domingo, 14 de setembro de 2014

Por que Aécio e o PSDB fracassaram?

14.09.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 12.09.14

Aécio murcha junto com o PSDB. Pela primeira vez em 20 anos tucanos devem ficar fora do segundo turno. Partido também pode perder metade dos Estados que governa

aécio neves psdb eleições 2014
Aécio Neves amarga papel de coadjuvante nas eleições 2014 e PSDB deverá se transformar numa legenda média a partir de 2015 (divulgação)
O PSDB caminha para uma transformação inesperada neste ano. De grande e protagonista, o partido possivelmente passará a ser uma legenda média, coadjuvante. Uma das razões é o mau desempenho que o candidato presidencial Aécio Neves deve ter nas próximas eleições. Se as pesquisas eleitorais se confirmarem, pela primeira vez em 20 anos o PSDB estará fora do segundo turno na luta pelo Palácio do Planalto.
Será também a primeira derrota eleitoral de Aécio, que desde 1987 ocupa cargos eletivos. Foi deputado federal por quatro mandatos, governador de Minas Gerais por duas vezes e atualmente é senador. Além disso, o desempenho dos tucanos nos Estados tende a ser fraco, em comparação com as últimas cinco eleições. Conforme as últimas pesquisas eleitorais, o PSDB lidera a disputa para o Governo de quatro Estados. É exatamente a metade dos governos que elegeu em 2010. De 1994 a 2010, o PSDB elegeu pelo menos seis governadores por eleição.
“Sem um candidato a presidente forte, sem governadores o partido perde competitividade. Por isso, a bancada de deputados e senadores, que já vinha caindo desde o início dos governos do PT, tende a cair ainda mais”, ponderou o cientista político Fernando Azevedo, professor da Universidade Federal de São Carlos.
Após a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, Aécio caiu cinco pontos percentuais nas pesquisas. No último levantamento, divulgado nesta quinta-feira, ele cravou 15% das intenções de votos e se distanciou ainda mais do segundo turno, que deverá ficar entre a ambientalista e a atual presidenta, Dilma Rousseff (PT).
“Ainda que seja de uma maneira mais lenta, os tucanos terão o mesmo caminho do DEM, que hoje não tem quase nenhuma força”, afirmou Gonzalo Rojas, doutor em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo) e professor da Universidade Federal de Campina Grande.
O DEM (Democratas), citado pelo especialista, sempre foi um partido auxiliar ao PSDB. Antes de se chamar Democratas era o PFL (Partido da Frente Liberal) e chegou a eleger sete governadores, em 1998. Nos últimos anos, porém, enfrentou uma debandada de seus quadros políticos. Neste pleito, tem apenas um candidato com chances de se eleger governador (Paulo Souto, na Bahia) e nacionalmente se aliou a Aécio.

Santo de casa

Nem mesmo em seu próprio quintal, Minas Gerais, Aécio Neves tem tido sucesso neste ano. Ele enfrenta dificuldade para eleger o seu candidato ao governo. Conforme o Datafolha publicado na semana passada, o tucano tem 22% dos votos dos mineiros, fica atrás de Roussef (35%) e Marina (27%). Enquanto foi governador Aécio desenvolveu o choque de gestão, uma política marcada pela diminuição dos gastos do Estado e a modernização dos serviços públicos. As taxas de homicídio reduziram, nos primeiros anos de sua gestão, mas voltaram a subir quando ele passou o bastão para o seu sucessor, o afilhado político Antonio Anastasia (PSDB).
Em Minas, Aécio era visto não só como um bom gestor, mas também como um político que sabia costurar alianças. Foi por meio de suas mãos, por exemplo, que o PSDB fez uma aliança até então incomum com o PT para eleger Marcio Lacerda, do PSB, prefeito de Belo Horizonte, a capital de Minas, em 2008. Hoje, o “criador” de Lacerda se vê em um beco praticamente se saída e precisa lutar contra o partido de sua “criatura” para dar uma sobrevida à sua agremiação.
Com exceção da eleição de 2002, quando José Serra (PSDB) perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os tucanos sempre conseguiram mais de 33 milhões de votos no primeiro turno. Dessa vez, se nada mudar, Aécio deve ficar entre os 15 milhões e 17 milhões de votos. É menos do que Marina Silva, na época no minúsculo PV, obteve em 2010, e o mesmo tanto que Anthony Garotinho, do também pequeno PSB na época, atingiu em 2002.
“Os dados mostram que nem o fiel eleitor do PSDB confia no próprio Aécio. Nas pesquisas ele não conseguia passar da casa dos 20%. Acho que já está em um caminho sem volta”, analisou o professor Azevedo.
Para o cientista político Rojas, os tucanos estão em uma situação paradoxal. “O PT se firmou no governo usando a política econômica do PSDB e criando uma série de políticas sociais compensatórias. O que os tucanos vão criticar? Se atacarem a economia, jogam contra si mesmos. Se criticarem as políticas sociais, perdem votos”, disse.
O mal desempenho de Aécio já virou motivo de piadas. O Piauí Herald, site de humor da revista Piauí, chegou a dizer que se iniciou um movimento volta Serra e que Aécio irá processar os institutos de pesquisa que o colocam em terceiro lugar.
Em sua defesa e buscando reverter o quadro, o candidato passou a atacar suas principais adversárias, disse que é a mudança segura para o Brasil e que acredita que irá para o segundo turno. “Todos que disputam a eleição podem ou não chegar ao segundo turno. Em Minas, por exemplo, nunca cheguei ao segundo turno. Ganhei todas antes do segundo turno, exatamente, do PT. Tenho uma proposta para o Brasil. Uma proposta consistente”.
A. Benites, El País
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/09/por-que-aecio-e-o-psdb-fracassaram.html

JUDICIÁRIO, TWITTER E INTERNAUTAS RECHAÇAM CENSURA DE AÉCIO

14.09.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 12.09.14
Por Paulo Henrique Amorim

Twitter não quebrará sigilo de usuários e acusa tucano de transformar Judiciário em ‘instrumento de perseguição’.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante sessão no plenário da Casa, antes do início das eleições


Conversa Afiada reproduz post da Rede Brasil Atual:

JUDICIÁRIO, TWITTER E INTERNAUTAS RECHAÇAM OFENSIVAS DE AÉCIO POR CENSURA DE REDES SOCIAIS


Pela quarta vez neste ano, candidato tenta intimidar comunicadores independentes; Twitter não quebrará sigilo de usuários e acusa tucano de transformar Judiciário em ‘instrumento de perseguição’


por Marcelo Carota, especial para a RBA


Belo Horizonte – No último domingo (07), nada menos que 66 comunicadores independentes começaram o dia com uma surpresa nada agradável: foram notificados pelos administradores do Twitter sobre um mandado de citação e intimação liminar derivado de ação por calúnia movida contra eles pelo senador Aécio Neves (PSDB/MG). Para o candidato tucano a presidente, as críticas coletivas a sua pessoa são fruto de “robôs”, como são chamados perfis falsos criados nas redes sociais para disseminar conteúdo contratado, ou militantes pagos por partidos de esquerda para desconstruir sua imagem pública, e dos quais sua campanha tentou, sem sucesso, coletar IP (Protocolo de Internet, na sigla em inglês, dado que pode localizar geograficamente usuários da rede) e dados cadastrais.


A “denúncia” não vicejou na Justiça, e ainda rendeu “bronca” do Twitter ao candidato a presidente: “Com a devida vênia, são meras elucubrações do autor, absolutamente desprovidas de qualquer indício de veracidade”, pontuou comunicado da empresa, em resposta a pedido do próprio juiz acionado por Aécio, que negou pedido de sigilo sobre a ação e determinou que provas concretas de irregularidade fossem apresentadas de acordo com os perfis dos militantes virtuais.


“Quanto à conduta de usuários cuja ilicitude em nenhum momento restou demonstrada, não podem servir de fundamento para a eventual quebra do seu sigilo de dados. Admitir esse tipo de medida corresponde a transformar o Poder Judiciário em instrumento de perseguição de cidadãos, dando margem ao surgimento de um Estado policialesco, que desconsidera as garantias fundamentais dos cidadãos de forma injustificável. (…) No mérito, requer o Twitter Brasil que seja julgada improcedente a demanda, com a condenação do Autor ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios”, concluiu o Twitter.


A reticência do judiciário em acatar o pedido de Aécio e a defesa inflamada do Twitter indicam que se alguém pode ser acusado de calúnia em mais este imbróglio promovido pelo senador mineiro é ele próprio, ao tentar criminalizar o direito constitucional à liberdade de expressão sempre que fatos não favoráveis à sua imagem e propósitos políticos são difundidos e democraticamente discutidos. Três dos cidadãos acusados por Aécio de serem “robôs” da esquerda falaram à RBA e fizeram questão de ser devidamente identificados, para reafirmar que são, sim, seres humanos, e que suas críticas a Aécio são ideológicas, e não contratadas.


Fernando Castro (perfil @ciscozappa), mineiro residente em Belo Horizonte, sociólogo que trabalha na área de educação e planejamento urbano socioparticipativo, destaca que todo o material compartilhado por ele é de conhecimento público. “Condeno qualquer tipo de difamação. Quando se publica algo de que não se tem prova material ou análise por parte da Justiça – como, aliás, o faz boa parte da grande mídia –, está se produzindo falso jornalismo e destruindo imagens públicas”, ressalta Fernando.


“Os conteúdos relacionados ao senhor Aécio Neves que difundi são de conhecimento público e podem ser lidos também em jornais e revistas de circulação nacional. Um deles, o conhecido caso do aeroporto na cidade de Cláudio (MG), em terreno de propriedade da família do senador. Outros, relacionados aos processos judiciais envolvendo desvios de verbas para a área da Saúde, e casos semelhantes durante sua gestão no governo de Minas Gerais”, conta.


Regina Salomão (perfil @ReginaSalomo), de Juiz de Fora (MG), é professora aposentada da Universidade Federal baseada na mesma cidade, diz que não conhece seus colegas de perseguição, e garante que não existe “rede de difamação”, como sustenta Aécio. “Não conhecia nem seguia a maior parte dos 66 tuiteiros, o que é outro argumento contra a formação de uma rede de difamação. De qualquer modo, o Twitter é uma rede com a ferramenta RT, o que caracteriza a normalidade de seu funcionamento como rede”, protesta.


“Minhas divulgações dos atos do candidato foram exclusivamente baseadas nas notícias divulgadas pela mídia, e sempre coloquei os links das matérias ou marcava o nome dos jornais com hashtags (o sinal de #) em meus tweets. Sou mineira, acompanhei as gestões do Aécio e acrescentei comentários sobre as mesmas. Não difamei nem caluniei ninguém. O senador é que terá que provar que sou um robô, pago, e que atuo em rede”, desafia.


O próprio perfil dos processados por Aécio dificulta a argumentação de que há uma “milícia” virtual cujo alvo seria a reputação do PSDB mineiro. Stella de Mendonça (perfil @stellamendonça), paulistana, conservadora e restauradora de bens culturais é perita na obra da artista plástica modernista Annita Malfatti, e diz não ter preferência política: em 1994 e 1998, por exemplo, votou por Fernando Henrique Cardoso. “Nunca fui militante. Votei em FHC, o qual me trouxe plena decepção. Comecei a usar o Twitter recentemente, em 2012, divulgando os absurdos noticiados maciçamente pela mídia sobre o julgamento do ‘mensalão’ do PT”, revela.


“O que mais divulguei, considerado ilícito pelo senador, foram seus atos comprovadamente ilegais, fatos divulgados até pela mídia velha, e especialmente as denúncias do Novo Jornal, cujo dono está preso devido a uma ação por ‘formação de quadrilha’, movida pelo senador e acatada pelo Ministério Público de Minas”, completa.


Stella ressalta que também divulgou com intensidade o caso do aeroporto construído pelo governo estadual de Minas em terreno pertencente à família de Aécio, sempre ressaltando a fonte. “Também difundi o escândalo relacionado ao senador, do aeroporto construído na fazenda de seu tio, a ligação dele com os Perrellas e o helicóptero apreendido com mais de 400 kg de pasta-base cocaína. Tuitava o link das matérias que apresentavam fatos e documentos, pra garantir a veracidade”.


Indignado com mais essa tentativa do senador mineiro de, como fez em Minas Gerais em seus dois mandatos como governador, uniformizar a informação e a opinião de forma a favorecer seu partido e sua imagem pessoal, o Dr. César Marcos Klouri abraçou a defesa dos 66 cidadãos, de forma solidária e gratuita. Segundo Regina Salomão, o grupo tem recebido muitas manifestações de solidariedade de “todos que são contrários à censura, que prezam e defendem a liberdade de expressão, que odeiam a ditadura sob qualquer forma. Muito linda a reação das pessoas. O Brasil avançou mesmo”.


Segundo o deputado estadual Rogério Correa (PT), um dos criadores do Movimento Minas sem Censura, Aécio não sabe lidar com adversidades, tratando quem se contrapõe às suas ideias e atos não como adversários, mas como inimigos, que, portanto, “têm de ser aniquilados, politicamente”.

Outros casos, outro (e perigoso) instrumento de silêncio


Como as acusações de Aécio contra a mídia independente não se sustentam legalmente, o senador lança mão de outro recurso jurídico, com o mesmo propósito de calar as vozes dissonantes, mas com maior peso intimidatório: mover ações por “formação de quadrilha”.


No início do ano, devido à imensa repercussão da apreensão de uma carga de quase meia tonelada de pasta-base de cocaína transportada em helicóptero de propriedade do senador Zezé Perrela (SDD-MG), amigo pessoal e aliado político de Aécio, o candidato processou o Facebook por “direito de imagem”, de forma a tentar cercear a difusão de qualquer conteúdo que o associasse ao caso e aos envolvidos neste, o que, de novo, creditou a “quadrilhas pagas para difamá-lo”.


Em junho passado, acatando denúncia da equipe ligada à candidatura do senador, o Ministério Público do Rio de Janeiro determinou à polícia cumprir mandato de busca e apreensão na casa da jornalista do Canal Brasil Rebeca Mafra, acusada de fazer parte, com mais quatro pessoas, de uma “quadrilha” formada para difamar o candidato Aécio nas redes. Foram apreendidos um computador, dois HDs externos, pen drives, chips de computador, CDs com fotos e um roteador, e rigorosamente nada que incriminasse os acusados foi encontrado. No mesmo dia, outros 13 mandatos desse tipo foram cumpridos no Rio de Janeiro.


Em agosto, Aécio processou o Google, Yahoo! e a Microsoft, tentando impedir que tais portais mostrassem resultados de buscas sobre o desvio de verbas na saúde de Minas Gerais durante a sua gestão como governador do estado, o que “quadrilhas formadas e remuneradas” para caluniá-lo difundiam nas redes sociais, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido.



Clique aqui para ler “Arrocho processa 66 tuiteiros. Ele gosta mesmo é do Ataulfo”.

Aqui para ler “Censura: Bláblá imita Arrocho”.

aqui para ver na TV Afiada: “Singela homenagem dos tuiteiros ao Arrocho”.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/09/12/judiciario-twitter-e-internautas-rechacam-censura-de-aecio/?utm_source=Twitter&utm_medium=Atualizacao&utm_campaign=CAf

Estadão recua em denúncia por explicação furada de Gilmar

14.09.2014
Do portal GGN, 13.09.14

Na sexta-feira, 11 de setembro, o Estadão publicou matéria sobre ato do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda beneficiando enteada do Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O título da matéria era “Enteada do Ministro Gilmar Mendes escapa da demissão Geral”.
A reportagem referia-se a um ato de Arruda excluindo a terapeuta Larisse Feitosa de um decreto de demissão em massa, em janeiro de 2007. Foram 16 mil excluídos. Dezenove dias depois, Arruda soltou outro decreto readmitindo nove pessoas. Larisse é filha de Guiomar Feitosa, atual esposa de Gilmar.
A informação era relevante para explicar a atitude atual de Gilmar, que se insurgiu com uma ferocidade inaudita contra a cassação de Arruda pela Lei da Ficha Limpa. Inclusive acusando de “tribunal nazista” todos seus colegas que – por unanimidade, contra seu voto solitário – decidiram pela cassação.
A reportagem saiu por engano, não por ser incorreta, mas por ter escapado da blindagem normalmente garantida a Gilmar.
Quem clicar no título da reportagem – na primeira página da editoria de Política – será direcionado para uma outra matéria, desmentindo a anterior (http://tinyurl.com/o6xcmxq). Em geral, o jornal tem dificuldades até para publicar direito de resposta.
A nova matéria acolhe, sem discutir, os argumentos da assessoria de Gilmar de que à época do decreto, “a mãe da servidora, a advogada Guiomar Feitosa, sequer namorava Gilmar Mendes”. Segundo a nota, o namoro teve início em janeiro de 2008 e casaram-se em outubro do mesmo ano.
Na reportagem, Gilmar apela para o álibi habitual de que “com dinheiro público financiam-se esses bandidos para fazer esse tipo de ataque baixo, vil”. Segundo o jornal, Mendes não especificou quem seriam os “bandidos”.
Bastaria uma pequena consulta ao Google para levantar um artigo célebre de Eliane Cantanhêde, no estilo “o amor é lindo”, publicado na revista Serafina da Folha (http://tinyurl.com/mthpb3f).
Segundo a reportagem, de 8 de junho de 2008, “Gil” e “Guio” “só se casaram no ano passado”, ou seja, em 2007, mas tiveram um longo “namoro espiritual”, segundo o texto romântico. “Gil” e “Guio” assumiram o namoro pela primeira vez em 2001, mas durou pouco. Reataram quatro anos depois, isto é, em 2005, depois de uma inimaginável cena de amor, na qual Gilmar, enquanto comia costelinhas, couves e farofas, cochichou em tom romântico para Guiomar: “quero mostrar uma coisa que comprei pensando em você.” Não era farofa, nem costelinha, mas um chalé no lago.
Já, naquele ano de 2008, Guiomar era comentada como uma das mulheres mais poderosas de Brasilia. Mas, segundo a cronista, ela tinha horror dessa classificação: "Não vai escrever aí que eu sou poderosa, porque não é nada disso." Então o que a senhora é? "Uma funcionária pública padrão e uma mulher apaixonada."
O Estadão aceitou o argumento de Gilmar, de que Gil e Guio não eram formalmente casados, quando Arruda beneficiou Larisse. Como se fosse necessário o vínculo formal para que Gilmar intercedesse pela namorada.
Não é a primeira blindagem a Gilmar. No ano passado, o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público) assinou contrato milionário com o Tribunal de Justiça da Bahia, justamente quando o tribunal entrou na mira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Este ano, o IDP fechou parceria com a FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), parte de inúmeras ações milionárias no STF.
Um dos principais fatores de perda de credibilidade dos jornais tem sido sua moralidade seletiva.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/estadao-recua-em-denuncia-por-explicacao-furada-de-gilmar

REVISTA TENTA GOLPE CONTRA DILMA: Vazamento mal calculado

14.09.2014
Do portal da Revista CARTACAPITAL, 13.09.14
Por Maurício Dias

Divulgação sem provas da delação de ex-diretor da Petrobras tem Dilma como alvo, mas ela ainda não foi atingida, mostram as pesquisas 

Dilma
Segundo as pesquisas eleitorais, a delação do ex-diretor da Petrobras não prejudicaram a campanha de Dilma Rousseff
Foi ação calculada o vazamento de acusações vagas, feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, contra governadores, ministro, empresas e parlamentares da base governista integrantes de um suposto esquema de   corrupção nas entranhas da maior estatal brasileira, a empresa mais importante do País.

O juiz do processo, o rigoroso Sergio Moro, não gostou da publicidade dada a um depoimento, ainda incompleto, sob segredo de Justiça, criptografado e despregado dos fatos capazes de sustentá-lo.
Não há nada ocasional nessa história.A informação vazada e vazia de provas ocorreu em momento calculado, para embaralhar a eleição que parecia arrumada e projetava, como ainda projeta, um confronto de segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva.
Marina surpreendeu-se com a inclusão de Eduardo Campos na panela. Aécio ficou mais à vontade para atacar as duas opositoras.
O alvo era a candidatura da presidenta. Com o peso da autoridade e a imagem preservada pela seriedade, ela tem reafirmado constantemente um comprometimento profundo, política e administrativamente, com a Petrobras. Atingida por denúncias ainda em fase de apuração, as acusações provocariam mais danos à imagem da empresa e ricocheteariam na candidatura de Dilma.
Exceto pelo vaivém da Bolsa de Valores, provocado pelos adversários de sempre, os danos não ganharam a proporção desejada. Houve, ao contrário, bônus para os especuladores mais famintos.
No caso da candidata petista, isso se comprova com o resultado de três últimas pesquisas de institutos diferentes, realizadas praticamente no mesmo espaço de tempo. Ou seja, entre os dias 5 e 9 de setembro, logo após, portanto, de as acusações explodirem na mídia conservadora sempre sequiosa por boatos contra o governo e o PT.
Em resumo, Dilma, à frente, sobe. Marina, em segundo lugar, desce, e Aécio empaca em terceiro lugar. 

As acusações provocaram, porém, efeito profundo no discurso dos candidatos. Os temas políticos, econômicos, o plano para governar, tudo foi sufocado pelo programa das acusações recíprocas. Nesses casos, quem está no poder, com o telhado de vidro sempre à disposição dos opositores, sai prejudicado.

Acusar é mais fácil do que debater.
Assim fez Aécio. E talvez não tenha tomado o melhor caminho para ele próprio. Atacou Marina, sua adversária imediata. Foi mais duro com Dilma como se tivesse gana de desconstruí-la como candidata.
A acusação tomou o lugar do debate temático, em que a presidenta Dilma, malgrado o seu fraco desempenho na oratória, tem um enorme estoque de realizações e propostas para apresentar ao eleitor.
A inconsistência das acusações, caso não surjam provas reais, fará a campanha voltar ao leito normal. É de se esperar. Os problemas brasileiros  vão muito além da corrupção gerada nos vícios de uma sociedade permissiva.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/817/vazamento-mal-calculado-8673.html

Mais investimentos ou Estado mínimo? Qual é, afinal, a linha editorial dos grandes grupos de comunicação?

13.09.2014
Do blog SOMOS ANDANDO
Por Cris Rodrigues
Resposta: a que convém ao momento.
Ok, acho que um dos papéis do jornalismo é apontar os problemas nos diversos serviços públicos (deveria falar mais de empresas privadas também, mas deixemos isso pra um outro momento). Mas quando se fala SÓ dos problemas de uma política que se sabe que teve muitos avanços, o jornalismo já não está mais cumprindo seu papel. Hoje a rádio de maior audiência do estado entrevistou professores de escolas da rede pública estadual para que falassem de problemas de infraestrutura nas suas unidades. Nenhuma escola que foi reformada foi convidada a participar, pelo menos na parte do programa que eu ouvi. Dessa forma, a rádio instaura um cenário de caos, mas que é um cenário parcial, que não corresponde ao todo da realidade. Cria uma percepção do todo com base na parte e não contribui para a compreensão da situação da educação no Estado. Aí vão alguns poucos dados que mostram alguns dos avanços:
provincia sao pedro
- 63 escolas já têm um computador por aluno

- embora ainda bem longe do ideal, os professores da rede pública estadual receberam 76,68% de aumento e nenhum percebe, na prática, menos que o piso
- 5,5 mil novos professores foram nomeados
- 1.800 escolas foram reformadas ou receberam algum tipo de intervenção, totalizando R$ 300 milhões em investimentos
Aqui é possível encontrar mais informações sobre o programa Província de São Pedro, que tem como objetivo destinar um computador por aluno da rede estadual.
Educação é um ponto sensível, sim, até porque foi o tema escolhido pela mídia para fazer a oposição mais pesada. Toda a estrutura, desde as instalações até os recursos humanos estavam completamente defasados. Lembram das escolas de lata?
Ainda está longe do ideal? Claro! Os professores seguem ganhando pouco, as escolas ainda não estão adaptadas às necessidades do século XXI – muitas ainda nem às do século XX -, mas na política a gente sempre tem que avaliar em perspectiva, e comparar é fundamental. Quando antes houve avanços tão grandes em tão pouco tempo na educação no Estado?
Pois é.
Obras em escola
Aliás, vale dar uma bisoiada também (quer dizer, não vale muito) na coluna da Maria Isabel Hammes, na editoria de Economia da Zero Hora hoje (6). Ela defende claramente uma política de redução de investimentos, de corte de gastos, para que se consiga diminuir a dívida do Estado. Mais ou menos o que fez o governo Yeda, que parou de investir e estagnou o Estado. Que andou pra trás. Isso no mesmo dia que o seu colega critica repetidamente a situação das escolas. Mas peraí, é pra investir ou não? Percebam que a equação do Grupo RBS não funciona. Como melhorar os serviços e aplicar a política do Estado mínimo ao mesmo tempo? Pra andar pra frente, pra funcionar, o Estado precisa de investimentos. A política de incentivo ao desenvolvimento aplicada pelo Governo Tarso se baseia justamente no aumento de investimentos, na recuperação da estrutura do Estado. Mas infelizmente muitos desses investimentos ainda estão recuperando o rombo causado pela inércia dos serviços públicos na gestão anterior. Ainda restam muitos problemas, sem dúvida, mas, repito, é preciso ver em perspectiva. E aí se percebe o tanto que se vem avançando.
O que não dá é pra pedir escolas melhores, salários melhores, estradas melhores, novos hospitais, mais médicos e assim por diante e ao mesmo tempo pedir redução de impostos e corte de gastos. Afinal, é Estado mínimo ou é mais Estado? Podiam pelo menos definir uma linha de raciocínio, pra criticar de um jeito um pouco menos contraditório.
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Fotos: alunos com computadores do projeto Província de São Pedro – Camila Domingues/Palácio Piratini e obras na Escola Estadual Desvio Rizzo, em Caxias do Sul – Pedro Revillion/Palácio Piratini
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Fonte:http://somosandando.com.br/2014/01/06/mais-investimentos-ou-estado-minimo-qual-e-afinal-a-linha-editorial-dos-grandes-grupos-de-comunicacao/

O ex-demo Arruda desiste. E o Aécio?

13.09.2014
Do BLOG DO MIRO

Por Altamiro Borges

O ex-demo José Roberto Arruda decidiu neste sábado (13) renunciar à sua candidatura ao governo do Distrito Federal. Antes do encerramento do prazo legal para troca de candidatos, na segunda-feira, ele resolveu desistir da refrega jurídica sobre o seu nome. No famoso processo do chamado "mensalão do DEM", o ex-governador vinha apanhando feio no Tribunal Superior Eleitoral. Na última votação, ele só teve o voto do ministro Gilmar Mendes, que não esconde suas preferências partidárias. Arruda já anunciou seus substitutos na chapa do PR: o seu atual vice, Jofran Frejat, e sua mulher, Flávia Peres.

O ex-demo teve seu registro contestado com base na lei da Ficha Limpa, acusado de "improbidade administrativa". Vídeos e áudios flagraram o ex-governador e seus apaniguados recebendo propina de empresários. Ele chegou a ser preso por poucos dias, mas retornou à política e liderava as pesquisas para o governo do DF. A sua renúncia representa um baque para muita gente. Arruda chegou a ser cogitado para ser o "vice-careca" do tucano José Serra nas eleições de 2010. Ele também foi bastante paparicado pela revista Veja, que o tratava como exemplo de "gestor competente". Outro que deve estar chorando é o ministro Gilmar Mendes, seu protetor até o último minuto.

Será que Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, seguirá o mesmo caminho e também renunciará à sua candidatura? Não! Mas, de concreto, ele perdeu um importante apoio no DF. Arruda já havia manifestado publicamente apoio ao sofrível postulante do PSDB! 

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Leia também:






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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/arruda-desiste-e-o-aecio.html