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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fique de olho: prestadoras de internet terão de garantir 80% da velocidade contratada pelo usuário

10.11.2014
Do blog MUDA MAIS


Você já testou a velocidade da sua internet hoje? Sabe quanto a sua operadora disponibiliza de velocidade para a sua conexão? É bom ficar de olho porque, desde de 1º de novembro, as prestadoras de internet no Brasil tiveram que aumentar a velocidade mínima da internet e garantir, em média, 80% da velocidade(link is external) mensal contratada pelo usuário. 
A cobrança pela melhoria dos serviços de internet faz parte de um cronograma desenvolvido em 2012 pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)(link is external), com regras rigorosas que visam aumentar de forma gradativa os limites mínimos de velocidade de banda larga fixa e móvel no país. 
Entenda como o novo limite mínimo funciona: ao contratar um plano de 10MBps, a média mensal de velocidade deve ser de, no mínimo, 8MBps. A velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da internet, a chamada velocidade instantânea, deve ser, no mínimo, de 40% do contratado, ou seja, 4MBps.
Caso a prestadora entregue apenas 40% da velocidade contratada por vários dias, terá de, no restante do mês, entregar uma velocidade alta ao usuário para atingir a meta mensal de 80%.
O histórico das metas da Anatel é cada vez mais rigoroso e exigente. Desde novembro de 2012, a velocidade média entregue deveria ser de 60%, passando a 70% em 2013 e 80% em novembro deste ano. Já a velocidade instantânea mínima começou com 20% [2012], alcançando 30% em 2013 e agora será de 40%. As regras valem para prestadoras com mais de 50 mil clientes, como as operadoras móveis Oi, TIM, Claro e Vivo, mais as fixas NET, GVT, Algar Telecom, Embratel, Sercomtel, Cabo Telecom e Live TIM.
Para as medições da banda larga fixa, foram escolhidos, por sorteio, voluntários que se inscreveram por meio do site www.brasilbandalarga.com.br(link is external).
Para o teste da qualidade da banda larga móvel para iPhone (sistema operacional iOS) e Android, já estão disponíveis as versões oficiais dos aplicativos da Anatel. Para iphone, basta procurar por "Brasil Banda Larga" na App Store(link is external). Já os usuários de smartphones com o sistema Android podem baixar diretamente do Google Play(link is external).
Abaixo, alguns sites específicos para testar a velocidade da sua internet:
Teste a sua internet e comprove a qualidade da sua velocidade, é um direito seu!
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Fonte:http://mudamais.com/fica-dica/fique-de-olho-prestadoras-de-internet-terao-de-garantir-80-da-velocidade-contratada-pelo

Ou é ladrão ou faminto do Bolsa Família

10.11.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Gabeira, Jabor e o neo-terrorismo brasileiro

Tucano paulista em ação (Via DCM no twitter)


O ansioso blogueiro amanheceu com Gabeira na CBN a discorrer sobre o “petrolão”.

Depois veio um ataque do Jabor ao PT – tinha a gentileza de um oficial israelense em Gaza.

O ansioso blogueiro desinfetou a boca com Listerine.

Duas vezes.

O ansioso blogueiro pegou o ônibus no terminal para chegar ao avião, na pista, em Guarulhos.

Foi o primeiro a entrar, colocou-se ao lado do assento do motorista e tratou de acertar o relógio com o fuso para onde ia.

Entraram outros passageiros que se colocavam à volta e atrás dele.

Finalmente, chega o motorista, ainda numa discussão com alguém lá fora:

- Esse negócio de terrorista não é comigo.

Lá de fora reclamavam que ele não estava no posto quando os passageiros entravam.

- Meu negócio é dirigir essa carroça. Terrorista é com a Polícia. E no Brasil não tem terrorista. Tem muita desgraça, mas terrorista, não.

- Não tem terrorista, mas tem político, disse um passageiro.

- Político safado !, emendou outro.

- Tudo ladrão !, observou voz feminina.

- E ainda fazem a gente ir de ônibus pro avião.

- Quem manda reeleger ela ?

- Eu não!

- É, mas teve gente que votou nela. O que fazer ?

Aí entra um louro, cabelos grisalhos, olho azuis , sotaque de gaúcho.

- Ou são ladrões ou famintos que comem de esmola…

-No Bolsa Família …, parecia um coro.

- Tem que fechar esse Bolsa Família, disse o motorista, negro, com sotaque italiano da Mooca.

O ansioso blogueiro ajustou o relógio, entrou no avião e não viu  nenhum terrorista a bordo.

Quer dizer …

Paulo Henrique Amorim

Leia mais:

“A BOLÍVIA VAI MUITO BEM, OBRIGADO !”

DILMA FALTA À FESTA DO MINO

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/11/10/ou-e-ladrao-ou-faminto-do-bolsa-familia/

Miami é apontada por revista como a cidade mais miserável dos EUA

10.11.2014
Do blog de LUIZ MULLER, 07.11.14

Ranking da Forbes se baseia em fatores como desemprego e criminalidade. Desigualdade de renda disparou nos últimos anos, disse editor da revista
 Pescado do EVS Notícias
Apesar do sol, das praias e das mansões, Miami conquistou o nada confortável título de cidade mais miserável dos Estados Unidos, segundo uma nova pesquisa.
Playground dos ricos e famosos, a cidade da Flórida passa por uma paralisante crise habitacional, tem uma das mais elevadas taxas de criminalidade do país, e seus habitantes passam horas demais no transporte todos os dias – fatores que contribuíram para a liderança de Miami no ranking da “Forbes.com”.
“Miami tem sol e tempo bonito, mas outras coisas tornam a cidade intratável. Você tem essa sociedade de dois escalões: a reluzente South Beach atrai celebridades, mas a desigualdade de renda disparou nos últimos anos”, explicou Kurt Badenhausen, editor-sênior da Forbes.
Os rankings se baseiam em fatores como desemprego, criminalidade, despejos, renda e impostos sobre os imóveis, e também leva em consideração o clima, o tempo gasto nos transportes e a corrupção política.
Há décadas ressentindo-se do declínio da indústria automobilística dos EUA, a turbulenta dupla Detroit e Flint, em Michigan, ficou em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
West Palm Beach (Flórida) e Sacramento (Califórnia) completam a lista das cinco piores cidades dos EUA
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Fonte:http://luizmullerpt.wordpress.com/2014/11/09/miami-e-apontada-por-revista-como-a-cidade-mais-miseravel-dos-eua/

Absurdo: Justiça condena agente só por cumprir a lei

10.11.2014
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 06.11.14
Por Ricardo Kotscho
ok1 Absurdo: Justiça condena agente só por cumprir a lei
A notícia: dada em primeira mão por Heródoto Barbeiro no Jornal da Record News, na terça-feira, relata o caso de Luciana Silva Tamburini, a bela agente de trânsito da Operação Lei Seca, no Rio, que estava trabalhando na blitz em que foi parado o carro do juiz João Carlos de Souza Corrêa, 18º JEC (Juizado Especial Criminal), em fevereiro de 2011. O ilustre magistrado estava sem documentos do carro, nem habilitação para dirigir, e deu voz de prisão à agente, que estava só cumprindo a lei.
O absurdo: esta semana, foi mantida pelo desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a sentença de primeira instância, em que Luciana foi condenada a pagar multa de R$ 5 mil ao juiz Souza Corrêa, por "abuso de poder".
"Ao apregoar que o demandado era juiz, mas não Deus, a agente de trânsito zombou do cargo por ele ocupado, bem como do que a função representa na sociedade", justificou o doutor desembargador, ao manter em segunda instância a condenação da agente de trânsito. Que beleza, quanta meiguice!
Dois detalhes: Luciana ganha um salário mensal de R$ 3.600 e o carro do juiz circulava sem placas. Nada disso foi levado em conta pela nossa Justiça, sempre implacável ao julgar e condenar os mais fracos, em defesa dos mais fortes.
Quando viu que a agente não cedeu ao tradicional apelo do "sabe com quem esta falando?", o juiz Corrêa, do alto da sua autoridade, não teve dúvidas: mandou chamar a polícia para prender a agente, que recebeu voz de prisão por "desacato à autoridade". Ameaçada de ser algemada e levada no camburão ao 14º Distrito Policial, no Leblon, Luciana se recusou a cumprir a ordem dos policiais, mas foi à delegacia, e acabou condenada pela Justiça.
Nem tudo, porém, está perdido. Ao tomar conhecimento deste absurdo, na terça-feira a advogada paulista Flavia Penido criou uma vaquinha virtual na internet para ajudar Luciana Tamburini. Em menos de 24 horas, foram arrecadados R$ 11.600, afastando assim o risco dela ser presa por não ter condições de pagar a multa.
Em entrevista aos repórteres Mateus Campos e Julianna Granjeia, do jornal O Globo, a agente de trânsito disse que não se arrepende da sua atitude ao zelar pelo cumprimento da lei. E desabafou:
"No acordão, o desembargador reconhece que o magistrado estava sem habilitação e num carro sem placa. Mas afirma que, naquela situação, eu é que agi com abuso de autoridade. É revoltante. Eu não sou legisladora. Não estou ali para fazer a lei. Estou ali para cumpri-la, assim como todo mundo. Agora posso me prejudicar porque fiz o meu trabalho direito. Isto desmotiva (...) Aqueles que nos julgam têm muito mais poder do que as pessoas comuns. E parecem estar acima das leis que aplicam".
"O juiz queria que um tenente me desse voz de prisão, que me levasse para a delegacia. O tenente se recusou e o juiz ligou para uma viatura. Os PMs da viatura tentaram me algemar e disseram que ele queria que eu fosse para a delegacia. Respondi que ele queria, mas não era Deus. Eles saíram e informaram ao juiz o que eu havia dito. Ele começou a gritar e me deu voz de prisão, dizendo que eu era muito abusada. Fomos então para a delegacia".
"Alguém tem que fazer este trabalho. Se eu levo os carros dos mais humildes, por que não vou levar os dos mais abastados? (...) Eu trato todo mundo do mesmo jeito, independentemente de qualquer coisa. Eu trabalho do jeito certo e vou até o final".
É ou não é mesmo revoltante esta história? Se tem muitas autoridades no nosso país que nos envergonham, tem outras, como a agente de trânsito Luciana Silva Tamburini, que me dá orgulho de ser brasileiro.
Só não consigo entender uma coisa: vira e mexe, lemos nos jornais notícias sobre autoridades e celebridades em geral que são paradas e detidas pelos agentes da Operação Lei Seca no Rio de Janeiro. E é muito raro vermos isso acontecer em São Paulo. Por que será?
Quem souber a resposta, por favor, envie seu comentário aqui para o nosso Balaio.
Em tempo
É com muita alegria que comunico aos caros leitores: estou saindo neste final de semana para um curto período de férias na Europa, terra dos meus pais, aonde não vou há tempos. No dia 20, já estarei aqui de novo, de domingo a domingo.
Neste período, o blog ficará sem atualização nem moderação porque, afinal, ninguém é de ferro e também sou filho de Deus... Até a volta.
Vida que segue.
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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/11/06/absurdo-justica-condena-agente-so-por-cumprir-a-lei/

A sonegação a que os bancos dão o sofisticado nome de “elisão fiscal”

10.11.2014
Do BLOG DO ZÉ
Altamente esclarecedor, não pode deixar de ser lido o artigo “Dilma e seus dilemas”, que o jornalista Ricardo Melo publica hoje na Folha de S.Paulo. É sobre a sonegação pura e simples pelos dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú-Unibanco e Bradesco, de R$ 200 milhões em impostos, utilizando um esquema montado num paraíso fiscal europeu, o Grão-Ducado de Luxemburgo.
Mas, para os bancos, o negócio tem o nome sofisticado, ou eufemístico de “elisão fiscal”. Ricardo Melo informa que também grupos multinacionais se beneficiam da mesma prática e que os sonegadores dizem não ser ilegal. Ele analisa, ainda,  o comportamento do governo brasileiro e seus malabarismos frente à descoberta da sonegação.
O articulista fala sobre “incômodo silêncio dos altos escalões do governo Dilma diante destes descalabros. Pior. Em vez disto, a presidente reeleita e seus auxiliares vêm entoando músicas para agradar o tal mercado. Fala-se em cortar gastos, em ampliar a fiscalização sobre benefícios da Previdência e reduzir a ação de bancos públicos. Nada se ouve a respeito de demandas sociais e, por exemplo, da cobrança de multas bilionárias como a devida pelo Itaú por conta da fusão com o Unibanco. Já os bancos continuam batendo recordes de lucratividade enquanto a economia do país patina.”
A tal “elisão fiscal” é praticada, também, por multinacionais, mas Ricardo procura restringir-se no artigo aos bancos brasileiros. “Para falar apenas daqui, em 2008 e 2009 os bancos Itaú e Bradesco “economizaram” R$ 200 milhões em impostos graças a um esquema montado num paraíso fiscal europeu, Luxemburgo”, lembra o jornalista.
“Formalmente – destaca ele – a negociata atende pela rubrica de elisão fiscal, eufemismo usado por bilionários para explorar brechas da lei com o objetivo de fugir de tributos. A sutileza obviamente não está ao alcance da maioria trabalhadora e assalariada: esta é mordida pelo Leão diretamente no holerite. A essência da jogatina é declarar lucros muito menores do que os obtidos. Uma imoralidade completa. Para “lavar” a mentira, os grupos entram em acordo com empresas de auditoria para desbravar os caminhos da “elisão fiscal”.
Leiam a íntegra do artigo do Ricardo Melo, “Dilma e seus Dilemas”.
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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/a-sonegacao-a-que-os-bancos-dao-o-sofisticado-nome-de-elisao-fiscal/

O desespero da imprensa financiada pelo governo

10.11.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 07.11.14

Ao contrário do que se apregoa, os veículos de comunicação que dependem de dinheiro público para sobreviver são os que compõem a chamada 'grande imprensa'. Mas que capitalismo é este que defendem em que existe tamanha dependência do Estado e do dinheiro público? Não são eles que se mordem pelo Estado mínimo?

grande mídia brasil financiamento público

A grande mídia brasileira não quer que o governo mexa no ‘Bolsa Imprensa’ (Pragmatismo Político)

Paulo Nogueira, DCM

“O PT busca golpear as receitas publicitárias dos veículos de informação – o que poderia redundar, no futuro, no controle de conteúdo pelo governo.”

Está na Veja, e raras vezes ficou tão clara a dependência financeira e mental que as grandes corporações jornalísticas têm do dinheiro público expresso em publicidade federal.

Havia, naquela frase, uma alusão à decisão do governo de deixar de veicular propaganda estatal na Veja, em consequência da capa criminosa que a revista publicou às vésperas das eleições.

Era o mínimo que se poderia fazer diante da tentativa de golpe branco da Abril contra a democracia.

Mas a revista fala em “golpear as receitas publicitárias” da mídia corporativa.

A primeira pergunta é: as empresas consideram direito adquirido o ‘Bolsa Imprensa’, o torrencial dinheiro público que há muitos anos as enriquece – e a seus donos – na forma de anúncios governamentais?

Outras perguntas decorrem desta primeira.

Que capitalismo é este defendido pelas empresas jornalísticas em que existe tamanha dependência do Estado e do dinheiro público?

Elas não se batem pelo Estado mínimo? Ou querem, como sempre tiveram, um Estado-babá?

Os manuais básicos de administração ensinam que você nunca deve depender de uma única coisa para a sobrevivência de seu negócio.

E no entanto as grandes empresas de comunicação simplesmente quebrariam, ou virariam uma fração do que são, se o governo federal deixasse de anunciar nelas.

Tamanha dependência explica o pânico que as assalta a cada eleição presidencial, e também ajuda a entender as manobras que fazem para eleger um candidato amigo.

Essa festa com o dinheiro público tem que acabar, e famílias como os Marinhos e os Civitas têm que enfrentar um choque de capitalismo: aprender a andar sem as muletas do dinheiro público.

Ou, caso não tenham competência para sobreviver num universo sem favorecimentos, que quebrem. O mercado as substituirá por empresas mais competitivas.

Não são apenas anúncios: são financiamentos a juros maternais em bancos públicos, são compras de lotes de assinaturas de jornais e revistas, são aquisições enormes de livros da Abril, da Globo etc.

Numa entrevista a quatro jornais, ontem, Dilma disse que o novo governo vai olhar com “lupa” as despesas, para equilibrar as contas e manter sob controle a inflação.

Não é necessária uma lupa para examinar as despesas com publicidade.

Entre 2003 e 2012, elas quase dobraram, segundo dados do Secom. De cerca de 1 bilhão de reais, foram para as imediações de 2 bilhões ao ano.

Apenas a Globo – com audiência em franca queda por causa da internet – recebeu 600 milhões de reais em 2012.

Um orçamento base zero, como os livros de gestão recomendam, evitaria a inércia dos aumentos anuais do governo com esse tipo de despesa.

Murdoch, em seu império mundial de mídia, tem dependência zero de publicidade de governos.

Banco estatal nenhum financia seus empreendimentos, e por isso ele quase quebrou na década de 1990 quando não conseguiu honrar os empréstimos para ingressar na área de tevê por satélite.

Foi obrigado a se juntar a um rival em tevê por satélite. Só agora Murdoch teve os meios para tentar comprar a outra parte, mas o governo inglês negou por conta do escândalo do News of the World.

Ele se bate pelo capitalismo, e pratica o capitalismo.

As empresas jornalísticas brasileiras pregam o capitalismo, mas gostam mesmo é de cartório.

E julgam, pelo que escreveu a Veja, que até o final dos tempos estão aptas a receber o Bolsa Imprensa.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/11/o-desespero-da-imprensa-financiada-pelo-governo.html

Você sabe o que é o bolivarianismo?

10.11.2014
Do portal da REVISTA CARTA CAPITAL, 07.11.14
A palavra da moda no Brasil é usada por muita gente que não faz ideia de seu significado. Entenda o que é bolivarianismo e por que ele nada tem a ver com "ditadura comunista"
Roberto Stuckert Filho/PR
dilma maduro
 Em encontro de maio de 2013, Dilma recebe quadro do ex-presidente Hugo Chávez do atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro
O que é bolivarianismo?
O termo provém do nome do general venezuelano do século 19 Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial).
Bolivarianismo e ditadura comunista são a mesma coisa?
Não. Mesmo considerando a interpretação que Chávez deu ao termo, o que convencionou-se chamar bolivarianismo está muito longe de ser uma ditadura comunista. As realidades de países que se dizem bolivarianos, como Venezuela, Bolívia e Equador, são bem diferentes da Rússia sob o comando de Stalin ou mesmo da Romênia sob o regime de Nicolau Ceausescu. Neles, os meios de produção estavam nas mãos do Estado, não havia liberdade política ou pluralidade partidária e era inaceitável pensar diferentemente da ideologia dominante do governo. Aqueles que o faziam eram punidos ou exilados, como os que eram enviados para o gulag soviético, campo de trabalho forçado símbolo da repressão ditatorial da Rússia. Na Venezuela, por exemplo, nada disso acontece. A oposição tem figuras conhecidas como Henrique Capriles, Leopoldo López e Maria Corina Machado. Cenário semelhante ocorre na Bolívia, no Equador e também no Brasil, onde há total liberdade de expressão, de imprensa e de oposição ao governo.
Foi Chávez quem inventou o bolivarianismo?
Não. O que o então presidente venezuelano Hugo Chávez fez foi declarar seu país uma "república bolivariana". A mesma retórica foi utilizada pelos presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). A associação entre bolivarianismo e socialismo, no entanto, é questionável segundo a própria biógrafa de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americanoThe Washington Post. De acordo com ela, esse “bolivarianismo” instituído por Chávez na Venezuela foi inspirado nos ideais de Bolívar, tais como o combate a injustiças e a defesa do esclarecimento popular e da liberdade. Mas, segundo a biógrafa, a apropriação de seu nome por Chávez e outros mandatários latinos é inapropriada e errada historicamente: “Ele não era socialista de forma alguma. Em certos momentos, foi um ditador de direita”.
O que se tornou o bolivarianismo na Venezuela?
Quando assumiu a Presidência da República em 1999, Chávez declarou-se seguidor das ideias de Bolívar. Em seu governo uma assembleia alterou a Constituição da Venezuela de 1961 para a chamada Constituição Bolivariana de 1999. O nome do país também mudou: era Estado Venezuelano e tornou-se República Bolivariana da Venezuela. Foram criadas ainda instituições de ensino com o adjetivo, como as escolas bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela.
Mas esse regime que Chávez chamava de bolivarianismo era comunista?
Não, apesar de o ex-presidente venezuelano ter usado o termo "Revolução Bolivariana" para referir-se ao seu governo. A ideia era promover mudanças políticas, econômicas e sociais como a universalização à educação e à saúde, além de medidas de caráter econômico, como a nacionalização de indústrias ou serviços. Chávez falava em "socialismo do século XXI", mas o governo venezuelano continua permitindo a entrada de capital estrangeiro no País, assim como a parceria com empresas privadas nacionais e estrangeiras. Empreiteiras brasileiras, chinesas e bielo-russas, por exemplo, constroem moradias para o maior programa habitacional do país, o Gran Misión Vivienda Venezuela, inspirado no brasileiro Minha Casa Minha Vida. 
O Brasil "virou uma Venezuela"?
Esta afirmação não faz sentido. O Brasil é parceiro econômico e estratégico da Venezuela, mas as diretrizes do governo Dilma e do governo de Nicolás Maduro são bastante distintas, tanto na retórica quanto na prática.
Os conselhos populares são bolivarianos?
Não, e aqui o engano vai além do uso equivocado do adjetivo. Parte da Política Nacional de Participação Social, os conselhos populares seriam a base de um complexo sistema de participação social, com a finalidade de aprofundar o debate sobre políticas públicas com representantes da sociedade civil. Ao contrário do alegado por opositores, os conselhos de participação popular não são uma afronta à democracia representativa. Conforme observou o ex-ministro e fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira, os conselhos estabeleceriam “um mecanismo mais formal por meio do qual o governo poderá ouvir melhor as demandas e propostas [da população]”.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/o-que-e-bolivarianismo-2305.html

Dorival: De ser humano invisível, garimpeiro do lixão, ao doutorado

10.11.2014
Do portal REVISTA FÓRUM
Por Maria Frô

Dorival: De ser humano invisível, garimpeiro do lixão, ao doutorado
Prometi abrir o post hoje com a entrevista que fiz com Dorival Filho.

Não cumpri a promessa porque acabei subindo dois posts, o do discurso da vitória de Dilma e do rescaldo da eleição polarizada que vivemos.

Mas esta entrevista, prometida desde ontem, estava aqui no rascunho, por algum motivo respeitei o fato de o entrevistado nunca ter se “desnudado” como o fez agora. Talvez por isso só tenha decidido publicá-la hoje.

E por algum motivo lá no fundo de minha alma, sabia que ela seria importante Dilma vencendo ou não estas eleições.

Sou educadora e sim, toda a história de inclusão me fortalece, me reanima, ressignifica minha vida.

Esta é uma das histórias de superação mais bonitas que li e agradeço ao Dorival, por ter vindo aqui no blog e comentar um post onde eu o havia citado o que me permitiu encontrá-lo.

Apreciem a beleza desta história, retrato deste novo país que estamos construindo que de acordo com seu contundente depoimento o povo vai se tornando protagonista:
Talvez seja mais fácil ser otimista para quem nunca precisou disputar o seu café da manhã com vários urubus, alegrar seus sobrinhos com brinquedos desprezados e doces com validade vencida ou presentear sua mãe com um vestido que alguém não quis mais usar e descartou no lixo.
Dorival catava restos no lixão, hoje é doutorando da UFSC.

Ele me conta que em sua infância havia dias que ia pra escola e não conseguia escrever com as mãos feridas de cacos de vidro, cortadas no garimpo do lixão. Hoje é cidadão.

Lutamos para que nunca mais nenhuma criança tenha de sobreviver num lixão. Obrigada, Dorival. Obrigada, povo brasileiro.
dorival
Onde você nasceu, quantos anos tem, conte um pouco esta trajetória. O que afinal significa dizer ‘sair do lixão’? Vc foi catador? Explique este contexto para os leitores.
Dorival G.S. Filho: Nasci em Piedade, interior de São Paulo em 1982. Trata-se de uma pequena cidade próxima a Sorocaba. Infelizmente, a maioria das oportunidades de emprego era na lavoura e a disputa por uma vaga era acirrada. Na minha infância, trabalhei no corte de cebola e depois colhi morango por alguns anos. Nesse período, tive que deixar de estudar para me dedicar só ao trabalho na lavoura. Nessa fase da minha vida eu não consegui conciliar trabalho e estudo.
Em 2001, em meio à crise que o País passava, a única oportunidade de trabalho que encontrei foi no lixão. Minha mãe era gari e a única fonte de renda da nossa família que estava cada vez mais escassa, então, resolvi enfrentar o lixão. Lembro-me como se fosse hoje, o cheiro forte, a companhia dos cães abandonados, os olhares vazios dos catadores, e a disputa dos humanos com os animais pela comida, a cada caminhão que chegava para despejar o lixo.
Aprendi que o trabalho no lixão era chamado de garimpo e, logo, me adaptei ao serviço. Nunca imaginei que o ser humano podia se tornar invisível, mas pode. Ao entrar no ramo do garimpo, me tornei invisível.
Éramos como uma comunidade a parte. Todos os dias, chegávamos às 6:00 para esperar o primeiro caminhão. Enquanto aguardávamos, cada um falava o que estava precisando: roupas de bebês para a filha grávida, dizia uma das garimpeiras. Hoje preciso de sapatos para meus netos irem à escola, dizia outra. Eu sempre pedia que quando alguém achasse livros que guardassem para mim.
Cada dia era uma surpresa no lixão. Tinha dia que universitários iam fazer pesquisa e curta metragens. Outro dia, iam políticos para nos tirar de lá, uma vez que a prefeitura seria multada, segundo eles. Às vezes, senhoras a procura de uma jóia da família que desaparecera ou papéis importantes.
Com o tempo fui adquirindo mais experiência e já sabia identificar o lixo do rico e o lixo do pobre. O nosso ouro era o cobre, mas qualquer coisa podíamos vender: relógios, bijuterias, joias valiosas, etc.
Às 17:00 era o momento de retornar para casa e meus cães (adotados do lixão) e meus sobrinhos já me aguardavam na esquina, os primeiros a espera de comida, os segundos à espera dos brinquedos ou de doces que eu encontrava. Após algum tempo no garimpo, resolvi que tinha que voltar a estudar e assim o fiz, trabalhando de dia e estudando à noite. Não foi fácil! Tinha dias que eu só ia para a escola para ouvir os professores, pois os diversos cortes nos dedos causados pelos cacos de vidro presentes nos sacos de lixo não me permitiam usar lápis ou caneta sem tingir meu caderno de sangue. Consegui tantos livros que meu quarto se transformou numa biblioteca. Pelos meus cálculos, eu adquiri mais de três mil livros.
Após muito incentivo dos professores, em 2006, resolvi que queria fazer o curso de Letras. A professora de português me falou sobre o PROUNI, então tripliquei os estudos, estava decidido a deixar o lixão. Fiz o ENEM e o vestibular da UNESP. Após os três dias de prova da Vunesp, tive a certeza que deixaria o lixão. Começava, a partir daí, uma nova etapa da minha vida.
Você afirma que foram os governos Lula e Dilma que transformaram sua vida. Como isso aconteceu? Que políticas desses governos beneficiaram diretamente a sua vida?
Dorival G.S. Filho: Sim, esses governos tiveram e têm um papel fundamental na vida da minha família e na minha. O bolsa família, por exemplo, ajudou a complementar a renda familiar. Minha irmã recebeu esse benefício do governo Lula e isso representou comida na nossa mesa, comida comprada e não restos de comida do lixão.
Para entrar na faculdade, eu me preparei pensando no PROUNI, mas felizmente não precisei usufruir desse programa.
O Brasil passava por uma transformação: meus irmãos tinham empregos e eu estava me graduando.
Para fugir da violência de São Paulo, minha família se mudou em 2010 para Santa Catarina. Nesse mesmo ano, eu terminei o meu curso e me licenciei em Português/Francês.
Hoje, recebo bolsa do doutorado que de 2002 para cá cresceu 187%.
Poderia numerar os diversos benefícios dos governo Lula e Dilma, mas não haveria espaço.
Para o candidato Aécio e antes também presente no discurso da candidata Marina, sair da extrema-pobreza é só uma questão de mérito pessoal. E há muito deste discurso circulando entre os ‘colonistas’ da Veja, por exemplo. O que você tem a dizer aos jovens que repetem este discurso?
Dorival G.S. FilhoGaranto que não é só mérito pessoal. Vivi o governo de FHC e posso afirmar categoricamente que se o PSDB estivesse no poder, eu ainda estaria no lixão. Não havia perspectiva de melhora no governo tucano.
Falando pela minha família, posso afirmar que havia fome, muita fome. O Bolsa Família significou comida na mesa. A última vez que fui a São Paulo, visitei meus companheiros de garimpo. Alguns, infelizmente, já faleceram, outros vivem dizendo que eu sou o orgulho da “família”. Todos são beneficiários do Bolsa Família e uma das garimpeiras tem a sua casa pelo Minha casa, minha vida.
Aos jovens eu só posso dizer uma coisa: você pode ser o mais esforçado, o mais otimista, mas se faltar oportunidade e apoio o esforço será em vão.
Talvez seja mais fácil ser otimista para quem nunca precisou disputar o seu café da manhã com vários urubus, alegrar seus sobrinhos com brinquedos desprezados e doces com validade vencida ou presentear sua mãe com um vestido que alguém não quis mais usar e descartou no lixo.
Hoje, você está fazendo doutorado em uma universidade federal em Santa Catarina, como isso ocorreu? Onde você se graduou, qual foi seu mestrado e onde e como foi fazer o doutorado na UFSC?
Dorival G.S. FilhoMinha graduação foi na UNESP – campus de Assis, interior de São Paulo. Fui com o dinheiro de um mês de aluguel, mas com milhões de esperanças.
Nos quatro anos de graduação recebi ajuda de algumas pessoas e da minha família também. Consegui a bolsa de auxílio que não era suficiente para cobrir os gastos, então, resolvi trabalhar: até às 14:00 trabalhava numa lavanderia, depois junto com um professor, fazia a divulgação do vestibular da UNESP, em seguida ia para a faculdade à noite e, finalmente, exercia a função de cuidador de um senhor idoso. Essa era minha rotina.
Minha família se mudou para Santa Catarina em 2010 e ao terminar a graduação, resolvi também me mudar para cá. Com o diploma nas mãos, comecei a lecionar em escolas públicas, mas eu queria mais. Fiz o exame de seleção de Mestrado pela UFSC e passei. Tive que me mudar para Florianópolis, pois consegui a bolsa na primeira semana de aula. Foram dois anos intensos de estudos até que defendi a minha dissertação em setembro de 2013, em Semântica Cognitiva. O Brasil continuava se transformando e eu também. Eu queria mais. No final de 2013, fiz o exame de seleção de doutorado e aqui estou.
Por que na área de Linguística? Se você fosse fazer uma leitura semiótica do Brasil antes e pós Lula, qual seria o quadro?
Dorival G.S. Filho: Minha mãe sempre foi uma ótima leitora. Lia de tudo e acabou me influenciando. Sempre gostei de ler, mas esse não foi o motivo para eu escolher a área de Linguística.
O termo linguística chamou muito a minha atenção no livro de Francisco da Silva Borba – Introdução aos estudos linguísticos, o primeiro livro que encontrei no garimpo. Mas acredito que essa ciência que investiga a linguagem humana em todas as suas manifestações é, por si só, fascinante e isso me instigou. Claro que não posso esquecer da minha querida orientadora na graduação que me mostrou a ciência linguística. Investigar como a fala é produzida e compreendida sempre me deixa com mais vontade de aprender.
A leitura semiótica do Brasil antes de Lula, pensando em Charles Sanders Peirce, era o da elite dominante. Dos poucos ditando as regras para os muitos, do pobre como coadjuvante, do governo que não enxergava que o país era de todos os brasileiros, do povo que não tinha mais esperança, da falta de perspectiva, do sofrimento.
O quadro pós Lula é esse que vivemos. Oportunidades para todos, um país de todos, gigante no tamanho e na força de seu povo que agora tem o papel de protagonista, do catador que um dia pode ser doutor, da mãe que tem seus filhos na faculdade, do pai que tem emprego, da criança que tem escola, da prosperidade.
Um país cinzento antes de Lula e com cores vivas pós lula. Esse é o País que sempre sonhei e é esse país que estou vivenciando.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2014/10/27/dorival-de-ser-humano-invisivel-garimpeiro-lixao-ao-doutorado/