sexta-feira, 29 de maio de 2015

HERDEIRO DA GLOBO É SÓCIO DE J. HAWILLA, PIVÔ DO ESCÂNDALO BILIONÁRIO DA FIFA

29.05.2015
Do portal BRASIL247

JHavilla
O executivo Paulo Daudt Marinho, filho de José Roberto Marinho e, portanto, um dos herdeiros da Globo, é sócio direto de J. Hawilla, dono da Traffic e pivô do escândalo de corrupção que atinge o futebol mundial. O mesmo ocorre com João Roberto Marinho, filho de Roberto Marinho e responsável pelo jornal O Globo.
(informação do portal Brasil247)
Hawilla (réu confesso nos Estados Unidos) é o pivô do escândalo de corrupção que atinge o futebol mundial e se comprometeu a devolver mais de R$ 500 milhões. O empresário confessou fraudes na compra de direitos de transmissão de torneios como a Copa do Brasil e a Copa América, que foram revendidos à Globo – de acordo com a emissora, grupos de mídia não estão sendo investigados.
As informações são do jornalista Gustavo Gindre. Abaixo, texto postado em seu Facebook:
Paulo Daudt Marinho (filho de José Roberto Marinho e neto de Roberto Marinho), além de diretor do canal Gloob, tem 10% da TV São José do Rio Preto S.A. (CNPJ 50.023.373/0001-56).
Seu tio, João Roberto Marinho, tem 10% da TV Aliança Paulista, de Sorocaba (CNPJ 58.833.997/0001-40).
O sócio dos Marinho, controlador dessas geradoras (ambas afiliadas à Globo), se chama J. Hawilla.
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Fonte:http://br29.com.br/herdeiro-da-globo-e-socio-de-j-hawilla-pivo-do-escandalo-bilionario-da-fifa/

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O escândalo da Fifa "é só o começo", diz polícia americana

28.05.2015
Do portal JORNAL GGN, 27.05.15

Além de Marin, o empresário José Hawilla, dono do grupo Traffic e proprietário de filial da Rede Globo no interior de São Paulo, estaria envolvido no esquema de corrupção. Em setembro de 2014, Andrew Jennings já anunciava: há mais documentos e mais descobertas

Jornal GGN - O escândalo da Fifa, que resultou na detenção de sete cartolas, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin, em operação surpresa na manhã desta quarta-feira (27), abre as portas para outros escândalos envolvendo os empresários. Assim como divulgou o The New York Times, "o inquérito é só o começo".

O Departamento de Justiça americano, a FBI e a IRS investigam o blindado sistema de corrupção que circula pelos campeonatos e organizações de futebol, como os altos funcionários tratavam de decisões de negócios da FIFA como vales para serem trocados por riqueza pessoal. A procuradora Geral Loretta E. Lync afirmou em coletiva que somente um dirigente de futebol arrecadou mais de US$ 10 milhões em subornos.

José Maria Marin; o dirigente da Concacaf Jeffrey Webb, visto como provável sucessor de Joseph Blatter; Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel foram detidos pela polícia suíça. Eles foram presos, enquanto estavam no Hotel Bar Au Lac, onde participariam de um congresso da Fifa na sexta-feira (29), que deveria reeleger Sepp Blatter à frente da Fifa. Todos devem ser extraditados para os Estados Unidos.

O foco das investigações são as propinas que teriam recebido os dirigentes com executivos do setor de comercialização de jogos e direitos de marketing de campeonatos, entre eles eliminatórias da Copa do Mundo na América do Norte, a Concacaf - entidade que engloba os países das Américas do Norte e Central e Caribe -, a Copa América, a Libertadores e a Copa do Brasil. Seriam mais de US$ 150 milhões em propinas pagas.

Referente ao Brasil, as autoridades americanas investigam o pagamento de propina envolvendo o patrocínio da CBF "por uma grande empresa dos EUA", assim divulgou os meios de comunicação. Trata-se da Nike, patrocinadora da seleção brasileira desde os anos 1990.

Além de Marin, o empresário José Hawilla, dono do grupo Traffic, estaria envolvido nesses pagamentos, intermediando contratos da CBF e negociando acordos de direitos de TV da Copa Libertadores e da Copa América.

"Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, frequentemente através de aliança com executivos de marketing inescrupulosos que barraram concorrentes e mantiveram contratos lucrativos para si mesmos através do pagamento sistemático de propinas. Os dirigentes são acusados de conspiração para solicitar e receber mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 400 milhões) em subornos em troca do apoio oficial dos executivos de marketing que concordaram com pagamentos ilegais", divulgou o Departamento de Justiça.

O cartola brasileiro J. Hawilla confessou culpa em dezembro do ano passado, pelas acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. Hoje, o governo americano divulgou que ele teria concordado com o confisco de US$ 151 milhões de seu patrimônio, sendo que US$ 25 milhões já teriam sido pagos no momento da confissão.

A influência de Hawilla ia além. Considerado o "dono do futebol brasileiro", J. Hawilla fundou a Traffic Sports, maior empresa de marketing esportivo do Brasil, é proprietário da TV TEM, filiada da Rede Globo no interior paulista, e amigo de longa data de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. 

O atual presidente da Confederação, que assumiu este ano, Marco Polo Del Nero, não está na lista de investigados da polícia americana, o que foi lamentado pelo senador Romário. “No ano passado, se eu não me engano, o Ministério do Esporte fez um aporte de R$ 10 a R$ 15 milhões para ajudar o futebol feminino e, por curiosidade, não foi via CBF. E sim através de uma empresa chamada Sports Promotion, que também é ligado ao atual presidente da CBF, esse safado, ladrão e ordinário Marco Polo Del Nero”.

“Infelizmente não foi a nossa polícia que prendeu esses dirigentes da Fifa, mas alguém tinha que prender um dia, né? Ladrão tem que ir para a cadeia. Gostaria de parabenizar o FBI e principalmente a polícia suíça. Espero que isto repercuta positivamente e que essas ações sirvam como exemplo para a América do Sul e para o Brasil”, disse Romário, comemorando a prisão de Jose Maria Marin, nesta quarta-feira, durante a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, em Brasília.

Em entrevista coletiva, Del Nero defendeu Marin e mostrou-se surpreso com a prisão de seu antecessor. "Foram contratos firmados antes da administração do Marin. Não tem nenhum contrato firmado depois... Temos que analisar, como que vou saber? Tem que ver a conduta... Não tenho a menor ideia... Lógico que não é uma coisa boa, é péssimo para a entidade. Mas temos que saber o que se passa", disse, de forma confusa, jogando a responsabilidade para Ricardo Teixeira.

O terceiro brasileiro investigado pelo FBI é José Lazaro Margulies, proprietário das empresas Valente Corp. e Somerton Ltd., também ligadas a transmissões esportivas. 

A abertura da operação pela polícia dos Estados Unidos já alcança reflexos em outras apurações. A operação desta manhã na Suíça motivou a abertura de uma investigação também no país europeu, sobre o processo de escolha dos países-sede das Copas de 2018 (Catar) e 2022 (Rússia). A polícia suíça entrou na sede da Fifa, em Zurique, e apreendeu provas eletrônicas.

A Copa do Mundo de 2014, no Brasil, não foi citada ainda pelo Departamento de Justiça americano. Tampouco o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o homem mais poderoso do futebol mundial não está entre os citados nos indiciamentos dos Estados Unidos.

Em setembro do ano passado, o jornalista Andrew Jennings, apontado como o inimigo número 1 da Fifa, foi recebido e entrevistado pelo Jornal GGN, quando contou alguns episódios que teria descoberto envolvimentos de corrupção de dirigentes de futebol.

Entre as narrativas, explicou como chegou à conclusão que o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, era fascista; as denúncias de prática de suborno pelo ex-presidente da Fifa, João Havelange, do atual Joseph Blatter e do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.



Quando questionado se não teria investigado algum cartola, Andrew Jennings afirmou que seria impossível, uma vez que se procurasse práticas de corrupção em todos, encontraria. “Sempre tive interesse no grupo de Blatter porque eles corrompem tudo a sua volta. Corrompem países pelo mundo, centenas recebendo dinheiro. Então é impossível investigar todos!”, afirmou.

Para ele, Blatter, Havelange e José Maria Marin são todos iguais. E acrescenta: “toda vez que eu ouço o nome Marin, não posso parar de ver a fotografia horrível de Vladimir Herzog. E vocês deixam esse homem representar seu futebol!”. E já anunciava: "existem mais documentos, London Sunday Times tem mais documentos", quando acreditava que o sumiço de ingressos da Copa do Mundo no Brasil apontaria para provas de corrupção de Sepp Blatter.


Leia mais: 
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-escandalo-da-fifa-e-so-o-comeco-diz-policia-americana

Ataques a Lula prenunciam a grande batalha de 2016

28.05.2015
Do blog VI O MUNDO, 
Por Luiz Carlos Azenha

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A revista Época, dos irmãos Marinho, ofereceu a cabeça do ex-presidente Lula na capa. Um factoide imediatamente demolido. Continha, segundo o Instituto Lula, sete mentiras.
Quem leu a íntegra acabou concluindo que Lula foi acusado de criar empregos no Brasil!
Por que os rápidos desmentidos do Instituto Lula, se o ex-presidente nem candidato é?
Trata-se da grande batalha eleitoral de 2016.
Esqueçamos, por um momento, de toda a fumaça que a mídia e a oposição fizeram em torno de Lula, Dilma e o PT desde 2002. Estes conquistaram três vitórias eleitorais apesar da fumaça, em 2006, 2010 e 2014.
Porém, algo distinto aconteceu em 2014. O PT viu encolher sua bancada no Congresso. Dilma venceu por margem apertada. A inépcia política permitiu que um peemedebista de oposição conquistasse a presidência da Câmara. A crise econômica solapou a base de sustentação de um projeto umbilicalmente ligado ao poder de consumo. A crise geral de representação se aprofundou depois dos protestos de julho de 2013. Mensalão + petrolão, bombardeados de forma incessante, corroeram a crença popular no PT.
Os colunistas da mídia hegemônica acreditam uns nos outros. Por isso, vivem decretando o fim de Lula e do PT. É certo que o partido se distanciou de suas bases, se burocratizou em torno dos mandatos e se jogou nos braços do marketing eleitoral. Porém, ninguém chuta cachorro morto.
Se de fato o PT e Lula tivessem morrido, não haveria a onda de acusações contra o ex-presidente. O fato é que ele é, ainda, o grande cabo eleitoral. Talvez o único capaz de disputar os votos da periferia de São Paulo em igualdade de condições com Marta Suplicy.
É disso que se trata, caros leitores. Estamos às vésperas de uma campanha definidora para o futuro do PT: a da reeleição de Fernando Haddad. Marta, que bandeou-se para o outro lado, pode dar ao tucano Geraldo Alckmin o verniz inclusivo de que ele precisa para disputar o Planalto em 2018. Enfim, um tucano tolerante, convivendo no mesmo barco com uma socialista.
Lula não está sendo atacado como candidato ao Planalto em 2018, mas por ser o principal cabo eleitoral de Haddad.
O resto é a fumaça de sempre.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/ataques-a-lula-prenunciam-a-grande-batalha-de-2016.html

Para desgosto da mídia, luta contra sonegação ganha prioridade

28.05.2015
Do blog O CAFEZINHO, 27.05.15
Por Miguel do Rosário

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Parece estar havendo uma mudança substantiva na relação do Estado com a sonegação.
A sonegação desviou mais de R$ 700 bilhões apenas nos últimos 18 meses, então é algo que está afetando profundamente a capacidade do Estado de financiar sua infra-estrutura e serviços sociais básicos.
Tem de se tornar prioridade.
Assista à entrevista com o presidente da CPI do Carf, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), divulgada hojepela agência de notícias do Senado.

O fato do presidente da CPI do Carf ser um tucano tem um lado bom: a mídia não poderá usar a tática usada (que já denunciamos) de acusar o PT ou o governo de quererem abafar os escândalos da Petrobrás “inflando” a Operação Zelotes.
Os valores da Zelotes, mais de R$ 20 bilhões em desvios, falam por si mesmos. São grandes demais para serem “inflados”. Já são inflados por natureza. Ataídes observou, em entrevista à imprensa, que “o volume de recursos desviados pela corrupção no Carf poderia muito bem cobrir o ajuste fiscal que tanto tem penalizado os trabalhadores brasileiros”.
Mais importante: a CPI já está deflagrando, entre os senadores e deputados, o entendimento de que é preciso mudar a legislação para permitir um combate mais eficiente à sonegação.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), por exemplo, defendeu uma legislação que dê mais autonomia à Polícia Federal para investigar crimes tributários. “Acho que o Congresso deveria de alguma forma rever a atual legislação tributária que é quase impeditiva [no sentido] de que a Polícia Federal possa investigar desvios que tratam de sonegação fiscal e fazer uma legislação que desse mais autonomia à PF.”
Outras frentes parlamentares seguem o mesmo caminho. Por exemplo, leiam esse trecho de uma matéria publicada há pouco na Agência Brasil.
“A relatoria da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados vai propor alterações na legislação brasileira para facilitar a quebra de sigilo fiscal pelo Conselho de Administração de Atividades Financeiras (Coaf) [o Coaf é vinculado ao Ministério da Fazenda]. Segundo o relator da comissão, deputado Toninho Wandscheer (PT-PR), a aprovação dessa proposta – sugerida hoje (27) pelo presidente do Coaf, Antônio Gustavi Rodrigues, durante audiência pública na Câmara – representará um relevante mecanismo para dificultar a corrupção no país.
De acordo com Rodrigues, além de não ter acesso ao sigilo fiscal, o Coaf tem dificuldades para conversar com outros órgãos. “Essa nossa dificuldade acaba incentivando o sujeito a sonegar. E quando funcionário público sonega, está criando forma mais eficiente de ser corrupto”, disse ele ao explicar que, ao Coaf, cabem as tarefas de “receber, analisar e disseminar a autoridades informações sobre operações suspeitas”.
As sugestões para a criação de condições de acesso do Coaf às informações fiscais de pessoas jurídicas foram acatadas pelo relator da comissão. “
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Notícias recentes importantes sobre o mesmo assunto.
(Foto: a senadora Vanessa Grazziotin, relatora da CPI, o procurador Frederico Paiva, responsável pela Zelotes, e o presidente da CPI, o tucano Ataídes Oliveira. Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil )
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/05/27/para-desgosto-da-midia-luta-contra-sonegacao-ganha-prioridade/

O submarino brasileiro e a retomada da indústria de defesa

28.05.2015
Do portal JORNAL GGN
LUÍS NASSIF ON LINE
Por Luiz Queiroz

Jornal GGN - Nos últimos anos, a indústria brasileira de defesa tem ganhado maior atenção do governo federal, que sem interferir politicamente nos assuntos de segurança nacional está incentivando projetos inovadores.
Um exemplo disso é o acordo com a sueca Saab para desenvolver no Brasil o caça de quarta geração Gripen NG.
Outro exemplo é a parceria com o governo da França no desenvolvimento de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear, assunto que foi tema de debate no 59º Fórum de Debates Brasilianas.org.
De acordo com contra-almirante Sydney dos Santos Neves, gerente do Empreendimento Modular de Obtenção dos Submarinos Convencionais da Marinha do Brasil, o projeto original (de 2008), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) tinha um valor de € 6,7 bilhões.
“Uma parte é financiada por um consórcio de bancos. E outra vem da União – e está sujeita aos contingenciamentos da União”, disse. Ainda assim, ele espera que o programa não seja impactado pelos cortes orçamentários.
Assim, será possível cumprir o cronograma de entrega, que prevê a conclusão de um estaleiro até o final deste ano, um estaleiro de manutenção ao final de 2017 e uma área nuclear até 2021. Tudo isso em um único lugar, a base do projeto em Itaguaí (RJ). “Em 2025 ele [o submarino de propulsão nuclear] vai para o mar”, garantiu o contra-almirante.
E não é apenas o desenvolvimento em solo nacional de uma tecnologia de ponta. Há de se considerar todas as externalidades positivas, ou seja, os benefícios para toda uma cadeia de valor.
Apenas no projeto do submarino nuclear, são 145 engenheiros empregados. “Esse número no pico deve chegar a 400 engenheiros e técnicos”, prevê Santos Neves.
Como um todo, o PROSUB tem 1600 pessoas envolvidas. A maior parte oficiais da Marinha, mas também civis. “Só oficiais não conseguem fazer tudo. Então, estão sendo abertos concursos públicos também”, disse o contra-almirante.
Mas não são só empregos diretos. Atualmente, 600 empresas estão envolvidas no processo. “A participação da indústria nacional no projeto se dá nos itens que ela dispõe para oferecer e nas áreas onde há interesse estratégico de transferência tecnológica”, explicou Santos Neves.
“Há 56 projetos prioritários, dos quais 20 estão em execução e 27 em análise”, o restante está em fases mais iniciais, de busca de investimentos ou formulação de contratos.
Para o contra-almirante Santos Neves, as empresas buscam participar do programa até como um desafio e uma oportunidade para crescer. “Mas o fato real é que a empresa se sustenta por encomenda. Então, a gente tem que seguir esse projeto. Não pode parar nesse primeiro submarino”, suplicou.
 “É o maior programa da Marinha nos últimos tempos e um dos maiores do Brasil na área de defesa, construção civil e desenvolvimento. Hoje eu vejo que o passo foi até ousado demais. Mas deu certo. Na medida em que o Prosub avança, seus resultados técnicos e tecnológicos comprovam que estamos vencendo esse complexo desafio”.
Para viabilizar o desenvolvimento, o governo brasileiro foi buscar a ajuda da França, em um acordo feito entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarcozy, assinados pelos ministros da Defesa dos dois países e pelas Forças Armadas. “Não havia necessidade de fazer todo o submarino na França para aprender. Pegamos aproximadamente um terço e trouxemos para o Brasil para terminar. O projeto se mostrou bem sucedido e com base nisso nós multiplicamos o conhecimento”.
O aspecto nuclear do projeto não envolve a França. “O programa nuclear da Marinha já tem décadas”.
Além dos submarinos convencionais e do nuclear, o projeto prevê contratos para o desenvolvimento de torpedos e despistadores de torpedos, além da construção da base naval.
As bases conceituais são: a qualificação de pessoal em novas tecnologias, geração de emprego e o desenvolvimento da indústria nacional.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-submarino-brasileiro-e-a-retomada-da-industria-de-defesa

Câmara aprova fim da reeleição para presidente, governador e prefeito a partir de 2020

28.05.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Com apoio de todos os partidos, foi aprovada na Câmara dos Deputados o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. 

Foram 452 votos a favor, 19 contra e 1 abstenção. Falta passar pelo senado.

O texto aprovado prevê uma transição.

Os atuais prefeitos eleitos em 2012 poderão se candidatar à reeleição em 2016, mas os eleitos em 2016 em primeiro mandato não poderão mais se candidatarem à reeleição em 2022. 

Exemplo: o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad poderá se candidatar à reeleição no ano que vem, mas ninguém mais poderá se candidatar à reeleição para prefeito em 2020. 

Os atuais governadores eleitos em 2014 e os vices que vierem a assumir o cargo poderão se candidatar à reeleição em 2018, mas nenhum governador poderá mais se candidatarem à reeleição em 2022.

Exemplo: Fernando Pimentel poderá se candidatar à reeleição em 2018. As regras contemplam também as ambições do vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB). Caso Geraldo Alckmin (PSDB-SP) se afaste do governo em 2018 para se candidatar a presidência ou ao senado, o vice assumirá o cargo e poderá se candidatar à reeleição. Mas nenhum governador poderá se reeleger em 2022, nem o vice que suceder ao cargo durante o mandato.

Para presidência da República, a presidenta Dilma já está no segundo mandato e não poderia se reeleger de qualquer forma em 2018. O presidente eleito em 2018 não poderá se reeleger em 2022.

O curioso foi ver deputados demotucanos que votaram na emenda da reeleição de FHC, agora votarem para desfazer o que fizeram.

A regra também revela o medo do presidente Lula se eleger em 2018, pois limita o mandato a 4 anos, impedindo sua reeleição.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/05/camara-aprova-fim-da-reeleicao-para.html

Marin, Teixeira, tudo a ver ! Trave da Globo é larga !

28.05.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 Se o jn não der, não acontece nada – Ricardo Teixeira

Saiu na Carta Capital:


INVESTIGAÇÃO NA FIFA ATINGE RICARDO TEIXEIRA


por José Antonio Lima — publicado 28/05/2015

Presidente da CBF por mais de 20 anos, ele teria recebido US$ 15 milhões em apenas um contrato 

A investigação do FBI sobre o esquema de corrupção na Fifa e na Confederação Brasileira de Futebol atinge de forma direta Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF entre 1989 e 2009. O nome do dirigente não é citado abertamente, mas a investigação das autoridades norte-americanas deixa claro que ele recebeu propina em ao menos dois negócios: no contrato da entidade que comanda o futebol brasileiro com a Nike e na venda de direitos de transmissão da Copa do Brasil.

O Departamento de Justiça dos EUA tornou públicas duas peças acusatórias na quarta-feira 27: uma delas contra o empresário J. Hawilla, dono da Traffic, e outra contra uma série de integrantes da Fifa, inclusive José Maria Marin, sucessor de Teixeira na presidência da CBF até 2015, quando deu lugar a Marco Polo del Nero, atual dono do cargo.

Nos dois inquéritos, os investigadores citam o caso de patrocínio fechado entre a CBF e a Nike, cujas negociações tiveram início em 1994 e foram finalizadas em 1996. Segundo as autoridades, Ricardo Teixeira e J. Hawilla negociaram o contrato com a Nike para a empresa norte-americana se tornar a fornecedora de material esportivo da seleção brasileira. Com validade de dez anos, o contrato era avaliado em 160 milhões de dólares.

Do valor total previsto no contrato, 40 milhões de dólares deveriam ser remetidos diretamente pela Nike à Traffic, como comissão pelos serviços prestados pela empresa de marketing esportivo de J. Hawilla. Os inquéritos não explicam como isso ocorreu, mas em vez de 40 milhões de dólares chegaram à Traffic 30 milhões de dólares. Metade desse valor, afirma J. Hawilla, foi entregue para Teixeira, ou seja, 15 milhões de dólares.

Esse personagem que negociou o contrato entre a CBF e a Nike ao lado de Hawilla (Teixeira, como mostram registros históricos) aparece como “co-conspirador número 11″ no inquérito em que Marin é citado nominalmente e como “co-conspirador número 13″ na ação contra Hawilla. Designado como um integrante de “alto nível” da Fifa e da CBF e membro da Conmebol, o “co-conspirador número 13″ só pode ser Teixeira, pois ele foi o único todo-poderoso do futebol brasileiro por mais de duas décadas.

A prova mais cabal sobre o co-conspirador ser Teixeira, no entanto, está posta no inquérito contra Marin. Ali, os investigadores detalham como os direitos de transmissão da Copa do Brasil, torneio anual de clubes brasileiros, eram alvo de corrupção. De acordo com a acusação, a Traffic pagava propina a Marin e a outros dois dirigentes da CBF 2 milhões de reais por ano por esses direitos.

De acordo com a denúncia do FBI, em 2014 Marin se encontrou com J. Hawilla em Miami, nos Estados Unidos, e foi questionado sobre a necessidade de a propina continuar fluindo para “seu antecessor como presidente da CBF”, que era Ricardo Teixeira. Marin, então, respondeu: “’Já é tempo de vir na nossa direção [a propina]. Certo ou errado?’ O Co-Conspirador #2 [J. Hawilla] concordou dizendo  ´Claro, claro, claro. Esse dinheiro tem que ser dado a você. Marin concordou: ´É isso. Está certo’”. 

Na peça contra J. Hawilla, esse diálogo entre Marin e o empresário não consta, mas é possível saber quando a corrupção na Copa do Brasil teve início: em 1990, ainda durante a segunda edição da competição, criada pelo próprio Ricardo Teixeira ao assumir a CBF. Segundo Hawilla, ele pagou, entre 1990 e 2009, propina pelos direitos da Copa do Brasil “de tempos em tempos” a Teixeira. 


Leia também:

RICARDO TEIXEIRA RECEBE INDULGÊNCIA DE REVISTA DE BANQUEIRO

RECORD DENUNCIA: GLOBO SUBORNOU TEIXEIRA E HAVELANGE

ROMÁRIO SOBRE CBF: SÃO LADRÕES E SAFADOS!

VÍDEO: AS SETE VIRTUDES DA CBF!

GLOBO VAI EM CANA COM O MARIN ?

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/05/28/marin-teixeira-tudo-a-ver-trave-da-globo-e-larga/

Globo levou 24 anos para descobrir Havelange, Teixeira e José Maria Marin; previsão de tucano Feldman se torna piada

28.05.2015
Do blog VI O MUNDO,,
Por Luiz Carlos Azenha

No mini-editorial lido por William Bonner depois da cobertura do Jornal Nacional sobre o escândalo da FIFA (ver acima), o Grupo Globo fez que não era com ele.


Nenhuma menção, obviamente, ao fato de que a empresa foi multada pela Receita Federal em mais de 600 milhões de reais por sonegar impostos na compra das transmissões das Copas de 2002 e 2006, tendo usado o artifício de montar uma front company (jeito chique de dizer empresa laranja) de nome Empire no refúgio fiscal das ilhas Virgens Britânicas.

A Globo faz de conta que João Havelange não é igual a Ricardo Teixeira, que é igual a José Maria Marin, que é igual a Marco Polo Del Nero, com nuances aqui e ali. Com isso, afastou a pergunta óbvia: por que só agora a emissora resolveu tratar de corrupção no futebol? Por que fez uma reportagem laudatória a Ricardo Teixeira quando ele deixou o cargo de presidente da CBF?

A Globo faz de conta que J. Hawilla era apenas “dono de uma afiliada”, evitando outra pergunta óbvia: será que o ex-repórter comprou as emissoras da TV TEM da família Marinho usando dinheiro de propina?

Tudo indica que sim, já que a promotoria de Nova York foi clara: o esquema envolvendo U$ 150 milhões em propinas funcionou durante 24 anos!!!

Ricardo Teixeira está metido no esquema até a medula. Ele é o “co-conspirator” de número 13 mencionado nos documentos da Justiça dos Estados Unidos, já que era presidente da CBF quando foi assinado o contrato da entidade com a Nike. É apenas uma questão de tempo até que seja chamado a se explicar, se não for indiciado no prosseguimento das investigações do FBI.

Mais cara de pau que a da Globo só a exibida pelo tucano Walter Feldman, o novo secretário-geral da CBF.

Criticado por Juca Kfouri numa coluna da Folha de S. Paulo, Feldman enviou uma carta ao jornal fazendo uma previsão que, considerando as notícias das últimas horas, só pode ser vista como piada.

feldman

PS do Viomundo: Estivemos fora do ar por algumas horas devido a ataques sofridos pela empresa que nos hospeda, a Hostnet.

Leia também:

Esquema de corrupção na Fifa investigado pelo FBI envolvia direitos de transmissão de TV 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/globo-levou-24-anos-para-descobrir-havelange-teixeira-e-jose-maria-marin-previsao-de-tucano-feldman-se-torna-piada.html

MARCHA DOS NEOGOLPISTAS: a megalomania e o fiasco do impeachment

28.05.2015
Do portal da Revista Carta Capital, 27.05.15
Por Wanderley Preite Sobrinho

A caminhada tragicômica de um grupo que um dia sonhou em derrubar a presidenta da República acabou em um ato esvaziado nesta quarta em Brasília

Esvaziado
Tinha tudo para os planos do Movimento Brasil Livre (MBL) darem certo. Primeiro, duas manifestações que, somadas, levaram mais de 2 milhões de pessoas às ruas pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff –segundo os cálculos generosos da Polícia Militar. Logo em seguida, a encomenda de um estudo feito pela oposição para validar juridicamente a cassação da petista. O apoio político e a comoção popular haviam criado o ambiente propício para o que foi vendido como uma manifestação arrojada, nova, diferente de tudo o que se tinha visto no Brasil desde os protestos de 2013. Como resultado, milhares de brasileiros vestindo verde e amarelo se juntariam ao MBL em uma caminhada de 1.175 quilômetros entre São Paulo e Brasília.
O dia, horário e evento no Facebook também foram acertados. Na data, 24 de abril, uma multidão se concentraria no bairro rico de Pinheiros, na zona oeste da capital, onde sairiam em marcha após o Hino Nacional. A história foi bem outra.
Os manifestantes que abarrotaram em festa a avenida Paulista ensolarada nos domingos de 15 de março e 12 de abril caminhariam mesmo por 30 dias? Marchariam mesmo com idade média de 40 anos e o bolso cheio? Cerca de 20% de quem protestou naqueles dias ganhavam mais de 20 salários mínimos por mês, segundo o Datafolha.
MBL e Eduardo CunhaCunha recebe o MBL para protocolar o pedido de impeachment
Nada disso passou pela cabeça dos líderes do MBL, nem mesmo pela mais conhecida delas, a de Kim Kataguiri, de 19 anos. “[No dia 27 de maio], ocupemos a frente da Câmara para que os congressistas se sintam pressionados a atender a nossa pauta”, convocou o estudante em um vídeo no Facebook em que explicava cada detalhe da “Marcha pela Liberdade”.

Tudo pronto. Dia 24 de abril, meio-dia, praça Panamericana. Ninguém apareceu. Como há sempre aquele atrasadinho, decidiram esperar por mais uma hora. Às 13h, 22 pessoas iniciaram a marcha. Nem o MBL apareceu direito. Kim esperava pelo menos 60 pessoas do movimento, e o total geral foi de um terço disso.

Para não atrapalhar o trânsito, o grupo foi pela calçada mesmo. Carros e um ônibus, bancado pelo Solidariedade, partido do deputado Paulinho da Força, foram mobilizados para garantir o mínimo conforto a quem pusesse o pé na estrada. Ninguém precisaria levar as mochilas nas costas. Na hora de dormir, os veículos também serviriam de abrigo.
E lá foram eles. Pela rodovia dos Bandeirantes, chegaram a Jundiaí. Naquela cidade, a 57 km da capital, ganharam a rodovia Anhanguera, de onde só saíram para pisar na capital federal. O roteiro incluiu as cidades de Uberlândia, Uberaba, Caldas Novas, Goiânia, Anápolis e cidades satélites de Brasília.

O plano era mobilizar simpatizantes em cada um desses municípios. Pouca gente se animou. Apoio mesmo só de políticos ultraconservadores. No Twitter, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) bradou: “Vamos mobilizar todos os partidos de oposição e oposicionistas de todos os partidos para a Marcha e o ato em BSB”.

Onyx Lorenzoni (DEM-RS) chegou a dizer que pretendia participar de um trecho da caminhada, enquanto Ronaldo Caiado (DEM-GO) prometeu receber com festa os manifestantes quando chegassem a Goiânia, sua base eleitoral.

Kim, Feliciano e BolsonaroEm Brasília, Kim Kataguiri foi logo tirar uma foto com Bolsonaro (esquerda) e Marco Feliciano
Os dias foram passando, Caiado não deu o ar da graça e a marcha sumiu dos noticiários. A esperança de reunir milhares em frente ao Congresso se esvaiu depois que o parecer jurídico sobre o impeachment da presidenta chegou ao gabinete de Aécio na noite de quarta-feira 20. “Não é agenda para agora”,contemporizou o presidente do PSDB, ao se referir às conclusões do jurista Miguel Reale Júnior, que não viu embasamento jurídico para o impedimento.
Quando pouca gente se lembrava da marcha, Kataguiri e os amigos voltaram às manchetes. Embriagado, José Lino, de 49 anos, colidiu sua caminhonete com outro veículo por volta das 19h do sábado 23 e se viu arremessado contra o acostamento, justamente onde caminhavam os integrantes do MBL.

Kataguiri e Amanda Kailayne Alves, de 28 anos, foram atropelados. Nada grave. Eles foram encaminhados para hospitais da região e medicados. No dia seguinte, Renan Santos (31), outro líder do MBL, compartilhou um vídeo no Facebook politizando o acidente ao revelar sua intenção de averiguar se o motorista era membro do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Os milhares esperados em frente ao Congresso gritando pelo impeachment de Dilma diante de receptivos presidentes da Câmara e do Senado terminaram em um discurso constrangido do coordenador do MBL Rubens Nunes Filho na terça-feira 26 durante a reunião da bancada do DEM: “Conclamo os senhores que recebam a marcha amanhã, às 14 horas. Que estejam na rampa para nos receber e se possível prestar apoio”. 


Na chuvaGrupo coube quase todo em um único guarda-chuva
Nenhum político juntou-se ao minguado grupo que se reuniu no gramado do Congresso nesta quarta-feira, mas, acompanhados por parlamentares da oposição, o movimento conseguiu se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e protocolar o pedido de impeachment.
Trinta e três dias depois, 35,6 quilômetros supostamente caminhados por dia (lembre-se do ônibus e carros de apoio) e um final melancólico para um movimento megalomaníaco.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/a-marcha-do-mbl-megalomania-e-o-fiasco-do-impeachment-6557.html