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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Caro FHC: o senhor poderia dizer quais foram as mentiras ditas sobre Aécio?

03.11.2014
Do BLOG DO SARAIVA

FHC
Fernando Henrique Cardoso disputou com Lobão o papel de figura mais ridícula deste último final de semana.


Na minha opinião, ganhou.


Num artigo, FHC recorreu a um lugar-comum que vem sendo utilizado pela oposição, incapaz de analisar os reais motivos que a levaram a mais uma derrota nas urnas.


FHC falou nas “mentiras” da campanha petista. Na “descontrução” de Aécio.


Quais serão as mentiras?


Olhemos para trás.


O aeroporto de Cláudio, por exemplo. É mentira? É invenção?


Acabaram as eleições, mas espera-se que o caso não seja esquecido. Aécio tem que ser devidamente cobrado por ter torrado 14 milhões de reais de dinheiro público num aeroporto privado.


Que o novo governo de Minas tire do armário todos os esqueletos da era Aécio, a começar pelo aeroporto.


Era mentira que Aécio colocou dinheiro público, na forma de propaganda, em rádios suas? Aliás: essas rádios são uma mentira?


Como um político pode ter rádios – escondido dos olhares públicos, aliás – e ao mesmo tempo falar em decência e ética?


Era mentira o nepotismo desenfreado de Aécio, simbolizado em Andrea Neves?


Agora: mentira, neste capítulo, foi o uso por Aécio, num debate, do irmão de Dilma, o modesto, o discreto Igor.


Só depois das eleições, aliás, o Estadão mostrou quem é Igor. É uma espécie de Mujica, até no carrinho velho.


Era mentira que Aécio, aos 17 anos, ganhou do pai deputado um emprego que deveria levá-lo a Brasília ao mesmo tempo em que estudava no Rio?


Era mentira que aos 25 anos ele foi nomeado diretor da Caixa por um primo que era ministro? Justo Aécio, que não cansou de falar em meritocracia e aparelhamento.


Vamos ao próprio FHC.


Era mentira que houve compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição?


Mentira é mentira. Não adianta FHC tentar chamar verdades de mentiras.


Mentira mesmo é dizer, como Aécio fez, que pesquisas mostravam que ele estava dando uma surra em Dilma em Minas com base em números que ele sabia serem enganosos. O dono do instituto revelou que avisou. O estatístico também.


Mentira também foi a tentativa canhestra de usurpação de programas sociais como o Bolsa Família.


O PSDB tem um problema dramático. Não tem causa. Virou um grande conglomerado de direita.


Mesmo com o apoio de todo mundo – mídia, Marina, Eduardo Jorge etc etc – apanhou.


É um partido que tem muito mais passado que futuro.


Os tucanos teriam que se reinventar, mas quem poderia fazer isso?


Aécio? Pausa para gargalhada.


Alckmin? Pausa para mais gargalhada.


E então, na falta de ideias novas e líderes novos, aparece a desculpa da mentira.


Duvido, sinceramente duvido, que FHC, afinal um homem inteligente, acredita de fato que sejam mentiras as verdades que ele diz serem mentiras.


A isso – tratar verdades como mentiras sabendo que são verdades —  se dá o nome de cinismo. Ou, em política, demagogia.

Paulo Nogueira
No DCM
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/11/caro-fhc-o-senhor-poderia-dizer-quais.html

Xico Graziano recoloca PSDB no caminho da legalidade

03.11.2014
Do portal JORNAL GGN
portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Luis Nassif

Em artigo postado nas redes sociais, ex-deputado eximiu o PSDB de culpa pelos protestos que pedem a intervenção militar e criticou a ala radical da direita, julgando-a sem representatividade na política  


Mexi num vespeiro da política ao postar aqui, ontem [2/11], opinião contrária ao impeachment da Dilma. Julguei a causa antidemocrática, não republicana. Não gostei daqueles discursos irados, revanchistas e reacionários. Tomei um troco bravo. Recebi centenas de comentários, críticos a maioria, de baixo nível muitos deles. Vou aprofundar a polêmica. Sigam meu raciocínio.

Existe no Brasil uma ideologia própria da direita que se encontra desamparada do sistema representativo, quer dizer, sem partido político. Sua força se mostra na rede da internet. Essa corrente luta para destruir o PT, acusando-o de querer implantar o comunismo por aqui. Defendem as liberdades individuais, combatem tenazmente a corrupção organizada no poder, desprezam totalmente as lutas sociais, mostrando-se intolerante com o direito das minorias. O Deputado Bolsonaro e o ensaísta Olavo de Carvalho são seus expoentes.

Tudo bem. Acontece que, no período das eleições presidenciais, essa tendência se articula no seio do PSDB, trazendo para nosso partido suas causas. É normal existirem as alianças eleitorais, e para tal existe o segundo turno. O problema surge quando os militantes da direita exigem que nós, os sociais democratas, encampemos sua ideologia, o que seria um absurdo.

A intolerância mostrada em minha página do facebook reflete essa incompreensão. Criticam minha coerência, decepcionam-se com os meus valores imaginando que eu deveria assumir os deles. Pior, alguns tolamente me acusam de ser “petista infiltrado”. Dá até um pouco de dó.

Ora, nós, do PSDB, nascemos inspirados na socialdemocracia europeia, com viés da esquerda. Nossa origem reside no MDB autêntico, que foi decisivo na derrubada da ditadura militar. Nós fomos decisivos na Constituinte de 1988. Fomos nós, com FHC à frente, que criamos as bases socioeconômicas do Brasil atual, inclusive as políticas de transferência de renda e as cotas.

Na complexidade do mundo contemporâneo anda difícil rotular os partidos, e as pessoas, como de “direita” ou de “esquerda”, categorias válidas no século passado, mas ultrapassadas hoje em dia. De qualquer forma, quem concordar com as teses dessa turma aguerrida que vê o comunismo chegando, é contra os benefícios sociais, sonha com a ordem militar, por favor, deixem o PSDB. Vocês é que estão no lugar errado, não eu!
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/xico-graziano-recoloca-psdb-no-caminho-da-legalidade

Kill the messenger: o filme que desmente o mito da mídia livre

03.11.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 30.10.14
PorChris Hedges, originalmente publicado em Truthdig.com

O filme "Kill the Messenger" (O mensageiro) é dirigido por Michael Cuesta e estreia no Brasil no próximo dia 11 de dezembro.
 
Os maiores jornais do país, inclusive o The New York Times, escreveu que a história levantada por Webb apresentava “provas escassas”. Funcionaram como cães de guarda para a CIA. Em 1996, assim que a denúncia surgiu, The Washington Post dedicou imediatamente duas páginas inteiras para atacar a argumentação e as provas de Webb.
 
 
O Los Angeles Times publicou três artigos enlameando a reputação de Webb e procurando destruir a credibilidade da sua  história. Foi um repugnante, deplorável, vergonhoso capítulo do jornalismo norte-americano. Não foi o único. Alexander Cockburn e Jeffrey St. Clair, em um artigo publicado em 2004, How the press and the CIA killed Gary Webb’s career (Como a imprensa e a CIA mataram a carreira de Webb) detalharam a dinâmica da campanha nacional de difamação.
 
O jornal de Webb, depois de publicar um mea culpa sobre a série de matérias publicadas, demitiu-o. Webb nunca mais conseguiu   trabalho como jornalista. Ele expôs a CIA como um bando de marginais contrabandeando armas e traficando drogas. E expôs os meios de comunicação, que dependem de fontes oficiais para a maioria de suas notícias e, portanto, são reféns de tais fontes, como servas covardes de poder.
 
É de conhecimento público, em parte devido a uma investigação do Senado conduzida pelo senador John Kerry, que Webb estava certo. Mas a verdade nunca foi assunto para aqueles que denunciaram o jornalista. Webb tinha cruzado a linha. E ele pagou por isto. Desorientado e apavorado com o risco de perder a sua casa oficialmente diz-se que cometeu suicídio em 2004. Há quem diga que a CIA o matou.
 
O filme Kill the Messenger (O mensageiro) é dirigido por Michael Cuesta e estreia no Brasil no próximo dia 11 de dezembro. O ator Jeremy Renner (de Guerra ao terror) faz o papel de Gary Webb, o jornalista que sofreu implacável campanha nacional de difamação depois de publicar a cumplicidade da CIA no contrabando de cocaína para financiar os contra da Nicarágua. Antes, Brad Pitt e Tom Cruise foram sondados para o papel assim como Spike Lee foi convidado para dirigir a produção.
 
 
Sobre o filme, o economista Paul Krugman escreveu, em coluna recente, com o tema da redução de impostos e a propaganda ideológica que substituiu o jornalismo. Ele reforça a percepção de que a grande mídia hoje faz política; não jornalismo - ao contrário do fervor de suas recentes juras oficiais.
 
Abaixo, Krugman:
 
“... dizer aos eleitores, com frequência e bem alto, que o fato de sobrecarregar os ricos e ajudar os pobres provocará um desastre econômico, enquanto que reduzir os impostos dos “criadores de emprego” nos trará prosperidade a todos. Há uma razão por que a fé conservadora na magia das reduções de impostos se mantém, por mais que essas profecias não se cumpram (...): há um setor, magnificamente financiado, de fundações e organizações de meios de comunicação que se dedica a promover e preservar essa fé. Há mais verdade sobre jornalismo americano no filme Kill the Messenger, que narra o descrédito da mídia mainstream do trabalho do jornalista investigativo Gary Webb, do que há no filme Todos os Homens do Presidente, que celebra as façanhas dos jornalistas que descobriram o escândalo Watergate.”
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Leia aqui o original 

A tradução é de Léa Maria Aarão Reis.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cultura/Kill-the-messenger-o-filme-que-desmente-o-mito-da-midia-livre%0A/39/32134&page=2

"Veja" e a fraude que o PSDB esconde

03.11.2014
Do BLOG DO  MIRO

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

O PSDB se prestou ao papel ridículo de colocar em dúvida a urna eletrônica e a lisura do processo eleitoral brasileiro.

A razão? Boatos. De onde? Das redes sociais.

Com a coerência que lhe é peculiar, o Partido tomou essa iniciativa só depois de ser informado de sua derrota. Para o PDSB, lisura é quando eles ganham as eleições.

A petição feita pelo PSDB merece moldura. É a confissão de um partido que se reivindica a reencarnação da UDN, com o mesmo golpismo e o mesmo gosto por questionar resultados das urnas com ameaças jurídicas que, em qualquer tribunal, deveriam ser consideradas litigância de má fé.

Se é assim que o PSDB prefere, que sobre ele recaia a maldição que acompanhou a UDN do início ao fim: a maldição de sempre perder eleições presidenciais.

Mas todos esperamos que o Judiciário realmente tome providências sobre algumas questões que abalaram o processo eleitoral brasileiro da maneira mais abjeta.

A primeira delas foram os ataques de ódio perpetrado contra pobres, nordestinos e nortistas. Muitos deles são crimes explícitos e inafiançáveis.

O PSDB, mais uma vez fingindo que não sabe o que acontece neste país - enquanto acusa a maioria dos brasileiros de ser desinformada -, protocolou ação para que fosse investigada a origem de quem postava tais comentários.

Esperamos que a Justiça informe ao PSDB o óbvio: de que foram alguns de seus mais fiéis eleitores que fizeram isso, devidamente paramentados de adesivos e avatares de seu candidato, Aécio Neves.

Um vereador do PSDB da capital paulista, Paulo Telhada, esbravejou contra o resultado da eleição e propôs a separação do Sul e de parte do Sudeste.

Parece que Minas e Rio não seriam mais aceitos nesse cordão sanitário tucano. Aécio, que mora no Rio e pousa de vez em quando em Minas, doravante precisaria de passaporte e visto de turista - nada mais justo.

O PSDB, que é tão atento às redes sociais, ainda não se manifestou sobre a mensagem que tornou-se viral (nome bem adequado) de uma de suas eleitoras que, ao anunciar estar trocando o Brasil pela Disney, acusou a maioria dos brasileiros de ser formada por "miseráveis, imbecis e burros".

A quem, nas redes sociais, o PSDB anda dando ouvidos?

Realmente, é preciso reconhecer, houve uma grande fraude eleitoral nesta eleição e que alterou significativamente o resultado: foi a insidiosa matéria da revista da Marginal Pinheiros, que produziu uma capa notoriamente mentirosa para ser usada por seu candidato e distribuída como panfleto no meio da rua.

Algo que serviu para ser usado por Aécio em seu último debate e também em seu último programa eleitoral de rádio e tevê.

A fraude foi também replicada em manchetes de jornais, telejornais e programas de rádio - como se fosse notícia, como se fosse jornalismo, como se fosse sério.

Serviu, como foi amplamente documentado, para o PSDB imprimir e distribuir no meio da rua por seus cabos eleitorais, em sua campanha de boca de urna.

O panfleto com a capa de Veja foi o mar de lama que correu a céu aberto no sábado e no domingo.

O PSDB e sua coligação deveriam ser investigados pelo descumprimento da decisão do TSE que impediu a divulgação da revista, considerada, com razão, propaganda paga do candidato.

Os recursos utilizados para esse fim deveriam ser devolvidos ao fundo partidário, com juros e correção.

Se alguma dúvida existe sobre esta eleição é a de quantos votos Aécio realmente recebeu de forma limpa, sem a manipulação gerada por uma fraude que entra para a História como uma das piores já montadas para se tentar eleger um presidente.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/11/veja-e-fraude-que-o-psdb-esconde.html

UM GOLPISTA NO STF?: Fernando Ferro ao 247: “Gilmar tenta 3º turno

03.11.2014
Do portal BRASIL247

Gisele Federicce, 247 – O ministro Gilmar Mendes parece continuar em campanha eleitoral, afirmou nesta segunda-feira 3 o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), em entrevista ao 247. O parlamentar comentou a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Corte pode se tornar "bolivariana" pelo fato de que 10 dos 11 ministros terão sido indicados pelo governo do PT daqui alguns anos.

"Não tenho bola de cristal, é importante que [o STF] não se converta numa corte bolivariana. Isto tem de ser avisado e denunciado", declarou Gilmar Mendes em entrevista à Folha de S. Paulo. Ele foi nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. De acordo com a Constituição, é o presidente da República quem indica os ministros do STF, que devem ser aprovados pelo Senado Federal.

"Eu lamento que um ministro da suprema corte tente encampar o terceiro turno, parece que ela está em campanha", comentou Ferro. Para ele, o comportamento de Gilmar é "típico de quem não se conformou com o processo eleitoral e quer continuar na campanha para tentar encampar o terceiro turno", completou, em referência à vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno.

O deputado ressaltou ainda que o integrante do STF "não consegue se controlar" e com frequência se manifesta sobre sua posição política. "Ele está saindo do seu mandato", criticou. Para Ferro, os pares de Gilmar Mendes no Supremo têm agora a "obrigação de responder" à fala que "pôs em xeque a credibilidade da suprema corte".

"É antiético dizer que a corte está sob controle do PT, é um nível lastimável de um magistrado da suprema corte. Devia haver outro tipo de linguajar, é muito chula essa manifestação", completou ainda o petista.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/159293/Fernando-Ferro-ao-247-%E2%80%9CGilmar-tenta-3%C2%BA-turno%E2%80%9D.htm

A oposição de bengala

03.11.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Manifestação contra Dilma teve ares de tragicomédia


A tentativa de enfraquecer os vencedores das eleições diz muito sobre a batalha política pela frente

 Teve ares de tragicomédia a manifestação de sábado (1º) na avenida Paulista, em São Paulo. Seus objetivos democráticos foram resumidos nas faixas exibidas. "Impugnação ou intervenção militar"; "A maior fraude da história"; "Impeachment já". Hoje transformado em cordeiro devidamente emasculado, um artista exigia aos brados uma recontagem de votos. Que o ato tenha ocorrido na véspera do Dia de Finados compõe uma daquelas coincidências autoexplicativas.

Assiste-se a um espetáculo curioso desde a eleição. É como se Dilma Rousseff não tivesse ganho. Na ausência de votos, setores da oposição parecem levar a sério o mantra de Carlos Lacerda, transformado em estribilho pelas viúvas do golpismo. O político sugestivamente apelidado de corvo dizia mais ou menos isso a adversários: "Não pode ser candidato; se for candidato, não pode se eleger; se for eleito, não pode tomar posse; se tomar posse, não pode governar".

Descontada a falta de originalidade --nada como o passado quatro estrelas--, a coreografia dos derrotados é sugestiva. O pedido de recontagem de votos feito pelo PSDB nem sequer merece comentários. Demonstrassem os tucanos tanta celeridade para investigar seus próprios e verdadeiros esqueletos, certamente o país já estaria melhor.

A outra "novidade" é a articulação para desencavar uma emenda estacionada na Câmara desde 2006 sobre a aposentadoria de ministros do Supremo Tribunal Federal, a "PEC da bengala". Pela regra atual, a idade limite para o cargo é de 70 anos. Feitas as contas, de repente, não mais que de repente (com oito anos de atraso!), a oposição "descobriu" que o governo Dilma terá a chance de nomear cinco novos ministros da corte.

Ponha-se de lado a acusação implícita de que o Planalto pretende domesticar o Judiciário. Isso seria baixaria, e a turma fraca de urna é incapaz de crítica tão vil... Esqueça-se também que o Supremo protagonizou no dito mensalão episódios de envergonhar figuras como Sobral Pinto e mesmo Tancredo Neves, caso ainda vivos. Detalhe: vários ministros indicados pelo próprio governo petista endossaram condenações de réus na AP 470.

Fica evidente a vontade de fatias oposicionistas de achar qualquer atalho para concretizar o rito lacerdista. Sorte que vivemos outra conjuntura, o povo não é bobo e falta aos candidatos a golpista alguém com a esperteza de um Lacerda. Por mais que tente ocupar espaço parecido e vender gato por lebre, Aécio Neves sai como um dos grandes perdedores. Derrotado em seus dois Estados do coração --Minas Gerais e Rio, não necessariamente nesta ordem-- e humilhado mesmo em Pernambuco de Eduardo Campos, foi salvo de um vexame maior, olha só, pelo volume morto de Alckmin. Num partido de caciques emplumados, é fácil enxergar quem triunfou na oposição.

Em benefício da dúvida, recomenda-se esperar a poeira baixar antes de prognósticos definitivos. O novo mandato de Dilma Rousseff promete uma luta ainda mais renhida pelo poder. A seu favor, o PT tem a vitória indiscutível nas urnas e uma série de realizações no campo social. Contra o partido, há as dificuldades econômicas reconhecidas por todos, um Congresso sempre cheio de surpresas e fraturas internas que cobram uma dedetização profunda baseada na Justiça. Nada impossível de superar, bem entendido. Desde que a luz do dia ilumine as sombras de negociatas com as elites de plantão.

Por Ricardo Melo - Na Folha
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/a-oposicao-de-bengala.html

GOLPISTAS ARMADOS, EM SP, PREGAM GOLPE CONTRA DILMA: O problema político não são os “coxinhas”. São os “coxões”

03.11.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

bolsonarobangbang
Todo mundo se lembra dos blackblocs e daqueles patetas com máscaras de “anonymous” que, um ano e meio atrás, eram a “sensação”  dos “movimentos” de rua.

Desapareceram ou viraram grupinhos de “meia-dúzia”, sem qualquer significado social.
Quando perderam a mídia, minguaram para isso.

Não tenham dúvidas de que é esse o destino dos “whiteblocs”  que fizeram as manifestações pró-ditadura, inclusive com o primor de selvageria do deputado Eduardo Bolsonaro subir ao palanque com uma pistola na cintura, dando à Avenida Paulista um toque de Imperatiz do Maranhão quando eu a conheci, nos anos 80. Nem lá, hoje, se vai a palanque de arma na cinta.

Seu perigo se limita a sua  própria loucura, como no caso do cinegrafista da Band, pelo  risco que colocam à integridade física e à vida dos passantes e da imprensa.

São gravíssimos quanto a isso, mas pouco relevantes na política.

O problema político que Dilma terá de enfrentar não são os “coxinhas”.

São os “coxões”: da mídia, do Congresso, do Judiciário (e de partes do próprio Executivo) e do poder econômico.

Formam uma trupe que tem seus bobos da corte, como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino e outras peças do gênero, embora andem recebendo, até, o auxílio luxuoso de Fernando Henrique, com baboseiras como a de seu artigo de ontem, onde prega a “ofensiva” contra o governo eleito.

Em geral, porém, estão bem homiziados atrás de um discurso institucional, prontos a dizer que as suas vontades são a “verdade única” e o caminho obrigatório do governo que se elegeu apesar deles.

Os pobres (só de espírito, claro) “buchinhas” da Paulista são só uma emanação da sua vontade, como os blocs foram da oposição de direita.

Embora sirvam, neste momento, para manter como pauta da mídia um clima de acirramento e ódios que só existe numa parcela minúscula de inconformados com a democracia.
Como os seus antecessores mascarados.

No seu blog, no UOL, Mário Magalhães traça um bom retrato do que esta turma consegue: nada.

Perigosos são os outros, que os inspiram.

Protestos por impeachment aumentam margem de manobra de Dilma

Há protestos que, em vez de desfavorecer as pessoas e instituições que são seus alvos, prestam-se sem querer a ajudá-las.

Foi assim com determinadas manifestações no Rio que acabaram contribuindo para esvaziar as ruas e impedir a extrema-unção do governador Sérgio Cabral, que acabaria por eleger no voto o seu sucessor.

Os atos públicos ocorridos sábado em algumas cidades engrossam os exemplos de iniciativas que favorecem quem pretendem prejudicar.

Pediram o impeachment de Dilma Rousseff, recém-reeleita com 3.458.891 sufrágios a mais que o contendor. E intervenção militar para afastar a governante constitucional.

Na maior concentração, 2.500 pessoas em São Paulo, um líder cumprimentou os confrades: “Boa tarde, reaças“.

Foi o evento retratado acima. Alguém viu um negro na foto?

Convescotes como esse são tão caricaturais e inofensivos que facilitam a vida de Dilma.
Não está claro se ela vai cumprir o discurso à esquerda da campanha ou se, no segundo governo, embicará pelos caminhos à direita que condenou em palanque.

Com a extrema direita indo à luta, a presidente ficará mais à vontade para agir como quiser, pois o espantalho sombrio dará mais ares de legitimidade às suas decisões.

Entre quem foi consagrada nas urnas e quem reedita a ladainha golpista de meio século atrás, até muitos dos que votaram no senador Aécio Neves preferem empunhar o estandarte da democracia.

Sem os arremedos de Carlos Lacerda protestando, o contraste às próximas ações da petista seriam as propostas esgrimidas por Aécio Neves até o domingo retrasado.

Agora, ela tem como contraste quem rejeita a soberania do voto popular.

Ou seja, qualquer coisa é melhor do que rasgar a decisão do povo.

Cresce a margem de manobra da presidente.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=22729

Dilma cancela publicidade na Veja. É pouco!

03.11.2014
Do blog CONVERSA AFIADA,
Por Paulo Henrique Amorim


O Conversa Afiada pode informar que a Presidenta Dilma suspendeu a publicidade governamental no detrito sólido de maré baixa, que elegeu o Juiz Moro Barbosa como o vaso-de-guerra do Golpe.

Dizia-se que ela tinha feito o mesmo com a Época, do Globo: não é verdade.

Ficou na Veja.

É pouco.

Se o motivo da decisão sobre a Veja é o Golpe que surrupiou oito pontos dela, em São Paulo, tinha que levar a decisão aos “órgãos de imprensa” que fizeram o mesmo: o Globo, a Globo, o Estado comatoso e a Fel-lha (no ABC)

Todos esses jogaram a cartada do Golpe com a fraude da Veja.

Transformar a Veja em bode expiatório só reforça a ânsia golpista dos outros.

Não há nenhuma razão ética, política ou sequer de marketing que justifique dinheiro público e de empresas estatais bancar o Gilberto Freire com “i” (no ABC também) e a Urubulóga, cuja atividade dita profissional é detonar Governos trabalhistas.

Por quê ?

Por que bancar o Ataulfo, pergunta o Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:


Até quando jornalistas como Merval serão financiados com dinheiro público?


Uma das coisas essenciais que você aprende como executivo é a chamada “base zero” para elaborar orçamentos.


Na inércia, nas empresas, cada departamento vai simplesmente acrescentando no planejamento de seus gastos  5% ou 10%, a cada ano.


A base zero evita isso. Você mergulha em cada investimento e verifica se ele ainda faz sentido. Às vezes, em vez de mantê-lo ou aumentá-lo, você percebe que o melhor mesmo é eliminá-lo.


A quem interessar: foi uma das coisas que aprendi em meus anos de editor da Exame e, depois, de diretor superintendente de uma unidade de negócios da Abril.


Minha introdução se destina a falar da regulação da mídia – um assunto que vai provocar fortes emoções nos próximos meses.


Um passo vital – e este independe de qualquer outra coisa que não seja a vontade do governo – é fazer um orçamento a partir da base zero nos gastos com publicidade do governo federal.


Por exemplo: faz sentido colocar 600  milhões de reais por ano na Globo? Citei a Globo porque, de longe, é ela quem mais recebe dinheiro federal na forma de anúncios.


Do ponto de vista técnico, o carro-chefe da Globo é a televisão aberta – uma mídia que vai se tornando mais e mais obsoleta à medida que avança a Era Digital.


Veja as audiências da Globo. Nos últimos meses, ou até anos, é comum você ver que foi batido o recorde de pior Ibope de virtualmente toda a grade da Globo.


Jornal Nacional? Antes, 60% ou coisa parecida. Agora, um esforço para ficar na casa dos 20%.


Novelas? Para quem chegou a ter 100% em capítulos finais, é uma tragédia regredir, hoje, a 30%, e isto na novela principal, a das 9.


Faustão, Fantástico? Em breve, estarão com um dígito de audiência, pelo trote atual.


Não vou entrar aqui na questão da qualidade. Se um gênio assumisse o Jornal Nacional, o conteúdo melhoraria, mas a audiência não: é a Era Digital em ação.


Pois bem.


Tudo aquilo considerado, 600 milhões por ano fazem sentido tecnicamente?


É claro que não.


Quanto faz sentido: metade? Um terço? Não sei: é aí que entra o estudo com base zero.


É curioso notar que um efeito colateral desse dinheiro colossal que entra todos os anos na Globo – seu Anualão – é o pelotão de jornalistas como Jabor, Merval, Sardenberg, Waack, Noblat e tantos outros dedicados à manutenção dos privilégios de seus patrões e, claro, deles próprios.


Não  é exagero dizer que eles são financiados pelo dinheiro do contribuinte.


Digamos que para 2015 fosse mantida metade do Anualão da Globo. Haveria, aí, 300 milhões de reais ou para ajudar a equilibrar as contas públicas ou, no melhor cenário, para ampliar programas sociais.


Cito a Globo apenas pelo tamanho de seu caso.


Alguns meses atrás, a sociedade subitamente se perguntou se era certo o governo federal colocar 150 milhões por ano no SBT, em publicidade, para que, no final, aparecesse em seu principal telejornal com enorme destaque uma comentarista que apoiava justiceiros, Raquel Sheherazade.


Esqueçamos, no caso do SBT, Sheherazade e tantos outros comentaristas de emissoras afiliadas iguais a ela, como Paulo Martins, do SBT de Curitiba.


“O PT é um tumor maligno”, escreveu ele em sua conta no Twitter perto das eleições. “Essa eleição é o ponto limite para o Brasil desse mal com tratamento convencional. Depois dessa, é muita dor ou morte.”


Em português: ele estava pregando um golpe na democracia em caso de fracasso no “tratamento convencional” – a vontade da maioria expressa nas urnas.


Também ele – aliás numa concessão pública – é bancado pelo dinheiro público. A sociedade aprovaria esse emprego de dinheiro?


É irônico, mas o que a mídia tem que enfrentar é um choque de capitalismo: andar pelas próprias pernas, sem o Estado-babá. (Até hoje vigora uma reserva de mercado na imprensa, por absurdo que pareça em pleno 2014.)


Os bilhões que ano após ano o sucessivos governos – na Era FHC as somas eram ainda maiores – colocam nas grandes corporações de mídia têm ainda uma consequência pouco discutida.


Dependentes do governo – nenhuma sobreviveria se as verbas fossem extirpadas –, elas entram em pânico a cada eleição presidencial. E fazem o que todos sabemos que fazem, pela manutenção de seus privilégios.


Aécio, agora, era a garantia de vida boa para todas elas. O modus operandi de Aécio é conhecido: como governador de Minas, ele triplicou os gastos com publicidade.


Ele não teve o pudor de deixar de colocar dinheiro público nem nas rádios de sua própria família.


Na Minas de Aécio, a imprensa amiga foi bem recompensada com anúncios´, incluída a Globo local.


E aqui um acréscimo importante: fora o dinheiro federal, as grandes corporações de mídia são abençoadas também com anúncios de governos estaduais e municipais.


Em São Paulo, os governos do PSDB têm contribuído na medida de suas possibilidades com empresas como Abril, Estado e Folha.


E não só com publicidade. Todo ano, o governo paulista renova um grande lote de assinaturas da Veja para distribuir as revistas em escolas públicas.


Felizmente para a cabeça dos jovens, as revistas sequer são tiradas do plástico que as embala.


Que jovem lê revista, hoje? Mesmo assim, as assinaturas são sempre renovadas.

Mas um passo por vez.

Fazer um orçamento de marketing  com base zero nos gastos com publicidade seria uma das atividades mais nobres nestes meses finais de 2014 para a equipe do governo.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/11/03/dilma-cancela-publicidade-na-veja-e-pouco/