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domingo, 24 de agosto de 2014

ESSA É MESMA MÍDIA QUE MATOU GETÚLIO: A mídia e o suicídio de Getúlio

24.08.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário
 
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Um dia, essa história precisa ser contada ao povo brasileiro.
 
 
Ao relembrar o suicídio de Getúlio Vargas, que completa 60 anos neste domingo, o jornalista Janio de Freitas destaca o papel dos meios de comunicação na tragédia; “monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito”
247 – Repórter que cobriu a morte de Getúlio Vargas há exatos 60 anos, o jornalista Janio de Freitas relembra, neste domingo, o papel dos meios de comunicação na tragédia que culminou com o suicídio do político que fundou as bases do trabalhismo no Brasil.
 
“Getúlio ficou indefeso, objeto de um ódio coletivo que se propagava sem limites: monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito”, rememora (leia aqui).
 
Acusado de envolvimento, ainda que indireto, no polêmico atentado da rua Toneleros contra Carlos Lacerda, no Rio de Janeiro, Getúlio foi cassado sem trégua pelos meios de comunicação.
 
No entanto, após o suicídio de Getúlio, os veículos de imprensa, artífices do golpe foram também golpeados pela população ensandecida.
 
A “Tribuna da Imprensa” de Lacerda foi empastelada. A redação de ‘O Globo’ foi atacada, carros do jornal foram destruídos, o ‘Jornal do Commercio’ teve sua oficina invadida, vários dos 17 jornais foram alvos da massa”, diz Janio de Freitas.
 
A atuação da imprensa como força política no Brasil vem de longe.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=20345

Dilma: "A Petrobras é maior do que qualquer agente"

24.08.2014
Do portal BRASIL247
 
:                                                                                                                                    
 
Numa entrevista coletiva no início da tarde deste domingo, a presidente Dilma Rousseff falou sobre a delação premiada que será feita por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e disse não temer o caso; "O Brasil e nós todos temos de aprender que se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso", disse a presidente; "Eu não tenho que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada. Isso não é objeto do interesse da Presidência da República", completou

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição, disse neste domingo que a Petrobras não pode ser culpada por erros que tenham sido cometidos por ex-dirigentes da estatal e evitou comentar o acordo do ex-diretor da empresa Paulo Roberto da Costa para fazer uma delação premiada no inquérito da operação Lava Jato da Polícia Federal.
 
Costa teria fechado um acordo com a PF e o Ministério Público para dar informações que podem ajudar nas investigações, que analisam superfaturamento e desvio de dinheiro em contratos de empreiteiras com a estatal.
 
"O Brasil e nós todos temos de aprender que se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso", disse a presidente a jornalistas ao ser questionada se temia que a imagem da empresa pudesse ser afetada com as revelações que Costa pode fazer durante a delação.
 
"A Petrobras é muito maior que qualquer agente dela, que seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes ou que se for julgado que se mostra que se foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa", argumentou a petista.
 
A estatal de petróleo está no centro de várias investigações da Polícia Federal e do Congresso Nacional, onde duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) estão instaladas para analisar contratos da Petrobras.
 
As CPIs foram instaladas depois que a própria presidente Dilma disse que a compra da uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, por parte da Petrobras foi tomada com base num parecer "técnica e juridicamente" falho.
 
"Eu não tenho que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada. Isso não é objeto do interesse da Presidência da República", afirmou a presidente.
 
ADVERSÁRIOS
 
Dilma também evitou fazer análises sobre a mudança na corrida eleitoral com a entrada da ex-senadora Marina Silva na disputa como candidata à Presidência pelo PSB.
 
Questionada sobre recentes declarações da campanha socialista de que o país não precisa de um gestor na Presidência, mas sim um líder, Dilma discordou, mas não citou nominalmente os adversários. Os socialistas têm usado esse argumento para frear as críticas de que Marina não tem experiência como gestora.
 
"Essa história de que o país não precisa ter um cuidado na execução de suas obras e uma obrigação de entregá-las é uma temeridade", disse a petista.
 
"Ou é quem nunca teve experiência administrativa e, portanto, não sabe que é fundamental para um país com a complexidade do Brasil dar conta de tudo", disse.
 
"Um presidente é um executor também, ele não é só um representante do poder", afirmou.
(Reportagem de Jeferson Ribeiro)
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/economia/151132/Dilma-A-Petrobras-é-maior-do-que-qualquer-agente.htm