sábado, 16 de agosto de 2014

Em Pernambuco, a disputa pelos votos de Miguel Arraes

16.08.2014
Do blog VI O MUNDO, 15.08.14
Por Luis Carlos Azenha

eduardo_arraes
por Luiz Carlos Azenha, de Recife

Resumindo conversas com gente de Pernambuco, disseram-me algo assim: “Fora daqui, ninguém imagina os ecos da existência do Miguel Arraes. Nem os que reconhecem a imensa contribuição dele à política nacional”.

O que queriam me explicar, obviamente, era a ousadia de Eduardo Campos ao romper uma aliança razoavelmente estável com o PT, eleger o prefeito do Recife e sair candidato ao Planalto pelo PSB, partido no qual ingressou junto com o avô, em 1990.

Dizem os petistas, nas redes sociais, que foi “trairagem”. Que Campos surfou nos investimentos maciços feitos no estado por outro pernambucano, o ex-presidente Lula.

Os três, aliás, se conheceram quando Arraes retornou de quase 15 anos de exílio na Argélia, em 1979. Lula estava lá. Campos, em uma foto, aparece bem atrás do avô.

Arraes teve oito filhos. A filha Ana, hoje no TCU, foi eleita deputada federal duas vezes. Mas ninguém teve o sucesso do neto, que aprendeu todos os macetes da política com o avô.

Estamos aqui no campo da tradicional política brasileira: personalista e baseada em clãs.

A fortíssima devoção dos pernambucanos a Arraes, aliás, “Doutor Arraes”, tem relação com benefícios diretos concedidos a eles num tempo em que os latifundiários reinavam absolutos no estado. Brincou um amigo: o Arraes inventou o Fome Zero, era o programa Chapéu de Palha, de benefício aos sertanejos. No imaginário popular, foi um “pai” — e pai a gente nunca esquece.

Antes de fazer toda sorte de concessão aos grandes negócios, Eduardo Campos tratou de retomar na prática a trilha do avô. Os adversários atribuem à marquetagem, mas o fato concreto é que alguns bairros simbólicos do Recife, como a ilha de Deus, foram tirados da miséria por ele.

Quanto às concessões, apoiadores de Campos apontam as que foram feitas por Lula a banqueiros e empreiteiras. Jogo empatado?

Campos provavelmente venceria a eleição presidencial em Pernambuco por boa margem. O jovem ambicioso — um “trator” nos bastidores, dizem — queria fazer o que o avô nunca conseguiu. Para os apoiadores, percebeu a guinada à direita do PSDB e antevia a demolição do Centrão de Sarney. Decidiu marcar posição como alternativa “moderna” ao PT.

Embora o avô Arraes, por propaganda da direita, tenha entrado na História como um vilão radical, contam-me que só foi eleito pela primeira vez governador de Pernambuco por saber costurar alianças, uma característica que o neto teria herdado.

O fato concreto é que, quando Eduardo Campos for sepultado, no mesmo jazigo do avô, o ciclo político de uma dinastia terá sido encerrado em Pernambuco, pelo menos no curto prazo.

Marina Silva, embora apoiada por familiares de Campos, tem menos chances de vencer Dilma em Pernambuco que o candidato do PSB. Do ponto-de-vista meramente eleitoral, a disputa agora é pelo espólio político de Miguel Arraes e o ex-presidente Lula obviamente será a chave para o PT reconquistar uma parcela dele. Não duvido que o PT, a essa altura, esteja tentando atrair o PSB ou parcelas do PSB de volta à coalizão governista.

Por outro lado, como já escrevi anteriormente, por motivos reais ou imaginários há um profundo desencanto com a política, parte do qual pode ser atribuído à campanha diuturna da mídia corporativa para promover o antipetismo, especialmente durante o julgamento do mensalão.

Minhas observações pessoais, não estatísticas, indicam que o antipetismo chegou aos grotões e contaminou parcela considerável dos que se beneficiaram da ascensão social despolitizada promovida pelos governos Lula-Dilma. Disso deriva o risco real e concreto de um segundo turno muito difícil para Dilma Rousseff.

Vamos ver se o horário eleitoral gratuito, com Lula comandando o canhão, tem o poder de evitar isso.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/em-pernambuco-disputa-pelos-votos-de-miguel-arraes.html

Urubus buscam carniça na trágica morte de Campos

16.08.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,
 
A trágica e lamentável morte de Eduardo Campos trouxe do lixo manifestações que ultrapassam qualquer limite. Dia rico em estupidez, paranóia e desumanidade
 

Kiko Nogueira, DCM
 
Ninguém nunca perdeu dinheiro por subestimar a inteligência das pessoas, mas a tragédia com Eduardo Campos trouxe do lixo manifestações que ultrapassam qualquer limite, se limite houvesse.
 
Na sexta, Dilma sancionou uma lei que protege o sigilo de dados das caixas-pretas de aviões, bem como as informações voluntárias de testemunhas de investigações. A legislação foi proposta pela Aeronáutica em 2007, após a crise aérea desencadeada pelos acidentes da Gol e da Tam.
 
Confirmada a morte do candidato, a turma que bate em golpe comunista, bolivarianismo e boitatá juntou os pontos e viu uma ligação entre a sanção presidencial e a queda da aeronave.
 
 
Enquanto a teoria conspiratória vicejava, a corja aproveitava para chafurdar mais fundo no oportunismo.
 
Um pastor chamado Daniel Vieira, de um certo Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, ligado a Silas Malafaia, cravou nas redes sociais: “Morre Eduardo Campos, candidato a presidente. Hoje são 13 [sic], numero do PT. Deveria ter levado a DILMA!”. Apagou em seguida, com um pedido de desculpas ignóbil.
 
Mas poucos conseguem superar Daniela Schwery, eterna “candidata” a qualquer cargo no PSDB em São Paulo (atualmente, a deputada federal). Troladora oficial do partido, uma espécie de Tiririca fascista, sua única bandeira e missão de vida é ser antipetralha, “antiesquerdopata” e quejandos. Entre suas propostas, listadas em seu site oficial, está a de transformar o Instituto Lula em abrigo para mendigos.
 
Ela habita um terreno pantanoso entre o deboche, a fraude e a psicopatia. Schwery conseguiu forjar um meme da Dilma Bolada (“Pra descer todo santos ajuda”) e então se pôs a despejar uma série de acusações. “PT em festa”; “Celso Daniel eliminado; Toninho do PT eliminado…”.
 
Nenhuma mísera mensagem de condolência à família, um insight, qualquer coisa remotamente humana.
 
Quando não se esperava mais nada, Roger, do Ultraje, conseguiu novamente se superar, horas depois de chamar Marcelo Rubens Paiva de bosta e declarar que o pai do escritor, Rubens Paiva, morreu “defendendo o comunismo” (numa resposta a uma menção que Marcelo lhe fez numa palestra na Flip).
 
Desta vez, Roger foi profético: “Pronto, vai virar santo. E herói”. Têm sido — continuarão sendo — dias ricos em estupidez, maldade, paranóia e desumanidade.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/urubus-buscam-carnica-na-tragica-morte-de-campos.html

Eliane Tacanhede cheirou cola

16.08.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 15.08.14
Por Fernando Morais
 
Aí me aparece na folha a bela Cantanhêde dizendo o seguinte:

"... o irmão, Antônio, já se manifestou publicamente. E quando a mulher, Renata, ladeada pelos cinco filhos, inclusive o bebê Miguel, lançar Marina? E quando a mãe, Ana Arraes, apadrinhar a candidatura aos prantos?"

Vejam que não é "SE a mulher, Renata", mas "QUANDO a mulher Renata". não é "SE a mãe, em prantos", mas "QUANDO a mãe, em prantos".

Ou Renata Campos e Ana Arraes revelaram à jornalista o quê e como vão fazer (com os detalhes do bebê Miguel no colo e do pranto da mãe), ou a querida Cantanhêde cheirou cola.

Ou é previsão zodiacal ou é ficção científica.
 
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/eliane-tacanhede-cheirou-cola.html

A escalada do ódio político no Brasi

16.08.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 14.08.14
Por Eduardo Guimarães
“Cinquenta (…) anos atrás [1957], um jovem fotógrafo do Arkansas Democrat (…) foi cobrir o primeiro dia de aula de um grupo de estudantes negros na maior e melhor escola média de Little Rock [Arkansas, EUA]. Esse pedaço de história ficou gravado no negativo de número 15.
Eram apenas nove os jovens negros selecionados pela direção do principal colégio da cidade, o Central High School, para cumprir a ordem judicial de integração racial no país. Segundo David Margolick, autor do recém-publicado Elizabeth and Hazel: Two Women of Little Rock (ainda inédito no Brasil), a peneira foi cautelosa. A busca se concentrou em colegiais que moravam perto da escola, tinham rendimento acadêmico ótimo, eram fortes o bastante para sobreviver à provação, dóceis o bastante para não chamar a atenção e estoicos o suficiente para não revidar a agressões. Como conjunto, também deveria ser esquálido, para minimizar a objeção dos 2 mil estudantes brancos que os afrontariam.
Assim nasceu o grupo que entraria na história dos direitos civis americanos como ‘Os Nove de Little Rock’. Eram todos adolescentes bem-comportados, com sólidos laços familiares, filhos de funcionários públicos e integrantes da ainda incipiente classe média negra sulista. Entre eles, a reservada Elizabeth Eckford, de 15 anos.
Os pais dos nove pioneiros foram instruídos a não acompanharem os filhos naquele 4 de setembro de 1957, pois as autoridades temiam que a presença de negros adultos inflamasse ainda mais os ânimos. Por isso, os escolhidos agruparam-se na casa de uma ativista dos direitos civis e de lá seguiram juntos para o grande teste de suas vidas. Menos Elizabeth, que não recebera o aviso para se encontrar com os demais e partiu sozinha rumo a seu destino.
De longe ela avistou a massa de alunos brancos passando desimpedidos pelo cordão de isolamento montado pela Guarda Nacional do Arkansas. Ao tentar fazer o mesmo, foi barrada por três soldados que ergueram seus rifles. Elizabeth recuou, procurou passar pela barreira de soldados em outro lugar da caminhada e a cena se repetiu. Alguém, de longe, gritou ‘Não a deixem entrar’ e uma pequena multidão começou a se formar às suas costas. Foi quando Elizabeth se lembra de ter começado a tremer. Com a majestosa fachada da escola à sua frente, ela ainda fez uma terceira tentativa de atravessar o bloqueio em outro ponto do cordão de isolamento.
Como pano de fundo, começou a ouvir invectivas de ‘Vamos linchá-la!’, ‘Dá o fora, macaca’, ‘Volta pro teu lugar’, frases proferidas por vozes adultas e jovens. Atordoada, dirigiu-se a uma senhorinha branca – a mãe lhe ensinara que em caso de apuro era melhor procurar ajuda entre idosos. A senhorinha, porém, lhe cuspiu no rosto.
Como não conseguisse chegar à escola, a adolescente então tomou duas decisões: não correr (temeu cair se o fizesse) e andar um quarteirão até o ponto de ônibus mais próximo. Um aglomerado de cidadãos brancos passou a seguir cada passo seu. Imediatamente às suas costas vinha um trio de adolescentes, alunas do colégio. Entre elas, Hazel Bryan: “Vai pra casa, negona! Volta para a África!’.
 Segundo o autor do livro centrado no episódio, foi este o instante em que a câmera de Will Counts captou a imagem que se tornaria histórica [vide foto no alto da página]. Hazel, de quinze anos e meio, não carregava qualquer livro escolar. Apenas uma bolsa e um inexplicável jornal. Ela não planejara nada para aquela manhã. Vestira-se com o esmero que era sua marca – roupas e maquiagem ousadas para uma adolescente daquela época – e arvorou-se de audácia ao ver tantos fotógrafos e soldados da Guarda Nacional. Nada além disso. O resto pode ser debitado à formação que recebera em casa – família de origem rural, ideário fundamentalista cristão, atitude racial aprendida com o pai (…)”
O relato acima foi escrito pela jornalista brasileira Dorrit Harazim, que já trabalhou na Veja, no Jornal do Brasil e na revista Piauí, que, em sua edição 62, publicou o artigo “Ódio Revisitado”, do qual você acaba de ler um trecho.
Em princípio, pode-se dizer que um artigo sobre ódio “racial” contra negros em um país de maioria branca não nos diz respeito. Contudo, a causa do ódio nunca é o mais importante. O ódio precisa de uma causa, qualquer causa…
Porém, basta que o leitor substitua ódio “racial” por ódio religioso, de classe social, político ou ideológico para ver que o mecanismo é sempre o mesmo. Começa com a formação de turbas incomodadas com portadores de diferença de “raça”, religião, classe social, naturalidade ou nacionalidade, opinião política ou ideologia.
O segundo passo das escaladas de ódio consiste na generalização contra portadores de diferenças como as exemplificadas acima. Todo negro, judeu, cristão, muçulmano, espírita, pobre, rico, nordestino, petista ou comunista passa a ser previamente definido com base em estereótipos.
O terceiro passo começa com a segregação voluntária dessas tribos conflitantes, que se distanciam conforme vão apurando a “razão” para não coexistir com quem não divide crenças, características físicas, estrato social ou posição geográfica.
O quarto passo do crescimento do ódio entre grupos é sua chegada aos meios de comunicação – antes impressos e depois eletrônicos. Provocações surgem entre grupos que controlam os grandes meios e os que não têm mídia – ou que, hoje, têm pequenas mídias graças à internet.
O quarto passo é o transbordamento para o mundo real do ódio virtual que se espalhou pelos meios de comunicação com a ascensão de líderes e figuras-símbolo a encarnar centenas, milhares, muitas vezes milhões ou dezenas de milhões de contrários. Esse ódio passa a se traduzir em trocas públicas de insultos.
O quinto passo começa tímido e, se não for interrompido, pode chegar ao sexto. Insultos e provocações já produzem agressões físicas aqui e ali. Incialmente tidas como fatos isolados, muitas vezes adquirem proporções epidêmicas, como vem ocorrendo há mais de uma década na Venezuela, onde, mais recentemente, dezenas perderam a vida em confrontos entre grupos políticos pró e contra o governo.
Abaixo, um dos exemplos dessa exacerbação do ódio que o Blog colheu no Facebook horas antes de publicar este post.
No Brasil, a escalada do ódio cresce há 500 anos por conta da assimetria de renda em um país consumista ao extremo, no qual, sem dinheiro, o cidadão torna-se um pária, um símbolo de fracasso pessoal premeditado. Mas como tudo que é ruim pode – ou tende a –   piorar, eis que o ódio passa a decorrer da mais perigosa das divisões, a divisão político-religiosa-ideológica, origem majoritária das guerras.
O grande problema do brasileiro, neste momento, é assumirmos, cada um, nosso quinhão de responsabilidade por uma escalada do ódio que, para alguns, em lugar de ameaça representa prova de seu poder de contaminação da sociedade, a ser comemorado.
Outro jornalista brasileiro que deixou a Editora Abril é Fred Di Giacomo, que hoje toca um site chamado Gluck Project. Di Giacomo, recentemente, escreveu “A história do Ódio no Brasil”. Trecho do texto ilustra a tese deste post.
“ ‘Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas’. A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil (…)”
Poucos de nós são responsáveis pelo ódio político que tanto cresceu no país, mas boa parte de nossa sociedade é responsável por ter aderido a ele. Vale para o que espalha provocações na internet, vale para o que se deixa contaminar por elas e responde à altura.
Nos ambientes minimamente adequados ao debate político, vá lá que as coisas acabem esquentando. O problema é quando o ódio político ultrapassa qualquer limite aceitável e passa a ser espargido onde é, no mínimo, inaceitável que exista.
Mais de uma dezena de horas antes de compor o texto abaixo, seu autor teve uma experiência pessoal – e assustadora – com o crescimento do ódio político que fatores variados – e mais adiante elencados – produziram no país. O texto a seguir foi publicado por este que escreve em sua página no Facebook.
Nunca vou parar de me surpreender com o potencial desolador da ignorância. Minha mulher participava de uma “comunidade” virtual de mães de meninas com síndrome de Rett (doença de [minha filha] Victoria) e essas mulheres começaram a postar sem parar acusações ao PT de ser responsável pela morte de Eduardo Campos por o partido ter o número 13 e o falecimento ter ocorrido num dia 13.
Minha mulher protestou contra esse absurdo e recebeu de volta uma saraivada de insultos. Mas o que é mais impressionante é que mães de meninas com doença igual à de minha filha começaram a atacar a menina perguntando se ela também “é petista” e dizendo que até imaginam que “tipo de mãe” minha mulher deve ser, sendo “petista”.
A que ponto chegamos? Conseguiram envenenar este país ao impensável. Essas mesmas mulheres xingavam Dilma furiosamente e apelando para insultos que são sempre usados contra mulheres usando a própria condição femina – puta, vaca, vadia, vagabunda, prostituta, sapatão etc., etc., etc.
Ver mães de crianças especiais atacando crianças especiais por política, ver mulheres usando o mais vil recurso do machismo contra mulheres, tudo por causa de política, dá vontade de chutar tudo pro alto e fugir pro outro lado do mundo, bem longe dessa loucura que essa direita assassina, que jogou o país em 20 anos de ditadura, trouxe de volta para a nação
O desabafo (justificável pelo que relata), porém, não deixa de ser uma pitada de combustível na escalada do ódio ao debitar a um grupo ideológico (a direita) o comportamento espantoso de seus personagens. Mesmo sendo verdade, poderia ter feito o desabafo sem aumentar o potencial de conflagração que encerra naturalmente? Reflito que poderia, sim…
Para não acusar a terceiros, o blogueiro acusa a si mesmo na esperança de que cada um faça o mesmo, caso enxergue o crescimento do ódio no país.
Alguns dirão, com propriedade, que a grande imprensa, ao tomar partido político, levou a situação a esse ponto. Não há dúvida de que é culpada por exacerbar o ódio político no Brasil desde o advento da República, mas não se constrói uma casa sem tijolos. Se a mídia é construtora, quem são os tijolos dessa escadaria do ódio que estão edificando?
Em outras palavras, a mídia não poderia edificar essa escalada do ódio no Brasil se não tivesse farta matéria-prima. O mais dramático é que há tanta dessa matéria-prima espalhada por aí que não se sabe mais como recolhê-la em quantidade suficiente para que falte aos entusiasmados construtores do ódio. Nesse aspecto, sugestões serão mais do que bem-vindas. 
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/a-escalada-do-odio-politico-no-brasil/

SEPULTAMENTO DE EDUARDO CAMPOS DEVE OCORRER NO DOMINGO

16.08.2014
Do BLOG DO ADALBERTO FILHO

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Para o governador de São Paulo, o trabalho deve estar concluído e os corpos liberados para serem levados a seus destinos até o início da noite. No sábado, é possível que esteja concluído o trabalho da Polícia Técnica. Entende-se que no final da tarde, ou início da noite, deve estar tudo resolvido. Essa é a expectativa. 

 "Se confirmado para as 12h, para 1h (13h), tem previsão de embarque (dos restos de Eduardo Campos) no aeroporto de Cumbica para as 17h ou 18h”, informou o governador de Pernambuco.

O velório de Campos começará assim que o corpo chegar, na noite deste sábado, ao Recife, disse Lyra. Uma missa está prevista para as 10h de domingo (17). O funeral segue até o sepultamento marcado para as 17h, no Cemitério Santo Amaro, onde está enterrado o avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes.
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Fonte:http://adalberto-blogdoadal.blogspot.com.br/2014/08/sepultamento-de-eduardo-campos-deve.html

Procurador que escondeu trensalão quer faturar com morte de Campos

16.08.2014
Do blog O CAFEZINHO, 15.08.14
Por Miguel do Rosário
 
grandis2a

 
A princípio, defendo sempre a transparência. Mas às vezes me canso de dar pitaco sobre tudo, então não tenho opinião formada sobre a lei de sigilo para acidentes aéreos.
 
Entretanto, não deixa de ser curioso que Rodrigo De Grandis, aquele procurador que ficou famoso por “esquecer” o processo de trensalão numa gaveta errada, durante anos, agora volte aos holofotes para falar contra uma lei aprovada no Congresso Nacional.
 
Ora, me parece um acinte um procurador se pronunciar contra uma lei aprovada pelos deputados e senadores.
 
Os únicos que podem determinar se a lei é inconstitucional ou não são os ministros do Supremo Tribunal Federal.
 
Aliás, depois de tudo que fez, De Grandis voltou a se ocupar do trensalão.  Melhor então que ele se concentre nesta tarefa, para não se confundir de novo. Se ficar se dispersando com outros assuntos, proferindo opinião que ninguém lhe pediu sobre leis aprovadas no congresso, pode recolocar o processo que investiga tucanos envolvidos no cartel de trens  numa “gaveta errada”.
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Procurador alerta que Lei do Sigilo para acidentes aéreos é inconstitucional
Por FAUSTO MACEDO, em seu blog no Estadão
Sexta-Feira 15/08/14

Rodrigo de Grandis, que investigou caso TAM, avalia que segredo só deve existir ‘em razão da eficiência da investigação’
 
O procurador da República Rodrigo de Grandis afirmou nesta quinta feira, 14, que é inconstitucional a Lei 12.970/14 , que dispõe sobre as investigações do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) e impõe sigilo sobre as informações das caixas pretas dos aviões. “É uma reserva de espaço investigatório à autoridade aeronáutica, inexplicável no sistema constitucional brasileiro”, adverte o procurador.
 
Rodrigo De Grandis investigou o maior desastre aéreo do País – 199 mortos na queda do avião TAM, na zona Sul da Capital, em junho de 2007. Para ele, o sigilo deve existir em razão da eficiência da investigação. A Lei 12.970/14 foi sancionada em maio.
ESTADO: O sr. é a favor do sigilo?

 PROCURADOR DA REPÚBLICA RODRIGO DE GRANDIS: Em regra, toda investigação deve ser sigilosa. Investigação sob holofotes não costuma ser eficiente. A Lei número 12.970/2014, todavia, estabelece um sigilo que compromete, porque extensível ao Ministério Público e à Polícia, a adequada investigação de um fato criminoso, como, por exemplo, os crimes de homicídio (doloso e culposo), lesões corporais (dolosas e culposas) e de atentado à segurança de transporte aéreo.
 
(…)
 
Íntegra da entrevista aqui.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/08/15/procurador-que-escondeu-trensalao-quer-faturar-com-morte-de-campos/#sthash.j0l8JQDn.dpuf

A ofensiva dos abutres e das hienas e o “mundo-cão” da Cantanhede

16.08.2014
Do BLOG DO SARAIVA 

Que Marina Silva tem o direito de pretender ser a candidata do grupo que apoiava Eduardo Campos, não há nada a discutir.
 
Quanto ao direito do PSB de avaliar se alguém que entrou no partido como “carona” possa representá-lo, também não há questionamento moral possível.
 
A democracia se exerce, aliás, através dos partidos.
 
Mas a mídia brasileira, com seu já agora ostensivo apetite político, tomou a frente do processo e, como um bando de urubus, se arroga dona do corpo morto de Eduardo Campos e chama Marina Silva para ser não uma candidata a Presidente, mas a amazona dos despojos do ex-governador de Pernambuco.
 
O Globo “acusa” Lula e Dilma de terem telefonado ao presidente em exercício do PSB, Roberto Amaral.
 
Meu Deus, quem é o dirigente maior dos socialistas, na ausência de Eduardo Campos, a quem, senão a ele, deveriam dirigir, além do pesar à família Campos, as condolências e o diálogo político?
 
Como uma matilha de lobos, o time de colunistas políticos do jornal é mobilizado para “exigir” Marina, como se fosse papel dos jornais deliberar pelos partidos políticos que, repito, tem o direito e o poder legal de escolherem ou não a ex-senadora como seus representantes eleitorais.
 
Mas pior, muito pior, é o que faz, de forma indecente e mórbida, a colunista da Folha, Eliane Cantanhêde.
 
Dá a impressão de que saliva de prazer ao imaginar a mais mórbida exploração eleitoral do cadáver de Eduardo Campos.
 
“Dilma Rousseff e Aécio Neves, tremei. No rastro da comoção nacional pela morte estúpida de Eduardo Campos, apoios da família dele à sua vice serão avassaladores. O irmão, Antônio, já se manifestou publicamente. E quando a mulher, Renata, ladeada pelos cinco filhos, inclusive o bebê Miguel, lançar Marina? E quando a mãe, Ana Arraes, apadrinhar a candidatura aos prantos?”
 
Não é um campanha eleitoral o que quer nossa refinada e cheirosa elite.
 
É um programa destes de “mundo cão” da pior espécie.
 
Falam tanto em programa, projetos, eficiência, capacidade.
 
Mas, se lhes servem politicamente, às favas os escrúpulos e viva a manipulação do sentimentalismo, da dor, dos mortos.
 
Não se disputa a herança política de Eduardo Campos, mas o direito de poder explorar o seu fim trágico, o seu cadáver, numa campanha.
 
Está em jogo o destino de um país, a escolha de quem irá dirigi-lo nos próximos quatro anos.
 
Isso, para os cidadãos de bem.
 
Para outros, não é isso.
 
Não lhes importa quem vá para lá e que métodos se disponha a usar para isso.
 
Tudo o que querem é que se derrube um projeto progressista e popular, ainda que à custa de colocar qualquer um lá, com o qual, depois, se verá o que fazer.
 
E não vacilam, para isso, sequer, em propor a mais vil exploração da dor de uma família, inclusive de suas crianças.
 
A direita brasileira já teve o seu Corvo, Carlos Lacerda. Conseguiu baixar mais e agora tem abutres e hienas.
 
É nojento, o que mais dizer disso?

Fernando Brito
No Tijolaço
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/08/a-ofensiva-dos-abutres-e-das-hienas-e-o.html