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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Não é só a Petrobras, coxinha. É o pré-sal da Petrobras

11.08.2014
Do portal BRASIL247,
Por DAVIS SENA FILHO
 
Vai ser essa riqueza, a médios e longos prazos, que vai determinar e definir os projetos de País e de Estado, além dos programas de governo
A Petrobras desde sua fundação pelas mãos do presidente trabalhista Getúlio Vargas, em 1953, é alvo da direita brasileira encastelada na Casa Grande. A partir de seus primórdios a estatal símbolo do Brasil foi combatida pelas "elites" colonizadas e entreguistas deste País, com o apoio de governos estrangeiros, notadamente os Estados Unidos e a Inglaterra, bem como a França. Países imperialistas de passados colonialistas, que se posicionam, estrategicamente, no mundo por saberem que suas hegemonias dependem do controle das diferentes energias, e o petróleo, sem sombra dúvida, é ainda a principal demanda energética do mundo.
 
A resumir: quem controla a energia domina a economia em escala planetária. Do contrário, se houver resistência apelam para a guerra, como ocorreu com a Líbia, o Iraque e o Afeganistão, entre outros países, que foram completamente destruídos e seus presidentes ilegalmente e criminosamente assassinados. Acontecimentos que contaram com a vergonhosa aquiescência e da ONU, que se comportou nesses episódios como um órgão pária, porque complacente com a pirataria e a espoliação perpetradas contra três países árabes, não alinhados aos interesses do Ocidente e que, sistematicamente, reafirmavam, no caso da Líbia e do Iraque, suas políticas sociais e econômicas de centro-esquerda.
 
 Ponto!
 
Por seu turno, a ONU se tornou há algum tempo em uma entidade superada, como se existisse e atuasse em um mundo paralelo ou irreal, pois não coaduna com as necessidades e as demandas de um mundo globalizado, além de não cumprir, recorrentemente, com suas responsabilidades, porque "oficializou" e "legalizou" a invasão de países por interesses comerciais e ideológicos, bem como se comporta como se o mundo estivesse ainda nos tempos da Guerra Fria. Por causa disso, a ONU se tornou uma organização não confiável para a comunidade internacional, que luta para mudar suas estruturas, estatutos e regulamentos, a começar pelo Conselho de Segurança do órgão multilateral. Ponto!
 
Contudo, o maior problema de quaisquer países ou de nações que lutam para serem autônomos e independentes, além de desejarem a emancipação de seus povos, são os grupos sociais abastados, os ricos e os multimilionários, pois possuidores dos meios de produção e controladores do estado burguês há séculos. Esses segmentos poderosos e influentes têm como peça fundamental de suas estruturas de poderes os meios de comunicação privados, a influência sobre as polícias e o apoio quase irrestrito de setores conservadores e que se recusam a aceitar mudanças sociais progressistas, a exemplo do Poder Judiciário e de segmentos reacionários encastelados no Ministério Público.
 
Esses grupos conservadores se mobilizam fortemente para manter o status quo, que lhes garante benefícios e privilégios. Os inquilinos da Casa Grande e seus principais aliados, as classes médias, sentem-se profundamente incomodados com a ascensão social das classes populares. Confundem uma simples distribuição de renda e de riqueza, por intermédio de programas sociais (cinturão de proteção social), com socialismo e comunismo, enquanto a verdade é que o poder estabelecido por meio de eleições, no caso o PT de Lula e Dilma, quer aumentar o número de consumidores, por intermédio de inserção social, ou seja, incluir milhões de brasileiros nos mercados de consumo e de trabalho. Nada mais capitalista.
 
A imprensa familiar e de direita, o setor socioeconômico mais atrasado e reacionário da sociedade brasileira, mesmo sabendo desse processo, insiste em manipular os fatos, suprimir as realidades ou simplesmente mentir. Trata-se de uma salada ideológica que chega às raias da ignorância, do ridículo e da má-fé. Afinal, todos os países ditos desenvolvidos e capitalistas distribuíram renda, realizaram a reforma agrária e efetivaram programas sociais e os praticam até hoje. O Bolsa Família, por exemplo, é imitado em países desenvolvidos, inclusive com a cooperação de técnicos brasileiros.
 
Globalizado, para o desgosto da burguesia de caráter escravocrata deste País, o principal programa social do governo petista completa este ano 11 anos e está a ser efetivado em Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha, Suíça e avaliado pelos japoneses, que pensam em colocá-lo em prática para combater a pobreza, pois até mesmo em países muito ricos, como o Japão, existem pessoas pobres e que necessitam da ajuda do estado.
 
A verdade é que sem a atuação dos estados nacionais, os países não existiriam como nações e certamente a iniciativa privada não mexeria uma palha se não tivesse a garantia do estado, que sempre, como ocorreu recentemente na Europa e nos Estados Unidos, socorreu grandes empresas e bancos para que suas economias não afundassem completamente na lama da iniqüidade, das fraudes, da corrupção e da irresponsabilidade de empresários e agentes públicos cúmplices de suas sandices e insanidades, a terem como combustível a ganância humana e o capitalismo predatório tão aplaudido pelos economistas da direita e pelos corvos da imprensa alienígena e de negócios privados.
 
Contudo, temos aqui uma classe média aliada de um grupo social riquíssimo, herdeiro da escravidão e promotor de uma mais-valia que explora crianças e comete assassinatos contra trabalhadores rurais e índios. Uma classe média que, incompreensivelmente, vocifera contra o Bolsa Família e outros programas sociais, bem como repete como papagaio de pirata as asneiras e as perversidades que ouve por intermédio de "especialistas" de prateleiras e "comentaristas" de iniqüidades, que tomaram conta dos canais da imprensa comercial e privada, que jamais, em hipótese alguma, vai defender, sequer um dia, os interesses mais caros ao povo e aos trabalhadores brasileiros.
 
Através das mídias porta-vozes dos mercados de capitais, a direita partidária — PSDB, DEM e PPS — derrotada em três eleições presidenciais, em um tempo de 12 anos, consegue empreender uma campanha sistemática de natureza negativa contra o atual Governo Trabalhista, que leva a classe média, conservadora por natureza e preocupada somente em não integrar o todo da população ou da sociedade, pois se considera "Very Important Person" (VIP), quando não verdade nunca o foi e nunca o será.
 
Mesmo assim esse segmento vai estar sempre ao lado do establishment, porque a questão é ideológica e de preconceito de classe, de raça e de origem. E quanto a isso não há como se negociar, porque certas camadas da sociedade brasileira trazem consigo o sentimento arraigado de escravidão em suas almas e nos seus desejos e segredos mais nefastos e infames, aqueles que não são expressados nem na solidão de seus travesseiros.
 
Para fazer contraponto a essa realidade perversa existem os governantes e partidos que, eleitos, tem a obrigação e o direito de criar e elaborar programas e projetos que permitam diminuir as diferenças sociais e regionais, conforme estabelece a Constituição de 1988. Ponto! Entretanto, a luta pelo poder e a ferocidade da direita empresarial e partidária não é fácil de combater ou de enfrentar, porque ainda vige um sistema de poder edificado em séculos passados e que resiste para não ser rompido, apesar de os avanços verificados nos governos trabalhistas de Getúlio Vargas, João Goulart, Lula e agora Dilma Rousseff.
 
Por sua vez, é visível — e só não enxerga quem não quer — que a crise da Petrobras é um embuste, uma trapaça e farsa ou novela mal editada pela "Veja" e pelo "Jornal Nacional" da "Globo", a fim de criar situação artificial, com propósito eleitoral, que coloque o Governo do PT contra a parede, ainda mais quando são notórios os casos Alstom, Siemens, Aeroporto do Aécio Neves, bem como a administração muito questionável do senador em Minas Gerais, além de muitos outras denúncias de malfeitos, que sujam as penas dos tucanos paulistas, mineiros e paranaenses e que nunca foram, de fato, investigados com determinação pelo Ministério Público e julgados com imparcialidade pelo Judiciário. São escândalos bilionários, que fervilham ao ponto de a imprensa burguesa ter de rapidamente "esquecer" tais assuntos para tirá-los de pauta.
 
A verdade é que o foco é a desqualificação dos governos Dilma e Lula como gestores da Petrobras, porque a reportagem da revista "Veja" como sempre é apenas declaratória, com opinões de pessoas ocultas e que fazem assertivas, no mínimo, questionáveis, porque a verdade, nua e crua, é que a matéria é mais uma denúncia vazia, em off, o que denota que a "Veja", pasquim mequetrefe e rastaquera, também conhecido como a "Última Flor do Fáscio", e que pela milionésima vez publica mais uma reportagem que retrata, ipsis litteris, sai vocação partidária à direita e o seu dom para a mentira, base, inquestionável, do seu jornalismo de esgoto.
 
A acompanhar tão desprezível revista, a Rede Globo por intermédio de seus jornais, inclusive os da Globo News, que não passam de partidos direitistas não assumidos e que fazem a principal campanha de desconstrução dos governos trabalhistas do PT, bem como assumiram de vez a frente da batalha eleitoral, que tem seu fim programado para o dia 5 de outubro, o dia das eleições presidenciais quando o povo brasileiro, de forma autônoma e independente, vai mais uma vez escolher o mandatário que vai governar o Brasil em um tempo de quatro anos.
 
Como se observa, a questão é somente a Petrobras, coxinha — o rico e o de classe média. É o pré-sal da Petrobras. Vai ser essa riqueza, a médios e longos prazos, que vai determinar e definir os projetos de País e de Estado, além dos programas de governo. Com os recursos do pré-sal garantidos para a Educação e a Saúde, o povo brasileiro, principalmente as gerações vindouras, vai ter a oportunidade de se desenvolver e fazer com que o Brasil, além de ser uma das principais economias do mundo, no que é relativo ao PIB, consiga também atingir um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que faça com que o poderoso País da América do Sul e Latina seja também um lugar onde todos tenham acesso ao bem-estar social de forma definitiva.
 
São esses fatores e pontos que a direita luta para que não aconteçam no Brasil e no mundo. É o seu propósito e de sua natureza — de escorpião. A verdade é que manter os privilégios, os benefícios e as primazias (patrimônios, bens, dinheiro e status) são as causa que movem sua existência como força social retrógrada e reacionária. Privatizar a Petrobras ou simplesmente deixar de investir em seus parques industriais é fazer com que o Brasil volta à condição de colônia alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia. A direita não tem pátria, pois alienígena. Sua pátria é o dinheiro e sua luta é por privilégios. É o pré-sal, coxinha! É isso aí.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/149748/Não-é-só-a-Petrobras-coxinha-É-o-pré-sal-da-Petrobras.htm

É tanta mentira que cansa

11.08.2014
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA

Não faz muito tempo essa turma que diz que o PT arruinou o Brasil lançou, com estardalhaço, um movimento chamado "Cansei".

De tão idiota, não prosperou.

Mas o nome ficou.

"Cansei" tem muitos significados.

Eu, por exemplo, também cansei.

Cansei de ouvir bobagens do tipo "não aguento tanta corrupção", ou "a inflação está muito alta", ou "a economia vai mal".

Cansei de ver nas redes sociais manifestações explícitas de racismo, preconceito e ódio de classe.

Cansei dessa direita burra, ignorante e selvagem.

Cansei de ler as mentiras mais deslavadas sobre o governo trabalhista ditas como se fossem as verdades mais pétreas.

Cansei de ouvir fofocas, boatos e calúnias sobre Lula e sua família, sobre a presidenta Dilma, sobre José Dirceu e Genoino, sobre o PT e as esquerdas em geral, com a assertiva de incontestáveis provas de que se não fosse por esses personagens o mundo em geral e o Brasil em particular estariam muito melhores.

Cansei da canalhice da imprensa que distorce os fatos, oculta evidências, não ouve o contraditório, nega o direito de resposta, age como se estivesse acima das leis, unicamente em benefício da oligarquia que representa e sustenta panfletariamente.

Cansei de escutar o choro de empresários que nunca lucraram tanto quanto neste anos de governo trabalhista - são hipócritas, para dizer o mínimo.

Cansei dessas lideranças oposicionistas incapazes de apresentar uma ideia original que se contraponha às realizações dos trabalhistas.

Cansei dos tucanos paulistas - dissimulados, mentirosos e cronicamente incompetentes.
Cansei de tanta coisa...

Mas há uma que realmente expressa todo esse imenso cansaço que sinto.

É saber que todas as justificativas que a turma do contra acha para ilustrar o quanto o país está mal são apenas para esconder aquilo que a envergonha inteiramente: esse pessoal simplesmente não quer admitir que todo o seu esforço é contra uma sociedade mais justa e menos desigual. 

O Brasil, para eles, ficou muito pior porque melhorou, porque seus empregados hoje viajam no mesmo avião deles, comem no mesmo restaurante deles, compram os mesmos produtos que antes eram exclusivos deles - e seus filhos cursam uma faculdade, vão se tornar "doutores".

Isso é intolerável.

Mas isso não pode ser dito.

E por isso o que eles pensam se esconde atrás de uma série interminável de mentiras.

E quanto cansaço elas provocam!
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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/08/e-tanta-mentira-que-cansa.html

Petrobras encontra espião que colaborou com quadrilha da Veja

11.08.2014
Do blog ESQUERDOPATA

Íntegra da fita serviu para Petrobras achar espião
 
Cobrada por ter editado a fita sobre a suposta farsa na CPI da Petrobras, a revista Veja publicou, neste fim de semana, a íntegra das imagens de uma reunião ocorrida da empresa; ao que tudo indica, o dono da caneta espiã é o advogado Bruno Ferreira; é ele quem, nos momentos mais importantes da gravação, tenta induzir seus superiores a indicar a suposta trama denunciada pela revista; perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) contestou edição das imagens; em entrevista, o ministro Ricardo Berzoini classificou o escândalo como "cortina de fumaça" para encobrir o que chamou de "aécioporto"; internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem".

247 A direção da Petrobras já tem praticamente a convicção formada sobre quem utilizou uma caneta espiã para filmar uma reunião interna da empresa e repassar as imagens, em tom de escândalo, para a revista Veja. Trata-se, ao que tudo indica, do advogado Bruno Ferreira.

As provas foram fornecidas pela própria revista Veja, que, nesta semana, decidiu publicar a íntegra da fita. Veja se viu forçada a publicar as imagens completas depois que uma reportagem do 247 contestou a sua edição parcial. Uma perícia realizada por um dos principais institutos do Mato Grosso do Sul, a pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS), demonstrava inconsistência nos diálogos divulgados pela revista (leia mais aqui).

Nas imagens, o advogado Bruno Ferreira, em diversas ocasiões, tenta induzir seu superior, o chefe do jurídico da Petrobras, José Eduardo Barrocas, a confirmar algum tipo de armação. É ele, por exemplo, quem tenta, em vários trechos, demonstrar alguma proteção ao ex-diretor Nestor Cerveró.

Assista aqui a íntegra da reunião e confira também aqui as imagens antes divulgadas pela revista.

Na edição da semana passada, os trechos em que Bruno Ferreira tenta induzir respostas foram suprimidos, o que parece ter sido uma tentativa da publicação de proteger sua fonte.

Nesta semana, a revista volta a falar em “farsa”, mas a tese não é corroborada pelas imagens, nem pelos áudios. A denúncia, classificada pelo jornalista Janio de Freitas como "escândalo da banalidade", tende a cair no vazio. Segundo o ministro Ricardo Berzoini, foi publicada apenas para criar uma "cortina de fumaça" destinada a encobrir o que chamou de "aécioporto".

Internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem".
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/petrobras-encontra-espiao-que-colaborou.html

SABOTAGEM DA MÍDIA: E se o caso Wikipédia for armação contra Dilma?

11.08.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 10.08.14
Por Eduardo Guimarães

No mínimo, é passível de grande desconfiança a hipótese de que tenha partido do governo Dilma ou do comando da campanha da presidente à reeleição a decisão de inserir críticas nos perfis que os jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardemberg têm na Wikipédia.

Essa insinuação – quase uma afirmação –, porém, está sendo feita por entidades como Associação Brasileira de Imprensa, Associação Nacional de Jornais, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e Federação Nacional dos Jornalistas.

E, claro, pela costumeira horda de colunistas, comentaristas, editorialistas e blogueiros tucanos – assumidos ou dissimulados – que fazem oposição cerrada ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores.

As entidades supracitadas manifestaram “preocupação” com o episódio, colunistas etc. já acusam diretamente o governo e, por tabela, a presidente da República. É inaceitável. Dilma, seu governo e seu partido estão sendo tratados como criminosos, estão sendo condenados sem direito a defesa e sem que a investigação sequer tenha começado.

Alguém acredita que se o alvo da inserção de críticas na enciclopédia eletrônica fosse um petista ou um jornalista simpático ao PT – assim como Leitão e Sardemberg são simpáticos ao PSDB – esse caso seria tratado como está sendo?

No mínimo, se o presidente da República fosse tucano e um jornalista simpático a ele fosse alvo de ataque igual, Globos, Folhas, Vejas e Estadões diriam que aquele governo foi alvo de armação do PT.

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a iniciativa de inserir as críticas contra os jornalistas nos perfis deles na Wikipédia é tão estúpida e tão inútil que jamais poderia partir de alguém com um mínimo discernimento.

Como qualquer um pode modificar a Wikipédia, se o autor das alterações fosse alguém com um mínimo de inteligência ele se daria conta de que o que estava fazendo pode ser feito contra qualquer um, inclusive contra os políticos que eventualmente estivessem por trás dessa ação destrambelhada.

Imaginem só uma guerra de adulteração de perfis na Wikipédia. Um faz contra Lula, outro faz contra Fernando Henrique Cardoso e, ao fim e ao cabo, a mesma Wikipédia acabaria deletando tudo, pois as modificações são submetidas a comitês que avaliam sua veracidade.

Em segundo lugar, portanto, se quem promoveu a alteração na enciclopédia eletrônica tivesse o mínimo de conhecimento de como ela funciona saberia que aquela alteração seria rapidamente desfeita.

Em terceiro lugar, está o alcance político-eleitoral da Wikipédia. Ainda que fosse um site muito consultado por eleitores, as críticas inseridas não foram contra políticos. Quantos consultam os perfis de jornalistas – mesmo de renome – naquele site? Por que alguém iria consultar os verbetes sobre Leitão e Sardemberg?

Bastará verificar a quantidade de acessos que os perfis dos dois jornalistas receberam desde maio do ano passado – quando foi feita a adulteração – para constatar que muito pouca gente deve ter visto as críticas a eles.

Só alguém muito estúpido acharia “eficiente” fazer um ataque político como esse. Não falta gente estúpida, por aí. Mas afirmar que essa seria uma estratégia de um partido ou de um governo é uma completa palhaçada, para dizer o mínimo.

Não existe uma lógica em o governo ou o PT promoverem uma fraude contra esses dois jornalistas. Mas essa não é a maior evidência lógica a desmontar as acusações explícitas e veladas contra a própria presidente da República, seu governo e seu partido.

Será que alguém tem coragem de afirmar que um partido como o PT ou o governo do país ou a própria presidente da República seriam tão estúpidos de praticar um ato desses usando o sinal de internet do Palácio do Planalto? Se fossem fazer algo assim, por certo fariam de outro local.

Devido à ilação irresponsável da Globo e de seus bate-paus de acusarem, velada ou explicitamente, a própria Dilma por um ato de absoluta insensatez que mal dá para acreditar que alguém tenha cometido com a intenção que insinuam, o caso se torna suspeito.

Assim como a mídia tucana já está “testando hipóteses” sobre a culpabilidade da presidente ou de seu partido, pode-se testar outras hipóteses…

Este blogueiro mesmo já usou a rede de internet sem fio do Palácio do Planalto. Em novembro de 2010, participei de entrevista que o então presidente Lula concedeu a blogueiros e conectei meu notebook à rede palaciana.

A rede de internet sem fio do Planalto ou de qualquer outra sede do Executivo, seja federal, estadual, municipal ou mesmo do Legislativo ou do Judiciário, pode ser acessada sem problemas por visitantes.

Em 2012, estive no gabinete do ministro do STF Ricardo Lewandowski e usei a rede sem fio da sede do Judiciário em Brasília.

Nas empresas privadas, nos shoppings, nos aeroportos, enfim, em qualquer local, público ou privado, há redes de internet sem fio franqueadas a visitantes. Desse modo, seria fácil a algum adversário político de Dilma, de Lula ou do PT fazer essa modificação na Wikipédia usando a rede do Planalto.

Para que? Para incriminar a presidente, seu governo, seu partido ou a campanha dela à reeleição.

O Palácio do Planalto é um local público. Ainda que tenha entrada controlada, não são apenas aliados que o visitam. É impossível, é injusto, é irresponsável, enfim, é virtualmente criminoso, portanto, acusar diretamente a presidente ou seu governo ou seu partido pelo episódio.

Tudo isso soa a mais um dos costumeiros factoides que a Globo produz em períodos eleitorais contra o candidato petista a presidente. Soa a mais uma “bolinha de papel” da Globo, previsível como o alvorecer em anos eleitorais.

Começou a campanha eleitoral e as notórias armações que Globo e companhia fazem contra o candidato petista a presidente da vez.

Pode, sim, ter sido algum bajulador do PT ou de Dilma que tenha cometido a insensatez de promover alterações nos perfis dos jornalistas, mas a hipótese de que a presidente possa ter sido alvo de uma armação é até melhor do que a de que ela está por trás desse caso.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/e-se-o-caso-wikipedia-for-armacao-contra-dilma/