sábado, 25 de outubro de 2014

GOLPE ELEITORAL DA VEJA: Justiça diz que matéria da Veja é "peça de propaganda política"

25.10.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Tribunal Superior Eleitoral afirma que capa da revista Veja é propaganda eleitoral irregular e está claramente “a favor de uma candidatura em detrimento de outra”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar na noite desta sexta-feira (24) que proíbe a editora Abril, responsável por publicar a revista Veja, de fazer propaganda em qualquer meio de comunicação da reportagem de capa segundo a qual a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobras. A reportagem diz se basear em depoimento prestado na última terça-feira (21) pelo doleiro Alberto Youssef no processo de delação premiada a que ele se submete para ter direito à redução de pena.

O pedido para impedir a publicidade da matéria foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde desta sexta-feira. A defesa da petista requereu ao tribunal que a revista se abstivesse fazer propaganda de sua capa, que tem, na opinião dos advogados de Dilma, conteúdo ofensivo à candidata à reeleição. Para a campanha petista, uma eventual publicidade do caso tem por objetivo único beneficiar a candidatura do tucano Aécio Neves.

SAIBA MAIS: Capa da revista Veja vira piada na internet

A ação da defesa de Dilma se ampara no artigo da Lei das Eleições que prevê que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito, sendo proibida a veiculação de propaganda paga. Essa mesma vedação, segundo campanha da petista, é estendida à divulgação de propaganda na internet e por meio de outdoors. Em caso de descumprimento da liminar, os advogados de Dilma cobram a aplicação de multa de R$ 1 milhão por veiculação proibida.

A campanha da presidente argumentou ainda que a revista Veja antecipou sua edição em dois dias com a “nítida intenção de tumultuar a lisura do pleito eleitoral do próximo domingo (26)”. Citam ainda que a revista teria postado no Facebook dela, com 5,4 milhões de seguidores, notícia com o título “Tudo o que você queria saber sobre o escândalo da Petrobras: Dilma e Lula sabiam”. Essa propaganda teria sido reproduzida na página oficial do PSDB, partido do adversário na disputa ao Palácio do Planalto, também na mesma rede social.

Em sua defesa, a Editora Abril sustentou que as liberdades de comunicação e de atividade econômica são direitos previstos na Constituição. Esses direitos, disse a editora, “não podem ser sufocados por medidas de cunho censor sob a alegação de imaginária propaganda eleitoral”. Para Abril, o que se pretende é “impedir a imprensa de divulgar assunto que a sociedade tem o direito de tomar conhecimento”. “Não houve ilícito algum na matéria publicada na edição e tampouco nas propagandas de divulgação da revista, de modo que a representada (Editora Abril) agiu no seu estrito direito constitucional”, afirmou.

Em parecer, o procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, manifestou-se a favor da campanha da Dilma. Para Janot, diante da iminência da realização de uma propaganda eleitoral irregular, é necessário proibir a divulgação das publicidades sob pena de acarretar “prejuízo irreparável ao equilíbrio e (à) lisura do pleito”.

Em sua decisão, o ministro Admar Gonzaga, relator do processo, afirmou que há elementos para acatar o pedido liminar, suspendendo, até o julgamento do mérito, qualquer publicidade da editora sobre o assunto. Segundo ele, cabe ao TSE “velar pela preservação da isonomia entre os candidatos que disputam o pleito”. “Desse modo, ainda que a divulgação da revista Veja apresente nítidos propósitos comerciais, os contornos de propaganda eleitoral, a meu ver, atraem a incidência da legislação eleitoral, por consubstanciar interferência indevida e grave em detrimento de uma das candidaturas”, afirmou o ministro.

Admar Gonzaga – um dos advogados da campanha de Dilma em 2010 – disse ainda que a antecipação em dois dias da divulgação da revista “poderá transformar a veiculação em verdadeiro panfletário de campanha, o que, a toda evidência, desborda do direito/dever de informação e da liberdade de expressão”.

“No caso, muito embora o periódico possa cuidar – em suas páginas – desse tema sensível, confirmando sua linha editorial de maior simpatia a uma das candidaturas postas, entendo que a transmissão dessa publicidade por meio de rádio, ou seja, de um serviço que é objeto de concessão pelo Poder Público e de grande penetração, desborda do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra”, afirmou o ministro, em decisão divulgada às 23h36 desta sexta-feira (24).
Agência Estado
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/justica-diz-que-materia-da-veja-e-peca-de-propaganda-politica.html

Falácia da Meritocracia

25.10.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.10.14

meritocracia estudo trabalho exploracao infantil
Nairan Ballesta, Pragmatismo Político
É tendência comum supor que, em relação a resultados esperados, se deva priorizar aquelas pessoas que demonstram talento e esforço pessoal na solução de problemas ou na busca de se sobressair diante da competitividade, e escolher essas pessoas para assumirem posições criticas e importantes de decisão ou responsabilidade na execução de tarefas, sejam particulares, sejam públicas. Dito dessa forma pode parecer natural e justo que sistemas meritocráticos assumam prevalência e preponderância sobre outras formas de escolha e definição de prioridades ou oportunidades em empresas, governos e entidades sociais. No entanto é cada vez mais frequente a percepção de que os sistemas meritocráticos se mostram injustos, discriminatórios, segregacionistas e que criam sérios problemas burocráticos, sociais e políticos nas sociedades em que são aplicados, tanto que nenhuma sociedade atual possui um sistema totalmente meritocrático em aplicação, apesar da meritocracia estar presente em maior ou menor grau em praticamente todas elas.
Pois bem, então onde reside o problema com a meritocracia, e porque ela se mostra tão dúbia e é tão fortemente contestadas por tantas pessoas?
Bem, me aventuro a dizer que em meus pensamentos sobre essa questão levantei algumas hipóteses e desenvolvi algumas idéias sobre essa questão e vou buscar apresentar algo dessas idéias nesse trabalho.
Creio ser também oportuno afirmar que este texto não possui a formalização de um texto acadêmico, mesmo porque eu não tenho formação que possa sustentar tal ambição, nem tão pouco participei ou realizei estudos sobre o tema de forma consistente e metódica. Sendo portanto que este texto deve ser encarado mais como uma crônica do que como um artigo que pretenda demonstrar algo de forma acadêmica.
Pois bem, então poderíamos perguntar, afinal qual o problema com a meritocracia?
Para responder a isso acho que precisamos primeiramente falar um pouco sobre as palavras, seus significados e os conceitos derivados delas. Calma não se preocupe que não pretendo aqui entrar em questões retóricas sobre etimologia ou semântica, mas é de suma importância que entendamos não apenas o significado das palavras meritocracia e mérito, mas também qual dos vários significados que estas palavras possuem que adquirem maior relevância no imaginário das pessoas quando se referem a elas.
Pelo dicionário temos que:
Meritocracia: (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência.
E logo em decorrência:
Mérito: s.m. Aquilo que faz com que uma pessoa seja digna de elogio, de recompensa; merecimento. Qualidade apreciável de uma coisa, de uma pessoa. O que caracteriza a ação de merecer honras ou castigos; merecimento: condenado pelos seus méritos; prêmio recebido pelos seus méritos.
Pois bem, se na meritocracia as pessoas devem ser escolhidas por seus méritos, e os méritos representam o que é digno de elogios de recompensa de honras, segue dai que aqueles que sejam meritórios, pela própria definição, estão acima e a frente das demais pessoas, do comum, do vulgar. Afinal não haveria sentido em se falar em méritos se quem possui esses méritos se mostra comum e vulgar quando comparado à todos os outros. Pode parecer, a princípio, que estou apenas dizendo o óbvio, porém nem sempre o óbvio é percebido de forma tão direta como esperada e nem sempre o que esta diante de nossos olhos é captado em todo o seu significado, como pretendo deixar mais claro logo a diante.
Agora se impõem também uma outra questão, o que seria considerado algo meritório? Se temos o sujeito que merece ser reconhecido como meritório então precisamos também ter o ato que possa ser considerado mérito, aquilo que ao ser realizado por uma pessoa o torna merecedor de ser reconhecido como digno de mérito.
Então vamos pensar sobre cada uma dessas questões e tentar chegar a um entendimento mais completo sobre o que se esconde por trás de uma simples palavra.
Todos nós buscamos heróis, exemplos, referencias em quem olhar e que nos sirvam de meta, de estímulo, de alvo a ser atingido, de uma forma ou de outra todos buscam ídolos para quem olhar. Claro que, se levarmos em conta o amadurecimento esperado para uma pessoa, o mais lógico seria que essa necessidade de idealização fosse se acalmando com o tempo, não no sentido de perdermos a capacidade de reconhecimento quanto aos ícones, mas no sentido de podermos julgar com mais clareza e bom senso e nós mesmos irmos nos tornando nosso próprio referencial, e os referenciais externos passarem a se tornar apenas lembranças do que nos motiva e nos impulsiona para a frente, e entendermos que reconhecimentos e méritos possuem seu lugar, mas não se prestam a ser o único alvo a ser atingido e sim se tornarem apenas marcos que nos orientam em nossa própria busca pessoal.
Porém não é isso que acontece de fato em parcelas significativas da população, o significado que predomina acaba sendo apenas e tão somente o sentido direto entre mérito e recompensas, elogios e honras. Isso provoca nas pessoas e na sociedade uma estranha inversão de valores, onde quem persegue o mérito não persegue a ação meritória, mas sim as benesses que advém de alguém ser considerado meritório, e aqui nasce o primeiro dos problemas da meritocracia.
Vejamos como isso acontece. Imaginemos duas situações semelhantes, porém com personagens distintos atuando em cada uma delas. Vamos supor que existam duas casas em chamas e dentro de cada uma delas ha uma pessoa precisando de socorro para escapar das chamas, no primeiro caso temos uma equipe de bombeiros completa atendendo o chamado, a equipe começa a jogar água sobre as chamas e um dos bombeiros veste uma roupa de proteção, coloca uma máscara com oxigênio nas costas, se amarra em uma corda e entra na casa totalmente equipado para enfrentar as chamas e se valendo de seu treinamento, e assim consegue resgatar a pessoa que se encontrava lá dentro. Na outra situação temos apenas uma pessoa comum, que passava pelo local no momento em que as chamas tomam conta da casa, os bombeiros não aparecem e as chamas se alastram, ele não possui treinamento nem equipamentos, mas não suporta a ideia de deixar a pessoa morrer sozinha sem nada fazer, então pega um pedaço de pano encharca com água enrola no rosto e, tendo apenas essa proteção entra na casa conseguindo, mesmo contra todas as chances, resgatar a pessoa das chamas.
Agora vem a pergunta principal, qual das duas pessoas poderíamos dizer realmente que possui méritos pelo feito realizado? Para qual dos dois deveríamos oferecer uma medalha, mostrar nosso reconhecimento, demonstrar honra e até favores pelo feito?
Não precisamos responder realmente essa pergunta, pois cada um de nós sabe internamente para qual das duas pessoas o reconhecimento seria maior e mais legitimo, mas o que realmente muda no caso de um e no caso do outro? A resposta para essa pergunta é o ponto chave para entendermos a falácia da meritocracia. E essa resposta é bem simples, a capacitação.
Muitos entretanto pode argumentar que aquele que possui o verdadeiro mérito seja o Bombeiro, pois ele treinou para isso, se preparou, sabe como lidar com os equipamentos e como agir para melhor garantir a vida e segurança dele e da possível vítima, mas isso é um erro, o fato dele possuir treinamento indica capacitação, não valor de ação. Se fôssemos tomar cada ato que as pessoas realizam em seu dia-a-dia como algo meritório logo não haveria méritos, pois tudo recairia novamente no comum, no banal, e o simples ato de alguém cumprir seu dever já mereceria aplausos e medalhas. Não digo nem que não mereçam, afinal muitos dos deveres cotidianos são por demais pesados para qualquer pessoa não apenas bombeiros, mas médicos, socorristas, enfermeiros, policiais e muitos outros, e justamente para que possam cumprir seu trabalho eles precisam de uma capacitação eficaz e rigorosa.
Mas o que significa estar capacitado? Para se capacitar para algo, a pessoa precisa de dedicação, cuidado, esforço, constância e habilidades, coisas que estão sob sua esfera pessoal, dependem dela mesma em maior ou menor grau. Mas também precisa de bons professores, técnicas, orientação, suporte e assistência, coisas que não pertencem à pessoa nem ao universo de escolhas que elas possam fazer diretamente. Uma pessoa que, por razões que fujam de seu poder de decisão e escolha, acabe em uma escola ou centro de treinamento ineficiente, terá uma capacitação pobre e ineficiente, não importa o quanto se esforce para aproveitar ao máximo aquilo que lhe é ensinado.
Já alguém que possua capacidades acima da média, pode acabar por realizar coisas surpreendentes, mesmo sem ter a capacitação adequada para aquilo, algumas podem até mesmo criar suas próprias capacitações diante de uma situação que assim o exija. Mas isso não é algo que possa ser transmitido de uma pessoa para outra, nem tão pouco ser metrificada e submetida a sistemas de ensino, é algo pessoal, intransferível.
Algo impossível de ser cobrado de qualquer pessoa, exatamente por isso quem possui ou consegue se sobressair dessa forma é tão especial e raro.
Vejam, ser digno de mérito não significa tão somente fazer o que se espera da pessoa, mas fazer além, não apenas fazer o esforço para o qual a pessoa foi preparada ou capacitada a fazer, mas fazer aquilo para o que a pessoa não foi preparada, e mais que isso fazer isso sem esperar pelo retorno que isso poderia trazer.
Vamos imaginar mais um pouco, vamos supor que o prefeito daquela cidade onde ocorreram os incêndios decida oferecer uma medalha para cada um dos dois homens, o cidadão comum e o bombeiro, e sem que nenhum dos dois saibam disso eles são chamados para uma solenidade, então o prefeito chama primeiramente o cidadão comum e lhe oferece a medalha de honra ao mérito pelo seu feito, os abraços se estendem um pouco, vem as fotos e, antes que o prefeito possa ter chance de chamar o bombeiro esse se levanta e reclama em voz alta seu direito de receber também uma medalha. Eu pergunto então, qual seria o valor dessa medalha, diante da população e da sociedade em geral, desse momento em diante?
Então vamos ver o que isso significa na realidade,
Mérito não é algo que se possa cobrar, nem é algo que se possa medir por puro esforço na realização das tarefas cotidianas, mérito é algo que se outorga, não que se exige ou se cobra.
Outra característica do mérito é que ele é algo perene, o risco que aquele cidadão da história realizou e a vida que ele salvou nunca irão se apagar enquanto houver algo ou alguém que recorde aquele feito, não importa o que esse mesmo cidadão venha a realizar ou deixar de fazer no futuro, o mérito que ele conquistou é dele de forma perene. Já por outro lado o trabalho do bombeiro devera ser realizado outras vezes se ele quiser continuar sendo bombeiro e para faze-lo ele devera se manter capacitado para isso, pois no momento em que não for mais capaz de faze-lo ele obrigatoriamente não poderá mais ser um bombeiro. O importante no entanto é perceber que para isso, para continuar bombeiro, ele não depende do mérito pessoal, mas da capacitação contínua, e isso são duas coisas totalmente diferentes. A capacidade dele como bombeiro não exige que ele se arrisque a cada momento, ao contrário, busca fazer com que ele se arrisque cada vez menos, melhorando os métodos, os equipamentos e as técnicas, e ninguém irá cobra-lo por não se arriscar além do que é esperado no cumprimento do seu dever e de suas obrigações.
Vamos analisar isso de uma outra maneira, imaginemos um ganhador do prêmio Nobel. Sob qualquer aspectos que vejamos esse ganhador possui méritos para isso, visto que não é qualquer pessoa que consegue se destacar em uma área o suficiente para merecer esse prêmio. Agora imagine a situação dos doadores do prêmio chegando para esse mesmo ganhador, dois anos depois dele ter recebido seu prêmio, e falarem algo mais ou menos assim…”caro senhor, visto que durante esses dois anos que se passaram o senhor não se destacou em nenhuma outra área de pesquisa, mesmo tendo em conta que sua pesquisa anterior foi de enorme importância para toda humanidade, viemos retirar sua premiação, por falta absoluta de novas realizações posteriores”… O que poderia ser dito de tal atitude?
Ou podemos também imaginar uma outra situação, digamos que esse senhor, ganhador do prêmio, padeça de alguma doença degenerativa, que o vá tornando senil, ao ponto dele perder toda a capacidade de realizar novas pesquisas e de continuar seu trabalho, por acaso ele será menos reconhecido por seus feitos anteriores?, por acaso seu nome não passara para a história por aquilo que ele realizou? Mas no entanto ele não estaria apto a assumir nenhum outro cargo efetivo no futuro devido a sua de doença e a perda da capacitação que daí decorre.
Então já temos bem clara a falácia da meritocracia, ao pretender se firmar no mérito ela na verdade se firma na capacitação pura e simples. Porém não é essa noção de capacitação que permeia as idéias das pessoas, mas continua sendo a ideia de mérito verdadeiro e como tal as pessoas acabam, mesmo sem se darem conta de forma plenamente consciente disso, esperando e exigindo o mesmo reconhecimento que se dá para quem possui mérito genuíno, e passam a julgar que apenas um esforço adicional nos estudos, ou o fato de passarem em um exame, já lhes confere o direito de cobrar e exigir esse reconhecimento como méritos próprios, quando o que eles fizeram foi apenas passar por um processo de capacitação para a área em que se aplicaram, e mais, passam também a julgar de forma exclusivista que apenas os esforços dele foram responsáveis por seu progresso e pelos sucessos que atingiram, se esquecendo completamente de toda a enorme cadeia de oportunidades, pessoas, equipamentos, conhecimento acumulado anteriormente e esforço desenvolvidos por outras pessoas para que a estrutura em que ele se capacitou estivesse funcional e preparada para que ele e outros atingissem seus objetivos. Aos olhos dessas pessoas, apenas o esforço pessoal é que conta. porém, de fato, dificilmente essas pessoas terão realizado algo a mais, dificilmente terão verdadeiramente se sobressaído de forma a merecerem um reconhecimento real de mérito além do que todas as outras pessoas também fizeram…
Se fosse somente isso já seria um grande mal, mas isso sozinho não trariam grandes consequências, além de tornar aquelas pessoas mais egoístas e arrogantes. Mas junto com essa cobrança por reconhecimento dos méritos, vem também a noção de perenidade da conquista realizada, vem a noção de que apenas aquele concurso público vencido, apenas aquela prova ou aquele exame superados, apenas aquela etapa atingida já dão direito da pessoa se perpetuar por seus méritos na posição alcançada, e isso implica em abandonar a capacitação como obrigatoriedade para que se cumpram as funções e deveres assumidos.
Quando a pessoa atinge um status em que, ao modo de ver dela mesma, de seus parentes mais próximos, e até do sistema estabelecido, ela possua uma condição de referencia, de direito, de honra e, aos olhos dela mesma, de mérito próprio e pessoal, nada mais natural do que se esperar que esse ego se infle, se eleve até as alturas e crie a realidade que vemos espalhada por todos os lugares em que esse
sistema é aplicado.

Esse sentimento é tão forte e tão contagiante, entre aqueles que se rendem a ele, que as pessoas começam a julgar direito seu receberem todo tipo de preferência, ou de reconhecimento, seja na forma de elogios, seja na forma de indicações para cargos, ganhos adicionais e muito mais, passam realmente e se julgarem elite, pessoas diferenciadas e dignas de honra e aclamação. Isso estabelece um circulo vicioso, pois para manter essa ilusão de grandeza é preciso que os valores sejam vistos como vindos exclusivamente da pessoa e não de todo o aparato que a cerca, logo nada mais natural do que crer e afirmar que a razão para que outros não alcancem o lugar que elas alcançaram seja a indolência, a preguiça, a desatenção, a falta de esforço pessoal, e que se desprezem ou minimizem totalmente as demais variáveis, como escola, origem, oportunidades, professores capazes, acesso a informação de qualidade e à estruturas sólidas e todo o resto. E finalmente, se valem dos poucos casos reais de mérito, quando alguém realmente conseguiu se sobressair de forma pessoal, independente de outros fatores, para afirmar e atestar a validade de seus argumentos em prol do esforço pessoal como única explicação real para o posto ou lugar que alcançaram.
A escolha pela capacitação deveria ser algo natural, evidente por si mesmo. Mas para que essa escolha possa realmente dar frutos ela obrigatoriamente deve se separar e se distanciar da ideia de mérito, e de meritocracia.
Não se trata de dizer que ninguém deva ser escolhido por meio de testes ou receber indicações dentro das áreas para as quais se encontre capacitado, ao contrario, significa fazer isso de forma natural, sem a contaminação de fatores morais nem a super valorização das conquistas, apenas e tão somente trabalhar sobre um sistema de reconhecimento factual, onde cada meta alcançada seja reconhecida como uma meta alcançada e nada mais, sem dúvida que aqueles que demonstrarem capacidade acima da média dos demais alcançaram resultados melhores, mas isso sem estardalhaços e sem avaliações morais quanto as pessoas.
Reconhecer que o que se alcança através dos estudos, do esforço, da dedicação, sejam apenas capacitação mas que alcançar mérito real também é possível, mas que esse mérito real não é algo que toda e qualquer pessoa possa alcançar não diminui os feitos de ninguém, ao contrario, os enaltece. Além do mais isso também não tira o fato de podermos receber a outorga por nossos feitos como méritos legítimos, porém vindos de outros lugares, como da família por exemplo. Alguém que se forma depois de muito esforço, especialmente aqueles que chegam lá a custa de muito sacrifício pessoal e familiar, com certeza tem o direito de aceitarem e receberem a outorga desse reconhecimento de mérito da parte de seus familiares, e tem o direito de se orgulharem pelo que fizeram e pelo que atingiram, mas não de pretender levar esse mérito pessoal além dos limites de sua esfera pessoal. Pois para realmente ser correto e verdadeiro ele deve também reconhecer que inúmeros outros atingiram o lugar que ele atingiu, e que a única forma de se manter em atividade é pela capacitação constante. O mérito pessoal alcançado estará sempre presente no seio de sua família e daqueles que compactuam com ele desses feitos, mas isso é algo que pertence à ele e àqueles que lhe são caros, e se trata de uma etapa e não de toda a vida. Pretender cobrar de outros esse reconhecimento é o mesmo que exigir a outorga de uma medalha em uma solenidade, ela pode até chegar, mas não terá valor nenhum.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/a-falacia-da-meritocracia.html

Por que a surpresa com o falso escândalo da Veja?

25.10.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.10.14
Por Flávio Aguiar, RBA

capas revista veja
Não há novidade na capa de Veja. Já se sabia que a revista iria tentar algo assim, com doleiro ou sem doleiro, com denúncia ou sem denúncia, algo baseado na presunção de que o inimigo é sempre culpado, com ou sem provas
Ora, ora: no fundo não há novidade na capa de Veja para este fim de semana eleitoral, acusando a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de “já saberem de tudo”, com base em denúncias sem provas de um criminoso.
A gente já sabia que Veja iria tentar algo assim, com doleiro ou sem doleiro, com denúncia ou sem denúncia, algo baseado na presunção de que o inimigo é sempre culpado, com ou sem provas, com credibilidade das denúncias ou sem etc.
Travou-se intensa conspirata jornalística durante esta semana para tirar o PSDB do foco das denúncias do doleiro e concentrar todo o fogo sempre no PT e agora na presidenta Dilma e, inevitavelmente, em Lula.
Neste fim de semana, a direita brasileira e seus arautos estão dormindo com um pesadelo, que pode ser chamado de 12 + 12. São 12 anos em que seu apetite pelo Planalto ficou à míngua. Para o imaginário da direita, a possibilidade de uma vitória da presidenta Dilma Rousseff no domingo representa mais doze anos de seca, pois para ela (a direita) isto significaria a inevitável volta do “intragável” Lula em 2018 e sua reeleição em 2022.
É verdade que falta ainda combinar com Lula, que declarou que, se depender dele, não será candidato. Mas para este tipo de direita isto não conta. Ela não aceita ser contrariada, nem mesmo em suas fantasias negativas.
E Veja hoje, além de ser um poço de mau jornalismo, é a vanguarda do jornalismo marrom no Brasil. Uma curiosidade: a origem mais aceita para a expressão “imprensa marrom” no Brasil é de que se trata de uma adaptação da expressão yellow press, termo corrente para a imprensa sensacionalista e até chantagista nos Estados Unidos. “Amarela”, que seria a tradução literal de “yellow”, não pegou. Dizem alguns porque seria uma cor alegre, identificada com a bandeira nacional, com a cor da camiseta da seleção etc. Já marrom seria uma cor que lembra excremento. Há outras versões para a expressão, mas esta é a mais aceita. E Veja faz jus a ela.
A gente já sabia, portanto, que a revista semanal cometeria algo deste tipo. Não surpreende.
Veja também é conhecida por grandes “barrigas” – jargão para erros grosseiros de jornalismo. Como aquele de ter saído saudando a queda do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, quando este já estava de volta ao Palácio Presidencial de Miraflores, reconduzido ao poder por um contragolpe fulminante e popular.
A capa de Veja, aliada aos dois pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, protocolados pelo advogado Luís Carlos Crema ao findar esta semana, mostram o caminho que a direita pretende trilhar, caso a presidenta seja reeleita. Lembram a famosa frase de Carlos Lacerda sobre Vargas:
“O Sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar.”
“Revolução”, no nosso vocabulário político então corrente, significava simplesmente “movimento armado”, no caso, um golpe militar. Hoje, como não há mais golpes militares no nosso horizonte, o que a direita pode almejar é um golpe a la Paraguai ou Honduras, uma destituição “legal” que impeça o seu pesadelo de se realizar.
Quer dizer: a capa de Veja tem dois alvos simultâneos: a eleição deste domingo e um golpe posterior, o impeachment já sinalizado pelos pedidos de Crema, caso o candidato da direita não consiga vencer.
Portanto, não há nada de novo sob o sol nem sob a chuva. Vindo da Veja, é o que a gente podia esperar.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/revista-veja-nao-se-cansa-de-criar-falsos-escandalos.html

A comunidade internacional, o neoliberalismo e a África. A culpa é de quem?

25.10.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.10.14

africa ebola neoliberalismo desigualdade mazelas
Lucien de Campos*, Pragmatismo Político
A comunidade internacional nunca procurou saber o real problema do continente africano. As potências – ditas democráticas – nunca se interessaram de fato pelos conflitos que lá sempre existiram. É nítido este desinteresse perante os países mais pobres, pois eles são as vítimas do sistema.
Na realidade, como também ocorre no Oriente Médio, a indústria armamentista sempre financiou as guerras na África. Logicamente, esta é a indústria que mais mata e gera a desigualdade social no mundo. Kennedy tentou aboli-la, atacou justamente no “calcanhar de Aquiles” do capitalismo, e nós já sabemos qual foi seu fim. Depois disso, nunca mais nenhum presidente americano, e nem mesmo candidatos em época eleitoral trataram sobre o assunto.
O neoliberalismo privilegia empresas e Estados hegemônicos, pois ao explorar os países pobres, sugam-se seus recursos naturais e só favorece a uma minoria elitista da população dos países explorados, concentrando ainda mais o capital. Desta maneira, tudo me leva a concordar com as palavras de Joseph Stiglitz (Prêmio Nobel da Economia 2001), nas quais afirmam que a globalização comercial e o capitalismo desenfreado são alguns dos fatores que contribuem para a desigualdade no mundo, principalmente em países frágeis a este sistema.
Portanto, o que mais me incomoda é que a globalização gera um encontro de interesses e não de culturas entre os Estados.
Em relação ao Ebola, desde 1976 esta doença apresenta consideráveis taxas de mortalidade. Mas enquanto Serra Leoa servia os diamantes para a Europa, não se falava muito nela. Tomara que esteja equivocado, mas o Ebola ainda será um grande problema, podendo aumentar os níveis de conflitos entre os países. Os aeroportos europeus já estão selecionando passageiros oriundos de voos africanos para realizarem exames. Isto causa pânico na população e um olhar “atravessado” para com os africanos. E a culpa é colocada em quem? Na África, é claro.
Diante disso, de repente pode aparecer Estados Unidos, Canada, Alemanha e China com os protótipos de uma vacina. Como assim? Vacina não requer anos para ser feita? Todavia, esquecemo-nos de outra indústria muito poderosa, a indústria farmacêutica. É através dela que os países hegemônicos estão a serviço da desgraça alheia para marcar posição no cenário internacional. E se isso ocorrer, muita gente vai se perguntar: mas porque não divulgaram esta vacina antes? A reflexão é simples, os conflitos civis na África não atravessam os oceanos, mas as doenças sim.
Finalmente, pode-se concluir que tudo isto é uma grande hipocrisia internacional. Infelizmente, hoje a África é mais conhecida como o berço das doenças, fome e pobreza do que o berço da humanidade. O mundo corre o risco de retroceder!
*Lucien de Campos é mestrando em Diplomacia e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – Lisboa e colaborador em Pragmatismo Político
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/comunidade-internacional-neoliberalismo-africa.html

O ódio é a herança da imprensa: O monopólio da maledicência

25.10.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 24.10.14
Por Luciano Martins Costa

Ouça aqui 
O ódio é a herança da imprensa
Nesta sexta-feira (24), dia de encerramento da propaganda eleitoral e do último debate entre os candidatos à Presidência da República, os dois institutos de pesquisa mais considerados pela imprensa declaram consolidada a tendência de vitória de Dilma Rousseff.
Como se trata de prospecção do passado, e diante das oscilações no capital de confiabilidade das pesquisas, ninguém pode dar como definitivas as intenções de voto, porque pelo menos 10% dos eleitores ainda demonstram pouca convicção.
Pode-se, no entanto, afirmar que, a se concretizar o que dizem o Ibope e o Datafolha, a mídia tradicional é, neste momento, a parte derrotada no confronto bipartite em que se configuram as eleições no Brasil ao longo deste século.
Como suporte midiático da aliança oposicionista, a imprensa hegemônica é a matriz do radicalismo que domina a disputa eleitoral.
A se confirmarem os números dos dois institutos, as grandes empresas de comunicação deverão reunir seus conselhos imediatamente após a eleição,  para discutir o futuro.
As análises sobre a virada da candidata petista em cima do senador Aécio Neves, do PSDB, observam com clareza que a presidente da República reverteu a tendência inicial do segundo turno com o recurso da propaganda direta no rádio e na TV.
No entanto, nenhum especialista credenciado pela imprensa admite que essa mudança significa, na prática, a desconstrução do discurso da própria mídia, que em mais de uma década vem injetando na agenda pública uma mensagem de depreciação da política e descrédito das instituições republicanas.
Há corrupção?
Certamente há muita corrupção, em todas as instâncias do poder público e em todos os poderes, como uma praga de cupins incrustada no sistema republicano.
A origem desse vício é a própria Constituinte de 1988, que reorganizou a República após a ditadura militar, construindo um arcabouço legal à base do corporativismo e providenciando holofotes para o protagonismo de grupos que haviam apoiado o regime de exceção.
A imprensa, como instituição, tem parte das responsabilidade, como demonstrou pesquisa do historiador Francisco Fonseca, professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas.
O monopólio da maledicência
Nesta reta final, proliferam queixumes de colunistas, editorialistas, acólitos em geral que defendem ferozmente seus espaços na mídia.
Eles criticam o que chamam de "baixo nível" da campanha, rezando o credo segundo o qual apenas a imprensa pode criar factoides, explorar meias-verdades, difundir mentiras e estimular o radicalismo entre os ativistas políticos.
Aqueles que buscam explicações para o quadro eleitoral que os contraria dão todo o crédito ao marqueteiro-chefe de Dilma Rousseff, negando qualquer mérito à candidata.
Acontece que, ao afirmar que foi a propaganda no rádio e na TV, que fez a defesa agressiva do legado dos governos petistas, a causa da mudança nas perspectivas eleitorais, cada um desses textos está admitindo que as mensagens elaboradas pela campanha da presidente foram capazes de desconstruir, em poucas semanas, aquilo que fora incutido em grande parte da sociedade ao longo de muitos anos por um jornalismo tendencioso, raso, partidário e irresponsável.
Ao descobrirem que não possuem o monopólio da maledicência, muitos jornalistas acusam a campanha de ser maledicente.
Carlos Lacerda ainda é um herói em quase todas as redações e não foram poucas as eleições decididas por manobras da imprensa reacionária.
A última delas está em andamento, a partir de mais uma incursão da revista Veja no jornalismo marrom. Mas apenas o Globo (ver aqui) parece disposto a arriscar sua reputação em mais esse factoide: uma suposta declaração do principal acusado no escândalo da Petrobras que é desmentida por seu próprio advogado.
UOL publicou uma nota e o Estado de S. Paulo não deu credibilidade à notícia.
Agora, convenhamos: alguém acha que se pode ser competitivo numa eleição com frases doces, nos termos em que a imprensa coloca a agenda pública?
Se até Marina Silva, tida por muitos como uma espécie de ninfa diáfana da floresta, tem sido capaz de proferir barbaridades com aquele ar de santa em casa de tolerância, por que a candidata que é massacrada pela mídia iria posar de Madre Teresa?
Para perder a eleição?
Transita entre a candura e a hipocrisia a ideia de que a política deveria ser um confronto elegante de damas e cavalheiros.
Não é, nunca foi, e a imprensa sempre atuou como lança-chamas.
Com qualquer resultado no domingo, o ódio que semeou será sua herança.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/radios/view/gt_gt_o_odio_e_a_heranca_da_imprensa_lt_br_gt_gt_gt_o_monopolio_da_maledicencia

Azenha: bala de prata foi tiro no pé Dilma aplicou Veja no Itaúúú do Aecioporto – PHA

25.10.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Conversa Afiada reproduz artigo de Luiz Carlos Azenha, extraído do Viomundo:

DEBATE NA GLOBO: DE CARA, DILMA NEUTRALIZA A BALA DE PRATA


por Luiz Carlos Azenha


A famosa “bala de prata”, que poderia modificar os votos dos indecisos, foi neutralizada de cara pela presidente Dilma Rousseff, já na abertura do debate da TV Globo.


Ela atacou a credibilidade não só da revista Veja, como também da IstoÉ, que mais uma vez neste fim de semana fez jus ao apelido jocoso de QuantoÉ.


Diríamos que este foi o debate do alprazolam, a droga que é o sossega leão dos ansiosos.


Aécio Neves cometeu algumas gafes, como quando se referiu ao inexistente Ministério do Desenvolvimento Econômico ou disse que é um orgulho ter um pedaço do Nordeste “incrustrado” em nosso território, Minas Gerais. Reproduziu, assim, o preconceito comum de uma pequena fatia dos mineiros em relação às terras cantadas por Guimarães Rosa.


Por outro lado, o senador foi bem quando disse que a melhor forma de combater a corrupção é tirando o PT do poder. Foi bem, ainda, quando disse que o governo de FHC “tirou a inflação das costas do brasileiro”. Friso: do ponto-de-vista da retórica.


Já Dilma foi muito feliz quando popularizou seu discurso e recorreu a uma frase do humorista José Simão, segundo o qual os tucanos criaram, em São Paulo, o programa “Meu banho, minha vida”.


Além disso, a candidata governista insistiu nas coisas que realmente importam não só para os indecisos, mas para os brasileiros em geral: emprego e salário. No frigir dos ovos, é isso o que conta. O grande terror de qualquer brasileiro, em qualquer tempo, é o desemprego.


No conjunto da obra, Dilma fez o necessário para impedir uma grande surpresa de última hora. Se de fato Aécio precisava de uma grande virada para vencer as eleições de domingo, não teve êxito.


Se a capa de Veja foi a bala de prata da oposição, melhor caracterizá-la como um tiro no pé.



Em tempo: saiu no Estadão:

TSE PROÍBE ‘VEJA’ DE FAZER PROPAGANDA DE CAPA COM DILMA E LULA


Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar na noite desta sexta-feira, 24, que proíbe a editora Abril, responsável por publicar a revista Veja, de fazer propaganda em qualquer meio de comunicação da reportagem de capa segundo a qual a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobrás. A reportagem diz se basear em depoimento prestado na última terça-feira, 21, pelo doleiro Alberto Youssef no processo de delação premiada a que ele se submete para ter direito à redução de pena.


O pedido para impedir a publicidade da matéria foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde desta sexta-feira. A defesa da petista requereu ao tribunal que a revista se abstivesse fazer propaganda de sua capa, que tem, na opinião dos advogados de Dilma, conteúdo ofensivo à candidata à reeleição. Para a campanha petista, uma eventual publicidade do caso tem por objetivo único beneficiar a candidatura do tucano Aécio Neves.


A ação da defesa de Dilma se ampara no artigo da Lei das Eleições que prevê que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito, sendo proibida a veiculação de propaganda paga. Essa mesma vedação, segundo campanha da petista, é estendida à divulgação de propaganda na internet e por meio de outdoors. Em caso de descumprimento da liminar, os advogados de Dilma cobram a aplicação de multa de R$ 1 milhão por veiculação proibida.


(…)


Leia mais:

VEJA, CACHOEIRA E POLICARPO. A FOLHA CORRIDA DE TERRORISTAS

TV: DILMA PÕE NO ITAÚÚÚ DA VEJA

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/10/25/azenha-bala-de-prata-foi-tiro-no-pe/

EVANGÉLICOS COM DILMA!

25.10.2014
Do portal CIDADANIA E MAIS FÉ


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Fonte:http://cidadaniamaisfe.com.br/index.php/downloads-materias-de-campanha-dilma

Confiando no Espírito Santo

25.10.2014
Do portal VERBO DA VIDA, 21.08.14
Por Bud Wright*

DE PAI PRA FILHOS 1
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”  (João 14.23-26)
O texto diz que o Espírito Santo vai morar conosco para sempre.
Existem versículos dentro de você agora, lembrados pelo Espírito Santo. Palavras que Deus falou bem diretamente com você nas quais você precisa meditar e escrever nas tábuas do seu coração. Isso acontece pela meditação e confissão da Palavra. Essas são formas de você escrever a Palavra em seu coração.
O Espírito nos ensina a Palavra. Quando meditamos na Palavra de Deus, o Espírito Santo se move sobre aquilo que temos pensado e confessado, tornando-a vida em nossa vida. O Espírito Santo é a unção de Deus, e Ele nos ensina a entender a Palavra e nos ajuda a praticá-la também.
Não dependa da sua própria força e entendimento. Confie naquele que lhe ensinou. Ele prometeu trazer uma Palavra à sua memória na hora em que você precisar. Isso é um dos ministérios do Espírito Santo, trazer à sua memória aquilo que você tem aprendido nos cultos, nas aulas e em casa, nos momentos de leitura e meditação da Palavra.
Quando você estiver pregando ou ensinando, precisará confiar no Senhor. Não importa se é para uma pessoa na rua ou para centenas ou milhares dentro de uma Igreja. O Espírito Santo vai trazer para a sua memória, Ele lhe fará lembrar aquele versículo que você, talvez, aprendeu há vários anos, mas nunca mais havia usado. Mas, um dia, de repente, você precisou daquelas verdades e elas chegaram a sua memória. Talvez, era o que alguém que estava lhe ouvindo precisava ouvir.
Isso já aconteceu comigo: palavras vindas na hora. Mas, você tem que aprender a confiar nEle. Aprenda a confiar no Espírito Santo. Com isso não estou criticando as suas anotações e esboços. Posso até ter, mas dependo dAquele que é maior, dependo dAquele que vai me inspirar para falar.
Se quiser sucesso no ensinamento e pregação da Palavra, aprenda a confiar no Espírito.
Há muitos anos, o Espírito Santo falou comigo: “Bud, se você aprender a confiar em mim, Eu posso abençoar o povo. Porque eu sei todos os problemas na congregação”.
Ele sabe todas as pessoas que tem problemas, mas nós não sabemos quem tem problemas e quem não tem problemas, eu não sei quem está preocupado ou nervoso, nem com o quê estão ficando assim, mas Deus sabe.
Não dependa do seu entendimento e das suas anotações. Mesmo que você ache que é o melhor sermão do mundo e não quer desviar dele, possa ser que o Espírito esteja precisando falar outras coisas que abençoarão as pessoas. E foi para isto que Deus nos chamou.
*Texto transcrito de uma mensagem do Ap. Bud, em 2006, em uma reunião para Ministros. 
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Fonte:http://verbodavida.org.br/budejan/budejan-colunistas/budwright-mensagens/confiando-no-espirito-santo/

Jovens protestam diante da sede da Veja

25.10.2014
Do BLOG DO MIRO, 24.10.14
Por Altamiro Borges

Na noite desta sexta-feira (24), militantes da União da Juventude Socialista (UJS) realizaram uma manifestação pacífica diante da sede da Editora Abril, na capital paulista. O objetivo do ato foi protestar contra a mais nova tentativa golpista da revista Veja, que acusou de forma criminosa e leviana a presidente Dilma e o ex-presidente Lula no caso da Petrobras. Os jovens estenderam uma faixa no portão da empresa - "A Veja mente" -, picaram e jogaram no lixo exemplares do panfleto e, do alto de um caminhão de som, fizeram pronunciamentos contra a farsa montada pela publicação a três dias do segundo turno da eleição presidencial.

Aos gritos de "Veja, golpista, mentirosa e fascista", os jovens também conversaram com funcionários da empresa e transeuntes, sendo bem recebidos. Para Renan Alencar, presidente nacional da UJS, o ato foi uma forma de expressar indignação e revolta diante das costumeiras manipulações da Veja. "Essa revista contribuiu, de maneira decisiva, para a eleição de Fernando Collor e deu sustentação política e ideológica para o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso”. 

Prisões arbitrárias

Após o protesto, quando os jovens já se dispersavam, três ativistas foram detidos de forma arbitrária por soldados da PM. O caminhão de som também foi retido. Os jovens foram encaminhados para a 14ª Delegacia de Policia de Pinheiros. Ao telefone, Renan Alencar repudiou as prisões e informou que advogados já estão no local para garantir a integridade física dos ativistas e sua imediata soltura. "A ação da polícia foi absurda. O ato foi pacífico e já tinha terminado. Não existe motivo para esta truculência contra a liberdade de expressão e de manifestação".





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Leia também:










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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/jovens-protestam-diante-da-sede-da-veja.html