terça-feira, 18 de novembro de 2014

Impeachment: Congresso sob suspeita não ajuda a direita

18.11.2014
Do blog VI O MUNDO

caras
por Luiz Carlos Azenha

A batalha do impeachment está em andamento antes mesmo de termos acesso aos desdobramentos da Operação Lava Jato, que desmontou o megaesquema de corrupção na Petrobras. Antes mesmo que se saiba o destino dos R$ 9 bilhões que teriam sido desviados, sempre segundo a mídia. Se as empreiteiras envolvidas tinham contratos de R$ 95 bilhões com a empresa, isso significa que como um todo a propina andava na casa dos 10%. Quem embolsou? Se a pretensão é mesmo ir fundo no caso, basta agora seguir o dinheiro.

Em Crime de Responsabilidade, no domingo 16, o Estadão entrou na campanha pelo impeachment de Dilma antes mesmo dela assumir o segundo mandato.

A lógica do matutino é de que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma devem pagar pelo que fizeram ou deixaram de fazer:
“Diante das surpreendentes proporções do esquema de corrupção armado dentro da maior estatal brasileira com o objetivo de carrear recursos para o PT e seus aliados, não surpreende que os dois presidentes da República no poder durante o período em que toda essa lambança foi praticada soubessem perfeitamente o que estava ocorrendo”, diz o jornal. Prossegue: “Somente alguém extremamente ingênuo, coisa que Lula definitivamente não é, poderia de ignorar de boa-fé o que se passava sob suas barbas. Já Dilma Rousseff de tudo participou, como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil e, depois, como presidente da República. Devem, todos os envolvidos no escândalo, pagar pelo que fizeram — ou não fizeram”.
Para os Mesquita o caso vai além da esfera criminal. No campo político, Lula e Dilma cometeram crime de responsabilidade, dizem eles. Trata-se de uma tentativa dupla de impeachment: contra uma presidente em exercício e contra um ex-presidente e possível futuro candidato. O Estadão, assim, atira em 2018!

Há duas explicações subsidiárias à intenção dos Mesquita: sonhos de grandeza ligados aos ecos do caso Watergate — quando o Washington Post atirou em Richard Nixon quanto este ainda era candidato a um segundo mandato, que conquistou antes de se afastar — e a tentativa de emplacar um ministro da Fazenda amigável aos banqueiros controladores do Estadão. Esta, afinal, é a verdadeira batalha política do momento: quem vai ditar os rumos da economia. O resto, como lembraria Paulo Henrique Amorim, é o luar de Paquetá.
As pretensões dos Mesquita, no entanto, esbarram nos fatos. Fernando Brito, no Tijolaço, lembrou:
A mídia vai tentar esconder isso, mas não será possível. Os procuradores que respondem pela Operação Lava Jato afirmaram ontem, em coletivas de imprensa, que o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobrás teve início antes da chegada dos diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque. Aliás, sempre é bom lembrar que Costa e Duque estavam na Petrobrás desde os anos 70, e que assumiram cargos de responsabilidade bem antes da eleição de Lula. Voltando aos procuradores, eles afirmaram que o esquema dura há, no mínimo, 15 anos, ou seja, desde 1999, bem antes de Lula. Sem esquecer que as mesmas empreiteiras envolvidas no esquema junto a Petrobrás, desbaratado pela Polícia Federal, também estão envolvidas com escândalos relacionados à oposição, como o Rodoanel de São Paulo.
Que as empreiteiras financiam todo o sistema político brasileiro não é novidade. Basta consultar as provas levantadas em outra operação da Polícia Federal, a Castelo de Areia, que divulgamos aqui. Além disso, se o esquema foi montado em 1999 é preciso incluir entre os envolvidos em crime de responsabilidade o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso!

A presidente Dilma, ainda na Austrália, marcou sua posição:
Eu acho que isso pode mudar, de fato, o Brasil para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai se acabar com a impunidade. Nem todos, aliás, a maioria absoluta dos membros da Petrobras, os funcionários, não é corrupta. Agora, têm pessoas que praticaram atos de corrupção dentro da Petrobras. [...] Não se pode pegar a Petrobras e condenar a empresa. O que nós temos de condenar são pessoas. Pessoas dos dois lados: os corruptos e os corruptores. Eu acredito que a questão da Petrobras é simbólica para o Brasil. É a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos.
Em outras palavras, Dilma neste momento tenta tirar uma casquinha da investigação, lembrando que investigar corruptos e corruptores acontece pela primeira vez sob seu governo.

De sua parte, a direita tenta articular o embrião de um movimento parecido com o dos caras pintadas, que ajudaram a apear Fernando Collor do poder. Isso esbarrou, pelo menos em São Paulo, na divisão que se viu na manifestação de sábado: aqueles que pedem intervenção militar marchando ao IV Exército acabam parecendo doidivanas à opinião pública.

É impossível prever, a esta altura, quais serão os desdobramentos da Operação Lava Jato. Só o conhecimento oficial dos nomes dos parlamentares envolvidos vai permitir uma avaliação. Quem vai aderir à delação premiada? O que dirão os acusados em seus depoimentos? Seja como for, um Congresso enfraquecido e sob acusação não é um parceiro ideal para o pedido de impeachment de uma presidente em exercício.

O envolvimento de algumas das maiores empresas brasileiras em um megaescândalo de corrupção no interior de uma das petrolíferas mais importantes do mundo, com o objetivo de financiar políticos, coloca em xeque muito mais que o PT e o PMDB, mas todo o sistema político brasileiro. Não duvidamos que, em breve, vazamentos das próprias empreiteiras — com objetivos políticos — deixem claro que este é o caso.

Seja como for, Dilma Rousseff sabe que manter a economia em crescimento é essencial para não gerar descontentamento popular — o que poderia colocar lenha na fogueira de uma campanha pelo impeachment. Portanto, repetimos: a escolha do futuro ministro da Fazenda é, pelo menos no curto prazo, a decisão da presidente que realmente importa, para vitoriosos e derrotados nas eleições presidenciais recentes.

 Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/batalha-impeachment-em-andamento-congresso-sob-suspeicao-nao-ajuda-direita.html

Suiça adota o "bolivarianismo" e faz plebiscito até sobre gestão no Banco Central

18.11.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 

http://www.swissinfo.ch/por/su%C3%AD%C3%A7os-votam-sobre-reservas-de-ouro-/41069696
Os reacionários brazucas vão ter um troço.

Onde já se viu o povão decidir em plebiscito como o Banco Central deve manter as reservas?

E a "meritocracia dos banqueiros"? E as tais "decisões técnicas" dos "sábios" do mercado? O que o Itaú tem a dizer em nome da Marina Silva sobre o Banco Central Independente? E Armínio Fraga em nome do Aécio?

E, horror dos horrores, isto não ocorre na Venezuela, nem no Equador, nem na Bolívia. É na Suíça!

Aqui no Brasil os reacionários demotucanos não querem plebiscito nem para povo decidir com quais regras querem escolher seus governantes e legisladores. Aí aparece a Suíça permitindo ao povão fazer ingerência até no gestão das reservas do Banco Central!

Afinal a Suíça aderiu ao Foro de São Paulo com a "ingerência política" no Banco Central? E ainda mais com participação popular na forma de plebiscito? Que coisa mais "bolivariana"!

Que conselhos a Miriam Leitão, o Sardenbeng, o Olavo de Carvalho e o Lobão podem dar aos mais endinheirados daqui que tem contas secretas por lá, muitas fruto da corrupção, sonegação e lavagem de dinheiro?

A Empiricus vai fazer um vídeo "O fim do mundo começou em Genebra!"?

E uma eleitora grã-fina do Aécio que andou falando que iria morar na Suíça com a vitória de Dilma? Para onde ir agora?

A notícia vem do Swissinfo.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/suica-adota-o-bolivarianismo-e-faz.html

PÂNICO NO PMDB: FERNANDO BAIANO SE ENTREGA À PF

18.11.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/160895/Pânico-no-PMDB-Fernando-Baiano-se-entrega-à-PF.htm