quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Urariano Mota, com sabor de mangaba e cajá: Uma noite com Dilma

22.10.2014
Do blog VI O MUNDO

Foto 2 maniefstacao Dilma
Foto do motorista na manifestacao
Foto 3 manifestacao dilma
Fotos Filipe Mendes

Dilma, a querida do Recife

por Urariano Mota, especial para o Viomundo

Roberto Carlos costuma falar que “são muitas emoções” em sua vida. Mas o Rei canta e não sabe o que são emoções de amor político, com afeição despudorada, num coletivo de paixão, porque não esteve presente  na mais feliz terça-feira do Recife. Assim falo porque ontem, 21 de outubro de 2014 — mas terá mesmo sido ontem? – digo, agora, mas um agora contínuo até domingo e adiante, em resumo, vou tentar escrever o que vi a partir da tarde de 21.

Aquilo que Dom Pedro II certa vez revelou, numa visita à cidade, que Pernambuco era um céu aberto, Lula, Dilma e o povo ontem atualizaram: o Recife é um coração aberto, pulsante, vermelho e pleno.

Assim falo porque as pessoas gritavam, cantavam “Dilma, eu te amo”. Não digo que tiravam a roupa, mas fizeram coisas mais impulsivas, desbragadas e delirantes.

Na Avenida Conde da Boa Vista, contente com o engarrafamento de carros que se formava em razão da caminhada com Dilma, o  motorista de um ônibus largou o volante e subiu para o teto. Para quê? De lá de cima, com uma bandeira vermelha, ele  dançou ao som de “Dilma, coração valente”.

A massa foi ao delírio. Achando pouco, o louco e sincero motorista fazia passos e voltas sobre o teto do ônibus, agarrado à bandeira, como se ela fosse a própria presidenta. Um crítico de música ao meu lado observou que ele estava em seu momento Michael Jackson. Mas para a massa da multidão, o motorista era, depois  de Lula e Dilma, o cara. E nós sorríamos, e acenávamos, e ele posava e pousava para as fotos dos celulares.

O recifense, o homem do povo, tem um modo de recepcionar, de receber, que é fora de esquadro, fora de governo, de regras de boas maneiras e da boa educação do colégio das damas. O povo é total, efusivo, de alegria.

Sim, achei a palavra que desde ontem procurava: alegria. Foi com a multidão alegre, a sorrir, a gargalhar, a dar vivas que Dilma foi recebida no Recife.

Quando lhe anunciaram o nome, lá na tarde às margens do Parque 13 de maio, uma corrente elétrica, de alta voltagem do frevo Vassourinhas correu a multidão.

Foi um fenômeno como uma ola nos estádios de futebol, não, foi como um urro, ainda não, foi como uma respiração em voz alta, um ar que correu em ondas e crescendo num som que não se distingue em palavras. E todos correram para a origem do fenômeno, porque havia chegado a presidenta.

Durante o percurso, nos ônibus pudemos ver mais gente que não podia descer, que voltava do trabalho e que não pôde vir, mas que gostaria muito de estar com toda a gente. Diante do gigantesco engarrafamento na Conde da Boa Vista, na hora, não, mas agora percebo que eu só podia ter pena das ambulâncias. Os pacientes que entendessem o momento histórico de Dilma na cidade. Fora das sirenas, o Recife era mais urgente. Parecia o Galo da Madrugada fora de época.

A multidão mostrava que Dilma é amada pelo povo do Recife. O povo lhe dedica uma afeição que já deixou de ser política, virou um caso pessoal. Ela virou o nosso caso na República.

Lula, para nós, é como um sogro, o nosso querido sogro que nos deu a sua filha num lance raro de generosidade. A multidão ontem, no comício, se comportava como se falasse para ela, “Dá licença, presidenta, o povo pede a sua mão”. E ela respondeu e correspondeu:

– Eu amo vocês, esta é a primeira coisa que eu queria falar. A segunda coisa é que eu nunca vi na minha vida um ato tão bonito, tão alegre, tão carinhoso como este.

Tentando chegar mais perto da sua afeição, um escritor amigo foi barrado quando desejou ficar mais junto do palanque. O pobre do literato só queria estar mais perto da pessoa da presidenta. Mas um dos seguranças lhe falou: “Aqui só passa se tiver credencial”.

Ao que o escritor respondeu: “Eu não tenho credencial, mas tenho todas as palavras”. Falou e amargou. Mas convenhamos, o escritor estava magoado, porque as palavras todas não saíram ali nem agora, como ele queria. É como um poema não escrito, porque as palavras mais eloquentes, as que vêm da ação, estavam sendo escritas ali, no ato, em gestos, canções e suspiros.

Dilma poderia falar o que quisesse. Poderia cantar “o cravo brigou com a rosa”, e todos aplaudiriam. Poderia ficar diante do microfone repetindo “sapo-sapo-sapo-sapo”, e o povo iria ao delírio.

Diriam, “como ela fala bem sapo-sapo-sapo!”. Sabem aquele afeição conquistada, que vê em tudo quanto vem da pessoa amada a coisa mais linda? Mas a presidenta, em lugar de palavras sem nexo, falou:

– Vamos mostrar que este país tem coluna vertebral, tem mulheres de coragem e fé. O estado de Pernambuco me honra estando perto de mim.

E abriu a bandeira do estado. Em Pernambuco, a bandeira que vem da revolução de 1817 é sagrada e acima de todas as coisas. E se estabeleceu então mais alta a corrente de afinidade. É uma relação de tal modo apaixonada, que uma senhora do povo me falou, com a maior intimidade, embora nunca nos tivéssemos conhecido antes, o que é raro entre pernambucanos, um povo em seu natural tímido.

Mas como a situação ali era outra, ela me disse com a voz embargada: “quando Dilma passou mal, depois daquele debate na televisão, eu fiquei… olhe, eu fiquei…” e não conseguia completar a frase, porque a lembrança lhe voltava em forte emoção.

E porque eu a compreendia eu pensava em lhe falar na língua de imbu, mangaba, graviola, cajá, azeitona, pitomba, abacaxi, goiaba, maracujá, manga, cana doce, numa fala de salada do Nordeste. Mistura de tudo, porque o povo mais misturado que já vi numa eleição estava presente.

No final, depois do comício, corremos feito loucos para flagrar a passagem da presidenta, que sairia por trás do palanque. Eu não era mais um cidadão de cabelos brancos, barrigudo, de fôlego curto, a léguas de distância de atleta de qualquer condição.

Eu era, todos éramos, voltávamos a ser mais uma vez meninos. Éramos a infância do que manda o coração.  A presidenta entendeu a nossa meninice. Na passagem, ela nos enviou 2 beijos.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/urariano-mota-dilma-querida-recife.html

AÉCIO, O CANDIDATO DO ÓDIO: Ódio ao PT está matando Aécio Neves

22.10.2014
Do BLOG DO  MIRO
Por Laura Capriglione, em seu blog:


Imerso em uma piscina de bílis e ódio, o candidato tucano Aécio Neves chamou a sua adversária Dilma Rousseff, no debate do SBT, de “mentirosa” e “leviana”. Foi agressivo e desrespeitoso como não se tinha visto até ali.


Ele não precisava disso. O ex-governador de Minas já fora repreendido abertamente por Luciana Genro (PSOL) quando lhe levantou o dedo, durante um debate.

"Por que Aécio nunca fez isso contra adversários homens?", perguntou o PT.

Aécio tem contra si uma denúncia séria de agressão contra mulher, reportada pelo jornalista Juca Kfouri em 2009. Ele “deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio”, escreveu Kfouri na época.

O candidato até ameaçou processar por injúria, calúnia e difamação. Mas o jornalista sustentou a informação e Aécio deixou por isso mesmo.

Por que será?

Logo, um notório espancador de mulheres, o ator Dado Dolabella, animou-se a externar seu apoio a Aécio. Chato! Dolabella, de parcos dotes artísticos, é mais famoso por ter distribuído bofetadas públicas em Luana Piovani e em uma camareira, agressões pelas quais foi condenado, enquadrado na Lei Maria da Penha.

Os marqueteiros de Aécio já deviam saber que o ódio é um aliado mortal em eleições democráticas. Assusta. É sórdido. Na história, só ganhou eleições em países à beira do precipício da ruptura institucional.

Todos se lembram da abertura da Copa do Mundo, estádio novinho em folha, quando o Brasil deu ao planeta a prova cabal da qualidade da elite que tem. Do setor ultra-vip do estádio, especificamente do camarote do Itaú (e eu nem insinuo que seja mais do que uma infeliz coincidência que se tenha tratado do mesmo banco da dona Neca Setúbal, a coordenadora do programa de governo de Marina Silva), elevou-se o grito “Ei, Dilma! Vai tomar no cu!”

Foram milhares de vozes cujos donos ou tinham sido convidados por megacorporações para estar lá, ou eram felizes pagantes dos cobiçados ingressos Fifa (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).

A violência e vulgaridade do insulto, transmitido para bilhões de aficionados do futebol espalhados pelas centenas de países que receberam o sinal direto da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo, durou poucos minutos - mas infinitos minutos para Dilma, que, estóica, suportou com o semblante fechado a humilhação diante do mundo.

O resultado? Ela saiu transformada do episódio. Voltou a ser a vítima com aura heroica. Os seus agressores, ao contrário, depois do grito, vestiram-se com a máscara repulsiva e covarde dos linchadores.

Linchadores de uma mulher, é bom salientar. Isso nunca pega bem.

José Serra, em 2010, todos se lembram, além de forjar uma agressão por bolinha de papel, pôs-se a denunciar o suposto abortismo de Dilma. Logo ele, cuja própria mulher havia se submetido a uma interrupção voluntária da gestação. Tanta encenação, percebeu-se logo, foi só para agradar ao raivoso e descontrolado pastor Silas Malafaia. De novo, assustou.

Aécio vai na mesma toada.

Soltar cachorros hidrófobos gera vítimas e a sensação de que todos estão ameaçados. Ninguém - a não ser os loucos - quer isso para o país. Eis porque causam repugnância as manifestações de intolerância explicita como as que atingiram o ator e escritor Gregório Duvivier, quando foi atacado aos berros em um restaurante de comida natural só porque cometeu o “erro” de escrever em sua coluna de jornal que votará em Dilma.

É atirar no próprio pé o PSDB se associar ao ideário do Clube Militar, a pretexto de derrubar o PT. Até a grife de óculos escuros Rayban sofreu durante anos o impacto negativo nas vendas, por associação como essa… Porque os Rayban eram os preferidos dos torturadores. A turma do porão da Ditadura aparecia pouco, mas quando o fazia, vinha sempre escondida detrás daquelas lentes que em outros países representam o glamour da aventura. A minha geração baniu o Rayban escuro.

A impressão que dá é que o PSDB, por falta de algo melhor para dizer (além de que manterá a bolsa-família), precisa insuflar o ódio para criar factóides de imprensa. É a única coisa que explica que Fernando Henrique Cardoso afie os dentes dos advogados da supremacia do Sul e Sudeste, ao atribuir à desinformação do povo nordestino a votação acachapante no PT, durante o primeiro turno das eleições presidenciais.

“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse FHC, desdenhoso. O resultado foi uma horda de doidos ter-se considerado autorizada pelo mestre a externar os mais odiosos preconceitos. A rede social está coalhada de manifestações dos baixos apetites incitados.

Como resultado óbvio de tal convergência insultuosa Aécio viu crescer e se multiplicar a sua taxa de rejeição. Afastou novos eleitores e conseguiu assim estancar o crescimento eleitoral que poderia levá-lo a vencer o PT. Agora, de novo, é Dilma quem detém a iniciativa.

A semana promete!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/odio-ao-pt-esta-matando-aecio-neves.html

CORRUPÇÃO TUCANA: Auxiliar de Youssef afirma que doleiro ‘trabalhava para o PSDB’

22.10.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 

Interrogado pela Polícia Federal, Leonardo Meirelles afirma que Alberto Yousseff tinha relações com ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra

E na Folha: Auxiliar de doleiro cita propina para mais tucanos no caso Petrobras
No jornal Folha de São Paulo, a informação é que muitos outros deputados e senadores do PSDB receberam propina da Petrobras e do doleiro Youssef. No entanto, o juiz Sérgio Moro, impede que os nomes sejam divulgado   por terem tem foro privilegiado. Ou seja: O sistema de foro privilegiado, ou seja, ações penais contra determinadas autoridades tramitam nos Tribunais e não nos Juízos de primeira instância.

No jornal o Estado de São Paulo

Fausto Macedo e Ricardo Brandt
O Estado de São Paulo

Leonardo Meirelles, suposto laranja de Alberto Youssef nas indústrias de medicamentos Labogen, disse à Justiça Federal nesta segunda feira, 20, que o doleiro “trabalhava para o PSDB, com o senador Sérgio Guerra”.

Meirelles foi interrogado como réu em uma das ações penais da Operação Lava Jato – investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões.

O nome de Sérgio Guerra – morto em março de 2014, vítima de câncer – surgiu pela primeira vez na Lava Jato na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Segundo Costa, em 2009, o então senador e presidente nacional do PSDB o procurou para pedir propina  R$ 10 milhões em troca do esvaziamento da CPI da Petrobrás, no Senado, aberta em julho daquele ano. Guerra integrava o bloco de oposição na CPI.

Nesta segunda feira, 20, o nome de Sérgio Guerra foi citado pela segunda vez na Lava Jato, agora por Leonardo Meirelles, que a Polícia Federal aponta como laranja do doleiro Youssef no Labogen – que estava negociando um contrato com o Ministério da Saúde.

Meirelles falou espontaneamente sobre o PSDB e sobre Guerra. Ninguém lhe perguntou, na audiência realizada na Justiça Federal em Curitiba, sobre o partido ou sobre o ex-senador. Ao falar sobre o doleiro, Meirelles associou Youssef o PSDB e à Guerra.

E mais manchete no Estadão
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/10/laranja-de-youssef-afirma-que-doleiro.html