sábado, 18 de julho de 2015

Eduardo Cunha já era denunciado por receber propina há 15 anos

18.07.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 17.07.15
Por Cíntia Alves, Jornal GGN

Há 15 anos, jornais denunciavam escândalo de fraudes em licitações e pagamento de propinas envolvendo Eduardo Cunha na Cehab. O esquema, que virou alvo do Ministério Público, era da ordem de R$ 1 milhão por mês

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Há exatos 15 anos, Eduardo Cunha, hoje deputado federal pelo PMDB e presidente da Câmara Federal, protagonizava mais um escândalo envolvendo fraudes em licitações e pagamento de propinas, agora na condução de outro órgão público no Rio de Janeiro, a Cehab, Companhia Estadual de Habitação.
Em 6 de abril de 2000, o jornal O Globo repercutia o vazamento de um dossiê anônimo que apresentava detalhes de um esquema de propina que enchia o bolso de 8 pessoas, incluindo Eduardo Cunha e seu amigo Francisco Silva (PPB), então deputado estadual com influência entre evangélicos.
O esquema de pagamento de propina que virou alvo do Ministério Público era da ordem de R$ 1 milhão por mês.
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Tratava-se de favorecimento a empresas de construção e informática. “Haveria até uma tabela de repasse de tarifas dos serviços dos cartórios, que seriam beneficiados no registro de escrituras das casas”, escreveu o jornal.
Cunha negou tudo. Disse ao O Globo que as denúncias eram fruto de qualquer imaginação fértil e nada mais.
O hoje peemedebista assumiu a presidência da Cehab por indicação de Francisco Silva. Antes disso, foi recusado pelo governo FHC no comando da Telerj. Cunha já tinha deixado rastros escandalosos na tele fluminense, e teve seu pedido de recondução pisoteado por um nome do PSDB.

Casa na Gávea

Outra informação que constava no dossiê contra Cunha era a propriedade de uma casa na Gávea, que chamava atenção por dois motivos: primeiro porque o valor de mercado era de R$ 1,2 milhão, mas a casa foi arrematada em um leilão por R$ 250 mil. O segundo motivo é que quem fez o negócio foi o amigo de Cunha, o deputado evangélico Francisco Silva. O fato foi entendido, posteriormente, como um caso de possível ocultação de patrimônio.
Silva admitiu o feito e demonstrou satisfação em “ajudar um amigo” comprando o lote por um preço “tão baratinho”. Já Cunha negou o valor inicial do imóvel. “Não vale um milhão, é na boca da Rocinha”, rebateu.
Àquela época, Francisco Silva também empregava Eduardo Cunha em sua rádio, a Melodia FM. Quando Cunha saiu da Cehab, passou a dedicar-se por um tempo, exclusivamente, ao programa que a emissora promovia com Anthony Garotinho.

CPI do La Salvia

Uma segunda CPI envolvendo a Cehab acabou sendo engavetada pelos deputados governistas. A proposta era apurar a relação do argentino Jorge La Salvia – ex-procurador de PC Farias – com a Cehab durante a gestão de Eduardo Cunha.
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Depois da campanha de Collor, a reaproximação de La Salvia e Cunha virou destaque nos jornais. La Salvia era representante de uma empresa chamada Caci, Central de Administração de Créditos Imobiliários, vencedora de uma licitação para a auditagem de nove mil contratos de financiamento da Cehab.
Quando as reuniões de La Salvia na Cehab começaram chamar a atenção da mídia, Cunha começou a negar qualquer relação com o argentino, mas acabou sendo desmentido por outros empresários.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/07/eduardo-cunha-ja-era-denunciado-por-receber-propina-ha-15-anos.html
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