e Dilma se defender em rede seria fazer política.
A boa notícia é a de que, se o governo conseguir impedir que os vaticínios catastrofistas sobre a economia se materializem, sua popularidade irá se recuperar. Se não houver aumento do desemprego e da inflação, a parcela da opinião pública que foi colocada em pânico tende a reverter sua posição política.
A má notícia é a de que tudo o que está acontecendo na política está influindo drasticamente na economia. O tratamento escandaloso que a mídia vem dando à Operação Lava Jato pode obrigar a Justiça a impedir que as empreiteiras acusadas operem as grandes obras em curso no país, o que irá fazer o desemprego explodir. Além disso, investidores, assustados com o quadro político, tendem a se retrair.
O bombardeio político de Dilma e seu enfraquecimento em sua base de apoio, portanto, podem causar um desastre econômico, fazendo explodir o desemprego e a inflação. Nesse contexto, o país seria tomado pelo caos. Ressurgimento de novas manifestações de rua seria mais do que provável.
Na grande mídia, vários analistas vinham dizendo que tudo de que o PSDB e a mídia precisam para propor o impeachment de Dilma ao Congresso é perda de apoio popular. Com o último Datafolha, a direita ganhou o instrumento de que precisava. Porém, a expectativa é que espere a situação se agravar mais um pouco.
O que Dilma pode fazer é tentar dialogar com o país e, sobretudo, com os movimentos sindical e sociais e com setores do PT e da militância partidarizada ou independente que, até aqui, dizem aos quatro ventos que se arrependeram do voto na presidente por conta das nomeações daqueles dois ministros e de algumas medidas de austeridade no seguro-desemprego e em mais alguns outros benefícios trabalhistas,
Outra possibilidade que pode melhorar a perspectiva do país é o instinto de sobrevivência do empresariado. Inclusive do grande empresariado. A política está destruindo a economia brasileira e, com isso, eles amargarão prejuízos astronômicos enquanto os trabalhadores mergulharão no desemprego e no arrocho salarial.
Ou seja: a qualquer um que tenha cérebro não interessa continuar pondo lenha na fogueira contra Dilma, seja essa pessoa de direita, de centro, de esquerda, do que for. Contudo, o país vive uma catarse. A política está sabotando a economia e até quem não quer o caos cedeu ao canto da sereia da mídia ou de formadores de opinião independentes.
Na atual situação, só um pacto pela governabilidade e pela defesa dos interesses de TODOS – trabalhadores e empresários, esquerdistas e direitistas – pode evitar uma tragédia econômica que jamais aconteceria sem essa maldita guerra política que vem prejudicando tanto um país que tem tudo para continuar melhorando como vinha fazendo há mais de uma década.
Uma distensão política permitiria que terminássemos 2015 sem ganhos econômicos, mas sem desastre. Se prevalecerem os interesses políticos dos derrotados na eleição de 2014, porém, aí todos terão motivos de sobra para se preocupar. E a queda de Dilma não resolveria nada, só agravaria, pois quem a sucederia seria bem mais duro nos ajustes econômicos.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/02/guerra-politica-contra-dilma-prejudicara-a-todos-democraticamente/

O combate aos golpistas do PSDB

09.02.2015
Do BLOG DO MIRO 

Por José Reinaldo Carvalho, no blog Resistência:

As manobras golpistas da oposição neoliberal e conservadora, encabeçada pelo PSDB de FHC, Aécio, Serra et caterva, com o indeclinável apoio da mídia monopolista privada, continuam no centro da conjuntura política nacional. A ordem do dia do comando oposicionista é encurralar a presidenta Dilma Rousseff, gerar instabilidade política, semear clima de ingovernabilidade, criminalizar o Partido dos Trabalhadores e as organizações do movimento sindical, estudantil e popular. O roteiro prevê o impeachment ou qualquer outra forma de afastamento da mandatária do poder.

Para isso, o PSDB e os seus aliados calculam contar com a Câmara dos Deputados, valendo-se do resultado da eleição para a Mesa dessa casa legislativa, que supostamente tem em suas mãos o poder de definir a agenda política nacional.

Conjuga-se o nauseante uso político da Operação Lava Jato com a fabricação de Comissões Parlamentares de Inquérito que, sem nada a acrescentar às investigações conduzidas por instituições policiais e judiciárias, são feitas por encomenda para turvar ainda mais o ambiente político. Agrega-se a isso uma campanha sistemática pelo desmonte e a privatização da Petrobras.

Compõe o quadro o atropelo na tramitação da Reforma Política, ignorando a discussão acumulada na sociedade, e o clamor nacional para que essa reforma democratize de fato a vida política, o que só será possível se for tomada como ponto de partida a eliminação da influência do poder econômico nas eleições. Porém, as medidas que estão sendo urdidas na Câmara mantêm intocado o financiamento empresarial das campanhas eleitorais e introduzem mudanças condenáveis do ponto de vista democrático, como a cláusula de barreira, a proibição de coligações proporcionais e o chamado distritão, desprezando as listas partidárias.

Em face das ameaças que pesam sobre o país, o ato comemorativo do 35º aniversário de fundação do PT, realizado na última sexta-feira (6), em Belo Horizonte, foi um bom ponto de partida para a retomada da iniciativa por parte das forças progressistas e de esquerda. Resistir e lutar, rechaçar as manobras golpistas, enfrentar os grandes desafios nacionais são as mensagens essenciais que se pode depreender dos pronunciamentos da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. “O voto popular deu legitimidade para continuarmos as mudanças" (...) "Diante da crise, sempre tivemos força para reagir. Os que estão inconformados com o resultado das urnas só têm medo da participação popular, têm medo da democracia. Mas temos força para resistir ao golpismo e ao retrocesso” – afirmou a mandatária, numa demonstração de serenidade, firmeza e energia, para o desencanto dos que a julgam muda, paralisada, isolada e antecipadamente batida.

Num quadro em que a força política dirigente da coalizão que governa o país há 12 anos está no alvo de brutal ofensiva, diante de erros cometidos e das pressões para adotar um rumo contrário aos interesses nacionais e populares, têm peso especial as autocríticas e advertências feitas por Lula, como líder maior do partido, o apelo por uma mudança de conduta e atitudes, assim como a reafirmação do caráter essencial dos compromissos com que o PT foi guindado pelo povo ao poder: “Jamais traímos o compromisso com as camadas mais pobres da população”, afirmou.

Para retomar a iniciativa, organizar a resistência e a luta, mais do que nunca o país necessita da unidade das forças democráticas e progressistas e da mobilização popular, estruturar a base de sustentação do governo Dilma no Congresso Nacional, tomar medidas econômicas indutoras do crescimento, garantindo a continuidade da geração de emprego e renda, assegurando os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários.

Nessa perspectiva de resistência e luta, soam esdrúxulos, estapafúrdios mesmo, os apelos à conciliação entre o PT e o PSDB, a partir de conversações entre os ex-presidentes Lula e FHC. Se for apenas ingenuidade, manifestação de otimismo beato à moda do Dr. Pangloss, menos mal, mas se a proposta se baseia na consideração de que ambos os partidos são forças complementares, e não antagônicas, estaremos diante de perigosa manifestação de oportunismo, funcional aos interesses dos golpistas.

Mesmo que bem intencionada, a sugestão de uma conciliação entre o governo e a oposição parte de uma avaliação falsa sobre o que foi o governo de FHC e o caráter do PSDB e seu programa para o país. O governo de FHC não desempenhou papel positivo na evolução econômica e política do país, como pretendem os defensores da tese da conciliação. A solução dos graves problemas nacionais não radica no aproveitamento do “bom legado” daquele governo, que se agregaria ao de Lula e do primeiro mandato da presidenta Dilma.

Não foi por mera retórica que a esquerda cunhou a expressão “herança maldita”, mas porque de fato, durante dois mandatos o ex-presidente e seu partido levaram a efeito em toda a linha uma política ruinosa aos interesses nacionais e populares.

Foi uma era de estagnação econômica, bancarrota financeira, depreciação real dos salários, desemprego recorde e endividamento ao nível da insolvência. Tudo isso como resultado do neoliberalismo à outrance, que produziu resultados devastadores não só no Brasil, como nos demais países latino-americanos onde o decálogo do Consenso de Washington foi aplicado à risca. No plano diplomático, FHC atrelou o Brasil aos EUA e à União Europeia. E na política, as tendências antidemocráticas foram manifestas, a tal ponto que o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello designou o governo do sociólogo da Sorbonne de “ditadura dos punhos de renda”. Foi também o governo dos escândalos de corrupção, a despeito dos engavetadores de plantão.

O governo de FHC alienou na bacia das almas o patrimônio nacional, com as privatizações de estatais a troco de moeda podre, de selvagem abertura da economia e desregulação financeira, jogando todas as fichas no cassino do fluxo maciço de capital especulativo externo.

Quanto ao PSDB como agremiação político-partidária, os fatos da conjuntura estão aí a desmentir a tese de que a polarização com esta força é artificial e está circunscrita às fronteiras do estado de São Paulo.

O enfrentamento eficaz dos grandes desafios nacionais exige resistir e lutar contra o golpismo do PSDB e as pressões conservadoras e neoliberais de que esse partido é instrumento e porta-voz, e avançar na realização das reformas e mudanças estruturais democráticas. O Brasil não se tornará uma nação efetivamente democrática, soberana e justa se não houver clareza de quem são os verdadeiros inimigos a derrotar.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/02/o-combate-aos-golpistas-do-psdb.html

Suborno e corrupção no governo FHC e silêncio na imprensa

09.02.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 06.02.15


O ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, que fechou acordo de delação premiada, informou que começou a receber propina em 1997 ou em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De acordo com Barusco, o suborno era pago pela empresa holandesa SBM. Na época, ele ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Instalações, no âmbito da Diretoria de Exploração e Produção.

Barusco revelou que o representante da SBM chamava-se Julio Faerman. O pagamento de propina, segundo o delator, tornou-se sistemático a partir de 2000. “Esses contratos eram de longa duração e, desse modo, o pagamento de propinas também perdurou por longos anos”, afirmou. Ele disse que os recebimentos eram mensais e proporcionais aos valores do contrato. Barusco, por exemplo, recebia entre US$ 25 mil e US$ 50 mil por mês.

Acordo

A SBM fechou um acordo com o Ministério Público da Holanda para devolver US$ 240 milhões. No Brasil, de acordo com ex-funcionários da SBM, a empresa pagou US$ 139 milhões para servidores da Petrobras em propinas.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/02/suborno-e-corrupcao-no-governo-fhc-e.html

Os imorais da “moralidade”

09.02.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito


velhinha
Num editorial que só pode ser crível para a famosa e crédula Velhinha de Taubaté,do Luís Fernando Veríssimo,  O Globo sai hoje, outra vez, em defesa da institucionalização da corrupção nas campanhas eleitorais.
Diz o jornal que “entorta-se a discussão, partindo de episódios pontuais, para generalizar a questão” sobre o fato de empresas irrigarem, a seu gosto, com milhões de reais, a campanha eleitoral de candidatos a deputado, senador, prefeito, governador e Presidente da República.
“O problema não é a presença de empresas nas listas legais de doações. O que se deve combater é a falta de transparência, a tibieza dos mecanismos de controle, fiscalização e normatização, de modo a conter abusos”.
Mecanismos tíbios? A burocracia das comprovações de despesas eleitorais dos candidatos já se tornaram calhamaços contábeis impossíveis de examinar.
Se não houver um pilantra que faça, tirando o seu, a intermediação de recursos para candidaturas, como é que se vai provar que a empreiteira A ou o banco B “doou” aquilo que ganhou indevidamente em uma obra pública ou porque empresas a eles ligadas receberam concessões?
Basta “doar legalmente” e a propina estará absolutamente lavada, a menos que os tribunais analisem, uma a uma, as planilhas de custos de obras federais, estaduais ou municipais?
Ou serão os ladrões apanhados na roubalheira e a imprensa conservadora que decidirão quais serão as doações formais que são “espontâneas” e as que são produto de sobrepreços e  contratos marotos.
Ou o critério é “o que é do PT é manchete, o que é do PSDB não sai”, como pontificou o jornalismo da Rede Globo, estes dias?
O jornal chega a defender o “caixa-2″, que seria, embora deletério, ” um elemento da política”.
Bloquear as doações empresariais iria trazer  “o consequente incremento dos canais subterrâneos de irrigação de candidaturas”, argumenta candidamente o texto, como se o problema não fosse o dinheiro, mas a forma com que ele chega.
E, depois, como iria aumentar se, além do mais, isso exigirá uma operação criminosa complexa, para dar baixa em dezenas, centenas de milhões de reais de forma clandestina.
O editorial de O Globo só se presta para enganar os muito trouxas, aplaudir – envergonhadamente – a chicana jurpidica do “pedido de vista” feito por Gilmar Mendes que impede a aplicação já tomada pelo Supremo Tribunal Federal de proibir as doações empresarias e, acima de tudo, saudar a ação de Eduardo Cunha em colocar em votação uma reforma legal que torne inócua a decisão  judicial.
O importante, confessa O Globo , é barrar “uma ampla reforma política, agenda oportunista do PT, que abriga a proposta de financiamento público de campanhas como complemento da proibição a pessoas jurídicas.”
Assim, as empresas poderão continuar  a exercer sua “cidadania” (só aqui no Brasil empresa tem cidadania!) e a despejar recursos em quem quiserem, certamente em troca apenas de um sorriso e um “muito obrigado”.
Francamente, nem a Velhinha de Taubaté.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=24669

LULA SE LANÇA A 2018 CONTRA 'SALVADORES DA PÁTRIA'

09.02.2015
Do  portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/169485/Lula-se-lan%C3%A7a-a-2018-contra-'salvadores-da-p%C3%A1tria'.htm

Esses penhascos e falésias vão tirar o seu fôlego

09.02.2015
Do portal do MSN/ESTADÃO

ESSES PENHASCOS INCRÍVEIS ESTÃO ESPALHADOS PELO MUNDO PARA OS VIAJANTES AVENTUREIROS IREM EXPLORÁ-LOS

Esses penhascos incríveis estão espalhados pelo mundo para os viajantes aventureiros irem explorá-los
A natureza sempre consegue deixar o homem de boca aberta com criações que nem parecem ser de verdade. São belezas naturais muitos metros acima do nível do mar. É difícil conseguir lembrar de algo que seja assim, não? Com um encanto genuíno e formas fantásticas, os penhascos conseguem deixar pessoas deslumbradas e com as mãos suadas ao mesmo tempo, devido à sua altura.
Podendo ser cercados por águas cristalinas, ter um grande passado histórico, cores incríveis ou até pequenos vilarejos por perto, esses locais atraem visitantes aventureiros que gostam de conhecer destinos naturais únicos.
Dê uma olhada em alguns dos penhascos mais incríveis do mundo!
Torres del Paine, Chile – O Parque Nacional Torres del Paine fica na Região de Magalhães, ao sul da Patagónia chilena. Ele foi fundado em 1950 e, em 1978, foi declarado, pela UNESCO, como uma Reserva da Biosfera. É considerado um dos parques mais fantásticos do Chile e um dos melhores para acampar. Na área de 242 hectares, é possível encontrar a cadeia montanhosa Del Paine com as famosas torres feitas de granito, que são envoltas por lagos, rios e geleiras. Se você puder, aproveite a água da Base de las Torres para flutuar de costas enquanto admira essa incrível escultura natural.

TORRES DEL PAINE, CHILE

O Parque Nacional Torres del Paine fica na Região de Magalhães, ao sul da Patagónia chilena. Ele foi fundado em 1950 e, em 1978, foi declarado, pela UNESCO, como uma Reserva da Biosfera. É considerado um dos parques mais fantásticos do Chile e um dos melhores para acampar. Na área de 242 hectares, é possível encontrar a cadeia montanhosa Del Paine com as famosas torres feitas de granito, que são envoltas por lagos, rios e geleiras. Se você puder, aproveite a água da Base de las Torres para flutuar de costas enquanto admira essa incrível escultura natural.

Auyán-tepui, Venezuela – Com 2535 metros de altura, o Auyán-tepui tem a queda de água mais alta do mundo, a Kerepakupai-Vena, também conhecida como Salto Angel. Ela já foi citada no filme da Disney Pixar, "Up - Altas Aventuras", sendo identificada como um "paraíso de cachoeiras". Traduzido para o português como "montanha do diabo", é o tepui, tipo de relevo com paredes verticais e topo plano, mais famoso da Venezuela. Ele é protegido pelo Parque Nacional de Canaima, ao lado de diversas espécies de plantas e animais, incluindo orquídeas raras, plantas carnívoras e sapos coloridos.

AUYÁN-TEPUI, VENEZUELA

Com 2535 metros de altura, o Auyán-tepui tem a queda de água mais alta do mundo, a Kerepakupai-Vena, também conhecida como Salto Angel. Ela já foi citada no filme da Disney Pixar, "Up - Altas Aventuras", sendo identificada como um "paraíso de cachoeiras". Traduzido para o português como "montanha do diabo", é o tepui, tipo de relevo com paredes verticais e topo plano, mais famoso da Venezuela. Ele é protegido pelo Parque Nacional de Canaima, ao lado de diversas espécies de plantas e animais, incluindo orquídeas raras, plantas carnívoras e sapos coloridos.
Penhascos brancos de Dover, Inglaterra – Esses penhascos são falésias, tipo de relevo litorâneo, com grande valor histórico para a Grã-Bretanha, pois ficam de frente para a Europa Continental, sendo um lugar onde já aconteceram várias ameaças de invasões. Toda a sua cor branca, em 106 metros de altura, acontece por causa de uma composição de cal acentuada por listras se sílex preto.

PENHASCOS BRANCOS DE DOVER, INGLATERRA

Esses penhascos são falésias, tipo de relevo litorâneo, com grande valor histórico para a Grã-Bretanha, pois ficam de frente para a Europa Continental, sendo um lugar onde já aconteceram várias ameaças de invasões. Toda a sua cor branca, em 106 metros de altura, acontece por causa de uma composição de cal acentuada por listras se sílex preto.
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Fonte:http://www.msn.com/pt-br/viagem/noticias/esses-14-penhascos-e-fal%C3%A9sias-v%C3%A3o-tirar-o-seu-f%C3%B4lego/ss-BBgnK5l#image=3

Para entender a Época sobre Gilmar Mendes.

09.02.2015
Do portal JORNAL GGN, 08.02.15
Por SERGIO SARAIVA

A reportagem da revista Época desta semana traz um recado para Gilmar Mendes. Mas a intenção por trás dele talvez esteja na Folha do dia seguinte.

Vazamentos de inquéritos no Brasil por nossas principais revistas semanais passaram a ser tão corriqueiros como quedas de energia elétrica após temporais. Ambos são indesejáveis, mas já nos acostumamos com eles.
O vazamento em relação ao ministro Gilmar Mendes, no entanto, traz uma novidade – é um vazamento claramente intimidatório. Vazamentos sobre Gilmar Mendes, até então, foram sempre a favor. Basta ver o caso do “grampo sem áudio”.
O caso Sinval Barbosa é antigo de maio do ano passado, Sinval já não é mais Governador do Mato Grosso e o conteúdo do vazamento é mais uma indiscrição do que comprometedor.
No entanto, usando como subterfúgio a divulgação do vazamento da conversa de Gilmar com Sinval, a Época a correlaciona a outro assunto, o julgamento de um habeas corpus para Éder Moraes – investigado como operador de um esquema de caixa 2 eleitoral no qual Sinval Barbosa estaria envolvido. Note-se, embora a ação da Polícia Federal na casa do então governador fosse buscando documentos sobre o esquema de caixa 2, Sinval foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e o assunto do habeas corpus sequer é tratado entre Sinval e Gilmar.
Mas, no destaque da matéria, Época não deixa por menos:
“Quatro meses após ligar para Sinval, Gilmar deu o voto decisivo para manter livre o operador do esquema”.
Não é verdade, o caso nem estava na turma do STF a qual o ministro Gilmar Mendes pertence. Gilmar, que é da 2ª turma do STF, foi chamado para desempatar uma decisão da 1ª turma que era a qual julgava o habeas corpus. Gilmar seguiu o voto dos ministros Toffoli e Fux. Mas o recado estava dado, a Época o responsabiliza claramente.
Por que e por que só agora?
Porque a Época, entenda-se a Globo e o grupo que ela representa, deve ter percebido no Ministro Gilmar Mendes alguma intenção contrária aos seus interesses. Logo, a reportagem é uma medida preventiva para que nada saia fora do controle.
Que interesses seriam esses?
Vejamos uma nota da coluna “Painel” da Folha de São Paulo de 08.fev.2015:
“De olho - Advogados de presos da Lava Jato aguardam com ansiedade a sessão da Segunda Turma do STF, que vai analisar na terça recurso do Ministério Público Federal para que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque volte para a prisão.
Vela - Para os criminalistas, a decisão sobre Duque indicará as chances de libertação de seus cliente”.
E quem está na Segunda Turma julgando o caso? Gilmar Mendes.
Recado dado, agora é só esperar o voto de Gilmar Mendes. Condenação garantida?

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Fonte:http://jornalggn.com.br/blog/sergio-saraiva/para-entender-a-epoca-sobre-gilmar-mendes

Globo mandou remover todas citações a FHC em reportagens sobre Lava Jato

09.02.2015
Do blog TIJOLAÇO, 08.02.15
Por Miguel do Rosário

O PIG - globo logo golpe golpista cópia
Trecho de post do Nassif, publicado hoje em seu blog:
O jogo da informação
É por aí que se entende a campanha da mídia em busca do impeachment.
Os vícios do modelo político brasileiro afetam todos os partidos. Mais ainda o governo FHC com a compra de votos e as operações ligadas ao câmbio e à privatização. A gestão Joel Rennó foi das mais controvertidas da história da empresa.
Ao tornar o noticiário seletivo, os grupos de mídia conspiram contra o direito à informação, centrando todo o fogo em uma das partes e blindando todos os malfeitos dos aliados.
Ontem, a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviou um e-mail a todos os chefes de núcleo com o seguinte conteúdo:
“Assunto: Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato
Atenção para a orientação
Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.
O recado se deveu ao fato da reportagem ter procurado FHC para repercutir as declarações de Pedro Barusco – de que recebia propinas antes do governo Lula.
No Jornal Nacional, o realismo foi maior. Não se divulgou a acusação de Barusco, mas deu-se todo destaque à resposta de FHC (http://migre.me/oyiwP) assegurando que, no seu governo, as propinas eram fruto de negociação individual de Barusco com seus fornecedores; e no governo Lula, de acertos políticos.
Proibiu-se também a divulgação da denúncia da revista Época (do próprio grupo) contra Gilmar Mendes.
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Que primor de “isenção”!
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=24651