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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aécio que não pagou sequer o Piso Nacional aos Professores diz no JN que educação de Minas é melhor do país

13.08.2014
Do blog MARIAFRÔ, 12.08.14

Não há um único dado de verdade na entrevista de Aécio Neves ao Jornal Nacional. Nenhum.
 
Impressiona como ele mente descaradamente e várias de suas mentiras poderiam ser desmascaradas com uma simples consulta a dados disponíveis
 
Na ‘sabatina’ ensaiada pelo JN, Aécio Neves insiste em falar em inflação quando o IPC é o menor em 4 anos e em nenhum momento foi confrontado por Bonner ou Patrícia Poeta. Ah! se a Globo fizesse jornalismo…
Aécio diz que uma “professora da USP” (sem nome e sobrenome), afirmou que Aécio não tem nada a ensinar sobre saúde pública! Estamos falando dos mesmos tucanos que sequer repassaram dinheiro recebido pelo Ministério da Saúde à Santa Casa? Estamos falando do mesmos tucanos que sucatearam a maior universidade pública do país e que está em greve há meses?
A cara de pau de Aécio Neves e o não Jornalismo Global espantam. Qualquer blogueiro mediano fatiava a conversa mole de Aécio retrucando-o ponto por ponto.
Sobre educação então, faço questão de destacar a mentira absurda dita pelo candidato em horário nobre sobre educação. Primeiro ele diz que o Prouni foi criado no estado de Goiás, o mesmo estado de Perillo e seu fiel escudeiro Demóstenes Torres, senador do DEM que antes de ser cassado devido ao escândalo de sua estreita parceria com o bicheiro Cachoeira entrou no STF contra o PROUNI! Como se a cara de pau fosse pouca afirma Aécio:
 
“Minas tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil, mesmo sendo um estado heterogêneo, e não sendo o mais rico dos estados brasileiros.”
Com a palavra os professores de Minas Gerais:

Querem calar os educadores mineiros
Por: Beatriz Cerqueira*
 
Desde 2008, os trabalhadores em educação da rede estadual lutam pelo pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. Mas, a luta vai além da questão salarial. Em todas as pautas de reivindicações demandas de acesso, permanência e qualidade da educação foram apresentadas ao governo mineiro.
 
Desde que o modelo do choque de gestão foi feito no Estado, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) acompanhou as políticas públicas da educação (ou a sua ausência), os programas de governo e os indicadores de qualidade. Estudos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), relatórios do Tribunal de Contas do Estado, e mesmo as publicações oficiais do governo denunciam uma realidade diferente das peças publicitárias veiculadas no Estado.
 
Há anos, o Sindicato denuncia as precárias condições de trabalho do professor e dos educadores em Minas Gerais, a falta de estrutura física das escolas, a falta de vagas na educação básica, a destruição da profissão docente no Estado. Em 2014, o comportamento da entidade não foi diferente. Apresentou a pauta de reivindicações com demandas relacionadas à educação de qualidade, acesso e permanência na escola.
 
O governo estadual, a exemplo de anos anteriores, ignorou os problemas das escolas estaduais e seus educadores. Também, a exemplo de anos anteriores, o Sind-UTE/MG denunciou os problemas. Mas a denúncia da realidade, que não cita nenhum nome de candidato, incomodou a coligação encabeçada pelo PSDB que, em dois dias, já tentou impedir, por três vezes, a veiculação da campanha de informação da realidade das escolas estaduais. A tentativa de censurar os trabalhadores em educação demonstra a forma como fomos tratados nos últimos anos: a mordaça como pedagogia do medo enquanto se destrói a escola pública mineira.
Na campanha de informação, conforme divulgamos a seguir, não falamos nenhuma novidade.
 
Acompanhe o que o governo de Minas fez contra a educação mineira
 
• Não dá autonomia para os professores avaliarem o processo de aprendizagem dos alunos, impondo a aprovação automática.
• Manipula as informações sobre qualidade da educação, divulgando apenas o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB). Outros indicadores que apontam os problemas não são repassados à população.
• O programa Fica Vivo não diminuiu a violência. A taxa de homicídio em Minas aumentou 80% de 2001 a 2011. Nossos jovens estão morrendo!
• Os programas do Governo são apenas para propaganda, não atingem a maioria dos municípios mineiros. O Poupança Jovem, por exemplo, atende apenas nove municípios.
• Faltam 1.010.491 de vagas no Ensino Médio.
• Somente 35% das crianças mineiras conseguem vaga na Educação Infantil.
• Não tem nenhuma política preventiva sobre violência nas escolas. Professores são agredidos, alunos assassinados e nada é feito.
• Não paga o Piso Salarial Profissional Nacional aos profissionais do Magistério, conforme determinado pela Lei Federal 11.738/08 e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
• Efetivou, sem concurso, mais de 98 mil servidores, colocando estas pessoas numa situação de fragilidade jurídica.
• Congelou a carreira de todos os trabalhadores em educação até dezembro de 2015.
• Não cumpre acordos que assina.
• Acabou com o Fundo de Previdência dos Servidores Estaduais (Funpemg), que já tinha capitalizado mais de R$3 bilhões para aposentadoria dos servidores.
 
Mas parece que o que incomodou foi a possibilidade da população ser lembrada sobre os problemas da escola, durante o período eleitoral. Qual o medo? Vamos fazer o debate público sobre a realidade da educação mineira? Porque a censura é o instrumento de uma ditadura, não de um Estado democrático.
Quem quer ser gestor tem que aprender a conviver com quem pensa diferente.
 
*Professora Beatriz Cerqueira
Coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG)

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Fonte:http://mariafro.com/2014/08/12/aecio-que-nao-pagou-sequer-o-piso-nacional-aos-professores-diz-no-jn-que-educacao-de-minas-e-melhor-do-pais/

Sem limites para linchar reputações, imprensa rejeita direito de resposta

13.08.2014
Do blog ESCREVINHADOR, 05.08.14
 
 
Por Felipe Bianchi, para Barão de Itararé*
 
Histórias como a do padre paulistano Júlio Lancellotti e a do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que tiveram suas reputações colocadas em xeque mesmo considerados inocentes após os julgamentos de seus respectivos casos, mostram o quão prejudicial pode ser a falta de espaço e voz para que os cidadãos se defendam de ofensas, calúnias e difamações veiculadas na mídia.
 
Para Lancellotti, pároco da Igreja São Miguel Arcanjo, no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, “com a mesma rapidez que a imprensa constrói e consagra uma história ou um cidadão, ela os destrói”.
 
O seu caso remete ao ano de 2007, quando a polícia civil de São Paulo abriu inquérito a fim de apurar uma denúncia de extorsão feita pelo padre: ele era forçado a pagar enormes quantias em dinheiro a um ex-detento da Fundação Casa sob ameaça de ser denunciado à imprensa por abuso sexual.
 
No dia 23 de maio de 2011, Anderson Batista e Conceição Eletério, casal responsável pelo esquema de extorsão, foram condenados pela Justiça a partir de imagens registradas em câmera que flagrou abordagem violenta ao padre. Mas para Lancellotti a repercussão deste fato nos meios de comunicação foi bem mais discreta que o “apedrejamento” promovido contra ele anteriormente, sem que pudesse fazer uso do direito de resposta.
 
“Quando denunciei o esquema e sofri acusações de pedofilia”, recorda Lancellotti, “a imprensa fez um acampamento em frente à minha casa e instalou um verdadeiro inferno”. Ele descreve os artifícios usados pelas equipes de reportagem, ansiosas por flagrá-lo em situação constrangedora:
 
“Chegaram a colocar um adesivo em cima da campainha de minha casa, de forma que ela não parasse de tocar e eu tivesse que sair, irritado, para desligá-la”, lembra, acrescentando que “também sacudiam o portão e jogavam restos de lanche”. Mesmo com sua absolvição, Lancellotti, conhecido por ser um histórico defensor dos moradores de rua, salienta que a cicatriz do “linchamento midiático” que sofreu é irreversível.
 
Em relação ao direito de resposta, ele afirma que, “para não ser injusto”, um ou outro veículo o procurou para escutá-lo, mas até mesmo cartas de personalidades renomadas brasileiras, em sua defesa, foram ignoradas pelos grandes jornais. “Quanto ao direito de resposta propriamente dito, acredito que é uma ilusão. Buscá-lo na Justiça é complicado e, até lá, a grande mídia publica o que ela quer e do jeito que bem entende”, dispara.
 
O caso do soteropolitano Orlando Silva, por sua vez, ilustra como a ausência do direito de resposta também atinge o mundo da política, no qual “os meios de comunicação guardam interesses próprios, tanto econômicos quanto ideológicos”.
 
Em 19 outubro de 2011, a revista Veja publicou reportagem de capa acusando o então ministro do Esporte de receber propina, em plena garagem do Ministério, em Brasília, referente a um esquema de corrupção envolvendo uma organização não-governamental.
 
A única fonte da revista era João Ferreira Dias, ex-cabo da Polícia Militar com histórico de denúncias vazias contra figuras públicas, além de envolvimento em diversas ocorrências criminosas – em 2013, inclusive, foi preso por receptação em Samambaia, no Distrito Federal.
 
Ignorando a “ficha suja” da fonte e sem nenhuma evidência das acusações feitas, os grandes meios de comunicação amplificaram a denúncia da revista Veja, repercutindo ostensivamente o caso. A pressão resultou na derrubada do ministro apenas 11 dias após a reportagem em questão.
 
“Eu passei todos aqueles dias sabendo que não teria saída, já que aquilo havia se tornado um massacre. Então usei esse período para erguer minha voz contra essa operação, denunciado a manipulação grotesca da qual fui vítima”.
 
Seu gabinete até tentou fazer uso do direito de resposta, mas o benefício depende da interpretação de cada juiz e Orlando Silva não obteve sucesso. “Enviamos textos, respondemos reportagens e pedimos o direito de resposta na Justiça, mas não fomos atendidos”, relata.
 
Em 11 de junho de 2012, a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu arquivar o processo contra ele. O motivo: falta absoluta de provas. Diferentemente da acusação, a absolvição não ganhou manchetes e grandes chamadas de capa – “ela foi praticamente escondida”.
 
“O que mais dói é que até a minha companheira, atriz com passagem por diversas companhias de teatro, foi envolvida em boatos sobre expressão de tráfico de influência praticada por mim, por conta de um patrocínio da Petrobras, que já dura mais de dez anos, à companhia em que atua. Beira a requintes de crueldade”.
 
O primeiro caso do período eleitoral e a chiadeira da Folha
 
Na edição impressa da Folha de S. Paulo do dia 2 de agosto, o jornal publicou texto de autoria do candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara, após determinação da Justiça Eleitoral.
 
O direito de resposta foi solicitado por conta de uma reportagem em que o deputado federal José Augusto Maia alegou ter recebido oferta de propina em troca de apoio à coligação que lançaria a candidatura de Câmara. A matéria traz ainda duas outras fontes, mantidas em condição de anonimato, que confirmam a versão de Maia.
 
Irritada com a concessão da Justiça Eleitoral, a Folha produziu no mesmo dia da publicação do texto uma segunda matéria escutando fontes ligadas, principalmente, aos proprietários de grandes meios de comunicação, como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
 
Elas criticaram o direito de resposta sob o argumento de que este “cercearia a liberdade de expressão” e de que “a sociedade deixa de ser informada” (pelo motivo de o acusado ter direito à defesa nas mesmas linhas que o atacaram).
 
Uma terceira reportagem foi publicada no dia seguinte (3 de agosto), em que Celso Schröder, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), além de um ministro, cuja identidade não foi revelada, defendem a importância de que o direito de resposta tenha regras definidas para que não comprometa a autonomia do jornalismo, mas também não cometa injustiças com quem se sente ofendido ou caluniado. Na legislação eleitoral, porém, essas definições já existem e foram levadas em conta no caso específico da Folha.
 
Constituição e as regras do jogo
 
O artigo 5º da Constituição Federal assegura “o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”. A lacuna em relação ao tema foi deixada pelo fim da Lei de Imprensa, criada em plena ditadura militar (1967) e extinta pelo Supremo Tribunal Federal em 2009. Desde então, a Justiça é obrigada a julgar caso a caso os pedidos de direito de resposta, deixando o tema amplamente aberto à interpretação.
 
O Projeto de Lei (PL 6446/2013) apresentado pelo senador Roberto Requião em 2011 busca preencher esse “vazio legal” em relação ao tema, já tendo passado pelo Senado e tramitando, atualmente, na Câmara dos Deputados. De acordo com a deputada Luciana Santos, relatora do Projeto, há pouca esperança de que ele seja votado no curto espaço de tempo que a Câmara dispõe até as eleições, no dia 5 de outubro, mas é grande a expectativa de que se confirme maioria para aprová-lo. O texto do Projeto de Lei garante ao ofendido o direito de se manifestar na mesma periodicidade, dimensão e intensidade da agressão sofrida – ou seja, de forma proporcional à ofensa.
 
Na avaliação da deputada, a dificuldade em aprovar leis que envolvam os interesses da imprensa, mesmo quando tratam de direitos democráticos, é que todo debate que se faz sobre mídia no Brasil é boicotado e tachado como tentativa de censura. “Há interesses econômicos, ideológicos e políticos”, argumenta.
 
A disputa eleitoral, em sua visão, escancara a polarização em relação ao papel que a mídia cumpre. A recifense afirma que “é uma ilusão imaginar que os veículos de comunicação são imparciais, como mostra a história recente do país”. “A informação forma conceitos, reflete comportamentos, influencia a tomada de decisões e é, por isso, que a comunicação deve ser tratada como um direito humano”, opina. “O direito de resposta é mais um dos direitos que devem ser básicos ao cidadão”.
 
Direitos (de resposta) para todos
 
Mas e quando o ataque não é contra apenas um indivíduo, atingindo grupos sociais inteiros – negros, indígenas, homossexuais ou até mesmo casos de machismo e discriminação de gênero? Bia Barbosa, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, lembra o caso do programa Tardes Quentes, produzido pela RedeTV!.
 
“Em 2005, já havia, tanto no Ministério Público Federal (MPF) quanto entre organizações que lutam pelos direitos humanos, a ideia de denunciar o programa recheado de pegadinhas preconceituosas apresentado por João Kléber”, conta. “Levamos o caso à Justiça e, até de forma surpreendente, a decisão foi favorável a nós”.
 
Ela relata que a juíza Rosana Ferri Vidor exigiu direito de resposta imediato para os grupos ofendidos, além de que o programa parasse de produzir conteúdos como os considerados ofensivos.
 
A RedeTV! descumpriu a ordem judicial e, por isso, teve seu sinal cortado, permanecendo fora do ar por 24 horas. Para Barbosa, a desobediência da emissora escancara o cenário dos meios de comunicação no Brasil: “O desrespeito à lei é sistemático, como se fosse opcional e as empresas estivessem acima dela”.
 
O fato de o canal ter passado um dia inteiro fora do ar virou notícia e, para ter o sinal restabelecido, os proprietários da RedeTV! tiveram que assinar um termo de ajustamento de conduta prevendo a veiculação de 30 programas, a serem indicados por organizações de direitos humanos, em substituição ao Tardes Quentes.
 
“Foram 30 edições do ‘Direitos de Resposta’, nome que faz trocadilho com a questão do direito de resposta e a luta pelos direitos que consideramos atacados pela emissora”, explica. “O programa reuniu especialistas e representantes de movimentos sociais para discutir um tema a cada edição, sendo que quase toda a equipe, da apresentadora aos roteiristas, era voluntária”.
 
Além disso, a jornalista também lembra que foi lançado um chamado público informando o caso e fazendo um convite para que os cidadãos enviassem vídeos relacionados aos assuntos debatidos no programa. “Em 15, dias, recebemos mais de 400 colaborações”, lembra. “Usávamos um blog bastante simples para nos comunicarmos, já que as redes sociais ainda não eram tão populares em 2005”.
 
Na avaliação de Bia Barbosa, os resultados foram extremamente positivos: a audiência média do Direitos de Resposta era equivalente à do programa de João Kléber, chegando até a superá-la. “Outra vitória foi termos mostrado que é possível falar de direitos da população, inclusive do direito de resposta, de forma atrativa ao público”, acrescenta.
 
Os próximos capítulos
 
Apesar do PL do Direito de Resposta regulamentar o artigo da Constituição que garante ao ofendido o direito de se defender, há ainda alguns obstáculos a serem superados. De acordo com a deputada Luciana Santos, uma das emendas que serão votadas juntas ao projeto defende interesses de empresas como a Rede Globo, propondo que o direito de resposta seja praticado por um terceiro no caso do rádio e da televisão – ou seja, um jornalista da empresa concederia a resposta publicamente, e não o ofendido.
 
Já o direito de resposta em nome de grupos sociais, como no caso do programa Direitos de
Resposta, que substituiu e igualou a audiência do Tardes Quentes, na RedeTV!, não aparece no Projeto de Lei do senador Roberto Requião. Para Bia Barbosa, porém, a prioridade é que ele seja aprovado de forma a garantir, de uma vez por todas, o direito de resposta. “Depois, sim, devemos aprimorá-lo a fim de ampliar a lei”.
 
Fruto do esforço de diversas entidades que compõem o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Projeto de Lei da Mídia Democrática , engloba, entre diversas propostas para a promoção da democracia na comunicação, a questão do Direito de Resposta – incluindo, em sua proposição, o direito de resposta coletivo.
 
O PL é de Iniciativa Popular, ou seja, necessita cerca de 1,3 milhão de assinaturas para ser encaminhado ao Congresso Nacional, e serve como instrumento de pressão por parte das organizações que lutam pela democratização da comunicação no país.

Leia outros textos de Geral, Radar da Mídia
 
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/sem-limites-para-linchar-reputacoes-imprensa-rejeita-direito-de-resposta.html

Morte trágica de Campos torna Marina candidata natural do PSB

13.08.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
 
Há pouco que dizer sobre a morte trágica, prematura e desoladora de Eduardo Campos em um desastre aéreo em Santos, no litoral paulista.
 
Neste momento, o que há para dizer é que o Brasil perde um político jovem e promissor, que, independentemente de preferências políticas, recebeu enorme aprovação em seu Estado natal.
 
O mais espantoso nesse caso é que a maré de azar do candidato começou na noite anterior, quando foi literalmente esmagado pelos âncoras do Jornal Nacional na série de entrevistas que o telejornal vem promovendo com candidatos a presidente.
 
Sobre a influência dessa tragédia na sucessão presidencial, é muito clara. Chegou a haver dúvida sobre se o candidato do PSB seria Marina Silva ou Eduardo. Com a morte deste, ela assume o posto.
 
Disso, há poucas dúvidas.
 
Este Blog lamenta profundamente a morte prematura de um homem público que, por mais que se discordasse dele, contribuiria para aprofundar os debates sobre o país.
Que Eduardo Campos descanse em paz.
Entrevista de Dilma ao JN será diferente das de Aécio e Eduardo
Com a morte de Eduardo Campos, dificilmente ocorrerá nesta quarta-feira (13) a entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional. Contudo, a entrevista ocorrerá, cedo ou tarde.
 
Desse modo, vale especular sobre como será.
 
Nas duas primeiras entrevistas dos principais candidatos a presidente que o Jornal Nacional começou a apresentar a partir de segunda-feira (11 de agosto), o que se viu foi uma escalada de “dureza” dos “âncoras” William Bonner e Patrícia Poeta.
 
Alguns se surpreenderam com perguntinhas pretensamente “duras” que Bonner e Poeta fizeram a Aécio Neves, como se fosse possível entrevistá-lo sem perguntar do “aécioporto”.
 
O tucano, porém, tirou de letra. Disse que não era nada disso e os inquiridores se deram por satisfeitos.
 
Com Eduardo Campos, o “casal nacional” pegou muito mais pesado. Apertou o candidato ao ponto de ele ter fechado a cara e ficado monossilábico quando Bonner o questionou, pela terceira vez em minutos, sobre suas gestões para conseguir para a mãe uma vaga como ministra no Tribunal de Contas da União.
 
Sobre Campos, vale dizer que a entrevista expôs toda a sua fragilidade. Poeta expôs bem as contradições de suas promessas, que envolvem reduzir drasticamente a inflação enquanto aumentam gastos, o que é matematicamente impossível.
 
Pela lógica, o nível de dureza dos questionamentos deve continuar aumentando. O recém-criado manchetômetro da Universidade Federal do Rio do Janeiro revelou que, ao longo de 2014, Dilma vem apanhando sem parar da mídia enquanto Aécio e Eduardo são poupados.
 
Todavia, por incrível que pareça a situação de Dilma é muito mais confortável que as dos adversários. A menos que o JN faça alguma “denúncia” nova durante a entrevista, não será perguntado nada a Dilma que já não tenha sido fartamente “noticiado”.
 
O busílis da questão, por óbvio, reside no desempenho da presidente. Contudo, ainda seguindo a lógica a presidente deveria estar ansiosa por essa entrevista, pois lhe dará oportunidade de desmontar todas as farsas que a mídia construiu sobre a economia.
 
Não haverá questões “éticas” pesando sobre Dilma – até hoje, ninguém pôde acusá-la de “nepotismo” ou de usar dinheiro público para benefício pessoal, à diferença, respectivamente, de Eduardo e Aécio nos casos da mãe de um e do aeroporto do outro.
 
Claro que a presidente será perguntada sobre o mensalão, mas essa história já deu o que tinha que dar e ninguém irá dar muita bola. Mas sobre seu próprio comportamento, pelo menos até 13 de agosto de 2014 antes da entrevista do JN, não surgiu nada.
 
Mas por que Dilma deveria ansiar pelo espaço dado pelo JN? Porque ela pode pôr a mídia numa saia justa.
 
Onde está o tão anunciado racionamento de energia elétrica? Dilma pode dizer que racionamento mesmo só há em São Paulo, citando, inclusive, manchetes dos jornalões, de preferência recitando as manchetes entre aspas e os dias em que foram veiculadas.
 
Onde está o “derretimento” dos empregos ditos por Eduardo na terça? Dilma vai perder a oportunidade de dizer que temos hoje o desemprego mais baixo da história e que se há derretimento só pode ser de vergonha na cara de quem tenta enganar o povo?
 
Onde está a crise inflacionária com a inflação caindo há meses?
 
Onde está o aumento de energia elétrica se, até este momento, só o que se tem é redução da tarifa. Dilma perderá a chance de dizer que sem ter reduzido o preço da energia, se não chovesse haveria aumento do mesmo jeito e as pessoas pagariam muito mais?
 
Dilma perderá a chance de dizer que se a Petrobrás está endividada é porque está investindo para explorar o pré-sal e que as reservas dos novos campos de petróleo já permitem extração de mais de 500 mil barris por dia?
 
Será que a presidente não vai explorar que Aécio, no mesmo JN, fugiu de explicar quais são as medidas impopulares que anuncia?
 
Dilma terá a chance de lembrar, uma a uma, todas as previsões furadas sobre economia feitas pela mídia nos últimos anos. Por exemplo, pode lembrar quantas vezes essa mesma mídia previu alta do desemprego. Se tiver pesquisado bem, achará inúmeros episódios.
 
Não se descarta a chance de a presidente dar uma de Seleção brasileira e “panicar”, mesmo tendo tudo a seu favor. Contudo, na sabatina do UOL ela se manteve relaxada, apesar de não ter sido boa oradora. Se contornar esse problema, ganhará muito com a entrevista.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/morte-de-campos-torna-marina-candidata-natural-do-psb/

Ex-governador de Pernambuco de 49 anos estava em jatinho particular que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira

13.08.2014
Do portal ULTIMO SEGUNDO
Por iG, São Paulo
 
O candidato do PSB à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Henrique Accioly Campos, morreu nesta quarta-feira (13) aos 49 anos no queda de um jato particular em Santos, no litoral de São Paulo, confirmou ao iG Bazileu Margarido, coordenador-adjunto da campanha do PSB. Citando informações de outros integrantes do partido, a mulher e um dos filhos de Campos estavam no avião. "Não sei qual dos filhos", disse ao iG. "A gente lamenta muito. O Brasil perde uma grande esperança."
 
Reuters
candidato do PSB à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Henrique Accioly Campos, morreu nesta quarta-feira (13) aos 49 anos
Campos nasceu no Recife (PE) em 10 de agosto de 1965. Filho de Ana Arraes, ex-deputada federal, e do escritor e advogado Maximiano Accioly Campos, com apenas 16 anos ingressou na Universidade Federal de Pernambuco para cursar Economia; aos 20, formou-se e foi o orador da turma.
 
Começou a militância ainda na universidade, como presidente do Diretório Acadêmico. Não traiu o sangue político da família: em 1986, trocou a possibilidade de um mestrado nos EUA pela participação na campanha que elegeu governador de Pernambuco o seu avô, Miguel Arraes – que passara 15 anos de exílio provocado pelo regime militar.
 
Em 1990, depois de trabalhar como secretário de Governo do avô, filiou-se ao PSB e conquistou um mandato de deputado estadual. Chegou ao Congresso Nacional em 1994, dois anos depois de sofrer sua única derrota eleitoral até hoje: foi quinto lugar na eleição que levou Jarbas Vasconcelos pela segunda vez à prefeitura do Recife. Em 1998, foi reeleito para a Câmara dos Deputados como o deputado federal mais votado de Pernambuco. No seu terceiro mandato em Brasília, conquistado em 2002, atuou em defesa da candidatura de Lula, depois de um primeiro turno com Anthony Garotinho.
 
Ministro do governo Lula
 
Em 2003, estreitando os laços com Lula, tomou posse como ministro de Ciência e Tecnologia – o mais jovem no primeiro mandato do presidente. Em sua gestão, foi aprovada a lei que autoriza pesquisa com células-tronco. Data dessa época suas desavenças com o todo-poderoso José Dirceu.
 
Em 2005, Campos e Aldo Rebelo, então ministro de Relações Institucionais, manobraram para barrar a CPI dos Correios, que trouxe à tona o mensalão. Numa reunião com Dirceu, que terminou em clima hostil, Campos teria sido aconselhado a desistir da candidatura ao governo de Pernambuco em favor do petista Humberto Costa. “Eu não preciso do PT para ser governador. A única pessoa a quem eu tenho de dar satisfação é Lula”, teria respondido. Mais tarde ganharia pontos adicionais com o presidente ao ser fiel durante a crise do mensalão e ao retirar sua candidatura à presidência da Câmara em favor de Rebelo.
 
Veja imagens de Eduardo Campos:
Eduardo Campos morreu em um acidente com uma aeronave que caiu em Santos na manhã desta quarta-feira (13/8). Foto: Futura PressUm dos últimos compromissos de Eduardo Campos foi a entrevista ao Jornal Nacional na noite de terça-feira (12/08). Foto: Globo/João CottaEduardo Campos deixa um filho pequeno ainda bebê. A criança nasceu em janeiro deste ano. Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos deixa cinco filhos. Foto: ReproduçãoNa Copa do Mundo, ele compartilhou nas redes sociais imagens ao lado da família vendo jogos do Brasil. Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo Campos concorria à Presidência na chapa com Marina Silva como vice. Eles visitaram Dom Orani Tempesta, no Rio (12/8). Foto: PSBRelembre a campanha de Campos. Ao lado de Marina, candidato visita conjunto habitacional para idosos na Paraíba (9/8). Foto: DIVULGAção/PSBEduardo Campos participa de reunião com produtores rurais na cidade de Arapiraca, em Alagoas (8/8). Foto: PSB/DivulgaçãoEduardo Campos comemora aniversário com o número do partido no lugar da idade durante reunião com produtores rurais em Arapiraca (AL) (8/8). Foto: PSBEduardo Campos participa de encontro com a juventude no Pelourinho, em Salvador (7/8). Foto: PSBEduardo Campos e Marina Silva na Fundação Abrinq (7/8). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCandidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, participa de encontro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidenciável Eduardo Campos  participa de comício na cidade de Timbauba, no Pernambuco (3/8). Foto: PSB/DivulgaçãoEduardo Campos bebe chimarrão depois de apresentar propostas durante o 34º Congresso de Municípios, em Porto Alegre (31/7). Foto: Jefferson Bernardes/ Agência PreviewCandidata à vice-presidência do PSB, Marina Silva, é vista durante sabatina do seu companheiro de chapa, Eduardo Campos, na CNI (30/7). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIACandidato à Presidente Eduardo Campos durante sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Foto: José Paulo Lacerda/ CNICandidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e sua vice, Marina Silva, chegam a auditório para encontro na CNI, em Brasília (30/7). Foto: José Paulo Lacerda/ CNIEduardo Campos e Marina Silva inauguram casa Campos-Marina em Osasco. Local será comitê eleitoral da campanha da dupla (28/7). Foto: Facebook/Eduardo CamposMarina Silva e Eduardo Campos durante coletivo para o lançamento da candidatura de dez aliados de Marina ao Legislativo (25/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEduardo Campos visita fábrica de doces em Marília, no interior de São Paulo (22/7). Foto: Divulgação/Site OficialCandidato à Presidência conversa com a população durante inauguração do comitê central Campos-Marina em São Paulo (21/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campos, candidato à Presidência pelo PSB, faz discurso na inauguração do comitê central da sua campanha, em São Paulo (21/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo Campos conta com a companhia de Marina Silva, candidata a vice na chapa presidencial (21/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBLuiza Erundina faz discurso inflamado e rouba os holofotes em inauguração do Comitê Central da campanha Campos/Marina (21/7) . Foto: DivulgaçãoEduardo Campos e Marina Silva visitam a Exposição Agropecuária do Crato, município do Ceará (20/7). Foto: Divulgação/Site OficialCandidato do PSB à Presidência faz caminhada por Taboão da Serra, Itapecerica e Embu das Artes, em São Paulo (18/7). Foto: Divulgação/Site OficialEm entrevista, Eduardo Campos afirma que enviará um projeto de reforma tributária ao Congresso no 1º semestre de 2015 (17/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBCandidato do PSB visita a cidade de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco (13/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campos caminha pelas ruas de São Luís, no Maranhão (10/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo e Marina visitam o comércio da cidade de Águas Lindas, em Goiás (7/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBCandidatos a Presidente e vice também passam pela comunidade Sol Nascente, no Distrito Federal (6/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo e Marina vestem kimono nas cores para acompanhar a 17ª edição do Festival do Japão, em São Paulo (5/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campo e Marina Silva registram candidatura presidencial pelo partido PSB (3/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBPSB oficializa candidatura de Eduardo Campos e Marina Silva à presidência e vice-presidência da República em Brasília (28/6). Foto: Humberto PraderaEduardo Campos e Marina Silva discursam na convenção nacional do PSB que oficializou a candidatura da dupla (28/6). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSB
 
 
Governo de Pernambuco
 
Depois de assumir a presidência do PSB em 2004, lançou um ano depois sua candidatura ao governo de Pernambuco. O curioso é que, durante a campanha, Lula resolveu apoiar não apenas um candidato, mas dois: além de Campos, esteve também ao lado de Humberto Costa, o indicado pelo PT, numa manobra arriscada para enfraquecer a hegemonia do ex-governador Jarbas Vasconcelos, que apoiava a reeleição de Mendonça Filho. Campos e Mendonça chegaram ao segundo turno com a vitória do primeiro, que aglutinou mais de 60% dos votos válidos.
 
Desde a cerimônia de posse – marcada pela presença de camponeses, lembrando o clima que havia nos tempos do avô Miguel Arraes –, Campos realizou um governo sem percalços. Tudo lhe foi favorável para que seu nome ficasse mais conhecido nacionalmente. Uma das vitaminas estimulantes de sua gestão foi a atração de recursos do governo federal – de longe o maior investidor na economia local. Em 2010, disputou a reeleição, e, mais uma vez, contou com a mão de Lula durante a disputa. Saiu-se com folgada vitória ainda no primeiro turno: quase 80% dos votos válidos, enterrando de vez o seu maior adversário político, o senador Jarbas Vasconcelos.
 
Família
 
Campos era casado com a economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado Renata Campos, com quem teve quatro filhos – Maria Eduarda, João Henrique, Pedro Henrique e José Henrique.
 
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-08-13/morre-eduardo-campos-candidato-do-psb-a-presidencia.html

Morre Eduardo Campos em acidente aéreo em Santos

13.08.2014
Do portal BRASIL247
 
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Jato Cesna, prefixo PR-AFA, cai na área urbana de Santos, no litoral paulista, por volta das 10h15; campanha do presidenciável Eduardo Campos já confirmava, às 12h30, que aparelho deveria trazer candidato à bordo; repórter da Rede Bandeirantes encontra material de campanha eleitoral de Campos entre os destroços; Marina Silva não estava na aeronave; candidato do PSB era esperado para compromisso a partir da Base Aérea do Guarujá; ele estava no Rio de Janeiro ontem, de onde o aparelho decolou; candidato a vice-governador, Marcio França, que esperava o presidenciável, afirmou ter feito último contato com ele às 9 horas da manhã; perícia isola e verifica área atingida por queda da aeronave; FAB informou que aeronave destruída fez o mesmo trajeto que estava estabelecido para o aparelho que carregava Campos; candidata a vice Marina Silva também poderia estar à bordo; às 12h27, não havia informações oficiais sobre nomes dos passageiros
 
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/149965/Morre-Eduardo-Campos-em-acidente-aéreo-em-Santos.htm

Aécio nocauteado no JN. Proposta Zero. Culpou os pobres pelos maus números do governo dele.

13.08.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 12.08.14
 
Aécio Neves (PSDB) foi um desastre do começo ao fim na entrevista ao Jornal Nacional. Não respondeu o que foi perguntado. Embromou, enrolou muito. Quando respondeu, não convenceu e até mentiu.

Projeto "Proposta Zero"

Mas nada define melhor a entrevista do que o ocorrido na última pergunta. Patrícia Poeta colocou a bola na marca do penalti para Aécio chutar e perguntou: "Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?"

Aécio conseguiu a façanha de não citar um único projeto. Zero! Falou um blá-blá-blá danado sem dizer nenhum projeto. Pirateou o que Dilma fala sobre governar para quem mais precisa e, em vez de oferecer pelo menos um projeto aos brasileiros, se limitou a ser pidão: pediu voto nele.

Sobre as outras perguntas, o Jornal Nacional deu um calor, fazendo perguntas incômodas, mas não se iludam. Tiveram duas funções:

1) Tentar melhorar a imagem por causa do "manchetômetro" - um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrando quanto o Jornal Nacional usa o noticiário para fazer campanha anti-Dilma e a favor de Aécio.

2) Vacina: Estas perguntas feitas no Jornal Nacional seriam feitas em debates e em outras entrevistas de qualquer jeito. Logo já vai amaciando o assunto.

Para Aécio baixo IDH de Minas é culpa dos pobres que "atrapalharam" os números do governo dele.

Em um momento Patrícia Poeta perguntou: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.

Nesta resposta Aécio foi desastroso. Em um trecho da resposta soltou essa pérola para explicar a queda relativa do IDH: "... Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste... "

Ora, quer dizer então que são as regiões pobres de Minas que ele deixou para trás quando foi governador é que "atrapalham" o IDH? É a velha mania dos tucanos dizerem que "o povo" é que atrapalha eles!

E quer dizer, então, que o Nordeste brasileiro evoluiu mais do que as regiões mais pobres de Minas? Que bom que Nordeste se desenvolva, mas a população mais pobre de Minas também merecia um governador que tivesse feito o dever de casa e olhado mais para eles, em vez de construir aeroportos para a própria família do Aécio.

Aliás um caso típico é a cidade de Montezuma, de baixo IDH, onde Aécio herdou uma fazenda apropriada do Estado de Minas, e construiu outro aeroporto lá, enquanto só 27% dos domicílios tinham esgoto.

Outro deslize na resposta foi dizer que uma das causas foi Minas ter um momento ruim em atividades econômicas como minério e o café. Ora, então quando é em Minas, a crise internacional serve para justificar queda no crescimento, mas quando é no Brasil não serve?

Aeroporto
 


Bonner perguntou: (...) o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?

Aécio respondeu o blá-blá-blá já dito nas notas oficiais. Não Convenceu.

Bonner perguntou: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?

Aécio respondeu na maior cara de pau: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.

Bonner perguntou: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?

Aécio usou toda sua cara-de-pau para responder que é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, como se isso justificasse contruir um aeroporto em benefício próprio. Para piorar ainda disse que é um sítio de férias, para passear, que ninguém está fazendo um negócio ali. Ora, quer dizer então que para passear vale construir um aeroporto praticamente para uso particular com dinheiro público?

Por fim, Aécio disse uma mentira: Um que Cláudio "precisava" desse aeroporto.

Observem que Bonner aliviou ao não citar existir o aeroporto de Divinópolis ao lado que atende a cidade de Cláudio muito bem. Também aliviou ao não tocar no assunto do aeroporto de Montezuma e da fazenda tomada do Estado de Minas por um processo rumoroso de usucapião.

Outra mentira foi dizer que a ANAC é a culpada pela não homologação do aeroporto. Em nota oficial da ANAC Aécio já foi desmentido, pois há pendência do Governo de Minas, que é providenciar parecer do Comando da Aeronáutica.

Medidas amargas

Na primeira pegunta William Bonner disse que, segundo economistas ligados aos demotucanos, medidas como corte de ministérios e choque de gestão não bastam, que seria preciso cortes profundos de gastos e eliminar a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica.

Reparem que Bonner aliviou ao não dizer que o que os economistas demotucanos pedem são cortes nos gastos sociais como o Bolsa Família, arrocho nas aposentadorias, nos salários do funcionalismo civil e militar, demissões, corte de verbas na educação, na saúde, corte nos subsídios ao Minha Casa, Minha Vida e à geração de empregos através do BNDES. Bonner aliviou também ao falar em "defasagem de tarifas", em vez de aumento na conta de luz. E aliviou ao não questionar por que a Cemig (estatal de eletricidade mineira sob comando tucano) pediu aumentos muito acima do que a ANEEL considerou razoável? Por que luta na justiça para subir o preço da energia nas hidrelétricas antigas já depreciadas? Por que prioriza distribuir mais lucros aos acionistas do que baixar a conta de luz? Por que a Cemig estoca energia para vender mais caro no mercado especulativo, o que gera aumento na conta de luz? E por que a Cemig tem planos de investir na Colômbia com as sobras de caixa, em vez de baixar a tarifa?

Aécio respondeu outra coisa, criticando o baixo crescimento e repetindo as críticas ao número de ministérios. Falou também que "enxugará o estado", um termo que soa como música para os banqueiros neoliberais, mas sempre foi um desastre para a classe média e para os mais pobres, como ocorreu no governo FHC.

Bonner perguntou: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.

Aécio respondeu: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.

Reparem que Aécio falou em responder com clareza e não esclareceu coisa nenhuma. Falou em governar com previsibilidade, mas se contradisse ao não responder o que fará. Por fim, em uma fala tortuosa e de difícil compreensão, pareceu ser contra o planejamento feito pelo estado, como ocorre com o PAC, que não tem nada de mirabolante.

Bonner perguntou: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?

Finalmente Aécio admitiu que sim, ainda que embromando. Errou ao dizer que "quando tiver os dados sobre a realidade do governo é que vou estabelecer isso". Ora, Aécio é senador, ele tem acesso por oficio a qualquer informação do governo que quiser.

Mensalão Tucano

Patrícia Poeta perguntou: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esse vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?

Aí Aécio foi muito mal, passou a imagem do malandro "esperto" que defende a impunidade para os seus amigos. Disse que os petistas foram condenados e os tucanos não, como se isso fosse vantagem. Ora, o povo vê o contrário. Vê dois pesos e duas medidas. Vê que não há impunidade para petistas e há para os tucanos.

Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?

Aécio balbuciou que "Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso". E caiu no discurso padrão "que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido" citado na pergunta anterior. Conclusão: não convenceu.

Programa sociais

Patrícia Poeta levantou a bola para Aécio dizer que manterá programas sociais. Perguntou: O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área social. Por que então esses eleitores iam querem mudar de presidente?

Foi a única pergunta em que Aécio se saiu melhor por admitir a qualidade destes programas. O problema é que, com isso, ele está elogiando Dilma. Para tentar diminuir danos, disse que os programas começaram no governo FHC. Só "se esqueceu" de dizer que no governo FHC os programas sociais existiam mas eram para poucos, com uma verba mínima, que não alcançava todo mundo que precisava, a ponto de deixar a fome do povo como herança maldita para Lula resolver.

Saúde:

Bonner perguntou: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?

Aécio foi desastroso de novo. Em vez de responder a pergunta, disse que em reunião com médicos tucanos da USP, ele foi elogiado.

De novo o Jornal Nacional aliviou ao não questionar porque várias cidades de Minas precisaram receber médicos do programa Mais Médicos, e como ele iria descartar os médicos cubanos, se em Minas ele nunca conseguiu resolver o problema da falta de médicos em regiões carentes.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/08/aecio-nocauteado-no-jn-proposta-zero.html