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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

VEJA TENTA BALA DE PRATA E CONECTA DILMA AO DELATOR

26.09.2014
Do portal BRASIL247

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Acaba de sair a última tentativa da revista Veja para impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff; capa desta semana, que circula a partir deste sábado, anuncia o que seria o "núcleo atômico da delação"; de acordo com reportagem, ainda não disponível, a campanha que elegeu Dilma presidente em 2010 teria recorrido aos préstimos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras; ontem, Veja foi condenada por 7 a 0 no Tribunal Superior Eleitoral por ter acusado, sem provas, o PT; e agora: será mais uma vez condenada ou terá disparado a bala de prata capaz de mudar o destino do País?

247 - A revista Veja acaba de disparar seu último tiro contra a presidente Dilma Rousseff, numa campanha de ataques que vem sendo movida há vários meses. A reportagem de capa desta semana anuncia o que seria "o núcleo atômico da delação".
De acordo com a chamada na capa, a campanha que elegeu Dilma Rousseff presidente em 2010 recorreu aos préstimos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, para obter recursos de campanha.
Não se sabe se esta será a "bala de prata" das eleições deste ano. Até agora, as denúncias contra a Petrobras não atingiram a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, num almoço de empresários, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse não ter dúvidas sobre a honestidade de Dilma.
Mas a capa de Veja tem, evidentemente, um claro propósito. A sete dias das eleições, é um esforço desesperado para tentar impedir o quarto mandato presidencial consecutivo do Partido dos Trabalhadores.
É impossível saber como reagirá o eleitor ao novo tiro de Veja. Ontem, no entanto, a revista foi condenada, no Tribunal Superior Eleitoral, por 7 votos a zero, a conceder direito de resposta ao PT. Numa denúncia sem provas, a revista acusava o partido de pagar um chantagista para impedir que o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho fossem arrastados para o escândalo.
E agora? O que será da nova denúncia de Veja? A bala de prata? Ou, então, um traque como a reportagem que redundou numa condenação por 7 a 0?
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/154924/Veja-tenta-bala-de-prata-e-conecta-Dilma-ao-delator.htm

Bebel da Apeoesp diz que Reinaldo é “mal informado e mente”

26.09.2014
Do blog VI O MUNDO

Apeoesp (184)

Senhor Reinaldo Azevedo,

Vergonha deveria ter a imprensa brasileira por dar abrigo a um pseudo-jornalista como o senhor.

Não me surpreende que a Revista Veja o mantenha como um de seus colunistas, porque o senhor e essa revista se merecem, tal o baixíssimo nível de vossos textos.

Sou líder, sim, reconhecida e reconduzida pelos professores e professoras à Presidência da minha entidade, o maior sindicato da América Latina, pela quarta vez.

Quanto ao senhor, é assalariado de uma empresa jornalística e sua função, que o senhor executa com muito gosto por ordem de seus patrões, é achincalhar pessoas.

O senhor é mal informado e mente. Luto por um plano de carreira justo para a minha categoria. Luto por salários dignos e não por bônus. Luto por formação continuada em serviço, no próprio local de trabalho e me opus, sim, a um curso de formação que criava mais um obstáculo desnecessário para a aprovação dos professores em concurso. Graças à nossa luta, hoje o curso de formação está no local correto, dentro do período de estágio probatório.

Tanto tínhamos razão em nossa greve de 2010 que o Secretário Voorwald, tão logo tomou posse, retirou as restrições para que os professores pudessem assumir aulas, tornando a prova de seleção de professores temporários classificatória. Fez também outras modificações na rede, muitas delas negociadas, porque lutamos para isso.Hoje continuamos lutando por novos avanços. Mas o senhor não sabe disso porque nada entende de educação e não conhece nada da rede estadual de ensino.

Não perderei mais meu tempo polemizando com uma pessoa como o senhor. O Poder Judiciário, ao qual recorro, tomará as providências cabíveis para recolocar as coisas em seu devido lugar. Se o senhor não sabe, recentemente venci disputa judicial contra seu grande amigo José Serra.

Desejo que o senhor permaneça em sua insignificância e eu me manterei na minha luta.

Maria Izabel Azevedo Noronha – Bebel

Presidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo)

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/bebel-da-apeoesp-diz-que-reinaldo-e-mal-informado-e-mente.html

ELEIÇÕES 2014: As pesquisas como elas são, a mídia como ela é

26.09.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 23.09.14
Por Laurindo Lalo Leal Filho , na edição 817
Reproduzido da Revista do Brasil nº 99, setembro de 2014; título original “As pesquisas eleitorais como elas são e a mídia como ela é”, intertítulo do OI
Pesquisas de intenção de voto não mudam apenas os humores de candidatos e eleitores. Elas são cada vez mais importantes para o direcionamento das doações dirigidas às diferentes campanhas. O dinheiro corre com mais facilidade para os cofres dos que aparecem com mais chances de vitória. Prestam-se também para influenciar eleitores indecisos ou determinados a mudar o voto na última hora, deixando de lado a escolha inicial e optando por outra, não tanto de sua predileção, mas capaz de evitar o sucesso do maior adversário, criando o chamado “voto útil”. Sem falar na desmobilização de militantes antes do fim do pleito ao verem seu candidato desabando nas pesquisas.
Em 1985, nas eleições municipais em São Paulo, o candidato Fernando Henrique Cardoso sentou na cadeira de prefeito antes da hora, confiando na pesquisa do Datafolha. Nas urnas, a vitória foi de Jânio Quadros, que não perdeu a oportunidade de usar seus dotes teatrais, desinfetando o trono antes de ocupá-lo.
Danosa, no entanto, para o jogo democrático, foi o papel da pesquisa e o seu uso pela mídia nas eleições de 1998 para o governo de São Paulo. Dois dias antes da eleição do primeiro turno, o Datafolha divulgou pesquisa apontando Paulo Maluf, com 31% dos votos, seguido de Francisco Rossi com 18%; Mário Covas, candidato à reeleição, com 17%; Marta Suplicy, com 15%, e Orestes Quércia, com 6%. Na véspera da votação, a imprensa tratou a eleição como se a decisão se limitasse a saber quem entre Covas e Rossi enfrentaria Maluf. E o temor da ida ao segundo turno de dois candidatos conservadores, Maluf e Rossi, levou um grande contingente de eleitores de Marta a optar por Covas, realizando o “voto útil”. Abertas as urnas, sentiram-se enganados. Covas ficou a apenas 0,9% de votos à frente de Marta e ela superou Rossi em 5,39%. Sem a influência do Datafolha e, sobretudo, da forma como a pesquisa foi “trabalhada”, Marta e não Covas (tampouco Rossi) teria disputado o segundo turno com Maluf.
Notícias negativas
São lembranças que não autorizam a descrer totalmente das pesquisas, mas ressaltam a importância de se ter com elas muito cuidado, principalmente sabendo-se de como são usadas pela mídia. Neste ano, por exemplo, a Rede Globo considerou os 3% das intenções de voto do Pastor Everaldo suficientes para levá-lo à bancada doJornal Nacional para uma exposição de 15 minutos. O objetivo era claro: ainda com Eduardo Campos na disputa, a tendência seria a eleição se encerrar no primeiro turno com a vitória de Dilma Rousseff. Uma pequena ascensão do pastor evitaria isso, e o Jornal Nacional estava ali, à disposição, para dar o empurrão necessário.
Tarefa oposicionista que o principal noticioso da Rede Globo realiza não apenas durante o período eleitoral, embora seu protagonismo cresça nessas épocas. Sempre se soube disso, mas agora os dados são mais concretos. Nas eleições de 2002 e 2006, um trabalho de fôlego da pesquisadora Flora Neves, da Universidade Federal de Londrina, analisou 199 edições do Jornal Nacional, constatando a manipulação do noticiário.
Um exemplo: em 2006, entre início no horário eleitoral obrigatório e o primeiro turno das eleições o JN levou ao ar 68,57% de notícias positivas para o candidato Geraldo Alckmin, 61,76% para Heloísa Helena, 52,94% para Cristovam Buarque e 16,43% para Lula. A íntegra está no livro Telejornalismo e Poder nas Eleições Presidenciais, da Summus Editorial, 2008.
Em 2014 a história se repete, e quem nos prova isso é o site Manchetômetro, importante realização do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Seus pesquisadores acompanham desde o início do ano as manchetes dos três jornalões brasileiros (Folha, Globo e Estado) e as do Jornal Nacional. O alinhamento dos quatro veículos em oposição ao governo fica evidente. O Manchetômetro constatou que entre 1º de janeiro e 22 de agosto o JN dedicou quase uma hora e meia do seu tempo para apresentar notícias negativas em relação a Dilma. Sobre Aécio foram quatro minutos.
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Laurindo Lalo Leal Filhosociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP e autor, entre outros, de A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed817_as_pesquisas_como_elas_sao_a_midia_como_ela_e

PT consolida vantagem sobre PSDB em Minas, aponta Datafolha

26.09.2014
Do blog ESQUERDOPATA
Por PAULO PEIXOTO
FSP

O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel, manteve a vantagem de 11 pontos em relação a Pimenta da Veiga (PSDB), segundo pesquisa Datafolha em parceria com a TV Globo.

No levantamento, realizado nesta quinta (25) e sexta-feira (26), o petista aparece com 36%, contra 25% do tucano. Na pesquisa anterior, nos dias 8 e 9, eles tinham 34% e 23%, respectivamente.

Levando apenas em conta dos votos válidos, quando são excluídos brancos e nulos e eleitores indecisos, o petista aparece com 51%, contra 36% de Pimenta.

Para vencer a disputa já no primeiro turno, o candidato precisa ter 50% dos votos válidos, mais um voto.

No cenário atual, porém, não é possível dizer se haverá ou não segundo turno na disputa mineira. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, Pimentel pode ter de 48% a 54% dos votos válidos.

Na corrida ao governo do Estado, há 12 anos nas mãos do grupo político do presidenciável Aécio Neves (PSDB), atrás de Pimentel (36%) e de Pimenta (25%) aparecem Tarcísio Delgado (PSB), com 3%. Fidélis (PSOL) e Eduardo Ferreira (PSDC) marcaram 2%, ante 1% do Professor Tulio Lopes (PCB).

Brancos e nulos são 9% (mesmo índice da pesquisa anterior), e indecisos, 21% (eram 26%). O Datafolha ouviu 1.457 pessoas, em 63 municípios do Estado.

Numa simulação de segundo turno, Pimentel tem 44%, contra 29% do tucano, que tem 17% de rejeição. No caso do petista, 12% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/09/pt-consolida-vantagem-sobre-psdb-em.html

Oposição na contramão das manifestações de junho de 2013

26.09.2014
Do portal da Revista Carta Maior, 24.09.14
Por José Augusto Valente*

Não é difícil entender porque a guerra contra o incentivo  à participação social e a Constituinte exclusiva para a Reforma Política

A partir da manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), pela redução das tarifas de ônibus de São Paulo, outros movimentos e pessoas se articularam e foram às ruas e às redes sociais, colocando publicamente demandas relevantes para o país.

Na essência, essa movimentação pedia “mais estado” nos serviços públicos. Mais saúde, mais educação, mais transporte público e mais direitos de cidadania.

Junto com isso, havia um forte questionamento ao Congresso Nacional, indicando que este não os representava. Daí a necessidade da “voz das ruas” ser ouvida.

A chamada grande imprensa e a oposição tentaram de todas as formas surfar esse momento insinuando que estava em cheque o governo Dilma, que precisava ser substituído. Faziam questão de esconder a informação fundamental de que as ações na área de saúde, educação básicas e transporte público são executadas por prefeituras e governos de estado e parcialmente financiadas pela União.

Ainda que as demandas estivessem relacionadas a problemas de fora de sua responsabilidade direta, o governo Dilma já vinha se empenhando em promover melhorias nessas questões há alguns anos e tinha enorme dificuldade de aprovar projetos relacionados a elas no Congresso Nacional, devido à correlação de forças desfavorável nesses temas.

Com o ímpeto das manifestações, Dilma aproveitou a janela de oportunidade e buscou levar à frente projetos relacionados às demandas vocalizadas e que sofriam forte resistência no Congresso e na imprensa: Mais Médicos; Plano Nacional de Educação; Royalties do pré-sal para educação e saúde; Política Nacional de Participação Social e Reforma Política.

Algumas dessas medidas já foram aprovadas, embora ainda sejam alvo de muitas resistências. Esse é o caso do Mais Médicos, sancionado em 22 de outubro de 2014, que faz parte do programa Saúde da Família, que reforça a medicina preventiva, e é fundamental para reduzir demandas e custos nas unidades de maior complexidade, permitindo maior qualidade de atendimento nessas. O projeto foi aprovado e já está sendo executado com bons resultados, mas ainda sofre muita oposição, que se apoia na forte presença de médicos cubanos para fundar o proselitismo contra o programa.

O que está por trás desse proselitismo, entretanto, não é a ideologia, e sim o fato de que um programa de saúde da família bem feito, com apoio nas UPAs, permite o enfrentamento de dois aspectos que mantêm a saúde pública do Brasil ainda no século XIX.

O primeiro é que o fisiologismo de muitos partidos opera na carência de serviços públicos. Onde falta estado, entram os Centros Sociais de vereadores e deputados, que, com suas ambulâncias e seu trabalho de despachante de luxo, abarrotam os hospitais públicos.

O segundo é que uma excelente saúde pública básica reduz em muito as demandas nas unidades de maior complexidade como hospitais. Essa redução gera menos gastos em remédios, equipamentos e outros insumos. E esse, como alguns outros segmentos comerciais, é uma importante fonte de financiamento de campanhas eleitorais.

Em síntese, o programa Mais Médicos, junto com as UPAs, é muito ruim para os projetos eleitorais da oposição e, sejamos justos, também para alguns partidos da base do governo.

Do mesmo modo, o Plano Nacional de Educação, permitirá o salto quantitativo e qualitativo no ensino brasileiro. Ele foi sancionado pela Presidenta Dilma em 25 de junho e define metas para os próximos dez anos, com os respectivos mecanismos de monitoramento, avaliação e financiamento. É uma resposta categórica aos anseios da população pela melhoria da educação. Define maior responsabilidade da União no sistema de ensino.

Para garantir os vultosos recursos necessários para essa verdadeira revolução na educação e permitir também maiores avanços na saúde, a Petrobras, com o pré-sal, tem um papel estratégico. A destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação, bem como de 25% dos royalties a pasta de saúde foi sancionada em 09 de setembro de 2013. Apenas para ilustrar, só em 2013 o repasse girou em torno de R$ 700 milhões.

Em vista de tudo isso, seria de se esperar que os recordes seguidos na produção petróleo tivessem destaque na imprensa. Entretanto, não é o que ocorre. Para esta, o que interessa é Pasadena, e supostos esquemas de corrupção ou qualquer outro elemento que possa ser vinculado como desgaste da gestão Dilma. É mais importante tentar colar um diretor acusado de corrupção na presidenta Dilma, que na verdade foi quem o demitiu, do que, por exemplo, informar o atingimento da marca de 539 mil barris, um recorde histórico no pré-sal.

Essas três medidas provocarão, com certeza, grandes mudanças na saúde e na educação brasileiras e os resultados que já começam a despontar, como o aumento em 7% nos atendimentos de atenção básica a partir da ampliação da cobertura a 33 milhões de brasileiros, vão aos poucos calando as vozes dissonantes que insistem em desmerecer as iniciativas. Duas outras medidas, no entanto, ainda estão ameaçadas pela reação da velha política.

Uma delas é o Decreto que institui a Política Nacional de Participação Social, que apenas definiu de forma mais clara algo que já existe na nossa legislação e prática governamental.

A Constituição, em seu Artigo 1º, parágrafo único, diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. O Art. 14 prevê a utilização de plebiscitos e referendos, bem como a iniciativa popular no processo legislativo. Além disso, a Carta Magna define a participação social como diretriz do Sistema Único de Saúde (Art 198, III), da Assistência Social (Art. 204, II), da Seguridade Social (Art. 194, parágrafo único, VII) e, mais recentemente, do Sistema Nacional de Cultura (Art 216, § 1º, X).

O que a PNPS procura fazer é definir com mais clareza os diversos mecanismos utilizados para implementar a participação, bem como definir algumas diretrizes básicas para orientar novas iniciativas e estimular a adoção destas práticas em todos os níveis de governo, por meio do Pacto Nacional pela Participação Social.

O decreto presidencial gerou reações as mais raivosas nas páginas dos jornais, com acusações de que representa uma tentativa de implantação de uma ditadura comunista. Na Câmara dos Deputados, foi apresentado um projeto de Decreto Legislativo que simplesmente anula o decreto presidencial. A surpresa com a reação tão intensa se manifesta nas palavras do próprio Ministro Gilberto Carvalho, responsável pela elaboração da proposta: “Não esperávamos essa reação, uma vez que considerávamos que esse decreto se tratava de uma iniciativa bastante tímida, eu diria, de simplesmente arrumar a casa. De simplesmente estabelecer alguns dispositivos de uma realidade já existente no governo brasileiro, felizmente"

Por fim, a medida mais estruturante, a Reforma Política, tal como proposta pelo governo federal, visa à redução do peso do poder econômico no processo eleitoral, ao propor o financiamento público de campanhas, e, por consequência, nas decisões do Congresso Nacional e demais casas legislativas.

Como a oposição e a imprensa representam, quase que exclusivamente, os interesses do poder econômico, não é difícil entender porque a guerra contra, especialmente, contra a convocação de Constituinte exclusiva para isso, sem os congressistas atuais.

Como se vê, as principais medidas propostas pelo governo federal são rechaçadas ou minimizadas pela oposição e por parte da imprensa que a apoia incondicionalmente. O que colocam ambas, imprensa e oposição, na contramão das manifestações de junho/2013.

Com a palavra o leitor!
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Oposicao-na-contramao-das-manifestacoes-de-junho-de-2013%0a/4/31860

Médico brasileiro comenta 'gritaria' da mídia sobre médicos cubanos

26.09.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 13.09.14

“Acho estranho o governo ter falado em atrair médicos cubanos, portugueses e espanhóis, e a gritaria ser somente em relação aos médicos cubanos. Será que somente os médicos cubanos precisam revalidar diploma?”

Carta do médico Pedro Saraiva, enviada para o jornalista Luis Nassif e inicialmente reproduzida em seu blog esclarece diversos pontos sobre a vinda dos médicos cubanos ao Brasil.

Por Pedro Saraiva

Olá Nassif, sou médico e gostaria de opinar sobre a gritaria em relação à vinda dos médicos cubanos ao Brasil

Bom, como opinião inteligente se constrói com o contraditório, vou tentar levantar aqui algumas informações sobre a vinda de médicos cubanos para regiões pobres do Brasil que ainda não vi serem abordadas.

médicos cubanos haiti brasil
médicos cubanos haiti brasil

– O principal motivo de reclamação dos médicos, da imprensa e do CFM seria uma suposta validação automática dos diplomas destes médicos cubanos, coisa que em momento algum foi afirmado por qualquer membro do governo. Pelo contrário, o próprio ministro da saúde, Alexandre Padilha, já disse que concorda que a contratação de médicos estrangeiros deve seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissional. Portanto, o governo não anunciou que trará médicos cubanos indiscriminadamente para o país. Isto é uma interpretação desonesta.

– Acho estranho o governo ter falado em atrair médicos cubanos, portugueses e espanhóis, e a gritaria ser somente em relação aos médicos cubanos. Será que somente os médicos cubanos precisam revalidar diploma? Sou médico e vivo em Portugal, posso garantir que nos últimos anos conheci médicos portugueses e espanhóis que tinham nível técnico de sofrível para terrível. E olha que segundo a OMS, Espanha e Portugal têm, respectivamente, o 6º e o 11º melhores sistemas de saúde do mundo (não tarda a Troika dar um jeito nesse excesso de qualidade). Profissional ruim há em todos os lugares e profissões. Do jeito que o discurso está focado nos médicos de Cuba, parece que o problema real não é bem a revalidação do diploma, mas sim puro preconceito.

– Portugal já importa médicos cubanos desde 2009. Aqui também há dificuldade de convencer os médicos a ir trabalhar em regiões mais longínquos, afastadas dos grandes centros. Os cubanos vieram estimulados pelo governo, fizeram prova e foram aprovados em grande maioria (mais à frente vou dar maiores detalhes deste fato). A população aprovou a vinda dos cubanos, e em 2012, sob pressão popular, o governo português renovou a parceria, com amplo apoio dos pacientes. Portanto, um dos países com melhores resultados na área de saúde do mundo importa médicos cubanos e a população aprova o seu trabalho.

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– Acho que é ponto pacífico para todos que médicos estrangeiro tenham que ser submetidos a provas aí no Brasil. Não faz sentido importar profissionais de baixa qualidade. Como já disse, o próprio ministro da saúde diz concordar com isso. Eu mesmo fui submetido a 5 provas aqui em Portugal para poder validar meu título de especialista. As minhas provas foram voltadas a testar meus conhecimentos na área em que iria atuar, que no caso é Nefrologia. Os cubanos que vieram trabalhar em Medicina de família também foram submetidos a provas, para que o governo tivesse o mínimo de controle sobre a sua qualidade.

Pois bem, na última leva, 60 médicos cubanos prestaram exame e 44 foram aprovados (73,3%). Fui procurar dados sobre o Revalida, exame brasileiro para médicos estrangeiros e descobri que no ano de 2012, de 182 médicos cubanos inscritos, apenas 20 foram aprovados (10,9%). Há algo de estranho em tamanha dissociação. Será que estamos avaliando corretamente os médicos estrangeiros?

Seria bem interessante que nossos médicos se submetessem a este exame ao final do curso de medicina. Não seria justo que os médicos brasileiros também só fossem autorizados a exercer medicina se passassem no Valida? Se a preocupação é com a qualidade do profissional que vai ser lançado no mercado de trabalho, o que importa se ele foi formado no Brasil, em Cuba ou China? O CFM se diz tão preocupado com a qualidade do médico cubano, mas não faz nada contra o grande negócio que se tornaram as faculdades caça-níqueis de Medicina. No Brasil existe um exército de médicos de qualidade pavorosa. Gente que não sabe a diferença entre esôfago e traqueia, como eu já pude bem atestar. Porque tanto temor em relação à qualidade dos estrangeiros e tanta complacência com os brasileiros?

REVALIDA

– Em relação este exame de validação do diploma para estrangeiros abro um parêntesis para contar uma situação que presenciei quando ainda era acadêmico de medicina, lá no Hospital do Fundão da UFRJ.

Um rapaz, se não me engano brasileiro, tinha feito seu curso de medicina na Bolívia e havia retornado ao país para exercer sua profissão. Como era de se esperar, o rapaz foi submetido a um exame, que eu acredito ser o Revalida (na época realmente não procurei me informar). O fato é que a prova prática foi na enfermaria que eu estava estagiando e por isso pude acompanhar parte da avaliação. Dois fatos me chamaram a atenção, o primeiro é a grande má vontade dos componentes da banca com o candidato. Não tenho dúvidas que ele já havia sido prejulgado antes da prova ter sido iniciada. Outro fato foi o tipo de perguntas que fizeram. Lembro bem que as perguntas feitas para o rapaz eram bem mais difíceis que aquelas que nos faziam nas nossas provam. Lembro deles terem pedidos informações sobre detalhes anatômicos do pescoço que só interessam a cirurgiões de cabeça e pescoço. O sujeito que vai ser médico de família, não tem que saber todos os nervos e vasos que passam ao lado da laringe e da tireoide. O cara tem que saber tratar diarreia, verminose, hipertensão, diabetes e colesterol alto. Soube dias depois que o rapaz tinha sido reprovado.

Não sei se todas as provas do Revalida são assim, pois só assisti a uma, e mesmo assim parcialmente. Mas é muito estranho os médicos cubanos terem alta taxa de aprovação em Portugal e pouquíssimos passarem no Brasil. Outro número que chama a atenção é o fato de mais de 10% dos médicos em atividade em Portugal serem estrangeiros. Na Inglaterra são 40%. No Brasil esse número é menor que 1%. E vou logo avisando, meu salário aqui não é maior do que dos meus colegas que ficaram no Brasil.

– Até agora não vi nem o CFM nem a imprensa irem lá nas áreas mais carentes do Brasil perguntar o que a população sem acesso à saúde acha de virem 6000 médicos cubanos para atendê-los. Será que é melhor ficar sem médico do que ter médicos cubanos? É o óbvio ululante que o ideal seria criar condições para que médicos brasileiros se sentissem estimulados a ir trabalhar no interior. Mas em um país das dimensões do Brasil e com a responsabilidade de tocar a medicina básica pulverizada nas mãos de centenas de prefeitos, isso não vai ocorrer de uma hora para outra. Na verdade, o governo até lançou nos últimos anos o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que oferece salários mensais de R$ 8 mil e pontos na progressão de carreira para os médicos que vão para as periferias. O problema é que até hoje só 4 mil médicos aceitaram participar do programa. Não é só salário, faltam condições de trabalho. O que fazemos então? vamos pedir para os mais pobres aguentar mais alguns anos até alguém conseguir transformar o SUS naquilo que todos desejam? Vira lá para a criança com diarreia ou para a mãe grávida sem pré-natal e diz para ela segurar as pontas sem médico, porque os médicos do sul e sudeste do Brasil, que não querem ir para o interior, acham que essa história de trazer médico cubano vai desvalorizar a medicina do Brasil.

– É bom lembrar que Cuba exporta médicos para mais de 70 países. Os cubanos estão acostumados e aceitam trabalhar em condições muito inferiores. Aliás, é nisso que eles são bons. Eles fazem medicina preventiva em massa, que é muito mais barata, e com grandes resultados. Durante o terremoto do Haiti, quem evitou uma catástrofe ainda maior foram os médicos cubanos. Em poucas semanas os médicos dos países ricos deram no pé e deixaram centenas de milhares de pessoas sem auxílio médico. Se não fosse Cuba e seus médicos, haveria uma tragédia humanitária de proporções dantescas. Até o New England Journal of Medicine, a revista mais respeitada de medicina do mundo, fez há poucos meses um artigo sobre a medicina em Cuba. O destaque vai exatamente para a capacidade do país em fazer medicina de qualidade com recursos baixíssimos (http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp1215226).

– Com muito menos recursos, a medicina de Cuba dá um banho em resultados na medicina brasileira. É no mínimo uma grande arrogância achar que os médicos cubanos não estão preparados para praticar medicina básica aqui no Brasil. O CFM diz que a medicina de Cuba é de má qualidade, mas não explica por que a saúde dos cubanos, como muito menos recursos tecnológicos e com uma suposta inferioridade qualitativa, tem índices de saúde infinitamente melhores que a do Brasil e semelhantes à avançada medicina americana (dados da OMS).

– Agora, ninguém tem que ir cobrar do médico cubano que ele saiba fazer cirurgia de válvula cardíaca ou que seja mestre em dar laudos de ressonância magnética. Eles não vêm para cá para trabalhar em medicina nuclear ou para fazer hemodiálises nos pacientes. 

Medicina altamente tecnológica e ultra especializada não diminui mortalidade infantil, não diminui mortalidade materna, não previne verminose, não conscientiza a população em relação a cuidados de saúde, não trata diarreia de criança, não aumenta cobertura vacinal, nem atua na área de prevenção. É isso que parece não entrar na cabeça de médicos que são formados para serem superespecialistas, de forma a suprir a necessidade uma medicina privada e altamente tecnológica. Atenção! O governo que trazer médicos para tratar diarreia e desidratação! Não é preciso grande estrutura para fazer o mínimo. Essa população mais pobre não tem o mínimo!

Que venham os médicos cubanos, que eles façam o Revalida, mas que eles sejam avaliados em relação àquilo que se espera deles. Se os médicos ricos do sul maravilha não querem ir para o interior, que continuem lutando por melhores condições de trabalho, que cobrem dos governos em todas as esferas, não só da Federal, melhores condições de carreia, mas que ao menos se sensibilizem com aqueles que não podem esperar anos pela mudança do sistema, e aceitem de bom grado os colegas estrangeiros que se dispõe a vir aqui salvar vidas.

Infelizmente até a classe médica aderiu ao ativismo de Facebook. O cara lê a Veja ou O Globo, se revolta com o governo, vai no Facebook, repete meia dúzia de clichês ou frases feitas e sente que já exerceu sua cidadania. Enquanto isso, a população carente, que nem sabe o que é Facebook morre à mingua, sem atendimento médico brasileiro ou cubano.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/medico-brasileiro-comenta-gritaria-da-midia-sobre-medicos-cubanos.html

COMUNICAÇÃO: VEÍCULOS PÚBLICOS MOSTRAM DIFERENCIAL

26.09.2014
Do portal AGÊNCIA BRASIL, 
Por Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

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Reportagem da Agêncai Brasil ressalta a importância da comunicação pública e da percepção da população de que todos são donos desses veículos; criada por meio da Lei 11.652, de 2008, a EBC é hoje a principal expressão do sistema público de comunicação
"Possibilitar que os cidadãos consigam se comunicar por meio do rádio em locais onde eles não têm outro acesso à comunicação, porque não tem sinal de internet, celular não pega, nem televisão". Esse é, para Mário Sartorello, gerente da Rádio Nacional da Amazônia, o papel da instituição, uma das nove emissoras públicas produzidas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Criada por meio da Lei 11.652, de 2008, a EBC é hoje a principal expressão do sistema público de comunicação. Ainda em construção, esse sistema só veio a ser regulamentado com o estabelecimento da norma, embora a Constituição Federal, que estabelece a complementariedade dos sistemas público, privado e estatal, já apontasse a sua necessidade.
"Até então, você tinha experiências regionais de emissoras não comerciais, a maioria delas não era pública, era estatal, eram veículos vinculados aos governos dos estados", destaca o professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Laurindo Lalo Leal Filho.
O atraso na criação do sistema público e o fato de o Brasil ter, historicamente, privilegiado os meios comerciais deixaram algumas lacunas no modelo de comunicação do país. Uma delas é a pouca clareza sobre o caráter diferenciado dos veículos públicos.
Para o diretor-geral da EBC, Eduardo Castro, a população ainda precisa se apropriar desses meios. "Essa é, talvez, a coisa mais importante: essa percepção da população de que isso aqui é um meio de comunicação de todos nós brasileiros. Cada um de nós tem um pedaço e o país como um todo é o dono dele, na sua integralidade", destaca.
De acordo com a legislação, o sistema público tem o objetivo de promover acesso à informação por meio da pluralidade de fontes de produção e distribuição do conteúdo; produzir conteúdos educativos, artísticos, culturais, científicos e informativos; estimular a produção regional e independente, dentre outros.
Para tanto, deve ter "autonomia em relação ao governo federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão", bem como garantir "participação da sociedade civil no controle da aplicação dos princípios do sistema público de radiodifusão, respeitando-se a pluralidade da sociedade brasileira".
Esses princípios norteiam a programação dos veículos, que privilegiam programas infantis, jornalísticos, culturais e de debates. Embora todos os especialistas consultados pela Agência Brasil apontem que esse modelo ainda precisa ser consolidado, inclusive para garantir mais independência em relação aos governos, é possível perceber diferenças na cobertura, que tem como foco o cidadão, independentemente de aspectos comerciais.
O exemplo europeu
Especialista em estudos sobre comunicação pública, Laurindo Leal Filho acredita que, desde a criação da EBC, o debate sobre os meios públicos tem crescido no Brasil. Uma diferença significativa em um país em que "muitas gerações nasceram e morreram achando que a comunicação é um negócio privado".
Ele compara a situação com a vivenciada no continente europeu, onde, desde o surgimento do rádio, na década de 1920, os estados nacionais tomaram para si a incumbência de promover a radiodifusão. O caso mais emblemático é o da britânica BBC, do qual se destacam os dois elementos centrais para que um veículo possa efetivamente ser considerado público, na avaliação do professor: a legislação e os mecanismos para garantir a participação social.
"No caso da BBC, a participação é alta por meio dos conselhos, dos mecanismos e órgãos reguladores que eles têm para que o público possa intervir no meio público e, principalmente, pelo financiamento, que é todo feito pelo público", explica.
Para financiar a produção e a transmissão de TV, dos serviços de rádio e internet oferecidos à população pela BBC, é cobrado um imposto anual por domicílio que tenha aparelho de televisão. O valor, que vai diretamente para os cofres da empresa, está em torno de R$ 550.
"Isso tem dois aspectos. Primeiro, o aspecto da independência total em relação ao governo e ao Estado. E, em segundo lugar, gera no público um sentimento de poder sobre a BBC. Se eu pago, eu exijo qualidade. Há um estreitamento muito grande da relação entre o cidadão e a empresa. As cobranças são muito fortes, e há espaços para que elas sejam feitas, tanto na mídia quanto em mecanismos que facilitam essa interlocução dos cidadãos com a BBC", detalha Laurindo Leal.
O caso britânico não é o único. Alemanha, França, Canadá, Argentina, Colômbia, Portugal e Japão, entre outros países, também têm meios de comunicação sem fins comerciais. A forma como se relacionam legalmente com o Estado e como angariam recursos difere em cada caso. Alguns não podem veicular publicidade para não comprometer o conteúdo público com a busca pela audiência e a veiculação de propagandas. Outros sistemas adotam a publicidade, como as emissoras da Alemanha, que também cobram taxas anuais pela prestação dos serviços.
Os desafios institucionais dos veículos brasileiros
No Brasil, um dos desafios para a consolidação do sistema público é a diversificação das fontes de renda, segundo Eduardo Castro. Hoje, a EBC, por exemplo, recebe recursos do Estado, via Secretaria de Comunicação Social, bem como de serviços que presta, como produção de publicações, e ainda com a exibição de apoio institucional, já que a empresa é proibida por lei de veicular propaganda.
De acordo com Eduardo Castro, essa diversificação será maior a partir da arrecadação dos recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, instituída pela lei que criou a EBC.
Segundo a norma, os recursos da contribuição, formados por um percentual do Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), devem ser divididos da seguinte forma: 75% para a EBC; 2,5% para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que recolhe a taxa, e 22,5% para as demais emissoras públicas. A forma como será feita a distribuição para as demais emissoras ainda não foi definida.
Desde 2009, os valores vinham sendo depositados em juízo, devido a contestação das empresas de telecomunicações. Após disputa judicial, os recursos começaram a ser liberados no ano passado. Apenas a liberação dos depósitos da empresa TIM aportará cerca de R$ 320 milhões, que irão para a Conta Única do Tesouro Nacional. Será preciso, agora, garantir o envio às emissoras.
Outra meta da empresa é ampliar a participação social. Hoje, a EBC tem um Conselho Curador que é formado, segundo composição descrita em lei, por 22 membros: 15 representantes da sociedade civil, quatro do governo federal (ministros da Educação; Cultura; Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), um da Câmara dos Deputados, um do Senado Federal e um funcionário da própria empresa.
Embora os representantes da sociedade civil sejam indicados e recebam votos de outras entidades, cabe à Presidência da República indicar os representantes que assumirão o conselho. Um modelo que, na opinião de Laurindo Leal, limita a participação. O Conselho Curador da EBC tem atuado frequentemente com a sociedade, promovendo audiências públicas, reuniões abertas e debates sobre temas diversos, como a qualidade da cobertura, a autonomia no conteúdo e na participação. A instância também opina e interfere na elaboração de avaliações e metas da empresa.
A existência de conselhos como o da EBC deveria ser uma das marcas das emissoras públicas. No entanto, poucas são as que têm conselhos eleitos e atuantes, lamenta o presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Pedro Osório.
Ele defende a criação de normas para organizar a atuação dessas emissoras, diferenciando-as dos meios estatais, especialmente nos casos de veículos ligados a administrações estaduais e municipais.
Digitalização: problema ou possibilidade de ampliação?
Osório também destaca a preocupação com o processo de transição para o universo digital, porque emissoras espalhadas por todos os estados do país enfrentam "grande dificuldade de migrar para a tecnologia digital, seja por falta de recursos para a compra de equipamentos ou por falta de quadro técnico atualizado no sentido de viabilizar um projeto de digitalização".
Para resolver a situação, ele defende políticas públicas voltadas a esse segmento, com o incentivo à formação tecnológica e a abertura de linhas de crédito específicas para a aquisição de equipamentos. Sobre financiamento, ele diz que é necessário ampliar as formas de contribuição da sociedade na gestão e manutenção desses veículos, de modo que, além de serem sustentáveis, possam ser públicos de fato.
Um problema ainda maior chegou a ser enfrentado por esses meios. Na discussão do leilão da faixa de 700 Megahertz (Mhz), que será utilizada para oferta de internet em alta velocidade, a 4G, organizações como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) alertaram para a possibilidade de os canais públicos perderem lugar no espectro. Em maio deste ano, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que as emissoras terão espaço garantido.
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, diz que a digitalização não vai interferir nos meios de comunicação existentes. "[Foram feitos] regulamentos de interferências, estudos de replanejamento de canais no Brasil inteiro, e todo mundo que está hoje [na faixa] está garantido. Ninguém vai ficar fora do ar", diz. Ele aponta ainda que essa é uma janela de oportunidades para esses meios, já que apenas eles podem praticar a multiprogramação. "Um canal hoje, que é analógico, é um canal. No digital, você pode fazer oito. É um ganho violentíssimo", avalia.
Diante desse cenário, o diretor-geral da EBC aponta que a digitalização pode ampliar o alcance dessas emissoras. Em 2013, segundo dados oficiais, a empresa chegou a 3.580 cidades brasileiras. A Rede Nacional de Comunicação Pública de Televisão, encabeçada pela empresa e que conta com veículos universitários e educativos, ampliou seu alcance para 55 geradoras e 728 retransmissoras de TV.
"Com a mudança para o digital, tem mais gente nos procurando. A gente já começa a discutir como vai ser a rede do futuro da EBC, essa rede analógica que temos hoje em dia não vai atender às necessidades quando toda digitalização tiver executada, quando a migração estiver pronta. É algo que já nasceu, já está aí, mas, de certa forma, está sendo rediscutido por causa das mudanças de cenário que são impostas para a comunicação como um todo", destaca Castro.
:: Acompanhe::
Na segunda-feira (29), a Agência Brasil dará destaque às mudanças no cenário das telecomunicações. Da telefonia à internet, o setor se renova a cada instante e é pressionado para que os serviços sejam universalizados com qualidade.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/154893/Comunica%C3%A7%C3%A3o-ve%C3%ADculos-p%C3%BAblicos-mostram-diferencial.htm

Servidores federais têm desconto em renegociação de dívida com a Geap

26.09.2014
Do portal do SINDSPREV.PE
Por Edmundo Ribeiro


Irineu Messias
 é Conselheiro do Conselho
de Administração
da Geap.
Iniciada no dia 15/09, a renegociação da dívida dos servidores federais com a Geap pode ser feita até o dia 20 de dezembro.  Além disso, voltarão a ter direito ao atendimento à operadora e o nome será retirado da Serasa.


A operadora de assistência médica da União continua entrando em contato com os segurados e dependentes através de carta e telefone para oferecer a renegociação do débito.

O desconto de 50% será dado para as dívidas entre cinco e dez anos. Para aqueles débitos existentes há até cinco anos, o abatimento será de 30%. As dívidas estão sendo renegociadas, com parcela mínima de R$ 20 e isenção de juros e multas por atraso na renegociação.

Para os servidores com renda mensal bruta (sem o desconto dos impostos) acima de R$ 3 mil, tem um prazo de até 24 prestações. Para quem recebe até R$ 3 mil, o prazo é de 36 vezes. Os pagamentos serão feitos por meio de boleto bancário.

Segundo dados da Geap, existem aproximadamente 29 mil  servidores inadimplentes, mas esse número pode chegar a 75 mil se considerarmos os dependentes.

Outra informação importante é que os processos judiciais de cobrança serão suspensos. O programa de renegociação vai abranger as dívidas contraídas até o dia 31 de agosto deste ano, dos beneficiários, com plano já cancelado.

Mais detalhes sobre prazos e condições poderão obtidos no site da operadora: www.geap.com.br ou pela Central de atendimento 0800 728 83 00.  
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Fonte:http://www.sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000003106&cat=noticias

Na ONU, FHC propagandeou seu governo, mas não foi avacalhado como Dilma

26.09.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 

O discurso da presidente Dilma Rousseff abrindo ontem a Assembleia Geral da ONU foi criticado com contundência por amplos segmentos do jornalismo nacional.

Ao propagandear feitos dos governos dela e do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, como a retirada de dezenas de milhões de pessoas da condição de miseráveis, a candidata à reeleição teria se aproveitado de um palco inadequado, em busca de vantagens eleitorais. Vender seu peixe constituiria oportunismo abjeto.

Empregando a tirada consagrada pelo Ancelmo Gois: é, pode ser.

Todas as opiniões _contra, a favor e muito pelo contrário_ são legítimas.

O que mais chama a atenção é o notável contraste entre os tratamentos concedidos a Dilma (PT) e, para ficar num exemplo, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Sim, FHC também já vendeu peixe de seu governo na ONU. E ninguém  ou pouca gente  chiou por causa disso.

Em 1998, numa sessão especial da Assembleia Geral, o presidente alardeou: o Brasil vai “dobrar seus esforços'' na prevenção ao narcotráfico. Ele anunciou uma medida iminente da sua administração, a criação da Secretaria Nacional Antidrogas, como “mensagem clara aos que lucram com a ignomínia desse comércio: a de que não encontrarão no Brasil qualquer tolerância com suas atividades'' (saiba mais clicando aqui).

Contra Dilma e FHC, existe a evidência de que contavam com benefícios políticos internos  ele também encararia eleição naquele ano.

A favor, o argumento também tem méritos: se a ONU deve se mobilizar contra a fome, por que Dilma deveria silenciar sobre os 36 milhões de brasileiros que escaparam da miséria desde 2003? E FHC, ao tratar do combate ao tráfico de drogas, por que precisaria omitir seus esforços?

O fundamental: o noticiário tem dois pesos e duas medidas.

Uma curiosidade: em 1995, Fernando Henrique afirmou numa declaração que a ONU deveria ser “mais ativa no que diz respeito ao combate à fome e à miséria'' (leia aqui).

Será que o antigo presidente, homem de bem, não ficou contente, quase duas décadas mais tarde, com a atual presidente dando boas notícias sobre a diminuição da fome e da miséria no Brasil?
Por Mario Magalhães - Uol
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/na-onu-fhc-propagandeou-seu-governo-mas.html