sábado, 15 de novembro de 2014

Rede Globo e Aécio estariam envolvidos com Paulo Roberto

15.11.2014
Do BLOG DO SARAIVA, 14.11.14
AecioMarinho3  

Paulo Roberto Costa é o mais novo peão que foi introduzido no xadrez dessas eleições. Era funcionário de carreira desde os anos 70 da Petrobras. Ingressou na Petrobras em 1977. Nos Governos de FHC, de 1997 a 2003 exerceu a função de Conselheiro da TGB – Gasoduto Bolívia Brasil S.A., quando foi inserido na convivência com gestores internacionais da Enron e El Paso, tendo exercido a função de forma cumulativa de Diretor da Gaspetro com mandato de maio de 1999 a dezembro de 2000.

Ou seja, o envolvimento dele com o partido de Aécio é patente e sua dedicação a eles bastante eficaz.

Dizem que era intermediador de propina na Petrobras e fazia isso para vários partidos. Teria alguma participação na compra de votos para a reeleição de FHC? Não sabemos, e, pelo que parece isso não vai aparecer no seu depoimento, mesmo que possa ter acontecido.

Seria coincidência que o partido que o nomeou em cargos de gestão não aparece em momento algum nas reportagens vazadas para a mídia corporativa da sua delação que deveria estar sob segredo de justiça?

Outra coisa interessante também é que Paulo Roberto já confessou ter um contrato com a Globo para vender uma ilha. Sua Consultoria Costa Global teria entre seus contratados as organizações Globo.

Quantos e quais outros contratos teria Paulo Roberto e que pessoas estariam por trás desses contratos?

Alguns podem afirmar: Mas o que esse homem estava fazendo num governo do PT? E eu respondo.

Os Governos do PT, diferente do que a mídia corporativa afirma não aparelharam a Petrobras com gente do PT.

O PT priorizou o conhecimento técnico e a competência das pessoas, além do político. Mas, entre esses técnicos vários eram ligados a vários partidos, inclusive ao PSDB que cooptou pessoas para seu projeto depoder e aparelhou a Petrobras com muitos deles. O PT achou que não teria problemas com isso. Aí está no que deu. Coube a Dilma demiti-lo em 2012 quando já havia uma investigação sobre o assunto.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/11/rede-globo-e-aecio-estariam-envolvidos.html

Wladimir Pomar: Congregar a esquerda e reconquistar o centro para desarmar a direita

15.11.2014
Do portal da Revista Fórum, 14.11.14
Por Wladimir Pomar, em Correio da Cidadania

Não há dúvidas de que, tanto por erros do PT e do governo Dilma, quanto pela ação cotidiana e massiva da máquina de propaganda da grande burguesia, setores populares e médios da população foram arrastados ao antipetismo e à oposição a Dilma. Em termos políticos gerais, pode-se dizer que houve deslocamentos de parte considerável da centro-esquerda e do centro para a direita. E que a direita decidiu radicalizar sua oposição, apelando para o reacionarismo escrachado.

As razões dessa situação são várias. A direita, que inclui os representantes da grande burguesia nacional e estrangeira, se deu conta de que a mudança da legislação sobre o petróleo do pré-sal dará ao Estado brasileiro grande poder econômico, permitindo-lhe redirecionar a economia para um rumo mais soberano. O que é reforçado pela constituição do banco dos BRICS e pelo processo de integração da América do Sul. Não por acaso, ao antipetismo e às críticas ao governo Dilma, ganharam vulto os casos de corrupção na Petrobras. Casos que se tornaram a bola de vez da luta contra o governo e o PT, embora o alvo principal seja a paralisia e o desmantelamento da própria empresa estatal.

A direita também não quer admitir que o tripé neoliberal de juros altos, câmbio flutuante e superávits primários elevados para pagamento dos juros da dívida pública possam ser mudados. Não admite uma macroeconomia de juros baixos, câmbio administrado, redução da dívida pública, controle fiscal apropriado, maiores investimentos para o desenvolvimento da indústria, crescimento econômico e fortalecimento dos programas sociais voltados para a saúde e a educação públicas.

Macroeconomia que, mesmo tímida e desordenadamente, vinha sendo tentada pelo governo, mas não foi capaz de superar os problemas estruturais que entorpecem o crescimento. Além disso, o PT e o governo custaram a compreender, ou ainda não compreenderam, que o processo de crescimento via alargamento do consumo havia batido no teto. E que era indispensável adotar programas de investimento produtivo para poder atender às novas demandas surgidas da melhoria de condições de vida de grandes parcelas da população brasileira. Demandas que explodiram nas manifestações de junho de 2013, e colocaram a nu o afastamento do PT de suas bases sociais.

A direita procurou apropriar-se das reivindicações do povo nas ruas, municiou os raivosos para causar quebra-quebras e criar o caos político. A resposta de Dilma, porém, propondo reformas políticas, plebiscito, assembleia constituinte exclusiva, e regulamentação dos conselhos populares, atendeu em parte aos reclamos dos manifestantes. Mas, soou nos ouvidos da direita como as trombetas do apocalipse. A direita tem horror a qualquer aumento da participação popular nos assuntos do governo e do Estado. Para ela, aquelas propostas podem até constar na letra da Constituição, mas, como se dizia antigamente, “apenas para inglês ver”.

Evidentemente, a direita não podia, nem pode, tornar pública que sua oposição é essa. Ela tinha e tem que se opor a essas mudanças por vias travessas, aproveitando-se dos desvios, erros e vacilações do PT e do próprio governo. Assim, num processo de longo prazo e constante, procurou desconstruir pedra a pedra as bases do prédio que o PT e o governo tinham intenção de erguer. Processo que, a rigor, teve início em 2011, continuou crescente até o dia da eleição de 2014, e ainda permanece, embora em ritmo menos intenso.

Afinal, apesar da massa de mentiras, provocações, injúrias e golpes baixos dos mais diferentes tipos, que levaram parte dos setores populares e intermediários do eleitorado a acreditarem nas “mudanças” defendidas pelo tucanato, mais da metade do eleitorado reelegeu Dilma. O que obriga a direita a rever a estratégia e as táticas empregadas, mas não ao ponto de fazê-la aceitar o diálogo proposto pela presidenta.

Seria um engano crasso supor que essa direita esteja disposta a aceitar um diálogo que inclua concessões aos de baixo e a independência nacional. Rebaixamento dos juros, administração do câmbio, redução da dívida pública, controle fiscal apropriado, maiores investimentos para o desenvolvimento da indústria, crescimento econômico nacionalmente soberano e fortalecimento dos programas sociais voltados para a saúde e a educação públicas não fazem parte da pauta da direita. Para esta, como Aécio expressou em sua arenga no Senado, o diálogo só será viável se Dilma aceitar o programa que ele apresentou na campanha eleitoral.

Por outro lado, o deslocamento de grandes contingentes de centro-esquerda e de centro para a direita colocou o PT e o governo diante da necessidade de reconquistar tais setores como condição para criar uma correlação de forças majoritariamente favorável às reformas. Nesse sentido, Dilma acertou em propor o diálogo, já que não está na ordem do dia, nem há condições, para impor uma batalha decisiva com a direita.

Mas esta só aceitará o diálogo se for isolada politicamente, com novo deslocamento da centro-esquerda e do centro para a esquerda.

Portanto, ao mesmo tempo em que propõem o diálogo e se esforçam para realizá-lo, o PT e o governo terão que reconhecer seus erros e apontar as medidas que vão adotar para superá-los, principalmente em relação àqueles que mais sensibilizam a centro-esquerda e o centro. Por exemplo: é um erro estratégico que o PT e o governo, depois de tanto tempo, não tenham discutido seriamente as políticas de investimentos na indústria e na agricultura de alimentos, que são essenciais para retomar o crescimento de forma sustentada, e gerar mais empregos e mais salários.

Outro exemplo: as políticas de comunicação do PT e do governo foram um fracasso aberrante no enfrentamento da campanha diuturna da direita. Por um lado, quase não informavam o que estava sendo feito. Por outro, quando informavam, queriam fazer crer que as os atos positivos eram benesses governamentais, e não conquistas do povo que o governo acatava. E, ao invés de estimular a democratização econômica da mídia por todo o território nacional, utilizou “critérios técnicos” que só beneficiaram o oligopólio midiático.

Mais um exemplo: o tratamento que o PT dá à corrupção é carregado de vacilações e névoas. Falta empenho em esclarecer o envolvimento de militantes seus e, mais ainda, de puni-los publicamente. As manobras para evitar que André Vargas seja expulso da Câmara são vergonhosas. E medidas de afastamento provisório de militantes acusados de atos ilícitos, até que seja comprovada sua inocência, ou culpa, não fazem parte da cartilha interna da direção partidária. O que fornece à propaganda da direita material constante para continuar trombeteando “a roubalheira do PT”, e sua transformação numa quadrilha de “petralhas”.

Ainda outro exemplo, tão ou mais importante do que os demais: o PT se afastou de suas bases e raízes sociais, mesmo daquelas que estão sendo beneficiadas pelas políticas de emprego, salários maiores e transferências de renda. Deixou de fazer política de massa. A maior parte de seus dirigentes voltou-se completamente para a política institucional, abandonou o trabalho na base da sociedade e deixou de acompanhar a evolução da luta contínua e diária da maior parte da população brasileira. Assim, foi apanhada de surpresa com a eclosão das manifestações de junho de 2013 e, também, com as dificuldades da campanha eleitoral.

Nessas condições, um dever de casa preliminar consiste em reconhecer publicamente tais erros e começar a tomar medidas sérias para superá-los. Autocrítica não faz mal a ninguém e, em geral, tem efeito salutar, em especial na política, independentemente de ser militante, alto dirigente, e mesmo presidente, ou presidenta da república. Se tal reconhecimento for acompanhado de medidas concretas e transparentes para superar os erros, serão dados os primeiros passos para voltar a disputar a influência sobre a centro-esquerda e o centro políticos, e sobre as grandes massas populares da população brasileira.

Outra medida essencial para que esse movimento ocorra consiste em reaglutinar a esquerda em torno de um programa comum. O PT e Dilma precisam dar-se conta que a vitória dela nas eleições de 2014 se deveu, em boa medida, ao fato de que parte considerável da esquerda crítica a ambos reconheceu, acertadamente, que o problema colocado no segundo turno consistia em derrotar o inimigo principal, a direita conservadora e reacionária. Problema que continua após as eleições.

Portanto, é preciso transformar a atitude de negação da direita numa atitude de afirmação de um programa que congregue toda a esquerda, independentemente das divergências existentes sobre uma série de problemas. E a iniciativa quanto a isso cabe fundamentalmente ao PT e à presidenta Dilma. Não se pode unir todas as forças políticas do país, mas é possível congregar a maioria, principalmente se o país voltar a crescer economicamente, e o PT e governo reaprenderem a fazer política, tanto institucional quanto e principalmente de base.

Mesmo porque, no balanço atual das forças, o equilíbrio é muito instável. Os setores socialistas, democráticos e populares terão que saber medir adequadamente suas forças de modo a evitar cair em provocações desabridas dos setores raivosos da direita, sedentos de novo golpe militar. Assim, para levar o país a assistir a um diálogo civilizado entre as forças políticas, será necessário congregar a esquerda, reconquistar a centro-esquerda e o centro, dividir a direita conservadora, e neutralizar ou isolar a direita reacionária.

Ou seja, utilizar a tática de dois passos à frente em suas propostas efetivas, e recuar um passo na negociação concreta. Aliás, a mesma tática que Francisco, o papa, está utilizando para reestruturar o Vaticano. No pior dos casos, haverá o avanço de um passo.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/wladimir-pomar-congregar-esquerda-e-reconquistar-o-centro-para-fragilizar-direita/

Delegados da PF deixaram digitais

15.11.2014
Do BLOG DO MIRO,

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:

Ontem, quinta-feira 13, a reportagem de Júlia Duailibi, publicada em O Estado de S. Paulorevelou: no período eleitoral, delegados da Polícia Federal (PF) usaram as redes sociais para elogiar Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, e para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, que disputava a reeleição, bem como a replicar conteúdos críticos aos petistas.

Esses policiais, que mostraram ser anti-petistas militantes e radicais, são simplesmente os responsáveis pela Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, empreiteiras, doleiros, partidos políticos, funcionários e ex-funcionários da estatal.

Pela primeira vez os rostos desses delegados estão sendo mostrados. Para isso, contamos com a preciosíssima colaboração do NaMariaNews, que também nos ajudou na busca dos vídeos, das imagens e dos links que aparecem nos PS do Viomundo, ao final da matéria. Como os delegados mudam de nome dependendo da situação, a pesquisa foi bastante difícil.

São eles:

- Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado

As investigações da Lava Jato estão sendo conduzidas por delegados vinculados a Igor Romário de Paula, que responde diretamente a Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da PF do Paraná.

Igor Romário de Paula, que atuou na prisão do doleiro Alberto Youssef, participa de um grupo do Facebook chamado Organização de Combate à Corrupção (OCC), cujo “símbolo” é uma imagem da Dilma, com dois grandes dentes incisivos para fora da boca e coberta por uma faixa vermelha na qual está escrito “Fora, PT!”

- Márcio Adriano Anselmo, coordenador da Operação Lava Jato

Márcio Adriano Anselmo foi quem, no Facebook, afirmou: “Alguém segura essa anta, por favor”, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”

Na reta final do 2º turno, fez comentários em outra notícia, na qual Lula dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”. O delegado apagou há poucos dias o seu perfil no Facebook.

- Maurício Moscardi Grillo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários

Maurício Moscardi Grillo é o responsável por apurar a denúncia de grampos na cela de Youssef.

Segundo a reportagem de Júlia Duailibi, ele aproveita a mensagem de Márcio Anselmo, para se manifestar sobre Lula: “O que é respeito para este cara?”

Grillo também compartilhou uma propaganda eleitoral do PSDB, como a que dizia que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás. “Acorda!”, escreveu ele ao comentar a reportagem da Veja, que foi às bancas na quinta-feira anterior ao segundo turno: “Lula e Dilma sabiam de tudo”.

- Erika Mialik Marena, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná

Na delegacia de Erika Mialik Marena, estão os principais inquéritos da operação Lava Jato.

Em uma notícia sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás à Justiça Federal, ela comenta: “Dispara venda de fraldas em Brasília”. No Facebook, usava o codinome “Herycka Herycka”. Após a reportagem de Júlia Duailibi, seu perfil foi retirado dessa rede social.

A denúncia envolvendo esses quatro delegados da PF é gravíssima.

Estranhamente, a mídia deu pouca repercussão a ela.

Estranhamente também, até a hora do almoço da quinta-feira, 13 de novembro, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF) não haviam se manifestado sobre a denúncia do Estadão.

O Viomundo contatou então as quatro instituições, via suas respectivas assessorias de imprensa. Primeiro, por telefone. Depois, por e-mail, fazendo vários questionamentos.

Uma pergunta comum a todos:

– Que providências pretende tomar em relação ao caso?

Ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, perguntamos também:

– A partidarização explícita dos delegados da PF envolvidos na Lava Jato não contamina o resultado da investigação, já que eles demonstraram evidentes objetivos políticos?

– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição?

Ao ministro Teori Zavascki , do STF, indagamos:

– O comportamento dos delegados da PF não contamina a investigação, comprometendo o inquérito?

– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição, inclusive as delações premiadas?

À Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde fica a sua sede, perguntamos:

– O que a PF tem a dizer sobre os evidentes objetivos políticos desses delegados?

Na parte 1 da entrevista abaixo, o delegado Maurício Moscardi Grillo fala aos 2,06 minutos sobre a PF e como deve deve agir em casos policiais. Imperdível. Ele diz que a Polícia Federal é republicana. Exatamente o oposto do que fizeram os quatro delegados da PF durante as eleições de 2014.

Por isso, perguntamos também à Polícia Federal, via sua assessoria de imprensa:

– Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não agiu de forma republicana nessas eleições, mas politicamente em favor do então candidato do PSDB, Aécio Neves, e contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula?

Do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quisemos saber, entre outras coisas:

– Quais seriam as medidas punitivas aos envolvidos no caso?

– Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não age republicanamente, mas sistemática e politicamente em favor do PSDB e contra o PT?

Nenhum respondeu. Insistimos por telefone.

Questionada de novo, a Polícia Federal disse que não se manifestaria sobre o caso.

O procurador-geral Rodrigo Janot também não respondeu. A assessoria de imprensa da PGR, em Brasília, alegou que ele estava em São Paulo e não tinha sido possível contatá-lo. Desculpa, no mínimo, estranha, já que existe celular hoje em dia e de de vários modelos. Não seria mais digno dizer que não iria se manifestar e pronto?

Como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não respondeu às nossas quatro perguntas, acrescentamos agora uma nova:

– O senhor concorda com a nota dos procuradores do Ministério Público Federal, seção Paraná, em apoio aos delegados da PF?

A íntegra da nota:

Operação Lava Jato: Membros da força-tarefa do Ministério Público Federal manifestam apoio a delegados, agentes e peritos da PF

Os Procuradores da República membros da Força-Tarefa do Ministério Público Federal, diante do teor da reportagem “Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede”, publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” nesta data, vem reiterar a confiança e o apoio aos delegados, agentes e peritos da Polícia Federal que trabalham nessa operação.

Em nosso país, expressar opinião privada, mesmo que em forma de gracejos, sobre assuntos políticos é constitucionalmente permitida, em nada afetando o conteúdo e a lisura dos procedimentos processuais em andamento.

A exploração pública desses comentários carece de qualquer sentido, pois o objetivo de todos os envolvidos nessa operação é apenas o interesse público da persecução penal e o interesse em ver reparado o dano causado ao patrimônio nacional, independentemente de qualquer coloração político-partidária.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, também nada respondeu.

No início da noite, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça nos prometeu enviar o áudio da coletiva de Cardozo, dada um pouco antes em Brasília. Ficou na promessa. Mais uma vez o vazio.

Como bem observou Fernando Brito, do Tijolaço, no post Cardoso, o Lento, pede sindicância sobre “delegados do Aécio”, o ministro da Justiça “resolveu agir 12 horas depois que o país tomou conhecimento de que os delegados federais da Operação Lava-Jato participavam, no Facebook, de animadas e desbocadas tertúlias sobre a investigação que conduzem”.

Cardozo determinou à Corregedoria da Polícia Federal que abra investigação sobre o caso.

Na coletiva de imprensa, ele disse:


Cardozo mostrou mais uma vez que é inepto e incompetente, para o dizer o mínimo.

Em artigo publicado nesta sexta-feira 14, no GGN, Luis Nassif acrescenta:

O Ministro chega às 11 no trabalho, sai às 12h30 para almoçar, volta às 16 e vai embora por volta das 18h. A não ser que se considere como trabalho conversas amistosas com jornalistas em restaurantes da moda de Brasília.

Será que é por isso que esta repórter não recebeu as respostas de Cardozo até agora?

As manifestações dos quatro delegados da PF são cristalinas. Ou será preciso desenhar para Cardozo?

Nassif diz mais:

É blefe a atitude do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, de pedir uma investigação para a Polícia Federal sobre o ativismo político dos delegados da Operação Lava Jato. O problema da Lava Jato não é o ativismo de delegados no Facebook, mas a suspeita de armação com a revistaVeja na véspera da eleição. Se Cardozo estivesse falando sério, estaria cobrando a conclusão das investigações sobre o vazamento.

Os quatro delegados têm o direito de ter as suas preferências políticas. A questão é que o comportamento desrespeitoso está longe de ser um caso menor. “É um ato político”, avalia Paulo Moreira Leite, em seu blog.

Na condição de ministro da Justiça, Cardozo, como bem observou Paulo Moreira Leite, deveria saber que o aspecto do caso está resolvido no artigo 364 no regimento disciplinar da Polícia Federal, que define transgressões disciplinares da seguinte maneira:

I - referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da Administração pública, qualquer que seja o meio empregado para êsse fim.

II - divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhe a divulgação, bem como referi-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da Administração;

III - promover manifestação contra atos da Administração ou movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades;

A questão, portanto, é política. E parece que Cardoso não quer se dar conta da gravidade do que aconteceu debaixo do seu nariz.

Nos últimos 12 anos, tivemos vários momentos em que a Polícia Federal agiu em benefício dos tucanos e contra os petistas. E sempre ficou por isso mesmo.

Em 2006, tivemos o caso do delegado Bruno, eleitor assumido do PSDB, que vazou para a mídia fotos do dinheiro apreendido no caso dos “aloprados” do PT. A cena foi ao ar na quinta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial e ajudou a levá-la para o segundo turno. O delegado Bruno não foi punido por vazar fotos do dinheiro; pegou 9 dias de suspensão por mentir aos superiores.

Na campanha eleitoral de 2014, tivemos o caso de Mário Welber, assessor do deputado estadual Bruno Covas, do PSDB paulista. Ele foi detido pela PF em Congonhas com R$ 102 mil em dinheiro vivo e 16 cheques em branco assinados por Bruno Covas. A Polícia Federal ocultou o quanto pode o caso e continua a fazê-lo.

Em compensação, em 7 de outubro de 2014, a PF de Brasília vazou imediatamente para O Globo a apreensão de avião que transportava dinheiro suspeito. Em seguida, que o detido no jatinho era da campanha do PT em Minas Gerais. São, como sempre, os dois pesos e duas medidas da mídia e da Polícia Federal.

Eis que na eleição presidencial de 2014, setores da PF aparecem, de novo, atuando em favor dos tucanos e contra os petistas. O vazamento seletivo da Operação Lava Jato já sinalizava o objetivo político e a Polícia Federal do Paraná como uma das possíveis fontes.Agora, as manifestações no Facebook dos delegados PF em postos-chave na Lava Jato escancararam as suspeitas. Eles agiram de forma organizada para interferir no resultado das eleições presidenciais de 2014. Deixaram a PF nua.

O nome disso é golpe.

Aparentemente, tudo foi bem armado com setores da mídia, sobretudo, neste caso, com a revista Veja.Ela antecipou para quinta-feira, 23 de outubro, a ida para as bancas na semana do segundo turno, para que a matéria sobre corrupção na Petrobras e a Operação Lava Jato tivesse mais tempo de repercussão na televisão, principalmente no Jornal Nacional, e, assim, influenciasse o resultado da disputa presidencial. Veja trazia na capa as fotos de Lula e Dilma, com o título: “Lula e Dilma sabiam de tudo”.

Em 25 de outubro, véspera do segundo turno,o doleiro Alberto Youssef foi hospitalizado. Surgiram então boatos de que ele havia morrido envenenado. A PF sabia que o suposto envenenamento e óbito não eram verdadeiros. Porém, deixou que isso fosse disseminado durante horas nas redes sociais e nos programas televisivos de domingo sobre as eleições, especialmente os da Globo. Só foi desmentir no começo daquela tarde. Tal ação fazia parte do golpe em andamento, que acabou não dando certo.

“Os delegados, flagrados no Facebook, tinham tanta certeza de que o golpe teria êxito que deixaram digitais e provas pelo caminho. Só isso explica o que disseram”, observa um experiente analista da política brasileira. Talvez também porque nesses 12 anos do governos petistas outros delegados da PF ficaram impunes.

Paulo Moreira Leite alerta:

A campanha anti-PT dos delegados da Polícia Federal lembra os desvios do Inquérito Policial-Militar (IPM) da Aeronáutica que emparedou Getúlio Vargas em 1954.

Em 1954, quando o major Rubem Vaz, da Aeronáutica, foi morto num atentado contra Carlos Lacerda, um grupo de militares da Aeronáutica abriu um IPM à margem das normas e regras do Direito, sem respeito pela própria disciplina e hierarquia.

O saldo foi uma apuração cheia de falhas técnicas e dúvidas, como recorda Lira Neto no volume 3 da biografia de Getúlio, mas que possuía um objetivo político declarado — obter a renúncia de Vargas. Menos de 20 dias depois, o presidente da República, fundador da Petrobras, dava o tiro no peito.

Mas atualmente é inconcebível, além de inconstitucional, que isso venha a acontecer novamente. Em hipótese alguma, pode-se encarar com naturalidade o anti-petismo militante e radical dos delegados denunciados. Para o bem da democracia, é preciso investigar a fundo a tentativa de golpe do qual esses quatro delegados fizeram parte, assim como é preciso combater seriamente a corrupção.

Do contrário, a democracia corre o risco de ser golpeada de forma mortal mais uma vez.

PS 1 do Viomundo: Na coletiva de imprensa, o ministro José Eduardo Cardozo disse que a Corregedoria da PF deve apurar primeiramente se as manifestações dos quatro delegados são verdadeiras.

Mas como isso vai ser apurado se o site OCC foi quase que totalmente esterilizado após a publicação da denúncia do Estadão? As provas só podem estar com Júlia Duailibi. Será que a jornalista fez os print-screens das páginas? Ou será que ela só teve acesso às fotos daquelas páginas do Facebook?

PS 2 do Viomundo: É importante que os leitores saibam que os delegados usam seus nomes cada hora de jeito: ou completos, ou em partes. Isso dá uma grande diferença nas buscas.

PS 3 do Viomundo: Maurício Moscardi Grillo foi nomeado para o cargo em 25/08/2014 - Seção 2, página 54, de acordo com o Diário Oficial da União. Portanto, depois que as investigações da Lava Jato já estavam em andamento.


Quem quiser ver a segunda parte do vídeo do delegado, ele está abaixo.

PS 4 do Viomundo: O delegado Grillo também atuou na investigação do mensalão, em 2009. Veja aqui,aqui e aqui.

PS 5 do Viomundo: A delegada Erika Marena trabalhou com o delegado da PF Carlos Alberto Dias Torres como responsáveis pelo inquérito que investigava Naji Nahas, o ex-prefeito paulistano Celso Pitta e outras 27 pessoas. Tudo derivado da Operação Satiagraha,que envolvia dois outros inquéritos, tendo como alvo o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Pode-se vê-la falando sobre a Lava Jato neste vídeo e neste outro.

PS 6 do Viomundo: Já que a Superintendência da PF em Brasília se recusou a responder nossas perguntas, o Viomundo gostaria de recorrer, em última instância, à boa vontade do superintendente da PF do Paraná, Rosalvo Ferreira Franco:

– Doutor, o senhor sabia que os seus quatro subordinados estavam atuando politicamente no Facebook, jogando no lixo o caráter republicano da PF como um todo?

– Que medidas o senhor, como chefe geral, irá tomar?


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/11/delegados-da-pf-deixaram-digitais.html

O falso moralismo da direita

15.11.2014
Do blog  TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

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O antipetismo tem se vestido, há tempos, de um moralismo que se revela cada vez mais hipócrita.
Por exemplo, no Distrito Federal os mesmos moralistas que diziam não votar no PT por causa de denúncias de corrupção quase elegeram José Roberto Arruda, flagrado em vídeo enfiando dinheiro na meia.
Hoje, esbarro com a seguinte notinha na coluna do Ilimar Franco, no Globo:
Popstar – O fato de ser candidato a presidente da Câmara contra o PT está rendendo para o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Ontem, no aeroporto de Congonhas (SP), ele era festejado e incentivado a derrotar o PT por passageiros e acompanhantes.
Não é preciso muita imaginação para visualizar a cena.
É a mesma turma que brande o argumento da corrupção como sua principal bandeira política.
E aí aplaude Eduardo Cunha, investigado em inúmeros processos de corrupção.
Claro que a Globo tem responsabilidade. A própria notinha já é, de certa maneira, uma maneira de blindar Cunha.
Fizeram o mesmo com Joaquim Barbosa. Notinhas quase diárias dizendo que fulano foi aplaudido em tal lugar, etc.
Quero ver Eduardo Cunha ser aplaudido fora do universo predominantemente reaça dos saguões de aeroporto.
Mais, eu quero ver chegar um tempo, que não deve demorar muito, em que os saguões de aeroporto não serão mais dominados por uma maioria reaça.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=23062

O canto do Passarinho: um novo Pinheirinho foi evitado no Recife

15.11.2014
Do portal AGÊNCIA CARTA MAIOR, 12.11.14
Por Rud Rafael e Laís Lapa

Passarinho, bairro recifense onde habitam mais de 20 mil pessoas, por pouco não tornou-se mais uma vítima do desenvolvimentismo predatório.

Wikimedia Commons
Famílias – às centenas, às milhares – ameaçadas de perder suas moradias. Comunidades inteiras sendo riscadas do mapa junto com suas histórias. 

Tal fato tem sido recorrente nos quatro cantos do país, tendo se intensificado significativamente com a Copa do Mundo e com o advento de grandes obras e megaprojetos em várias cidades do país.

Isidoro em Belo Horizonte, Vila Dique no Rio Grande do Sul, Comunidade do Trilho em Fortaleza, Vila Autódromo no Rio de Janeiro são alguns exemplos dessa lógica de desenvolvimento que desterritorializa e viola direitos, instaurando um verdadeiro regime de exceção contra um número cada vez maior de famílias de baixa renda, já precarizadas pela ausência de políticas e serviços públicos. Realidade bem retratada no dossiê Megaeventos e violação de direitos humanos no Brasil, lançado na última sexta (07) pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa. 

Passarinho, comunidade localizada em Recife, onde habitam mais de 20 mil pessoas, mostra que destes processos também surgem importantes resistências. Foi, como tantas outras, a reivindicação judicial de um pretenso proprietário, que em nome da defesa do direito da propriedade privada e em detrimento da sua função social, exigia a desocupação de milhares de famílias que residem na área há décadas. 

Em casos como este, temos visto vigorar no âmbito do judiciário práticas e visões extremamente conservadoras, de absolutização do direito à propriedade e a ambivalência do sentido de tempo da Justiça. Por um lado, a celeridade na reintegração ou imissão de posse para o Estado e grandes proprietários. Por outro lado, a expiação no pagamento de desapropriações ou no reconhecimento de propriedade em ações de usucapião.

O caso de Passarinho reafirmou, de forma positiva, que o jurídico é político. Um debate que já havia sido reavivado em contextos como o do #OcupeEstelita, no qual princípios básicos relacionados ao direito à cidade – e tudo que lhe é agregado – conflitam com o poder dos interesses de mercado e do capital financeiro. Desta vez, 48 horas antes da data marcada para o cumprimento do mandado de reintegração de posse e toda violência policial que se manifesta em tais atos, encontramos uma decisão judicial que não se submeteu a estes interesses. 

Face às reivindicações de grupos organizados da própria comunidade, de movimentos de luta pelo acesso à cidade e do Coletivo Luís Gama de Advocacia Popular, o magistrado visita a comunidade para ali constatar a existência de um verdadeiro bairro e, num ato de reconhecimento do direito à moradia, suspende a liminar que reivindicava a reintegração de posse, se manifestando nos seguintes termos:

“Os dados coletados com os populares que residem na localidade e com quem conversei no curso da inspeção, e o aspecto dos prédios residenciais, comerciais e religiosos que inspecionei, revelam que a genérica narrativa autoral consignada aperfeiçoou-se equivocada e omissa”.

Omissão que também se verificou no âmbito do Executivo, que silenciou sobre o caso, mesmo diante das várias manifestações da comunidade e da repercussão que o caso atingiu nas redes sociais. Omissão histórica, perpetuadora da desigualdade fundiária estrutural da nossa sociedade.

O Judiciário cumpriu com seu papel de reconhecer a realidade da cidade, na medida em que atestou a função social de um espaço habitado há mais de trinta anos. A decisão judicial determina, ainda, aos autores da Ação que qualifiquem e citem todos os moradores da área pretendida a ser reintegrada, tendo em vista que, segundo o próprio magistrado, os moradores de Passarinho são passíveis de identificação e devem ser regularmente chamados para exercer o contraditório - garantia fundamental de todo sujeito de direito. 

Em síntese, um posicionamento que honra os propósitos de uma instituição que se propõe de justiça, e com a qual se articulam outras forças de transformação como a ciência – percebida na referência feita em decisão judicial ao historiador dos direitos humanos, Marco Mondaini – e os movimentos populares que se engajam na luta por justiça social. Forças estas que se conjugam, integrando um campo de conflito no qual se dá a resistência ao poder econômico e a ampliação da perspectiva de garantia dos direitos fundamentais.

Trata-se de um cenário que retoma a luta pela reforma urbana que se deu na cidade, a partir dos anos 60 e que teve a atuação de Dom Helder Câmara na Comissão de Justiça e Paz, no Movimento Terras de Ninguém, na luta pela criação do PREZEIS (Plano de Regularização de Zonas Especiais de Interesse Social), que representaram a construção de uma ampla articulação de segmentos sociais, resultando em grandes avanços para a dinâmica de democratização do espaço urbano. 

Que retomemos com mais força e êxito a bandeira do direito à cidade e das reformas necessárias para mudar a lógica de segregação e mercantilização das nossas cidades. Que o ódio aos “sem-teto” (ou seja, todos aqueles que sofrem com o problema da moradia) se converta na efetividade da Justiça, fruto da mobilização e da resistência. A força, amplitude e capacidade de reinvenção desses novos processos aponta para isso. 

Que não repitamos Pinheirinho e que o povo viva a liberdade de Passarinho.
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Rud Rafael é assistente Social do Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (CENDHEC), membro do Grupo Direitos Urbanos e mestre em Serviço Social pela UFPE.

Laís Lapa é advogada popular e mestranda em Serviço Social da UFPE.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cidades/O-canto-do-Passarinho-um-novo-Pinheirinho-foi-evitado-no-Recife/38/32230

Ex-diretor da Petrobras Renato Duque já gerenciava grandes contratos desde 2000, no governo FHC

15.11.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Não sei quem indicou de fato para a diretoria de serviços o ex-diretor da Petrobras Renato Duque (preso temporariamente ontem, 14, na operação Lava Jato).

Mas notícia de 2 de janeiro de 2003, informa que ele era engenheiro de carreira desde 1978 e foi uma solução de continuidade da gestão anterior, pois ele já gerenciava contratos de sondas e serviços de perfuração, embarcações, helicópteros, serviços submarinos desde o ano 2000.

A revista Veja o chama de "petista", mas parece improvável que o PT conseguisse emplacar alguém em uma gerência dessa importância em pleno governo FHC.

Eis o trecho da notícia publicada no Bahia Negócios:
Renato Duque – Diretor de Serviços, 47 anos. Engenheiro Elétrico formado pela Universidade Federal Fluminense, com especialização em Engenharia do Petróleo e pós-graduação MBA na UFRJ. Engenheiro de Petróleo Sênior da Petrobras, onde ingressou em 1978. Assumiu diversas funções de gerência na empresa (plataformas, unidades de exploração, perfuração, operações especiais). Entre 1995 e1999, foi Gerente de Recursos Humanos da área de Exploração e Produção, coordenando todas as unidades operacionais nesta atividade. Foi também Gerente de Engenharia e Tecnologia de Poço do E&P. Desde novembro de 2000 é Gerente de Contratos da área de Exploração e Produção, onde coordena especificação técnica, análise de mercado e contratação de sondas de perfuração, embarcações e helicópteros, além da contratação de serviços de perfuração, embarcações especiais de lançamento de linhas e serviços submarinos.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/ex-diretor-da-petrobras-renato-duque-ja.html