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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jornal da Globo age como partido de oposição e fere dignidade das pessoas pobres

08.09.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz 

Apresentador lê editorial em protesto à recusa da presidenta Dilma em participar do programa 

jornal da globo
Com cara de poucos amigos, o apresentador William Waack leu as seis perguntas que faria à presidenta
Há estudos demonstrando que a TV Globo exerce um papel político muito semelhante ao de um partido de oposição ao governo petista. Um recente é omanchetômetro, estudo feito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro que analisa notícias positivas e negativas sobre cada candidato, demonstrando um desequilíbrio brutal favorável aos presidenciáveis da oposição.
Com este histórico, o telejornal noturno Jornal da Globo deveria demonstrar sobriedade quando um presidenciável não aceita o convite para mais uma entrevista exclusiva. Em vez de apenas registrar que o convite feito à presidenta Dilma Rousseff  foi declinado, como é de praxe, os apresentadores comportaram-se exatamente como partido de oposição, fazendo um editorial de protesto contra a candidata, inclusive lendo no ar as perguntas que seriam feitas.
A TV Globo tem quatro telejornais diários com veiculação em rede nacional (manhã, hora do almoço, Jornal Nacional e tarde da noite). Nenhum candidato é obrigado a dar entrevista exclusiva a todos os programas da mesma emissora. A presidenta já concedeu entrevista como candidata ao Jornal Nacional. A TV Globo tem hegemonia comercial em seu ramo, mas não pode querer monopolizar a agenda de candidatos para sua programação, seu prestígio e seus interesses comerciais. Existem outras emissoras de televisão e outras mídias que também convidam candidatos para entrevistas e em uma campanha nem existe tempo hábil para atender a todos. Então, cada um decide como administrar a agenda do candidato. Uns preferem se submeter totalmente aos caprichos editoriais da maior emissora, outros preferem a diversidade, procurando atender a convites de outras emissoras e outros compromissos de campanha que também são importantes.
Em vez de reclamar no editorial de protesto, se a TV Globo tivesse mais interesse em fazer um bom jornalismo e extrair dos candidatos informações mais úteis aos telespectadores, poderia fazer uma entrevista mais longa com cada candidato, que desse tempo de responder com mais profundidade, e levar ao ar dividida nos quatro telejornais ou em dias diferentes. Ao escolher o formato de interrogatório visto no Jornal Nacional, é natural que haja candidatos que considerem pouco produtivo para o telespectador ser bem informado.
Quando os apresentadores perderam a objetividade e se comportaram como partido político de oposição, deram uma razão a mais para a candidata declinar do convite. Afinal, não é normal candidatos irem à sede de partidos opositores para darem entrevistas. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama já recusou por muito tempo entrevistas exclusivas para a TV Fox News, exercendo um direito dele e sinalizando discordar do desequilíbrio no noticiário favorecendo seus opositores. Dilma Rousseff nem de longe chegou a este ponto, pois contemplou a TV Globo atendendo a um telejornal.

Pergunta asquerosa

O telejornal leu as seis perguntas que faria na entrevista. Cinco eram questionamentos pertinentes sobre problemas nacionais, mas a última é de uma desumanidade assustadora, pois fere a dignidade humana.
"A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?", leu o apresentador Willian Waack.
Já é péssimo contra a dignidade humana tratar prótese dentária pelo termo pejorativo "dentes postiços". Mas se o problema fosse só o mau gosto do termo, seria apenas uma gafe. Muito mais triste é a negação da cidadania às pessoas mais pobres e falta de fraternidade embutida na pergunta.
Qualquer pessoa que sabe orientar outra no exercício de um direito de cidadania deve fazê-lo. Se alguém conversar com idoso que já tem direito a aposentadoria mas ainda não tem consciência disso, é até desumano você saber e não orientá-lo. Da mesma forma, se uma equipe foi fazer uma gravação e viu uma cidadã que não tinha prótese dentária, e a orientou para resolver seu problema na unidade de saúde pública da cidade dela que tem atendimento de dentistas justamente para estes casos, incorreto e desumano seria não ajudá-la no encaminhamento.
Assim, parece que o neoliberalismo individualista subiu tanto para a cabeça dos profissionais da TV Globo, que agora acham errado até os mais simples gestos de estender a mão, nem que seja apenas para apontar um caminho, coisa que todo ser humano pratica no cotidiano por sua própria natureza. Só não faz assim quem está ensandecido pelo ódio.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/09/jornal-da-globo-age-como-partido-de-oposicao-e-fere-dignidade-das-pessoas-pobres-6926.html

PESQUISAS AFIRMAM QUE A INTERNET AFETA AS RELAÇÕES ENTRE JOVENS

08.09.2014
Do BLOG DO ADALBERTO FILHO
Por Revista Época

Os padrões de uso da rede marcam uma forma nova de interpretar emoções, comportamentos e até relacionamentos

Pesquisas afirmam que a internet afeta as relações entre jovens












Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, mostra que a nova geração superconectada de crianças pode ter perdido uma habilidade importante: a identificação das emoções transmitidas pelo olhar e pela expressão facial.

O estudo comparou crianças de 11 e 12 anos que passam a semana num internato (sem acesso diário à internet) a crianças que passam, em média, cinco horas por dia conectadas em seus celulares. Resultado: os internos conseguem identificar emoções em testes com fotos e trechos de filme de maneira muito mais precisa que aqueles que vivem on-line.

A troca constante de mensagens em que sentimentos são descritos por meio de letras ou palavras (por exemplo, “kkk” para rir) pode fazer esses jovens perder a capacidade de ler emoções básicas, obtidas de forma não verbal, por meio do olhar.

No Brasil, uma pesquisa feita pelo Portal Educacional avaliou o comportamento na internet de mais de 4 mil jovens de 13 a 17 anos, de escolas particulares de 14 Estados brasileiros. A conclusão é que esses jovens estão cada vez mais conectados e que o uso da internet afeta a forma como eles se relacionam. Quase 95% deles acessam a internet todos os dias (ou quase todos os dias), 83% dizem acessar a internet sempre ou quase sempre de um tablet ou de um celular, e mais de 90% começaram a usar redes sociais com 12 anos ou menos.

De acordo com a pesquisa, 22% dos jovens já ficaram com alguém que conheceram pela internet. Os que já namoraram são 11%, e 5% já fizeram sexo. Mais de quatro em cada dez jovens disseram que mesmo quem namora pode dar uma paquerada na rede.

Os pais estão longe de entender esse fenômeno. Cerca de 80% dos 300 que participaram da pesquisa dizem ter problemas com os filhos, em função do tempo de conexão. Os filhos afirmam que 80% dos pais não controlam o acesso à internet pelo celular e, dos 20% que controlam, metade só faz isso em função da conta telefônica. Pouco mais de 1% dos pais sabem que seus filhos já ficaram ou namoraram alguém que conheceram pela rede.

Entre os 60 professores que responderam a pesquisa, mais de 73% já detectaram problemas de relacionamento entre os alunos em sala de aula, por causa de conteúdos postados nas redes sociais. Quase 64% percebem casos de bullying pela internet entre os alunos.

Pais e professores dizem que o uso da internet pelos jovens é uma preocupação maior que outras questões clássicas, como drogas ou sexualidade. A pesquisa americana e a brasileira mostram que essa geração tem padrões de uso da rede que marcam uma forma nova e particular de interpretar emoções, comportamentos e até relacionamentos. Por isso, essas são questões que deveriam ser trabalhadas tanto na sala de aula quanto em casa.
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Fonte:http://adalberto-blogdoadal.blogspot.com.br/2014/09/pesquisas-afirmam-que-internet-afeta-as.html

REVISTA VEJA MANIPULA CONTRA DILMA: Os truques manjados da "Veja"

08.09.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Leandro Fortes


Dei-me ao trabalho de macular minha manhã de domingo e ler a matéria da Veja sobre a tal delação premiada de Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras.

Como era de se esperar, o texto não tem nem uma mísera prova e está jogado naquele apagão de fontes que, desde 2003, caracteriza o jornalismo denunciativo de boa parte da mídia nacional.

A matéria elenca números e nomes sem que nenhum documento seja apresentado ao leitor, de forma a dar ao infeliz assinante uma mínima chance de acreditar naquilo que está escrito. Nada. Nem uma fotocópia do cabeçalho do inquérito da Polícia Federal.

O autor do texto, então, deve ter lançado mão de duas opções, ambas temerárias no ofício do jornalismo:

1) Teve a orelha emprenhada por uma fonte da PF – agente ou delegado – e decidiu publicar a matéria mesmo sem ter nenhuma prova de nada. Dada as circunstâncias da Veja e a maneira como seus repórteres ascendem dentro da revista, esse tipo de irresponsabilidade tanto é admirado quanto estimulado;

2) Inventou tudo, baseado em deduções, informações fragmentadas, desejos, ilusões e ordens do patrão.

No texto, uma longa e entediante sucessão de clichês morais, descobre-se lá pelas tantas que os depoimentos estão sendo gravados em vídeo e criptografados, para, assim, se evitar vazamentos.

Logo, é bem capaz que Veja, outra vez, faça esse tipo de denúncia sem que precise – nem se sinta pressionada a – jamais provar o que publicou. Exatamente como o grampo sem áudio entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-mosqueteiro da ética Demóstenes Torres.

Novamente, o Frankstein jornalístico montado pela Veja visa, única e exclusivamente, atingir o PT às vésperas das eleições, a tal “bala de prata” que, desde as eleições de 2002, acaba sempre saindo pela culatra da velha e rabugenta mídia brasileira.

O esqueminha de repercussão, aliás, continua o mesmo: sai na Veja, escorre para o Jornal Nacional e segue pela rede de esgoto dos jornalões diretamente para as penas alugadas de uma triste tropa de colunistas.

Embrulhado o pacote, os suspeitos de sempre da oposição se revezam em manifestações indignadas e em pedidos de CPI.

Uma ópera bufa que se repete como um disco arranhado.

Mas é o que restou à combalida Editora Abril, depois que a candidatura de Aécio Neves morreu junto com Eduardo Campos naquele trágico desastre de avião

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/os-truques-manjados-da-veja.html

Os intocáveis da Justiça e os intocáveis na Justiça

08.09.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

juizes
Fala-se um bocado sobre o quanto ganham os senhores políticos.

E quase nada sobre o que ganham os senhores juízes, promotores e outros da camada de servidores vinculados ao Judiciário Federal, uma cadeia de proporcionalidades que atinge todos os Estados do Brasil.

Quer-se, ali, manter uma paridade de vencimentos com o que se ganharia na banca privada da advocacia, valores que não me cabe contestar, apenas lamentar, porque afastam o cidadão comum do acesso a uma boa defesa de seus interesses.

Agora, o Procurador Geral de República, Rodrigo Janot, entra com ação para impedir que o Executivo – que tem a obrigação de prover recursos –  possa fazer cortes orçamentários que impedirão Suas Excelências de reajustarem para R$ 36 mil, bem acima dos R$ 29 mil atuais.

O que repercute, como uma cascata, no teto de 80% das Justiças estaduais.
Não se discute que um juiz deva ganhar bem.

Mas deve ser discutido se podemos – e é absolutamente necessário, se mantido o atual tipo de processo judicial que temos hoje – ter, como temos, perto de 20 mil juízes, porque um juiz é caro, custa, entre vencimentos, vantagens e previdência algo acima de 35 mil reais mensais, isso numa média muito, muito modesta.

O número de juízes é pequeno, claro, mas se torna dramaticamente menor quando cada um deles tem de ficar um, dois ou mais anos com cada processo.

Se considerarmos que dos 90 milhões de processos na Justiça , cerca de 40 milhões têm os bancos e o setor de telefonia como personagens, fica bem claro o que está acontecendo.

Os interesses privados transformaram o Judiciário em território de seus interesses, porque ali retardam e limitam os pagamentos devidos pelos inúmeros danos que causam a seus clientes.

A mais importante reforma judiciária deste país é transferir para a esfera administrativa a reparação de danos de menor monta ao consumidor e associar sua concessão à aplicação de multa administrativa.

Até porque, na quase totalidade, as reparações que se busca em matéria de direito do consumidor são de pouco valor e grande repetição.

Bancos, telefônicas e outras prestadoras de serviços públicos, como as empresas de energia, transformaram as limitações dos juizados cíveis especiais em um investimento.

Mas o Judiciário, que até há pouco não se vexava de que estes grupos patrocinassem seus congressos e encontros, precisa ter a lucidez de entender que, para ter bons níveis salariais e razoável eficiência prática, não pode chamar a si funções meramente administrativas, como punir um corte indevido de telefone ou a inclusão indevida de um nome no Serasa.

Mas isso implica o Judiciário abrir mão de poder.

E poder é tão ou mais importante que salário.
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Fontehttp://tijolaco.com.br/blog/?p=20848

Funcionários do HGV param nesta segunda

08.09.2014
Do portal da Rádio CBN, Recife
Por Carolina Rangel
Eles estão preocupados com a estrutura do prédio da unidade

»Cerca de 30 funcionários do bloco G do Hospital Getúlio Vargas e do ambulatório da unidade, decidiram parar os serviços na manhã desta segunda-feira (8), por tempo indeterminado. Eles estão preocupados com a estrutura do prédio da unidade de saúde e com os riscos que ela pode causar aos pacientes e servidores.
Com a paralisação, alguns pacientes disseram ter sido prejudicados porque consultas e cirurgias precisaram ser remarcadas. A diretoria do Getúlio Vargas negou as remarcações motivadas pela paralisação. As obras de reforço estrutural dos blocos A e G já começaram e tem prazo de conclusão para daqui a seis meses.
Ouça na reportagem de Caroline Rangel
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Fonte:http://cbnrecife.com/noticia/funcionarios-do-hgv-param-nesta-segunda

ENTENDA O GOLPE ELEITORAL DA VEJA: Para entender a montagem da Veja

08.09.2014
Do portal GGN/LUÍS NASSIF ON LINE
Por Luis Nassif

Sobre a posição atual dos grupos de mídia

A atuação da mídia como partido foi liderada pelo falecido Roberto Civita, do grupo Abril, inspirado no modelo de atuação de Rupert Murdock nos Estados Unidos.

Sentindo o fim do monopólio virtual do mercado de opinião, com o avanço da Internet, Murdock montou uma frente política com os demais grupos de midia para eleger o seu presidente. Buscou na ultra-direita a retórica mais virulenta, inaugurou os ataques pessoais a políticos e jornalistas "inimigos", inundou o país de boatos e injúrias da pior espécie, disseminando-as pelas redes sociais. E valeu-se de todos os recursos dos grupos de mídia - dramatização da notícia, demonização do inimigo, aceno com o fim dos tempos - para emplacar seu candidato.

Perdeu e a primeira atitude de Barack Obama, eleito, foi convidar os presidentes da Apple, Google e Facebook para visitá-lo na Casa Branca.

Foi a marca das eleições brasileiras de 2006 e, especialmente, de 2010.

O padrão é cansativo, de tão previsível.

Veja saia na frente com seus factoides e o grupo repercutia em seguida. O fórum de orquestração se dava no Instituto Millenium. A um mês das eleições, aumentava-se a dose e tentava-se a bala de prata.

A morte de Civita acelerou o processo de perda de rumo dos grupos de mídia  Pagou-se um preço caro com a orquestração contra a Copa do Mundo, que marcou o fundo do poço da credibilidade da mídia.

Sem a antiga orquestração, os jornalões passaram a agir com o fígado, sem obedecer a uma estratégia concatenada.

De um lado, perceberam que precisariam recuperar credibilidade para dar eficácia às rodadas de ataque que antecederiam as eleições. Aí um jornal levanta o caso do aeroporto de Aécio, os outros vão atrás, na crença de um escândalo menor legitimando os escândalos maiores contra o PT. De repente, o tema sai do controle, e Aécio se queima.
Depois, vêem  Marina subindo, e ajudam na ascensão.

No meio do caminho dão-se conta de uma realidade:

1.    Aécio lhes garante a volta ao controle do Estado.

2.    Com Dilma, nada perdem, mas nada ganham. Dilma mantém a cartelização da publicidade  mas não faz negócios.

3.    Marina é uma incógnita. Seu programa aprofunda o conceito de democracia participativa ao mesmo tempo em que ela se curva às pressões de pastores evangélicos - o grupo que mais cresceu na mídia tradicional, enfrentando inclusive o poder da Globo. A política econômica é mercadista mas seus princípios ambientais são contra a economia real. Ora ela diz sim, ora ela diz não.

Sobre o álibi Veja

Em um segundo turno, entre  ela e Dilma, o ódio ao PT fala mais alto. Embora o Estadão avente a hipótese de que Marina seja braço auxiliar de Lula - o que comprova que  os jornalões estão pretendendo tirar da blogosfera até o monopólio das teorias conspiratórias.

Não mais que de repente, o factoide de Veja traz a esperança de uma respiração boca a boca capaz de ressuscitar a candidatura Aécio,.

O fato em si é simples.

Não se discute a existência do esquema Paulo Roberto Costa. É evidente que controlava uma organização criminosa incrustada na Petrobras e que tinha padrinhos políticos. E é fato que gravou depoimentos, dentro do acordo de delação premiada.

A reportagem da Veja não traz um indício de acesso ao relato. Pode ter enfiado na reportagem o que ela achasse melhor. Ou alguém acredita no respeito da revista pelos fatos?

O que importa é a maneira como os grupos de mídia tratam o escândalo.

Soltam a matéria, dão a repercussão e cobrem as páginas dos jornais com matérias sem fontes, informando que "o comando da campanha de Dilma entrou em pânico", "o PT vai ter que alterar sua estratégia e parar de falar no pré-sal", "fontes do Palácio temem que as revelações derrotem Dilma" e coisas do gênero.

Não há menção a nomes e isso lembra em muito a cobertura brasiliense do Planalto no período Geisel. O primeiro time da mídia ouvia Golbery em off. O segundo time, o Sargento Quinsan, personagem folclórico, espécie de ordenança de um dos secretários de Geisel. Na reportagem, tanto um quanto outro era "fonte do Palácio". Ou não? Aparentemente o fantasma de Quinsan voltou a frequentar o Palácio.

No centro da campanha de Dilma, a capa de Veja foi interpretada como um tiro de festim. E a repercussão da mídia atribuída à falta de experiência política das direções de redação, incapazes de avaliações mais aprofundadas sobre estratégias políticas do noticiário. Não se tem dúvida de que o segundo turno será entre Dilma e Marina.

Se houvesse algum efeito, seria a favor de Dilma. Há 12 anos, os eleitores de Lula e Dilma convivem com denúncias e factoides. Se continuam eleitores, é porque as denúncias não têm mais eficácia.

Já os simpatizantes de Marina, atraídos pela ideia de que ela é diferente, são bombardeados com factoides informando que Marina é igual ao PT.

Provavelmente os leitores aumentarão a convicção de que, com Dilma ou Marina, o jornal será sempre igual.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-a-montagem-da-veja

No Recife, Hospital Getúlio Vargas amanhece com paralisação parcial

08.09.2014
Do portal G 1/PE

Pacientes relatam não conseguir atendimentos e cirurgias foram adiadas 
 
Entrada do ambulatório do Hospital Getúlio Vargas (Foto: Katherine Coutinho/G1)Entrada do ambulatório do Hospital Getúlio Vargas (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
O atendimento de pacientes no Bloco G do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Oeste do Recife, foi parcial no começo da manhã desta segunda-feira (8). O sindicato dos servidores não divulgou um balanço da adesão dos trabalhadores à paralisação, anunciada na última sexta (5) em virtude dos problemas estruturais do prédio. A Secretaria de Saúde informou que a situação foi normalizada.

O Bloco G abriga o ambulatório, refeitório, bloco cirúrgico e emergência do HGV. São feitos cerca de mil atendimentos por dia no local. A aposentada Josefa da Silva, de 89 anos, saiu do Ibura para a revisão de um procedimento que fez no pulso. "Com essa chuva, é mais difícil ainda vir para cá. Esse hospital tem que ir abaixo e fazer outro, é uma nojeira só. Eu passei dois meses internada nesse ano e morria de medo, pedaço de teto caindo", conta a aposentada, que aguardava há três horas por atendimento.

Ambulatório chegou a ser fechado no começo da manhã (Foto: Katherine Coutinho/G1)Ambulatório chegou a ser fechado no começo da manhã (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
O Sindicato dos Servidores dos Trabalhadores da Saúde e Previdência Social (Sindsprev-PE) informou que não tinha ainda um balanço da adesão ao movimento. "Estamos buscando alertar as pessoas sobre o perigo que é esse prédio, não só para os trabalhadores, como também para os pacientes. Já tivemos um pedaço do forro que caiu. A paralisação é para poder atender bem à população", afirma o diretor administrativo do sindicato, Irineu Messias.

Trabalhando há 30 anos no hospital, a auxiliar de enfermagem Izabel Fabrício explica que a situação vem se deteriorando ao longo dos últimos anos. "Tivemos uma reforma há uns quatro anos, mas dois anos depois já tinha fissura de novo. Se acontece alguma coisa, nós, profissionais, conseguimos sair e correr, mas os pacientes não tem como. É complicado", relata.
Dulcilene de Melo levou o marido para trocar a sonda - espera ultrapassava três horas (Foto: Katherine Coutinho/G1) 
Dulcilene de Melo levou o marido para trocar a sonda -
espera ultrapassava 3 horas (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
A dona de casa Dulcilene de Melo chegou às 6h com o marido - o aposentado Dionísio Barbosa - para ele trocar a sonda. De 15 em 15 dias, ela vai até o Hospital Getúlio Vargas para tratamento. "O prédio realmente precisa de reforma, mas a gente não pode ficar sem atendimento. São 9h e meu marido ainda não foi atendido, normalmente é bem rápido. A gente fica sem saber o que fazer", reclama a dona de casa.

Segundo nota da Secretaria de Saúde, até as 10h desta segunda-feira, foram realizados 110 atendimentos no ambulatório, sete cirurgias eletivas e duas de urgência. No texto, a secretaria "reitera que está aberta ao diálogo com os profissionais e sindicalistas e que os diversos laudos emitidos pelos órgãos de fiscalização competentes garantem a segurança da edificação".

Interdição
 
Na última terça-feira (2), um pedaço do forro de gesso do forro do bloco cirúrgico caiu e o serviço foi interrompido. A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco explicou que o desabamento do forro deve ter sido causado por acomodações naturais dos materiais dos blocos A e G, construídos com estruturas diferentes e que são interligados por passarelas.
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Fonte:http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/09/no-recife-hospital-getulio-vargas-amanhece-com-paralisacao-parcial.html

TST mantém reajuste de 10% para salários e vale alimentação dos rodoviários

08.09.2014
Do portal  do DIARIO DE PERNAMBUCO

Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press/Arquivo 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou,na tarde desta segunda-feira, o aumento de 10% nos salários e tíquete alimentação dos rodoviários de Pernambuco. A decisão foi tomada por cinco votos a favor e dois contra, no julgamento iniciado por volta das 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), em Brasília.

O índice, arbitrado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região no julgamento do dissídio coletivo da categoria, foi questionado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Pernambuco, mas a SDC deu provimento apenas parcial ao recurso, modificando a decisão do TRT na cláusula referente ao auxílio-alimentação, corrigindo-o no mesmo índice adotado para os salários.

Na cláusula sobre o auxílio-alimentação, a SDC deu provimento ao recurso. O benefício foi aumentado de R$ 171 para R$ 300 (no percentual de 75,43%) pelo TRT-PE, mas, segundo o relator, ministro Fernando Eizo Ono, a jurisprudência da SDC é no sentido de que a correção acima dos níveis concedidos para os salários extrapola os limites do poder normativo da Justiça do Trabalho, por importar custo financeiro às empresas. Por maioria, a SDC restringiu o reajuste aos 10% aplicados aos salários.

Ainda para o relator, apesar da vedação à correção de salários com base em índices de preços, o parágrafo 2º do artigo 13 da Lei 10192/2001 permite a concessão de aumento real sob o prisma da produtividade, desde que fundamentado em indicadores objetivos, vinculados ao desempenho econômico no segmento das empresas diretamente envolvidas no dissídio coletivo. No caso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de transportes e serviços auxiliares teve crescimento de 14,7%.

A manutenção do reajuste arbitrado pelo Regional levou em conta também que, os sindicatos patronais, ao longo das negociações, apresentaram proposta de reajuste com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE, de 6,06%. O relator cita informações de que as empresas de transporte coletivo de Pernambuco movimentam R$ 80 milhões e usufruem de diversas isenções fiscais e previdenciárias concedidas pelo governo estadual e federal ao setor, como a isenção do ICMS do diesel e a redução de 20% para 2% da alíquota sobre a folha de pagamento para a Previdência Social.

O voto considera também o parecer do Ministério Público do Trabalho, segundo o qual o nível salarial mais baixo da categoria – o de cobrador – é apenas R$ 14 superior ao salário mínimo nacional. Outro ponto ressaltado foi o de que a decisão sujeitou o reajuste de 10% à compensação de quaisquer outros reajustes, legais ou espontâneos, já concedidos no período imediatamente anterior.

Os mesmos fundamentos foram adotados para negar provimento ao recurso quanto à cláusula relativa aos pisos salariais, reajustados também em 10%. No caso das diárias, auxílio-funeral e indenização por morte ou invalidez, ficou mantido o reajuste de 6,06% concedido pelo TRT-PE.

Ficaram vencidos os ministros Ives Gandra Martins Filho e Dora Maria da Costa, que davam provimento ao recurso para conceder reajuste de 6% nos salários e nas demais cláusulas econômicas. Para a divergência, a concessão de aumento real deve estar condicionada à negociação coletiva.

Ao manifestar seu voto no mesmo sentido do relator, o ministro Walmir Oliveira da Costa lamentou "a violência com que a categoria recebeu o efeito suspensivo" do reajuste deferido pelo presidente do TST, ministro Barros Levenhagen, em agosto. "É fato público e notório que, em razão da suspensão do reajuste de 10%, houve depredações e queima de ônibus", afirmou. Para o ministro Walmir, a violência não se justifica. "Sei que é uma minoria, e não a totalidade da categoria, mas caberia ao advogado do sindicato dos trabalhadores pedir a reconsideração da decisão à Presidência do TST, e o ministro Levenhagen examinaria o pedido com sensibilidade para evitar maior prejuízo à coletividade".
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,11/2014/09/08/interna_vidaurbana,528096/tst-mantem-reajuste-de-10-para-salarios-e-vale-alimentacao-dos-rodoviarios.shtml

PML: "manchete do Globo é falsa como nota de 3 reais"

08.09.2014
Do portal BRASIL247
 
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"Campanha da Dilma muda após delação de corrupção milionária", diz título da primeira página do jornal desta segunda-feira; mas as mudanças na equipe, conforme esclarece Paulo Moreira Leite, diretor do 247, já haviam sido definidas antes de virem à tona as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada; "Se trata de notícia velha e errada", escreve PML

247 – A manchete principal do jornal O Globo noticiou nesta segunda-feira 8 que a equipe de campanha da presidente Dilma Rousseff sofreu alterações após as denúncias de corrupção feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. As alterações, no entanto, já haviam sido anunciadas por conta do cenário político, que mostrava alta da adversária do PSB, Marina Silva, nas pesquisas. Sobre o assunto, uma nota crítica do jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília:

Globo publicou notícia falsa como nota de 3 reais

"Campanha da Dilma muda após delação de corrupção milionária", disse a primeira página do jornal.

Conforme o Globo, a entrada do ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário, na coordenação da campanha de Dilma foi realizada como uma resposta às denúncias de Paulo Roberto da Costa. Segundo sua versão, a chegada de Rossetto teve como finalidade enfraquecer o deputado Rui Falcão, presidente do PT, que pertence a mesma corrente petista ligada ao escândalo da Petrobras".

O problema é que se trata de notícia velha e errada. "PT monta força-tarefa para enfrentar alta de Marina," disse manchete do Estado de S. Paulo, na manhã sexta-feira, vinte e quatro horas antes da VEJA chegar as bancas com a reportagem sobre a delação premiada.

Três dias antes do Globo, o Estadão noticiou -- na primeira página -- que a equipe de Dilma seria reforçada não apenas por Miguel Rossetto, mas também por Gilberto Carvalho e por Ricardo Berzoini. Não havia notícias confirmadas sobre a delação premiada, naquele momento. A VEJA sequer chegara às bancas. Havia sim uma nova situação política.

Poucas semanas depois da tragédia que matou Eduardo Campos, quando Marina Silva já havia ultrapassado Aécio Neves, a campanha de Dilma procurava ampliar-se e ganhar reforços.

Para supor que a entrada de Miguel Rossetto pudesse representar o crescimento de uma tendência no comando da campanha implica em ignorar as proximidades e conexões dos outros ministros que chegaram com Rossetto, na mesma leva.

Jornais do mundo inteiro cometem erros. O curioso é cometer um erro tão fácil de ser evitado, pois estava na manchete do Estado de S. Paulo, publicação que compete com o Globo e com a Folha pela posição de liderança dos grandes jornais brasileiros.

Os mais inteligentes analistas dos erros da imprensa não ficam indignados com a publicação de notícias falsas. Sabem que errar é humano. Apenas lembram que o mais instrutivo é perguntar por que notícias erradas acabam saindo, quando era tão fácil trocar a informação errada pela certa. Basta perguntar quem ganha com o erro.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/152769/PML-manchete-do-Globo-%C3%A9-falsa-como-nota-de-3-reais.htm

RICARDO MELO: E O MENSALÃO 1.0, ONDE FICA?

08.09.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Sem prejuízo de investigações rigorosas, denúncias como a do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa devem ser vistas com cuidado. Primeiro, faltam provas cabais das acusações. As reportagens aludem a depoimentos que teriam sido dados, papéis que o país desconhece ou gravações do tipo daquela invocada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes que nunca apareceram.

Na opinião pública, denúncias de baciada como a de Costa costumam produzir um efeito de soma zero. Só para relembrar: a atual celeuma em torno da Petrobras começou com o caso da compra de uma refinaria em Pasadena, nos EUA.

Bem,
como se viu, a compra foi chancelada por um conselho de administração do qual faziam parte, além da petista e hoje presidente Dilma Rousseff, gente como Fábio Barbosa, ex-banqueiro e hoje um dos vários presidentes da editora Abril; Jorge Gerdau, empresário graúdo do ramo da siderurgia; e Cláudio Haddad, fundador do grupo Garantia. Complicado, não?

Na área propriamente política, a salada aumenta. Segundo revelações anteriores e as agora atribuídas a Costa, a farra na Petrobras envolvia Eduardo Campos (PSB, hoje Marina Silva), parlamentares, governadores e ministros de PMDB, PT e PP e, é bom lembrar, políticos que apoiam o tucano Aécio Neves.


Um dos mais expostos desde o início é o "golden baby" Luiz Argôlo, deputado do Partido Solidariedade. Para quem esqueceu, a legenda é aliada do PSDB. Isso para não falar que, entre outras alianças, o mesmo PSDB faz dobradinha nas eleições para governador de São Paulo com o PSB de Campos e Marina.

Ou seja, poucos se salvam da lambança. E nem se tocou ainda na ferida do lado corruptor. Quem são as empreiteiras, as construtoras e os empresários envolvidos no suposto esquema denunciado por Costa? Aguarda-se ansiosamente a revelação (e a punição) de todos.

Por isso soam como ideias fora de lugar declarações do candidato tucano Aécio Neves, ao dizer que estamos diante "das mais graves denúncias da história recente". O candidato, como é notório, adora um aeroporto. Tenta, agora, reviver o clima de República do Galeão.

Além das circunstâncias diferentes, faltam a ele a bagagem intelectual e a oratória de um Carlos Lacerda, que migrou para a direita e morreu no relento da política. Mesmo assim, Aécio ousou: "Está aí o mensalão 2: é o governo do PT patrocinando o assalto às nossas empresas públicas para a manutenção de seu projeto de poder."

E o mensalão 1.0, nascido em Minas, pai tucano de todos os mensalões reais ou imaginários, onde é que fica? O tucano Eduardo Azeredo e seus companheiros fazem de tudo para alongar o processo até as calendas para prescrever condenações. Já o dito mensalão do PT acabou tal qual mula sem cabeça.

Para o Supremo Tribunal Federal de Joaquim Barbosa, havia um chefe de quadrilha, que, como foi decidido depois, não tinha quadrilha a dirigir. Fora o desejo deliberado do então presidente do STF de ignorar provas (o inquérito 2.747) que colocavam em xeque a acusação de uso de dinheiro público.

Tem-se, então, o seguinte: ao que tudo indica, a Petrobras precisa ser desinfetada, mas os insetos têm origem variada. Outro dado: durante o governo FHC, a Polícia Federal realizou 48 operações contra corrupção; já no governo Lula, houve mais de 1.270, resultando em mais de 1.500 presos.

Recentemente, o PT afastou um deputado envolvido com o doleiro Alberto Youssef, impediu a candidatura de um outro acusado de ligações com o grupo criminoso PCC, cortou na própria carne na investigação da roubalheira de impostos em São Paulo e assistiu à prisão de importantes militantes na Papuda.

Lembre-se que Youssef foi um dos grandes operadores do escândalo da privatização das teles no governo tucano, conforme nos refresca a memória o prefácio da reedição do livro "O Brasil Privatizado", do jornalista Aloysio Biondi (Geração Editorial). Obra que, aliás, ajuda a entender que a diferença não está na permanência da corrupção. Mas na disposição de combatê-la.

LICENÇA PARA MATAR

O site ponte.org traz uma revelação estarrecedora. A Justiça de São Paulo reformou a decisão que havia condenado o governo estadual a indenizar Alex Silveira, repórter fotográfico. Silveira perdeu a visão de um olho ao ser atingido por bala de borracha da Tropa de Choque.

Na época, julho de 2000, trabalhava no "Agora SP", do grupo Folha. Segundo o relator da nova sentença, a culpa foi do... fotógrafo, que, "permanecendo no lugar do tumulto, dele não se retirando ao tempo em que o conflito tomou proporções agressivas, (...) colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa do lamentável episódio do qual foi vítima". Liberdade de imprensa ou licença para matar?

Artigo do Ricardo Melo - Folha

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/e-o-mensalao-10-onde-fica.html

Evangélicos participam de plebiscito popular pela reforma política

08.09.2014
Do portal ULTIMATO ONLINE, 04.09.14

Começou nesta segunda-feira, dia 01, e vai até domingo, dia 07, um plebiscito popular pela reforma política, organizado por quase de 400 entidades, entre movimentos sociais, igrejas, sindicatos, partidos e coletivos. A Rede Fale – articulação de evangélicos em favor da justiça – participou da elaboração da iniciativa. Segundo a coordenação, já há mais de mil comitês espalhado pelo país.

O plebiscito propõe que a sociedade brasileira responda a seguinte pergunta: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político?”. A consulta, que não tem efeito legal, servirá como demonstrativo da necessidade de uma mudança efetiva no sistema político-partidário que dê conta da representatividade da sociedade.

Espera-se colher até 10 milhões de votos ao longo desta semana de campanha na qual também se buscará angariar assinaturas para o Projeto de Lei Popular pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Para Morgana Boostel, coordenadora de articulação da Rede FALE, “esse é um importante momento para a sociedade brasileira se posicionar ante a necessidade de transformar as estruturas políticas do nosso país. Vivemos um modelo viciado, em que apenas o interesse econômico tem vez e voz; é preciso mudar!”.

Renan Porto, articulador da Rede FALE no Triângulo Mineiro, pondera que “faz parte de nossa missão influenciar o país na construção de estruturas mais justas, assim cumprimos o mandamento de Deus de cuidar dos mais fracos e menos favorecidos da sociedade”.

Somam-se ao grupo coordenador do plebiscito outras organizações cristãs como Visão Mundial, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Evangélicos pela Justiça-EPJ, Coletivo Ame a Verdade, entre outros.

Urnas foram espalhadas em diversas cidades do país. Votos também poderão ser realizados pela internet, com número do CPF, no site do Comitê Plebiscito Constituinte: www.plebiscitoconstituinte.org.br

-- Com informações da Rede Fale
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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/evangelicos-participam-de-plebiscito-popular-pela-reforma-politica

UM HOMEM DE BEM, NO STF: Blogueiro levará à posse de Lewandowski mensagens dos leitores

08.09.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 07.09.14
Por Eduardo Guimarães

 
Em novembro de 2012, o julgamento do mensalão chegava ao fim de sua primeira parte, na qual foram condenados expoentes do PT graças à maior farsa jurídica que este país já viu.

O carioca Enrique Ricardo Lewandowski, então com 64 anos, desde o primeiro momento daquele julgamento não se vergou a pressões, a intimidações, a insultos e a chacotas.

Foi atacado, ridicularizado, achincalhado, difamado pela grande imprensa e até por grande parte dos seus pares no STF, sobretudo quando absolveu José Dirceu da condenação por corrupção ativa e rejeitou a tese, jamais provada, de que o PT teria “comprado votos”.

Em 11 de novembro de 2012, o jornal Folha de São Paulo publicou entrevista do teórico alemão Claus Roxin, autor da “Teoria do Domínio do Fato”, na qual repudiou a interpretação que os pares de Lewandoski deram a ela.

Até então, a teoria só havia sido usada para condenar responsáveis hierárquicos por crimes de guerra e o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, contra quem abundavam provas.

Os ministros Carlos Ayres Britto, Cezar Peluzzo, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Celso de Mello, à diferença de Lewandowski, trocaram o julgamento da história pelo julgamento da mídia.

Não é fácil fazer o que fez o portento de coragem e decência que é Lewandowski. O grupo social que ministros do STF frequentam se pauta exclusivamente pela mídia.

Porém, os aplausos fáceis que Joaquim Barbosa auferiu ao manipular seu relatório sobre a Ação Penal 470 jamais seduziram Lewandowski, que desprezou o ouro dos tolos e ficou ao lado da verdade.

Diante da campanha midiática de demonização de Lewandowski, ele e sua família passaram a sofrer inclusive agressões gratuitas de desconhecidos.

No segundo turno das eleições municipais de 2012, por exemplo, mesário da seção em que Lewandowski foi votar recusou-se a cumprimentá-lo, influenciado pelo linchamento midiático.

No mesmo dia 11 de novembro, este Blog publicou post em que exortou seus leitores a escreverem mensagens de apoio ao ministro do STF. Aquele post recebeu 5.071 comentários nesse sentido.

Em 22 de novembro, o signatário desta página foi à Brasília entregar a Lewandowski, em mãos, o calhamaço de mensagens dos leitores. A família de Lewandowski estava lá me esperando e, emocionado, recebi os agradecimentos de esposa, filhos e assessores do ministro.
 
 
No mesmo dia, o ministro gravou mensagem de agradecimento aos leitores desta página

 


Dali em diante, Lewandowski mostrou do que são feitos os homens decentes. O autor desta página é apenas um cidadão sem maior importância, mas o ministro nunca esqueceu sua iniciativa. Desde então, Lewandowski brinda este blogueiro com telefonemas no fim do ano com votos de boas festas.

Não poderia esperar, no entanto, que aqueles que apoiamos o ministro há quase dois anos fôssemos lembrados por ocasião de sua posse como como presidente do Poder Judiciário.
Na última quinta-feira (4/8), o blogueiro recebeu telefonema do Cerimonial do STF convidando-o para a posse de Lewandowski. Ao lembrar deste que escreve, o novo presidente daquela Corte lembrou, também, dos leitores do Blog

Não poderia deixar de atender a tão honroso convite. Assim, informo que, às minhas próprias expensas, irei à posse de Lewandowski, que ocorrerá em Brasília na quarta-feira (10), no Pleno do STF, e gostaria de levar a ele o apoio dos leitores.

Desse modo, convido você a registrar no Blog da Cidadania seu comentário de apoio a um homem que, ao longo de seu mandato, por certo devolverá a dignidade ao STF.

Esses comentários serão impressos, encadernados e entregues àquele que interromperá a decadência que se abateu sobre o STF após a desastrosa passagem de Joaquim Barbosa pela Presidência daquela Corte

Fica aqui, pois, o convite para que você, leitor, de alguma maneira participe desse grande momento da democracia brasileira.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/09/blogueiro-levara-a-posse-de-lewandowski-mensagens-dos-leitores/

Plebiscito ganha força sobre usina de escândalos

08.09.2014
Do portal BRASIL247

:                                                                       
Modelo político-eleitoral produz falcatruas em série, de ampla abrangência e fortes prejuízos; resultado nefasto do sistema de financiamento privado de campanhas e promiscuidade entre grandes empresas financiadoras e agentes públicos financiados se revela, agora, na forma da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa; caso envolve mais de 60 políticos e somas que chegam aos R$ 3 bilhões; escândalos anteriores ainda reverberam e sempre há uma expectativa pelo próximo; "Sem a reforma política, teremos mais do mesmo em qualquer governo", afirma a jornalista Tereza Cruvinel; "E só há um agente que pode obrigar o Congresso a fazer essa reforma política: o povo"

247 – As articulações nas redes sociais pela realização de um plebiscito, no próximo ano, para decidir pontos de uma reforma política ou, até mesmo, votar a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte estão em crescimento. As repercussões da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa têm colaborado, pela amplitude de alcance e magnitude dos prejuízos, para injetar mais combustível nestas alternativas.
Neste escândalo em plena efervescência, mas de meia centena de políticos com mandatos foram denunciados, em esquemas que podem ter custado mais de R$ 3 bilhões aos cofres da estatal de petróleo.

O modelo político-eleitoral brasileiro está na base dessa e de outras falcatruas, já vistas e ainda por vir. Isso porque, a partir do financiamento privado de campanhas, o sistema político tornou-se uma verdadeira usina de escândalos, anota a colunista Tereza Cruvinel, de 247:

- Enquanto a elite política, que inclui todos eles, de todos os partido, não enfrentar a reforma política. E mais particularmente, a ferida do financiamento de campanhas, a usina de escândalos vai continuar em pleno funcionamento.

Para ela, só um plebiscito pode obrigar o Congresso a mudar radicalmente o atual modelo promíscuo de relacionamento entre os agentes públicos e os executivos do setor privado.
"Petrolão", "mensalão2" ou "caixão dois"?
por Tereza Cruvinel

As campanhas de Marina e Dilma entenderam a bomba de efeito antecipado das delações ainda não premiadas mas já vazadas de Paulo Roberto Costa e querem acesso ao inteiro teor das declarações. Premiado o delator será se suas acusações forem provadas mas isso vai demorar, o primeiro turno terá passado e o linchamento eleitoral terá sido executado.
Algo de podre existe mesmo no reino dos negócios do setor privado com a Petrobras.

Leia aqui a íntegra no blog da Tereza Cruvinel, no 247.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/152748/Plebiscito-ganha-força-sobre-usina-de-escândalos.htm