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sábado, 13 de setembro de 2014

Justiça manda Globo recolher revista

13.09.2014
Do BLOG DO MIRO


Por Altamiro Borges

Em sentença publicada nesta sexta-feira (12), o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que a Editora Globo interrompa a distribuição e retire de circulação a edição de setembro da revista “Vogue Kids”, que exibe crianças em poses sensuais. O MPT entrou com uma ação cautelar contra a venda da publicação, que agora foi acatada pelo Juízo Auxiliar da Infância e Juventude do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A ação corre em segredo de justiça. Para o órgão, o ensaio “Sombra e água fresca” viola o princípio de proteção integral à criança previsto pela Constituição, o que caracteriza crime. A denúncia acabou gerando fortes reações nas redes sociais, o que obrigou a empresa a divulgar um comunicado oficial:

A Vogue Brasil, responsável pela publicação da Vogue Kids, em razão das recentes discussões em redes sociais envolvendo a última edição da revista vem esclarecer que jamais pretendeu expor as modelos infantis a nenhuma situação inadequada. Seguimos princípios jornalistas rígidos, dentre os quais o respeito incondicional aos direitos da criança e do adolescente. Como o próprio título da matéria esclarece, retratamos as modelos infantis em um clima descontraído, de férias na beira do rio. Não houve, portanto, intenção de conferir característica de sensualidade ao ensaio”. Na maior caradura, porém, a nota critica o “açodamento e a agressividade” dos que criticaram a “inadequada” edição.

Para atingir seus objetivos mercadológicos, obtendo mais lucros, a mídia privada apela para tudo – inclusive para as desculpas esfarrapadas! Ela não conta, porém, com a rápida reação da sociedade nesta era da internet. Segundo reportagem do Portal Imprensa, a edição de setembro da revista foi imediatamente questionada nas redes sociais. A roteirista Renata Corrêa, por exemplo, compartilhou com seus seguidores as fotos do ensaio "Sombra e água fresca” e apelou a todos que denunciassem o absurdo no Ministério Público Federal (MPF) e no Disk Direitos Humanos. 

“Muitas vezes quando pensamos em pedofilia imaginamos um tio pervertido ou em um cara se escondendo atrás de um computador, ou de algo escondido, secreto. Mas a gente não fala de uma cultura de pedofilia, que está exposta diariamente, onde a imagem das crianças é explorada de uma forma sexualizada”, postou a cineasta em seu perfil no Facebook. “O Portal Imprensa apurou que fotografias com conceitos semelhantes já ocuparam as páginas da revista. Procurada, a Vogue Kids afirma que não tem nada a declarar sobre a polêmica e que deve se pronunciar apenas mediante notificação dos órgãos competentes, caso seja questionada sobre o conteúdo das imagens”. Depois, ela ainda divulgou uma nota de esclarecimento bem escrota!

O escândalo ainda repercutiu neste sábado no site “Brasil Post”, editado pela página estadunidense “The Huffington Post”. Reproduzo alguns trechos da reportagem, assinada por Andréa Martinelli:

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Roupas de praia, bumbum empinado, blusa levantada, biquinho com a boca e calcinha aparecendo. É assim que as crianças expostas no ensaio ‘Sombra e água fresca’, da revista Vogue Kids de setembro aparecem, reforçando explicitamente adultização precoce das meninas e a sexualização de sua imagem. Após ser fortemente criticada nas redes sociais e receber 11 denúncias no Ministério Público na última quinta-feira, a edição de setembro a revista será retirada de circulação...

Em entrevista ao blog Maternar, Laís Fontenelle, psicóloga do Instituto Alana, afirma que as crianças ainda não têm seus valores formados e que não precisam ser expostas desta forma. ‘São garotas em poses sensuais e [existe] uma clara adultização precoce dessas crianças’. Em entrevista ao Portal R7, o pediatra carioca Daniel Becker responsável pelo blog Pediatria Integrada, um dos primeiros a repercutir e comentar o editorial de moda nas redes sociais, afirma que o caso é ‘patológico e criminoso’. ‘As crianças estão sendo usadas como objetos de uso sexual e reproduzindo a pior atitude da sociedade com as mulheres, que é fazer das mulheres um objeto’, ele afirma ao portal.

No site da revista Vogue, entre as notícias mais lidas, estão dois ensaios feitos pela Vogue Kids. Um logo no começo deste ano e outro ainda em 2013. Mais uma vez, a representação das crianças como ‘adultos’ é clara. Em uma das imagens do ensaio ‘Vejo flores em você’, uma das meninas aparece abraçando um menino como se fossem namorados e, na capa do outro ensaio, uma das meninas aparece em uma pose que pode ser interpretada como sensual.

Segundo o Art. 17, do Estatuto da Criança e do Adolescente, "o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais". O advogado de família, Danilo Montemurro, também em entrevista ao Maternar, diz que os pais podem virar réus por terem autorizado das imagens. "Isso fere o artigo 17 do ECA, que preserva o direito da identidade do menor", aponta.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/justica-manda-globo-recolher-revista.html

A ELITE QUE ODEIA O POVO:Manifesto convoca moradores de Higienópolis a pegar em armas contra ciclovias

13.09.2014
Do blog ESQUERDOPATA


Higienópolis em chamas

Estimados leitores. Acabo de receber um Manifesto Revolucionário da recém proclamada República de Higienópolis. A ciclovia que Haddad, o Opressor impôs foi a gota d´agua Perrier que faltava para o balde virar e o bairro inteiro partir para as barricadas. Como sou usuário do metrô, não conheço a região e prefiro publicar o comunicado na íntegra, como pede o Movimento.

"A todos os moradores diferenciados do Centro Expandido de São Paulo – exceto aqueles que fiquem abaixo do Minhocão, ao sul da Rebouças, a oeste da Faria Lima e ao norte da Pacaembu, às armas!

Somos cidadãos pagadores de todos os impostos escorchantes que essa Prefeitura nos impõe. Somos pessoas decentes, limpas, perfumadas, e que tratamos nossas domésticas com toda a consideração, desde que a gente não precise lembrar do nome ou deixar comer na mesma sala. Somos cidadãos conscientes de nossos deveres. Basicamente, como somos ricos e pagamos mais impostos do que todo mundo, todos nos devem. Somos atuantes na proteção do meio-ambiente, e a praça Buenos Aires é a maior prova do nosso compromisso com a preservação das florestas na cidade. Somos cidadãos preocupados com o país, tanto que estamos dispostos a votar num estrangeiro de Minas que vive no exílio do Leblon, tudo pelo bem da pátria.

Vivemos ilhados, isolados, sem possibilidades de comunicação com as demais comunidades de iguais em diferentes partes da cidade, por conta da política de isolamento imposta pelo Opressor. Apesar de sermos bastante hábeis na condução de nossos veículos por terra e por ar até o aeroporto de Guarulhos, de onde viajamos diretamente para a República Irmã da Grande Miami, nunca descobrimos como se faz para atravessar um corredor de ônibus. Essas obras maléficas nos mantém aqui, aprisionados, e a tudo suportamos em silêncio, até agora. Na verdade, o silêncio vem do fato de que não compreendemos a língua falada no resto da cidade, que nos soa incompreensivelmente parecida com a Língua Geral. Nós, como todos sabem, falamos somente inglês de Oxford e o Português de Lisboa, na versão de 1775.

Nosso Salvador, a.k.a Paulo Salim Maluf, foi tirado injustamente do poder antes de completar a sua Obra e cercar o bairro de viadutos que fariam os demais paulistanos passar diretamente com seus carros por sobre nós, deixando-nos em paz para praticarmos o nosso estilo de vida como o entendemos

Agora, o Ditador que vive lá no distante Centro da cidade, uma região que não conhecemos, e que não nos compreende, tenta impor o insuportável. Vias de cor vermelha, com todo o significado subliminar da mensagem, pelas quais ciclistas, quaisquer ciclistas, poderão passar livremente pelo nosso território.

Não, não, não. Até aqui fomos.

Enviamos uma delegação até a sede do governo inimigo para negociar: se ao menos as ciclovias fossem limitadas a ciclistas com bicicletas Jamis, Bianchi, coisa de gente de bem. Se ao menos as bicicletas to Itaú fossem Personnalité, aceitaríamos a nova imposição, ao menos até a vinda do Redentor, porque um dia Fernando Henrique voltará.

A resposta foi um sonoro não. Qualquer um capaz de pedalar poderia passar livremente pelo nosso território.

Não mais. Nunca.

Formamos batalhões, organizamos mantimentos, vestimos nossos pijamas de guerra e ocupamos as barricadas. Nossos suprimentos são infindáveis, ao menos enquanto durarem os estoques de Pata Negra e Pellegrino. Nossa disposição é firme, e já recebemos apoios vindo de Boca Raton, de partes do Surrey, e da Sociedade Rural Argentina. Nossa República será reconhecida por todo o mundo civilizado e não mais aceitaremos imposições comunistas tais como o casamento civil, o voto universal e o Sistema Métrico. Voltaremos a medir tudo em polegadas, libras, patacões, e, mais importante, alqueires.

Se o resto do Brasil quer ir ladeira abaixo, que vá. Nós estaremos firmes onde sempre estivemos, no topo de nossa pequena montanha irremovível. O metrô foi rechaçado, os botecos de esquina firmemente evitados, todas as diversões permanecem proibidas, e não teremos que lidar com essa ideia insuportável de gente de todas as partes indo e vindo, como se isso fosse natural em pleno século 18.

Nossa luta é justa, e por isso, venceremos.

Palácio do Governo, Shopping Pátio Higienópolis, em XII de setembro do Ano do Senhor de 1914."

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/09/manifesto-convoca-moradores-de.html

Torcedora do Grêmio tem casa incendiada: justiçamento não é solução

13.09.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 12.09.14

Casa da torcedora do Grêmio foi incendiada nesta sexta-feira. Patrícia Moreira ganhou as manchetes após ser flagrada proferindo xingamento racista contra goleiro do Santos

Casa da torcedora do Grêmio Patrícia Moreira foi incendiada nesta sexta-feira (12) | 

torcedora grêmio casa incendiada
Glauco Faria, Blog do Rovai
Há pouco a casa onde residia a torcedora do Grêmio Patrícia Moreira foi incendiada. Ela foi uma das autoras dos insultos racistas contra o goleiro do Santos Aranha, episódio que se tornou símbolo da luta contra o racismo no futebol e na sociedade em geral.
O racismo é algo inominável, mas o justiçamento e o linchamento também são. Assim como a prática do racismo, é o tipo de atitude que desumaniza, na qual não se enxerga o outro.
Patricia, assim que seu ato foi descoberto e divulgado, passou a receber toda sorte de insultos, muitos deles preconceituosos, machistas, sexistas, e que atingiam não só a ela, mas a todas as mulheres. Sua família também passou a ser alvo, já que, para uma parte da sociedade, não basta condenar alguém. É preciso que todos os que estão próximos paguem por isso.
Os agressores virtuais de Patricia Moreira não eram militantes dos direitos humanos. Como não devem ser aqueles que incendiaram sua casa. Eram pessoas que têm por hábito linchar. Não querem justiça, querem justiçamento.
Parte dessa sede pela agressão como forma de justiça é alimentada pela própria mídia tradicional, que incentiva esse comportamento por meio de seus e suas “Sherazades”. A mesma mídia que, nesse episódio, ao invés de aproveitar o momento e discutir o racismo, preferiu o caminho fácil da espetacularização.
Nessa história, o único correto parece ser o goleiro Aranha. Denunciou quando foi preciso, registrou a ocorrência e se recusou a colaborar com a tentativa de transformar um caso triste em espetáculo, rejeitando um encontro com Patricia e destacando que a perdoava, mas que exigia que ela respondesse ao que fez legalmente. Legalmente. Parece que essa parte muitos não ouviram. São os que costumam não escutar nunca.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/09/torcedora-gremio-tem-casa-incendiada-justicamento-nao-e-solucao-2.html

Quatro tuiteiros escrevem ao Blog do Mello sobre o processo movido por Aécio Neves contra 66 de nós

13.09.2014
Do BLOG DO MELLO, 11.09.14
Por Antônio Mello


Publico a seguir depoimentos de quatro dos tuiteiros processados pelo candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves. O meu publiquei aqui: Processo de Aécio contra 'tuiteiros' é pura incompetência, desprezo à liberdade de expressão e até possível vendetta.

O Blog está aberto a outros dos 66 que queiram dar seu depoimento. Basta enviá-lo a meu e-mail, que vou atualizando a postagem. 


@turquim5

É com muita surpresa e indignação que repudio a volta da censura no Brasil, uma vez que discordo totalmente do que é alegado sobre o meu perfil, @turquim5, no Processo nº 1081839-36.2014.8.26.0100.

Informo ainda que já constitui advogado e este me representará, no sentido de exigir que as alegações caluniosas sejam comprovadas, o que eu tenho convicção de ser impossível, uma vez que são MENTIROSAS e, portanto, iremos atrás da justiça para que caibam as punições a quem, de alguma forma, quer me calar a todo e qualquer preço, inclusive passando por cima dos direitos e garantias fundamentais que são assegurados pela Constituição deste país.

Venho frisar que utilizo a rede social Twitter porque a entendo no sentindo amplo de rede social, que permite a explanação de meus ideias, o compartilhamento deles para com quem quer que seja e a interação de quem se identifica com ele. Estou na rede há mais de 5 anos,  sempre fazendo amizades e retuitando tudo que julgava conveniente, do mesmo modo que todos que estão na rede o fazem. Ratifico aqui, que nunca houve a utilização da rede com MÁ-FÉ ou intuito de prejudicar quem quer que seja. Comento sobre política sim, porque sou livre para fazê-lo. Todavia, como é de fácil verificação, comento sobre futebol, Olimpíadas, Copa do Mundo, esportes em geral e até sobre o clima me permito comentar. O Ministro Luis Roberto Barroso, durante o seminário “Justiça e Imprensa — Temas e Propostas”, discorreu sobre o tratamento da imprensa a pessoas públicas: “Quem aceita ter uma vida pública, fica exposto a todo o tipo de crítica e tem que conviver com isso com serenidade e grandeza.”
 
Jamais utilizei meu perfil para  caluniar o Senador Aécio Neves, o que eu faço é apenas comentar o que já é largamente disseminado na internet como um todo. Tudo o que eu falo, alguém na grande mídia já falou antes, como pode-se verificar no vídeo  do apresentador Danilo Gentili, visualizado por milhares de vezes no youtube . Tudo o que tuíto, eu cito fontes. Não me permito ser leviano com meus seguidores e jamais persegui a uma pessoa no singular. O que eu faço é defender o governo que me identifico, e isso me é permitido em um Estado Democrático de Direito. Já se passaram várias oposições desde que entrei na rede e nunca mudei meu comportamento por ser o opositor x ou y. Costumo informar a fonte daquilo que estou comentando, mesmo que isso não seja obrigação nenhuma minha.

Quanto às acusações, no mínimo cômicas, de que eu seria um robô ou de que receberia qualquer coisa em troca de minha militância, desafio qualquer pessoa a provar que eu ganho algo ou que algum dia já ganhei em troca do que tuíto e/ou discurso na minha vida pessoal.

Eu milito desde os 14 anos e nunca mudei de lado. Tenho convicção de que mereço, no mínimo, respeito.

Solicito, diante do exposto, que o Twitter Brasil mantenha minha conta ativa até que alguma autoridade judicial decida pelo contrário, sob pena de estar me cerceando ao censurar meus direitos e garantias fundamentais e, concomitantemente, de todos os meus 12 mil seguidores, que, de alguma forma, se sentem oprimidos toda vez que tentam me calar.

Por fim, desejo que se esclareça que defendo Lula e Dilma porque não penso só em mim, mas sim no Brasil como um todo, que tanto progrediu e poderá se beneficiar ainda mais, caso continue nas mãos certas.

Forte abraço!
@turquim5


@rbene

No domingo à tarde, soube que o candidato Aécio Neves resolveu mover uma ação contra o Twitter para revelar as identidades de 66 tuiteiros, entre eles eu (@rbene). Seus advogados alegam que faço parte de uma “rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas” contra ele, “o que sugere uma atuação orquestrada, quiçá paga, para detrair sua honra, nome e história”.

Acho estranha essa ação, considerando que até então tinha pouco mais de mil seguidores no Twitter (em dois dias, ganhei outros 200, com a repercussão do caso). Acho mais estranha ainda porque trata-se de um pleiteante à presidência da República, que no meu entender deveria lidar melhor com críticas. Se houve calúnia ou difamação de minha parte, e ela for comprovada pela Justiça, estou pronto para repará-la, pedindo desculpas e o que mais os doutos entenderem que devo. Havendo ou não, eu gostaria das desculpas do Sr. Aécio Neves também. Me fere o trecho em que sugere que minha atuação naquela rede pode ter sido “paga”. Nunca me filiei a qualquer partido, nunca recebi um centavo que fosse de qualquer político ou intermediário.

Pelo contrário, sempre achei que chegava a ser tímida a minha atuação no debate político do meu país, considerando as posturas de alguns colegas professores que muito admiro. E de repente sou citado numa ação por um candidato que constantemente é acusado de cercear a liberdade de expressão de jornalistas em seu estado de origem. A iniciativa judicial é também um meio de inibir a ação de quem quer tão somente se expressar. Sei muito bem a diferença entre uma opinião negativa e uma difamação. Mas, claro, é um juiz que vai estabelecer isto.

Lamento muito que agora deva “me ocupar de uma defesa”, quando é a liberdade de opinião que está sob ataque. Não me refiro apenas ao candidato, mas também à maioria dos meios de comunicação de massa que insistem em fingir equilíbrio na cobertura política, quando na verdade são tendenciosos como tantas vezes atores de internet revelaram – no caso mais recente, pesquisadores do IESP-Uerj com o seu Manchetômetro.

Segue o jogo. Continuarei me expressando da forma que achar melhor. Sou um professor e preciso fazer isso por dever de ofício. Também porque confio que meus alunos (mesmo os eleitores de Aécio) compreendem o quanto esta postura é importante para a cidadania.


@seontasa

 
Sou o número 61 da Lista dos Twitteiros que Aécio deseja calar.

Não sou um robô. Tampouco fake. Meu twitter é @seontasa porque peguei as duas últimas letras de cada palavra do MEU NOME e juntei. (SE+ON+TA+SA).

Tenho 55 anos e aposentei-me em 2012, depois de 35 anos de serviço na CAIXA, onde lutei anos a fio contra o desejo privatista do Governo FHC. Não quero que este sofrimento se repita. 

Sou, hoje,  um pequeno empreendedor da Construção Civil.

Quando estou disponível, GRITO em defesa do que acredito. Minha arma é meu LIVRE PENSAR e o teclado do meu computador.

O Twitter é minha voz. As pessoas a quem sigo e as que seguem a mim, são as ondas que irradiam meu grito. (Obrigado, seguidores!)

A acusação que recai sobre mim e sobre os outros 65 é que formamos uma REDE. Que compartilhamos links em uma REDE. Incrível, não?

E Isto, é fato!

Ao que parece, somos melhores que a Marina, que não conseguiu montar sua REDE.

Ora, o que é o Twitter? Não seria uma R E D E? Posso compartilhar meus pensamentos e links fora da REDE? É proibido participar do Twitter?

Não quero me calar! Não vou me calar! Não vou permitir que calem a mim!.

Temos que reagir conjuntamente!

@ReginaSalomo

Eu sou um dos 66 tuiteiros que os advogados do Aécio Neves identificaram que ... tuítam.Uso o tweetdeck, posto regularmente, dou RT nos posts de que gosto, curto outros, comento alguns,quando tenho tempo até declaro o meu afeto,posto versos,posto músicas. Sou também um dos 66 tuiteiros que os advogados do Aécio Neves não foram capazes de identificar como militantes, preferindo enquadrá-los como robôs pagos para difamar o Aécio.

Difamados fomos nós, os militantes,de quem foram retiradas a ideologia que defendemos e a vontade política que nos move para sermos caracterizados como robôs. Difamados fomos nós, os militantes,a quem se negou a prática voluntária da defesa de nossos candidatos para nos impingir uma pretensa remuneração. Difamados fomos nós, os militantes, a quem nos confundiram com 66 dos 9000 robôs publicamente contratados para atuar na rede pelas candidaturas tucanas.

Mais do que difamados, fomos também ultrajados por essa tentativa de censurar o nosso direito da livre expressão. Esse país,que lutou tanto para garantir a liberdade na diversidade e o respeito na divergência;esse país,que lutou para garantir o direito da crítica e o fim da censura,não pode permitir que se autorize a intimidação de seus cidadãos.

Somos pessoas sérias e não estamos brincando de falar mal do Aécio. Não se inventaram fatos: divulgou-se o que a mídia tem publicado. Por horror ao moralismo,por repúdio à invasão de privacidade,eu não me referi a notícias – e até poderia,pois elas foram fartamente veiculadas e insinuadas pela mídia – sobre a vida do candidato. Por outro lado, como mineira,sou testemunha das gestões do candidato e me senti na obrigação responsável de torná-las públicas.

A falta de prática do Aécio de ter críticas às suas gestões e à publicização de fatos a ela relacionados – eu,mineira,tomei conhecimento dos aeroportos,por exemplo,junto com todo o povo brasileiro- o tornou muito sensível à ocorrência absolutamente normal, em governos democráticos, da crítica e da divergência. Seu costume de atuar por constrangimento e intimidação com quem o critica publicamente – Carone, a blogueira, os processos para retirada de links na internet,etc,etc,etc – o levou novamente a agir por hábito e atiçar os advogados sobre nós.

Minha militância de mais de 35 anos me ensinou que sempre precisaremos de simbólicos 66 para se garantir os direitos de milhões. Então,sou a 59ª que aqui está para berrar,indignada,contra a censura e contra a intimidação e para defender, entusiasmada, o direito de livremente opinar, de ser divergente, de criticar, e de militar pelas causas em que se acredita.
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Fonte: http://blogdomello.blogspot.com.br/2014/09/tuiteiros-escrevem-ao-blog-do-mello-condenando-aecio.html

O começo do fim da globalização

13.09.2014
Do portal CARTA CAPITAL, 11.09.14
Por Antonio Luiz M. C. Costa

Os desdobramentos do movimento Euromaidan aprofundam a ruptura entre Moscou e o Ocidente                        

Rússia - Ucrânia
 
Os clientes compram peixe durante a Feira Internacional Agro-industrial "Agrorus 2014", em São Petersburgo, em 27 de agosto de 2014. A Rússia baniu a maioria dos produtos alimentares da UE e dos EUA em resposta a sanções ocidentais
 
A escalada de hostilidade e sanções mútuas entre a Otan e a Rússia por causa da guerra civil na Ucrânia não é o retorno da Guerra Fria. Mas é o início do fim da globalização comandada pelo Ocidente tal como sonhada pelos apologistas do neoliberalismo nos anos 1990. O dar de ombros de Vladimir Putin ante a expulsão do clube fechado das grandes potências capitalistas e a ameaça da Ucrânia de proibir o trânsito do gás russo por seu território fecham o período marcado pela construção da rede de dutos entre os campos de gás russos e as indústrias da Europa Ocidental a partir de 1992 e a admissão da Rússia de Boris Yeltsin no G-8, em 1998, quando se acreditava na Doutrina Thomas Friedman, segundo a qual países que abrem franquias do McDonald’s em seu território não entram em guerra uns com os outros.
 
As sementes do fim foram plantadas, porém, nos próprios anos 1990. Além de esquecer a promessa de apoiar a Rússia pós-soviética com um “plano Marshall”, Bill Clinton tomou três medidas decisivas para preparar a embrulhada na qual o mundo está hoje metido. A primeira foi a ruptura da promessa feita por Bush pai a Mikhail Gorbachev (em 1990) de não ampliar a Otan para o Ocidente, que Clinton anunciou na campanha eleitoral de 1996 e efetivou em 1999 com a incorporação da Polônia, República Tcheca e Hungria à organização, logo seguidas por outros países próximos à fronteira russa. A segunda foi a intervenção sem aprovação da ONU no Kosovo, de 1998, pois abriu um precedente para outras intervenções unilaterais e para legitimar movimentos separatistas. A terceira foi a revogação, em 1999, das leis do New Deal que regulamentavam as atividades bancárias e as fusões e incorporações dentro do setor, o que abriu caminho à crise financeira de 2008 e aprofundou a divergência de interesses entre o capital financeiro ocidental e as nações emergentes do Sul e do Oriente.
 
O rearmamento de Moscou e sua crescente assertividade ante as tentativas de intervenção dos EUA no Oriente Médio e na Europa Oriental, a reaproximação estratégica com a China (também em fase de expansão de seus recursos militares e esfera de influência) e a articulação dos BRICS para oferecer opções ao sistema dólar-FMI-Banco Mundial são consequências lógicas desses passos e a desajeitada e mal disfarçada tentativa de incorporar a Ucrânia ao sistema da Otan e da União Europeia foi a gota d’água que entornou o copo.
 
Continua inimaginável o retorno a um planeta dividido em dois mundos estanques. As economias da China e Rússia, de um lado, e dos EUA, Europa e Japão de outro, tornaram-se interdependentes demais para um retorno ao quase isolamento comercial mútuo dos tempos do pós-Guerra. Mas o momento aponta para um realinhamento importante de fluxos comerciais e políticas econômicas, que conduzem a uma realidade menos complacente para com as transnacionais ocidentais, em que o fluxo de capitais e mercadorias será condicionado por blocos geopolíticos e pelo esforço consciente dos emergentes para quebrar a hegemonia do Ocidente em favor de um mundo mais policêntrico.

Às sanções norte-americanas, europeias, japonesas e australianas de março e abril, quase simbólicas, o Kremlin respondeu com um acordo bilionário de exportação de gás à China, para advertir que depende menos da Europa do que os europeus da Rússia. Quando a guerra civil na Ucrânia se declarou, foram impostas (a partir de 17 de julho) sanções mais reais, incluindo o bloqueio de transações e venda de equipamentos a toda a indústria bélica russa e aos principais bancos e empresas de energia estatais. E, desta vez, a resposta russa foi um embargo às importações agropecuárias de todos esses países, além de bloquear seu espaço aéreo às companhias ucranianas e ameaçar fazer o mesmo ao Ocidente.
 
A reação de Putin fecha o mercado russo a 10% das exportações agrícolas e pesqueiras europeias, nada desprezíveis 15 bilhões de dólares anuais (90% das importações russas do setor). No mesmo dia, seu governo levantou as restrições sanitárias às importações de carne brasileira e peixe peruano e se reuniu com embaixadores do Brasil, Argentina, Chile, Equador e Uruguai. “A Argentina gerará as condições para que o setor privado, com o impulso do Estado, possa satisfazer a demanda do mercado russo”, anunciou imediatamente o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich. É uma oportunidade de ouro para a pesca e o agronegócio dessas e doutras nações neutras no conflito, notadamente Israel, Turquia, África do Sul, Suíça e Bielorrússia. Ao mesmo tempo, golpeia uma economia europeia estagnada em seu núcleo franco-alemão e à beira de deslizar novamente para a recessão. Estimou-se que o embargo russo reduzirá em 0,5% o já pífio crescimento europeu neste e no próximo ano (de 1,1% e 1,5% para 0,6% e 1%), aumentando as tensões internas dentro do bloco.
 
A União Europeia queixou-se, por meio da mídia, da falta de “lealdade” dos governos sul-americanos, sem considerar sua própria e antiga concorrência desleal nesse campo. Nem a ausência de autênticas razões éticas para países não alinhados tomarem seu partido. Na Ucrânia, como na Líbia e Síria, trata-se de disputas cínicas de poder e recursos naturais entre rivais. É verdade que a maioria dos países da União Europeia (com a exceção cada vez mais embaraçosa da Hungria) é internamente mais tolerante e democrática do que a Rússia de Putin, mas na política externa, pretender a superioridade moral do Ocidente é pura hipocrisia.

A guerra civil iniciada na Ucrânia logo após a eleição presidencial de 25 de maio (mesma data da eleição parlamentar europeia) forçou 344 mil a abandonar suas casas e deixou, até agora, entre 2 mil e 3 mil mortos, metade dos quais civis. Além de aparentemente terem derrubado um avião civil da Malaysia Airlines por engano, os rebeldes pró-russos cometeram execuções arbitrárias e outros abusos e recebem armas, reforços e assessoria de Moscou. Nem por isso deixam de ser um movimento autóctone com respaldo popular no leste do país, onde os laços culturais e econômicos com o país vizinho são fortes e o viés ultranacionalista, pró-ocidental e neoliberal do novo regime de Kiev é visto com muita desconfiança.

E é sintomático da despreocupação com que a mídia e os governos  ocidentais aplicam à vontade o princípio de dois pesos e duas medidas que os mesmos líderes europeus e norte-americanos que pediram uma intervenção armada contra Bashar al-Assad por usar aviões e armas pesadas “contra seu próprio povo”, armar fanáticos cruéis (as milícias shabiha na Síria, as brigadas de militantes neonazistas do “Setor de Direita” na Ucrânia) e dificultar o acesso de ajuda humanitária a cidades sitiadas e bombardeadas aceitam com naturalidade que seus aliados em Kiev façam precisamente o mesmo, pelas mesmas exatas razões ou pretextos.
 
É difícil prever o desfecho do conflito na Ucrânia. Os pró-russos parecem estar cercados e perdendo terreno em torno de suas capitais, Donetsk e Lugansk. Apesar de a Ucrânia alegar quase diariamente a invasão de seu território e dizer ter destruído uma “coluna de blindados russos” em 15 de agosto (o que a Otan não confirmou), a Rússia não parece disposta a intervir abertamente e é possível que os rebeldes sofram em breve uma derrota militar decisiva. Mas as razões da revolta continuam vivas e agravadas pela destruição da economia do leste e pela situação de milhares de refugiados, o que praticamente garantem uma tensão duradoura dentro do país, entre a Ucrânia e a Rússia e entre o Ocidente e os emergentes, com prováveis efeitos de longo prazo nas configurações das alianças comerciais e tecnológicas mundiais.
 
*Reportagem publicada originalmente na edição 814 de CartaCapital, com o título "Efeito borboleta"
 
LEIA MAIS:
 
 
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/814/efeito-borboleta-3176.html

Dilma em O Globo, por Luis Nassif. Ou como dar um nó nas “verdades de repetição”

13.09.2014
Do blog TIJOLAÇO, 12.09.14
Por Fernando Brito
 
dilmabh
 
Assisti, de forma entrecortada pela necessidade de escrever e por uma banda larga que anda meio estreita, a entrevista de Dilma Rousseff aos  ”capa-pretas” de O Globo.
 
Tive ótima impressão: a percebi mais descontraída, naquele estado típico das pessoas que se vêem, subitamente, aliviadas e ficam, como se diz por aqui no Rio, “de bem com a vida”.
 
Ao ponto de proporcionar dois momentos de descontração: o primeiro, ao perguntar quem, afinal, estava sendo sabatinada, ela ou os jornalistas que insistiam em interromper suas respostas e o segundo, hilária, ao reagir a um defeito no microfone que teve de ser substituído: “apagão na Globo”, brincou.
 
Quanto ao conteúdo, aproveito o resumo feito pelo mestre Luís Nassif, sempre acurado, mostrando como foram sólidas as suas respostas, ao ponto de deixar um tanto quanto desconcertados os jornalistas/comentaristas globais, acostumados a impor “verdades de repetição”, e pouco ou quase nada afeitos a olhar os fatos por outra ótica senão as que lhes transmite o “mercado”, as quais reproduzem sem qualquer senso crítico.

O dia em que os entrevistadores foram obrigados a se explicar para Dilma

 Luís Nassif
 
Em geral, entrevistas com autoridades visam obrigar o entrevistado a sair da zona de conforto das afirmações não questionadas. Na entrevista de hoje, ocorreu o contrário: Dilma obrigou os colunistas do jornal a saírem da zona de conforto das afirmações reiteradas que, pela força da repetição – e da falta de contraponto -, tornaram-se verdades acabadas para seus leitores.
 
Além disso, entrevistas ao vivo reduzem o poder de manipulação da edição, do uso de frases tiradas do contexto.
 
Por exemplo:
 
Energia
 
Mostrou que o aumento da energia este ano está ligado à seca, a maior da história, não à redução tarifária imposta no ano passado.
 
Defendeu a revisão tarifária, pelo fato das usinas já estarem depreciadas. Se a renovação da concessão não é onerosa, não haveria porque incluir nas tarifas itens como depreciação – que a encareciam.
 
Rebateu a ideia de que a manutenção da oferta este ano tivesse qualquer ligação com as termelétricas construídas no período FHC.
 
Rebateu enfaticamente os que afirmaram que o setor elétrico está quebrado. Quebrado é quem não pode honrar seus compromissos. Não é o caso do setor elétrico que está com problemas apenas de descompasso de caixa.
 
Nenhum de seus argumentos foi rebatido, porque as críticas sempre focaram os pontos errados.
 
Na atual crise sobressaem as seguintes questões:
 
Coloca em xeque o modelo elétrico desenvolvido pela própria Dilma, enquanto Ministra das Minas e Energia. Pelo modelo há contratos de longo prazo e o mercado à vista. Quando a geradora não consegue entregar a energia combinada, tem que ir no mercado à vista se suprir. Em tempos de escassez profunda de água, como o atual, há uma explosão no mercado à vista que desequilibra financeiramente o sistema. Esse mecanismo precisa ser revisto.
 
O erro da renovação dos contratos de concessão não estava no conceito mas no valor arbitrado para a antecipação dos contratos. As companhias estaduais não aceitaram. A Eletrobras foi obrigada a engolir e, com isso, o governo feriu gravemente um dos grandes pilares de investimento no setor.
 
Além disso, não há clareza suficiente, no novo modelo, sobre o que é de responsabilidade da concessionária e do governo.
 
Casamento homossexual
 
Mais claro, impossível.
 
O governo é a favor da criminalização da homofobia, do casamento civil homossexual, da união estável e da adoção. Mas só pode arbitrar na parte que lhe cabe: os contratos civis.
Na condição de Estado laico, não compete ao governo interferir no casamento religioso, que depende de cada religião. A César o que é de César… Algo tão óbvio e que tem sido mascarado nas manchetes de jornais.
 
Reajuste de combustíveis
 
Dilma mostrou que nos seu governo, o reajuste do preço da refinaria foi superior ao do IPCA no período.
 
Quando se levantou o bordão de que os preços internos de combustível teriam que acompanhar os preços internacionais, liquidou a questão com o caso norte-americano do gás de xisto. Nos Estados Unidos, cobram-se US$ 4 dólares; no mercado internacional, é US$ 12 a US$ 15. Por que não se igualam os preços? Porque a prioridade é a recuperação da indústria siderúrgica e da petroquímica norte-americana, garantindo empregos e recuperação da economia.
 
Ninguém contraditou seus argumentos.
 
A questão central sequer foi abordada: a análise do fluxo de caixa da Petrobras versus os
compromissos assumidos com o pré-sal.
 
Sobre as CPIs
 
Pretender que a presidente responda pela ineficácia das CPIs é demais. Lembra o filho de uma amiga que, cada vez que o carro para em um semáforo, brada: “É culpa da Dilma!”. Assim como na cobrança sobre o apoio de Sarney e Collor, parece faltar aos jornalistas a noção sobre independência dos poderes, sobre as atribuições do presidente da República.
Os jornalistas – velhas raposas políticas – sabem disso. Mas sabem que atribuir tudo à presidente tem eficácia junto aos leitores. Desde que a presidente não esteja ao vivo para rebater. A resposta foi óbvia. As CPIs tem na maior parte das vezes apenas interesses políticos. A oposição é representada. E não cabe à presidente interferir em outro poder.
Destaque para o tratamento respeitoso conferido à entrevista, sem os bordejos televisivos, de muito jogo de cena agressivo e pouco conteúdo.
 
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=21170

Santa Casa de BH se retrata após receituário "Fora Dilma" :

13.09.2014
Do portal  BRASIL247
 
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Pacientes da Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte receberam exames com inscrição "Fora Dilma"; médico seria ferrenho crítico da presidente e do PT nas redes sociais; instituição lamentou o caso e apresentou formalmente pedido de desculpas à presidente Dilma Rousseff, classificando-o como "ato de sabotagem"
 
SÃO PAULO - Era para ser só um exame comum, mas transformou-se em muito mais do que isso. Nesta semana, um paciente da Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte se surpreendeu ao receber o resultado do seu exame de vista, impresso por uma ferramenta própria de oftalmologistas, com um conteúdo contra a candidata à reeleição Dilma Rousseff.
 
No topo da folha, era possível ler a mensagem "Fora Dilma", além dos dados técnicos sobre o exame. A mensagem foi impressa em diversos recibos e repercutiu na cidade.
 
De acordo com o jornal O Tempo, os pacientes que receberam exames com essa inscrição foram atendidos por um médico que é ferrenho crítico da presidente e do PT nas redes sociais e que o exame com o Fora Dilma já aparece nos exames há mais de três meses.
 
E, em resposta oficial divulgada nesta sexta-feira (12), a Santa Casa lamentou o caso e apresentou formamelmente pedido de desculpas em relação ao ocorrido, classificando-o como "ato de sabotagem". A carta é destinada à Dilma Rousseff. Confira abaixo:
 
À EXMA. SRA.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil / Candidata à Presidência do Brasil - 2014
 
O Grupo Santa Casa BH manifesta publicamente seu pesar e apresenta formalmente pedido de desculpas pelo lamentávelato de sabotagem ocorrido na Clínica de Olhos da instituição e noticiado por órgãos da imprensa no dia 10 de setembro.
 
Por repudiar qualquer tipo de manifestação de desrespeito à figura da Presidenta da República, de intolerância a qualquer corrente de pensamento ou de uso indevido do nome ou imagem da Santa Casa BH na tentativa de influenciar a escolha soberana e democrática da população brasileira, o Grupo Santa Casa BH abriu sindicância para apurar o fato e identificar o(s) responsável(eis) por este mal feito e para que sejam aplicadas as medidas legais cabíveis.
 
Importante ressaltar que, em seus 115 anos de existência, a instituição sempre se pautou pela isenção, neutralidade e decoro em processos eleitorais e disputas partidárias. Em seu Conselho, conta com pessoas ilustres que exercem ou exerceram cargos públicos, filiados a diversos partidos políticos de diferentes correntes de pensamento.
 
A principal missão da Santa Casa BH é servir a população mineira com serviços hospitalares e ambulatoriais de excelência, atualmente 100% dedicados ao Sistema Único de Saúde. Nos últimos anos, experimentamos notável crescimento e qualificação nos atendimentos prestados graças às profícuas parcerias junto aos poderes Federal, Estadual e Municipal.
 
Por fim, gostaríamos de convidá-la a visitar pessoalmente a nossa instituição, nacionalmente conhecida como um exemplo de sucesso na prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde e de amor ao povo mineiro.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/153308/Santa-Casa-de-BH-se-retrata-após-receituário-Fora-Dilma.htm