sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TV DA DITADURA: Globo assume – naquelas – o apoio ao golpe de 1964. E não pede desculpa!

12.09.2014
Do blog SOMOS ANDANDO
Por Cris Rodrigues

Eis que o Globo faz um mea culpa e se diz arrependido de ter apoiado o golpe militar no Brasil. Peraí, é isso mesmo? Hmm, na verdade, não exatamente. O editorial em que o jornal carioca assume que quase 50 anos atrás fez outro editorial comemorando o 1º de abril de 1964 como o ressurgimento da democracia diz sim que foi um erro, mas não chega a dizer que não deveria ter feito o que fez ou que hoje não faria o mesmo.

Ok, assumir um erro, antes tarde do que nunca, é válido, assim como responder ao clamor das ruas. Mas só é válido mesmo se é legítimo. E desconfio que não seja o caso.

Primeiro, o texto cita outros jornais e “parcela importante da população” como que para dizer que não estava sozinho e diminuir sua culpa. Manhê, o Joãozinho jogou bola dentro de casa, daí eu joguei também e quebrei o vaso. A culpa é tão do Joãozinho quanto minha. Ou seja, bora apontar o dedo pros outros pra tentar aliviar a consciência, diminuir um erro que é nosso, só nosso. Ainda mais quando já somos bem grandinhos e podemos – devemos – tomar decisões sozinhos.

Depois, criticam João Goulart, suspeito ainda de dar um golpe, o que justificaria, então, outro golpe defensivo. Hein? Boa estratégia, defender um golpe pra evitar outro golpe que seria dado pelo presidente democraticamente eleito, que, por sua vez, foi antidemocrático ao retomar o presidencialismo através de um, vejam bem, plebiscito, com votos do povo. Muito coerente. Tem um parágrafo ali tão torto, tão contraditório e tão cheio de ódio que chega a dar preguiça. Mas que comprova que as intenções do editorial não são tão verdadeiras assim.

 
Aí querem nos fazer crer que passaram a ditadura inteira tentando convencer os militares a acabar com ela. Aham. Pra isso, citam um editorial de Roberto Marinho em 1984. Elogiando Geisel, um presidente-ditador, ainda que tenha sido ele o responsável pela abertura inevitável. “Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia”. Ou seja, reconhecia totalmente o erro, só que não. E ainda o justificava.

“Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade.” E eu achando que era um texto pra reconhecer que tinha acontecido extamento o contrário e pra pedir desculpa a todos que foram expulsos do país, que foram presos, torturados, mortos. Já no fim, ainda diz: “Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva”. Não, não são. Muitos deles estão vivos e ainda buscam, no mínimo, um pedido de desculpa, já que a justiça parece tão distante. Esse pedido não veio. E, na boa, sem ele esse texto todo não vale nada.

É bonito dizer que foi um erro, mas “pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.”

Em determinado momento, o editorial diz que é preciso compreender os atos e os posicionamentos dentro do seu contexto. De fato, por justiça, é preciso entender o momento histórico. Nesse caso, é hipócrita não dizer que as Organizações Globo lucraram imensamente com a a ditadura. Não seriam o que são hoje sem ela. E isso, olha só, não está no texto.

Ainda que fosse um mea culpa de coração, não seria suficiente. A sociedade continua pagando pelos posicionamentos das grandes organizações da mídia. Ainda espero um editorial da Globo assumindo a criminalização dos movimentos sociais, o apoio na eleição do Collor, a perspectiva neoliberal por que rege seu noticiário, a tentativa de derrubar governos democraticamente eleitos porque são de esquerda e tantas outras coisas.

De qualquer forma, já é possível dizer com certeza que o período de 64 a 85 foi, na verdade, uma ditadura civil-militar, com apoio de parcelas poderosas da sociedade civil, como grandes grupos de imprensa.
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Fonte:http://somosandando.com.br/2013/09/01/globo-assume-naquelas-o-apoio-ao-golpe-de-1964-e-nao-pede-desculpa/

Tolerância e Exclusividade: numa época de muitas escolhas a singularidade de Cristo faz sentido

12.09.2014
Do portal ULTIMATO ON LINE, 11.09.14
Por Luiz Fernando Dos Santos
“Quem tem o Filho, tem a Vida!” (1Jo 5.12).
Vivemos em plena ditadura, a mais cruel das ditaduras e ninguém se dá conta ou reclama. 
Estamos sob o regime ditatorial do relativismo, do pluralismo radical, daquilo que os eruditos chamam de pluralismo filosófico ou hermenêutico. 
Este é o mais perigoso e sério desenvolvimento da pós-modernidade, é a postura de que qualquer noção de uma declaração ideológica ou religiosa em particular é intrinsecamente superior a outra é necessariamente errada.
O único credo absoluto é o credo do pluralismo! Nenhuma religião tem o direito de se destacar a si mesma correta ou verdadeira. Mas, nenhuma outra instituição tem o direito de defender verdades universais e absolutas. Não há mais que se falar em ética, mas em muitas éticas, pois há muitas verdades. Tudo depende da percepção, da conveniência e do subjetivo. Esta hermenêutica radical é um processo de desconstrução dos princípios que regeram e fundaram a cultura ocidental sobre os valores judaico-cristãos e até aqui, o que apresentaram no lugar não passou de falácias e o homem não se viu numa condição mais livre, mais feliz ou superior.
Antes pelo contrário, o que assistimos dia a dia é uma cultura do efêmero, dos excessos, da ostentação, do consumismo. Encontramos todos os dias personalidades desintegradas, pessoas sem identidade correndo atrás do sentido da vida fazendo toda sorte de testagens. O ícone pop desta cultura e quem sabe seu melhor intérprete talvez tenha sido mesmo o Raul Seixas e a sua sociedade alternativa com sua metamorfose ambulante. Cada um deve fazer o que “der da telha”, cada um deve viver em contínua transformação e mudança de opinião sem jamais possuir nenhum princípio ou balizamento moral.
A ditadura do relativismo, como em toda ditadura, tem lá os seus mecanismos de coerção. O primeiro deles é consumismo irresponsável e doentio. O Consumismo traz a ideia de que não possuir e não consumir tal bem, Marca ou modelo ‘é não-ser’, não existir socialmente, não poder interagir culturalmente. O consumismo, através do marketing agressivo, gera enormes falsas necessidades apelando para as fraquezas e vulnerabilidades mais expostas das pessoas, de modo que elas desenvolvem verdadeiro pânico de se virem alienadas e não aceitas em seu círculo social. E, para manter cativos os homens gera-se esta cultura vertiginosa de um novo lançamento e uma nova moda (sempre descartável e superficial) a cada semana.
O segundo mecanismo desta ditadura é a indústria do entretenimento pelo entretenimento. As artes, as produções culturais, a TV, o Cinema e a indústria fonográfica não possuem quase ou nenhum interesse em comunicar qualquer sentido à realidade. Nem mesmo se prestam para fazer uma leitura crítica do homem e do mundo. O que desejam é explorar o universo sensorial do homem comunicando algum prazer, na maioria das vezes, explorando a sensualidade através de paixões desgovernadas, bizarras e doentias. Há toda uma indústria que banaliza a violência, a morte e desmistifica a sacralidade da vida em todos os seus estágios, coisificando assim a existência humana e embrutecendo toda uma geração. Mas, este tipo de entretenimento alienante também aportou nas Igrejas Evangélicas. Não poucos púlpitos e programas de cultos também exploram o bizarro e o dantesco manipulando emoções e carências sem nenhum pudor e sem nenhum compromisso ético. Muito da subcultura cristã gospel não produz coisa alguma além de música comercial com letras e melodias que por pouco não são confundidas com mantras.
Neste contexto secularizado, de múltiplas escolhas, de relativismo levado às últimas consequências como viver a nossa fé cristã?
Algumas pistas: 1. Jamais ceder à tentação de uma igreja “Avestruz”. Não podemos, em face de tantos e complexos desafios da cultura contemporânea enfiar a cabeça em um buraco e fingir que não temos nada a oferecer, nada a compartilhar e assumir um papel irrelevante;
2. Não podemos nos deixar capitular à mentalidade da época e assim assumir nosso lugar neste mosaico, neste caldeirão de “muitas verdades” e nos contentar com um discreto papel coadjuvante;
3. Não podemos ser intolerantes e segregacionistas. Não podemos assumir um papel arrogante e sairmos por aí simplesmente acusando, difamando e destruindo reputações. Longe de nós tais coisas;
4. Precisamos sim em amor, com genuíno e desinteressado amor, com lógica racional, apego à verdade e a Justiça, apresentar a exclusividade de Cristo e sua Superioridade sobre as pessoas em primeiro lugar e só depois às suas ideias;
5. Precisamos, na dependência do Espírito Santo, convencer de que não somos os donos da verdade, absolutamente. Mas, servos dela.
O caos do relativismo é a grande chance dos cristãos e da Igreja a partir de sua vida integral e íntegra, apresentar um sistema e um estilo de vida que responda a todas as inquietações do homem e da sociedade. Neste mundo plural a singularidade de Cristo faz todo o sentido!
 
 *Luiz Fernando Dos Santo, é  pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).      Textos publicados: 21 [ver]
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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/tolerancia-e-exclusividade-numa-epoca-de-muitas-escolhas-a-singularidade-de-cristo-faz-sentido

Ibope e Vox Populi contrastam com Datafolha

12.09.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz

 Uma tendência é certa nas últimas pesquisas eleitorais: Marina Silva (PSB) está em queda, Dilma Rousseff (PT) em ascensão e Aécio Neves estagnado
reprodução
O que mais coloca em dúvida a pesquisa do Datafolha são os números muito baixos de indecisos e nulos no segundo turno

O que traz incertezas quanto à consistência dos levantamentos são diferenças entre alguns institutos, acima da margem de erro. Duas pesquisas, uma do Vox Populi e outra do Datafolha, foram feitas exatamente nos mesmos dias, entre 8 e 9 deste mês, e encontraram alguns números contrastantes além das faixas de tolerância. Quem estaria certo?

O tira-teima foi outra pesquisa, do Ibope, contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (12). Foi encerrada no dia 8, data bem próxima das outras, e registrou uma tendência mais parecida com o Vox Populi, o que deixa o Datafolha em saia justa.

Como se vê na tabela, sobre o primeiro turno, as intenções de votos em Aécio estão idênticas (15%) nos três institutos. Em Dilma estão dentro da margem de erro (36% e 39%), mas no caso de Marina, o Vox Populi registrou 28%, enquanto o Datafolha 33% para a candidata do PSB. São 5 pontos de diferença, acima do limite da margem da erro, que é de 2,2 pontos no Vox Populi e 2% no Datafolha. O Ibope registrou 31%, intermediário entre os dois institutos, mas foi a campo na véspera das outras pesquisas. Logo, se a tendência era de queda de Marina e oscilação para cima de Dilma, tende a coincidir mais com a apuração do Vox Populi.

Outra divergência foi nos indecisos. O Vox Populi destoou com 13%, enquanto o Datafolha registrou 7% e o Ibope 5%.

Na sondagem de segundo turno, todos institutos registraram Dilma chegando ao empate técnico com Marina, mas com números diferentes. Dilma teve 41% no Vox Populi, 42% no Ibope e 43% no Datafolha, resultado idêntico dentro da margem de erro. Marina teve 42% no Vox Populi e 43% no Ibope, o que coloca os 47% no Datafolha em dúvida.

Apesar de alguns números divergirem acima da margem de erro, a diferença é pequena e pode de fato ocorrer dentro da probabilidade estatística.

Mas os números do Vox Populi e Ibope são ainda convergentes quando analisamos os votos inválidos e indecisos. No primeiro turno, o Vox Populi registra 7% de intenção de votos nulos/branco/ninguém. No segundo, esse número sobe para 10%. É um resultado esperado. 

Parte dos eleitores de Aécio Neves (PSDB) ou de Luciana Genro (Psol), por exemplo, pode dizer que anula o voto caso seu candidato não passe para o segundo turno. A mesma lógica acontece no Ibope. Nulos/Branco são 8% no primeiro turno e 10% no segundo. No caso do Datafolha, registram-se tanto no primeiro como segundo turno 6%. Possível, mas pouco provável.

O que mais coloca em dúvida a pesquisa do Datafolha são os números extremamente baixos de indecisos e nulos no segundo turno. Somados dão 10% em segundo turno, contra 17% do Vox Populi e 15% do Ibope.

Quando o candidato do PSB era Eduardo Campos, os votos nulos e indecisos eram maiores. Com a entrada de Marina Silva na disputa, ela capturou a maioria destes votos em um primeiro momento. Atraindo os holofotes para si, teve suas contradições expostas e passou a perder votos. É de se esperar que parte dos votos da “antipolítica”, que antes iria anular o voto, volte a fazê-lo.

E também é de se esperar que parte dos votos sem certeza que pendiam para Marina, migrem para outros candidatos à medida que o eleitor volúvel compare as propostas e conheça melhor a candidata. O que leva Marina a cair é ficar mais conhecida. Suas posições que agradam uns, desagradam outros. Inicialmente ambos viam nela a ideia de votar naquilo que julgavam se identificar, sem conhecê-la direito.

Quando Marina tenta neutralizar críticas de inexperiência, dizendo que foi vereadora, deputada, senadora duas vezes e ministra, essa longevidade política já espanta parte do eleitorado da chamada “nova política”. Marina não é tão novidade assim. Ela conviveu “com tudo isso que está aí” por mais de duas décadas ocupando cargos políticos.

Quando ela tenta neutralizar a falta de base de sustentação política, que levou à renúncia de Jânio Quadros e ao impeachment de Collor, dizendo que vai governar com todos os partidos, mesmo dizendo que com “os melhores”, o eleitor que gritava “sem partido” em junho de 2013, já não a vê como opção. E aquele consciente de que sem uma reforma política a governabilidade se faz obrigatoriamente com quem é eleito no Congresso Nacional, vê incapacidade ou falsidade.

Quando ela volta atrás no programa de governo depois de quatro tuitadas do Pastor Silas Malafaia, ela desagrada e perde a confiança de outros setores. Marina se complica tendo declarações do presente desmentidas por atos do passado, como na questão da votação na CPMF, dos transgênicos, do agronegócio, ou ao ter posição contraditória sobre o pré-sal, que ela trata como um mal que tem de ser aturado e combatido. Em vez de azucrinar o pré-sal brasileiro, deveria mirar no Canadá por extrair petróleo de areias betuminosas no Ártico, em um processo muito mais poluente.

Quando ela procura varrer para baixo do tapete o escândalo da compra por empresas laranjas do avião de campanha dela e de Eduardo Campos, perde a aura de paladina da ética. Também não combina com a tal “nova política” manter em segredo quem paga por suas palestras. Marina não é uma empresária que entrou na política. É uma política que virou empresária para se manter candidata desde 2010. Quer queira, quer não, o eleitor desconfiado sente cheiro de “velha política” quando políticos escondem de onde vem suas fontes de renda, mesmo em atividades privadas e mesmo que não tenha necessariamente nada ilegal. O próprio clima inquisicional criado na imprensa tradicional para fazer o eleitor odiar a política, em vez de reformá-la, estimula essa desconfiança. Clima este que a própria Marina estimulou.

Ela perde votos quando usa dois pesos e duas medidas no trato da corrupção. Uma medida para pré-condenar Dilma pelos atos de terceiros, no caso um ex-diretor da Petrobras, funcionário de carreira, e usa outra medida para pedir o benefício da dúvida para Eduardo Campos, supostamente envolvido pela delação premiada deste mesmo ex-diretor.

O eleitor fica com um pé atrás ao ver o excessivo vínculo ao banco Itaú, pela influência da banqueira Neca Setúbal, inclusive através de patrocínios financeiros para as atividades privadas da candidata. Piora o discurso de Marina repetir bordões lobistas do mercado financeiro, tal como ceder a propostas de independência do Banco Central.

Marina começou tentando agradar a todos, apelando para sentimentos que são unânimes tais como governar com os bons, ser a favor de tudo que é do bem, e um monte de simplismos que todo mundo, desde criança, concorda. Mas na hora de ser obrigada a deixar de discutir o sexo dos anjos, e se posicionar sobre problemas reais do Brasil, ela perde votos ou de um lado ou de outro. E ainda corre o risco de, ao tentar agradar a todos, não agradar ninguém.

Daí ser estranho o Datafolha ainda ostentar índices tão altos para Marina, como se ela ainda fosse unanimidade entre quem está contrariado com qualquer coisa que acontece no Brasil.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/09/ibope-e-vox-populi-contrastam-com-datafolha-6625.html

MENTIRAS DA MÍDIA DESMACARADA: Sindicância conclui que não houve fraude da CPI

12.09.2014
Do portal BRASIL247
 

Comissão de sindicância instalada no Senado para apurar manipulação de depoimentos prestados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, conforme afirmou a revista Veja, concluiu que "não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos" e decidiu arquivar o processo

Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
 
A comissão de sindicância instalada no Senado para apurar denúncia publicada pela revista Veja de manipulação dos depoimentos prestados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras concluiu que "não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos" e decidiu arquivar o processo.
 
Segundo a revista, a presidenta da estatal, Graça Foster; o ex-presidente José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró "tiveram acesso antecipado" e foram treinados para responder perguntas dos senadores que investigam a existência de irregularidades na Petrobras.
 
A nota da Assessoria de Imprensa da Casa informa ainda que a comissão de sindicância funcionou por 37 dias, tomou 14 depoimentos, investigou as caixas-postais de correio eletrônico dos envolvidos, verificou o controle de acesso aos arquivos eletrônicos confidenciais, examinou os documentos consultados nas reuniões da CPI e analisou os vídeos dos depoimentos, por diferentes câmeras, bem como o vídeo que originalmente fundamentou a denúncia.
 
Entre as pessoas ouvidas pela sindicância está Paulo Argenta, assessor especial do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, além de três funcionários da Petrobras: o chefe do escritório em Brasília, José Eduardo Barrocas; o advogado Bruno Ferreira e o chefe do Departamento Jurídico do escritório em Brasília, Leonan Calderaro Filho. Eles aparecem em um vídeo, mostrado por Veja, conversando sobre as perguntas que seriam formuladas.
 
A solicitação de abertura de sindicância foi feita pelo presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). À época – no ofício encaminhado ao presidente da Casa, senador Renan Calheiros, e o ao diretor-geral, Luiz Fernando Bandeira de Mello –, ele pediu a "instauração de sindicância com a finalidade de apurar a ocorrência de irregularidade administrativa".
 
O senador também pediu investigação pela Polícia Federal. Três servidores de carreira do Senado foram designados, pela Diretoria-Geral da Casa, para fazer parte da comissão de sindicância: o consultor legislativo especialista em direito penal Tiago Ivo Odon, o analista da Secretaria-Geral da Mesa e especialista em direito eleitoral Marcelo Inácio de Aranha Menezes e o analista da primeira-secretaria, especialista em direito legislativo e processual, José Mendonça de Araújo Filho.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/153255/Sindicância-conclui-que-não-houve-fraude-da-CPI.htm

Aécio ameaça liberdade de expressão

12.09.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 11.09.14

A nota do Turquim ao Aécio 10 09 NOTA DE REPÚDIO À VOLTA DA CENSURA NO BRASIL

É com muita surpresa e indignação que repudio a volta da censura no Brasil, uma vez que discordo totalmente do que é alegado sobre o meu perfil, @turquim5, no Processo nº 1081839-36.2014.8.26.0100.

Informo ainda que já constitui advogado e este me representará, no sentido de exigir que as alegações caluniosas sejam comprovadas, o que eu tenho convicção de ser impossível, uma vez que são MENTIROSAS e, portanto, iremos atrás da justiça para que caibam as punições a quem, de alguma forma, quer me calar a todo e qualquer preço, inclusive passando por cima dos direitos e garantias fundamentais que são assegurados pela Constituição deste país.

Venho frisar que utilizo a rede social Twitter porque a entendo no sentindo amplo de rede social, que permite a explanação de meus ideias, o compartilhamento deles para com quem quer que seja e a interação de quem se identifica com ele. Estou na rede há mais de 5 anos, sempre fazendo amizades e retuitando tudo que julgava conveniente, do mesmo modo que todos que estão na rede o fazem. Ratifico aqui, que nunca houve a utilização da rede com MÁ-FÉ ou intuito de prejudicar quem quer que seja. Comento sobre política sim, porque sou livre para fazê-lo. Todavia, como é de fácil verificação, comento sobre futebol, Olimpíadas, Copa do Mundo, esportes em geral e até sobre o clima me permito comentar. O Ministro Luis Roberto Barroso, durante o seminário “Justiça e Imprensa — Temas e Propostas”, discorreu sobre o tratamento da imprensa a pessoas públicas: “Quem aceita ter uma vida pública, fica exposto a todo o tipo de crítica e tem que conviver com isso com serenidade e grandeza.”

Jamais utilizei meu perfil para caluniar o Senador Aécio Neves, o que eu faço é apenas comentar o que já é largamente disseminado na internet como um todo. Tudo o que eu falo, alguém na grande mídia já falou antes, como pode-se verificar no vídeo do apresentador Danilo Gentili, visualizado por milhares de vezes no youtube . Tudo o que tuíto, eu cito fontes. Não me permito ser leviano com meus seguidores e jamais persegui a uma pessoa no singular. O que eu faço é defender o governo que me identifico, e isso me é permitido em um Estado Democrático de Direito. Já se passaram várias oposições desde que entrei na rede e nunca mudei meu comportamento por ser o opositor x ou y. Costumo informar a fonte daquilo que estou comentando, mesmo que isso não seja obrigação nenhuma minha.

Quanto às acusações, no mínimo cômicas, de que eu seria um robô ou de que receberia qualquer coisa em troca de minha militância, desafio qualquer pessoa a provar que eu ganho algo ou que algum dia já ganhei em troca do que tuíto e/ou discurso na minha vida pessoal.

Eu milito desde os 14 anos e nunca mudei de lado. Tenho convicção de que mereço, no mínimo, respeito.

Solicito, diante do exposto, que o Twitter Brasil mantenha minha conta ativa até que alguma autoridade judicial decida pelo contrário, sob pena de estar me cerceando ao censurar meus direitos e garantias fundamentais e, concomitantemente, de todos os meus 12 mil seguidores, que, de alguma forma, se sentem oprimidos toda vez que tentam me calar.

Por fim, desejo que se esclareça que defendo Lula e Dilma porque não penso só em mim, mas sim no Brasil como um todo, que tanto progrediu e poderá se beneficiar ainda mais, caso continue nas mãos certas.

Forte abraço!
@turquim5
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/aecio-ameaca-liberdade-de-expressao/