segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sensacional: revistas descobrem que Eduardo Cunha não existe!

14.12.2015
Do blog TIJOLAÇO, 03.10.15
Por Fernando Brito

capasdastres
 Aproprio-me  das imagens das capas das três “grandes” revistas semanais, reproduzidas no Facebook de Fernando Morais. Salvo por duas pequenas notas na capa da  Istoé e da Época – “nadica de nada” na Veja – o leitor que tiver passado algum tempo em Marte, olhando os córregos que a Nasa descobriu por lá, haverá de pensar que Eduardo Cunha, que era o todo-poderoso “dono” da Câmara, não existe mais.
vejacunha
A “força súbita”, que a Veja via nele – olhe a capa do final de março –   virou “morte súbita”?

 Ele não é mais o homem que vai derrubar o Governo, colocando o impeachment a ser votado?
 Não, ele é um cadáver insepulto no meio da sala da oposição e que não vai sair de imediato dali, como rapidamente o retiraram das capas de suas revistas.
 E não há lençol que lhe esconda o fedor.
 Embora o Fernando Morais – com toda a razão, aliás – chame a atenção para o fato de que as capas atacando Lula serem ” a merecida paga que o PT recebe por ter, durante doze anos, chocado o ovo dessa serpente com verbas publicitárias do estado”, eu prefiro destacar outra forma de olhar.
 As contas de Cunha na Suíça  – mais que as delações de sua propinagem, que se arrastariam num processo necessariamente longo no STF , nada parecido com os rallies de Sérgio Moro no Paraná, foram o prego no caixão da tentativa de depor, imediatamente, Dilma Rousseff , por conta da composição com o PMDB, que dá arrepios aos puristas que não se pejavam em aliar-se e bajular o presidente da Câmara, um homem, naturalmente, de trajetória limpíssima e ideias humanistas e modernas como as dos jovens rapazes de sua redação, amém.
 O que vejo é que se transferiu a mira dos canhões para mais acima: Lula 2018.
 Não que vão abandonar as escaramuças, pelo contrário. Com a ajuda luxuosa de quem não percebe que, na guerra ninguém sai de uniforme impoluto.
 E como qualquer curioso sobre táticas de guerra sabe, mais importante que uma grande precisão dos tiros no “fogo de barragem” é o terror e o encolhimento que ele provoca nas forças de defesa.
 Que faz ser a hora, antes de tudo, de “tocar reunir”.
*****
Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/sensacional-revistas-descobrem-que-eduardo-cunha-nao-existe/
Postar um comentário