domingo, 12 de outubro de 2014

MENTIRAS ELEITORAIS: Inflação fora de controle? Aparelhamento do Estado? Nada disso! Divulgue a verdade

12.10.2014
Do portal MUDA MAIS

“A inflação está fora de controle!!!”, “O PT só quer ficar no poder para criar cargos e empregar seus amigos!!!” é o que dizem por aí os pessimistas e/ou mal informados. A mídia constrói o cenário catastrófico, estampa desinformações, as pessoas compram a ideia e espalham mentiras. É preciso divulgar a verdade.
A inflação está sim sob controle. E mais do que quando FHC estava no governo. O PSDB transmitiu o governo para Lula com inflação de 12,53%. No ano passado, ela foi de 5,7%. Assim, já são nove anos com ela dentro da meta. Onde está o descontrole? Ah, e tem mais: não adotamos a política tucana de desemprego e arrocho salarial para manter a inflação na meta. Pelo contrário, mesmo encontrando um cenário de crise internacional, em que a Europa fechou 60 milhões de vagas desde 2008, o Brasil criou – no mesmo período - 11,5 milhões de empregos. Com Lula e Dilma  foram 20 milhões de vagas geradas e vivemos um cenário de pleno emprego.
E o aparelhamento do estado? Ele simplesmente não existe. Sabe quanto se gastava com pessoal no governo tucano? O equivalente a 4,8% do PIB. Hoje os gastos equivalem a 4,3%. O que é verdade é que o número de servidores públicos cresceu. Mas sabe a quê isso se deve, em grande parte? Aos grandes investimentos em educação, já que 80% desses cargos foram na área, que ganhou 422 novas escolas técnicas e 18 universidades federais com Lula e Dilma.
Portanto, divulgue a verdade e se informe antes de votar. A desinformação se espalha facilmente. É preciso estar atento! Quem se informa vê: Lula e Dilma mudaram o Brasil e só Dilma pode mudar mais.
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Fonte:http://mudamais.com/divulgue-verdade/inflacao-fora-de-controle-aparelhamento-do-estado-nada-disso-divulgue-verdade

Corrupção, os dois projetos em disputa e os indecisos,

12.10.2014
Do portal JORNAL GGN
LUIS NASSIF ON LINE
Por Sérgio Reis

Quinta-feira, 09 de Outubro, para quem se sensibiliza de verdade com a chaga da corrupção e do patrimonialismo no Brasil, foi um dia indignante. Indignante não em razão das declarações do doleiro – as quais, verdadeiras ou não (já que não apresenta provas), nos apresentam um esquema profundo de malversação de recursos públicos, iniciado ainda no governo Sarney, continuado ao longo dos governos Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma, e tornado público apenas agora. Na verdade, para quem entende a corrupção como um problema que deve vir a público, ser investigado e ter seus responsáveis penalizados, o caso da Petrobrás pode ter sido, então, um bom momento – abstraindo-se, é claro, o enorme oportunismo político contido no momento em que a história vem a público (a primeira semana do segundo turno), inclusive mediante um antiético e ilegal vazamento de informações estrito para a imprensa (o que até prejudica as investigações, mas isso é uma outra história). A vinda dos escândalos a público e a sua devida apuração, isto é, a sua transparência, são fatores fundamentais para proteger, em tese, os bens da sociedade.
A indignação está na outra história, que nos diz muito sobre como os malfeitos foram tratados ao longo de toda a história brasileira: o Aeroporto de Cláudio, MG, construído por Aécio Neves, então Governador do Estado. A obra foi feita em terreno privado, nas terras da própria família, as quais foram depois desapropriadas por uma quantia dezenas de vezes superior ao valor do terreno, e entregues ao tio de Aécio. O aeroporto permaneceu privado, fechado à própria população – a qual sequer tem acesso à infraestrutura básica, como uma maternidade (são obrigados a viajarem para outras cidades para terem seus filhos). O empreendimento está lá, é só ir e visitar, e verificar seu trancamento com cadeados. Os documentos que atestam o escândalo também são públicos, e foram noticiados até pela grande imprensa. No entanto, o processo que tinha sido aberto foi arquivado nessa Quinta, enquanto muitos se impressionavam com a “delação premiada” do caso Petrobras.
O fato de ambos os eventos ocorrerem no mesmo dia é pedagógico para nos ensinar a respeito de como o fenômeno da corrupção é encarado a partir dos dois projetos que, hoje, disputam a Presidência da República. Em ambos, o desvio de recursos públicos ocorre – não importa se mais em um do que no outro, negar ou relativizar a prática não faz sentido. Em um projeto, no entanto, as instituições públicas, criadas ou fortalecidas a partir dele, trabalham o tempo todo para investigar e punir. Paralelamente, os meios de comunicação, que em geral não compactuam com a visão de mundo desse projeto, dedicam-se continuamente a esmiuçar os gastos desse governo, e divulgam com extrema publicidade qualquer suspeita de crime.
No outro projeto, no entanto, há poucos e irrelevantes órgãos públicos voltados para fiscalizar o próprio governo. Por vezes, sequer existem, e por vezes são aparelhados pelo partido dominante. Quase sempre, são organizações frágeis. Para piorar, o Judiciário muitas vezes é conivente. Em algumas situações, até mesmo em razão da falta de consistência da administração, os casos de corrupção se tornam tão grandes que eles chegam até a imprensa. Mas a mídia, que em geral concorda com o projeto de governo em questão, não dá relevância aos escândalos e, a depender do contexto, até mesmo os escamoteiam. Afinal, não querem dar vazão para que o governo apoiado se enfraqueça.
A diferença fundamental entre os projetos, então, está no modo como a corrupção é encarada, e não no fato de ela existir ou não. Em um, ela é investigada, e há plena liberdade para que ocorram julgamentos isentos. Noutro, sequer os casos vêm a público, e quando isso ocorre os meios de comunicação se esforçam, até mesmo, para que não haja repercussão.
Há uma parcela considerável da população brasileira que, justamente, compreende que a corrupção seja senão o maior, pelo menos um dos mais relevantes problemas de nossa República. Para esses, então, o primeiro projeto, em tese, deveria ser visto como aquele com o qual teriam mais afinidade. Esse primeiro ideário, sabemos, é o dos governos que lideraram o país entre 2003 e 2014.
Não há como não perceber o sentido profundamente republicano dessa lógica de atuação, traduzido na criação e fortalecimento de órgãos reconhecidos internacionalmente na prevenção e no combate à corrupção, como a CGU (formada como Ministério como primeiro ato do Governo Lula), e na expansão exponencial de atividades de investigação por órgãos competentes, como a Polícia Federal – que fez 50 vezes mais operações nos governos Lula e Dilma do que na administração anterior. Foi ao longo desses 12 últimos anos que legislações essenciais para a prevenção e o combate à espoliação do orçamento público foram aprovadas: a Lei da Transparência, a Lei de Acesso a Informação, a Lei Anticorrupção, a Lei de Conflito de Interesses, etc.
Há outra parcela, contudo, que confunde, por ingenuidade ou propositadamente, corrupção com petismo, anticorrupção com rejeição a esse partido. Trata-se de um engano, é claro, muito útil para o outro projeto, que pode manter um discurso o mais rígido e intransigente possível contra os desvios, mas nada ou muito pouco fará para combatê-los, ciente que é de que não serão investigados, ou não alcançarão o grande público diante da proteção dos meios de comunicação ao seu ideário. Falamos aqui, por evidente, dos governos que comandaram o Brasil entre 1995 e 2002 – e, sem dúvida, da imensa maioria daqueles que os antecederam.
Infelizmente, contudo, em um contexto de frágil tradição democrática suplementado por uma imprensa que jamais abdicou de sua visão conservadora de poder, cria-se a ilusão de que o primeiro projeto, na verdade, é que permite a corrupção – e que, portanto, deve ser retirado do poder. Aqueles que não são, simplesmente, antipetistas, mas não se alinham a priori ao governo acabam sendo carregados para esse lado.
Para os antipetistas, trata-se de um procedimento útil, pois faz com que sua rejeição ao PT, muitas vezes expressa por meio de preconceitos e visões elitistas de classe seja colocada para debaixo dos panos e, em seu lugar, apareça uma preocupação ética pretensamente profunda com o país – uma ética que não se sustenta tanto pela condescendência com que percebem a corrupção vigente no projeto do PSDB como, principalmente, pela contradição entre a defesa da probidade do espaço público e a proposição de pautas que beiram o fascismo. Não é à toa que no interior desse grupo existem muitos dos “desencantados” com o projeto petista, capazes de realizar o seguinte curto-circuito lógico-argumentativo: 1) o governo do PT roubou; 2) o governo do PT prometeu ser ético, mas me enganou; 3) o governo do PSDB também roubou?; 4) vou votar no PSDB, pois pelo menos ele não me enganou. É a velha Síndrome de Estocolmo, adaptada à luta de classes.
Com relação a esse segmento social, pouco há o que fazer do ponto de vista da promoção de diálogos que causem a reflexão em contexto eleitoral. Afinal, a crítica à corrupção, sempre feita por esse grupo com dois pesos e duas medidas, funciona apenas como um bode expiatório para a proteção dos interesses de classe – os quais, às vezes, saem do armário mais virulentamente, como agora. Contra o ódio, que é o fundamento da oposição dessas frações contra o projeto do PT, é praticamente inviável construir outro afeto, especialmente a 15 dias das eleições. Com a parcela que percebe o combate à corrupção como uma tarefa efetivamente republicana, mas que não apoia o projeto petista como um todo – estando indecisos ou propensos, sem certeza, a votar em Aécio Neves, em meio ao temporal de denúncias de malfeitos que, neste começo de segundo turno, atingem com força (e apoio midiático) o PT – é fundamental estabelecer o debate. É da disputa desse grupo que saíra o vencedor das eleições.
É hora de a esquerda fazer a comparação de projetos, esclarecendo as diferenças – inclusive e especialmente a respeito do tópico do tratamento governamental à corrupção, no qual Aécio Neves, particularmente, não tem nada a indicar como proposta. É essencial sensibilizar os setores sociais que não se aliam completamente ou às políticas sociais, ou às econômicas em curso, mas que se preocupam com a gestão da coisa pública. É um contingente populacional pequeno, mas não diminuto o bastante para não decidir as eleições. Há muito o que desconstruir e muito o que apresentar como feitos do governo, mas não se deve deixar que a pauta seja dominada pelo outro projeto, que nada tem a apresentar, senão discursos. 
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Fonte:http://jornalggn.com.br/blog/sergiorgreis/corrupcao-os-dois-projetos-em-disputa-e-os-indecisos-por-sergio-reis

JUIZ USA DELAÇÃO "ENCOMENDADA" COMO GOLPE ELEITORAL: PML denuncia método do juiz para ferrar a Dilma

12.10.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim 

Por favor, não me tire isso daqui, senão vai parar nas mãos do Lewandowski e do Teori…

Sugestão de amigo navegante Luc, no Twitter

Artigo de Paulo Moreira Leite reproduzido no site do PT deixa solarmente claro como um juiz federal do Paraná se comporta como instrumento de uma candidatura.


DELAÇÃO SOB ENCOMENDA NO CASO PETROBRAS


Juiz Sérgio Moro, candidato a uma vaga no STF, faz de depoimentos de Paulo Roberto Costa peças para campanha eleitoral do PSDB

Artigo do jornalista Paulo Moreira Leite, autor do livro “A outra história do mensalão”, demonstra como a agenda de depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa e doleiro Alberto Yousseff foi montada para ajudar Aécio Neves no segundo turno.

Segundo o Moreira Leite, os delatores foram orientados a não citarem autoridades com direito a foro privilegiado, como ministros, senadores, deputados, governadores. A razão é simples: revelações assim iriam retirar o caso da guarda do juiz Sérgio Moro, e este ficaria obrigado a transferir o caso para o Supremo Tribunal Federal.

E, no STF, sem a presença de Joaquim Barbosa, e sem a interferência direta de Gilmar Mendes, o assunto ficaria sob a guarda do ministro Ricardo Lewandowski. O outro ministro ligado ao caso, Teori Zavaski, responsável pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, também não apoio a escandalização das ações do Supremo.

Paulo Moreira Leite revela, ainda, que, em 2012, durante o julgamento da AP 470, Sérgio Moro tornou-se assistente da ministra Rosa Weber. A partir de então, passou a ser fonte privilegiada dos jornalistas que cobriam no STF o chamado “mensalão” do PT. Moro passou a ter grande influência sobre a ministra Weber, aquela que entrou para a história ao confessar que, mesmo sem provas, se achava no direito de condenar o ex-ministro José Dirceu.

Leia a íntegra do artigo:



O JUIZ DA CONJUNTURA E A CONJUNTURA DO JUIZ




Se é fácil entender a natureza explosiva dos depoimentos sobre a Petrobras que chegaram à TV, na conjuntura de um país que dentro de quinze dias irá votar para presidente da República, também é conveniente avaliar a conjuntura do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.


Embora nenhum presidente da República já tenha indicado ministros para o STF com base em listas corporativas, em agosto o nome de Sérgio Moro surgiu numa lista de três nomes da Associação de Juízes Federais, a AJUFE, que mobilizou seus associados para criar uma lista tríplice de candidatos mais votados para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Joaquim Barbosa. Numa relação na qual nenhum nome é incluído sem consentimento do próprio interessado, Sérgio Moro foi o mais votado, com 141 votos.


Nem todos observadores consideram que se trata de simples coincidência. Uma postura espetaculosa até o dia da eleição, favorecendo a criminalização do governo Dilma Rousseff numa investigação que está longe, muito longe de encerrada, pode ser motivo de recompensa depois da contagem dos votos.


Começando pelo começo. A Lei 12 850, de 2013, contém uma seção específica sobre Colaboração Premiada. O parágrafo 2o. diz que “o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia.” No parágrafo terceiro, marca-se um prazo para o fim do segredo: “o acordo deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia.”


Isso acontece porque o Estado tem o dever de proteger cidadãos que decidiram colaborar com a Justiça e deve evitar que sejam expostos publicamente. Também deve manter as revelações em segredo, única forma de impedir que os demais implicados possam destruir provas e construir álibis forjados unicamente para responder às denúncias conhecidas de antemão.


Tanto a lei 12850 como a experiência jurídica mais elementar permitem questionar a divulgação dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff sobre corrupção na Petrobras, gravados e divulgados quando os dois se encontravam na condição de colaboradores da Justiça. Neste papel, que pode assegurar a porta da liberdade para pessoas que a Lei poderia condenar inicialmente a 50 e até 100 anos de prisão, cada palavra, cada sentença, cada vírgula, tem um significado e uma função. “O sigilo está na essência da delação premiada, “afirma o assistente de um ministro do Supremo Tribunal Federal.


A própria presidente da República, Dilma Rousseff, tentou obter a íntegra dos documentos que dão base à delação premiada de Yousseff e Paulo Roberto Costa. Fez o pedido ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria Geral da República. Os dois pedidos foram recusados, o que deixou a República brasileira numa situação institucional insólita. Enquanto informações que deveriam ser mantidas em segredo são divulgadas a conta gotas, por decisão de um juiz de primeira instância, a presidente da República é prejudicada em seu dever maior, que é defender a Constituição. Dilma não fazia uma simples retórica eleitoral quando denunciou, referindo-se a seus adversários políticos: “Eles sempre querem dar um golpe. E estão dando um golpe.”


A autonomia das investigações policiais recomenda que se faça segredo — mesmo diante da presidente da República — até o início das operações. O pressuposto é que dessa forma é possível garantir que as investigações possam ser realizadas com mãos livres por parte de policiais que tentam cumprir o dever de investigar todos os suspeitos — inclusive o governo. Mas essa fase se encerra depois que são feitas prisões e operações de busca e apreensão. Isso porque não se pode imaginar que uma presidente possa ser mantida na ignorância sobre fatos e pessoas capazes de representar um risco para o país.


Depois que a própria Dilma Rousseff colocou a questão nestes termos, o juiz Sergio Moro distribuiu nota dando explicações.

O juiz prestou um esclarecimento importante. Explicou que não divulgou nem permitiu o vazamento de depoimentos que integram os arquivos da delação premiada. Isso seria um crime.


O que ele fez foi divulgar “depoimentos prestados em audiência aberta e em ação penal pública, imperando os mandamentos constitucionais do contraditório e da publicidade.” Moro alegou ainda que em crimes “contra a Administração Pública a transparência nos processos e investigações é a única forma de garantir o controle da população sobre a gestão da coisa pública e sobre a ‘integridade da Justiça.” Disse também que a divulgação, pela imprensa, é um “consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de Justiça.”


Os argumentos de Sérgio Moro seriam 100% coerentes — não fosse seu comportamento, de um magistrado que não exibe maiores compromissos com a isenção, à frente da lendária balança que simboliza a Justiça, mas coloca-se como parte do trabalho de acusação.


“Ele está agindo de forma apaixonada, sem isenção, com uma postura politizada muito clara,” afirma um integrante do Ministério Público Federal, onde já chegou o relato de que jornalistas que cobrem o caso em grandes veículos costumam ser abastecidos por um sistema de divulgação semelhante à das assessorias de comunicação, com notícias frescas e argumentos explicativos.


Entre juristas, considera-se uma extravagância que um magistrado, que mais tarde irá julgar dois acusados, promova uma audiência pública onde eles são orientados a dar depoimentos sob medida para serem divulgados em ambiente de escândalo. Pode-se imaginar quem, nessa situação, deixaria de atender toda e qualquer solicitação feita pela autoridade que na hora devida terá a palavra final sobre sua liberdade.


No STF e especialmente na sede da Procuradoria Geral da República, a gravação é vista como um atalho formal, destinado a contornar a lei 12.850. Os documentos originais da delação são mantidos num computador sem contato com a internet, em versão criptografada. Ao mesmo tempo, Sergio Moro alimenta os meios de comunicação com a coleta de depoimentos convencionais de toda Ação Penal, onde os delatores falam como se estivessem respondendo a um interrogatório igual a qualquer outro — quando todas as partes sabem de sua condição especial. A existência da gravação e a decisão de divulgá-las foi anunciada até no Witter.


Como você deve ter lido em outra nota neste espaço, para o professor Luiz Moreira, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público, “é lamentável que o sistema de justiça produza essa anomalia e que um procedimento judicial cercado de técnicas sofisticadas de colhimento dos testemunhos simplesmente se volte contra a ordem judicial que determina seu sigilo.”


Outro aspecto é que Yousseff e Paulo Roberto Costa têm sido orientados a nada dizer sobre autoridades com direito a foro privilegiado, como ministros, senadores, deputados, governadores. A explicação é inacreditável: é que essas revelações iriam retirar o caso da guarda de Sérgio Moro, que ficaria obrigado a transferir o caso para o STF. E daí?, pergunta-se. Nada. É o que determina lei. O problema é político. No STF, dificilmente haveria lugar para um carnaval pré-eleitoral. Encarregado de acompanhar a Lava Jato, o ministro Teori Zavaski tem demonstrado uma postura zelosa e discreta.


É estranho que se procure, abertamente, dirigir fatos investigados de acordo com as conveniências de uma autoridade encarregada de apurar e punir um delito, quando o enredo da investigação indica outros caminhos. O nome disso é bagunça institucional, uma situação intolerável, que deixou uma triste memória na AP 470, com distorções que resultaram num julgamento com penas fortes a partir de provas fracas, conduzido por um ministro-relator que esteve longe de exibir a postura equilibrada de magistrado, comportando-se como uma peça auxiliar e até principal da acusação.


A opção por um depoimento completo — o criptografado, inviolável — e uma segunda versão, pronta para divulgação, também permite uma seleção política de fatos e personagens. Os enredos podem ser modificados conforme as necessidades do momento.


Numa reportagem recente sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa, VEJA dizia que ele fez diversas acusações ao PSB e ao ex-governador Eduardo Campos. Parecia muito razoável, já que a usina Abreu Lima, centro de operações de Paulo Roberto Costa, foi construída em Pernambuco, com a indispensável participação do governo de Estado.


No depoimento divulgado na semana passada, as referências ao PSB e a Eduardo Campos sumiram. Aécio Neves tinha acabado de receber apoio formal dos socialistas. Será coincidência?


A presença de Alberto Yousseff ajuda a dar volume às denúncias divulgadas mas a decisão de aceitar um dos grandes doleiros do país no regime de delação premiada causa muita estranheza. Em 2002, Yousseff já havia colaborado com a polícia, durante a CPI do Banestado. Naquele momento, livrou-se das penas principais porque reuniu provas contra 60 doleiros menores, com os quais operava. Também admitiu ter movimentado US$ 5 bilhões em operações ilegais. Em função disso, recebeu os benefícios previstos em lei. Como é obrigatório em acordos desse tipo, assumiu o compromisso de que não iria mais envolver-se em atividades criminosas. Mas Yousseff não cumpriu essa parte, como as investigações de 2014 vieram a demonstrar. Mesmo assim, com a credibilidade em dúvida, conseguiu ingressar no programa de colaboração com a Justiça, “o que nunca imaginei que fosse acontecer depois que traiu o acordo de 2002,” afirma um dos responsáveis pelas investigações do Banestado.


Há menos de um mês, no julgamento de um habeas corpus, o Supremo anulou uma decisão de Sérgio Moro. Seria um caso trivial no judiciário, onde instancias superiores existem para modificar ou confirmar decisões dos patamares inferiores, não fosse pela linguagem particularmente dura dos ministros. Ricardo Lewandovski, que era o relator do caso, afirmou que “ele usurpou a competência” da instância superior. Celso de Mello, que também julgou o caso, disse que a decisão de Sérgio Moro foi um “ato absolutamente destituído de qualquer ortodoxia processual, na medida em que o magistrado federal de primeira instância procedeu a uma conduta de usurpação de competência deste Supremo Tribunal Federal.”


Em 2012, durante o julgamento da AP 470, Sérgio Moro tornou-se assistente da ministra Rosa Weber, que fez carreira na justiça do trabalho do Rio Grande do Sul. Partidário de punições duríssimas, o juiz logo caiu nas graças de jornalistas que fazem a cobertura do Supremo. Eles passaram a tratar Sérgio Moro como a eminência parda por trás das sentenças que a ministra apresentava em plenário. Embora tivesse interesse em permanecer no STF, chegando a enfrentar uma guerra nos tribunais para combinar o trabalho em Brasília com a devida carga horária como professor da Universidade Federal do Paraná, Sérgio Moro acabou retornando ao Paraná.


Na mesma semana em que os vazamentos da Petrobrás chegavam a TV e aos jornais — em breve, estarão no centro da propaganda política de Aécio — o PGR Rodrigo Janot decidiu arquivar a denúncia criminal sobre o aeroporto de Claudio. Sabe: aquela pista de 1 km que custou R$ 14 milhões ao contribuinte mineiro e hoje decora a fazenda de um tio do candidato do PSDB.


Não é a primeira vez que uma denúncia grave — embora a gravidade real dos fatos ainda não seja inteiramente conhecida — chega ao segundo turno de uma eleição presidencial. O retrospecto das campanhas presidenciais depois de 1989, quando o eleitor recuperou o direito de escolher presidentes pelo voto direto, parece ter formulado uma situação constante: nas vezes em que o Partido dos Trabalhadores teve chances reais de capturar — ou manter o governo federal — ocorrem eventos extra eleitorais capazes de interferir no resultado da eleição. Foi assim em 1989, 2002, 2006 e agora, em 2014.


Só se respirou uma situação que se pode chamar de normalidade em ocasiões onde a vitória do PSDB parecia assegurada — em 1994 e 1998 — ou em 2010, quando o candidato do PSDB não empolgava sequer os próprios aliados. Em 2012, ano de eleições municipais, que ocorreu o julgamento da AP 470. As principais sentenças, em ambiente de triunfo, foram anunciadas às vésperas da votação. Decisões que representavam garantias de direitos dos réus, como o desmembramento do julgamento foram evitadas com o argumento de que não se deveria atrasar a decisão.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/10/12/pml-denuncia-metodo-do-juiz-para-ferrar-a-dilma/

Itaú e FHC enquadram Marina para apoiar Aécio.

12.10.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Surpresa seria se a decisão fosse diferente. Marina rendeu-se definitivamente à nova política dos bilionários do Banco Itaú, Citibank, Geroge Soros, Armínio Fraga, Guilherme Leal, Bornhausen e declarou apoio a Aécio Neves, depois de visitar FHC.

Agora os sonháticos que acreditaram em "nova política" terão que procurar abrigo no Partido Pirata.

Vamos em frente que o voto é do eleitor e é até provável que a decisão de Marina agrade os demotucanos de sempre, os envenenados pelo ódio e pelo PIG que já não votariam em Dilma, mas desagrade justamente o eleitor com o qual nós temos mais afinidade, aquele mais idealista, que quer um Brasil mais fraterno, com toda criança tendo direito a ter uma vida que qualquer filho de classe média tem, onde todos os adultos tenham empregos dignos, condições de ter a casa própria, cuidar bem da família, e todos os idosos tenham uma vida de aposentado digna, com direito à saúde e a desfrutar do tempo livre para contar histórias e "causos" deliciosos que só os avôs e avós sabem contar, passar a experiência de vida para os mais novos, passear, visitar os amigos e familiares.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/10/itau-e-fhc-enquadram-marina-para-apoiar.html

TRAIÇÃO IDEOLÓGICA: Imprensa francesa desmascara Marina: ela é a direita

12.10.2014
Do blog TIJOLAÇO, 27.09.14
Por Miguel do Rosário

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Um internauta atento nos repassa a informação de que o L’Humanité – um dos principais jornais da esquerda francesa, fundado em 1904, com papel importante no apoio à Resistência contra o nazismo, durante a II Guerra – publicou uma reportagem especial sobre a campanha eleitoral brasileira.
O gancho principal da matéria é Marina Silva. O jornal francês já entendeu o que ela significa, por isso o título (foto acima) deixa bem claro:
Marina,  a nova direita brasileira.
E a direita, no Brasil, não pode nem ser confundida com o conservadorismo austero porém nacionalista da direita europeia ou norte-americana.
A direita brasileira é a pior direita do mundo, porque além de ser antipovo, é também entreguista, antinacional, antidemocrática e golpista.
Na chamada de capa, o L’Humanité acusa Marina de ser uma “criação de Washington para derrubar Dilma Rousseff”.
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Não duvido nada.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=21515

DILMA DECLARA GUERRA A AÉCIO: "AEROPORTO IMORAL"

12.10.2014
Do portal BRASIL247, 11.10.14
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/156662/Dilma-declara-guerra-a-Aécio-aeroporto-imoral.htm

Segundo programa de Dilma: "Quem não deve, não teme"

12.10.2014
Do blog MUDA MAIS, 10.10.14


O programa eleitoral de hoje mostrou o combate à corrupção do Governo Dilma: diferente das práticas do PSDB, o governo Dilma investiga e pune os corruptos e os corruptores.
Já no governo dos companheiros de Aécio Neves, os deputados que foram comprados por R$ 200 mil para reeleição de FHC nunca foram investigados. Assim como a propina nas obras do metrô de São Paulo e o desvio de verba pelo vice de Aécio. Tudo empurrado debaixo do tapete. É esse o conceito de 'combate à corrupção' da turma do Aécio?
Quer saber mais sobre a censura e a impunidade nos governos do PSDB? Clica aqui!
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Fonte:http://mudamais.com/daqui-pra-melhor/segundo-programa-de-dilma-quem-nao-deve-nao-teme

PESQUISAS MANIPULADAS, COM APOIO DA GLOBO, TENTAM INDUZIR ELEITOR A VOTAR EM AÉCIO:Globo nos tacha de idiotas

12.10.2014
Do blog MEGACIDADANIA
A influência da Globo via Carla 11 10
Miguel do Rosário em seu blog O Cafezinho faz um trabalho exemplar na defesa de nossa democracia.

Em duas postagens ele conseguiu desconstruir e desmoralizar a pesquisa Sensus divulgada pela Isto É.

CLIQUE NOS LINKS E ACESSE AS POSTAGENS



Nesta sua segunda postagem o blogueiro Miguel do Rosário constata: "O Sensus tem outros clientes interessantes: Observe bem. São as principais empresas estrangeiras interessadas em roubar nosso pré-sal. Quase todas petroleiras estrangeiras."

VAMOS TODOS RECHAÇAR DE FORMA VEEMENTE E DEMOCRÁTICA A TENTATIVA DE GOLPE MIDIÁTICO

A VOTAÇÃO 26 10 DESENHADA
ACOMPANHE AS TRANSMISSÕES DIÁRIAS DO MEGA TV

No horário de 21h, sempre ao vivo e contando com intensa interatividade de centenas de internautas, o programa oferece uma visão crítica do papel da velha mídia empresarial oposicionista que tenta interferir no rumo da eleição presidencial.

E nesta quarta-feira, dia 15/10, teremos duas transmissões extras.

A primeira às 16h diretamente da OAB-RJ onde ocorrerá a Grande Plenária com movimento sindical, movimentos sociais e partidos de esquerda, com a presença do ministro Gilberto Carvalho.

E a segunda às 19h diretamente do SINDIPETRO-RJ onde ocorrerá reunião de preparação do OCUPE A REDE GLOBO.


COMPARTILHAR É O SEGREDO DE NOSSA FORÇA!

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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/globo-nos-tacha-de-idiotas/

MENTIRAS DE AÉCIO: FOLHA CONTESTA 'CHOQUE DE GESTÃO' DE AÉCIO

12.10.2014
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/156679/Folha-contesta-'choque-de-gestão'-de-Aécio.htm

IMPRENSA MENTE CONTRA OS POBRES: Estadão: Os que recebem Bolsa Família não são produtivos na sociedade

12.10.2014
Do blog VI O MUNDO, 10.12.14
Captura de Tela 2014-10-10 às 21.45.18
por Luiz Carlos Azenha, com dica do Antônio David
Existem vários mitos sobre o Bolsa Família. Mitos que se espalham por conta do preconceito. Um dos mitos é de que o Bolsa Família gera dependência, ou seja, de que sustenta “vagabundos” com dinheiro público.
Você já deve ter ouvido alguém falar: “Quem recebe o Bolsa Família deixa de trabalhar”. Porém, o último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra o contrário: 75,4% dos beneficiários trabalham.
Desde o lançamento do programa, em 2003, mais de 1,7 milhão de brasileiros deixaram de receber o benefício por não precisar mais da ajuda do governo. Segundo pesquisa realizada pelo analista técnico Rafael Moreira, do Sebrae Nacional, o número de microempreendedores individuais (MEIs) oriundos do Bolsa Família já chegou a 350 mil.
“Diversos autores mostram que o mito da acomodação no Bolsa Família não se comprova. Pelo contrário, em muitos casos a gente vê que o empreendedorismo surge como forma de completar a renda, dando mais segurança à família para conquistar autonomia e sair do programa”, comenta Moreira. Ele ressalta ainda que, entre os MEIs do Bolsa Família, as mulheres somam 50,2%, enquanto na média nacional elas representam 45,3%.
Você pode até questionar a fonte da informação acima. Se é o caso, procure qualquer estudo feito sobre o Bolsa Família e vai constatar o mesmo.
Na pesquisa do Ibase ou em qualquer outra sobre o Bolsa Família, a primeira resposta sobre “em que o dinheiro é gasto” é alimentação.
 No Nordeste, 91% dos titulares do programa apontaram a comida.
 No Sul, 73%.
 No geral, com opção de até três respostas, os beneficiários disseram gastar em alimentação (87%), material escolar (46%), vestuário (37%), remédios (22%), gás (10%), luz (6%), tratamento médico (2%), água (1%). “A alimentação consome 56% da renda total das famílias”, afirma Menezes.
É difícil acreditar que haja alguém contra um programa que coloca comida na mesa das pessoas. Considere este dado: 42% dos beneficiários do Bolsa Família tem menos de 16 anos de idade!
Outro mito comum é de que o Bolsa Família beneficia apenas o Nordeste. Não é fato:
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Em São Paulo, estado governado pelos tucanos, há 1,2 milhão de beneficiários; em outro estado até recentemente tucano, Minas Gerais, há outro 1,1 milhão.
De onde nasce, então, tanta desinformação? Muitas vezes, do puro preconceito de classe.
Vejam o caso do Estadão. O jornal fez um editorial desqualificando os votos em Dilma Rousseff no primeiro turno.
A família Mesquita, quatrocentona, se acha no direito de exprimir ideias que eu, particularmente, considero preconceituosas.
Por exemplo, quando sugere que os beneficiários do Bolsa Família ainda não são “membros produtivos da sociedade”.
É só checar o último parágrafo do editorial abaixo. De acordo com o editorialista, os beneficiários do programa social só serão “membros produtivos da sociedade” depois que receberem uma educação pública de qualidade e uma assistência médica decente.
Nem o Boris Casoy chegou a tanto quando falou dos garis.
Em minha opinião, existe uma matriz do pensamento conservador que, liberta das amarras sociais, acaba explodindo em ofensas aos nordestinos. Correm todos para apontar o dedo em direção aos autores das ofensas, mas ninguém investiga de onde germinam as ideias que eles expressam.
Não é preciso procurar muito para encontrar esta matriz.
Se a família Mesquita quer exprimir seus preconceitos, ainda que de forma velada, que o faça.
Completamente inaceitável é um jornal da tradição do Estadão ser, simplesmente, mal informado.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/75-dos-que-recebem-bolsa-familia-trabalham-mas-estadao-sugere-que-ainda-nao-sao-membros-produtivos-da-sociedade.html