quinta-feira, 30 de abril de 2015

Uma pequena história da mídia brasileira, nos 50 anos da Globo

30.04.2015
Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR,28.04.15
Por Luiz Nassif - Jornal GGN

No Brasil, grupos americanos trouxeram um modelo de negócios baseado na bandeira do anticomunismo e de alianças com as mais corruptas ditaduras do mundo.

Jornal GGN
O avanço das telecomunicações e o desenvolvimento do micro ondas, abriram novas perspectivas para as redes de TV norte-americanas.
 
Em fins dos anos 50 elas começaram a planejar sua expansão internacional, de olho na América Latina.
 
Coube a Henry Luce, fundador e mentor do grupo Time-Life a grande revolução do período, que o tornou o norte-americano mais influente de sua época.
 
Antes da TV, Luce se consagrara com um conjunto de revistas campeãs, a Time (que se tornaria o modelo das revistas semanais de informação, espelho da futura Veja), a Life (copiada pela Manchete), a Fortune (de negócios) e a Sporteds Illustred, servindo de modelo para os novos grupos editoriais.
 
O lançamento da revista Time foi um divisor de águas na imprensa mundial, conferindo um novo status às revistas semanais, uma influência política sobre a opinião pública equiparável à dos grandes diários e inspirando similares em todos os países, muitos deles tendo a própria Time-Life como sócia.
 
O estilo Time consistia em organizar o universo (já abundante) das notícias diárias em uma periodicidade mais cômoda para o leitor – a semanal -, selecionando um universo restrito de temas, mas embalando-os de forma agradável, com um texto eminentemente opinativo que fosse compreendido pelo leitor mediano. 
 
Para obter esse alcance, havia uma simplificação de tal ordem, especialmente em cima de temas complexos.
 
Para conferir credibilidade ao texto, o estilo contemplava um largo descritivo, criando diálogos imaginários, mas verossímeis, descrevendo detalhes de ambientes, passando a ideia da “onipresença” e “onisciência”. Tipo: “Salvador Allende entrou sozinho no salão do Palácio La Moneda, olhou longamente a multidão pela janela, foi para um canto, tirou a espingarda, e, com o olhar grave, encaixou-a debaixo do queixo, aguardou alguns segundos e apertou o gatilho”
 
Luce também inovou no modelo de negócios, ao criar uma nova empresa, a Time-Life, que se valia da grande penetração das revistas para a venda de produtos de catálogo. Tinha o perfil dos donos de mídia criados pelo novo modelo, fundamentalmente comerciantes com visão de produto.
 
Quando começou a era da televisão, promoveu uma transição bem sucedida para a nova mídia tornando-se o primeiro grupo a juntar todas as formas de comunicação em um mesmo conglomerado, batizado de Time-Life Broadcast Inc
 
Nos anos 50, junto com as redes NBC, CBS e ABC, a Time-Life saiu à caça de parceiros internacionais, preferencialmente latino-americanos.
 
Em outubro de 1964, em um seminário do Hudson Institute, um dos principais executivos da Time Life explicou a fórmula de expansão das redes norte-americanas:
 
1. Ter posição minoritária nos países da América Latina, devido às leis dos respectivos países  sobre telecomunicações.
 
2. Ter sócios locais, e “eles têm provado ser dignos de confiança”.
 
3. A programação diurna da TV será importante para o êxito comercial e poderosamente eficaz e popular.
 
Ao mesmo tempo, propunha uma parceria com o governo norte-americano, “como um meio de atingir o povo do continente”. Um pouco antes, apontara sua mira para o Brasil.
 
O mercado de mídia no Brasil
 
Em 1928, quando o Brasil começou a se urbanizar e a lançar as bases de um mercado de consumo mais robusto, chegaram as primeiras agências de publicidade internacionais, com a Ayer and Son representando a Ford. Logo depois, vieram a J.W.Thompson e a McCan Erickson ao mesmo tempo em que o modelo norte-americano de concessão de rádios começava a ser implantado no país.
 
O ecossistema dos grupos de comunicação com seus jornais, filmes e rádios começava a ensaiar a internacionalização, de mãos dados com as grandes multinacionais do país:
 
1.    A rede afiliada.
2.    As agências de notícias.
3.    As agências de publicidade, sendo o elo de ligação com os patrocinadores.
4.    O Departamento de Estado, conforme se verificou na Missão Rockefeller, na Segunda Guerra.
 
Nos anos 40, o esforço de guerra norte-americano incluiu decididamente a parceria com a indústria da comunicação. Jornais aliados ganhavam cotas de papel mas, principalmente, o conteúdo das agências puxado pelo fascínio de Hollywood.
 
No início dos anos 50, a imprensa brasileira de opinião resumia-se aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, com sua rede de jornais regionais, o Estado de São Paulo da família Mesquita e, no Rio, um conjunto de diários, entre os quais O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Diário Carioca.
 
Entre as rádios, havia a Globo, Jornal do Brasil, Mayrink Veiga e a estatal Nacional no Rio; em São Paulo o sistema Record, da família Machado de Carvalho; e os Associados espalhando-se por diversas capitais

Inaugurada em 1950 pelo pioneiro Chateaubriand rapidamente a televisão avançou sobre o bolo publicitário. Naquele ano, o meio rádio detinha 24% dos investimentos em publicidade. Em 1960 sua participação caía para 14% enquanto o novíssimo meio televisão já dominava 9% do mercado publicitário, apesar do pais possuir apenas um milhão de aparelhos receptores contra 6 milhões de rádios.
 
Os Associados foram os primeiros a inaugurar um canal de televisão. Seguiram-se algumas tentativas individuais, dos Wallace Simonsen, com a TV Excelsior, os Machado de Carvalho, com a TV Record, as Organizações Victor Costa, com a TV Paulista, Casper Líbero com a TV Gazeta.
 
Direta ou indiretamente, Luce tornou-se o fator de desequilíbrio, principal inspirador dos dois grupos empresariais que acabariam modernizando e dominando a mídia brasileira nas décadas seguintes: as Organizações Globo e a Editora Abril.
 
Na época, Marinho havia sido procurado pela NBC (National Broadcasting Corporation) e pela Time-Life. A sócia escolhida foi a Time-Life devido à transição vitoriosa para a televisão.
 
O ponto de aproximação foi a diplomata Clare Booth Luce, que se tornou figura permanente nas manchetes lisonjeiras de O Globo. Clare era esposa de Henry Luce. Escritora de sucesso, foi a primeira mulher indicada para cargos relevantes na diplomacia norte-americana.
 
No período em que Clare foi embaixadora na Itália, houve o lançamento do Panorama, do Time-Life em sociedade com um grupo Mondatori.
 
A internacionalização do grupo dava-se em torno da bandeira do anticomunismo e de alianças com algumas das mais corruptas ditaduras do mundo – a mais ostensiva foi a parceria com o casal Chiang Kai-shek, o ditador da China pré-Mao, considerado na época o regime mais corrupto do planeta.

Nomeada embaixadora do Brasil, Clare não chegou a assumir devido a problemas nos EUA justamente devido a amizades chinesas. Mas serviu de ponte para a sociedade com Roberto Marinho, firmada em 1961. Já nos anos 50, o Globo recebera substancial apoio da American Tobacoo, que inclusive colocou seu diretor financeiro, Herbert Moses, na direção administrativa do jornal. Aliás, a mesma empresa que décadas antes valeu-se do poder da imprensa norte-americana para levar o governo norte-americano à guerra contra a Espanha pela posse de Cuba.
 
O grupo Time-Life injetou quantia considerável no Globo, algo em torno de US$ 5 milhões da época. Com esses recursos, mais uma série infindável de privilégios – como a importação de equipamentos sem pagamento de impostos e com um câmbio especial -, a Globo logrou contratar as melhores atrações dos concorrentes.
 
Além disso, representantes da Time passaram o know how da programação, da comercialização, as séries-novela que fidelizavam o público diariamente, o modelo dos grandes eventos.
 
A sociedade ganhou velocidade após 1964 e só foi interrompida em 1971, quando Marinho adquiriu a parte da Time-Life, com o sócio incomodado pela CPI e pelas restrições do governo brasileiro.
 
A compra final foi uma novela à parte.
 
Marinho tinha sido sócio do banqueiro Walter Moreira Salles e do jornalista Arnon de Mello no Parque Lage. Quando Carlos Lacerda elegeu-se governador do Rio, mandou desapropriar o parque. Os três sócios ingressaram na justiça.
 
Quando Chagas Freitas foi eleito governador do então estado da Guanabara, Marinho apressou-se em negociar com ele a reintegração do parque, mas não avisou seus sócios. Pelo contrário, adquiriu a parte de Moreira Salles por valor irrisório, alegando que tinha caixa sobrando e queria apostar no parque a longo prazo.
 
Moreira Salles sentiu-se enganado e partiu à forra. Marinho precisava de US$ 5 milhões para quitar o empréstimo dado pelo grupo Time-Life. Na véspera do prazo fatal, Walther foi aos Estados Unidos e tentou adquirir as ações de Roberto Marinho caucionadas para a Time-Life
 
Mas Roberto Marinho agiu rápido e conseguiu um empréstimo com José Luiz de Magalhães Lins, que dirigia o Banco Nacional de seu tio Magalhães Pinto. Quitou o empréstimo e consolidou o controle da Globo.
 
Na área das revistas, Luce foi essencial também para alavancar os irmãos Civita – dois ítalo-americanos que aportaram no Brasil e Argentina, respectivamente, sem capital e com a intenção de explorar o mercado de revistas.
 
Civita tinha sido empregado do grupo Time-Life e chegou ao Brasil sem dispor de maiores capitais, enquanto um irmão ficava na Argentina.
 
Em pouco tempo, a Editora Abril, do Brasil, e o Editorial Abril, da Argentina, lançaram 19 títulos de revistas. Na Argentina, seguindo a fórmula Time o carro-chefe tornou-se a revista Panorama – que ostentava na capa a parceria da Abril com a Time-Life. No Brasil, a revista Veja.
 
No final dos anos 60, com a doença de Assis Chateaubriand e a crise dos Associados, a Globo assumiu a liderança na TV aberta e a Abril a do mercado de revistas.
 
O mercado de opinião passou a ser dominado por ambos, mais alguns jornais tradicionais – como o Jornal do Brasil no Rio e o Estado de São Paulo. Nos anos 80, graças ao gênio de Otávio Frias, a Folha entrou nesse Olimpo, transformando-se no mais influente jornal brasileiro, mas longe dos modelos contemporâneos da Globo e da Abril.
 
O JB desapareceu com problemas de má gestão. E a entrada do Brasil na era da Internet se dá com a mídia tradicional sendo liderada pelo grupos dos 4: Globo, Abril, Folha e Estadão. Nenhum deles chegando perto do poder da Globo.

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Uma-pequena-historia-da-midia-brasileira-nos-50-anos-da-Globo/12/33361

Castelo de Moro e MP começa a ruir

30.04.2015
Do BLOG DO MIRO
Por Bepe Damasco, em seu blog:


A decisão do STF de libertar o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, e mais oito empreiteiros presos pela Lava Jato, tem a força de um petardo demolidor contra o principal pilar de sustentação da operação montada a partir do Paraná pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro e pelos procuradores do Ministério Publico, que são as prisões pelo tempo que for preciso até que o réu se dobre à delação premiada.

Aliás, para se conhecer melhor as entranhas do MP, vale a leitura de um artigo de Luis Nassif, publicado no Portal GGN nesta terça-feira (28). Para se ter uma ideia do que se passa na cabeça redentora de boa parte dos integrantes dessa corporação, basta uma citação de Nassif sobre o presidente da Associação Nacional do Ministério Público, Alexandre Camanho, para quem o Brasil é um oceano de corrupção circundando a única ilha de honestidade, o MPF.

E o melhor é que eles tiveram que engolir em seco a declaração de voto do ministro Teori Zavascki : "manter preso Ricardo Pessoa para forçar uma delação premiada seria medida mediavalesca que cobriria de vergonha nossa sociedade." A manutenção da prisão desse empresário até que ele aderisse à delação premiada chegou a ser defendida em matéria de capa pela mais fétida de todas as publicações brasileiras, a revista Veja.

A fala do ministro, por tabela, confirma o que os lutadores pela democratização das comunicações dizem há muito tempo. Simples assim: se esse tipo de prisão cobre a sociedade de vergonha, logo seus ferozes defensores, como Globo, Veja, Folha e Estadão, são motivo de vergonha nacional. Perfeito.

O fato é que a pedra de toque da Lava Jato pode estar com os dias contados. Manter acusados encarcerados de forma arbitrária e por tempo indeterminado, para arrancar-lhes a delação premiada através da pressão, da tortura psicológica e das péssimas condições carcerárias é um grave atentado ao estado democrático de direito. Antes de o Supremo reconhecer isso, os chamados operadores do direito e cada vez mais setores da sociedade já vinham condenando duramente a substituição da constitucional presunção da inocência pela presunção de culpa.

Desde que Moro começou a prender a torto e a direito, o cartel midiático tem feito um esforço diário para encobrir a irregularidade dessas prisões, escondendo dos incautos e analfabetos políticos que ainda lhes dão crédito que um atentado às liberdades civis vem sendo cometido a céu aberto : a inversão inaceitável de procedimentos, prendendo-se primeiro e investigando-se depois.

A mídia nunca questionou nenhuma dessas prisões. Ao contrário, com seu comportamento de manada feito sob medida para atacar o PT e o governo federal, sempre as aplaudiu como se fossem exemplares ações penais destinadas a livrar o Brasil da praga da corrupção. O prêmio dado a Sérgio Moro pela Globo diz muito sobre a cumplicidade midiática em relação à prisão de pessoas sem quaisquer condenações.

Não resistem também a um sopro de isenção e racionalidade as justificativas de Moro e do MP para as prisões preventivas e provisórias e suas sucessivas prorrogações, uma vez que maioria esmagadora dos acusados não representava nenhuma ameaça à coleta de provas, nem tampouco coagia testemunhas. Que se saiba nenhum deles se negou a prestar depoimentos ou ameaçou fugir do país.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/04/castelo-de-moro-e-mp-comeca-ruir.html

BETO RICHA, UM TUCANO ESTÚPIDO:TRUCULENTO, RICHA RECEBE REPÚDIO GERAL DA SOCIEDADE

30.04.2015
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/179133/Truculento-Richa-recebe-rep%C3%BAdio-geral-da-sociedade.htm

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A nova tecnologia do míssil brasileiro A-Darter

29.04.2015
Do blog LUÍS NASSIF ON LINE

Enviado por Alfeu
Por Rui Sintra
Da Assessoria de Comunicação do IFSC
A empresa Opto Eletrônica , uma spin-offdo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, participou do desenvolvimento do novo míssil A-Darter, que foi testado acoplado ao avião de caça Gripen, da Força Aérea da África do Sul, no início deste ano. A fabricação do sistema — ou seeker — de quinta geração, é um projeto binacional entre o Brasil e a África do Sul que, além da Opto Eletrônica, envolve a Força Aérea Brasileira (FAB), as empresas nacionais Mectron, Avibras, e a estatal sul-africana Denel Dynamics.
A maior parte dos mísseis detecta a aeronave — ou alvo — através do calor da turbina, contudo, existem diversas táticas capazes de despistar esses mísseis, como, por exemplo, a liberação de bolas de fogo, chamadas de contramedidas. A fim de impedir esse tipo de situação, a Opto Eletrônica desenvolveu um inovador sistema de guiagem que, ao contrário dos demais modelos fabricados, detecta duas faixas de calor, captando a emissão de gazes da turbina do alvo, o que possibilita, por exemplo, que o míssil não caia nas armadilhas das citadas bolas de fogo, uma vez que essa estratégia não emite os mesmos gazes que saem da turbina do avião.
O professor Jarbas Caiado Neto, professor do IFSC e um dos fundadores da Opto Eletrônica, explica que a tecnologia do sensor também permite que o seeker reconheça uma aeronave por meio de imagem, independente do ângulo em que esse alvo esteja. Além disso, outra vantagem do sensor é a sua capacidade de guiar o míssil em ângulo de até 90 graus — as curvas realizadas pelos mísseis comumente utilizados se limitam a 20 ou 30 graus. O desenvolvimento do A-Darter, segundo o professor, está quase finalizado. Com isso, em breve, o míssil deverá ser produzido e fornecido pelas empresas Mectron e Avibras.
A parceria
Essa foi a primeira parceria entre a Opto Eletrônica e a Denel Dynamics que, na opinião de Jarbas, foi uma colaboração bastante intensa. “Tinha um grupo de pesquisadores da Opto trabalhando na Denel Dynamics, enquanto outra equipe da nossa empresa realizava o mesmo processo aqui no Brasil”, explica o professor, acrescentando que essa parceria surgiu devido ao fato de a África do Sul estar em crise, o que impossibilitou o país de fabricar um míssil 100% nacional.
Mesmo assim, Jarbas diz que é preciso reconhecer que a África do Sul ainda possui maior experiência do que o Brasil no setor de defesa, já que, ainda na época do Apartheid, quando o país foi proibido de importar armamentos, teve que construir uma forte indústria nessa área.
África do Sul
O pesquisador Rafael Ribeiro, ex-aluno do Instituto de Física de São Carlos e pesquisador da Opto Eletrônica, foi um dos especialistas brasileiros que participou do desenvolvimento do seeker na África do Sul, entre 2011 e 2013. Sua função foi atuar na realização de dois subsistemas do sensor de guiagem, sendo eles o InfraRed Sensor Assembly (IRSA) e o Dome Assy.
“A execução de ambos exigiu a demanda, dentre outras, de especialistas em desenho óptico e em testes eletro-ópticos. Como eu havia adquirido experiência durante o período de mestrado nessa área, fui alocado para auxiliar a equipe brasileira de desenvolvedores na África do Sul”, explica o pesquisador, que obteve o bacharelado em física, com ênfase em óptica e fotônica, e mestrado em ciências pelo IFSC.
Ele explica que o ambiente de trabalho, naquele país, consistia em interações com os representantes das outras empresas brasileiras e do corpo técnico da Denel Dynamics. “Em especial, a equipe da Opto participou do desenvolvimento do sistema de refrigeração do sensor termal, simulações não-sequenciais do sistema óptico do IRSA e de vários softwares de testes eletro-ópticos e rotinas em geral”, diz Rafael Ribeiro.
Para ele, ter trabalhado em um projeto de tamanha importância para o Brasil, foi uma experiência bastante prazerosa e gratificante a nível pessoal e profissional, porém, exigiu muita disciplina e dedicação, tendo em vista que, além dos desafios tecnológicos envolvendo o projeto, Rafael teve que se adaptar à cultura e aos costumes locais da África do Sul.
“O apoio constante do corpo técnico brasileiro e sul-africano foi essencial para que aquele período de adaptação fosse o menos complicado e curto possível, gerando um ambiente favorável”, conclui ele, afirmando que o próximo passo profissional será iniciar o doutorado na área de instrumentação óptica ou design óptico voltado à área aeroespacial.
Foto: Divulgação / IFSC

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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-tecnologia-do-missil-brasileiro-a-darter

ROB KUZNIA, o repórter que desistiu da notícia

29.04.2015
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 24.04.15
Por Angela Pimenta*,na edição 847

Ao longo da semana, o repórter americano Rob Kuznia virou notícia por um motivo insólito. Na segunda-feira (20/4), a Universidade Columbia, que administra o Prêmio Pulitzer, anunciou que o repórter e mais dois colegas – Rebecca Kimitch e Frank Suraci – do jornal The Daily Breeze, da pequena cidade californiana de Torrance, eram os ganhadores na categoria mídia local da premiação de 2015. Liderado por Kuznia, ao longo de 2014 o time publicou uma série de dez reportagens investigativas sobre um esquema criminoso numa escola pública, a Centinela Valley Union High School, localizada em um dos distritos mais pobres da região de Los Angeles.
Graças a conexões políticas, o ex-vereador José Fernandez converteu-se em superintendente da escola, conseguindo fechar um contrato sigiloso que lhe garantia rendimentos anuais de US$ 663 mil, além de benefícios extras que elevavam o pacote a mais de US$ 1 milhão, tudo bancado com dinheiro público. O contrato incluía até um empréstimo subsidiado para a compra da casa própria.
A série de reportagens do Breeze venceu dois mil concorrentes em todo o território americano. Mas o que amplificou a fama de Kuznia não foi o Pulitzer em si, mas o fato de que, para pagar as contas, ele trocou o emprego no jornal, onde ganhava cerca de US$ 40 mil anuais, para virar relações públicas. Há oito meses, por um aumento de 25% no salário, Kuznia trabalha como assessor de imprensa na fundação Shoah. Sediada na Universidade da Califórnia do Sul (USC), a Shoah é uma iniciativa filantrópica bancada pelo diretor Steven Spielberg para homenagear as vítimas do Holocausto.
A história de Kuznia ganhou repercussão mundial depois de uma matéria publicada pelo The New York Times. Ele contou ao jornal que chegou a receber um aumento do Breeze. “Não que eles não ligassem. Mas simplesmente não era suficiente”, disse. Ao site The Daily Beast, Kuznia acrescentou: “Eu conseguia pagar o aluguel, mas de fato não conseguia fazer muito mais do que isso. (…) Não existia poupança e comprar uma casa era um sonho engavetado”.
Ao blog de Erik Wemple, do Washington Post, Kuznia revelou que a migração do jornalismo para a assessoria de imprensa lhe trouxe um certo pesar. “Eu acho que os jornalistas alimentam por muito tempo a crença de que virar assessor de imprensa significa desistir ou se vender, mas, você sabe, quando era repórter, eu precisava do pessoal da assessoria. (…) Eles me forneceram muitas das histórias que acabei apurando.”
Fazer dinheiro
Depois do anúncio do prêmio, Kuznia voltou à redação do Breeze para rever os colegas e estourar uma garrafa de champanhe. Ao Daily Beast, disse que sabia que o editor Frank Suraci havia inscrito as matérias no Pulitzer, mas que considerava a chance de ganhar “muito irrealista”. Segundo a comissão de jurados da premiação, a série do Breeze ganhou “por sua investigação sobre a corrupção disseminada em um distrito pequeno e sem recursos financeiros, incluindo o uso intensivo do website do jornal”. Além da medalha dourada do Pulitzer, o prêmio garante US$ 10 mil ao trio vencedor.
Contando com apenas sete repórteres e uma carteira de 63 mil assinantes, o Breeze pertence à linhagem de publicações mais vulneráveis à revolução digital. São aquelas sediadas em cidades pequenas, onde autoridades públicas e empresas privadas costumam sofrer menos escrutínio da imprensa. Em tempos de queda contínua na circulação e no faturamento, esses pequenos jornais lutam para obter anúncios, aumentar a carteira de assinantes e vender exemplares avulsos. Foi nesse ambiente hostil à investigação jornalística de fôlego – e resultado incerto – que durante seis meses Kuznia vasculhou documentos do Escritório de Educação do Condado de Los Angeles. Além da demissão de José Fernandez, o escândalo causado pela cobertura do Breeze provocou a criação de regras mais rígidas para a remuneração e fiscalização de gestores educacionais no condado.
Conforme os jurados do Pulitzer notaram, o pequeno jornal tem produzido conteúdo digital de qualidade. Para especialistas na indústria da mídia, o fim do jornal de papel é apenas uma questão de tempo – quando, ninguém sabe. Em uma coluna recente, Margaret Sullivan, editora pública (cargo equivalente a ombudsman) do New York Times, dialogou com o pensador Clay Shirky sobre o declínio da mídia impressa. Professor da Universidade de Nova York (NYU), em 2009 Shirky escreveu um artigo de fôlego a respeito. Em sua coluna, Sullivan argumentava que hoje 70% de todo o faturamento do Times vem do jornal impresso, seja na forma de assinaturas ou publicidade. E ela citava dois editores executivos do jornal – Roland Caputo e Dean Baquet – para quem o impresso continuará de pé por pelo menos mais uma década.
Eis parte da réplica de Shirky: “Gostaria de oferecer uma narrativa consideravelmente mais sombria: penso que o padrão de declínio do faturamento do impresso será rápido, lento, rápido”. Para ele, a perda de receita dos jornais se acelerou entre 2007 e 2009, em meio à recessão e à explosão dos smartphones e tablets. Graças, em parte, à recuperação da economia americana, a queda de faturamento se desacelerou. Mas Shirky prevê uma nova fase de forte queda de receita à medida que a circulação impressa continuar a encolher: “O problema da mídia impressa é que os retornos vantajosos obtidos com a distribuição física de jornais tornam-se desvantajosos quando a escala diminui”.
Se a tese de Shirky se confirmar, num futuro não muito distante um grande jornal como o NYTpode deixar de circular em versão impressa, ou fazê-lo apenas em edições dominicais. Os pequenos jornais como o Daily Breeze encontram-se sob pressão econômica ainda maior. Pensando nos desafios já enfrentados por jovens repórteres e profissionais que desejam continuar na carreira, instituições como o centro TowKnight ensinam empreendedorismo e gestão em jornalismo. Sediado na City University of New York (CUNY), o TowKnight prevê que “o futuro do jornalismo será construído pelo empreendedores que desenvolvam novos modelos de negócios e projetos inovadores”.
Parte deste futuro já vem sendo construído em redações sem fins lucrativos. Um relatório recente da Fundação Knight indica que o faturamento de publicações sem fins lucrativos cresceu 73% entre 2011 e 2013, através de várias formas de captação de recursos, de assinaturas e anúncios em websites a doações de leitores no formato crowdfunding. Para evitar que a história de Rob Kuznia se repita maciçamente, a ideia é que, além de produzir notícias, jornalistas aprendam também a fazer algum dinheiro.
Leia também
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*Angela Pimenta é jornalista
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o-reporter-que-desistiu-da-noticia/

Como a Terceirização pode afetar a sua vida

29.04.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,23.04.15

Trecho de episódio de Os Simpsons revela, de maneira didática e bem humorada, o impacto da terceirização no mundo do trabalho. PL da Terceirização no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22)

terceirização os simpsons
Episódio de Os Simpsons explica o impacto da terceirização no mundo do trabalho
Aprovado nesta quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados por 230 votos a favor e 203 contrários, o PL da Terceirização já é considerado o mais duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira no período pós-ditadura.
Entre os partidos favoráveis à emenda estão PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM e PPS. Foram contra PT, PRB, PDT, PCdoB, Pros, PSOL e, em parte, o PSB. Já o PSD e o PR liberaram as suas bancadas.Veja aqui como votou cada deputado.
O texto aprovado ainda será submetido à votação no Senado Federal. Caso seja novamente aprovado, caberá a Dilma sancioná-lo ou vetá-lo. É importante salientar, porém, que se os senadores rejeitarem ou modificarem o projeto de lei, o texto poderá ainda retornar à Câmara, onde foi inicialmente aprovado, para que os deputados façam as alterações finais, ou, simplesmente, anulem todas as mudanças realizadas pelo Senado. O projeto ainda está sujeito a uma ação de inconstitucionalidade perante o STF.
O PL da Terceirização não configura um golpe contra o governo, mas um golpe contra o povo brasileiro que está próximo de perder muitos de seus direitos conquistados a duras penas. Para quem quer uma explicação mais didática e bem humorada sobre os impactos da terceirização no mundo do trabalho, a dica é assistir a um trecho de um episódio da 17ª temporada do seriado Os Simpsons:
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/04/como-a-terceirizacao-pode-afetar-a-sua-vida.html

Atos por todo o país marcam aniversário de 50 anos da Rede Globo: “A verdade é dura…”

29.04.2015
Do portal da Revista Fórum
Por Larissa Gould, dos Jornalistas Livres

Atos por todo o país marcam aniversário de 50 anos da Rede Globo: “A verdade é dura…”
Neste  26 de abril ,  a Rede Globo de televisão completou 50 anos. A emissora nasceu fruto de uma concessão pública da ditadura militar. Não por coincidência completa meio século um ano após Golpe Militar ter feito seu quinquagésimo aniversário.
O ano passado foi marcado por atos de descomemoração do golpe, nesse ano, entidades e movimentos sociais denunciam a emissora que apoiou o regime militar e que, até hoje, serve aos interesses do poder econômico.
Ato em Brasília. Foto: Midia NINJA
Nesse domingo, foram realizadas manifestações em Brasília/DF, São Paulo/SP e Belo Horizonte, em frente às respectivas sedes da emissora, em Recife/PE, na Praça do Arsenal e em Porto Alegre (nos Arcos da Redenção) e Bagé/RS (Praça dos Esportes).
Ato em São Paulo. Foto: Sergio Silva / JL
Os eventos compõem o calendário de Descomemoração do Aniversário da Rede Globo, e continuaram durante o mês em outros estados. Em Curitiba/PR, o ato público está marcado para essa segunda-feira (27).
Além dos atos, estão sendo organizados seminários, rodas de conversas, aulas públicas e debates sobre a mídia no país, atentando à representatividade dos negros, mulheres e à cobertura das pautas populares, além da importância da democratização dos meios de comunicação.
Ato em Brasília. Foto: Mídia NINJA
Os movimentos sociais, sindicais e diversas entidades também lançaram um manifesto “50 Anos da TV Globo: Vamos descomemorar” que pontua a postura da emissora na cobertura jornalística de movimentos sociais e denuncia a sonegação de impostos da empresa. Mais de 50 entidades e movimentos sociais assinam o documento, entre eles MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e UNE (União Nacional dos Estudantes).
Ato em Belo Horizonte. Foto: Mídia NINJA
Os movimentos pontuam também que a globo concessão pública, e como tal, deve servir à população.
Veja também:
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/radar-da-midia/atos-por-todo-o-pais-marcam-aniversario-de-50-anos-da-rede-globo-verdade-e-dura/