quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Je suis Charlie (Radicais islâmicos versus Islamófobos)

15.01.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 12.01.15


O mundo acordou hoje, 08.01.15, com os jornais estampando uma das maiores e mais trágicas ações terroristas dos últimos recentes anos: 12 pessoas foram mortas por 3 radicais islâmicos, o que vem desmistificar o conceito de que Israel é responsável pelo terrorismo existente no mundo.


“As torres gêmeas, em 11 de setembro, foram explodidas e derrubadas nos EUA – responsáveis: terroristas islâmicos; atentados aos trens de Madri – responsáveis: terroristas islâmicos; atentados a ônibus e metrôs de Londres – responsáveis: terroristas islâmicos” [Clovis Rossi – FSP 08.01.15 A14]; agora atentado ao satírico jornal Charlie Hebdo – responsáveis: terroristas islâmicos. 

A título de exemplo pode-se citar outros atos de terrorismo islâmico: Tamerlão [Timur, o manco], em 1403 destruiu 700 grandes cidades e vilas menores: em Sivar matou 4 mil, em Tus 10 mil, em Saray estima-se 100 mil, Bagdá 90 mil, Isfahan 70 mil, etc.

E, assim, no decorrer dos anos, a humanidade tem assistido estarrecida a atentados terroristas em todo o planeta, inclusive deles contra eles próprios [Curdos x Sunitas, Hamas x Fatah, etc.].

Nessas ocasiões os ânimos islamófobos se levantam, todos saem às ruas para protestar, bandeiras são levantadas [“Je suis Charlie”], a selvageria é convocada, animada, incentivada e os patrimônios público e privado são atacados, vandalizados; inocentes, que transitam pelas imediações, são vítimas da violência; ou há vítimas de balas perdidas dentro de casa.

Toda a mídia, todos os povos, todos os governos se pronunciam defendendo o direito da livre expressão, decorrente de outro anterior direito, que é o do livre pensar; CONCORDO PLENAMENTE, mas aprendi que minha liberdade termina onde começa a liberdade alheia, o meu direito cessa onde se inicia o do próximo.

O satírico direito de expressar críticas contra outros seres humanos termina exatamente onde deve se iniciar a obrigação de tratar o próximo com ética, com respeito às suas crenças, com respeito aos seus costumes, com respeito às suas leis; jamais com flagrantes deboches, provocações, zombarias e escárnios.

Não se cutuca onça com vara curta: “colhemos o que plantamos” é o que nos diz a Bíblia Sagrada [Gl 6 7).

Entre as charges divulgadas na mídia, face ao abominável ato terrorista, vi uma em que o Senhor Jesus era parido do ventre de sua mãe; ninguém notou, ninguém reclamou, ninguém barbarizou, ninguém cometeu atos terroristas contra o autor da ofensiva sátira. 

A sutil diferença está no fato de que o Alcorão ensina a matar os infiéis, os hereges [cristãos e judeus] e o Evangelho do Senhor Jesus ensina a amar os inimigos (Mt 5 44). 

O Alcorão determina: combatei, matai, decapitai, decepai os infiéis [cristãos e judeus]; vide SURATAS 8.12 – 9.5 – 9.73 – 9.123 -2.190-193, 210, 224 – 4.74-76, 89, 101 – 5. 36, 54 – 8.12, 17, 59-60, 65 – 9.5, 14, 29, 41, 123 – 47.4, etc.

Ficar ofendido, até certo ponto, é aceitável, o que não se justifica é pagar com a mesma moeda, é fazer justiça com as próprias mãos, é retornar a um passado terrível, anterior a Cristo, aplicando-se a Lei do Talião [falei nela recentemente], que é a lei do olho por olho, dente por dente, orelha por orelha, nariz por nariz, perna por perna, braço por braço, etc.

O Senhor Jesus ensinou “dar a outra face, andar a 2ª segunda milha, dar a capa a quem lhe toma a túnica” (Mt 5 38-42); mas isso, neste mundo ególatra no qual vivemos, véspera da 2ª vinda do Salvador e Senhor Jesus, é impossível à humanidade desumanizada, é impossível a uma sociedade que só se preocupa com a autoestima, que só procura a autovalorização, nunca o autocontrole [domínio próprio] ensinado por Deus via Carta de Paulo aos Gálatas 5 22-23, o fruto do Espírito [Santo] em nós.

Estamos esquecendo que Cristo recomendou amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, que Ele ensinou a amar o nosso inimigo e a orar pelos que nos perseguem [citado acima]; mas não fica por aí, temos que levá-los à conversão ao Senhor Jesus obedecendo ao comissionamento do IDE.

Condena-se, todavia, o que é chamado de “fazer proselitismo,” que é a obediência ao Senhor Jesus Cristo que deixou como grande comissão o ensinar, o pregar e o testemunhar a Sua Palavra até aos confins da terra, obviamente aos não cristãos [não se pesca em aquário]. 

Tenho acrescentado que deixar de ser obediente a essa Missão é praticar o egoísmo de querer a salvação somente para mim.

É lamentável, é inaceitável, é abominável a prática do terrorismo, como tem sido uma constante contra Israel [por exemplo], e os organismos internacionais fazem vista grossa; mas inaceitável também é que tais organismos sempre repreendem Israel quando essa Nação exerce o seu legítimo direito de autodefesa; é a adoção de dois pesos e duas medidas.

Caro leitor, fica a dúvida entre "Je suis Charlie" ou "Je ne suis pas Charlie!" - a 2ª opção é não abraçar o desrespeito, o deboche, a zombaria, o escárnio, a calúnia, a mentira, o prejulgamento e condenação prévios.

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Fonte:http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/je-suis-charlie-radicais-islamicos-versus-islamofobos

CLASSE MÉDIA TEM QUE LUTAR CONTRA SEU “REAÇA” INTERIOR

15.01.2015
Do portal BRASIL247,14.01.15 
Por EDUARDO GUIMARÃES



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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/166600/Classe-m%C3%A9dia-tem-que-lutar-contra-seu-%E2%80%9Crea%C3%A7a%E2%80%9D-interior.htm

Maria Frô detona enquete desinformada do PSDB — e pede votos

15.01.2015
Do blog VI O MUNDO

Captura de Tela 2015-01-15 às 15.08.29
sugerido pelo Filipe Hasche


O PSDB é o partido mais escroto no país, a Frente Nacional para a Democratização da Mídia (FNDC) deveria fazer uma representação contra a desinformação deste partido reacionário nesta enquete.

Presta atenção, partidinho de idiotas, leia a Constituição do Brasil, a regulação econômica da mídia é artigo constitucional, assim como o estímulo à democratização dos meios de comunicação, da radiodifusão — que é concessão pública –, mas voces fazem questão de desinformar seus eleitores, tão idiotas quanto este partido reacionário e contra o povo.
Sem uma mídia democrática, toda democracia corre riscos.

O direito à liberdade de expressão é um direito humano, reconhecido pela ONU e difere da liberdade de imprensa (no Brasil, liberdade de empresa).

Esta enquete só mostra de que lado vocês estão, o lado do monopólio midiático que criminaliza as lutas sociais, que só defende o interesse do grande capital.


Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/maria-fro-detona-enquete-mentirosa-psdb.html

"Não pediria desculpas. A verdade dói", diz colunista de O Globo

15.01.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Silva Pilz, blogueira de O Globo que debochou de pobres diz que não pediria desculpas: "Não ofendi ninguém. Fiz um texto divertidíssimo. A verdade dói"

Silva Pilz, a blogueira de O Globo que ganhou as manchetes por publicar um texto que debocha e expõe sua ojeriza as pobres [relembre aqui], afirmou que não pedirá desculpas pelo artigo. “Não ofendi ninguém e fiz um texto divertidíssimo”, revelou em entrevista à BBC Brasil.
No artigo que gerou polêmica e repulsa, Silvia descreve, em tom de deboche, o comportamento dos mais pobres em consultórios médicos. A blogueira afirma que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.
Ela afirma ainda que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.
A blogueira enfatiza que, com a democratização dos planos de saúde, fazer exames se tornou um programa divertido para os pobres, que se arrumam especialmente para a ocasião, chegam cedo e, admirados com o ar-condicionado e o piso de porcelanato dos laboratórios, aguardam ansiosamente pelo lanche oferecido após os exames. Ela finaliza dizendo que a principal preocupação do pobre é “procriar”.
Confira abaixo alguns trechos da entrevista de Silvia à BBC:
Como recebeu os comentários negativos?
Fiquei perplexa porque o texto é uma sátira. Esperava uma repercussão diferente. Há muitas pessoas que se divertem e outras que se revoltam. Meu blog fala sobre hipocrisia, eu digo ali o que eu penso. É o tipo de assunto que está todo mundo superacostumado a ver em novela da rede Globo. Fiquei um pouco chocada, as pessoas xingam, são brutas.
Fiz um texto tolo, corriqueiro, de humor, você escolhe a palavra que achar mais interessante, relatando o cotidiano da classe média. Meus textos são politicamente incorretos, sim, mas acho que muitas pessoas se divertiram muito.
E houve também quem não se divertisse.
Essas pessoas talvez se identifiquem, ou se sintam agredidas com o que está colocado ali. Nem todo mundo entende o humor sarcástico.
Dizer que “pobre gosta de procriar” não seria pejorativo ou ofensivo?
Não. Pobre gosta de procriar. Não é fato? O que dói no leitor é a verdade. Pobre gosta de procriar, você concorda comigo? Eles têm mais filhos do que deveriam ter.
Você convive com pobres em que situações da sua vida?
Eu convivo com pobre como qualquer pessoa da classe média.
Por exemplo?
Deixa eu pensar com que pobres eu convivo (pausa). Que pergunta mais estranha. Eu convivo com… Essa resposta é f*da porque ela pode me sujar, digamos assim, né? Eu convivo com pobres que são professores, bailarinos, músicos, empregadas domésticas, porteiros de prédio, motoristas de ônibus.
Você diz que as pessoas não entenderam a graça do seu texto. Qual é a graça dele?
Eu acho super engraçado. Acho que humor não se explica. A graça do texto são os detalhes.
Essa fascinação pelos exames acontece. As pessoas, porque têm plano de saúde, ficam contentes e ávidas por fazerem exames. É uma brincadeira que fiz com uma coisa complicada que é doença. Talvez tenha sido aí o ponto de explosão do texto. A graça é a mudança de comportamento da sociedade com relação às novidades. Como na aviação. Há anos, só as pessoas que tinham dinheiro podiam viajar. Agora temos passagens a preços acessíveis e isso gera situações cômicas.
Gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores ou não leitores?
Não. Só acho que as pessoas deveriam de repente serem menos ofensivas, tomarem muito cuidado.
Você pretende tomar cuidado em ser menos ofensiva em seus próximos textos?
Não. Eu não sou ofensiva. Eles veem como ofensivo. Eu sou divertida nos meus textos. Eu nunca fui ameaçada, foi a primeira vez. Fui ameaçada de morte nos comentários.
com informações de BBC
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/01/nao-pediria-desculpas-verdade-doi-diz-colunista-de-o-globo.html

Caso Folha X Falha chega ao STJ

15.01.2015
Do BLOG DO MIRO

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/


A disputa jurídica entre o jornal Folha de S. Paulo e os irmãos Mário e Lino Bocchini, autores do blog satírico Falha de S. Paulo, chegou ao Superior Tribunal de Justiça. O caso, julgado em primeira e segunda instância pela justiça paulista, agora está nas mãos do ministro Marco Buzzi.

“O agravo que interpusemos está no STJ, mas não tem data marcada para ser julgado”, explica Luís Borrelli Neto, advogado responsável pela defesa dos irmãos criadores da Falha ao lado de Leopoldo Eduardo Loureiro.

A disputa começou em setembro de 2010, às vésperas das eleições presidenciais. No começo daquele mês os irmãos Bocchini abriram um blog chamado Falha de S. Paulo, no domínio falhadespaulo.com.br. A página satirizava o jornal com fotomontagens e comentários, sempre com o objetivo de mostrar que a empresa, apesar de se dizer imparcial, tem preferências político-partidárias claras e esconde isso do leitor.

A suposta neutralidade é um dos pilares do marketing do Grupo Folha, e a reação foi rápida: apenas 17 dias depois do blog entrar no ar, os advogados da família Frias conseguiram umaliminarcensurando-o. A mando da direção foi aberto ainda um duro processo contra os autores. Desde 30 de setembro de 2010, quando o blog satírico foi tirado do ar, Mário e Lino vêm tentando, por meio de seus advogados, reverter a decisão.

O jornal alega estar defendendo sua marca, baseado na Lei de Propriedade Industrial. A advogada Taís Gasparian, que assina a ação de 88 páginas que censurou o site, defende que o leitor da Folha poderia não conseguir diferenciar o blog satírico do site oficial do jornal, e ao entrar na Falha, poderia achar que estava na Folha. Diz ainda que foi feito “uso indevido da marca”.

Os autores do blog dizem acreditar na inteligência do leitor da Folha, alegam não ter infringido lei alguma e afirmam que a empresa da família Frias, no fundo, incomodou-se com o conteúdo crítico da página, e por isso resolveu censurá-la juridicamente.


Personagem-símbolo da Falha, “Otavinho Vader” mistura Otavio Frias Filho com Darth Vader. Ao fundo o guarda-costas Sérgio “Freedom of Speech” Dávila, inspirado no editor do jornal

“Hoje nem faríamos um blog como aquele, a Folha perdeu muito de sua relevância, há anos não ésequer o jornal mais lido da cidade de São Paulo. A nossa maior preocupação é com a jurisprudência. Trata-se de um processo inédito no Brasil: é a primeira vez que uma grande empresa de comunicação, com seu poder econômico, consegue censurar um outro veículo que a critica. Sendo assim, o que for decidido em Brasília balizará casos futuros”, explica o jornalista Lino Bocchini, que criou o blog com seu irmão Mário, programador e designer.

“O conteúdo da decisão extrapola os limites subjetivos da causa, podendo atingir outros órgãos de imprensa, humoristas e artistas que utilizem a paródia como meio de crítica. A ameaça ao direito fundamental da liberdade de expressão é notória”, afirmam os advogados Borreli e Loureiro no agravo que encontra-se no STJ.

O alerta dos autores da página cassada e de defensores é que, em caso de vitória da Folha, outras empresas terão à disposição um precedente jurídico lastreando novos atos de censura como o cometido pelo jornal.

A ação é tão desproporcional que, em caso de vitória da empresa, a decisão poderia ser usada futuramente contra os cartunistas ou articulistas da própria Folha.

O jornal argumenta que a crítica é livre desde que não seja usado o nome Falha de S. Paulo, o endereço falhadespaulo.com.br, fontes ou layouts semelhantes aos do jornal. “A argumentação da Folha é de um atraso secular e não tem conexão alguma com a realidade. Já nos anos 1920 o Barão de Itararé mantinha o suplemento satírico A Manha, brincando com o jornal A Manhã, e não sofria ameaça alguma. Nos anos 1990, Ziraldo utilizou a mesma logotipia e diagramação da revista Carasem sua revista Bundas. E há dezenas de outros exemplos. Por essa lógica da Folha, o Lula ou o Silvio Santos poderiam censurar cada um dos seus imitadores”.

Essa charge do cartunista Angeli, publicada na Folha poucos dias após a liminar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s com o mesmo argumento da Folha: “uso indevido da marca”

Solidariedade e corporativismo

O entendimento de que a ação do Grupo Folha é um grave atentado à liberdade de expressão ultrapassou as fronteiras brasileiras. Três meses após o ocorrido, Julian Assange, criador do WikiLeaks, afirmou o seguinte ao jornal O Estado de S. Paulo: “Entendo a importância de proteger a marca e temos sites similares que se passam por WikiLeaks. Mas o blog não pretende ser o jornal e acho que deve ser liberado. A censura é um problema especial quando ocorre de forma camuflada. Sempre que haja censura, ela deve ser denunciada”.

A organização Repórteres Sem Fronteiras soltou um apelo em 3 línguas: “Essas ações, que procuram asfixiar financeiramente um meio de comunicação, ilustram uma nova forma de censura. O desfecho desse caso poderia constituir um precedente perigoso em matéria de direito à caricatura, parte integrante da liberdade de expressão e de opinião. É por esse motivo que solicitamos à direção de A Folha de São Paulo que renuncie a esse combate desigual e que desista do processo contra os irmãos Bocchini. Esse gesto contribuiria para a reputação do diário, que mostraria assim seu apego à livre circulação das ideias, opiniões e críticas, garantidas pela Constituição de 1988. A mídia deve aceitar estar exposta à crítica pública como qualquer outro poder ou instituição”. O jornal ignorou o pedido.

Mário e Lino Bocchini conversam com o relator da ONU

relator especial da ONU para a Liberdade de Expressão, Frank La Rue, durante visita ao Brasil em 2013, também se manifestou: “É interessante esse uso da ironia que vocês fizeram usando as palavras Folha e Falha. Uma das formas de manifestação mais combatidas hoje em dia, e que deve ser defendida, é o jornalismo irônico”. La Rue citou, entre outros, o jornal norte-americano The New York Times, alvo de diversas sátiras sem nunca ter apelado para a justiça contra quem o criticava.

A então ombudsman da Folha, Susana Singer, assinou em janeiro de 2011 a coluna “David e Golias”. A jornalista tentou minimizar a gravidade dos atos de sua empresa, mas concluiu desta forma: “Não faz bem a um veículo de comunicação progressista – e que se considera ´jornal do futuro´ – cercear um blog caseiro, apelativo sem dúvida, mas inofensivo”.

Em outubro de 2011, o atentado contra a liberdade de expressão cometido pela Folha foi ainda tema de uma audiência pública no Congresso Nacional. Participaram 16 parlamentares de 9 partidos diferentes, do PP ao Psol. As críticas à Folha foram unânimes.

O caso Folha X Falha foi notícia ainda em centenas de sites do Brasil e do exterior e objeto de reportagens de veículos como a revista Wired ou o jornal Financial Times.

A disputa jurídica nunca foi noticiada, contudo, por nenhum jornal, rádio, TV, site ou revista da auto-denominada “grande imprensa” brasileira.

“Ficamos muito felizes e agradecidos com todo esse apoio. E agora que o processo está no STJ e podemos conseguir uma importante vitória, todo suporte e divulgação, mesmo em páginas pessoais de redes sociais, é extremamente bem vindo”, diz o programador Mário Ito Bocchini.

Abuso do poder econômico

Quando a Folha pediu à Justiça paulista a cassação do blog satírico, solicitou ainda uma multa aos irmãos no valor de R$ 10 mil por dia que o site continuasse no ar. O juiz concedeu a liminar, mas baixou o valor da sanção para mil reais por dia.

A ação do jornal pedia uma multa diária de R$ 10 mil caso a Falha continuasse no ar

A ação trazia outra ameaça financeira: os advogados da empresa pediam uma multa aos irmãos, de valor a ser determinado pela Justiça, a título de “indenização por danos morais”.

O julgamento em primeira instância, confirmado pelo TJ-SP, negou o pedido financeiro. Manteve, contudo, o site fora do ar e foi além, congelando o endereço no Registro.br, departamento responsável pelo gerenciamento dos endereços de internet no Brasil. Por conta disso, hoje, ninguém pode utilizar-se do domínio falhadespaulo.com.br.

“Sob pretexto de proteção da marca Folha, proíbe-se Falha, mas pode ser proibido também Filha,Folia, Pilha e toda sorte de combinação de letras que se aproximem de Folha. Do ponto de vista estritamente comercial, a restrição pode fazer sentido. Mas, quando passamos para o direito de crítica, de expressão, a proibição transforma-se em censura”, argumenta o recurso apresentado ao STJ pelos advogados da Falha.

Neste momento em que a defesa da liberdade de expressão ganha força no mundo todo e consolida-se como um direito inegociável, o caso Folha X Falha está mais atual do que nunca.

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) com Otavinho Vader e Josiane Tucanhêde

Mais uma fotomontagem da Falha de S.Paulo: Alberto Goldman, Otavio Frias, Bárbara Gancia, José Serra, Gilberto Dimenstein, Alckmin e Gilmar Mendes

Em outra fotomontagem da página cassada em 2010, Angélica, Luciano Huck e o “filho” José Serra

Julian Assange recebeu camisetas exclusivas da Falha em mãos. E devolveu uma, autografada

Uma das fotomontagens de 2010 brincava com a então colunista Eliane Cantanhede

O logo da Falha e Otavinho Vader, o personagem mais conhecido do blog, inspirado no dono do jornal

Sérgio “freedom of speech” Dávila. O editor-executivo, alvo desta fotomontagem, defendeu a censura da Falha publicamente diversas vezes

Bom humor: Mário e Lino Bocchini no dia do julgamento do TJ-SP. O caso agora está no STJ
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/01/caso-folha-x-falha-chega-ao-stj.html

Marta segue o caminho de Gabeira rumo a derrotas e ao PIG

15.01.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 12.01.15


Fernando Gabeira fez carreira política no PV e no PT. Com o "mensalão" bandeou-se para o lado demotucano, virou ídolo e capa da revista Veja, mas perdeu todas as eleições que tentou, tanto para prefeito, como para governador do Rio de Janeiro. Acabou no PIG (Partido da Imprensa Golpista), com um programa na GloboNews.

Marta Suplicy está indo para o mesmo buraco. Fez carreira política toda no PT, onde foi prefeita de São Paulo, fazendo um bom governo, mas depois disso perdeu a eleição para a prefeitura duas vezes, em 2004 e 2008. Dentro do PT passou a perder também disputas internas e, má perdedora, não quer aceitar o resultado da maioria. Ela quer se candidatar à prefeita de São Paulo em 2016, mas o PT já tem Haddad como candidato à reeleição. Se o PT precisa renovar e revigorar práticas de participação das bases, Haddad é parte da solução, enquanto Marta, agindo com caciquismo, é parte do problema. 

Se ela simplesmente decidisse procurar outro partido e ir à luta, fazendo críticas honestas, tudo bem, direito de escolha dela. O problema é que, como Gabeira, ela resolveu ir para a oposição demotucana, e cospe no prato que comeu, atirando para todos os lados, contra Dilma, contra Lula, contra companheiros de partido, por esperteza, para ganhar generosos espaços no PIG. Quando a Veja dará capa elogiosa à Marta, como fez com Gabeira?

O problema não é fazer críticas, é fazer o jogo de quem luta contra a melhoria de vida dos trabalhadores e dos mais pobres. É fazer pacto de poder com a Globo, com a Veja, como fez Gabeira, ou com o Itaú, como fez Marina Silva, traindo as lutas do passado. Tudo por ambição pessoal de poder.

A má notícia para Marta é que, como dizia Brizola, a política ama a traição mas abomina os traidores. Os votos dos eleitores demotucanos de São Paulo ela não ganha. Os votos petistas ela não leva indo para outro partido. Para piorar, ela adere ao PIG quando ele está decadente. Talvez, pelo menos, garanta um lugar ao lado de Gabeira na GloboNews. Isso enquanto a internet não engolir de vez a tv.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/01/marta-segue-o-caminho-de-gabeira-rumo.html

Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo

15.01.2015
Do portal JORNAL GGN
Em 2005 houve o grande pacto dos grupos de mídia nacionais, seguindo o modelo do australiano Rupert Murdoch, trazido para o Brasil pelo presidente do grupo Abril, Roberto Civita.
Interrompeu-se a competição e definiu-se uma linha única de ação para todos os grupos, que consistia em uma luta sem quartel visando empalmar o poder político para facilitar a travessia para o novo padrão tecnológico que surgia.
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O capítulo mais ridículo foi o da criminalização de um Ministro que se valeu do cartão funcional para adquirir uma tapioca.
O capítulo mais comprometedor foi a tremenda campanha negativa contra as obras da Copa, que acabou desmentida pelos fatos.
O país foi prejudicado de duas maneiras.
A primeira, pelo prejuízo às críticas fundamentadas que deveriam ser feitas às práticas do governo e acabaram trocadas por tapiocas e outras bobagens; a segunda, por ter desarmado totalmente a fiscalização sobre governos aliados.
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Essa perda de foco jornalístico foi em parte responsável por dois dos maiores desastres da história de São Paulo: as enchentes no governo José Serra e a grande crise de água que se prenuncia no governo Geraldo Alckmin.
As enchentes destruíram cidades, alagaram São Paulo e, não fosse o trabalho dos blogs e das redes sociais, as causas jamais teriam sido divulgadas. A razão principal foi o fato de Serra ter cortado as verbas de desassoreamento do rio Tietê  ao mesmo tempo em que inflava as verbas publicitárias e as compras de livros didáticos da editora Abril.
A suspensão dos trabalhos reduziu em 30% a 40% a vazão do rio. Os compromissos políticos espúrios dos grupos de mídia barraram os alertas provenientes de técnicos e especialistas.
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O mesmo ocorreu em relação ao problema da Sabesp. Durante todo 2014, os únicos alertas consistentes partiram dos blogs, porque os grupos de mídia se eximiram de sua responsabilidade.
Um dos momentos mais desmoralizadores desse neojornalismo foi a cobertura dada pela mídia ao uso do volume morto de água do sistema Cantareira. Uma medida de desespero, prenúncio dos problemas maiores que viriam pela frente, foi tratada como uma inauguração solene. “Foram distribuídos convites para convidados VIP, convidando "para o início do bombeamento da reserva estratégica de água para o sistema Cantareira. Os telejornais deram espaço nobre às palavras de Alckmin, à sua postura grave, mostrando como, graças à eficiência do governo do estado, o paulistano terá mais 6 meses rezando para as chuvas venham. Se não vierem, nem todos os caminhões pipa do país darão conta da tragédia”.
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Se depender da maioria dos blogs militantes, não serão divulgadas críticas ao governo Dilma; se depender da atuação maciça dos grupos de mídia, não será veiculada nenhuma crítica ou denúncia contra governos e políticos aliados.
Ao pretender esmagar a blogosfera, sufocando-a com ações judiciais os grupos de mídia penalizam gravemente o direito à informação por parte do público.
O Judiciário precisa desinterditar o debate e ter coragem de discutir esse tema.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/como-a-cartelizacao-da-midia-prejudicou-sao-paulo