quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O terrorismo econômico é a explicação.

28.08.2014
Do BLOG DE UM SEM MÍDIA
Por Carlos Augusto de Araujo Dória


Como pode o povo se sentir bem economicamente, estar otimista com o futuro e ao mesmo tempo acreditar que a economia “do país” vai mal? Só o efeito do noticiário extremamente negativo sobre a economia, descolado da realidade, explica. Colar as duas realidades é, talvez, o maior desafio da campanha de Dilma.


Da Rede Brasil Atual


Segundo Ibope, avaliação do governo Dilma sobe e maioria (76%) se diz satisfeita com a vida. E se 30% pensam que a economia vai mal, como pode 68% acharem que sua vida estará melhor em 2015?

por Helena Sthephanowitiz
 
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Como pode o povo estar otimista com o futuro e ao mesmo tempo acreditar que a economia vai mal?
Na pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (26), Dilma Rousseff (PT) subiu dois pontos na espontânea, chegando a 27%. Marina Silva (PSB) teve 18%, e Aécio Neves (PSDB), 12%. A pesquisa espontânea é aquela que reflete melhor a firmeza do voto, porque apenas pergunta em quem o eleitor votará, sem mostrar nenhuma lista de nomes. Responde quem já tende a ter definido o candidato de sua preferência.
Na sondagem estimulada, feita em seguida, mostra-se um disco com as opções de candidatos, e o pesquisado escolhe um dos nomes. Quem só responde diante do disco de opções tem queda por aquele candidato naquele momento da sondagem, mas é mais incerto se a intenção declarada se converterá em voto na urna.
Na simulação de primeiro turno estimulada, segundo o Ibope, Dilma cresce pouco em cima da espontânea. Sobe de 27% para 34% no primeiro turno e para 36% no segundo turno. Nota-se que 34% corresponde a quem avalia o governo da presidenta com bom e ótimo, o que pode representar seu piso de votos, abaixo do qual ela dificilmente cai. Há outros 36% que avaliam seu governo como regular, e pelo menos uma parte destes votará em Dilma, coisa que a pesquisa não captou, mas significa que a campanha da presidenta tem todo este segmento do eleitorado para explorar e crescer. Se apenas um terço de quem avalia o governo como regular, com viés positivo, votar em Dilma, a probabilidade de vitória da presidenta continua alta.
Marina sobe de 18% na espontânea para 29% na estimulada no primeiro turno e para 45% num eventual segundo turno. Seu momento eleitoral é o melhor possível. Mas algo próximo de certeza de votos mesmo ela só tem de cerca de 18% dos pesquisados. Os demais ela ainda precisa convencer o eleitorado a converter em intenção em voto. Marina tem o nome conhecido por ter participado das eleições de 2010 com boa votação, mas não tem propostas bem conhecidas.
É uma faca de dois gumes. Ela pode tanto consolidar votos como perdê-los, quanto mais suas propostas (ou falta delas) forem conhecidas. Uma coisa é simpatia por uma imagem abstrata de novidade, como uma roupa que parece bonita na vitrine de uma loja. Outra coisa é o conhecimento mais profundo da candidata e avaliar o que ela pode fazer de fato nos próximos quatro anos, se vencer. É como experimentar a roupa da vitrine para decidir se compra. Pode não vestir bem no corpo da pessoa como parecia na vitrine.
Dilma sobe de 27% na espontânea para 36% no segundo turno, sempre segundo o Ibope. Marina salta de 18% para 45% na mesma simulação. Dilma sobe só um terço de seus votos firmes na sondagem do princípio ao fim do processo eleitoral. Marina mais do que dobra, subindo uma vez e meia. É improvável que ao longo da campanha eleitoral Dilma conquiste tão poucos novos votos e Marina conquiste tanto sozinha. Seria necessário Dilma fazer tudo errado e Marina tudo certo para isso acontecer.
Aécio é quem está em maiores apuros. Tem 12% de votos firmes na espontânea e 19% na estimulada de primeiro turno, e corre o risco de ver sua candidatura esvaziar-se mais se consolidar a polarização entre Dilma e Marina. Precisa provocar uma difícil reviravolta para voltar ao jogo.
Na prática, mesmo na simulação de segundo turno que é apenas uma sondagem pouco confiável nesta fase da campanha, se for para levar a sério os números do Ibope, o que se pode concluir é que as intenções de votos declaradas em Dilma estão próximas de seu piso, batendo com as avaliações de bom e ótimo de seu governo. As em Marina estão próximas de seu teto. Logo, Dilma tem espaço, e muito, para crescer. Já Marina tem que se esforçar para não cair.
A própria pesquisa mostra a avaliação do governo Dilma subindo. Mostra também uma coisa inusitada. A grande maioria dos brasileiros (76%) diz estar satisfeita com a vida atual que leva. E 43% acham que sua própria situação econômica está boa ou ótima. Só 13% acham que está ruim ou péssima. Outros 68% estão otimistas acreditando que sua própria vida estará melhor em 2015. Quando perguntados sobre a economia do país, a situação se inverte: 30% dizem estar ruim ou péssima, contra 24% dizendo que está boa ou ótima. Mesmo assim, 45% acham que a economia do Brasil estará melhor no ano que vem contra apenas 13% que acham que estará pior.
Como pode o povo se sentir bem economicamente, estar otimista com o futuro e ao mesmo tempo acreditar que a economia “do país” vai mal? Só o efeito do noticiário extremamente negativo sobre a economia, descolado da realidade, explica. Colar as duas realidades é, talvez, o maior desafio da campanha de Dilma. Para alegria de seus correligionários, é relativamente fácil explicar o óbvio: que o Brasil é exatamente o mesmo país onde o povo brasileiro vive, e não o das manchetes alarmistas que mais parece um país estrangeiro, que nada tem a ver com onde vivemos.
Aquela história de votar com a mão no bolso, de acordo com a sensação de bem-estar social, favorece Dilma, mas ainda não está refletida nas intenções de voto, por uma abstrata visão negativa do país propagada no noticiário, como se os brasileiros não vivessem nele. É muito improvável que esse quadro permaneça até o fim das eleições. Esse é o maior desafio da campanha de Marina Silva, além de contradições sobre a tal “nova política”, a começar por suposto uso de empresas laranjas, com indícios de caixa dois, para bancar despesas de campanha da chapa Eduardo-Marina, no caso do jatinho.
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Fonte:http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com.br/2014/08/politica-o-terrorismo-economico-e.html

O derretimento de Aécio Neves P

28.08.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Luciano Martins Costa,na edição 813  

Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 28/8/2014

Os jornais de quinta-feira (28/8) seguem analisando o desempenho dos três principais candidatos à Presidência da República no debate promovido pela TV Bandeirantes na noite de terça (26). Também há reportagens sobre o enfrentamento entre a ex-ministra Marina Silva e a dupla de apresentadores do Jornal Nacional da TV Globo, ocorrida na noite de quarta-feira.
No quadro geral, parece haver uma tendência a considerar que a candidata do PSB deslocou definitivamente para uma posição subalterna o candidato do PSDB, Aécio Neves. Embora, por dever de ofício e hábito de fidelidade, ainda façam registros dos movimentos do ex-governador de Minas Gerais, os diários de circulação nacional não dissimulam o desânimo que se abateu sobre os tucanos. Nem mesmo a volta do economista Armínio Fraga, como futuro ministro da Fazenda num eventual governo do PSDB, anunciada por Aécio Neves, foi capaz de animar a imprensa.
Contemplado com um generoso espaço em entrevista no Estado de S.Paulo e com o artigo principal na página de opinião da Folha, Armínio nada acrescenta à disputa: afinal, com ele ou sem ele, o PSDB promete o que o mercado quer.
O rescaldo do debate na Band e da entrevista de Marina Silva no Jornal Nacional é uma profusão de palpites e especulações, porque a imprensa ainda não possui dados para avaliar o efeito dessas primeiras exposições da candidata fora da propaganda eleitoral. As interpretações do desempenho de Marina Silva no confronto direto com seus oponentes e diante do moedor de carne do telejornal da Globo ainda refletem o desejo de cada analista, sem novos elementos, e o tom geral é o de consternação pelo evidente estrago que sua ascensão está produzindo nas pretensões de Aécio Neves.
Os jornalistas se limitam a considerar apenas as candidaturas do PT, do PSB e do PSDB, porque representam as principais forças políticas e são as únicas com potencial para vencer a eleição. O sistema eleitoral é cruel com os minoritários. Por essa lógica, a imprensa vai aos poucos deixando em segundo plano o candidato Aécio Neves. As apostas na ex-ministra do Meio Ambiente começam a aparecer.
O desafio de Marina
Já se podem ler, aqui e ali, especulações sobre como seria um governo de Marina Silva. O próprio candidato do PSDB comete um erro tático ao colocar em questão qual seria a escolha da ex-ministra, caso eleita, uma vez que ela declarou que gostaria de governar com apoio dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva. Colocado na defensiva, Aécio Neves se apressa em produzir factoides, ação típica de quem percebe o barco a fazer água.
Ao oferecer ao leitor esse cenário, a imprensa reforça a percepção geral de que o jogo será decidido entre as duas mulheres que lideram as pesquisas de intenção de voto. No entanto, é falsa, ou pelo menos ainda carente de comprovação, a ideia de que Marina Silva avança inexoravelmente para Brasília: a rigor, o total dos eleitores que declaram votar nela não aumentou em cinco meses. Conforme observa o colunista Janio de Freitas, da Folha de S. Paulo, os 29% com que Marina ultrapassa Aécio Neves na pesquisa mais recente do Ibope são os mesmos indicadores, na margem de erro, que ela exibia em abril, quando não era candidata a presidente.
Ao apresentar Marina como um furacão avassalador, os jornais omitem que, na verdade, ela tinha mais eleitores virtuais quando estava no banco de reservas. A grande exposição que obteve na mídia com a morte trágica do antigo titular da chapa do PSB, Eduardo Campos, tinha potencial para lhe dar um impulso muito maior.
O que pode inibir sua evolução é exatamente o tipo de contradição exposta pela dupla doJornal Nacional: sua aliança com inimigos do ambientalismo, as suspeitas de que foi beneficiada por dinheiro de caixa dois ao usar um avião cuja compra está sendo investigada pela Polícia Federal.
Seu desafio está apenas começando: para consolidar as chances de ser eleita, Marina Silva precisará colher mais votos entre os petistas decepcionados e avançar no campo da oposição, porque ela já esgotou o manancial dos indecisos e desanimados que historicamente se omitem ou anulam o voto – e a base de militantes do PSB é exígua. Mas o discurso que conquista uns espanta os outros.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_derretimento_de_aecio_neves

Ebola: Brasileiros relatam medo de contaminação e mortes na Libéria

28.08.2014
Do portal BBC BRASIL, 27.08.14
Paula Adamo Idoeta Da BBC Brasil em São Paulo

Homem observa cartaz advertindo sobre o ebola na Libéria (AP)
 Homem observa cartaz advertindo sobre o ebola na Libéria, onde muitas pessoas duvidam que epidemia exista
Medo de contaminação, morte de pessoas próximas e o fim de apertos de mãos e abraços. A epidemia do ebola afeta profundamente a vida e os hábitos de dois brasileiros vivendo na Libéria, país do oeste da África e um dos polos do atual surto.

"As reuniões de trabalho e sociais foram reduzidas a um mínimo. As únicas das quais participo são as realizadas quinzenalmente na sede da força de paz da ONU na Libéria, ocasião na qual o corpo diplomático é informado e consultado sobre diversos aspectos do esforço de combate à epidemia", disse à BBC Brasil, por e-mail, o embaixador brasileiro no país, André Luis Azevedo dos Santos, que mora na capital Monróvia.
"Não mais abraçamos ou apertamos as mãos das pessoas que encontramos, o cheiro de cloro (usado para desinfecção das mãos) é onipresente e lavamos as mãos dezenas de vezes por dia. Estou aqui com a minha mulher e nossa rotina doméstica foi sendo afetada gradualmente: fechamento da academia de ginástica onde nos exercitávamos; interrupção do consumo de algumas frutas (não mais disponíveis nos mercados de rua); redução do número de idas a supermercados e demais recintos públicos."
A situação é ainda mais grave no interior do país, diz Santos, onde muitas pessoas não acreditam que se trate de uma epidemia - acham que sua água foi envenenada ou que são vítimas de um feitiço - onde muitas famílias se recusam a entregar os corpos de seus mortos às autoridades, para que possam realizar funerais segundo sua tradição.
"Durante o velório, familiares e amigos tocam o corpo do falecido para 'dar sorte'", relata o diplomata. "As autoridades sanitárias proibiram tais práticas, passando a remover e a enterrar os corpos em valas coletivas. É claro que a população se revoltou e, até hoje, o governo tem de lidar com uma resistência muito grande. É nesse contexto que ocorrem os enterros clandestinos."
"Cabe ressaltar também o estigma enfrentado pelas famílias que têm um de seus integrantes contaminado (vivo ou não): os sobreviventes são discriminados e tratados como párias."

'Não tem para onde fugir'

É no interior do país que atua a missionária católica brasileira Maria Teresa Moser, da Ordem Consolata. Em carta enviada a suas colegas brasileiras e à BBC Brasil, a irmã relata o caso de uma comunidade em que mais de 40 pessoas morreram por conta do vírus do ebola. Cerca de outros dez missionários foram contaminados.
"Em poucos dias, (a doença) matou muitas pessoas entre nós. Durante a guerra (civil liberiana, terminada em 2003) a gente fugia de uma parte a outra para se defender. Agora não tem para onde fugir e sair. O ebola está em todo lugar, é agressivo e impiedoso."
Ela conta que muitos moradores escondem seus mortos em casa e não acreditam nas precauções ordenadas pelo governo.
"Os agentes que dão explicações sobre o ebola estão sendo perseguidos e ameaçados pelos moradores. (...) Em várias famílias, morreram até oito ou dez pessoas. Morrem jovens, velhos, gente de todas as idades. Temos que evitar toda a demasiada aproximação com as pessoas, mesmo que (aparentem ser) saudáveis."
A embaixada em Monróvia diz que tem mantido contato direto com a pequena comunidade brasileira na Libéria, de apenas 21 pessoas.
Irmã Maria Teresa Moser, ao centro
 Irmã Maria Teresa Moser (centro) disse a colegas que famílias inteiras estão sendo contaminadas no interior da Libéria
Até esta terça-feira, o Itamaraty não havia determinado a evacuação dos brasileiros dos países mais afetados pela doença (Serra Leoa, Guiné, Libéria e Nigéria), mas pedia a suas representações diplomáticas que mantivessem contato próximo com eles para monitorar a situação.
O embaixador André dos Santos explica que "a sensação de pânico parece ter diminuído entre as pessoas com quem tenho conversado, graças a mecanismos de defesa que desenvolvemos naturalmente".
Mas o diplomata ressalta que "infelizmente, as autoridades ainda não conseguiram quebrar o círculo vicioso da propagação do vírus, que hoje já afeta algumas localidades da região de fronteira com a Costa do Marfim".
"A epidemia já se espalhou por todo o país, mas há cerca de 4 milhões de liberianos que não podem simplesmente pegar um avião e fugir. Esses continuam a lutar pela sobrevivência, vendendo artefatos chineses ou milho assado nos sinais de trânsito, jogando futebol na praia ou nas ruas, trabalhando nos mercados e no comércio, namorando e se casando", descreve.
"Loucura ou irresponsabilidade? Não, definitivamente não! É simplesmente a única coisa que podem fazer, independente da gravidade da situação."

Mortos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta é a maior epidemia de ebola já registrada, com ao menos 2,6 mil infectados até agora. Cerca de metade deles morreram. Só na Libéria, já foram confirmadas 624 mortes.
Os sintomas da doença, que causa danos ao sistema nervoso central, incluem febre alta e sangramentos. Não há vacina, e alguns poucos doentes têm sido tratados com drogas experimentais em países como EUA e Grã-Bretanha.
A OMS alertou, nesta semana, que a epidemia contaminou também um "número sem precedentes" de médicos e enfermeiras em áreas de risco do oeste africano, por conta da ausência de equipamentos de proteção e de equipes insuficientes para lidar com o surto.

"O ebola tirou a vida de proeminentes médicos na Serra Leoa e na Libéria", diz a OMS em comunicado.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140826_ebola_brasileiros_pai.shtml

Caso de racismo no Facebook começa a ser investigado

28.08.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 27.08.14

Jovem negra que sofreu racismo após publicar foto ao lado de namorado branco presta queixa. Polícia instaura inquérito para apurar as denúncias

A Polícia Civil de Muriaé, na Zona da Mata mineira, instaurou ontem inquérito para apurar denúncias de racismo cometido pela internet contra uma garota de 20 anos, moradora da cidade. Ela, uma jovem negra, teve seu perfil no Facebook bombardeado por comentários preconceituosos depois de publicar, na semana passada, uma foto na qual aparece com o namorado branco, de 18. Pragmatismo Político denunciou o caso na última segunda-feira.
Depois de desativar a conta na rede social, a garota foi ontem à Delegacia Regional do município prestar queixa. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil local, as apurações ficarão a cargo da 31ª Delegacia, que pedirá apoio da Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos de Belo Horizonte para descobrir a identidade dos autores das ofensas.
Uma das mensagens questiona onde o adolescente teria “comprado a escrava”. Outra pergunta se ele é o dono da jovem. Há ainda um homem que diz parecer que os dois estão na senzala.
Na cidade da Zona da Mata, o clima é de revolta. A auxiliar administrativo Tamires de Carvalho Santos, de 24 anos, está chocada com as reações preconceituosas. “É terrível, estamos assustados. Tudo o que está na internet é público, mas não para ofender as pessoas. É uma violência gratuita”, afirmou.
O advogado Alexandre Atheniense, especializado em direito digital, lembra que, depois da publicação do Marco Regulatório Civil da Internet, em 23 de junho, provedores como o Facebook são obrigados a preservar todos os registros de conexão, aplicativos e dados cadastrais de internautas que publicam conteúdos racistas.
Ele acrescenta que a polícia poderá requisitar as informações, capazes de revelar a identidade de quem cometeu o crime. “Ao contrário do que as pessoas sempre imaginam, a internet não é uma zona sem lei, que faz com que qualquer publicação dessa natureza ocorra sem possibilidade de identificar os autores do ato racista”, alerta. Atheniense acredita que o crime poderá ser caracterizado como injúria racial, previsto no artigo 140 do Código Penal.
Nesse caso, a discriminação é voltada contra uma pessoa específica, enquanto no racismo, previsto no artigo 20, as ofensas menosprezam determinada cor, etnia ou religião. “A injúria ataca a autoestima e a honra subjetiva da vítima”, explica. A punição é de um a três anos de prisão, além de pagamento de multa. O advogado ressalta que, com a nova legislação, as chances de punir infratores são ainda maiores.
com informações do Estado de Minas
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/caso-de-racismo-facebook-comeca-ser-investigado.html

Governo cria PEC para integrar forças de segurança estaduais e federal

28.08.2014
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil

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A intenção é criar centros integrados em todas as capitais, semelhantes aos implementados nas cidades-sede da Copa
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff vai enviar ao Congresso Nacional nas próximas semanas uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de integrar os papéis das forças de segurança pública estaduais e federal. A intenção é criar centros integrados de Comando e Controle (Cicc) em todas as capitais, semelhantes aos órgãos criados nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo deste ano.
“Nós vamos mandar ao Congresso [uma proposta] alterando o papel da União”, disse a presidenta, explicando que atualmente as Forças Armadas têm somente dois papéis: o de garantir a segurança de fronteira e a garantia da lei e da ordem (GLO), solicitada pelos estados de modo excepcional.
Dilma justificou que a experiência com os centros de comando da Copa foram “muito bem sucedidos” e mostraram que era possível atuar em conjunto. Por esse motivo, essa “política nacional comum”, quando criada, vai possibilitar ações de inteligência e controle da segurança nas cidades. Como exemplo, citou que os centros têm capacidade de monitorar rapidamente a ocorrência de interrupções de trânsito. “Nós queremos que o modelo da Copa se torne permanente”, declarou.
Destacando que atualmente a União só pode repassar ações ou promover parcerias pontuais, como por exemplo as GLOs, Dilma disse que a proposta não visa a ampliar a ação das Forças Armadas. O objetivo, continuou, é que “nós tenhamos que nos responsabilizar por quais são os procedimentos nacionais que vão ter, como vamos unificar nossas ações”. Segundo ela, a União não tem essa prerrogativa, motivo pelo qual há a necessidade de uma emenda à Constituição.
Sobre os recursos para a criação desses órgãos, Dilma disse que a proposta não cria novas estruturas, sendo somente uma junção dos papéis das polícias militares, das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. “É uma ação conjunta, ninguém botou funcionário lá contratado a mais. Cada um entra com o seu e integra no que faz”, disse, acrescentando que será possível “fazer muito” com o que “temos de recursos”.
A presidenta disse que, com a experiência da criação dos centros durante a Copa será possível acelerar a construção dos órgãos nas demais 15 cidades, prevendo um prazo de cerca de um ano e meio para a concretização da proposta. Ainda, segundo ela, a proposta está sendo articulada pelo Ministério da Justiça e está sendo discutida com todos os secretários de Segurança Pública estaduais. Para o monitoramento de estradas federais e fronteiras dos estados, esse plano já vinham sendo discutidos pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, desde o fim da copa.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/governo-cria-pec-para-integrar-forcas-de-seguranca-estaduais-e-federal-7075.html

Janot pede que Arruda seja impedido de continuar campanha a governador

28.08.2014
Do portal da Agência Brasil
Editado por Davi Oliveira

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O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, pediu hoje (28) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impeça José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal, de continuar a fazer campanha. Na petição, o procurador também pede que a coligação substitua Arruda por outro candidato.
O pedido de Janot foi feito após a decisão do TSE que rejeitou, na terça-feira (26), o registro de candidatura de Arruda. Os ministros mantiveram decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito  Federal (TRE-DF) que negou o registro com base na Lei da Ficha Limpa, norma que impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça.
Segundo o procurador, a Justiça Eleitoral do Distrito Federal deve ser comunicada imediatamente sobre a decisão para que suspensa a campanha eleitoral do candidato.
"Apesar de o Artigo 15 da Lei Complementar 64/90 [redação dada pela Lei da Ficha Limpa] não mencionar a existência de campanha eleitoral, a realização de campanha, evidentemente, somente é permitida àqueles que possuem registro de candidatura. Ademais, atos de campanha não podem ser permitidos a candidatos que tenham sido indeferidos em virtude do reconhecimento de inelegibilidade prevista na LC 64/90", afirma Janot.
O advogado Francisco Emerenciano, que representa o candidato no TSE, afirmou à Agência Brasil que o pedido não tem cabimento porque não respeita a decisão da corte. Segundo ele, ao decidir rejeitar o registro, o tribunal também garantiu o direto à ampla defesa. No entendimento dele, a campanha pode continuar até o julgamento de todos os recursos.
No dia 9 de julho, Arruda foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). A condenação é referente à Operação Caixa de Pandora, que investigou o esquema de corrupção que ficou conhecido como Mensalão do DEM.
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-08/janot-pede-que-arruda-seja-impedido-de-continuar-campanha