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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Marcos Archer e “O Expresso da Meia Noite”

23.01.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 20.01.15
Por Eduardo Guimarães
expresso capa
Guardadas as diferenças, parte da história do carioca Marcos Archer, executado a tiros no último sábado na Indonésia, lembra a do protagonista do drama “O Expresso da Meia Noite”, de 1978, estrelado por Brad Davis, no papel de Billy Hayes, estudante norte-americano que, após visita à Turquia, decide levar pacotes de haxixe presos sob a roupa com fita adesiva.
O plano acaba por não dar certo e Hayes é preso no aeroporto de Istambul, de forma bastante similar à do brasileiro Archer. Dali em diante, a vida do personagem real levado à telona dos anos 1970 pelo diretor Alan Parker, transforma-se em pesadelo, pois é brutalmente espancado e lançado numa degradante prisão turca.
Só que a história verídica do estudante Billy Hayes termina melhor do que a de Archer. Apesar de ter sido condenado a trinta anos de cárcere e não à morte, a prisão turca é o inferno na terra. Lá, antes de conseguir fugir, é submetido a torturas excruciantes que o levaram à beira da loucura. Confira, abaixo, o clipe de um dos maiores sucessos de bilheteria de Hollywood.
À época da estreia nos cinemas, no final dos anos 1970, muito se discutiu sobre se o que fez o estudante-playboy norte-americano Hayes permitia que fosse retratado como mocinho, como fez o diretor Alan Parker. Afinal, o jovem estava traficando drogas. Porém, o filme mostra que a desproporção da pena em relação ao crime cometido acabou por redimir o jovem tolo que desafiou um regime de força em um país em que direitos humanos não valiam nada.
Estranhamente, agora está acontecendo a mesma coisa. O moralismo dos EUA dos anos 1970 vige intensamente no Brasil, nos dias que correm. E uma reportagem de 2005, feita cerca de um ano após a prisão de Archer, intitulada Na Balada da Morte, ajudou a erigir esse clima.
Renan Antunes de Oliveira é um jornalista brasileiro tarimbado. Ganhou até o prêmio Esso, em uma disputa controvertida em que houve acusações de “manipulação”, tendo recebido o prêmio sob vaias e aplausos simultâneos. Naquele ano (2005), foi a Jacarta entrevistar o carioca Archer, agora morto, e Rodrigo Gularte, paranaense, também condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, mas que ainda está vivo – por pouco tempo.
Oliveira destacou-se por traçar perfis de figuras controversas como a do blogueiro “Mosquito”, do Blog “Tijoladas do Mosquito”, quem, em 2010, convulsionou o primeiro encontro nacional de “blogueiros progressistas”, do qual participou este que escreve.
expresso 1
Mosquito, ou Amilton Alexandre, foi encontrado morto em seu apartamento dois anos depois, enforcado em um lençol. O caso jamais foi esclarecido completamente. Mas Oliveira retratou a história sob seu aspecto público, mostrando a personalidade belicosa do “Mosquito” e os conflitos em que se meteu e que podem ter feito  alguém “suicidá-lo”, conforme a reportagem O triste fim do irreverente terrorista da internet.
Mas foi o perfil de Felipe Klein, filho de um político importante, que levou OIliveira ao auge da carreira, na reportagem A Tragédia de Felipe Klein, e lhe deu o prêmio Esso. Trata-se da história de um jovem igualmente rebelde, assim como Archer e Mosquito, que fez modificações bizarras no próprio corpo e cultuava demônios, até morrer de forma tão bizarra quanto viveu, aparentemente morto pelo próprio pai.
expresso 2
A reportagem que jogou boa parte da opinião pública contra Archer é mais uma da série de reportagens-perfis que Oliveira produziu para o Jornal Já, em que é figura central. As três reportagens citadas retratam pessoas do mesmo perfil, meio vilãs, meio vítimas de si mesmas. É um padrão do jornalista.
Quanto das histórias que Oliveira conta pode ser levado ao pé da letra, é difícil saber. São relatos feitos sob a ótica do jornalista e sempre com cores fortes pintadas nos seus personagens. Nas três reportagens citadas são apresentadas variações de um mesmo personagem amoral e autodestrutivo, ao mesmo tempo…
Os perfis de Archer e de Gularte, feitos em 2005, há uma década, mostram dois homens que não cresceram e que transformaram suas vidas em uma contínua balada.
Archer, segundo a entrevista feita por Oliveira, fazia troça de sua então recente prisão na Indonésia. Confessava-se “traficante” e dizia que poderia ter ganhado mais de 3 milhões de dólares com 13 quilos de cocaína, uma informação jamais checada e que os autos de seu processo desmentem, conforme informações recentes, que dão conta de que, oficialmente, recebeu 10 mil dólares para transportar a droga, uma versão bem mais verossímil para uma pequena quantidade de veneno.
O próprio Oliveira, porém, em sua matéria chega a chamar Archer de “mula”, um “laranja”, alguém que serve para levar pequenas quantidades de droga de país para país. Porém, ao retratar a história do “traficante” bobão que levou um pouco de droga mal escondida em uma asa delta e acabou preso como um pato, mostrou que as acusações que fez a si mesmo podem ter sido ditas para “contar vantagem”.
Essa versão combina mais com a que o blogueiro obteve com duas pessoas, um homem e uma mulher, que conhecem a família de Marco Archer, mas não querem se identificar.
O homem, amigo da família, diz que Archer era apenas um bobão, viciado em drogas, que viveu na barra da saia da mãe até os quarenta e tantos anos, quando foi preso em uma trapalhada que cometeu ao transportar uma pequena quantidade de droga. A mulher disse pouco, porque quer consultar o marido antes de dar mais detalhes. Mas, do pouco que falou, foi possível depreender que é isso mesmo.
Seja como for, a imagem de “chefão da máfia” que a reportagem de dez anos atrás construiu para Archer, não é exata. Além disso, todos os que o conheceram afirmam que nunca se meteu com violência.
Archer, como traficante, deve ter sido muito incompetente, pois dependeu da mãe para lhe proporcionar regalias na prisão indonésia. Fosse o que ficou parecendo na reportagem de 2005, não dependeria de ninguém. O que o amigo da família dele disse ao Blog foi que não tinha nada, pois seu trabalho como “mula” só lhe rendeu o suficiente para torrar em viagens e baladas.
Os erros que esses e outros personagens de Oliveira cometeram, são bastante similares. Archer, vê-se, é apenas mais um autodestrutivo que o estilo de reportagem do jornalista retrata. Mas cometeu crime, claro. Só que pagou por isso com uma década e pouco à espera da morte. Afinal, quando Oliveira o entrevistou, sua situação estava para começar a piorar e suas regalias, a sumir.
A história de Archer não teve um final feliz como a do Expresso da Meia Noite. Ele deixou de sorrir à toa havia muito tempo. Onze anos esperando o dia de uma morte violenta, a tiros, são um castigo terrível, talvez pior do que a própria pena de morte. O cárcere, pois, deveria ter sido suficiente. Matá-lo foi um ato de barbárie que precisa ser repudiado pelo Brasil e pelo mundo.
Todavia, o que assusta é que a Indonésia e seu regime corrupto, com suas punições desproporcionais e as condições de vida degradantes do povo, está virando quase que um modelo para uma parcela dos brasileiros que afirma “invejar” pena de morte para traficantes enquanto o mundo desenvolvido trata de descriminalizar as drogas.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/01/marcos-archer-e-o-expresso-da-meia-noite/

Será o fim? Asteroide que passará “raspando” na Terra em janeiro será observado por astrônomos

23.01.2015
Do portal Jornal Ciência, 19.01.15
Por OSMAIRO VALVERDE

A rocha espacial chamada 2004 BL86, poderá passar a cerca de 1,19 milhão de quilômetro de distância, o equivalente a 3X a distância da Terra até a Lua.
Embora esteja longe o suficiente para estarmos seguros, o sobrevoo do asteroide que deverá ocorrer dia 26 de janeiro, é considerado pelos astrônomos como algo “muito próximo” em termos de distâncias espaciais.
Isso é o mais próximo que um asteroide já passou da Terra nos últimos anos. Além disso, os astrônomos confirmam que outro asteroide de nome 1999 AN10, passará também próximo de nós no dia 07 de agosto de 2027.
As estimativas não são nada boas! De acordo com as mais modernas análises por computador, 1999 AN10, com 0,6 km de diâmetro, passará a apenas 390.000 km de distância (podendo ser 100.000 km a menos), o que equivale a distância da Terra à Lua, mas isso só veremos nos próximos anos.
O Dr. Don Yeomans, astrônomo aposentado da Nasa, comentou: “No dia 26 de janeiro deste ano, o asteroide 2004 BL86 passará próximo da Terra, e isso é o mais próximo que já ocorreu nos últimos 200 anos”.
Ele prossegue: “E enquanto ele não representa uma ameaça para a Terra, outro asteroide demonstra preocupação. Apesar de ser relativamente grande, devemos ficar tranquilos, pois ele irá nos oferecer uma oportunidade única para observá-lo a aprender cada vez mais”.
O asteroide do dia 26 de janeiro emitirá brilho suficiente para que astrônomos amadores possam observá-lo com binóculos mais potentes ou telescópios mais simples.
Os asteroides geram fascínio nos astrônomos e entusiastas do espaço por seres considerados os precursores dos “blocos de construção da vida”. Estima-se que muitos asteroides bombardearam a Terra, trazendo consigo água e elementos que proporcionaram o desenvolvimento das primeiras formas de vida.
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Fonte:http://www.jornalciencia.com/universo/diversos/4607-sera-o-fim-asteroide-que-passara-raspando-na-terra-em-janeiro-sera-observado-por-astronomos

Aerolíneas Argentinas dão melhor resposta do mundo para passageiro preconceituoso

23.01.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Um passageiro foi até o Facebook das Aerolíneas Argentinas criticar a aparência das aeromoças da companhia aérea, que estariam deixando a desejar por serem “baixas e gordinhas”. A resposta da empresa não poderia ter sido melhor

aerolíneas argentinas preconceito

“Baixinhas e gordas”. Passageiro reclama de aparência de aeromoças, e Aerolíneas Argentinas dão resposta contra o preconceito

O internauta Andrés Horacio Pignataro publicou na última quarta-feira uma reclamação contra o “baixo nível das aeromoças” no perfil da companhia aérea Aerolíneas Argentinas no Facebook. “Antigamente eram altas, esbeltas e impunham respeito. Agora colocam todas as garotas baixas e gordinhas, e deixa muito a desejar a aparência no voo”, escreveu.

A publicação ofensiva causou polêmica entre os argentinos e o post gerou centenas de comentários. A maioria posicionou-se contra a declaração machista de Andrés. Passado algum tempo, a companhia aérea rebateu a crítica listando os pré-requisitos necessários para trabalhar como aeromoça ou comissário de bordo. Leia abaixo a resposta da Aerolíenas Argentinas ao internauta:

“Olá Andres, estes são os requisitos para ser tripulante de cabine:

– Ser maior de 18 anos
– Altura: Mulheres 1,63 a 1,75 – Homens 1,70 a 1,85
– Nacionalidade Argentina
– Segundo grau completo
– Licença de Tripulantes de Cabine de Passageiros
– Domínio do idioma inglês
– Saber nadar
Os preconceitos não saem para voar, os deixamos em terra.
Saudações”

Aerolíneas Argentinas

A Aerolíneas é a maior companhia aérea da Argentina, responsável por cerca de 80% dos voos domésticos e 40% dos internacionais que partem do Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Buenos Aires), mais conhecido como Aeroporto Internacional de Ezeiza.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/aerolineas-argentinas-melhor-resposta-mundo-para-passageiro-preconceituoso.html

DIRCEU: CONSULTORIA “NADA TEM A VER” COM A LAVA JATO

23.01.2015
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/167606/Dirceu-consultoria-%E2%80%9Cnada-tem-a-ver%E2%80%9D-com-a-Lava-Jato.htm