terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Parlamentarismo, Estadão? Para o Cunha ser primeiro-ministro?

29.12.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por FERNANDO BRITO

cunhacoroa
Sempre que um governo está enfraquecido, o conservadorismo e a politicalha brasileira sacam do bolso do colete a ideia de implantar-se o parlamentarismo.
Foi assim quando João Goulart, o vice de Janio eleito – como era à época – pelo voto popular teve de aceitá-lo para que o aceitassem.
Depois, o esdrúxulo plebiscito sobre forma e sistema de governo (monarquia ou república; presidencialismo ou parlamentarismo) que saiu da Constituinte de 1988, realizado em 1993, se fez sob um fraco Governo Itamar, sob o trauma do impeachment de Fernando Collor.
Agora, o Estadão aproveita a crise política para dar uma “requentada” no tema.
Os países de formação republicana, quase todos, são presidencialistas, pela simples razão que o parlamentarismo, historicamente, foi uma forma de transição  entre o poder unipessoal do rei e o estabelecimento de um governo democrático sem ruptura completa. Mesmo a França, onde houve a ruptura revolucionária, adota um semipresidencialismo.
Aqui o parlamentarismo é só um arranjo entre as oligarquias, para controlar o Brasil sem o “risco” de que o voto popular possa, de tempos em tempos, levar ao governo alguém que seja ou se torne uma liderança popular transformadora.
Tentativa de requentar, aliás, completamente inútil.
Porque, neste momento, há um exemplo muito, muito, simples para desmoralizá-la.
No parlamentarismo, hoje,  o primeiro-ministro, o chefe do Governo Brasileiro seria Eduardo Cunha.
É mole, ou quer mais?
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/o-golpismo-cronico-do-parlamentarismo/
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