terça-feira, 23 de setembro de 2014

Aécio se contradiz e afirma que não prometeu fim do fator previdenciário

23.09.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Marina Silva e Aécio Neves têm se aproximado de maneira indiscutível. Os dois candidatos oposicionistas afirmam em alto e bom som que, o único  objetivo é tirar o PT da Presidência. Recordando Luciana Genro, viram irmãos siameses. Aécio, recua, volta atrás, como sua amiga Marina Silva

Aécio promete acabar com fator previdênciário 
No site de campanha de Aécio:


Nesta sexta-feira(19), o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que, se eleito, pretende acabar com o fator previdenciário, mecanismo criado para impedir aposentadorias precoces. “Vamos encontrar alternativas, ao longo dos próximos anos, para acabarmos com o fator previdenciário de forma responsável. Vamos dialogar, e será no diálogo que nós vamos encontrar caminhos, alternativas, que garantam a capacidade de pagamento da Previdência, impedindo que o fator continue a punir de forma tão violenta como vem punindo o salário dos aposentados brasileiros”, afirmou.Pode ser lido aqui no cachê do Google


Hoje, na Folha de São Paulo...


O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) disse nesta terça-feira que não fez promessas para acabar com o fator previdenciário e que extingui-lo sem colocar outro no lugar seria uma leviandade. O tucano foi entrevistado nesta manhã no “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo.

Nem eu nem você estamos sendo levianos, mas essa afirmação não existe. Eu não disse que vou acabar com o fator previdenciário.

Na sexta-feira passada, após encontro com lideranças das centrais sindicais, o tucano anunciou que havia firmado um acordo com os sindicalistas de encontrar caminhos para acabar com o fator, criado na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para desestimular aposentadorias precoces. Aécio vinha sendo muito pressionado pela Força Sindical a incluir essa proposta em seu programa de governo, ainda não divulgado.

A própria assessoria de imprensa do candidato divulgou no mesmo dia uma nota a toda a imprensa com o título "Aécio vai acabar com o fator previdenciário". Agora, o tucano disse que extinguir o fator, sem substitui-lo por algo que compense as contas públicas, não é algo "realista". Perguntado se seria uma proposta eleitoreira, Aécio negou.

Proposta de Marina vira proposta de Aécio: Fim do pré-sal

Aécio  sinalizou com mudanças no modelo de exploração do pré-sal. Aécio afirmou que os contratos fechados pelo atual governo não devem mudar, mas, para os futuros acordos, poderá ser retomado o antigo modelo de concessão.

Depois do recuo, Aécio mudou o título da matéria. Veja a imagem abaixo. Confira com a original:  aqui no cachê do Google

Nosso amigo Stanley, conseguiu as duas imagens do site de campanha  de Aécio que estão neste blog
 


A Folha descobriu só aqgora, ás 17:58hs. Ou seja, pautamos a Folha

Folha: Site de Aécio altera título sobre fator previdenciário. Pode ser lido aqui

*****
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/aecio-se-contradiz-e-afirma-que-nao.html

TV GLOBO SONEGOU MESMO: Refis não beneficia evasão de divisas!

23.09.2014
Do blog O CAFEZINHO, 20.09.14
Por Miguel do Rosário

GloboSonega12
Toda vez que a Globo fala sobre a sua própria sonegação, acaba se enrolando mais.
É o que acaba de acontecer.

A essa altura, todo mundo já viu o vídeo no qual Garotinho menciona a sonegação da Globo.
A empresa ficou numa guerrinha contra as redes sociais, mandando retirar, a galera postando de novo, até que as redes ganharam, claro.
Agora o vídeo está no vimeo:

Garotinho no RJTV Best Moments from El Cid on Vimeo.NOTA DO BLOG. o  vídeo foi removido do Vimeo)

Na matéria sobre a entrevista de Garotinho, a Globo quase esquece de falar sobre o candidato. Disfarçada de reportagem eleitoral, a Globo publica, talvez pela primeira vez, informações sobre o processo de sonegação de que é acusada.

E dá um link para o que – achávamos em nossa ingenuidade – seria o famigerado Darf.
Nada disso. O link nos leva ao seguinte documento do Ministério da Fazenda.

ScreenHunter_4902 Sep. 20 10.34

Observe duas mudanças, provocadas pela denúncia das redes sociais. Antes o processo constava apenas no meio “físico” (ou seja, não havia sido digitalizado). E não estava arquivado.

Agora ele foi digitalizado e foi arquivado, após movimentação ocorrida em dezembro de 2013.

Entretanto, como o processo foi roubado e depois reconstituído com ajuda da Globo, gostaríamos de saber se o processo digitalizado da Receita é o mesmo que foi vazado na internet.

A própria Globo explica que o processo foi arquivado porque ela aderiu ao Refis, o programa de refinanciamento de dívidas tributárias criado por Fernando Henrique Cardoso, em 2000.

O Refis é uma espécie de trem da alegria para sonegadores. Todas as dívidas são unidas numa só, e o processo de sonegação fiscal é extinto.
Mas tem um porém.

Ou melhor, dois poréns.

1) O processo de sonegação fiscal apenas pode ser extinto se a empresa aderiu ao Refis antes da ocorrência de denúncia criminal.

2) Conforme a Constituição, o crime de evasão de divisas não se beneficia do Refis.
*
Na matéria publicada ontem, a Globo fornece um cronograma da sonegação.
Reproduzo o trecho do comunicado da Globo:

“Como é de conhecimento público, a Globo Comunicação e Participações adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. Em 16/10/2006, a emissora foi autuada pela Receita Federal, que entendeu que o negócio se deu de maneira a reduzir a carga tributária da aquisição. Em 29/11/06, a empresa apresentou sua defesa junto às autoridades, fundada em sua convicção de que não cometeu qualquer irregularidade, tendo apenas escolhido uma forma menos onerosa e mais adequada no momento para realizar o negócio, como é facultado pela legislação brasileira a qualquer contribuinte. No dia 21/12/06, a defesa da Globo foi rejeitada pelas autoridades e em 11/10/07, a empresa foi intimada da decisão desfavorável, apresentando recurso em 09/11/07. No dia 24/11/09, a Globo tomou a decisão de aderir ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal) e realizar o pagamento do tributo nas condições oferecidas a todos os contribuintes pelo Fisco. O pagamento foi realizado no dia 26/11/09, tendo a empresa peticionado às autoridades informando sua desistência do recurso apresentado (o que ocorreu em 04/02/10).”
Ora, se a Globo aderiu ao Refis apenas ao final de 2009, isso suscita outras perguntas:
- O roubo do processo no último dia do ano de 2006 não constitui um fato criminal, cujo motivo não foi justamente impedir que houvesse uma denúncia antes da Globo se acertar com a Receita?

- O silêncio conivente da imprensa, ontem e hoje, não revela a existência de um acordo tácito e mafioso entre as mídias, para proteção mútua?
- Por que o Ministério Público não registrou denúncia criminal contra a sonegação da Globo, antes desta aderir ao Refis em 2009?
- Há algum parecer sobre os crimes de evasão de divisas porventura praticados pela Globo?

Reproduzo abaixo um roteiro publicado em julho do ano passado pelo Fernando Brito, no Tijolaço.
*
A nota divulgada pela Rede Globo dá os elementos necessários para que se examine o porquê de a funcionária Cristina Maris Meirick Ribeiro ter “providenciado” o sumiço do processo de sonegação fiscal.
Fatos e datas, para ajudar nossas inocentes autoridades a construir o “modus faciendi” de um escândalo fiscal.
1- A Globo é autuada em 16 de outubro de 2006 por sonegação de impostos devidos pela compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002. Total da autuação: R$ 615 milhões.

2- No dia 7 de novembro, José Américo Buentes, advogado da Globo, passa recibo de que recebeu cópia da autuação.

3 – No dia 29 deste mesmo mês, a Globo apresentou uma alentada defesa, de 53 páginas, pedindo a nulidade da autuação.

4- No dia 21/12/06, a defesa da Globo foi rejeitada pelos auditores.

5- No dia 29/12/2006, o processo é remetido da Delegacia de Julgamento I, onde havia sido examinado, para o setor de Sistematização da Informação, de onde são expedidas as notificações. Uma sexta-feira, anote.

6-Sábado, 30; Domingo, 31; Segunda, 1° de janeiro, feriado. Dia 2, primeiro dia útil depois da remessa do processo ao setor, a servidora Cristina Maris Meirick Ribeiro, que estava de férias, vai à repartição, pega o processo, enfia numa sacola e o leva embora.

7- Até o simpático Inspetor Clouseau concluiria, portanto, que ela foi mandada lá com este fim. Estava só esperando chegar lá o processo. Chegou, sumiu.

8- Não é preciso ser um gênio para saber a quem interessava que o processo sumisse antes da notificação, para que não se abrisse o prazo de decadência do direito de recorrer e conservar a regularidade fiscal.

9- A Globo diz que foi informada, “para sua grande surpresa”, do extravio do processo “alguns dias depois da sessão de julgamento”. Como? Por quem? A globo já tinha conhecimento da decisão? Se tinha, o prazo recursal já estava aberto.

São essas as humildes contribuições deste blogueiro ao Ministério Público Federal, que deixou passar essa sequência de acontecimentos debaixo do seu nariz e, em lugar de iniciar um procedimento investigatório, se diz consternado com uma suposta violação do “sigilo fiscal”.

Uma tramoia destas envolvendo o Fisco e uma montanha de dinheiro que deveria estar nos cofres públicos é coisa desimportante.

Por: Fernando Brito
*
E agora, publico um dos documentos que vazaram semanas atrás, e que integra o processo da sonegação da Globo. Trata-se de uma autorização do Banco Central para que a Globo expedisse ao exterior a módica quantia de US$ 221 milhões.

Aparentemente, tudo na mais perfeita ordem. A Globo pediu e recebeu autorização para enviar ao exterior uma determinada quantia, com fins de “investimento no exterior”, para a Globinter Investment, sediada num paraíso fiscal do Caribe.
Só que não.

A Receita concluiu, e isso está bem claro no processo, que a Globo enganou o Estado brasileiro. O objetivo não era “investimento no exterior” e sim a aquisição dos direitos de transmissão da Copa de 2002, sem o pagamento dos impostos.

A Globo sentiu-se obrigada a aderir ao Refis para não perder o certificado de nada consta da Receita, condição para receber recursos públicos, mas ao fazê-lo caiu numa armadilha.
Quem adere ao Refis assina um termo admitindo que sonegou e, portanto, desistindo de qualquer recurso. A própria Globo agora admite que, em 04/02/2010, desistiu de recorrer.

Se sonegou, então admite que prestou informação incorreta às autoridades monetárias sobre o uso que daria às centenas de milhões enviados a paraísos fiscais, para a conta de suas empresas laranjas no exterior.

Isso é crime de evasão de divisas.

E crime de evasão de divisas não é contemplado pelo Refis.

Ainda tem muita coisa mal explicada neste processo da Globo.

Espera-se que o inquérito aberto na Polícia Federal do Rio de Janeiro, de número 926 / 2013, possa esclarecer a sociedade.
****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/09/20/alo-globo-refis-nao-beneficia-evasao-de-divisas/

O 4º poder quer mandar no Banco Central

23.09.2014
Do portal BRASIL247
Por VAGNER FREITAS*

Na ânsia de vencer as eleições a qualquer custo, a candidata do PSB dá as costas aos interesses do povo como se, de fato, acreditasse no 'deus' mercado como o grande organizador da sociedade

Vagner Freitas"Ora, Banco Central independente nos termos do Brasil é colocar um quarto poder na Praça dos Três Poderes." Com essa frase, dita durante sabatina no programa Bom Dia Brasil desta segunda (22), a presidenta Dilma Rousseff encerrou o debate sobre a proposta de independência do BC feita pela candidata do PSB, Marina Silva.

É exatamente essa a crítica que fazemos. Para nós, o BC tem de ter autonomia para cumprir sua missão de guardião do valor da moeda, de controle da inflação e de regulador e fiscalizador de todo o sistema financeiro. Isso é bem diferente do que Marina de fato quer, que é entregar o BC aos banqueiros privados, justamente àqueles que devem ser controlados pela entidade.

A independência de uma instituição estatal, que tem obrigações com o País e com a sociedade, só serve para isolá-la das "pressões" democráticas e valoriza um falso tecnocratismo ou cientificismo que, no popular, seria o mesmo que delegar à raposa o controle sobre o galinheiro, como bem disse à nossa presidenta.

Na ânsia de vencer as eleições a qualquer custo, a candidata do PSB dá as costas aos interesses do povo como se, de fato, acreditasse no 'deus' mercado como o grande organizador da sociedade. Estamos falando do mesmo mercado desagregador, incapaz de uma autorregulação mínima, como mostram as crises econômicas de 1929 e 2008. Eles tiveram liberdade e a usaram para provocar o caos econômico que se alastrou, derrubou mercados e a economia de dezenas de países. Milhares de empresas quebraram e milhões de pessoas ficaram desempregadas na Europa e nos Estados Unidos.

Defendemos uma maior abertura do BC para que as entidades representativas dos trabalhadores também possam participar das decisões e não apenas a Febraban e outras entidades que representam as instituições financeiras. Em 2005, a CUT entregou uma proposta para democratizar o Conselho Monetário Nacional (CMN). Nosso programa exige mais democracia participativa; o de Marina, prega menos democracia.

O BC possui um alto grau de autonomia formal e autonomia operacional ou instrumental. O governo nomeia os diretores, que só são empossados após a aprovação dos senadores e tem o poder também de demiti-los. O governo define também a meta e o BC tem autonomia para utilizar os instrumentos necessários para alcançá-la, como a taxa de juros, o nível de depósitos compulsórios etc. As regras que regulam o Banco Central do Brasil e o seu desempenho operacional fazem dele um dos mais autônomos do mundo, com grau de autonomia similar aos bancos centrais da Espanha, França, Suécia e Itália e muito superior à autonomia dos BCs da Índia, México e mesmo da Inglaterra.

Para a CUT, os pressupostos da independência do BC são equivocados. A moeda não é neutra e a "taxa natural de desemprego" não tem nada de natural, senão estaríamos presos a uma economia com desemprego acima dos 10% como aquela que vivemos nos anos 90 e que alguns defensores do monetarismo querem reviver agora.

O BC tem de ter autonomia, inclusive contra os ataques do sistema financeiro e isso só é possível se o governo continuar responsável e, sobretudo, se a instituição continuar a prestar contas de suas ações com votações públicas, divulgação das atas de suas reuniões, explicando para a sociedade porque tomou cada uma das decisões. Os dirigentes do BC não podem se desviar dos objetivos traçados pelo governo e, se falharem na perseguição desses objetivos, devem ser passíveis de punições. Sem isso seria impossível corrigir a direção, reparar os possíveis erros.

Não podemos abdicar do nosso destino e a única maneira de fazer isso é por meio da democracia. Transferir o controle do BC do governo para o mercado financeiro favorece poucos interesses: dos banqueiros, daqueles que vivem da especulação financeira e dos rentistas. Aos brasileiros interessa, sim, um Banco Central com autonomia, mas sujeito ao controle social e democrático da sociedade.


*VAGNER FREITAS , é bancário e presidente da Central Única dos Trabalhadores

******
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/154423/O-4º-poder-quer-mandar-no-Banco-Central.htm

A direita não empolga o eleitorado

23.09.2014
Do portal BRASIL247, 22.09.14
Por RUBENS JOSÉ DA SILVA
             
*****
Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/artigos/154360/A-direita-não-empolga-o-eleitorado.htm

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA TUCANA CONTRA DILMA: Cadê a “denúncia”?

23.09.2014
Do portal BRASIL247
Por Paulo Moreira Leite 

Na triste coleção de denúncias sem base real, destinadas a criar fatos políticos capazes de prejudicar o governo Dilma na reta final do primeiro turno, será difícil encontrar um caso mais notável do que a distribuição pelos Correios de 4,8 milhões de panfletos no interior de São Paulo.

     É o caso clássico da anedota do sujeito que se chamava João e morava em Niterói — até que se viu ele não se chamava João nem morava em Niterói.

     Não se questiona o pagamentos pelo serviço, no montante de R$ R$ 786 000, ou 16 centavos por panfleto, conforme a empresa já divulgou oficialmente. Também não se aponta para nenhuma irregularidade, desvio, ou abuso.

    A tese é dizer que os Correios teriam “aberto uma exceção” em suas normas de funcionamento para ajudar Dilma a pedir votos em São Paulo sem cumprir uma formalidade — a chancela dos panfletos, que comprova que houve a postagem oficial do material distribuído aos eleitores do mais populoso estado brasileiro. A falta da chancela seria, é claro, uma prova de “uso da máquina” para ajudar a presidente na reeleição. Ridículo.
 
Só na campanha de 2014, os Correios distribuiram 134 000 panfletos eleitorais sem chancela — em Minas Gerais. O cliente foi o PSDB. Os 134 000 panfletos tucanos estão lá, nos registros da entidade. Claro que isso não impediu que, com inocência angelical e indignação teatral, tucanos de alta plumagem já se dediquem a denunciar o caso.

    Também foram distribuídos, semanas atrás, 380 000 panfletos (sem chancela) em nome do PMDB de Rondonia. Edinho Araujo, do PMDB paulista, distribuiu 50 000 panfletos nas mesmas condições. Outro deputado paulista, o tucano Mauro Bragato, fez duas distribuições (s/c) assim. Gilson de Souza, do DEM paulista, também realizou serviços, nas mesmas condições (s/c),para distribuir 120 000 panfletos.

   Isso acontece porque a entrega de material sem postagem nada tem de irregular e muito menos ilegal. Já frequenta a lista de práticas de atendimentos usuais nos Correios há bastante tempo — quem sabe há duas décadas, calculam funcionários graduados da empresa — e envolve clientes de todo tipo. Para conservar sua posição no mercado,a entrega s/c é aceita sem maiores dificuldade. A formalidade, que foi cumprida com os panfletos de Dilma, é garantir que um funcionário de nível executivo autorize a operação.

   Os mesmos registros que mostram a entrega para Dilma, para o PMDB de Rondonia, para tucanos mineiros e paulistas, também apontam para serviços prestados a estelecimentos comerciais comuns. Na lista de sem postagens recentes é possível encontrar a Pet Rações, para quem os Correios distribuíram 5000 panfletos (s/c) em Salto, no interior de São Paulo. O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, para quem o Correio o fez 3870 entregas (s/c) em sua cidade. Em Junqueirópolis, a Regina Modas enviou material s/c para 990 possíveis clientes. Os dados estão lá, oficiais.

    O sem-chancela se explica por um calculo econômico banal. Em luta permanente para manter receitas capazes de compensar, ao menos em parte, as perdas imensas provocadas pela internet, os Correios não acham razoável abrir mão de clientes que acabariam batendo às portas da concorrência de empresas privadas que fazem o mesmo serviço.
 
Mais complicado do que entender o que ocorre nos Correios é explicar por que uma notícia dessa natureza foi publicada sem a devida checagem. Não podemos generalizar, é verdade.

   O Jornal da Cidade, de Bauru, recebeu a mesma notícia no início de setembro — 16 dias antes dela sair nos jornais nacionais — e cumpriu sua obrigação. Ouviu o outro lado e avaliou que a entrega sem chancela sequer poderia ser considerada ilegal — esclarecendo o fato para seus leitores, em notas internas, sem procurar um escândalo onde não havia.

Não disputo vaga de ombudsman mas cabe reconhecer que este episódio não é um caso isolado. Faz parte da prática cotidiana de boa parte dos meios de comunicação desde a AP 470, o processo de provas fracas e penas fortes que criou o mito do maior escândalo do século — sem que ninguém tivesse acesso à íntegra das investigações, nem a documentos oficiais que desmentem desvios e abusos, sem a necessária separação entre interesse político-eleitoral e aplicação da Justiça.

   De lá para cá boa parte de nossos veículos assumiram-se como organismos políticos. Não separam os fatos das opiniões e retratam a realidade conforme aquilo que interessa a sua visão de mundo e aos políticos de sua preferência.

Vivemos uma era de impunidade — na mídia meus amigos.

     Em breve, em função de sua própria inconsistência, o factóide dos Correios será esquecido, suas contradições serão ignoradas, e um episódio que só entre aspas poderia ser chamado de denúncia será colocado embaixo do tapete. Não se quer esclarecer, nem explicar. O que se busca é o efeito eleitoral, enfraquecendo uma candidatura a que a mídia se opõe através da dúvida, da negatividde, porque não consegue combater no terreno das ideias, propostas e realizações ocorridas no país de 2003 para cá.

     Aprendi, desde meus tempos de centro acadêmico, que eleição é debate de propostas.
A busca permanente do escândalo é um sintoma claro de fraqueza política, acima de tudo.Em vez de debater ideias de um panfleto, o que faz parte do processo democrático, o máximo que os adversários do governo conseguem no momento é tentar usar a mídia para questionar como ele foi distribuído. Fraco, né?


Quem acusa Correios de favorecer Dilma na distribuição de panfletos não sabe o que diz. PSDB, PMDB e DEM utilizam dos mesmos serviços, em condições idênticas

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someone

 Na triste coleção de denúncias sem base real, destinadas a criar fatos políticos capazes de prejudicar o governo Dilma na reta final do primeiro turno, será difícil encontrar um caso mais notável do que a distribuição pelos Correios de 4,8 milhões de panfletos no interior de São Paulo.

 É o caso clássico da anedota do sujeito que se chamava João e morava em Niterói — até que se viu ele não se chamava João nem morava em Niterói.

 Não se questiona o pagamentos pelo serviço, no montante de R$ R$ 786 000, ou 16 centavos por panfleto, conforme a empresa já divulgou oficialmente. Também não se aponta para nenhuma irregularidade, desvio, ou abuso.

 A tese é dizer que os Correios teriam “aberto uma exceção” em suas normas de funcionamento para ajudar Dilma a pedir votos em São Paulo sem cumprir uma formalidade — a chancela dos panfletos, que comprova que houve a postagem oficial do material distribuído aos eleitores do mais populoso estado brasileiro. A falta da chancela seria, é claro, uma prova de “uso da máquina” para ajudar a presidente na reeleição. Ridículo.

 Só na campanha de 2014, os Correios distribuiram 134 000 panfletos eleitorais sem chancela — em Minas Gerais. O cliente foi o PSDB. Os 134 000 panfletos tucanos estão lá, nos registros da entidade. Claro que isso não impediu que, com inocência angelical e indignação teatral, tucanos de alta plumagem já se dediquem a denunciar o caso.

 Também foram distribuídos, semanas atrás, 380 000 panfletos (sem chancela) em nome do PMDB de Rondonia. Edinho Araujo, do PMDB paulista, distribuiu 50 000 panfletos nas mesmas condições. Outro deputado paulista, o tucano Mauro Bragato, fez duas distribuições (s/c) assim. Gilson de Souza, do DEM paulista, também realizou serviços, nas mesmas condições (s/c),para distribuir 120 000 panfletos.

 Isso acontece porque a entrega de material sem postagem nada tem de irregular e muito menos ilegal. Já frequenta a lista de práticas de atendimentos usuais nos Correios há bastante tempo — quem sabe há duas décadas, calculam funcionários graduados da empresa — e envolve clientes de todo tipo. Para conservar sua posição no mercado,a entrega s/c é aceita sem maiores dificuldade. A formalidade, que foi cumprida com os panfletos de Dilma, é garantir que um funcionário de nível executivo autorize a operação.

 Os mesmos registros que mostram a entrega para Dilma, para o PMDB de Rondonia, para tucanos mineiros e paulistas, também apontam para serviços prestados a estelecimentos comerciais comuns. Na lista de sem postagens recentes é possível encontrar a Pet Rações, para quem os Correios distribuíram 5000 panfletos (s/c) em Salto, no interior de São Paulo. O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, para quem o Correio o fez 3870 entregas (s/c) em sua cidade. Em Junqueirópolis, a Regina Modas enviou material s/c para 990 possíveis clientes. Os dados estão lá, oficiais.

 O sem-chancela se explica por um calculo econômico banal. Em luta permanente para manter receitas capazes de compensar, ao menos em parte, as perdas imensas provocadas pela internet, os Correios não acham razoável abrir mão de clientes que acabariam batendo às portas da concorrência de empresas privadas que fazem o mesmo serviço.

 Mais complicado do que entender o que ocorre nos Correios é explicar por que uma notícia dessa natureza foi publicada sem a devida checagem. Não podemos generalizar, é verdade.

 O Jornal da Cidade, de Bauru, recebeu a mesma notícia no início de setembro — 16 dias antes dela sair nos jornais nacionais — e cumpriu sua obrigação. Ouviu o outro lado e avaliou que a entrega sem chancela sequer poderia ser considerada ilegal — esclarecendo o fato para seus leitores, em notas internas, sem procurar um escândalo onde não havia.

 Não disputo vaga de ombudsman mas cabe reconhecer que este episódio não é um caso isolado. Faz parte da prática cotidiana de boa parte dos meios de comunicação desde a AP 470, o processo de provas fracas e penas fortes que criou o mito do maior escândalo do século — sem que ninguém tivesse acesso à íntegra das investigações, nem a documentos oficiais que desmentem desvios e abusos, sem a necessária separação entre interesse político-eleitoral e aplicação da Justiça.

 De lá para cá boa parte de nossos veículos assumiram-se como organismos políticos. Não separam os fatos das opiniões e retratam a realidade conforme aquilo que interessa a sua visão de mundo e aos políticos de sua preferência.

 Vivemos uma era de impunidade — na mídia meus amigos.

 Em breve, em função de sua própria inconsistência, o factóide dos Correios será esquecido, suas contradições serão ignoradas, e um episódio que só entre aspas poderia ser chamado de denúncia será colocado embaixo do tapete. Não se quer esclarecer, nem explicar. O que se busca é o efeito eleitoral, enfraquecendo uma candidatura a que a mídia se opõe através da dúvida, da negatividde, porque não consegue combater no terreno das ideias, propostas e realizações ocorridas no país de 2003 para cá.

 Aprendi, desde meus tempos de centro acadêmico, que eleição é debate de propostas.

 A busca permanente do escândalo é um sintoma claro de fraqueza política, acima de tudo.Em vez de debater ideias de um panfleto, o que faz parte do processo democrático, o máximo que os adversários do governo conseguem no momento é tentar usar a mídia para questionar como ele foi distribuído. Fraco, né?
*****
Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/154402/PML-desmonta-factóide-contra-Dilma-e-os-Correios.htm