sábado, 10 de janeiro de 2015

Ilimar e o milagre de sábado: uma crítica ao PSDB

10.01.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

04_cometa
A hipocrisia se tornou tão ridícula que o Globo, desta vez, não conseguiu abafar.
Ilimar Franco produziu hoje um milagre, um evento raríssimo, que só aparece, qual o cometa Halley, de 75 em 75 anos.
Uma crítica à hipocrisia do PSDB, no Globo!
Enquanto os “delatores” citavam graúdos da base aliada, mereciam credibilidade total por parte de políticos e colunistas tucanos.
Agora que o nome de Anastasio, ex-governador de Minas, homem de confiança de Aécio, também foi citado, como recebendo o seu milhãozinho, os tucanos mudam completamente de atitude e passam a desmerecer as delações e apontar problemas na Lava Jato.
Pegou mal.
Abaixo, trechos da coluna de Ilimar:
“A oposição está deitando e rolando, desde a eleição, com o escândalo Petrobras. Políticos de PMDB e PT são citados em delações premiadas. Os tucanos batem sem dó, como se todos os citados fossem culpados”.
“Agora que Antonio Anastasia entrou na roda-viva, os tucanos reagem com indignação”.
O colunista reproduz email que recebeu do deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais, com as seguintes afirmativas:
“Ele (Anastasia) está muito abalado, arrasado”.
“Palavra de meliante não pode ser critério da verdade”.
“Jornalismo investigativo tem que buscar provas e evidências”.
“Não é justo um cara da integridade dele ser misturado com esse lodaçal de corrupção”.
“Estamos indignados! Ele é símbolo de honradez. Querem misturar joio e trigo.”
“O estrago na imagem dele está feito”.
“Um Jornal Nacional é o bastante para muitas pessoas passarem a olhar diferente para o sujeito.”
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Pois é, deputado. Vida dura, hein.
Prepare-se, daqui a 75 anos, o Globo publica outra nota assim.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=24204

Tucanos ensaiam discurso para rebater citação a Anastasia na Lava Jato

10.01.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 08.01.15

Ao tomar conhecimento que o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho acrescentaria o nome do senador tucano Antonio Anastasia na lista de citados da Operação Lava Jato, o PSDB adotou uma estratégia de defesa baseada em duas frentes: desqualificar a fonte, um "meliante de quinta categoria", segundo o deputado federal Marcus Pestana, presidente da sigla em Minas Gerais, e apontar uma armação para prejudicar a legenda. Em nota divulgada no Facebook, o senador Aécio Neves afirmou que o autor do depoimento - um ex - operador do doleiro Alberto Youssef, pivô do esquema de lavagem de dinheiro - faz parte de uma "farsa" para "intimidar e constranger a oposição". Já Pestana fez um questionamento: "Palavra de bandido virou critério de verdade?"

A reação foi rápida e contundente, mas os tucanos temem os efeitos colaterais do episódio. A expectativa é que o PT passe a usar o depoimento para, nas palavras de um dirigente do PSDB nacional, "nivelar por baixo". Os petistas,  lembram que Youssef foi tratado pelos tucanos como fonte fidedigna quando acusou, em depoimento da PF,Lula e Dilma de saberem de tudo sobre o esquema.

"O PT, que está liquidado moralmente, vai tentar se apegar a isso. Mas não há elemento de comparação. Youssef fez uma delação premiada. Isso tem uma força imensa", diz o ex-governador Alberto Goldman, vice presidente nacional do PSDB. Depois da divulgação do depoimento de ontem, interlocutores de Aécio telefonaram para todos os governadores tucanos com o objetivo de unificar o discurso e reforçar a defesa de Anastasia. Os partidos aliados do PSDB no Congresso também evitaram fazer desagravos. "Anastasia tem uma reputação ilibada, mas qualquer acusação tem que ser apurada", disse Carlos Siqueira, presidente do PSB. Questionado sobre um possível desagravo, ele afirmou: "É o partido dele que tem que se solidarizar". Estadão
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/01/tucanos-ensaiam-discurso-para-rebater.html

Também aqui, temos um massacre em marcha na mídia.


10.01.2015
Do blog TIJOLAÇO, 09.01.15
Por Fernando Brito

demissao
Poucas palavras, em inglês, são tão apropriadas para descrever situações como “fired”.
Demitido.
Porque, sobretudo a partir de certa idade e maiores responsabilidades, ficar sem emprego é ser atingido violentamente e ficar gravemente ferido em sua sobrevivência, equilíbrio e, por vezes, em sua própria dignidade.
No final do ano passado, começou uma onda de demissões nos jornais que dificilmente irá parar.
Ontem, foi em O Globo, como já havia sido na Folha, na RBS, no Estado de Minas (que, aliás, como a Abril, está vendendo seu prédio).
No jornal carioca, a navalha passou impiedosamente sobre gente que dedicou sua vida à empresa, como a editora de Rio, Angelina Nunes, e o boa-praça Agostinho Vieira e Arthur Xexéo, além de Fernanda da Escóssia, editora de política, que havia sido posta “na geladeira” durante a campanha presidencial, certamente por “baixo coeficiente de aecismo”.
Na hora de cortar, nem mesmo um programa de demissões incentivadas, nada.
Rua, já.
O “capitalismo moderno” que nossa mui digna imprensa prega, dentro de casa é assim: execução sumária.
Há, porém, um amargo traço de “modernidade” nas redações, hoje.
Em plena ditadura, demissões assim provocavam revolta nas redações e não era fácil fazer, como dizemos no meio, estes “passaralhos”, nome que dispensa explicações.
Agora é simples assim, e temos uma categoria amedrontada e sem argumentos para defender-se, porque os nomes de maior destaque no meio tornaram-se selvagemente patronais.
Não temos nem mesmo o constrangimento pesoal de um diretor de redação ter de dizer a um velho companheiro que “seus serviços não são mais necessários”.
Vai por mensagem interna, no terminal, ou por e-mail.
Assassinatos coletivos e  a sangue frio.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=24185