segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Crise do PSDB: O filósofo falou e disse

15.09.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Os jornais do fim de semana e da segunda-feira (15/9) estão prenhes de análises, declarações e profecias a respeito do Brasil que vai acordar depois das eleições deste ano. Também se pode ler, é verdade, uma ou outra tentativa de convencer o eleitorado a não fazer o que parece estar fazendo: abandonar a candidatura do PSDB e fazer refluir a onda que colocou em seu lugar na disputa a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República.

A menos de três semanas da comutação das urnas eletrônicas para o primeiro turno, a imprensa parece convencida de que o ex-governador Aécio Neves não tem qualquer possibilidade de reverter o quadro que o coloca em terceiro lugar, a mais de 20 pontos da candidatura da presidente Dilma Rousseff, que lidera a corrida. A possibilidade, cada vez mais concreta, de que seu partido venha a perder também em seu estado natal, onde tem fundas raízes políticas, faz com que alguns especialistas se arrisquem a profetizar que o PSDB é uma sigla sob risco de extinção.

São muitas as variáveis que podem produzir uma mudança radical nesse quadro – já virado de pernas para o ar após o desastre aéreo que tirou a vida do ex-governador Eduardo Campos e lançou Marina Silva para a cabeça da chapa do PSB. No entanto, eventos como esse são daqueles que, por sua raridade, acabam registrados em capítulos relevantes da História.

Em circunstâncias normais, o que deve se produzir, no dia 5 de outubro, é o que apontam as tendências das pesquisas mais recentes: Dilma Rousseff se reelege em primeiro turno ou vai para a disputa com Marina Silva em segundo escrutínio.

Esse não é exatamente o contexto sonhado por dez entre dez editores da imprensa dominante no Brasil. Enquanto esperam um sinal dos deuses, os controladores da mídia tradicional buscam razões para crer que, na perspectiva de ver seu candidato predileto despachado fora da disputa, uma outra possibilidade possa recompor, sob o manto do PSB, o conjunto de interesses e convicções que nos últimos anos se abrigou no Partido da Social Democracia Brasileira.

O partido partido ao meio

Em meio a conjecturas, adivinhações e profecias que animam as conversas nos salões, é preciso destacar a entrevista concedida ao Estado de S. Paulo pelo filósofo José Arthur Giannotti, publicada no domingo (14/9, ver aqui). Apresentado pelo jornal como “ligado a tucanos”, ele faz uma correção: seria, na verdade, um “tucanóide”, ex-petista, mas parece alguém que tenta se manter à tona no complexo debate político, agarrado ao que sobrou do ensaio de uma socialdemocracia europeia ao sul do Equador.

Para Giannotti, que eventualmente faz a dublagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, seu amigo e contemporâneo na Academia, o PSDB var perder as eleições deste ano, pode eleger governadores e senadores fortes, mas será “estilhaçado”. Basicamente, ele enxerga o partido que atualmente concentra a aliança de oposição aos ocupantes do Planalto dividido em duas pontas: uma face mais à esquerda, liderada pelo ex-governador de São Paulo José Serra, que tem possibilidade de se eleger senador novamente, e o atual governador paulista, candidato à reeleição, Geraldo Alckmin.

Considerado uma referência teórica respeitável entre integrantes do PSDB, conforme observa o jornal, o filósofo respondeu secamente a uma pergunta direta sobre o que pensa a respeito do candidato do partido na atual disputa: “E se Aécio vencer?”, indagou o repórter. “Aécio não vai ganhar”, sentenciou o pensador.

Giannotti entende que o partido corre o risco de derreter diante da derrota provável, com Aécio Neves voltando a ser “o que sempre foi” – uma liderança do PSDB, “mas não a ponta da pirâmide”. Questionado sobre quais, na sua opinião, seriam as razões para o desastre nas hostes tucanas, o filósofo afirmou que o PSDB não teve discurso. “Na medida em que o PT foi para o centro, ele roubou o discurso do PSDB. O PT virou o grande interlocutor com as forças capitalistas e populares, o que era o projeto da socialdemocracia”, acrescentou.

Giannotti falou ainda sobre a força do voto chamado genericamente de “evangélico” e outros aspectos do momento político. Mas esqueceu um fato essencial: a hipótese de que o PSDB, como oposição, tenha perdido sua capacidade de interpretar o país, ao amarrar e condicionar sua estratégia à agenda da imprensa hegemônica, avalizando a gritaria dos pitbulls da mídia e seu discurso obsceno.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/crise-do-psdb-o-filosofo-falou-e-disse.html

(Des)encontro com Fátima Bernardes ensina a como não debater o racismo

15.09.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
racismo encontro fátima bernardes
Yure Romão, Mamapress

Programa global se dispôs a debater o racismo, mas convidou para o debate apenas brancos e não abordou as consequências para as vítimas de agressões racistas. Ao contrário, justificou o racismo dentro de um “determinado contexto” - tudo com o carimbo de um “médico especialista”


Venho acompanhando o decorrer do caso de racismo contra o goleiro Aranha através dos blogs, jornais, sites e programas de televisão e acredito que bons debates e boas discussões vêm sendo colocados em cena, sobretudo no que diz respeito ao racismo dentro do esporte e ao racismo que opera incessantemente no Brasil, seja através de xingamentos, humilhações, prisões sistemáticas e genocídios cotidianos que não param.

Nesse texto em especial gostaria de abordar o programa matinal do dia 9 de setembro da apresentadora Fátima Bernardes, que convidou Patrícia Moreira, a “gremista (,) acima de tudo” para dar suas “explicações”. Quero analisar o programa como um todo, em especial a fala e a presença de um médico.

Primeiramente, o que me saltou aos olhos em um programa que debaterá o racismo, foi o fato de não haver nenhum negro compondo o palco onde estariam os convidados. Nenhum negro. Este fato já nos dá em primeira mão a intenção do programa, que certamente não estava disposto a realizar um debate, mas sim uma amplificação de um monólogo de amenização do racismo, onde cada fala só busca reforçar e embasar a fala do outro.

A parte da comoção popular, da utilização sensacionalista da imagem de uma pobre menina branca, com olhos lacrimejantes, beiços trêmulos, que acima de tudo ama seu time e pede perdão, já era de se esperar e não me causou espanto. É televisão, e parafraseando o teatrólogo Augusto Boal a respeito das novelas, só é preciso certa dose de empatia entre personagem e espectador para que a máquina de culpa, redenção dos pecados e final feliz comece a funcionar. Claro, dentro da televisão.

A discussão do programa se limitaria então a um apelo sensacionalista, colocando o racismo como um Mal intrínseco, que somente pessoas diabólicas, de aparência medonha e chifres na cabeça poderiam concretizar. – “Uma menina que é auxiliar de dentista, que ama futebol assim como todos os brasileiros, que pediu perdão e está chorando em rede nacional não pode ser malvada a esse ponto.” Pronto! Tá pronta a arapuca!

Só entra nessa quem quer. Só cai nessa arapuca quem não quer ver que o racismo no Brasil está muito além de bem e de mal, que na verdade ele está impregnado em todas as relações e todas as instituições, desde as escolas maternais onde crianças negras são vistas como “futuros marginais”, “hiperativas”, “com dificuldades de aprendizagem”, “encarnações do mal”, até a instituição máxima de nossa punição social: a cadeia, onde negros são amontoados como animais, como é o caso de Rafael Braga, um negro, morador de rua preso (e já cumprindo pena) por porte de detergente e substâncias inflamáveis durante uma manifestação no Rio de Janeiro. Isso claro, se não forem julgados e sentenciados a morte antes de chegarem aos tribunais, como foi o caso dos dois menores levados por dois policiais no centro da cidade há pouco tempo e um deles foi executado na floresta da Tijuca. 

Essas prisões e mortes estão previstas dentro de nossas instituições racistas e propagadoras do racismo. São amenizadas e muitas vezes naturalizadas.

Ser racista independe da índole ou do carácter da pessoa, é algo independente de ter amigos negros ou não, se você transa com negros ou não. Na hora em que o “bicho tá pegando” e que o teu está na reta, o racismo não aparece simplesmente. Não brota do nada como algo impensado e inconsciente, mas é o resultado de algo trabalhado e repetido todos os dias, em todos os lugares e necessário para que o “modus operandi branco” se mantenha no topo e a relação se mantenha vertical. Trata-se apenas de uma resultante instantânea de um racismo institucional e cotidiano.

O racismo não é um sentimento que aflora em determinados momentos, como as pessoas vêm tentando dizer. Ele é nada mais, nada menos que o não-sentimento por aquilo que é considerado um não-humano no momento da agressão. O racismo está presente em nossas vidas 24 horas por dia, 365 dias por ano. Não existe falar sem intenção ou não ter noção do peso de algo que vem sendo dito e propagado há mais de 500 anos nesse país. A intenção é extremamente forte, pesada e antiga, mesmo que pronunciada com doçura e carinho. Aqueles que alegam dizer algo racista sem intenção, estão duplamente errados: uma pelo insulto racista e outra pelo pouco caso que fazem do efeito desse insulto e do peso dele, ao usar essa justificativa.

Voltemos ao programa de Fátima Bernardes. Após o chororô apelativo e algumas frases sem nexo, ditas por Patrícia e possivelmente ditadas por seu advogado, entra em cena o personagem que me chamou atenção: o Doutor. A voz da ciência.

Se em um primeiro momento tentaram nos fazer engolir que havia uma “incoerência” no fato de uma menina de ar “angelical” ter um ato racista, apelando para nossas crenças e para as imagens de bondade com cabelos lisos e pele branca que reproduzimos do jogo televisivo, das revistas, clipes e afins; em um segundo momento temos a Ciência para carimbar o passaporte de inocência e de pureza de Patrícia, usando o argumento do “Inconsciente” ou de uma possível “histeria coletiva”, em que tomada pelo impulso, a jovem foi quase que obrigada a insultar o goleiro Aranha. Nas duas explicações, Patrícia não estava no controle de suas ações. Nas palavras do “Doutor” :

-“Essa não é a primeira história, existem diversas histórias de pessoas que se envolvem em confusões, manifestam uma opinião que muitas vezes não é dela e acaba arcando com as consequências por ter sido flagrado ou detectado [...]” (Médico Fernando Gomes Pinto-neurocirurgião e neurocientista);

O “Doutor” continua sua explicação, amenizando a situação dizendo que não é a primeira vez que esse comportamento acontece. Pausa dramática. Puta que o pariu! Se esse é um comportamento que se repete, isso deveria nos chocar e nos inquietar na busca de uma solução para esta merda e não nos apaziguar, naturalizando a gravidade do ocorrido, que inclusive gerou consequências jurídicas para a equipe e para os torcedores. Mais uma vez é a voz do programa gritando em nosso ouvidos.

O que esse médico faz nessa fala e nesse programa específico, cujo o tema era o racismo é absurdamente grotesco. Ele simplesmente legitima uma atitude racista de qualquer pessoa, sob a alegação de que em situações como essa o cérebro não é controlado mais pela pessoa e passa a agir sozinho. É a biologia mais uma vez controlando as ações sociais do ser humano. Digo “mais uma vez” porque no início do século XX, baseado no discurso cientificista, o mundo acreditou por muitos anos que fatores biológicos determinavam ou não tendências criminosas e por conta disso, pessoas com nariz largo, cor mais escura, lábios grossos tinham maior propensão a serem criminosos ou a cometer delitos. Estudos “comprovados” dessa época, diziam que o cérebro do negro era menor que o do homem branco. Racismo fantasiado de ciência. Agora o argumento é o mesmo, mas com o objetivo de inocentar aquele que comete o crime e curiosamente não se trata de um negro, mas de uma menina branca.

Para finalizar, gostaria de compartilhar com vocês, leitores, as estratégias que meus olhos e meus ouvidos não conseguiram deixar passar em branco nesse programa que se propõe a falar sobre o racismo. Com apenas convidados brancos, o programa apresenta a imagem de uma jovem indefesa, oprimida e arrependida, não promove um discussão real sobre o racismo, sobre suas consequências para as vítimas de agressões racistas e legitima a atitude da jovem que grita “macaco” influenciada pela euforia da massa e pelo calor do momento. Tudo isso carimbado e assinado pela presença de um médico que justifica e naturaliza a atitude da moça dentro de um determinado contexto.

Note-se que nesse programa não se coloca em dúvida se o ato foi racista ou não, mas tenta-se o tempo todo amenizar a situação frente a população, ao dizer que trata-se de um ato frequente em situações como essa. Está na hora de atacarmos de frente essas estratégias de apaziguamento, amenização e relativização do racismo, que acabamos aceitando muitas vezes em nossas vidas por conta das complicações e dores de cabeça que podem nos causar. Nossas cabeças estão a prêmio há muito tempo com dores ou sem. Não importa o que façamos sempre se dá um jeito de inverter a situação para amenizá-la. Ataquemos então esses mecanismos de apaziguamento, essas estratégias de inversão, essas estruturas pré-prontas que dizem discutir o racismo e que não apresentam nada além de explicações e justificativas para atos racistas, essas mesas de debate que só possuem uma única voz e dizem contemplar a todos sob a fantasia da neutralidade.

Combatamos esse neutro que nos silencia em todas as esferas políticas, esse “Somos todos da raça humana” que inclui todos somente até o momento em que somos desumanizados, animalizados e então o discurso de igualdade do ser humano vai por água abaixo e os direitos deixam de existir. Xingar de “macaco” dentro de um estádio é um ato de animalização através do discurso, mas que ultrapassa a esfera do mesmo sempre que se amontoam negros em celas da prisão, sempre que “Candelárias” se repetem, sempre que “Cláudias” são arrastadas pelas ruas da cidade, sempre que falam por nós, sobre nós em programas de televisão e nos silenciam ou fingem não entender o que falamos, como se fossemos animais. O chamar de “macaco” é muito mais do que uma simples ofensa oral. É reflexo de todo um pensamento de animalização do negro desde o período da escravidão e que perdura até os dias de hoje. Não há nada para amenizarmos, o caso é muito mais grave do que imaginamos e o buraco é muito mais embaixo. Façamos ouvir nossas Vozes!

NENHUM PASSO ATRÁS.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/09/desencontro-com-fatima-bernardes-ensina-como-nao-debater-o-racismo.html

Empresa de fachada de Youssef firmou contrato com a Cemig. Aécio, era o governador de Minas

15.09.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Documentos apreendidos pela Operação Lava Jato mostram que uma empresa de fachada controlada pelo grupo do doleiro Alberto Youssef também firmou contrato de compra e venda de energia com a Cemig, estatal mineira do setor elétrico, para uma usina termelétrica a ser construída em Cachoeira do Sul (RS), na fronteira com a Argentina.
Para a Polícia Federal, os documentos apontam que há indícios de que o grupo do doleiro "tinha a intenção de ocultar e dissimular a origem destes recursos ilícitos, investindo em UTEs (usinas termelétricas) pelo Brasil, em especial a CTSUL (Central Termelétrica Sul S/A)".

O acordo é mais um entre os 750 projetos entre construtoras e órgãos públicos apreendidos na residência de Youssef.

O empreendimento, contudo, não entrou em funcionamento, mas o relatório da PF aponta que em dezembro de 2009, um ano depois de o contrato ser firmado, o capital social da Central Termelétrica Sul S.A. (CTSUL), sociedade anônima criada em 2000 para implantar a usina aumentou de R$ 1000 para R$ 10 milhões. R$ 999.000 foram integralizados pela Focus Participações, empresa que detinha 90% do capital social da CTSUL.

Quatro meses antes de fechar o acordo de compra e venda de energia com a Cemig, contudo, a Focus participações transferiu os direitos de implantação da usina para a CSA Project Finance.

Considerada empresa de fachada pela PF, a CSA aparece em diferentes esquemas descobertos no âmbito da Lava Jato. A empresa, por exemplo, foi uma das utilizadas por Youssef para lavar R$ 1,16 milhão do mensalão.

Na reunião em que estavam presentes o diretor presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais e o diretor comercial Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga para firmar o acordo de compra e venda de energia em outubro de 2008, Rubens de Andrade Filho, um dos sócios da CSA e também investigado pela Lava Jato presidia a mesa de negociações entre a CTSUL e a estatal mineira.

Documentos obtidos pela operação mostram que Carlos Alberto Pereira da Costa, braço direito de Youssef preso na Lava Jato, era um dos que assinava em nome da Focus, além de manter "fortes relações comerciais", segundo a PF, com Raul Motta Jr, um dos sócios da Focus.

O relatório da PF indica ainda que a Focus possui ligações com a construtora Gautama, considerada inidônea pela Controladoria Geral da União no ano passado e cujo proprietário, Zuleido Soares de Veras foi condenado a oito anos de prisão por desvio de dinheiro público em decorrência da Operação Navalha, da Polícia Federal. Antes de ser condenado ele também fazia parte do quadro societário da Focus e, segundo a PF, foi substituído por Raul Motta Jr.

O acordo de compra e venda de energia previa ainda que a termelétrica fosse financiada junto com investidores chineses e que ela começaria a entrar em operação em janeiro deste 2014, o que não ocorreu. A Cemig seria a responsável por comprar a energia da usina, mas o acordo foi encerrado em 2010.

Defesa. Procurada pela reportagem, a Cemig informou apenas que rescindiu o contrato com a CTSUL em 2010 "sem ônus para ambas as partes. Além disso a Companhia esclarece que não houve, nesse período, qualquer pagamento da Cemig à CTSUL.", afirmou em nota.

A companhia alegou ainda não ter nenhum acordo em vigor atualmente com a CTSUL. A estatal, contudo, não respondeu porque rescindiu o contrato e nem como se deu o contato da diretoria da empresa com Rubens de Andrade Filho. As informações são do Estadão

Aécio era o governador

Em 1º de janeiro de 2003, Aécio tomou posse como governador de Minas Gerais, sucedendo Itamar Franco. Aécio Neves foi reeleito governador de Minas Gerais em 2006, e tomou posse em 1º de janeiro de 2007. Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, quando renunciou para se candidatar a uma vaga no senado.44 Foi sucedido pelo vice-governador Antônio Anastasia. Ao todo, ficou 7 anos, 2 meses e 30 dias no cargo, tornando-se o governador a permanecer mais tempo no Palácio da Liberdade.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/empresa-de-fachada-de-youssef-firmou.html

Brasil Debate: o mito do aparelhamento do estado no Brasil

15.09.2014
Do blog MUDA MAIS, 14.09.14
 

Em alguma mesa de bar ou discussão política qualquer você já ouviu a acusação de que o PT estaria promovendo o inchaço da máquina pública, fazendo uso da máquina estatal para seu próprio proveito. Mas, afinal de contas, o que essa expressão significa? E – mais importante – ela é verdadeira? Artigo do Brasil Debate (link is external) discorre sobre o mito do aparelhamento do estado no Brasil  

Proporcionalmente, menos pessoas eram funcionárias públicas em 2010 (5,09 por mil habitantes) que em 1991 (6,76 por mil habitantes). Comparações com outros países também apontam que o Brasil, na verdade, possui um quadro de empregados pequeno: segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), por exemplo, a Finlândia tem quatro vezes mais funcionários públicos que o Brasil. Existem mais funcionários por mil habitante também no Reino Unido, na Alemanha e na Austrália que aqui. O Brasil Debate (link is external) sublinha que “No fundo, a crítica ao ‘aparelhamento’ do Estado nada mais é do que um retorno à velha defesa de um estado mínimo”, afirma o texto, que vai além: 
A própria noção de que o aparelhamento do Estado é ruim é uma herança do período em que o seu desaparelhamento estava acontecendo. A palavra tomou uma acepção negativa, associado à utilização da máquina pública em benefício próprio, que não necessariamente lhe corresponde.
De fato, aparelhar o estado não é algo ruim, apesar de o termo ser pejorativo: para prestar serviços públicos adequados, fiscalizar a atuação política e o gasto público, para investigar crimes e planejar o desenvolvimento da nação, é necessário que o setor público possua um quadro mínimo de funcionários.

Na década de 90 e início dos anos 2000, com FHC no governo, o que se viu foi uma forte redução no quadro do funcionalismo, o tal do “enxugamento” da máquina pública. O resultado? Precarização absoluta dos serviços públicos. O pior é que em pleno 2014 ainda tem gente defendendo menos estado para o povo.
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Fonte: http://mudamais.com/divulgue-verdade/brasil-debate-o-mito-do-aparelhamento-do-estado-no-brasil

Países decidem apoiar Iraque contra Estado Islâmico

15.09.2014
Do portal BRASIL247

REUTERS/Christian Hartmann: Presidente francês, François Hollande, e presidente do Iraque, Fuad Masum, na abertura de conferência sobre o Iraque em Paris. 15/09/2014 REUTERS/Christian Hartmann

Países participantes na conferência internacional de Paris sobre a paz e a segurança no Iraque comprometeram-se a apoiar a luta de Bagdá contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) "por todos os meios necessários", incluindo militares

Da Agência Lusa

Os países participantes na conferência internacional de Paris sobre a paz e a segurança no Iraque comprometeram-se a apoiar a luta de Bagdá contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) "por todos os meios necessários", incluindo militares.

"Os participantes na conferência de Paris disseram que o Estado Islâmico constitui uma ameaça para o Iraque mas, também, para o conjunto da comunidade internacional", informa a declaração final da reunião.

Nesse sentido, "comprometeram-se a apoiar, pelos meios necessários, o novo governo iraquiano na sua luta contra o Estado Islâmico, incluindo ajuda militar apropriada", que corresponda "às necessidades expressas pelas autoridades iraquianas" e assegure o "respeito pelo direito internacional e pela segurança das populações civis".

[As autoridades dos] países presentes na conferência ressaltaram a sua determinação para aplicar as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, principalmente a resolução 2.170, que objetiva impedir o recrutamento e o financiamento dos jihadistas, dizendo-se dispostos a todas "as medidas necessárias para que produzam todos os seus efeitos".

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, ressaltou que a conferência de hoje (15) "foi ao mesmo tempo uma reunião sobre a gravidade [da situação] e sobre a esperança". Ele comemorou a presença de "30 países, entre os mais poderosos do mundo, em situações geográficas e ideológicas diferentes, mas todos decididos a lutar contra o Estado Islâmico".

"Muitos insistiram na necessidade de secar o financiamento deste grupo terrorista e será organizada em breve uma conferência nesse sentido por iniciativa dos nossos amigos do Bahrein", disse o ministro.

Na abertura da conferência, os presidentes da França, François Hollande, e do Iraque, Fuad Massum, pediram o empenho internacional na luta contra os jihadistas do EI, pedido que o Irã, país vizinho e ausente da reunião, recusou.

Os Estados Unidos fazem, desde 8 de agosto, ataques aéreos contra posições dos jihadistas no Norte do Iraque. Vários países, incluindo a França e a Alemanha, decidiram enviar armas para os combatentes curdos iraquianos, na primeira linha do combate ao Estado Islâmico.

Em Berlim, um porta-voz do governo alemão anunciou, hoje, que o primeiro carregamento de armas alemãs para os curdos chegará ao Norte do Iraque na próxima semana e será constituído por 4 mil espingardas automáticas G3, 4 mil pistolas P1, 20 mísseis antitanque Milan, 120 lança-foguetes antitanque e 20 metralhadoras MG3.

A conferência de Paris, em que participaram os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, aconteceu dois dias depois da divulgação do vídeo da decapitação do refém britânico, David Haines, o terceiro ocidental executado dessa forma pelos jihadistas em menos de um mês, depois dos jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/153479/Pa%C3%ADses-decidem-apoiar-Iraque-contra-Estado-Isl%C3%A2mico.htm