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terça-feira, 19 de agosto de 2014

AZENHA E O IMPERADOR BONNER. ELE ESTÁ NU !

19.08.2014
Do blog CONVERSA AFIADA

 Bonner criminaliza a política para fortalecer a Globo.

Ilustração do Twitter do O Observador

Conversa Afiada reproduz excelente análise do Azenha, no Viomundo: 

UMA EXPLICAÇÃO PARA A POSTURA IMPERIAL DE WILLIAM BONNER DIANTE DE CANDIDATOS



por Luiz Carlos Azenha

Trata-se de um simulacro de jornalismo, que nem original é. Nos Estados Unidos, muitos âncoras se promoveram com agressividade em suposta defesa do “interesse público”. Eu friso o “suposta”. Lembro-me de um, da CNN, que fez fama atacando a “invasão do país por imigrantes ilegais”. Hoje muitos âncoras do jornalismo policial fazem o mesmo estilo, como se representassem a sociedade contra o crime.

William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política. Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas. Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrair concessões de todo tipo — do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito. Que os irmãos Marinho não fazem política diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses. Como em “multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra dos direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006.

A agressividade de Bonner também ajuda a mascarar onde se dá a verdadeira manipulação da emissora, nos dias de hoje: na pauta e no direcionamento dos recursos de investigação de que a Globo dispõe. Exemplo: hoje mesmo, no Bom Dia Brasil, uma dona-de-casa do interior de São Paulo explicava como está fazendo para economizar água.

A emissora não teve a curiosidade de explicar que a seca que afeta milhões no Estado não é apenas um problema climático, resulta também de falta de investimentos do governo de Geraldo Alckmin, que beneficiou acionistas da Sabesp quando deveria ter investido o dinheiro no aumento da capacidade de captação de água. Uma pauta complicada, não é mesmo?

A não ser que eu esteja enganado, a Globo não deslocou um repórter sequer para visitar o aeroporto de Montezuma, que Aécio Neves mandou reformar quando governador de Minas Gerais perto das terras de sua própria família. Vai ver que faltou dinheiro.

Tanto Alckmin quanto Aécio são tucanos. Na entrevista com Dilma, Bonner listou uma série de escândalos. Não falou, obviamente, de escândalos relacionados à iniciativa privada, nem em outras esferas de governo. Dilma poderia muito bem tê-lo lembrado disso, deixando claro que a corrupção é uma praga generalizada, inclusive na esfera privada, envolvendo entre outras coisas sonegação gigantesca de impostos. Mas aí já seria coisa para o Leonel Brizola.



Clique aqui para ler “O último debate na Globo é uma cilada”.

Aqui para ler “Dilma demite Bonner”.

aqui para ler “Dilma foi tão bem que Globo esconde”.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/08/19/azenha-e-o-imperador-bonner-ele-esta-nu/

No Jornal Nacional, Dilma defende era de avanços e ingresso em novo ciclo

19.08.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 18.08.14
Por Redação RBA

Em entrevista, presidenta é constantemente interrompida durante respostas. Apresentadores consomem quase metade do tempo com corrupção e outra metade com saúde e economia 

JN
Bonner e Patricia privilegiaram 'problemas' e deram pouco espaço para discussão de projetos e defesa da economia

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje que seu governo e os do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram os que mais estruturaram o Estado brasileiro com mecanismos de combate à corrupção e que nenhum procurador-geral da República foi chamado de “engavetador geral”. Os apresentadores do Jornal Nacional, da TV Globo, consumiram mais de sete minutos com perguntas sobre corrupção. A presidenta respondeu ainda sobre ações na área da saúde e teve menos de três minutos para rebater expectativas negativas a respeito da economia.
A entrevistada foi provocada logo de início pelo apresentador William Bonner a responder sobre “uma série de escândalos de corrupção e desvios éticos” em ministérios e na Petrobras e sobre o que chamou de “dificuldade de se cercar de pessoas honestas”. Dilma listou o respeito à autonomia aos órgãos de combate à corrupção, como o MPF e a Polícia Federal, que “pode investigar e pode prender”, a criação da Corregedoria-Geral da União (CGU), órgão de fiscalização e defesa do patrimônio público, a introdução da Lei de Acesso à Informação, que obriga todos os níveis de governo a prestar esclarecimentos solicitados pela sociedade.
O apelido de “engavetador” é atribuído até hoje ao ex-procurador-geral Geraldo Brindeiro, que chefiou o Ministério Público Federal durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003. No período, recebeu mais de 600 inquéritos, engavetou (postergou a análise) 242 e arquivou (rejeitou) outros 217. As acusações recaíam sobre deputados, senadores, ministros e o próprio presidente FHC – uma delas a de compra de votos para aprovação da emenda que permitiu sua reeleição.
A presidenta enfatizou ainda que nem todas as denúncias da “série” resultaram em comprovação ou condenação. Mas assinalou que mesmo assim as pessoas acabavam se afastando de seus cargos. Bonner insistiu no tema. Aparentava insatisfação com o fato de a entrevistada dominar e estar disposta ao assunto e a interrompeu questionando que os afastados eram substituídos por pessoas do mesmo partido, “trocando seis por meia dúzia”. Dilma continuou a resposta de onde havia parado, ponderando que muitas vezes os afastamentos decorrem de pressões que afetam até a paz familiar dos envolvidos.
Defendeu que é direito dos partidos que compõem o governo reivindicarem postos de comando e que seu critério é nomear pessoas íntegras e competentes. Citou como exemplo o ministro Paulo Sérgio Passos, que foi substituído por César Borges, e depois o substituiu novamente.
William Bonner não desistiu do tema. Chamou o PT de “partido que teve um grupo de elite comprovadamente corrupto” tratado como “vítimas e guerreiros” e questionou se isso não é ser “condescendente com a corrupção”. Neste momento, Dilma deixou claro que não colocaria a carapuça nem em seu partido, nem nos dirigentes condenados no processo do “mensalão”. Disse que é presidenta da República e que não faria observações sobre nenhum julgamento do Supremo Tribunal Federal, que a Constituição exige respeito a decisões do tribunal.
Bonner clamava por uma crítica de Dilma ao PT. Por três vezes interrompeu-a: “Então a senhora condena a postura do PT?”. “Enquanto for presidenta, não externarei opinião sobre o julgamento. Não vou tomar posição que me ponha em conflito (entre poderes)”, enfatizou, deixando no ar o entendimento de que a posição que tem formada fatalmente seria de contrariedade.
O tema corrupção ocupou mais de sete minutos, do total de 15 e meio que durou a sabatina.
Em seguida Patrícia Poeta afirmou a Dilma que “além da corrupção” a saúde também é “um problema” do governo. E questionou se 12 anos de gestão do PT não teriam sido suficientes para “colocar esse problema nos trilhos”, depois de reconhecer que o governo “investiu muito” na área. Dilma admitiu que a área é de fato muito carente e que o atendimento básico é um dos principais déficits da saúde pública.
Lembrou que o governo recorreu duas vezes a processos de seleção de médicos brasileiros para atingir uma meta de contratar 14 mil profissionais para regiões desprovidas de atendimento. Informou que só atingiu o recrutamento de 14.462 profissionais para a atenção básica com o convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) que trouxe os médicos cubanos ao país. “Segundo a Organização Mundial de Saúde, esse contingente pode responder pelo atendimento de uma população de 50 milhões de pessoas”, afirmou.
“Mas a senhora considera isso razoável?”, insistiu a apresentadora. Dilma explicou que a solução dos problemas na área da saúde pública exige uma reforma federativa, que regule os papéis de estados e municípios e que seu programa prevê o investimento na expansão das especialidades, depois de conseguir, com o Mais Médicos, suprir a demanda por atendimento básico.
Em seguida, Bonner entrou no quesito inflação, considerando elevados os 6,5% ao ano, criticou a taxa negativa de 1,2% da economia no segundo trimestre e o fato de o país ter registrado o “pior superávit” na balança comercial dos últimos 14 anos. Previu ainda um crescimento do PIB abaixo de 1% para 2014 e questionou: “É justo ora culpar o pessimismo, ora culpar a crise internacional?”
A presidenta assinalou que, de fato, o Brasil respondeu à crise internacional pela primeira vez sem desempregar, sem arrochar salários e ainda reduzindo impostos. “Mas a situação está ruim”, reforçou Bonner. Dilma rebateu que a inflação não cresce desde abril, está próxima de zero e que há indicadores importantes que permitem prever uma recuperação da economia no segundo semestre. O apresentador “acusou” Dilma de otimista.
Com o tempo esgotado, a entrevistada constantemente interrompida estourou em 30 segundos o total de 15 minutos. Reafirmou ter sido eleita para dar continuidade aos avanços do governo Lula e para preparar o Brasil para um novo ciclo de crescimento, moderno, mais inclusivo e mais competitivo. “Nós preparamos o Brasil para dar um salto colocando a educação no centro de tudo.”
A emissora já havia entrevistado os candidatos do PSDB, Aécio Neves, no último dia 11, e do PSB, Eduardo Campos – um dia antes do acidente que vitimou o candidato socialista em Santos (SP). O próximo entrevistado do telejornal será o candidato do PSC, Pastor Everaldo, na edição desta terça-feira (19).
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/dilma-entrevistada-jornal-nacional-defende-era-de-mudancas-5502.html

Bonner quis falar mais que Dilma no JN

19.08.2014
Do BLOG DO MIRO, 18.08.14

Por Renato Rovai, em seu blog:


Uma das primeiras lições num curso de jornalismo é que entrevistador não deve falar muito. Deve ser direto nas perguntas e buscar ser o mais objetivo possível. Não significa que deva ser leniente e bondoso com o entrevistado. Pode interrompê-lo, cortá-lo etc, mas não deve fazer discursos.

Willian Bonner não é um jornalista habituado a fazer entrevistas. É um apresentador. E mais do que nunca sua falta de qualidade para realizar um dos fundamentos básicos da atividade ficou evidente na noite de hoje. Em vários momentos ele foi absolutamente circular nas suas falas e até pouco educado. Lembrou Henry Maksoud nos tempos em que fazia um programa na Gazeta, cujo nome era Henry Maksoud e Você. Mas que era apelidado de Henry Maksoud e Eu. Porque só o entrevistador falava.

Isso compromete não só o desempenho do entrevistado, como da entrevista. Dilma não foi mal no Jornal Nacional. Foi razoável e dificilmente ganhou ou perdeu algo. Saiu, como se diz no popular, no zero a zero. Mas ficou evidente em alguns momentos que foi prejudicada não pela falta de condições de responder, mas pela confusão criada pelo entrevistador que fazia um monte de questões num longo tempo e queria respostas rápidas.

Dilma, por exemplo, respondeu que não falaria sobre o julgamento do Supremo. Bonner começou dizendo que “houve corrupção em várias áreas do governo” e citou vários casos. E as duas CPIs da Petrobras. Dilma respondeu que “os governos que mais estruturaram os mecanismos de combate a corrupção” foram os dela e o de Lula. Que a PF ganhou autonomia, que há relação respeitosa com o MP, que nenhum Procurador Geral da República foi chamado de engavetador etc. A resposta estava dada, mas aí Bonner apelou para o mensalão e soltou uma frase de efeito no meio de um monte de considerações. “Seu partido teve um grupo de elite comprovadamente corrupto”. Dilma respondeu que não faria julgamento de uma decisão do Supremo Tribunal. Neste momento o entrevistador só faltou pular da mesa e exigir que ela respondesse o que lhe parecia mais adequado.

Foram aproximadamente dois minutos da entrevista nesta querela. E ali havia clara intenção do apresentador em fazer discurso, não de fazer perguntas.

Nas outras questões, Dilma também foi apertada. Como, aliás, outros candidatos também foram. E se saiu bem. Explicou que na saúde ainda há muitos problemas a enfrentar, mas que acha que já houve melhoras significativas. “Contratamos mais 14.562 médicos e ampliamos a nossa de atendimento para mais de 50 milhões de brasileiros”, afirmou. E quando Bonner, tentou interrompê-la logo no começo de uma resposta falando que precisavam falar de economia, a presidenta deu-lhe uma resposta bolada: “Tenho maior prazer de falar da economia, Bonner”.

E foi muito bem ao falar de como o Brasil está enfrentando a crise econômica. “Não desempregando, não arrochando salários, não aumentando impostos. Qual era o padrão anterior?” Esse foi certamente seu melhor momento. Bonner falou de inflação alta e a presidenta teve de lhe informar o que todos os jornais têm registrado, que a inflação dos últimos meses é de 0%.

Ao final, a presidenta dialogou com a frase dita por Eduardo Campos e disse: “eu acredito no Brasil”.

Foi uma entrevista meio atarracada e Dilma sai do mesmo tamanho. Sem se ferir. O que para quem está em primeiro lugar, recuperando a imagem do seu governo e que terá o maior tempo de TV é uma boa notícia.


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/08/bonner-quis-falar-mais-que-dilma-no-jn.html

GLOBO MANIPULA, EM ENTREVISTA NO JN: DILMA JÁ ENFRENTOU TORTURADORES PIORES

19.08.2014
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/150542/JN-Dilma-j%C3%A1-enfrentou-torturadores-piores.htm

COMPROVADA A MANIPULAÇÃO DA MÍDIA: Criador do manchetômetro desmascara a mídia

19.08.2014
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

Campanha eleitoral: A impiedade como estratégia midiática

Por João Feres Júnior*, cientista político e criador do Manchetômetro
19/08/2014 09:18 – Publicado no Brasil Debate


Em edição de O Globo, até as pedras do calçamento percebem a intenção editorial de lançar sobre o PT, Lula e Dilma a pecha do desrespeito e da falta de consideração para com a morte recente de Campos

A análise de extensas bases de dados textuais é o procedimento preferencial utilizado no Laboratório de Estudos de Mídia e Opinião Pública (LEMEP), o qual coordeno, para a análise da cobertura midiática, seja acerca de eleições ou de outros objetos de pesquisa, como as cotas raciais, o crack ou as manifestações de junho de 2013.

Contudo, outras possibilidades interpretativas são possíveis. No texto que segue, parto da análise da capa do dia 15 de agosto de 2014 do jornal O Globo e tento mostrar como ela resume de maneira muito sintética os principais temas e estratégias editoriais da cobertura política desse jornal e da grande mídia impressa brasileira nos últimos tempos.

O jornal O Globo de 15 de agosto estampou na manchete principal de capa: PT PRESSIONA PARA RACHAR O PSB DE EDUARDO CAMPOS.

Abaixo vemos dois subtítulos. O primeiro, em negrito: Lula e Dilma telefonaram para o presidente do partido, ligado a petistas. E o segundo, em fonte grande, mas normal: Marina Silva, porém, é a preferida de parte dos socialistas e de aliados que compõem a coligação…”.

A matéria toda ainda recebe um quarto subtítulo, que vem em cima da manchete em caixa alta: Tragédia na Campanha.

Até as pedras do calçamento percebem a intenção editorial de lançar sobre o PT, Lula e Dilma a pecha do desrespeito e da falta de consideração para com a morte muito recente de Eduardo Campos.

O curto texto que abaixo das manchetes reforça essa interpretação, pois começa assim: “Após a trágica morte do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, o PT começou a atuar ontem para que o PSB rache em alguns estados e passe a apoiar a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff”.

A notícia principal da capa segue informando que o PSB declarou que só vai escolher novo candidato após o enterro de Campos e que alas do partido e aliados apoiam o nome de Marina Silva para a vaga.

A manchete principal conduz para matéria na página 3, que tem um título ainda maior do que o da manchete. Novamente, o partido é alvo: “PT tenta dividir PSB”. No subtítulo lê-se: “mesmo sem consenso, socialistas, com apoio de siglas da coligação, devem escolher Marina”.

Vamos deixar de lado questões de estilo, como o uso excessivo de vírgulas em títulos, e centramos no conteúdo do que é dito, pois ele é prenhe de dicas sobre o sentido pretendido da mensagem.

O primeiro parágrafo começa assim: “O PT já começou a operar na tentativa de fazer com que o PSB abra palanques nos estados para a presidente Dilma Rousseff, segundo lideranças socialistas”.

O parágrafo seguinte afirma: “Interlocutores do PT já começaram a assediar líderes do PSB em estados onde há uma boa relação entre as duas siglas, Bahia e Sergipe”.

O texto não adiciona qualquer informação nova ao que já foi dito na capa, que já era bem pouco. Na verdade o que faz é repetir insistentemente a acusação de impiedade dirigida ao PT cinco vezes: duas na capa e três na página 3.

A presença do advérbio “já” no começo dos dois parágrafos é mais um elemento a denotar que o PT fez isso fora de hora; que o partido desrespeita o luto pela morte de Eduardo. Em seguida, a autora Julianna Granjeia informa que “na pauta [do partido], oficialmente, constam somente condolências pela morte de Campos”.

Agora o texto sugere que os petistas são dissimulados, agem às escuras, fazem jogo sujo e imoral, novamente insinuando a tese do desrespeito ao morto. Por fim, a seção da notícia sobre o PT fecha em Lula, com a seguinte formulação: “Ao mesmo tempo que evita dar um tom eleitoreiro, Lula disse que não há como negar que a morte de Campos provoca uma mudança no cenário”.

A estratégia clara é de mostrar Lula como um mestre da dissimulação, pois, como informou a manchete, telefonou pessoalmente para fazer pressão política, mas, assim como seu partido, evita expor em público suas maquinações “eleitoreiras”.

Esse viés anti-PT se revela claro na intenção dos editores do jornal de alvejar o partido, Lula e Dilma em um momento em que eles não são o foco das notícias. Contudo, ele não é pontual, mas sim representativo da cobertura que toda a grande mídia impressa dá aos partidos, como mostra o gráfico abaixo, retirado da pesquisa do Manchetômetro:

grafico1-cobertura-agregada-dos-jornais


No agregado dos três jornais até o dia de hoje, o PT tem quatro vezes mais notícias negativas do que seu principal concorrente, o PSDB: são 198 notícias contra 50.

A cobertura do Jornal Nacional no ano de 2014 não é diferente:

grafico2-cobertura-agregada-do-JN
Como no gráfico contamos também com o dado do total de tempo das notícias neutras, a comparação fica melhor se fizermos entre as razões de contrárias e neutras de cada partido

O PT obtém um razão de 12.305 segundos de cobertura negativa contra 3.671 de neutra, e 55 segundos de positiva. Sua razão contrárias/neutras é de 3,5:1. Já o PSDB tem 4,758 segundos de negativa contra 4,570 de neutra, ou seja, uma razão de praticamente 1:1.

A comparação é fácil, no Jornal Nacional a cobertura do PT é 3,5 vezes mais negativa do que a do PSDB, número bem próximo ao viés anti-PT dos jornais.

A morte de Eduardo Campos de fato chacoalha sobre a sucessão presidencial. As pesquisas de intenção de voto estiveram extremamente estáticas por todo o ano de 2014, com Dilma, Aécio e Campos guardando uma razão de 4:2:1 (38%:20%:8%).

Com Marina ou sem Marina na cabeça da chapa do PSB, esse quadro deve se alterar. Isso é natural do jogo político-eleitoral. Mas e a grande mídia, jornais impressos e Jornal Nacional, qual será sua atitude perante a mudança de rumos do pleito?

Os novos acontecimentos causaram uma divisão interna entre aqueles que temem que Marina aniquile as pretensões do PSDB e aqueles que festejam Marina como a garantia que faltava para a existência de um segundo turno.

Há uma grande tensão entre essas posições na cobertura atual da mídia. Se Marina for escolhida candidata pelo PSB e começar a crescer nas pesquisas, a briga entre os candidatos da oposição pelo voto antipetista deve recrudescer e essa briga vai certamente rebater na cobertura midiática.

O Globo foi o único jornal a dar o “furo” da impiedade petista. Folha e Estadão sequer publicaram nota sobre o assunto em suas capas e cobriram os contatos entre PT e PSB como parte do noticiário das movimentações política pós-tragédia.

A despeito da ousadia do jornal carioca, o viés antipetista é pronunciado nos outros dois jornais e no Jornal Nacional, como vimos acima. Vai ser interessante ver como as novas tensões causadas pela morte repentina de Campos conviverão daqui para frente no noticiário da grande mídia impressa e televisiva, ainda que esse seja de fato um espetáculo deprimente.

joaoferes-17* João Feres é cientista político, vice-diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e coordenador do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP) e do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA)






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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/08/19/criador-do-manchetometro-desmascara-jogo-da-midia/#sthash.O3APzXrm.dpuf

WhatsApp se tornou uma ferramenta macabra?

19.08.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Por Redação 

Imagens de mortes trágicas, acidentes e vítimas de homicídios são divulgadas com uma velocidade absurda. O caso mais recente é o de Eduardo Campos – com a disseminação, inclusive, de muitas fotos falsas

compartilhar tragédia whatsapp imagens
Marcos Sacramento, DCM
Um hábito macabro se espalha na internet. Fotos de vítimas de acidentes e homicídios são compartilhadas por meio do aplicativo WhatsApp a uma velocidade espantosa. Ainda no dia do acidente que matou o candidato à presidência Eduardo Campos já havia supostas fotos das vítimas e de partes do corpo circulando através do aplicativo.
Dias atrás uma adolescente suicidou-se no bairro onde moro. Eu não a conhecia. Soube porque passei em frente ao prédio por volta das 18 horas e vi uma movimentação anormal da Polícia Militar. Às 20 horas a foto da jovem morta passava de smartphone em smartphone.
Em outra situação, uma amiga me pediu para deletar imagens que recebera pelo celular. Ela não teve estômago nem para apagá-las. Eram de uma moça violentada e assassinada pelo namorado. Os abutres do WhatsApp fizeram o trabalho completo: havia o vídeo do estupro, fotos da vítima no local da ocorrência e no velório.
A divulgação de imagens de tragédias pela internet não é novidade. Nos anos 90, fotos como as do acidente da banda Mamonas Assassinas eram compartilhadas por disquetes ou e-mail. Porém, levavam meses ou até anos para chegar ao público.
Hoje elas aparecem em minutos. Bastam três toques e um motoqueiro que acabou de morrer no trânsito, por exemplo, vai para a rede. Há sempre alguém disposto a apontar o smartphone e tirar uma foto do corpo inerte sem respeito à vitima ou a seus familiares. A velocidade do WhatsApp atropela o espaço para ponderações.
Dias atrás a filha do ator Robin Willians recebeu supostas fotos do pai morto dois dias antes. Abalada pelo suicídio, Zelda Willians ficou ainda pior por causa das fotos e encerrou sua conta no Twitter. As fotos partiram de um ataque de “trolls” que pode ser considerado um caso isolado.
Mas é provável que aqui no Brasil alguma anônima tenha passado por dor semelhante à de Zelda ao receber a foto do familiar morto. Com mais de 50 mil vítimas de homicídio, 60 mil mortos no trânsito ao ano e um batalhão disposto a espalhar o horror pelo WhatsApp, isso deve ser até corriqueiro.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/o-whatsapp-se-tornou-uma-ferramenta-macabra.html

GLOBO DESESPERADA AGRIDE DILMA: Bonner interrompeu Dilma 21 vezes. Entrevista?

19.08.2014
Do blog ESQUERDOPATA

Apresentador do Jornal Nacional aparece como presidente da República nas redes sociais; um dia depois de interromper a presidente Dilma Rousseff 21 vezes em entrevista de 15 minutos, William Bonner é visto não como jornalista, mas como político; primeira pergunta dele, com a expressão "escândalo de corrupção" citada sete vezes, durou um minuto e 39 segundos, quase 10% do tempo total do encontro; tentativa de massacre teve caretas, um dedo em riste de uma transtornada Patrícia Poeta e gesto em dobro do próprio Bonner; desequilíbrio histórico.


247 – O editor-chefe e âncora do Jornal Nacional, William Bonner, nunca foi tão mencionado nas redes sociais – e mesmo nos portais de notícias – como na noite desta segunda-feira 18, após sua entrevista com a presidente Dilma Rousseff, na companhia de Patrícia Poeta.

Como noticiou o 247, a entrevista foi, na verdade, uma ação eleitoral do principal noticiário da televisão brasileira, com direito a interrupções, perguntas quilométricas e dedo em riste por parte dos apresentadores. Em sua primeira pergunta, Bonner repetiu sete vezes a palavra "corrupção".

No cálculo do jornalista Jeff Benício, que escreve no blog Sala de TV no portal Terra, o âncora interrompeu a candidata à reeleição nada menos que 21 vezes em 15 minutos e 52 segundos. O embate entre ele e a presidente durou 7 minutos e 15 segundos, diz o blogueiro.

Depois da única pergunta de Patrícia Poeta, que até então era espectadora, Bonner interrompeu Dilma ainda mais cinco vezes para, como disse ele, "falar de economia". Houve momentos em que a petista precisou continuar sua resposta da pergunta anterior quando já estava na seguinte. "Então, Bonner, como eu estava dizendo...", alfinetou.

Pouco depois, outro embate deixou o momento mais tenso. Enquanto Dilma apresentava suas declarações finais como candidata, Bonner a cortou novamente: "nosso tempo está acabando". Ela reagiu com a pergunta: "acabou?". Mais de uma vez os apresentadores agradeceram a presença da presidente no programa enquanto ela ainda falava.

Da parte de Dilma Rousseff, em nenhum momento a candidata perdeu a calma, apensa tentava terminar seu raciocínio quando era cortada ao vivo. Entre as três entrevistas – o JN também chamou à bancada o candidato Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, que era postulante pelo PSB, mas morreu em um acidente aéreo no dia seguinte – certamente essa foi a mais incisiva.

Nas redes sociais, Bonner foi alvo de elogios, críticas e até de pedidos para que se candidate à Presidência da República. Imediatamente após a entrevista, os quatro primeiro assuntos mais comentados no Twitter nacional se referiam ao tema, sendo o primeiro deles o nome do âncora: "Bonner".
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/bonner-interrompeu-dilma-21-vezes.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+OEsquerdopata+(O+Esquerdopata)