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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CNTSS/CUT terá delegados na 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador

18.12.2014
Do portal da CNTSS/CUT, 09.12.14
 
Secretário de Saúde do Trabalhador da CNTSS/CUT, Ademir Portilho, representou a Confederação na Comissão Intersetorial que preparou a Conferência durante o último ano
 
 
A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, representada por seu secretário de Saúde do Trabalhador, Ademir Portilho, esteve entre as entidades representativas dos trabalhadores que participaram do processo de preparação da 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (4ª CNSTT). Agendada para acontecer entre os dias 15 a 18 de dezembro, em Brasília, a Conferência deverá reunir delegados(as) vindos de todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal com a finalidade de propor e aprovar diretrizes para efetivar a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
O processo de preparação da 4ª Conferência, além das reuniões periódicas da coordenação, contou com a organização do trabalho em três etapas distintas: nas macrorregiões, estaduais e a nacional. As etapas anteriores permitiram levantar propostas e deliberações para serem discutidas e aprovadas na fase que se completará agora em dezembro. O tema central da Conferência faz referência a “Saúde do trabalhador e da trabalhadora, direito de todos e todas e dever do Estado”.
Para auxiliar nas discussões e elaboração de propostas, a coordenação da Conferência egmentou as discussões em sub-eixos. Quais sejam: I - O Desenvolvimento socioeconômico e seus Reflexos na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora; II - Fortalecer a Participação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, da Comunidade e do Controle Social nas Ações de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora; III - Efetivação da Política Nacional de Saúde e do Trabalhador e da Trabalhadora, considerando os princípios da integralidade e intersetorialidade nas três esferas de governo; e IV Financiamento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador, nos municípios, estados e União.
Participarão da 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador os seguintes representantes da Direção da CNTSS/CUT: Sandro Cezar, presidente da Confederação; Ademir Portilho, secretário de Saúde do Trabalhador; Maria de Fátima Veloso Cunha, secretária de Relações do Trabalho; Renato Almeida de Barros, direção Executiva da Confederação (delegado pelo CNS); Robson de Góes, secretário de Combate ao Racismo (delegado pela FENASCE).

Clique sobre a imagem e assita a íntegra da entrevista
Portilho comenta que a coordenação trabalhou intensamente neste último ano para preparar e tornar possível a Conferência. “Houve o engajamento e o comprometimento de todos. Na última reunião que realizamos, em 27 de novembro, em Brasília, discutimos as propostas a serem apresentadas na 4ª Conferência. O resultado desta última etapa permitirá que em 2015, na Conferência Nacional da Saúde, nós tenhamos contribuições importantes para os trabalhadores. Foram coletadas cerca de 250 propostas nas etapas realizadas até agora. A Comissão Intersetorial de saúde do trabalhador optou priorizar esta discussão em 30 ou 40 propostas,” relata o secretário da Confederação.
O secretário relembra que a última Conferência foi realizada tem cerca de dez anos e que, inclusive, há uma proposta dos representantes do Paraná para que ela ocorra a cada quatro anos. Para ele, é importante que os delegados representantes dos trabalhadores possam participar de todos os dias da Conferência. “Serão discutidas várias necessidades de proteção à saúde do trabalhador. Nós vamos lutar para que nossas propostas sejam levadas a Plenário, aprovadas e implementadas,” afirma Ademir Portilho.
Dentre as propostas incluídas na pauta dos trabalhadores destacaram-se algumas que se apresentam como ferramentas fundamentais em defesa da saúde do trabalhador. Principais propostas selecionadas:
  • Regulamentar jornada 30 horas para todos os trabalhadores da saúde;
  • Combater a terceirização;
  • Lutar contra toda e qualquer iniciativa de privatização no serviço público, principalmente do SUS – Sistema Único de Saúde e da Previdência Social;
  • Proibir o uso, importação e produção de agrotóxicos, amianto etc.;
  • Exigir a obrigatoriedade de criação de CIST em todos os municípios até novembro de 2015, principalmente nos municípios sede de CEREST com acompanhamento das CIST Estaduais;
  • Alcançar CNSTT nos âmbitos municipal ou regional, estadual e nacional a cada quatro anos, sempre um ano antes da Conferência Nacional de Saúde;
  • Garantir aos trabalhadores do serviço público das três esferas de governo o direito à redução do risco iminente ao trabalho por meio das Normas Regulamentadoras do Trabalho, independente do regime de contratação;
  • Efetiva a Política Nacional de Saúde do Trabalhador;
  • Desvincular medicina do trabalho do domínio dos empregadores (ampliar as discussões);
  • Delegar e garantir aos profissionais dos CERESTs a prerrogativa de autoridade sanitária, garantindo juntamente com as equipes de vigilância e os sindicatos a exigência do cumprimento das legislações pertinentes;
  • Ressarcir o SUS pelas empresas dos valores gastos nos serviços prestados aos seus segurados em decorrência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho;
  • Rever a política de renúncia fiscal dos planos de saúde a fim de reduzir investimento de recurso público no serviço privado
  • Garantir que a União aplique 10% da Receita Bruta e 25% dos royalties do pré-sal para a saúde acabando com a renúncia fiscal;
Veja a programação da 4ª Conferência Nacional da Saúde do
Trabalhador e da Trabalhadora
Com o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, Direito de Todos e Todas e Dever do Estado”, a 4ª Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (4ª CNSTT), acontecerá de 15 a 18 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília e terá a participação de 1.216 delegados. Veja a programação da 4ª CNSTT:

15 de Dezembro de 2014

10h às 21h – Credenciamento de delegados titulares e convidados
12h às 13h30min - Almoço
14h às 17h – Plenária de Abertura: Aprovação do Regulamento
17h às 17h30min – Intervalo (Petit Four/Lanche) e Atividade Cultural
18h às 19h30min – Mesa Redonda: Desenvolvimento econômico, social e ambiental e seus reflexos na saúde do trabalhador e da trabalhadora.
19h30min às 20h30min – Solenidade de Abertura
20h30min – Coquetel
16 de Dezembro de 2014

09h às 18h – Credenciamento de delegados titulares e convidados
18h às 21h – Credenciamento de delegados suplentes em substituição aos delegados titulares
08h às 10h30min – Diálogos Temáticos
10h45min às 13h – Diálogos Transversais
13h às 14h30min - Almoço
14h30min às 18h30min – Trabalhos de Grupos
16h30min às 16h45min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
19h às 21h – Jantar
17 de Dezembro de 2014
8h às 18h30min – Trabalhos de Grupos
12h às 13h30min – Almoço
15h às 15h15min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
18h às 19h30min – Jantar
18 de Dezembro de 2014

8h às 18h30min – Plenária Final e Encerramento
12h às 13h30min – Almoço
15h às 15h15min – Intervalo (Petit Four/Lanche)
18h às 19h30min - Jantar
 
José Carlos Araújo
Assessoria de Imprensa CNTSS/CUT
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/acontece/2331/cntss-cut-tera-delegados-na-4-conferencia-nacional-de-saude-do-trabalhador

Como o dinheiro público sustenta o PiG e seus colonistas

18.12.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 “A publicidade federal financia o que existe de mais atrasado e predador entre os jornalistas”, diz Paulo Nogueira

(Via DCM, no twitter)

Conversa Afiada reproduz texto de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

COMO O DINHEIRO PÚBLICO SUSTENTA AS GRANDES EMPRESAS DE MÍDIA E SEUS COLUNISTAS


O que é pensar com cabeça tumultuada?


Considere o texto do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, sobre as despesas de estatais com publicidade, por exemplo.


Rodrigues gasta um artigo inteiro para analisar 17 milhões de reais de publicidade oficial que foram dar, em 2013, em sites que não pertencem às grandes empresas jornalísticas, como o 247, o Conversa Afiada e o GGN.


(O DCM não está na lista.)


E Rodrigues consegue ignorar coisas como os mais de 5 bilhões que caíram no colo da Globo entre 2002 e 2013. Isso com audiências sempre cadentes na tevê.


Não notou também a Abril. Mesmo com um jornalismo sempre destrutivo e desonesto em seu carro-chefe, a Veja, as estatais colocaram 500 milhões de reais em anúncios no período.


Fernando Rodrigues olhou o tostão e ignorou o milhão, ou bilhão, para usar a célebre expressão de Jânio Quadros.


O que levou Rodrigues a uma análise tão parcial?


Uma hipótese é que ele simplesmente não tenha enxergado o problema.


Outra hipótese é que ele tenha levado em conta sua carreira. Ele pode ter sentido que liquidaria suas chances de trabalhar na Globo – Globonews e CBN abrigam vários jornalistas com o mesmo perfil – se escrevesse o que tinha que ser escrito.


Pode ter pensado que mesmo no UOL as coisas poderiam se complicar, dado que os donos, os Frias, são sócios dos Marinhos no Valor Econômico.


Como quer que seja, ele foi nos pequenos e ignorou os grandes – os tubarões, como a eles se referiu Mujica ao falar da Lei de Meios que começa a ser discutida no Uruguai.


Publicidade oficial é uma discussão complexa, sem dúvida. Nos países mais avançados, ela se concentra em campanhas de claro interesse público.


No Brasil, em todas as esferas – federal, estadual e municipal – a propaganda oficial serviu, desde a ditadura militar, para enriquecer os donos das empresas em troca de cobertura favorável.


O apogeu disso se deu com a Globo na ditadura. Roberto Marinho transformou um pequeno jornal numa grande empresa comandada pela TV Globo graças às mamatas que lhe foram dadas em troca de apoiar o regime.


Não foi apenas propaganda copiosa, mas empréstimos em bancos oficiais e outros favores – sempre com o dinheiro público.


Com o PT houve uma mudança unilateral.


As estatais continuaram a anunciar intensamente nas grandes empresas de jornalismo.


Só que estas – que sempre deram em troca cobertura amistosa – passaram a atacar cada vez mais ferozmente a mão que as abastecia.


Nada disso foi notado por Fernando Rodrigues, e seria uma surpresa se fosse diferente.


Leia mais:

FEL-LHA COMPROVA O BOLSA PIG

ENTÃO, COMO EXPLICAR A PUBLICIDADE NA GLOBO ?

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/12/17/como-o-dinheiro-publico-sustenta-o-pig-e-seus-colonistas/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+pha+%28Conversa+Afiada%29

Estados Unidos e Cuba retomam relações após 53 anos de embargo

18.12.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Em reunião do Mercosul, Dilma Rousseff falou sobre a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.

"Imaginamos que nunca veríamos esse momento do início da relação entre EUA e Cuba. Quero saludar o presidente de Cuba e o presidente dos EUA e principalmente o papa Francisco (intermediador do diálogo). 

Esse é um momento que marca mudanca na civilização nos nossos dias. Um dia que marca o restabelecimento das relacoes interrompidas há muitos anos."

Cristina Kirchner também voltou a falar sobre o "dia histórico" entre Cuba e Estados Unidos:
"Um fato que nos comoveu a todos. Que bom que ocorreu durante uma reunião do Mercosul. Uma decisão inteligente do presidente dos Estados Unidos."

Em pronunciamento na Casa Branca sobre as relações dos Estados Unidos com Cuba, o presidente Barack Obama anunciou nesta quarta-feira a mais radical mudança na política americana em relação à ilha comunista em mais de meio século, abrindo negociações para normalizar as relações diplomáticas e reestabelecendo uma Embaixada americana em Havana.

"O isolamento não funcionou", disse Obama. "É hora de uma nova abordagem".

"Vamos começar a normalizar as relações entre nossos dois países", afirmou Obama, acrescentando que os Estados Unidos pretendem criar mais oportunidades para que americanos e cubanos trabalhem juntos.

"Aumentar o comércio é bom para americanos e para o povo cubano", disse Obama, que autorizou o aumento nas conexões de telecomunicações entre os dois países.

Enquanto falava em Washington, o presidente de Cuba, Raul Castro, também fazia seu próprio pronunciamento à nação em Havana. Os dois líderes conversaram por telefone por mais de 45 minutos na terça-feira, o primeiro contato presidencial significativo entre Estados Unidos e Cuba desde 1961.

Aos cubanos, Castro disse que a decisão do presidente Obama merece respeito e reconhecimento do nosso povo. Ele também agradeceu especialmente os esforços do Canadá e, principalmente do papa Francisco.

"Quero reconhecer o apoio do Vaticano e, em especial, do papa Francisco, na melhoria das relações entre Cuba e os Estados Unidos", afirmou Castro.

Porém, o líder cubano reafirmou que segue pendente um tema importante para o seu povo, que é o embargo econômico dos Estados Unidos sobre Cuba. Ele disse que instou o governo Obama a "remover os obstáculos que impedem ou restringem os vínculos" entre os dois países.

O anúncio de hoje ocorre após mais de um ano de negociações secretas entre Washington e Havana. O restabelecimento das relações diplomáticas foi acompanhado pela libertação do americano Alan Gross, preso há mais de cinco anos em Cuba, e a troca de um espião americano mantido em Cuba por três cubanos presos na Flórida.

Obama disse que a prisão de Gross era um "grande obstáculo" na normalização das relações entre os países. Gross desembarcou nesta manhã em uma base militar nos arredores de Washington, acompanhado de sua mulher e de alguns congressistas americanos. Ele foi imediatamente levado para um encontro com o secretário de Estado, John Kerry.

Como parte das medidas para retomar os laços diplomáticos com Cuba, os Estados Unidos vão reabrir em breve uma Embaixada em Havana e os governos trocarão visitas e contatos de alto nível. Washington também vai facilitar as viagens para Cuba, incluindo para permitir visitas familiares, negócios oficiais do governo dos EUA e atividades educacionais. As viagens de turismo, no entanto, permanecem proibidas.

E a Folha, que sempre foi contra, não perdeu tempo, anunciou em seguida:Alvo de críticas, financiamento do porto Mariel é golaço do Brasil

Com o porto de Mariel e outros inúmeros investimentos em Cuba, o Brasil é um dos países que estão mais bem posicionados para se beneficiar da queda do embargo americano à ilha, cuja negociação será anunciada hoje.

Alvo de críticas ferrenhas,-- por parte do PSDB-- o porto de Mariel,  está a apenas 200 quilômetros da costa da Florida.

Depois da dragagem, poderá receber navios grandes como os Super Post Panamax, que Dilma citou várias vezes durante a cúpula da Celac este ano, e concorrer com o porto do Panamá.

Mesmo sem a dragagem, já será concorrente de portos como o de Kingston, na Jamaica, e das Bahamas, bastante movimentados.

O raciocínio do governo brasileiro sempre foi o de "entrar antes da abertura para já estar lá quando caísse o embargo".

Essa estratégia se provou acertada.

Dilma defende Porto de Mariel, em Cuba

A presidente Dilma citou o Porto de Mariel, em Cuba, financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pouco antes de embarcar de volta da Argentina para o Brasil. "Fico muito feliz com o acordo entre os Estados Unidos e Cuba porque toda a política do governo brasileiro até agora tem sido enfatizar, e não só do ponto de vista retórico, mas com ações concretas, a forma pela qual Cuba tem de ser integrada. Algo que foi tão criticado durante a campanha, o porto de Mariel, mostra hoje mesmo a sua importância para toda a região. E para o Brasil principalmente na medida em que hoje o porto é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", afirmou Dilma, na porta do carro oficial que a levou para a base aérea de Paraná.

O tema "Porto de Mariel" foi uma das principais críticas feitas pela oposição durante a campanha presidencial, vencida por Dilma no segundo turno por margem estreita de votos. Liderados pelo tucano Aécio Neves (PSDB-MG), os oposicionistas criticaram a decisão do governo federal petista de usar recursos subsidiados do BNDES para financiar a construção de um porto em Cuba, comandado há quase 56 anos pelos irmãos Fidel e Raúl Castro.

"Eu achei fantástica essa retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que isso é um marco das relações da nossa região", completou Dilma
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/12/estados-unidos-e-cuba-retomam-relacoes.html

Golpe do petróleo dos EUA visa perpetuar “reciclagem extorsionista” do dólar

18.12.2014
Do blog VI O MUNDO, 17.12.14

dedo-petroleo-450
Acabou a alegria dos produtores
Subterfúgio saudi-estadunidense derruba ações e crédito

O Golpe do Petróleo
por MIKE WHITNEY, no Counterpunch, em 16.12.2014, reprodução parcial

“John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, alegadamente fechou um acordo com o rei Abdullah em setembro sob o qual os sauditas venderiam petróleo cru abaixo do preço de mercado. Isso ajudaria a explicar a queda do preço num momento em que, dada a confusão causada no Iraque e na Síria pelo Estado Islâmico, normalmente o preço estaria subindo”.  (Stakes are high as US plays the oil card against Iran and Russia, Larry Eliot, no diário britânico Guardian)

Os poderosos dos Estados Unidos estão colocando o país sob o risco de outra crise financeira para intensificar sua guerra econômica contra Moscou e para avançar em seu plano de “controle da Ásia”.

O que está acontecendo: Washington persuadiu os sauditas a abarrotar o mercado de petróleo para derrubar os preços, dizimar a economia da Rússia e reduzir a resistência de Moscou ao crescente cerco da OTAN e às novas bases militares dos Estados Unidos na Ásia Central.

O esquema saudita-estadunidense derrubou os preços do petróleo à metade desde o pico de junho.

O grande declínio dos preços ameaça estourar a bolha dos endividados, aumentou a turbulência nos mercados de crédito e derrubou as ações globais.

Os mercados em polvorosa e o contágio econômico não detiveram Washington e seu plano irresponsável, um plano que usa o regime marionete de Riyadh para a guerra dos Estados Unidos por recursos naturais.

Aqui vai um breve resumo de um artigo de F. William Engdahl intitulado “The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria”:
Detalhes emergem de um acordo secreto e estúpido da Arábia Saudita com os Estados Unidos sobre a Síria e o assim chamado Estado Islâmico. Envolve o controle de gás e petróleo em toda a região e o enfraquecimento da Rússia e do Irã, com os sauditas abarrotando o mercado mundial com petróleo barato. Os detalhes foram acertados em setembro numa reunião entre o secretário de Estado John Kerry e o rei saudita…
…o reino da Arábia Saudita está invadindo os mercados com petróleo barato, causando uma guerra de preço dentro da OPEP… Os sauditas estão dirigindo as vendas para a Ásia, em particular para seu grande comprador asiático, a China, com oferta de petróleo entre 50 e 60 dólares o barril, em vez do preço anterior de 100 dólares. A operação de desconto dos sauditas parece coordenada com uma operação de guerra do Tesouro dos Estados Unidos, através de seu Office of Terrorism and Financial Intelligence, em cooperação com um punhado de operadores de Wall Street que controlam os negócios com derivativos de petróleo. O resultado é pânico no mercado, que ganha impulso diariamente. A China está feliz de comprar petróleo barato, mas seus aliados — a Rússia e o Irã — estão sofrendo severamente…
De acordo com Rashid Abanmy,  presidente do Saudi Arabia Oil Policies and Strategic Expectations Center, baseado na capital saudita, o dramático colapso dos preços está sendo causado deliberadamente pelo maior produtor da OPEP. A razão pública alegada é a conquista de novos mercados, por conta da queda de demanda global. A razão real, segundo ele, é colocar pressão no Irã por causa de seu programa nuclear e na Rússia, para acabar com o apoio ao regime de Bashar al-Assad na Síria… Mais de 50% do orçamento russo vem da exportação de gás e petróleo. A manipulação do preço por parte dos Estados Unidos e da Arábia Saudita visa desestabilizar fortes oponentes das políticas globalistas dos Estados Unidos. Alvos incluem Irã e Síria, ambos aliados da Rússia na oposição aos Estados Unidos como único superpoder. O alvo principal, no entanto, é a Rússia de Putin, a maior ameaça hoje à hegemonia dos Estados Unidos (The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria, F. William Engdahl, BFP)
Os Estados Unidos precisam atingir seus objetivos na Ásia Central ou abrir mão da posição de único superpoder do mundo. É por isso que os formuladores de política dos Estados Unidos embarcaram numa aventura tão arriscada. Não há outra forma de sustentar o status quo que permite aos Estados Unidos impor o sistema dólar ao mundo, um sistema pelo qual os Estados Unidos trocam papel moeda produzido à vontade pelo seu Banco Central por recursos naturais, produtos manufaturados e trabalho duro. Washington está preparada para defender sua extorsionista reciclagem de petrodólares até o fim, mesmo se o resultado for guerra nuclear.

Como a inundação do mercado causa instabilidade

Os efeitos destrutivos e desestabilizadores deste plano lunático podem ser vistos em toda parte. Preços do petróleo em queda tornam mais difícil para as empresas de energia conseguir financiamento para rolar suas dívidas ou manter as operações atuais.

As companhias emprestam com base no tamanho de suas reservas, mas quando os preços caem quase 50% — como aconteceu nos últimos seis meses — o valor destas reservas cai, o que reduz o acesso delas ao mercado de crédito e força os dirigentes a vender bens a preço de liquidação ou enfrentar bancarrota.

Se o problema ficasse contido no setor, não haveria razão para se preocupar. Mas o que preocupa Wall Street é que a falencia de empresas de energia poderia afetar todo o sistema financeiro e engolir os bancos. Apesar de seis anos de taxas de juros zero e do chamado monetary easing, os grandes bancos estadunidenses estão perigosamente descapitalizados, o que significa que uma onda inesperada de falencias poderia causar o colapso das instituições mais fracas e jogar todo o sistema em nova crise. Aqui está um excerto de um post do Automatic Earth intitulado “O petróleo vai matar os bancos zumbis?”:
Se os preços cairem ainda mais, significa que a maior parte do edifício construído em torno do gás de xisto desabaria [PS do Viomundo: Um negócio que teve crescimento espetacular nos Estados Unidos em anos recentes]. E isso causaria um terremoto no mundo financeiro, já que alguém ofereceu os empréstimos sobre os quais o edifício se assentou. Um número imenso de investidores se endividou com taxas altas de juros, inclusive investidores institucionais, e eles estão quase se queimando… se o preço do petróleo continuar neste caminho, o Banco Central deve começar a pensar em outro resgate dos bancos de Wall Street. (Will Oil Kill the Zombies?, Raúl Ilargi Meijer, Automatic Earth)
O problema com a queda dos preços do petróleo não é apenas com a deflação ou a redução dos lucros; é o fato de que todos os setores da indústria — exploração, desenvolvimento e produção — está sobre uma montanha de tinta vermelha (junk bonds). Quando aquela dívida não puder mais ser refinanciada, os emprestadores primários (instituições financeiras e garantidores) vão enfrentar grandes perdas, que causarão efeito dominó em todo o sistema.

[...]

Na semana passada, preços do petróleo em queda começaram a impactar os mercados de crédito, com os investidores se livrando de dívidas que parecem impagáveis. Os sinais de contágio já são aparentes e devem piorar. Investidores temem que se não acionarem o botão de vendas agora, não encontrarão compradores mais tarde. Em outras palavras, a liquidez está secando rapidamente, o que por sua vez acelera o declínio do mercado. Naturalmente, isso afeta os papéis do Tesouro americano, que são vistos como livres de risco. Com os investidores jogando tudo nos papéis do Tesouro, as taxas de juros de longo prazo estão coladas no chão. Na sexta-feira a taxa de juros nos papéis de 10 anos do Tesouro bateu em minúsculos 2,08%, o que seria de se esperar no meio de uma Depressão.

A insurgência liderada pelos sauditas reverteu a direção do mercado, colocou as ações globais em mergulho e causou pânico nos mercados de crédito. Enquanto o sistema financeiro se aproxima de uma nova crise, autoridades de Washington permanecem em silêncio, nunca soltando mais que um pio sobre a política saudita que pode ser descrita como um ato deliberado de terrorismo financeiro.

Por que? Por que Obama e companhia ficam calados enquanto os preços do petróleo desabam, uma indústria nacional é demolida e as ações caem de um precipício? Pode ser porque atuam em conjunto com os sauditas num grande jogo para aniquilar os inimigos da gloriosa New World Order?

Tudo indica que sim.

MIKE WHITNEY lives in Washington state. He is a contributor to Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion (AK Press). Hopeless is also available in a Kindle edition. He can be reached at fergiewhitney@msn.com.

PS do Viomundo: E o chamado PIG quer fazer você crer que quem está derrubando as ações da Petrobras na Bolsa é a Graça Foster!

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mike-whitney-golpe-petroleo-dos-estados-unidos-visa-perpetuar-reciclagem-extorsionista-dolar.html