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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Projeto B e as agências de publicidade que organizaram o golpe de 64

15.12.2014
Do PORTAL OPERA MUNDI
Por Joana Monteleone | São Paulo

Documentos mostram como órgãos de marketing atuavam junto ao Ipês, instituto golpista que trabalhou para desestabilizar o governo Jango, pautando veículos da imprensa brasileira no pré-golpe

O Ipês seria o “ovo da serpente” do golpe de 1964, sendo capaz de produzir uma notável campanha, que integrou importantes órgãos da imprensa e do entretenimento, produziu peças de teatro, programas de rádio e de TV, livros e, principalmente, 14 filmes curta-metragem que foram exaustivamente veiculados nas favelas, em sindicatos, universidades e empresas, durante os horários de almoço, em pracinhas das cidades do interior, clubes e nos cinemas da rede do empresário Severiano Ribeiro, antes da exibição dos filmes principais.
[Relatório final da CNV, vol. 2, pág. 307]


Era o fim de março de 1964 quando a agência de publicidade CommonWealth enviou, atrasado, o relatório mensal a um de seus maiores clientes, o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o Ipês. O conteúdo era secreto e relatores mencionavam o êxito do Projeto B. Dizia o texto:
O Projeto B teve grande êxito sob o aspecto de relações públicas, fator que influiu junto à opinião pública no exato momento em que desencadeavam os acontecimentos dos últimos dias de março. É de se registrar a reação de forças contrárias, que contra o projeto lançaram mão de falso noticiário, anulado por nossa campanha de divulgação.
No mesmo relatório, na sessão “projetos especiais” outro trecho que mencionava o Projeto B:
Nosso staff planejou e executou um programa de divulgação no setor da imprensa, rádio e TV de acordo com o Projeto B. Seus resultados foram bastante compensadores. Outro auxílio por nós prestado, nos termos do mesmo projeto, diz respeito aos convites a várias autoridades, trabalho que exigiu ininterrupto empenho de todo nosso pessoal de mais alto nível.
Assim, ficamos sabendo de como atuou, nos bastidores, uma poderosa máquina de divulgações das ideias contrárias ao governo João Goulart. Não é segredo que o Ipês, trabalhou incansavelmente desde 1961 para que se articulassem as forças que viriam a dar o golpe militar em 1º de abril de 1964. Quando o Ipês fazia contato com a agência CommonWealth seus escritórios ficavam na Rua Brigadeiro Luiz Antonio, 54, 16 andar, pertinho da Faculdade de Direito da USP, um prédio que abriga até hoje diversos escritórios de advogados ilustres.
Leia mais sobre o conteúdo do relatório final da CNV:


Sabe-se que o instituto pagou por propagandas da agência de Jean Mazon, a mais importante da época, fazendo severas críticas ao governo. Sabe-se das listas de comunistas (que seriam usadas depois do golpe) elaboradas por um dos diretores do Ipês, o general Golbery do Couto e Silva, fundador, na ditadura do SNI (Sistema Nacional de Informações). Sabe-se da ação conjunta com o Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) para a compra de deputados nas eleições de 1962. O que não se sabia era como o Ipês se articulava com as agências de publicidade e relações públicas e com os jornais para criar um clima favorável aos golpistas. Agora, com este documento, cedido pelo CPDOC da FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, isso ficou claro [leia entrevista com a pesquisadora Martina Spohr, coordenadora do setor de documentação do CPDOC/FGV].
O Ipês paulista, com o dinheiro de empresários, pagava a uma agência de publicidade e relações públicas para organizar as pautas e criar o forte clima de instabilidade do governo de João Goulart. Esta agência era a CommonWealth, situada à praça Martinico Pardo, 33, conjunto 1105, em meio às primeiras agências brasileiras de publicidade. Era uma empresa brasileira, filiada à PR International, que ficava no centro das agências americanas, na Park Avenue, 445, Nova York. Seu diretor era Sebastião Annunciato, hoje nome de uma bucólica rua no Jardim Celeste em São Paulo. Na época, Sebastião ajudou os diretores do Ipês a depor o governo de Jango.

[Artigo de 1964 da revista norte-americana 'Fortune' traz foto de Júlio de Mesquita Filho (centro), diretor-proprietário do 'Estadão']
As pautas eram resolvidas com os diretores do Ipês responsáveis pela divulgação do movimento: o secretário executivo, o general Moacyr Gaya; o empresário Paulo Ayres Filho, do Laboratório Pinheiros; o publicitário José Roberto Whitaker Penteado; e o médico Antonio Carlos Pacheco e Silva estavam na linha há de frente dos conspiradores de São Paulo. Os temas eram os mais variados presentes na agenda norte-americana do pós-guerra, da resistência feroz à reforma agrária à defesa do papel da Igreja no Estado. Falava-se também muito da corrupção do governo e da perda dos valores democráticos.
"O Projeto B" e a imprensa
Todos os meses os relatórios mencionavam os órgãos de imprensa que haviam reproduzido os conteúdos “divulgados” pela CommonWealth. No ano que antecedeu o golpe militar, este passou a possuir um código secreto para a agência, “projeto B”. Pelo teor do relatório, o Projeto B referia-se claramente ao golpe militar em andamento, já que fala-se do sucesso de divulgação das marchas da família e, depois de março, da chamada "Revolução" de 1964.
Praticamente todos os grandes jornais do país seguiam a agenda proposta pela agência, reproduzindo artigos, entrevistando personagens “sugeridos”, dando livros de debates alinhados com as pautas da conspiração civil-militar.

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A agência centralizava em São Paulo as ideias para dar aos jornais. A Gazeta Esportiva, o Diário Popular, o Jornal do Comércio, o Diário do Comércio, a Gazeta MercantilO GloboO DiaA Tribuna são alguns dos nomes dos veículos impressos mencionados mensalmente nos relatórios secretos da CommonWealth ao cliente Ipês. Rádio e televisão seguiam a mesma linha: Repórter EssoDiário de São Paulo na TVGrande Jornal Falado da Tupi e Noticiário Ford foram programas mencionados muitas vezes. Jornais menores e em regiões distantes do país recebiam releases que eram copiados literalmente e impressos sem maiores apurações ou checagens. No relatório de março de 1964 a agência menciona que foram 64 recortes de notícias distribuídas pela CommonWealth.
O jornal Estado de S. Paulo foi um caso à parte. Seu principal dirigente Júlio de Mesquita Filho estava abertamente a favor do golpe, pedindo intervenção militar em diversos editoriais e contribuindo com dinheiro e trabalho para ajudar os militares e empresários.  Lembrava os anos de luta de São Paulo em 1932, que considerava “heroicos”.
Pagar as contas do golpe
A CommonWealth também estava contratada para fazer algo essencial para os conspiradores contrários ao governo democrático de João Goulart. Eles precisavam arrumar dinheiro entre os empresários paulistas para fazer uma espécie de “caixinha” que ajudava a apagar o golpe e as contas do instituto. O dinheiro arrecadado era usado em viagens que pediam apoio de políticos e governadores locais ao golpe em andamento, na impressão de livros, no pagamento da própria agência, nos serviços de espionagem e grilagem ilegais de Golbery, no pagamento de deputados contrários ao governo.
O marechal Cordeiro de Farias, um dos principais nomes do golpe, costumava dizer que sem o dinheiro, a mobilização paulista no golpe de 1964 não seria efetivada. Todos os meses a agência enviava cartas pedindo contribuições e fazia reuniões com empresários do mais diversos setores. Em abril de 1964, já depois do golpe, por exemplo, a agência conseguiu a promessa de contribuição de Bernardo Golfarb, proprietário das lojas Marisa, bem como da Munck do Brasil, das gráficas Ipiranga e da Samab, segundo seus relatórios.
Naturalmente, alguns órgãos de imprensa foram procurados, como a editora Abril de Victor Civita. No relatório de março de 1964, a reunião foi descrita como extremamente cordial. “Imbuiu-se a CommonWealth RP de entrevistar-se com vários contribuintes em potencial, entre os quais o presidente da Editora Abril, uma das mais destacadas do país. Ofereceu-se o sr. Victor Civita para imprimir livros e materiais editorais do Ipês a preço reduzido, o que equivale a razoável contribuição indireta”.
Outras vezes, foram alguns jornais que procuraram a agência sabendo da força empresarial por trás da agência e do Ipês. Foi caso do jornal Diário de São Paulo, em 4 de outubro de 1963, quando o diretor Edmundo Monteiro enviou uma carta a Paulo Ayres Filho dizendo que sempre havia sempre defendido os ideais da livre-iniciativa e os princípios democráticos e pedindo a compra de “60 a 100 assinaturas do jornal”.  Paulo Ayres responde negando a compra de assinaturas.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/38840/o+projeto+b+e+as+agencias+de+publicidade+que+organizaram+o+golpe+de+64.shtml

Falta papel higiênico nas escolas de SP

15.12.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Geraldo Alckmin foi reeleito já no primeiro turno para governar São Paulo por mais quatro anos. Caso conclua o novo mandato, o "picolé de chuchu", segundo a ácida ironia de José Simão, poderá somar 14 anos de residência no Palácio dos Bandeirantes. Isto apesar da crise de abastecimento de água no Estado mais rico da federação, do caos na segurança pública, das panes e atrasados no Metrô. Este "fenômeno eleitoral" tem várias causas, mas a principal é a enorme blindagem promovida pela mídia chapa-branca - que recebe fortunas em publicidade e outras regalias do governo estadual. Nem as maracutaias das gestões tucanas, como o "trensalão", ganham os seus holofotes. Agora, passada as eleições, a sociedade descobre que falta até papel higiênico nas escolas públicas de São Paulo.

Segundo reportagem da Rede Brasil Atual, o governo cortou em novembro a verba enviada a escolas da zona oeste da capital para compra de produtos de higiene e materiais de escritório. "As instituições de ensino terminam o ano letivo sem papel higiênico, folhas sulfite, sabonetes, copos descartáveis e outros itens básicos, como denunciaram à RBA professores e diretores que não se identificaram, temendo represálias... As escolas também ficarão sem a verba que anualmente era encaminhada para a realização de reformas no prédio e sem o dinheiro para contratação de professores-estagiários e para realização de atividades culturais fora da escola", relata a jornalista Sarah Fernandes.

Os materiais escolares e produtos básicos para manutenção das unidades são comprados por meio da chamada Verba Gimba, que deveria ser entregue mensalmente às escolas, de acordo com o número de alunos. Ela foi cortada em algumas unidades entre novembro e dezembro, o que obrigou muitos dos gestores a tirarem dinheiro de outros projetos. "'Ficamos sem papel higiênico e sem folhas para secar as mãos', afirmou uma professora de outra escola da rede estadual também na capital paulista, que igualmente manteve identidade em sigilo".

Procurada pela RBA, a Secretaria de Estado da Educação negou que faltem materiais nas escolas da rede pública estadual. No entanto, sua assessoria afirmou que "o sistema da rede de suprimentos, que passa por replanejamento, será reaberto às unidades nos primeiros dias úteis do mês de janeiro". Pelo jeito, tucanaram também os cortes de verbas, agora chamados de "replanejamento". "De acordo com dados do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), obtidos pela RBA, o montante encaminhado pelo governo do estado para 'outros materiais de consumo' foi reduzido em 40,7% entre setembro e outubro, último mês com dados fechados".


"O dinheiro para o 'Trato na Escola' – total de R$ 7,9 mil que as instituições recebem todo janeiro para realizar pequenas reformas, como pintura, conserto de janelas e compra de novas carteiras – também foi cortado. 'Só sabemos que a verba não vai vir no ano que vem, mais nada', lamentou um dos gestores que manteve contato com a reportagem. Segundo o Sigeo, a verba para a rubrica 'reforma de imóveis' caiu 44,4% entre setembro e outubro". Ainda de acordo com os entrevistados, também foram cortadas as verbas para realização de atividades fora de escola, do programa chamado Cultura é Currículo, e para a contratação de estudantes de licenciatura para estágios remunerados, pelo Residência Educacional, que funcionou na rede por apenas nove meses.


Apesar de toda retórica sobre "austeridade fiscal", que os tucanos bravateiam e a mídia chapa-branca amplifica, o Estado de São Paulo está falido. Geraldo Alckmin apresentou três déficits orçamentários consecutivos. Em 2011 foi de R$ 723,9 milhões; em 2012 de R$ 240,5 milhões; e em 2013 fechou em R$ 995 milhões. São Paulo só registrou superávits entre 1998 e 2010. "Em 10 de novembro deste ano, o governador publicou o decreto de número 60.887, que determinou que a média de realização das despesas correntes nos órgãos da administração estadual no último trimestre de 2014 'não poderá exceder a média do valor liquidado no período de abril a setembro de 2014'". A medida arrocha ainda mais os gastos do Estado, o que ajuda a explicar a falta de papel higiênico nas escolas públicas!

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Leia também:







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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/12/falta-papel-higienico-nas-escolas-de-sp.html

CRPS: REUNIÃO DA CNTSS/CUT, COM O NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

15.12.2014
Do portal da CNTSS/CUT


Presentes: Sandro Alex, presidente; Irineu Messias, SINDSPREV/PE,

Data: 11.12.2014

Local: Sede do CRPS, Brasília. DF


O presidente da CNTSS/CUT, Sandro Alex, acompanhado do dirigente do SINDSPREV/PE, Irineu Messias, reuniram-se com Dr. Carlos Alexandre que recentemente assumiu a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social substituindo Dr. Manoel Dantas.

 
 Presidente da CNTSS, Sandro Alex, discorreu sobre a importância da reestruturação do CRPS. Reivindicou uma solução definitiva para a situação funcional e a  diferença salarial existente entre servidores.. Irineu Messias, dirigente do SINDSPREV/PE e servidor da 3ª JRPS/PE, estava presente na reunião (foto abaixo).

Na pauta, constavam dois temas de bastante interesse tanto para a Confederação como para os servidores do CRPS e das Juntas de Recursos do país inteiro:

1 - Reestruturação do CRPS e das Juntas de Recursos;

2 - Situação funcional dos servidores do MPS, lotados no CRPS e nas Juntas.


1 - Reestruturação do CRPS e das Juntas de Recursos

O presidente da CNTSS/CUT, Sandro Alex, iniciou a reunião discorrendo sobre a importância do CRPS no sistema previdenciário brasileiro e por esta e tantas outras razões torna-se necessário sua imediata reestruturação, tendo em vista que as demandas cada vez mais crescentes dos segurados do INSS tanto no âmbito do CRPS quanto das 29 juntas em todos os estados brasileiros. Estas demandas já provocam represamento de processos de segurados. Mesmo com o advento da implantação do E – Recursos, que visava acelerar o

julgamento desses processos, já há sinais de esgotamento, em função do crescimento dessas demandas, o que implica na necessidade de seu constante aprimoramento, para inclusive, dar contar dessa futura reestruturação

Irineu Messias, servidor da 3ª Junta de Recursos, em PE, reforçou as palavras do presidente Sandro, quando lembrou que, apesar de 75 anos de existência do CRPS, (1939) a sociedade não tem ainda pleno conhecimento de sua importância e das instâncias recursais da Previdência Social. Salientando que esse desconhecimento é uma das principais causas do excessivo número de processos na Justiça Federal. Tal judicialização resulta em mais gastos para o erário público e uma grande demora no julgamento desses processos pelo poder judiciário.

A CNTSS já vinha defendendo, desde o presidente anterior, a reestruturação do CRPS, um órgão tripartite, composto por representantes dos trabalhadores, dos empresários e do governo, para que possa cumprir sua função principal, que é a de garantidor de  direitos  dos segurados da Previdência Social.


1.1  – CNTSS reivindica participação no Grupo de Trabalho da reestruturação


Novo presidente do CRPS, Dr. Carlos Alexandre, defende que a reestruturação do CRPS deve ser feita ouvindo a sociedade civil e em sintonia com Ministério da Previdência Social

Foi uma grata surpresa perceber que o novo presidente tem visão similar à da Confederação. Ele comunicou que já vem fazendo este debate interno, sintonizado com o Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves que tem se mostrado, segundo ele, sensível a este tema. Contudo, disse Dr. Carlos, quererá aprofundar o debate previamente, através de um Grupo de Trabalho a ser constituído ainda no mês de dezembro de 2014, com as entidades da sociedade civil, particularmente com aquelas que já têm representação no

CRPS.  O GT frisou Dr. Carlos servirá para elaboração de propostas de reestruturação. Seu relatório final será enviado ao Ministro da Previdência Social.

A Confederação fez questão de frisar alguns temas  que precisam ser objeto de profundo debate no GT, sem prejuízos de outros temas que surgirão:

a) Eliminação da dependência logística do INSS;

b) Falta de autonomia financeira do CRPS e das Juntas;

(c) Situação funcional e salarial dos servidores do MPS lotados nessas instâncias recursais;

d) Capacitação permanente em Legislação Previdência,  como em outros temas que se faça necessário, tanto para os Conselheiros como para os todos os servidores.

Foi informado, neste momento, pelo presidente Sandro que, no dia 18.12.2014, ás 09h, a CNTSS se reunirá com o Senador Paulo Paim, para tratar da importância do CRPS e das Juntas de Recursos como garantidores de direitos dos segurados do INSS.


Senador Paulo Paim (PT/RS) tem sido um ardoroso defensor dos segurados da Previdência no Congresso Nacional.

A CNTSS tentará convencer o parlamentar a abraçar o tema da reestruturação, propondo que o mesmo convoque uma audiência pública já no primeiro trimestre de 2015. Esta mesma estratégia será feita com parlamentares, na Câmara dos Deputados, particularmente os integrantes da Comissão de Seguridade Social, entre outras.

O presidente Sandro também reivindicou a participação da CNTSS/CUT, neste GT, visto que há muito tempo já defende o tema da reestruturação do CRPS, mas que o fará ouvindo os servidores, através de encontros regionais e nacionais, a ser realizados no primeiro trimestre de 2015.


Informou ainda, Sandro Alex que além da Confederação representar, perante á Previdência Social, os servidores do CRPS/Juntas, representa também trabalhadores da saúde privada, são vinculados ao Regime Geral de Previdência.

Dr. Carlos Alexandre, garantiu que as entidades que tem assento no CRPS, estarão compondo este GT. Foi reiterada a presença da CNTSS/CUT no mesmo.

2 – Situação funcional e salarial dos servidores do CRPS/Juntas

Embora o tema reestruturação tenha se mostrado prioritário para o novo presidente do CRPS, durante a reunião, o presidente da CNTSS, Sandro Alex, fez que questão de lembrar que a situação funcional e salarial dos servidores precisa ter uma atenção igualmente prioritária e que não deveria está atrelada ao debate da reestruturação.

O dirigente SINDSPREVPE, Irineu Messias, inclusive informou que a questão funcional dos servidores dos MPS lotados nessas instâncias se arrastava há anos, sem que houvesse uma solução  por parte  do CRPS, para o drama salarial vividos pelos mesmos.

 Irineu Messias, relatou ao Dr. Carlos Alexandre, que apenas 20%( vinte por cento) dos servidores das 29 juntas, são do Ministério da Previdência Social( Carreira do CPST), e os 80% restante são oriundos do INSS, portanto integrantes da Carreira do Seguro Social.

O dirigente continuou relatando que, em que pese as carreiras desses dois grupos de servidores (Carreira da Saúde, Trabalho e Previdência e Carreira do Seguro Social) tenham atribuições diferentes, contundo executam as mesmas tarefas administrativas tanto no CRPS quanto nas Juntas de Recursos. Como esta situação que se arrasta há muito tempo, o Ministério da Previdência Social gerou e continua gerando um constrangimento salarial aos seus próprios servidores sem apresentar, até o presente momento, uma proposta que vise igualar os salários desses dois grupos de servidores que desempenham as mesmas tarefas.

Nesse sentido, a Confederação apontou algumas duas sugestões que possam resolver em definitivo, essa discrepância salarial entre ambos os grupos que, diga-se de passagem, convivem pacífica e harmoniosamente e juntos desempenham suas tarefas com compromisso e dedicação.

Foi dito ainda ao Presidente do CRPS, que a CNTSS apresentou uma proposta de solução através de Ofício, ao Ministro da Previdência Social, com cópia, para o anterior presidente, Dr. Manoel Dantas, apontando a solução para resolver esta discrepância, mas que foi recusada pelo Gabinete do Ministro da Previdência Social, em ofício recentemente enviado à CNTSS. A CNTSS insistirá na reapresentação da proposta, uma vez que a resposta dada, além de legalista não foi convincente e nem foi apresentada outra proposta.

A proposta da CNTSS apontava para a reabertura de um novo prazo para a adesão à Carreira do Seguro do Social, dando a oportunidade a todos os servidores do Ministério da Previdência Social, lotados no CRPS  e nas Juntas de Recursos pudessem aderir a essa Carreira, uma vez que a maioria absoluta dos servidores das Juntas de Recursos já são integrantes desta mesma; desse modo, a diferença salarial estaria definitivamente resolvida. Contudo, Dr. Carlos não quis avançar neste tema, sendo que o presidente Sandro Alex, insistiu que em janeiro de 2015, houvesse outra reunião para avançar tanto no tema da

reestruturação, como principalmente neste tema da diferença salarial, solicitando ao Dr. Carlos a constituição de um diálogo permanente para resolver este antigo e justo pleito dos servidores do MPS, lotados na Juntas.

A CNTSS solicitou outra reunião para Janeiro de 2015 para continuar no debate deste tema e, sobretudo para instalação de um espaço permanente de negociação sobre todas as questões pertinentes aos servidores do CRPS e das Juntas de Recursos

São Paulo, 15 de dezembro de 2014
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É IMPRESSÃO MINHA OU SÓ SE INVESTIGA E PUNE O PT?

15.12.2014
Do portal BRASIL247,12.12.14
Por LULA MIRANDA

Não seria mais honesto e justo reconhecermos, de uma vez por todas, que a corrupção grassa, compromete todos os partidos e até serve como alicerce ao sistema político vigente como um todo?
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/163554/%C3%89-impress%C3%A3o-minha-ou-s%C3%B3-se-investiga-e-pune-o-PT.htm

Paulo Câmara anuncia os novos secretários estaduais. Saiba quem são eles

15.12.2014
Do portal DIARIO DE PERNAMBUCO


Com mais de uma hora de atraso, o governador eleito Paulo Câmara (PSB) reuniu aliados nesta segunda-feira (15) para anunciar o primeiro escalão de sua equipe. A maioria dos nomes é conhecida dos pernambucanos, pois fez parte das gestões do ex-governador Eduardo Campos (2007-2010), morto em acidente aéreo em agosto. Outros nomes também já atuaram durante a gestão de Jarbas Vasconcelos (PMDB) à frente do Executivo estadual. Paulo Câmara contemplou os partidos da Frente Popular e abriu espaço para parlamentares não reeleitos neste ano ao convocar deputados federais e estaduais para seu governo.

Durante o evento, o secretário de planejamento, Danilo Cabral, fez uma apresentação da nova estrutura de governo. Ele destacou a criação do gabinete de projetos estratégicos, coordenado por Renato Thièbaut. "É uma unidade que vai monitorar mais de perto o conjunto das ações mais estratégicas do governo", disse. Novas secretarias também foram criadas: a de Direitos Humanos, Habitação e Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. Cabral anunciou, também, que a Secretaria de Turismo passará a incorporar as pastas de Esportes e Lazer, que antes faziam parte da Secretaria de Educação.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por sua vez, passará a incorporar questões relacionadas à distribuição de energia e ao abastecimento de água. O governador eleito também atendeu às demandas da sociedade civil organizada, mantendo a Secretaria da Mulher.

Paulo Câmara afirmou que os nomes anunciados foram baseados na discussão com a sociedade pernambucana. Destacou, também, que havia construído um programa de governo registrado em cartório, com o compromisso de dar continuidade à gestão do ex-governador Eduardo Campos. "Essa equipe foi montada com esse espírito, de superação, de defender e honrar o legado que construímos juntos", disse Câmara, acrescentando que Pernambuco tem sido um exemplo para o Nordeste nos últimos anos.

O governador eleito agradeceu aos futuros secretários e falou sobre a saúde financeira do estado, afirmando que as contas estão equilibradas. Adiantou que a gestão estadual será parceira de todos os 184 municípios do estado. Visivelmente emocionado, afirmou que o modelo de gestão implantado por Eduardo Campos está reforçado e lembrou que hoje é o dia do aniversário do ex-governador Miguel Arraes, falecido em 2005.

O socialista revelou que nesta semana inicia o processo de transição com os secretários titulares e, no próximo sábado (20), haverá reunião de trabalho com todos para definir as primeiras ações a serem realizados em 2015. Os secretários adjuntos deverão ser escolhidos pelos secretários nomeados nesta segunda-feira até 1° de janeiro.

Confira a lista abaixo:

Chefe da assessoria especial
José Cavalcanti Neto

Chefe de gabinete de projetos estratégicos
Renato Thièbaut

Chefe de gabinete de projetos do governador
Rui Bezerra Filho

Chefe da Casa Militar
Coronel Mário Cavalcanti

Procuradoria geral do estado
Antônio César Caúla Reis

Secretaria da Casa Civil
Antônio Figueira
Comandou a pasta da Saúde durante a gestão Eduardo Campos. Neste ano, deixou a gestão para fazer parte da coordenação da campanha de Paulo Câmara ao governo do estado. Na pasta, foi criado um "braço" de relações institucionais, que será comandado por André Campos (PSB), deputado estadual não reeleito.

Secretaria de Planejamento
Danilo Cabral
Eleito deputado federal, ele volta ao governo do estado. Durante as gestões de Eduardo Campos atuou nas pastas de Cidades e Educação. Com a ida de Danilo para o governo, Paulo Câmara abre espaço para que o deputado federal Augusto Coutinho (SD) continue na Câmara dos Deputados, apesar de não ter sido reeleito neste ano. 

Secretaria da Fazenda
Marcio Stefanni
Atual secretário de Desenvolvimento Econômico, ele também fez parte do governo Eduardo Campos. Antes da atual pasta, ele foi presidente da AD-Diper.

Secretaria da Administração
Milton Coelho
Foi secretário de Governo da segunda gestão de Eduardo Campos (2011-2010) e um dos aliados mais próximos do ex-governador. 

Secretaria de Educação
Fred Amâncio
Também fez parte das gestões de Eduardo Campos e de João Lyra Neto no comando de várias pastas. Fazendário de carreira, foi secretário da Saúde, de Desenvolvimento Econômico e, atualmente, é de Planejamento e Gestão.

Secretaria da Saúde
Iran Costa
Médico e interventor do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) desde março de 2013.

Secretaria das Cidades
André de Paula
Eleito deputado federal, ele vai comandar uma pasta responsável por algumas das principais obras do governo estadual. Com a escolha de André de Paula, ele contempla o partido aliado PSD e abre espaço que Cadoca (PCdoB), não reeleito, permaneça na Câmara dos Deputados.

Desenvolvimento Social, Criança e Juventude
Isaltino Nascimento
Ele foi secretário de Transportes na gestão de Eduardo Campos. Deixou o governo para concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa, mas não foi eleito. 

Secretaria de Agricultura
Nilton Mota
É outro que volta à gestão estadual. Foi secretário da Educação de Pernambuco, presidente da Companhia Estadual de Habitação entre 2011 e 2012. Quando Geraldo Julio foi eleito prefeito do Recife, ele deixou o governo estadual e assumiu a pasta de Infraestrutura e Serviços Urbanos da capital. Nestas eleições, conquistou uma das 49 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Desenvolvimento Econômico
Thiago Norões
Procurador de carreira, ele foi procurador-adjunto na primeira gestão de Eduardo Campos (2007-2010). No governo seguinte, foi o titular da pasta. Deixou a gestão neste ano após desentendimentos com o governador João Lyra Neto, quando se integrou à equipe de transição.

Secretaria Micro Empresa, Qualificação e Trabalho 
Evandro Avelar
Atual secretário das Cidades, Avelar deixa a pasta após quase oito meses - ele foi nomeado quando João Lyra Neto assumiu o governo, em abril. É engenheiro civil e já foi secretário de Desenvolvimento Urbano e de Projetos Especiais. Já esteve à frente também da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Humana de Jaboatão dos Guararapes e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU).

Secretaria de Meio Ambiente
Sérgio Xavier
Ele volta ao governo para a mesma pasta que ocupou durante a gestão de Eduardo Campos. A escolha dele abre espaço para o Partido Verde e para um aliado da ex-ministra Marina Silva, que foi candidata do PSB à Presidência da República.

Secretaria de Imprensa
Ennio Benning
O jornalista foi repórter e editor dos cadernos de política e economia do Diario. Já foi titular da Secretaria de Imprensa durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), para quem trabalhou até este ano, quando foi cedido (a princípio, temporariamente) para a campanha de Paulo Câmara (PSB) ao governo do estado, estando à frente do núcleo de comunicação.

Secretaria de Turismo
Filipe Carreras
Formado em Ciências Contábeis, Carreras iniciou sua atuação na vida pública em 2013, quando ocupou a Secretaria de Turismo e Lazer da Prefeitura do Recife. Até então, trabalhava na indústria de entretenimento. Neste ano, candidatou-se a deputado federal, sendo o candidato mais votado na capital pernambucana e um dos mais votados em todo o estado. A cadeira de Carreras na Câmara Federal será ocupada por Fernando Monteiro (PP), sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro.

Secretaria de Transportes
Sebastião Oliveira 
Formado em Medicina, Sebastião Oliveira é deputado estadual, sendo integrante, inclusive, da mesa diretora da Assembleia Legislativa. Neste ano, conseguiu se eleger deputado federal, com mais de 115 mil votos. Natural de Serra Talhada, no Sertão, Oliveira é filho do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sebastião Ignácio de Oliveira Neto. A vaga de Sebastião na Câmara Federal será ocupada por Raul Jungmann (PPS), que atualmente é vereador do Recife.

Secretaria de Defesa Social
Alessandro Carvalho
O secretário permanecerá como titular da pasta, cargo que ocupa desde 2013. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, é delegado de Polícia Federal desde 1999. Já atuou nos estados do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Paraná. Ele é especialista em Gestão de Políticas de Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia e exerceu o cargo de secretário executivo de defesa social entre julho de 2010 e dezembro de 2013.

Controladoria-Geral do Estado
Rodrigo Amaro
É presidente da empresa Pernambuco Participações (Perpart), vinculada à Secretaria de Administração.

Secretaria de Justiça e Direitos Humanos 
Pedro Eurico

É o atual secretário de Criança e Juventude do governo do estado. Faz parte do PSDB, mas trata-se de uma escolha pessoal de Paulo Câmara. 

Secretaria da Mulher

Silvia Cordeiro 
É a atual secretária da Mulher da Prefeitura do Recife. É médica sanitarista e feminista. 
Secretaria de Cultura
Marcelino Granja
Foi titular da secretaria de Ciência e Tecnologia durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos (2007-2010). Deixou o governo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado, mas não foi eleito. A escolha de Marcelino contempla o PCdoB, partido aliado do PSB durante a campanha de Paulo Câmara ao governo do estado.

Secretária da Ciência, Tecnologia e Inovação 
Lúcia Melo

Secretaria de Habitação
Marcos Baptista

Líder do Governo na Assembleia Legislativa
Waldemar Borges
O governador eleito manteve o deputado à frente da liderança.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/12/15/interna_politica,549193/paulo-camara-anuncia-os-novos-secretarios-estaduais-saiba-quem-sao-eles.shtml