Pesquisar este blog

domingo, 26 de outubro de 2014

Paulistas vão às urnas se sentindo enganados por Alckmin sobre falta d'água #SomosTodosDilma

26.10.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Nesta semana vazou uma gravação de uma reunião na Sabesp (empresa de água e esgoto do governo de SP), com a presidenta da empresa dizendo que "ordens superiores" impediram de fazer uma campanha para racionar água, que era necessária.

Em outra gravação o diretor da Sabesp Paulo Massato chega a dizer a população vai ter que sair da capital e ir para a casa de parentes em outras cidades, quando a água acabar.

Os paulistas, sobretudo da região metropolitana da capital, reelegeram Alckmin no primeiro turno acreditando nele quando dizia que não havia risco de faltar água. Agora os segredos revelados mostram que a situação era outra, muito mais grave.

O cidadão paulista que se sente enganado não tem como pedir à Alckmin para devolver o voto. Só resta pedir de volta o voto ao Aécio, não votando no tucano no segundo turno.
*****
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/10/paulistas-vao-as-urnas-se-sentindo.html

Direita fascista sai do armário para defender Aécio

26.10.2014
Do blog O CAFEZINHO, 25.10.14
Por Miguel do Rosário

Mussolini1
A campanha de Aécio cultivou o germe fascista. Médicos têm praticado chantagens sórdidas para tentar convencer pacientes a votar no tucano.
É incrível que não percebem que apenas geram revolta nas pessoas.
E a mídia tucana ainda vem acusar Dilma, que fez uma campanha orgânica, com mobilização espontânea de milhões de pessoas, de sórdida.
Tá bom, campanha legal é a dele, onde médicos ameaçam pacientes e boyzinhos truculentos xingam pessoas nas ruas.
Onde militantes tucanos pedem intervenção militar.
Leiam o relato e vejam se isso não lhes lembram o filme O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman?
*
Depoimento: Ginecologista fascista
Por Priscila Gontijo, cidadã brasileira
24 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 19:46
Assim que entrei em sua sala, o médico percebeu o adesivo da Dilma grudado no meu caderno. Ele então me olhou de cima abaixo, se levantou e rapidamente trancou a porta do consultório
Foi a minha primeira consulta com o médico ginecologista na zona oeste da cidade de São Paulo. O único que aceitava o meu plano de saúde para realizar a tal cirurgia. Seis meses nessa lenga-lenga.
Assim que entrei em sua sala, o médico percebeu o adesivo da Dilma grudado no meu caderno. Ele então me olhou de cima abaixo, se levantou e rapidamente trancou a porta do consultório.
Em seguida, sentou-se na minha frente lentamente e iniciou o interrogatório num tom sombrio com a seguinte frase:
“Tenho uma curiosidade: por que vocês querem destruir o país?”
Perplexa, minha boca secou. Estava ali para fazer exames.
Ele continuou exigindo os motivos do meu voto com voz pausada e baixa. E acrescentou: “Veja bem, sou nulo”. E amparado por essa neutralidade fictícia, fez diversas perguntas. Eu disse que não tinha ido conversar sobre política e sim agendar a cirurgia. Ele não arredou o pé. Mirava-me do alto do seu pós-doutorado estampado em letras garrafais na parede. Tão sabido e inteligente que não fazia ideia do que eram as políticas públicas de educação no Brasil. Quando eu revelei que na Puc vários alunos ingressaram na universidade pelo PROUNI e o ENEM o clima pesou ainda mais. Nesse instante, o doutor-nulo me olhou estupefato.
O golpe fatal veio quando eu lhe disse que diversos alunos de Osasco e do grande ABC estudavam na ilustre Pontifícia Universidade Católica do seu bairro. Repetiu a palavra “Osasco” com uma boquinha de nojo e enxugou o suor da testa.
Em seguida me perguntou sobre o PROUNI e o ENEM revelando uma ignorância alarmante:
“Esses programas PROUNI e ENEM por exemplo, as pessoas não precisam fazer vestibular nem prova alguma, né?”
Fiquei na dúvida em responder. Ele morava em Marte?
Seguiu-se o interrogatório. Pedi pra ele analisar os meus exames, afinal estava ali pra isso. Mas o singular doutor que se auto-intitulava apolítico insistia em me questionar. Diante do meu crescente constrangimento ele ganhou novo ânimo. Já bradava: “Você devia ter vergonha! Por que vai votar nessa mulher?”
Eu, mais encurralada do que nunca cheguei a pensar no tal código de ética dos médicos. Existia mesmo isso? Em que galáxia? Se eles podem fazer o que bem entendem e sem o menor pudor? Nesse exato momento, ele deu o berro triunfal repetindo a pergunta: “Por que votar nessa mulher? Exijo explicações.” Olhei pra porta. Trancada. Pensei no plano de saúde. O único médico que aceitava meu plano para a cirurgia. Demorei mais de seis meses pra encontrar um e agora tinha urgência. Não podia pagar o procedimento em uma clínica particular. Resolvi falar sobre os projetos sociais do atual governo e das aulas que ministro há mais de seis anos na periferia da cidade de São Paulo e de como estava feliz em ver meus alunos, que antes não tinham acesso, ingressarem nas universidades. Era por esse e outros motivos que iria votar “nessa mulher”, expliquei. Nesse instante, ele estufou o peito e gritou:
“Não estou perguntando do social. O social não interessa. Quero saber da questão financeira!”
Nesse instante mirei a imagem da Dilma no adesivo: uma jovem no tribunal totalmente oprimida e humilhada. Pedi socorro pra imagem. Saliva? Zero. E fixei a ilustre nulidade a minha frente com firmeza, dando a entender que não iria ceder. Ele sentenciou:
“Na época da ditadura não havia roubalheira.”
Ali tive a certeza: não iria me operar com médico torturador.
Mas ele era um maratonista da obtusidade. Um triatleta da ignorância. E conseguiu piorar ainda mais. Chegou ao ápice mórbido da seguinte pergunta:
“Por acaso na época do Figueiredo roubavam? E na época do Geisel?”
Eu respondi que na época do Geisel não só roubavam como matavam e ele retrucou sentencioso:
“Não estou perguntando isso! Não quero saber se matavam. Quero saber sobre o aspecto financeiro.”
Passando mal pedi pra sair.
O tal idiota da objetividade perguntou o que vinha no Bolsa Família e depois de ouvir, proferiu numa cínica afirmação exaurida pelo uso:
“Isso é esmola.”
Tonta, disse que realmente tinha pressa e me levantei.
Finalmente o doutor-torturador me libertou do cativeiro.
Livre, já fora do consultório-prisão desagüei num choro de impotência atroz no meio da rua.
Ionesco deve estar rindo de nós.
E com razão.
http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/158214/Depoimento-ginecologista-fascista.htm
*****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/10/25/direita-fascista-sai-do-armario-para-defender-aecio/#sthash.WVqB5zR8.dpuf

Ibope e Vox divergem de Datafolha; em 2010, só Ibope acertou

26.10.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 25.10.14
Por Eduardo Guimarães
A disputa eleitoral deste domingo não deve ser só entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Pesquisas Datafolha, de um lado, e Vox Populi e Ibope, de outro, divergem fundamentalmente sobre as intenções de voto dos dois candidatos a governar o país.
Se no Vox Populi (54% a 46%, votos válidos) nada mudou com capa da Veja e tudo, o Ibope (53% a 47%) tirou 1 ponto de Dilma e deu outro para Aécio. As duas pesquisas colocam a petista à frente do tucano fora da margem de erro.
Já no Datafolha (52% a 48%), há empate técnico. Contudo, essa movimentação de Aécio no instituto de pesquisas da Folha de São Paulo, ela mesma variou dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que significa que pode não ter havido movimento algum.
No dia 30 de outubro de 2010, a um dia da eleição em segundo turno, os institutos de pesquisa também divergiram de forma até parecida.
O Datafolha deu 55% para Dilma e 45% para José Serra (votos válidos); o Ibope deu 56% para Dilma e 44% para Serra; Vox Populi deu 51% para Dilma e 39% para Serra.
No dia seguinte, Dilma teve 56,05% (55.752.529 votos) e Serra, 43,95% (43.711.388 votos). Como se vê, só o Ibope acertou.
Os números de Ibope e Datafolha, por outro lado, sugerem reação de Aécio. Porém, os dois institutos deram variação para cima de Aécio e para baixo de Dilma dentro da margem de erro, o que quer dizer que pode não ter ocorrido mudança alguma.
Resta, ainda, um contingente de indecisos que o Datafolha afirma que é composto de mulheres negras, acima de 45 anos e de baixa escolaridade. Integram, pois, o eleitorado menos escolarizado e informado, que, tradicionalmente, vota no PT.
*****
Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/10/ibope-e-vox-divergem-de-datafolha-em-2010-so-ibope-acertou/

O apoio da mídia ao golpe militar

26.10.2014
Do portal JORNAL GGN, 26.10.14
portal LUIS NASSIF ON LINE
Por Luis Nassif

Jornal GGN – O Blog do Mário Magalhães resgatou uma reportagem publicada nos 50 anos do golpe militar com as 19 capas de jornais publicadas no princípio de abril de 1964, a grande maioria fazendo propaganda em favor da intervenção, contra o comunismo.
Por Mário Magalhães
Do Blog do Mário Magalhães
A reportagem reproduzida abaixo foi publicada originalmente no blog na virada de março para abril de 2014, nos 50 anos do golpe que depôs o presidente João Goulart.
Boa leitura.
19 capas de jornais e revistas: em 1964, a imprensa disse sim ao golpe
Na semana dos 50 anos do golpe de Estado, o blog compartilha uma coleção de 19 primeiras páginas de jornais e capas de revistas publicadas nas horas quentes do princípio de abril de 1964.
Mais do que informação, constituíam propaganda, notadamente a favor da deposição do presidente constitucional João Goulart.
Até onde alcança o conhecimento do blogueiro, as imagens configuram a mais extensa amostra (ficarei feliz se não for) do comportamento do jornalismo brasileiro meio século atrás.
Trata-se de documento histórico, seja qual for a opinião sobre os acontecimentos.
Desde já o blog agradece novas capas que eventualmente sejam enviadas por meio do Facebook e do Twitter. Caso venham, serão acrescentadas a esta exposição.
Dos 19 periódicos aqui reunidos, oriundos de cinco Estados, 17 são jornais diários, alguns dos quais já não circulam, e dois são revistas hoje extintas.
Apenas três se pronunciaram em defesa da Constituição: “Última Hora'', “A Noite'' e “Diário Carioca''. Nos idos de 1964, os dois últimos não tinham muitos leitores.
Os outros 16, em diferentes tons, desfraldaram a bandeira golpista.
As fontes da garimpagem foram: Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional; Google News Newspaper Archive; sites e versões impressas de jornais; não menos importantes, blogs e sites, aos quais sou imensamente grato.
É muito provável que, quanto mais capas se somarem, maior seja a proporção das publicações que saudaram o movimento que pariu a ditadura de 21 anos.
Para não ser original e repetir uma expressão consagrada: em 1964, a imprensa disse sim ao golpe.
* * *
A Noite (Rio), 1º de abril de 1964: “Povo e governo superam a sublevação''.
Contrário ao golpe, o jornal aposta no triunfo de Jango.
Correio da Manhã (Rio), 1º de abril de 1964: “(?) Estados já em rebelião contra JG''.
Editorial clama pela deposição de João Goulart: “Fora!''.
Diário Carioca, 1º de abril de 1964: “Guarnições do I Exército marcham para sufocar rebelião em Minas Gerais''.
O jornal defendeu a Constituição.
Diário da Noite (São Paulo), 2 de abril de 1964: “Ranieri Mazzilli é o presidente''.
O jornal dos Diários Associados trata a nova ordem como “legalidade''.
Diário da Região (São José do Rio Preto, SP), 2 de abril de 1964: “Exército domina a situação e conclama o povo brasileiro a manter-se em calma''.
Depois do golpe com armas, o apelo por calma.
Diário de Notícias (Rio), 2 de abril de 1964: “Marinha caça Goulart''.
“Ibrahim Sued informa: É o fim do comunismo no Brasil.''
Diário de Pernambuco, 2 de abril de 1964: “Jango sai de Brasília rumo a Porto Alegre ou exterior: posse de Mazilli''.
Governador constitucional Miguel Arraes, vestido de branco no Fusca, é preso e cassado.
Diário de Piracicaba (SP), 2 de abril de 1964: “Cessadas as operações militares: A calma volta a reinar no país''.
No dia seguinte: “Relação de deputados que poderão ser enquadrados: Comunistas ou ligações com o comunismo''.
Diário do Paraná, 2 de abril de 1964: “Auro Andrade anuncia posse de Mazzilli com situação normalizada''.
No alto: “Povo festejou na Guanabara vitória das forças democráticas''.
Fatos & Fotos, abril de 1964 (data não identificada): “A grande rebelião''.
Uma revista em júbilo.
Folha de S. Paulo, 2 de abril de 1964: “Congresso declara Presidência vaga: Mazzilli assume''.
“Papel picado comemorou a 'renúncia' de João Goulart.''
Jornal do Brasil (Rio), 1º de abril de 1964: “S. Paulo adere a Minas e anuncia marcha ao Rio contra Goulart''.
“'Gorilas' [pró-Jango] invadem o JB.''
O Cruzeiro, 10 de abril de 1964: “Edição histórica da Revolução''.
Revista celebra um herói da “Revolução'', o governador de Minas, Magalhães Pinto, um dos artífices do golpe.
O Dia (Rio), 3 de abril de 1964: “Fabulosa demonstração de repulsa ao comunismo''.
Jango chegou ao Rio Grande do Sul no dia 2. De lá, iria para o Uruguai. “O Dia'': “Jango asilado no Paraguai!''.
O Estado de S. Paulo, 2 de abril de 1964: “Vitorioso o movimento democrático''.
É a contracapa, porque a primeira página, era o padrão, só tinha notícias do exterior.
O Globo (Rio), 2 de abril de  1964: “Empossado Mazzilli na Presidência''.
Título do editorial: “Ressurge a democracia!''
O Povo (Fortaleza), sem data: “II e IV Exércitos apoiam movimento mineiro''.
Quartel-general do IV Exército, no Recife, comandava a Força no Nordeste.
Tribuna do Paraná, 2 de abril de 1964: “Rebelião em Minas''.
“General Mourão Filho abre a revolta: 'Jango tem planos ditatoriais'.''
Última Hora, 2 de abril de 1964: “Jango no Rio Grande e Mazzilli empossado''.
Jogando a toalha: “Jango dispensa o sacrifício dos gaúchos''.
*****
Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-apoio-da-midia-ao-golpe-militar

Decisões do TSE barram golpe da Globo

26.10.2014
Do blog O CAFEZINHO, 25.10.14
Por Miguel do Rosário

imagesA Globo recuou na última hora.
A barragem das redes sociais, que puseram nos TT mundiais do Twitter a hashtag #GolpenoJN, a reação dura da presidenta Dilma, a decisão do TSE de obrigar a Veja a dar direito de resposta imediato e, sobretudo, a perspectiva cada vez mais forte de reeleição de Dilma, fizeram o Jornal Nacional rebolar.
Eles deram a matéria da Veja, mas depois de dar o protesto da UJS. E apresentaram a resposta dura de Dilma em sua propaganda eleitoral.
Dilma condenou a ação da UJS, como não podia deixar de fazer, por ser a presidente da república, responsável pela lei e pela ordem.
Mas eu não sou presidente e não preciso repetir Dilma.
Os jovens da UJS estão de parabéns!
Fizeram o que milhões queriam fazer há tempos.
O que estava engasgado na garganta de todo o mundo.
Veja mente.
Veja é um lixo.
******
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/10/25/decisoes-do-tse-barram-golpe-da-globo/

Rodrigo Vianna: Golpe midiático em marcha repete o de 2006

26.10.2014
Do blog VI O MUNDO, 25.10.14

Captura de Tela 2014-10-25 às 13.59.30
Uma das “indecisas” do debate da Globo (enviado por Lucia Barbi, no Facebook)
Golpe midiático em marcha: Globo entra no “escândalo” da Veja
A Justiça reconheceu o caráter eleitoreiro da última edição de Veja – e proibiu que seja feita publicidade da revista.
Reparem: não se impede a circulação da revista, mas se proíbe que a edição cumpra seu papel nefasto de propaganda mentirosa a serviço do PSDB – às vésperas da eleição.
A decisão judicial traz alento. Mas não interrompe o golpe midiático.
Reparem também que a Globo, na sexta-feira, não deu qualquer repercussão à “denúncia” desesperada deVeja.
O JN fugiu desse terreno pantanoso. Por um motivo muito claro: Dilma, com seu duro pronunciamento contra o golpismo da Editora Abril, mandou um recado para Ali Kamel.
A presidenta avisou que, se a Globo entrasse na aventura, teria resposta no mesmo tom.
Imaginem a seguinte situação: o JN embarca na aventura golpista de Veja, promovendo a leitura da edição impressa em rede nacional, por volta de 20h de sexta-feira.
Menos de duas horas depois, Dilma abre o debate da Globo denunciando a própria Globo por golpismo.
Por isso, o JN fugiu do pau.
E, também, porque a revista da marginal não traz qualquer prova, nada. O texto da revista mesmo diz que os “fatos” narrados pelo doleiro não servem para comprometer Lula e Dilma (isso está lá no texto da revista – que me recuso a linkar).
panfleto-veja
Xerocada, a capa de Veja se converteu em material de campanha em São Paulo, diz Maria Frô
Ou seja, o texto faz a ressalva, mas a capa da revista da marginal serve como panfleto tucano.
Pois bem, esse era o quadro na sexta-feira…
Acontece que, neste sábado, Dilma já não terá voz para responder. Não há propaganda eleitoral. Não há debate. Os candidatos estão proibidos de falar. Mas a Globo de Ali Kamel está livre para agir – no limite da irresponsabilidade.
Do que estou falando?
Folha, na edição deste sábado, deu manchete principal para a “criminosa” (nas palavras de Dilma) edição de Veja. A Folha endossou a denúncia de um bandido, feita sem provas, a 3 ou 4 dias da eleição.
Qual o objetivo dessa manchete da Folha? Oferecer uma saída plausível para que Ali Kamel e a família Marinho levem o golpismo midiático para o JN de sábado.
É assim que eles trabalham: operações casadas – como se pode ler aqui, num texto didático de Luiz Carlos Azenha.
Em 2006, eu estava na Globo. Azenha, eu e outros colegas acompanhamos de perto a cobertura enviesada promovida pela Globo no chamado escândalo dos “aloprados”.
A Globo colocou Lula na defensiva: o aparato jornalístico global – durante 10 dias – abria espaço para que os candidatos Alckmin (PSDB), Cristovam (PDT) e Heloisa Helena (PSOL) perguntassem no JN “de onde veio o dinheiro para a compra do dossiê dos aloprados?”.
Era um massacre com ares jornalísticos. E era a preparação para o grande final… que viria logo depois.
Faltando 3 dias para a eleição de 2006 (primeiro turno), as fotos do dinheiro apareceram.
Na verdade, o delegado Bruno (da PF) entregou as fotos para Cesar Tralli, da Globo. Um produtor da Globo me contou que, quando Tralli mostrou o material bombástico, a direção da Globo (Ali Kamel) teria dito: “não podemos dar essas fotos sozinhos; seremos acusados de um golpe; só podemos dar se o delegado vazar também para outros jornais”.
E assim se fez: no dia seguinte,  o delegado Bruno chamou meia dúzia de jornalistas e entregou as fotos.
A página do Estadão na internet logo publicou. Assim, o JN sentiu-se liberado para também noticiar o “fato” em sua edição, a 3 dias do primeiro turno.
O mesmo roteiro desenha-se agora.
Na sexta, a Globo fugiu do assunto: por cautela. Não seria bonito ver Dilma denunciando a Globo por golpismo dentro dos estúdios da Globo no Rio.
Mas nada como um dia depois do outro. O sábado chega, a “Folha” endossa a “Veja”, e assim Ali Kamel ganha o álibi perfeito: “poxa, virou um fato jornalístico, todo mundo está divulgando”.
Nessa tarde de sábado, essa decisão será amadurecida. Se houver chance de empurrar Aécio para a vitória, o JN levará a “denúncia” para o JN.
Um amigo jornalista – com mais de 30 anos de experiência – foi quem deu o alerta: “eles estão com o roteiro pronto –  da Veja para a Globo, com endosso da Folha”.
Segundo esse colega jornalista, a operação  se confirmada – “seria um fato ainda mais grave do que a manipulação do debate Collor x Lula em 89″.
Se Dilma mantiver uma dianteira folgada nas pesquisas (Ibope e DataFolha) que serão concluídas nas próximas horas, aí o JN provavelmente será comedido: pode simplesmente ignorar a Veja, ou então pode tratar a revista da marginal de forma mais discreta…
Mas se houver qualquer sinal de que Aécio pode reagir, a Globo entrará pesado. Não tenham dúvidas.
A Democracia brasileira segue sequestrada por meia dúzia de famílias que controlam as comunicações.
Dilma mostrou, na sexta, que carrega com ela a coragem brizolista para enfrentar os barões midiáticos.
Se conseguir a vitória, o confronto será mais do que necessário, será inevitável daqui pra frente.
Os golpistas tentam empurrar Aécio pra vitória, na marra. E se não conseguirem, já sinalizam que o caminho da oposição será o golpe jurídico-midiático.
O confronto está claro, cristalino. Não adianta mais fugir dele.
O golpe pode não vir no JN de hoje, se Dilma mantiver a sólida vantagem de 8 ou 10 pontos que aparece nos trackings internos deste sábado.
Mas o golpismo voltará a cada semana, a cada manchete.
É hora de tratar os barões da mídia como de fato são: inimigos!
Não do PT e da esquerda; inimigos de um projeto social generoso, inimigos da Democracia.
Os barões da mídia representam o atraso, o preconceito, são o partido de direita no Brasil.
Um partido extremista, que precisa ser enfrentado, e derrotado. Nas urnas e nas ruas.
Captura de Tela 2014-10-25 às 14.20.36
PS do Viomundo: A Globo já deu o primeiro tiro, reproduzindo as denúncias da revista Veja no Jornal Hoje, em reportagem de 5 minutos e 21 segundos. Aproveitou-se de uma manifestação da UJS diante do prédio da Abril, em São Paulo. A reportagem de Ali Kamel não diz que a revista Veja antecipou sua edição em dois dias, nem que a Globo faz jogo casado com a Veja em campanhas eleitorais, nem que o esquema midiático funcionou em 2002, 2006 e 2010. Em resumo, a denúncia da “barbárie” dos jovens socialistas é feita de forma descontextualizada.
PS2 do Viomundo: Segue relato de um jornalista que trabalha na Abril sobre o clima no prédio da Marginal de Pinheiros:
Da editora Abril, coletei ontem e hoje o testemunho de jornalistas que trabalham em quatro publicações diferentes da casa – nenhum deles na Veja. A palavra mais repetida foi “vergonha”. Há um clima de intensa insatisfação no prédio da marginal Pinheiros. “Passou dos limites”, “Se pudesse, pedia demissão”, “Se não processar por calúnia, o governo é covarde” foram algumas das coisas que ouvi por telefone e whatsapp. A edição impressa foi disputada. Em ao menos uma redação, trechos da reportagem foram lidos em voz alta. As reações da plateia variavam entre o riso e a indignação. Em alguns andares, houve comemoração com a chegada da manifestação que picou revistas e pichou muros da editora. Há também quem esteja otimista, vislumbrando na manobra o canto do cisne do “reino da baixaria”, como definiu uma das fontes. “A Veja queima o nosso filme. Até por razões de mercado, a Abril não pode ficar marcada como sinônimo de ódio e irresponsabilidade. E isso justamente com a sua maior revista”.
PS3 do Viomundo: Vox Populi desta noite, chutamos, deve dar Dilma 54% x Aécio Neves 46%.

Leia também:


*****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/rodrigo-vianna-globo-reproduz-veja-e-roteiro-golpe-midiatico-em-marcha-repete-o-de-2006.html