domingo, 22 de março de 2015

MÍDIA GOLPISTA E CORRUPTA: Repórter revela ligação da mídia com esquema bilionário do HSBC

22.03.2015
Do portal CORREIO DO BRASIL, 28.02.15
Por  Redação - do Rio de Janeiro

O banqueiro Saul Sabbá teve seu nome veiculado em uma lista de suspeitos no escândalo do HSBC
O banqueiro Saul Sabbá teve seu nome veiculado em uma lista de suspeitos no escândalo do HSBC
No site Megacidadania, o repórter Alexandre Teixeira revela como o ex-assessor de FHC, que integrava o programa de privatização da década de 90, Saul Dutra Sabba, dono do Banco Máxima, foi protegido pela mídia conservadora e teve seu nome retirado da primeira lista divulgada no país. “(O colunista do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo) Fernando Rodrigues enterra de vez a credibilidade do jornalismo ao ocultar os nomes dos correntistas brasileiros que estão camuflados no HSBC”, afirmou Teixeira ao jornalista João Pedro Werneck, em entrevista divulgada neste sábado.
O ‘Suiçalão’ ou Swissleaks, como ficou conhecido o escândalo, internacionalmente, tem como fonte original um especialista em informática do HSBC, o franco-italiano Hervé Falciani. Segundo ele, entre os correntistas, estão 8.667 brasileiros, responsáveis por 6.606 contas que movimentam, entre 2006 e 2007, cerca de US$ 7 bilhões, que em grande parte podem ter sido ocultados do fisco brasileiro.
No boletim do mandato da deputada Jandira Feghali, Werneck publica, na sessão Dois Dedos de Prosa, a conversa com Alexandre Teixeira.
– O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, não revela a lista com nomes de brasileiros donos de contas do HSBC na Suíça. O que isso aponta no jornalismo nacional?
– Fernando Rodrigues enterra de vez a credibilidade do jornalismo ao ocultar os nomes dos correntistas brasileiros que estão camuflados no HSBC (fugindo assim de suas responsabilidades tributárias). O termo “camuflados” se aplica com perfeição, pois autoridades francesas concluíram em 2013 que 99,8% de seus cidadãos na lista vazada praticavam o crime de evasão fiscal.
– Essa seleção do vazamento de informações tem caráter político? Ele mostra que Barusco, por exemplo, possuía contas por lá, mas não o ex-assessor de FHC. Por que?
– O número de brasileiros que utilizaram o mecanismo criminoso disponibilizado pelo HSBC é de aproximadamente 6 mil pessoas e já foi divulgado divididas da seguinte fome: 10%, ou seja, 600 contas estão vinculadas a empresas no exterior em paraísos fiscais (que é o método de esconder o dono do dinheiro); 20%, ou seja, 1.200 contas estão em nome de seus proprietários; 70%, ou seja, 4.200 contas são contas numeradas que é o tradicional artifício para ocultar seu proprietário.
Portanto, ao pinçar um nome dentre 1,2 mil identificados, Fernando Rodrigues comprova estar agindo com evidente imparcialidade, pois conseguimos identificar a conta do banqueiro Saul Dutra Sabba, dono do Banco Máxima e que foi assessor do FHC nas privatizações de grandes empresas como Vale e CSN, mas o Fernando Rodrigues, estranhamente, não teve interesse em divulgá-la.
– Qual é a relação da TV Globo neste processo noticioso? E por que?
– O blog Diário do Centro do Mundo está desenvolvendo uma série de reportagens sobre o escândalo da sonegação/corrupção da Rede Globo e identificou o paraíso fiscal das Ilhas Virgens como sendo o local onde a Globo executou seus crimes. É exatamente nestes paraísos fiscais que estão centenas de contas de brasileiros, via mecanismos fraudulentos do HSBC.
– O que o Brasil tem a perder com uma mídia se portando desta forma?
– O distinto público brasileiro ainda sofre forte influência da pauta midiática imposta por seis famílias que controlam os principais meios de comunicação, notadamente TV e rádio. É notório o vínculo político existente entre a velha mídia empresarial e os partidos oposicionistas. E é de conhecimento público que o HSBC é um grande financiador publicitário destas famílias que controlam a mídia brasileira. Portanto, a possibilidade concreta de que estas empresas de comunicação também tenham se utilizado desta bandalheira para roubar o dinheiro público (como é o caso do Grupo Clarín de Comunicação na Argentina), evidencia as reais motivações de Fernando Rodrigues (empregado que é do Grupo UOL/Folha de São Paulo) para encobrir a divulgação dos titulares destas contas camufladas.
Entendo que é dever de consciência política de todos que lutam contra a corrupção, exigir a imediata divulgação integral da lista dos saqueadores camuflados pelo HSBC – concluiu Alexandre Teixeira, editor do Megacidadania.
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Fonte:http://linkis.com/com.br/Zpu0u
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