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domingo, 9 de novembro de 2014

CNJ investiga relação de Barbosa com PSDB, e farsa do mensalão caí por terra

09.11.2014
Do portal I9, 07.11.14
Por Fabiano Portilho

JB, Aécio e Anastasia (PSDB)JB, Aécio e Anastasia (PSDB)
A investigação já corre há um ano, a pedido do Conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil. A investigação do Conselho Nacional de Justiça contra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, consiste em que Barbosa poderia estar a serviço do PSDB na forma como conduziu o processo do Mensalão.
Suspeita que se amplificou depois que ele trocou o juiz do caso pelo filho de um dirigente do PSDB de Brasília.
O pedido de investigação foi feito pelo ex-presidente da Ordem, José Roberto Batochio.
O posicionamento da OAB pode transformar envolver Joaquim Barbosa em um escândalo nacional.
Há claros indícios de direcionamento do ex-presidente do Supremo contra os petistas acusados no Mensalão.
Até a forma espetaculosa como ele decidiu mandá-los à prisão – em um feriado nacional, o simbólico dia da Proclamação da República – foi vista como tentativa de Barbosa de aparecer mais do que devia.
O caso do juiz ligado ao PSDB é só mais um capítulo, escondido pela grande mídia paulista-tucana-falida-anti-petista-serrista-e-anti-nordestina.
Que os tolos aplaudem como inocentes úteis.
E o Conselho Nacional de Justiça deve apurar…
Fonte: Blog Marco D'Eça
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Fonte:http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/cnj-investiga-relacao-de-barbosa-com-psdb-e-farsa-do-mensalao-cai-por-terra

Aécio tem razões para espernear

09.11.2014
Do BLOG DO MIRO


Por Fernando Borgonovi, no siteVermelho:

Fosse apenas à estrepitosa recepção na entrada do Senado, quando Aécio Neves foi aclamado por uma multidão de uma centena de funcionários comissionados, e tudo estaria bem, relevar-se-ia. Afinal, é mais do que comum em nossos costumes políticos o derrotado armar um teatro para figurar o papel de vencedor.

Mas, não, o ridículo não encontra limites – e, no caso do PSDB, quando encontra, este corajosamente o transpõe. O segundo ato, ainda em encenação, nos reserva coisas mais deploráveis que o anterior.

O palavrório vazio do ex-presidenciável, em entrevista e na tribuna do Senado, por exemplo, só pode servir a dois propósitos. 

O primeiro, pessoal, está evidente: aproveitar os holofotes do momento pós-campanha para manter-se como líder da oposição. E é mesmo de se esperar que lute para alongar ao máximo este período de mídia espontânea, já que nada leva a crer – dada sua preguiçosa e opaca atuação nos quatro anos anteriores – que o lugar ora conquistado esteja garantido até a próxima disputa. 

Afinal, se é verdade que Aécio teve o melhor desempenho para um tucano desde 2002, é igualmente verídico que perdeu a eleição em casa, ao ser atropelado pelo povo de Minas Gerais não uma, mas duas vezes. E ficou em flagrante desvantagem ao perder o governo, já que seu potencial oponente interno, Geraldo Alckmin, continuará mais uma gestão no comando da segunda máquina do país. Isso sem contar com as velhas raposas com quem competirá para manter-se em destaque, José Serra à frente.

Quem alimenta o ódio?

O outro propósito, ainda que a dissimulação queira camuflar, é aquele de alimentar o revanchismo e o envenenamento do ambiente político, numa espécie de terceiro turno deveras prejudicial ao país. 

Ao descer do altar em que foi santificado pela mídia e escalar a tribuna, o senador não perdeu a oportunidade para mais uma vitimização. "No geral, aquilo a que se assistiu foi uma campanha baseada no estímulo ao ódio, um projeto amesquinhado e subordinado ao marketing do medo e da ameaça. Tentaram, a todo custo, dividir o país ao meio: entre pobres e ricos, entre Nordeste e Sudeste”, diz num trecho da longa peroração.

Haja para tamanho despudor

Esqueçamos, pois, que o deputado estadual eleito Coronel Telhada (PSDB-SP) propôs a secessão do estado de São Paulo, uma vez que no seu olhar obtuso, Nordeste e Norte seriam os “responsáveis” pelo triunfo de Dilma e, portanto, um Brasil de segunda classe.

Decerto são vítimas da “campanha de ódio” aqueles eleitores e partidários de Aécio que clamaram pelo impeachment de Dilma, no último sábado, na avenida paulista. Lembremos que entre os devotos do ex-presidenciável estava um deputado federal eleito, de arma na cinta, a urrar pela intervenção militar. 

Na passeata dos “cidadãos de bem”, só faltou pedirem a volta do voto censitário. Mas, claro, estavam todos a caminho da missa e não em pregação consciente contra os valores mais elementares daquilo que se convencionou chamar democracia.

E o que dizer do conteúdo edificante que se tem propagado nas redes sociais? São a prova viva de como os adeptos do tucanato estão com o espírito desarmado, a alma despedida de preconceitos de todos os matizes, influenciados talvez pela elevada figura deste monge das Alterosas. 

A verdade, amigos, é que o PSDB está gostosamente adaptado a este eleitor de ultra-direita e o alimenta com atitudes irresponsáveis como o pedido que levanta suspeição sobre o resultado eleitoral, com frases como a de FHC, que atribuiu a votação de Dilma à “falta de informação” dos mais pobres, ou a de Alberto Goldman, para quem ao perder nos grandes centros e entre os mais ricos Dilma ficaria sem condições de governar. 

Na falta de militância engajada em seu projeto de país, resta ao PSDB ombrear-se com a vanguarda do atraso, mantê-la em campanha aberta e permanente contra o governo legitimamente eleito, mesmo que isso signifique incentivar preconceitos e intolerâncias mil.

Jus sperniandi

O que nem a mídia servil e nem o mais fanático tucano conseguem negar é que, por trás do discurso de “vitória política”, “oposição fortalecida” e “país dividido”, esconde-se o desespero de quem sofreu a pior e mais amarga entre as quatro consecutivas derrotas eleitorais.

A oposição havia encomendado o terno da posse desde junho do ano passado. Pudera: as condições, objetivas e subjetivas, nunca foram tão favoráveis ao campo oposicionista. A crise econômica que traga o mundo afetou o Brasil, existiu (e existe) um anseio difuso por mudanças em grande parcela da população, aconteceu a importante fissura na base governista que originou a candidatura Eduardo Campos – mais tarde acrescida pela triste figura de Marina Silva -, o PSDB finalmente marchou unido e contou, mais uma vez, com o uníssono dos meios de comunicação a seu favor – inclusive a tentativa de golpe da Veja, às vésperas do 2º turno.

O que lhes causa desespero é responder a simples e direta pergunta: se perderam agora, com tudo a favor, vão ganhar quando? Pensando bem, Aécio tem razões de sobra para espernear.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/11/aecio-tem-razoes-para-espernear.html

DIREITA REACIONÁRIA E OS DENTES....

09.11.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

duas
A colunista Monica Bergamo, da Folha, publica hoje as histórias dos brasileiros que teriam resolvido ir para Miami por causa da eleição de Dilma Rousseff.
É um bom contraponto à matéria que publicada ontem com Marinalva Gomes Filha, a agricultora de Paulo Afonso, na Bahia, que não quer sair de lá e está feliz da vida porque ganhou uma dentadura e um cisterna para guardar água.
Pena não terem sido publicadas juntas, lado a lado.
Claro que a história dos “emigrantes” é, essencialmente, conversa fiada feito a do pobre Lobão e sua decadência. Afinal, se o Brasil “está virando uma nova Cuba”, é preciso providenciar os “exilados em Miami” para compor o cenário, tão falso quanto aquele Aécio de papelão para osselfies de seus fãs.
Aquela senhora, Deborah Albuquerque,   que apareceu nas redesxingando os eleitores da presidenta de “imbecis e miseráveis” e dizendo que, como era rica, ia morar em Orlando, a cidade do Disneyworld, admite que era balela a sua bravata e que “tem uma carreira aqui” de, segundo a matéria, “modelo, atriz e jornalista”. Vai, afinal, ficar por aqui atuando como a sub-celebridade autointitulada “Barbie Fitness”.
A Dona Nalvinha  também vai ficar por lá, cuidando de sua plantação de pimentão, alface, coentro e pimenta de cheiro, esperando a água voltar a chover sobre o sertão e o dentista público voltar de férias para que lhe faça uma prótese mais confortável ao uso.
Ninguém, a não ser quem sempre quis ir, vai embora.
Uns ficarão bradando seu inconformismo por, já tendo tudo, não quererem que gente como a Dona Nalvinha possa dizer que “A bolsa [família] me acudiu a fome e a cisterna mata minha sede”.
Estourando seus champagnes enquanto praguejam por lhes faltar nem sabem dizer o quê, são incapazes de entender que ela possa ter razões muito mais práticas para dizer: “não tenho do que reclamar, não, moço” .
Dizem que ela é “bovina” na sua ignorância, como devem ser “bovinos” os outros 188 eleitores da seção onde votou D. Nalvinha, que deram 92% dos votos a Dilma, como milhares e milhões de outros que não têm quase nada, nem dentes, mas têm gratidão aos governos que, pela primeira vez, não os olharam como lixo.
Enquanto eles, que têm muito, menos humanidade, não são capazes de ter alguma gratidão ao país que lhes deu o que possuem e uivam como lobos.
Os dentes de D. Nalvinha são subsidiados com o dinheiro dos impostos, mas o reluzente branco do sorriso da Deborah Barbie também continuará sendo, porque abatem-se seus bons cuidados no imposto de renda.
Os de Nalvinha, porém, são menos vorazes.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=22899

Universidades públicas de Portugal estudam adesão maciça ao Enem

09.11.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 07.11.14

Consolidado como principal porta de acesso às universidades federais do Brasil, o Enem pode se transformar, nos próximos anos, em passaporte para ingresso em instituições portuguesas.
As universidades públicas do país europeu estudam fazer uma adesão maciça ao exame. Segundo a Folha apurou, já houve conversas informais entre os ministérios dos dois países sobre um acordo único, que abarcaria todas as 14 universidades públicas de Portugal.

Isso se tornou possível devido à mudança na legislação portuguesa sobre o assunto. Em março deste ano, o Ministério da Educação português permitiu às instituições definir a forma de ingresso dos estudantes internacionais. Até então, era obrigatório fazer o "Enem" de lá.

Dois meses depois, o reitor da Universidade de Coimbra assinou parceria com o Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) para utilizar a prova. Neste ano, 101 brasileiros já foram selecionados com base no exame

No mês passado, roteiro semelhante foi seguido pela Universidade do Algarve.

"Há muito interesse nisso, e penso que brevemente, no prazo de um a dois anos, todas as universidades portuguesas em conjunto usarão esse modelo", disse o professor Joaquim Ramos de Carvalho, vice-reitor para relações internacionais de Coimbra.

Aluna do primeiro semestre de História em Coimbra, Bianca Monteiro, 18, passou em vestibulares da USP, Unicamp e UFPR (Universidade Federal do Paraná), mas optou por estudar em Portugal. "Sempre quis pesquisar e trabalhar com história medieval. É um campo muito maior aqui na Europa do que no Brasil", afirma Monteiro.

Esse interesse é impulsionado pela capacidade ociosa das instituições portuguesas e pelos cortes do orçamento das universidades.

Ao contrário do Brasil, as públicas concentram a maior parte dos alunos do ensino superior português (81,8% das 371 mil matrículas). Apesar de públicas, há cobrança de taxa dos graduandos.

Em Coimbra, por exemplo, os estudantes portugueses desembolsam cerca de 1.000 euros (R$ 3.150) por ano. Já o valor cobrado dos brasileiros em igual período chega a 7.000 euros (R$ 22.050).

"Temos absolutamente que crescer nessa área. Isso tem a ver com a sobrevivência da rede universitária portuguesa", disse o reitor da Universidade do Algarve, António Branco, em entrevista à rádio universitária. "Só no Brasil ficam milhões de pessoas de fora do ensino superior público."

De acordo com os dados oficiais mais recentes, de 2012, foram oferecidas 610,7 mil vagas em instituições públicas de ensino superior no Brasil. Neste ano, o Enem registrou 8,7 milhões de candidatos inscritos.Na Uol
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/universidades-publicas-de-portugal.html

Demissões na Folha e a agonia da mídia

09.11.2014
Do BLOG DO SARAIVA

Por Altamiro Borges

As previsões apocalípticas da Folha estão se confirmando... na própria Folha. O jornal da famiglia Frias está morrendo. Nesta semana, a empresa demitiu vários profissionais – ainda não há números oficiais, já que o diário evita tratar com transparência sobre o facão. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo estima em mais de 20 cortes. Entre eles, colunistas famosos e bem remunerados – como Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa” tucana, e Fernando Rodrigues. Na mesma semana, outros dois jornais confirmaram a gravíssima crise que atinge a mídia impressa no país – o “Diário do Comércio” anunciou seu fim e a Rede Anhanguera de Comunicação demitiu nos seus veículos em Campinas (SP).

A crueldade das empresas não poupa nem os jornalistas que chamam os patrões de companheiros – como costuma ironizar Mino Carta. Eles só ficam sabendo que foram guilhotinados na última hora. Eliane Cantanhêde, que prestou tantos serviços à famiglia Frias e à direita nativa, soltou um comunicado lacônico na noite desta quinta-feira (6): "Amigos do Twitter, aviso geral: amanhã eu não escrevo mais a coluna na Folha. Foi bom enquanto durou”. Já o jornalista Fernando Rodrigues, que disfarçava melhor o seu antipetismo, avisou os internautas que “depois de 27 anos, eu encerrei minha colaboração no jornal Folha de S.Paulo”. 

Até agora, o Grupo Folha – outrora um poderoso império midiático – alega que são apenas ajustes “pontuais”. Segundo Vinicius Mota, secretário de redação do jornal, a empresa “realiza no final deste ano desligamentos pontuais, além de um corte nas despesas de custeio, a fim de ajustar o seu orçamento ao mau desempenho das receitas publicitárias, fruto da estagnação prolongada da economia”. Ele evita reconhecer a grave crise que atinge a mídia impressa, decorrente do crescimento da internet e da perda de credibilidade dos jornalões. Diante da gravidade da situação, o Sindicato dos Jornalistas manifestou que “se opõe a qualquer demissão no setor” e criticou a postura truculenta da corporação midiática.

A entidade também se mobiliza para defender os jornalistas do “Diário do Comércio”. Na semana passada, Moises Rabinovici, diretor de redação do jornal desde 2003, lamentou o fim da sua edição impressa no Facebook: “Neste momento em que conversamos, estou suspendendo todos os contratos no Diário do Comércio. O jornal acabou... Ainda não sei o que senti ao ouvir a inesperada sentença de morte”. O diário com 90 anos de existência pertencia à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que sequer comunicou à equipe o seu fechamento. A entidade informou que o jornal será convertido em "plataforma digital, incorporando as mudanças tecnológicas que transformam e dinamizam a imprensa mundial”.

O “Diário do Comércio” já vinha definhando há muito tempo. No início de 2013, metade da equipe de redação foi demitida. Segundo relato de Moises Rabinovici, “perdemos muitos talentos, cortamos cadernos semanais de Cultura, Informática, Turismo e Esporte, reduzimos as páginas do jornal e amargamos frustração, baixo astral e o dobro do trabalho”. Com a perda de qualidade, o veículo também sofreu com a queda dos anunciantes – como o Bradesco, “que apostava no jornal há 80 anos”, e o Grupo Votorantim. "A redação encaixotava, limpava gavetas, sentíamos todos como se estivéssemos sendo expulsos. O DC foi o último reduto para alguns jornalistas”.

No caso da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), responsável pelos jornais Diário do Povo e Correio Popular de Campinas, o facão ceifou 15 profissionais. As demissões foram anunciadas na segunda-feira (3), mas o sindicato avalia que novos cortes poderão ocorrer em breve. Segundo Agildo Nogueira Júnior, diretor da entidade, a empresa já havia dispensado vários profissionais no final de 2013 e no início deste ano. Ele alega enfrentar grave crise financeira, decorrente da queda de anúncios. “Há possibilidade de haver mais desligamentos. Nós nos reunimos com a direção do grupo para tentar negociar. Somos contra essa medida”, afirma o dirigente sindical.
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Leia também:

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/11/demissoes-na-folha-e-agonia-da-midia.html

Estelionato eleitoral foi o que FHC fez em 1999

09.11.2014
Do BLOG  DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
 
Na semana passada, após anúncios de aumentos da taxa Selic e de 3% no preço da gasolina, lideranças do PSDB e os jornais de sempre qualificaram a medida como “estelionato eleitoral” que teria sido praticado pela presidente Dilma Rousseff porque, durante a campanha de sua reeleição, teria negado que o governo fosse aumentar juros e combustíveis.
 
Em primeiro lugar, há que dizer que é mentira. Dilma nunca disse que deixaria de fazer política monetária. Aliás, até abril deste ano o governo dela aumentou a taxa Selic NOVE vezes consecutivas. Quanto à gasolina, o último aumento foi de 4% e ocorreu em novembro do ano passado. E a presidente jamais disse, durante a campanha deste ano, que não haveria aumento.
 
Detalhe: a inflação do ano passado e deste girou em torno de 6%, bem maior que os aumentos dos combustíveis.
 
O mais curioso, porém, é ver o jornal Folha de São Paulo publicar, em sua última edição dominical (9/11), editorial em que chama de “estelionato eleitoral” os aumentos de juros e combustíveis – que já estavam previstos –, a divulgação da oscilação do percentual de miseráveis no país e um aumento do desmatamento.
 
Por que é “curioso”? Porque esse jornal nunca chamou assim o que foi o maior estelionato eleitoral da história recente do país: a desvalorização do real a partir de 14 de janeiro de 1999, três meses e dez dias após Fernando Henrique Cardoso ter sido reeleito presidente da República com 53,06% dos votos válidos, em primeiro turno.
 
Por que foi estelionato eleitoral? Porque FHC passou a campanha eleitoral daquele ano acusando o principal adversário, Lula, de pretender desvalorizar o real caso se elegesse e, ao fim, quem desvalorizou a moeda foi quem acusou o petista, segundo reportagem da mesma Folha publicada em 25 de junho de 1998.
 
Foi um legítimo estelionato eleitoral o que FHC fez. Em 1998, o país estava à beira da bancarrota, mas a propaganda eleitoral tucana vendia outro mundo ao eleitor e garantia que estava tudo bem.
 

Nenhum grande veículo de comunicação fez o que fizeram Folha, Estadão, Globo e Veja neste ano, que anunciaram o fim do mundo após o fim da campanha eleitoral. Pelo contrário: todos esses veículos compactuaram com o acobertamento dos problemas do país.
 
Eis que em 14 de janeiro de 1999, 3 meses e 10 dias após a reeleição de FHC e duas semanas após ter iniciado seu segundo mandato, o país foi surpreendido por uma mudança na economia que, nos anos seguintes, jogaria o país no buraco, com explosão de inflação, desemprego, racionamento de energia elétrica etc., etc., etc.
 
Os mais jovens certamente não se lembram de quanto o país sofreu. Em 1999, mais de 26 mil empresas pediram falência. Só para comparar, no ano passado apenas 1,7 mil empresas faliram. 
 
Tucanos e jornais que nunca falaram em “estelionato eleitoral” mesmo após o governo de 8 anos do PSDB ter promovido o mais descarado estelionato eleitoral da história não é apenas vergonhoso, é uma bofetada no rosto da nação. Sobretudo porque, à diferença da época de FHC, o Brasil, hoje, é outro país.
 
Com quase 400 bilhões de dólares de reservas cambiais, com a inflação estabilizada dentro da meta, com a mais baixa taxa de desemprego da história, com os salários se valorizando ano a ano, à diferença de 1999 o povo brasileiro sabe muito bem por que reelegeu Dilma Rousseff. Mas nunca descobriu como pôde ser tão burro ao reeleger FHC.

Na semana passada, após anúncios de aumentos da taxa Selic e de 3% no preço da gasolina, lideranças do PSDB e os jornais de sempre qualificaram a medida como “estelionato eleitoral” que teria sido praticado pela presidente Dilma Rousseff porque, durante a campanha de sua reeleição, teria negado que o governo fosse aumentar juros e combustíveis.
 
Em primeiro lugar, há que dizer que é mentira. Dilma nunca disse que deixaria de fazer política monetária. Aliás, até abril deste ano o governo dela aumentou a taxa Selic NOVE vezes consecutivas. Quanto à gasolina, o último aumento foi de 4% e ocorreu em novembro do ano passado. E a presidente jamais disse, durante a campanha deste ano, que não haveria aumento.
 
Detalhe: a inflação do ano passado e deste girou em torno de 6%, bem maior que os aumentos dos combustíveis.
 
O mais curioso, porém, é ver o jornal Folha de São Paulo publicar, em sua última edição dominical (9/11), editorial em que chama de “estelionato eleitoral” os aumentos de juros e combustíveis – que já estavam previstos –, a divulgação da oscilação do percentual de miseráveis no país e um aumento do desmatamento.
 
Por que é “curioso”? Porque esse jornal nunca chamou assim o que foi o maior estelionato eleitoral da história recente do país: a desvalorização do real a partir de 14 de janeiro de 1999, três meses e dez dias após Fernando Henrique Cardoso ter sido reeleito presidente da República com 53,06% dos votos válidos, em primeiro turno.
 
Por que foi estelionato eleitoral? Porque FHC passou a campanha eleitoral daquele ano acusando o principal adversário, Lula, de pretender desvalorizar o real caso se elegesse e, ao fim, quem desvalorizou a moeda foi quem acusou o petista, segundo reportagem da mesma Folha publicada em 25 de junho de 1998.
 
Foi um legítimo estelionato eleitoral o que FHC fez. Em 1998, o país estava à beira da bancarrota, mas a propaganda eleitoral tucana vendia outro mundo ao eleitor e garantia que estava tudo bem

Nenhum grande veículo de comunicação fez o que fizeram Folha, Estadão, Globo e Veja neste ano, que anunciaram o fim do mundo após o fim da campanha eleitoral. Pelo contrário: todos esses veículos compactuaram com o acobertamento dos problemas do país.
 
Eis que em 14 de janeiro de 1999, 3 meses e 10 dias após a reeleição de FHC e duas semanas após ter iniciado seu segundo mandato, o país foi surpreendido por uma mudança na economia que, nos anos seguintes, jogaria o país no buraco, com explosão de inflação, desemprego, racionamento de energia elétrica etc., etc., etc.
 
Passada a eleição e materializado o desastre, finalmente sai um texto na grande mídia criticando FHC, mas sem chamar o estelionato eleitoral tucano pelo nome.
 
 
Os mais jovens certamente não se lembram de quanto o país sofreu. Em 1999, mais de 26 mil empresas pediram falência. Só para comparar, no ano passado apenas 1,7 mil empresas faliram. 
 
Tucanos e jornais que nunca falaram em “estelionato eleitoral” mesmo após o governo de 8 anos do PSDB ter promovido o mais descarado estelionato eleitoral da história não é apenas vergonhoso, é uma bofetada no rosto da nação. Sobretudo porque, à diferença da época de FHC, o Brasil, hoje, é outro país.
 
Com quase 400 bilhões de dólares de reservas cambiais, com a inflação estabilizada dentro da meta, com a mais baixa taxa de desemprego da história, com os salários se valorizando ano a ano, à diferença de 1999 o povo brasileiro sabe muito bem por que reelegeu Dilma Rousseff. Mas nunca descobriu como pôde ser tão burro ao reeleger FHC.
 
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/estelionato-eleitoral-foi-o-que-fhc-fez-em-1999/