domingo, 28 de setembro de 2014

Dilma, Lula e o PT crescem na reta final

28.09.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 27.09.14




Crescimento da presidente nas pesquisas mostra que eleição deixou de ser um espetáculo midiático e se transformou numa disputa política de verdade

O crescimento de Dilma nos últimos dias reflete um momento particular da campanha. Quando falta uma semana para a votação em primeiro turno, a eleição deixou de ser um espetáculo político midiático, comandado pelos meios de comunicação, suas apostas e preferências, para se transformar numa disputa soberana entre partidos, candidatos e cidadãos.

A corrida aos comícios, o crescimento de caminhadas pelos centros urbanos e, como um reflexo de tudo, as mudanças dramáticas nas pesquisas, mostram que a plateia abandonou o papel de simples espectadora e foi a luta numa eleição que pode ser decisiva para o futuro do país e de cada um dos brasileiros. Nessa situação, a experiência real ganha importância sobre a propaganda.

Diante das pesquisas, o manchetômetro — absurdamente desfavorável a Dilma — diz menos sobre a eleição e os candidatos do que sobre a influência dos meios de comunicação. A presidente cresce apoiada em seu desempenho, na liderança de Lula e também na história de um partido que, muito maior do que seus defeitos, os reais e os imaginários, continua sendo a expressão dos assalariados e da população pobre.

Sentada na cabeceira de uma mesa no Alvorada, na tarde de sexta-feira passada a presidente Dilma Rousseff exercitou o legítimo direito de contemplar o futuro do país numa entrevista coletiva para oito blogueiros — eu estava entre eles.

Em duas horas e três minutos de entrevista — a combinação original era de 60 minutos, quem sabe um pouco mais — a presidente permitiu-se falar de de um possível segundo governo, o que não poderia ter sido feito nos momentos anteriores, quando isso poderia parecer presunção ou leviandade. Comparando os dois mandatos de Lula, Dilma lembrou que no primeiro ele fez o governo que era possível — e no segundo fez o que gostaria. Dizendo que faz um governo na “defensiva,” sugeriu que, caso venha a ser reeleita, fará um segundo mandato a seu gosto.

Já na primeira pergunta, Dilma anunciou que seu segundo governo irá iniciar o debate para a regulamentação econômica dos meios de comunicação. A presidente lembrou o Papa Francisco, que chegou a falar no pecado da desinformação. Disse que a Constituição proíbe, nos artigos 220 a 224, o monopólio e o oligopólio dos meios de comunicação e antecipou as dificuldades para um debate real. “No Brasil, tenta-se confundir regulação econômica com o controle de conteúdo e uma coisa não tem nada a ver com a outra. Controle de conteúdo é típico de ditaduras A regulação do ponto de vista econômico visa apenas impedir que relações de oligopólio se instalem,” disse ela.

A regulamentação econômica dos meios de comunicação foi uma meia vitória dos constituintes progressistas de 1988. Eles tiveram força para incluir a luta contra o monopólio e o oligopólio no texto, mas a bancada conservadora, aliada das empresas de comunicação, conseguiu incluir uma ressalva, de que isso se faria “na forma da lei” — e de lá para cá, passados 26 anos, essa regulamentação nunca foi debatida nem sequer votada. “Onde há concentração de poder econômico dificilmente haverá relações democráticas,” disse a presidente. Dilma está convencida de que o país vive um momento em que o debate sobre a concentração da propriedade da mídia deixou de ser uma preocupação de estudiosos e ativistas, para se tornar “uma demanda atual da sociedade.” Ao falar sobre saúde pública, Dilma deixou claro que o fortalecimento do SUS será sua prioridade — mas disse também que acredita na necessidade de convivência entre o sistema público e o privado. Quando perguntei sobre a reforma política, lembrando que a proibição de contribuições financeiras de empresas privadas envolve uma batalha histórica para garantir o cumprimento da regra democrática 1 homem = 1 voto, Dilma sublinhou que, com base num plebiscito, a maioria teria condições de impor sua vontade. Um bom argumento. (Pegue o link para ouvir a entrevista da presidente, na íntegra aqui).

Na quinta-feira, uma caminhada de Dilma em Feira Santana parou a cidade e, à noite, um comício em Ceilândia, reuniu 15 000 pessoas. A presidente não compareceu para poupar a voz. Mas a presença de Lula em noite inspiradíssima garantiu grandes momentos a uma massa que saiu de casa, enfrentou congestionamento e alimentou-se de pipoca, milho cozido e salada de frutas para ouvir Lula falar. Com rouquidão profunda, a ponto de gerar comentários preocupados entre militantes que lembram do câncer na faringe, Lula fez as honras da casa. Com uma garrafinha de plástico na mão, informou aos presentes que iria tomar água varias vezes, esclarecendo, com a naturalidade dos pacientes que não perdem a chance de celebrar a cura de uma doença gravíssima, que “agora minha garganta fica seca. Quando eu estava no sindicato, era só tomar um gole de conhaque e tudo ficava resolvido.”

Em seguida Lula apresentou à massa reunida em torno do palanque um personagem frequente dos comícios do PT na Capital Federal e em Goiás — o médico Cicero Pereira Batista, negro e calvo, de jaleco branco e estetoscópio no pescoço. Filho de uma empregada doméstica, sem recursos sequer para comprar livros necessários ao estudo — chegava a buscar material didático no lixo — Cicero conseguiu o diploma no ProUni, transformando-se, na campanha de 2014, num símbolo em carne e osso dos feitos e realizações do PT desde sua chegada ao Planalto, em 2003.

Encantando a plateia que acompanha seu desempenho com uma admiração que poucos políticos tiveram direito em qualquer momento da história do país, Lula disse “Nunca aceitaram que alguém ousasse tornar um negro médico. Nós ousamos!”. Lula também lembrou, com emoção na voz, a vitória de Tamires Gomes Sampaio, uma estudante do Pro-Uni, negra, que tornou-se presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Instituto Mackenzie, em São Paulo, instituição notável pelo espírito conservador.

Numa demonstração de seu pleno domínio da oratória, Lula também tratou de Marina Silva. Como ele mesmo havia previsto, alertando os dirigentes da campanha a respeito, toda tentativa de ataque agressivo pode ser usada por ela — não só por causa de sua figura frágil, mas porque a própria Marina aprendeu a tirar proveito dessa situação.

“Quando escolhi a Dilma, eu sabia o tamanho do problema que o Brasil tinha pela frente. De todas as pessoas que eu tinha, a Dilma era a mais competente. Por isso, ela não permitiu que este país entrasse numa crise como entrou a Espanha, Itália e Estados Unidos”, disse. Com o cuidado de eliminar qualquer tonalidade agressiva na voz, Lula concluiu. “Eu gosto da Marina. Mas se fosse escolher uma presidente por amor, eu teria de escolher dona Marisa.”

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/09/dilma-lula-e-o-pt-crescem-na-reta-final.html

A FANTÁSTICA FÁBRICA DA TUCANAGEM!

28.09.2014
Do YOUTUBE, 28.05.14
Por Muda Mais


Você acha que a inflação e o desemprego eram maiores no governo FHC? Acredita que a falta de água em São Paulo é culpa da má gestão do governo estadual? Pensa que o escândalo do metrô de São Paulo precisa ser investigado? Não se preocupe, você só precisa de um passeio pela Fantástica Fábrica de Tucanagem: lá, entra informação e sai ficção.


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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=yl7q0lWPz1s&list=PLZjQqfWydl6RvbgIiZBtuuibaNXcVVyXx&index=6

Marina desdenha da luta dos mais pobres por políticas públicas governamentais

28.09.2014
Do portal REDE BRASIL ATUAL ,27.09.14
Por Helena Sthephanowitz

Candidata do PSB faz declaração desastrosa no Rio de Janeiro desprezando as políticas transformadoras para ascensão social ocorridas no país

minha casa minha vida
Antes do Minha Casa, Minha Vida, por mais que trabalhassem duro, famílias não conseguiam comprar a casa própria
Assustadora a declaração da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) desdenhando das políticas públicas transformadoras para ascensão social da população mais pobre.
Na sequência de encontro com presidenciáveis promovido pela Central Única das Favelas (Cufa) no Rio de Janeiro, Marina visitou a sede da entidade na quinta-feira (25), e disse: "Não é correto o governo, de quem quer que seja, se apropriar do esforço das pessoas e tentar passar a ideia de que tudo o que você conquistou foi porque o governo te deu".
Óbvio que o esforço individual de cada um é fundamental. Não adianta haver oportunidades se a pessoa não souber aproveitá-las. Mas também não há esforço que chegue quando o trabalhador, o estudante, o empreendedor só encontra portas fechadas à sua frente, por não existir oportunidade.
Com essa declaração desastrosa, a candidata do PSB deseduca politicamente a população mais pobre a não participar da disputa para influir nas decisões governamentais.
Cada cidadão precisa de leis e políticas públicas que valorizem seu esforço. O mesmo trabalhador de salário mínimo que lutava para ganhar US$ 100 por mês, hoje ganha mais de US$ 300, graças a políticas de valorização do trabalhador. Da mesma forma, sem política de crédito que só bancos públicos oferecem, e sem incentivos para vender alimentos, o agricultor tem dificuldade para produzir.
O estudante pobre que, muitas vezes, se esforçava mais do que um rico, podia até passar no vestibular, mas se a faculdade era particular, muitos deles não conseguiam prosseguir nos estudos, antes de haver políticas públicas como o ProUni, o Fies e cotas nas universidades para alunos que estudaram em escolas públicas.
Antes de ter uma política pública como o "Minha Casa, Minha Vida", tinha famílias que passavam a vida toda se esforçando para conseguir a casa própria e, por mais que trabalhassem duro, não conseguiam.
Faz parte do esforço do cidadão a consciência para se organizar e fazer a luta política para obter conquistas, inclusive escolhendo qual governo quer na hora de votar, e pressionando os poderes legislativo e executivo durante os mandatos.
Políticas governamentais e governos, na verdade, são disputados tanto por banqueiros que estão com Marina, como por trabalhadores, e pelos mais diversos segmentos da sociedade. Cada um com suas reivindicações, cada grupo puxa a brasa para sua sardinha e cada um vota, apoia, pressiona e participa para ter suas demandas atendidas.
Governos populares não dão coisas como se fossem caridade, eles atendem o que a população necessita, reivindica e reclama.
Quando Marina desdenha destas conquistas sociais realizadas em governos populares, Marina está negando a política como instrumento de transformação da sociedade. No fundo, ela está fazendo apologia neoliberal de que cada um deve se virar apenas por si mesmo, individualmente, dançando como a banda do livre mercado tocar, sem batalhar por conquistas coletivas e por direitos através da organização do Estado.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/09/marina-desdenha-da-luta-dos-mais-pobres-por-politicas-publicas-governamentais-2705.html

Melancólico fim da revista 'Veja'

28.09.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO - Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a escolas públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço, o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/melancolico-fim-da-revista-veja.html