quarta-feira, 23 de julho de 2014

Complica a situação de Aécio com aeroporto. Batalhão de advogados são contratados. Globo abafa

23.07.2014
Do blog  OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
 
 
Além dos advogados que já o atendem, Aécio Neves contratou também mais dois que foram ex-ministros do STF, para reforçar sua defesa em possíveis processos civis e criminais, pela construção e uso do aeroporto de Cláudio (MG).

O advogado Ayres Britto e Carlos Velloso foram contatados para emitir parecer sobre a legalidade da desapropriação da terra do tio, e só. Mesmo assim, ambos fizeram ressalvas. Veloso estava em Portugal e ressalvou que "enviava uma breve opinião legal" sobre o caso, dizendo uma coisa genérica, praticamente descrevendo como é a lei, e dizendo que se a desapropriação foi feita de acordo com a lei, então a construção do aeroporto não haveria ilegalidade quanto a esta questão, sem entrar em outros questionamentos. Britto foi na mesma linha, citando a cronologia dos documento de desapropriação e licitação para construção.

A coisa está tão feia que Aécio convocou entrevista coletiva, mas se recusou a responder perguntas, se limitando a ler um texto preparado como aval de seus advogados e marqueteiros. Nem isso o Jornal Nacional da TV Globo levou ao ar, numa clara manobra de blindar o tucano no noticiário. O telejornal nem tocou no assunto do dia a dia dos candidatos para não expor Aécio, apostando no esquecimento do eleitor.

Uma pergunta muito simples Aécio se recusou a responder: Usou o não o aeroporto? A reportagem do jornal Folha de São Paulo apurou com testemunho de parentes de Aécio em Cláudio que ele usou sim, e várias vezes. Isso pode complicar bastante a situação jurídica do tucano. Por isso é compreensível que ele não responda aos repórteres e só fale em juízo, mas não pega bem para sua imagem perante os eleitores.


Pelas declarações do senador tucano, a estratégia de defesa é focar só na questão da legalidade da desapropriação do terreno do tio, sem entrar em outros detalhes.

Porém a linha de investigação do Ministério Público vai bem além disso. Começa em avaliar se a decisão de investir um valor tão alto do dinheiro público em uma localidade sem movimento aéreo que justifique atendeu ao interesse privado em vez de atender ao interesse público, principalmente porque há um aeroporto regional ao lado na cidade de Divinópolis, que atende perfeitamente a cidade de Cláudio.

Outra questão a ser investigada é se a escolha da terra do tio era a mais adequada. O laudo ambiental da obra, mostra que a pista cascalhada antiga não foi aproveitada, havendo aterros para nivelar a inclinação do terreno, mudança do traçado, em área de plantação de cana e de vegetação, sendo totalmente reconstruída. Diz que há uma linha de distribuição de eletricidade em um extremo do terreno. No outro extremo fica a curva da rodovia, o que coloca em dúvida se a localização foi tecnicamente a mais acertada para desapropriar. Qualquer outro terreno de cultivo ou de pasto meio plano e livre por ali serviria, principalmente mais distante da linha de transmissão e da curva da rodovia.

Ainda há o preço da obra. Aeroportos mais amplos e mais complexos ficaram com o custo muito mais baixo. Houve ou não superfaturamento? E além disso, a empreiteira que construiu o aeroporto foi doadora da campanha dos tucanos.

Outro mistério é apurar porque está pronto há quase quatro anos sem regularizar junto ao Comando da Aeronáutica e a ANAC. Sem isso o aeroporto não pode ser aberto ao público para uso. Se o aeroporto fosse necessário para atender a cidade, haveria interesse em abrir logo. É mais indício de que a construção pode ter sido mais para atender o interesse privado do senador.

É preciso apurar também porque deixar a posse de um bem público nas mãos privadas de seus parentes, detentores das chaves, como apurou o jornal.

Também há a necessidade de apurar o uso do aeroporto sem licença para pouso, como se fosse uma propriedade particular para uso exclusivo do senador e de sua família.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/07/complica-situacao-de-aecio-com.html#more

Aécio gagueja no JN. Obra importante trancada a chave por quatro anos?

23.07.2014
Do blog TIJOLACO, 21.07.14
Por Fernando Brito

talaoaviao
Vale a pena ver a reportagem do Jornal Nacional sobre o “Aecioporto”.

Jornalismo, para variar, zero, sem uma apuração sobre coisa alguma, com mais de 24 horas para levantar informações.

Mas, pelo menos, não ocultaram a matéria da Folha de ontem.

Embora nem sequer tenham mencionado que o candidato tucano tem ali, a apenas seis quilômetros, sua fazenda, a qual chama de seu “Palácio de Versalhes”, segundo a tucaníssima revista Piauí.

Dava pena, até, de ver a incapacidade de Aécio Neves respondendo – não a perguntas, que não foram feitas, mas à simples notícia – com declarações genéricas sobre a “transparência” das obras de seu governo.

E falando da importância daquele aeroporto para a pequena Cláudio, com seus 27 mil habitantes.

Não duvidemos.

Mas, se é tão importante assim, porque é que o aeroporto está trancado a chave há quatro anos?

É ridícula a chiadeira sobre o fato de a ANAC ter mandado investigar o uso de um aeroporto não autorizado a operar.

E que, mesmo para particulares eventuais, está operando.

Reproduzo acima a foto do Google, tirada de satélite onde se vê um aviãozinho parado no “aecioporto”.

É pequeno, embora não seja um aeromodelo, como o da galera que vai lá se divertir com seus brinquedos e que a gente já mostrou aqui.

E não podia estar, porque o aeroporto não cumpriu as exigências para operar.

Se a ANAC não investigasse uma denúncia pública de uso irregular de um aeroporto, aí sim é que mereceria críticas.

Aécio precisa acostumar-se à ideia de que este país é uma república, não uma fazenda.

E se preparar para o que vem por aí.

É inevitável o questionamento dos gastos milionários em um aeroporto que é somente uma pista de asfalto como o de uma rua qualquer e que custou o mesmo que um aeroporto completo, com capacidade de receber Boeings 737 da aviação comercial, como mostra o post abaixo.

Embora não muitos, vão existir jornalistas que o indaguem sobre isso.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=19314

Novo Planeta dos Macacos é um triunfo tecnológico em meio à guerra

23.07.2014
Do portal UOL NOTÍCIAS
Por Roberto Sadovski
Do UOL, em São
Paulo
 
 
É impressionante ver como a renovação da marca "Planeta dos Macacos" não só deu certo, como deu muito certo. Quando Tim Burton lançou seu remake em 2001, quase três décadas depois de o último exemplar da série original ter aportado nos cinemas, e teve resultados catastróficos, o consenso era de que uma pedra havia sido posta sobre os filmes símios. Então veio o reboot de 2011, e tudo deu certo. Pode multiplicar os prognósticos positivos por dois, porque o novo "Planeta dos Macacos: O Confronto", consegue ir além.
 
E, no caminho, enche os olhos.
 
No centro de tudo está Caesar (Andy Serkis). De experiência bem sucedida a animal enjaulado em "Planeta dos Macacos: A Origem", o "macaco que disse 'não'" iniciou uma revolução e vive, uma década depois, nas florestas preservadas nos arredores de São Francisco.
Não que tenha sobrado muito da civilização do outro lado. Dizimados pela "epidemia símia" deflagrada no filme anterior, os poucos humanos lutam para recuperar um naco das conquistas básicas do mundo moderno: energia, segurança, lembranças. A represa para dar esse passo, porém, encontra-se em território dos macacos. O encontro das duas espécies, obviamente, não vai terminar bem.
O diretor Matt Reeves (de "Cloverfield", o remake "Deixe-me Entrar") não reinventa a roda, e conduz o roteiro de Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver pelos beats familiares. Caesar sabe o custo de um conflito, quer mediar a paz com um dos sobreviventes, Malcolm (o ótimo Jason Clarke). Em ambos os lados, porém, existe a desconfiança.
O chimpanzé Koba (Toby Kebbell) só conheceu o lado perverso do homem em sua outra vida como animal de laboratório, torturado e mutilado; Dreyfus (Gary Oldman), líder deste bolsão de sobreviventes, perdeu a família e não vai abrir mão da chance de resgatar o que resta da civilização. O embate de primitivos e civilizados é combustível de uma dezena de filmes ("Zulu", "O Último dos Moicanos", "Avatar"), mas Reeves é esperto em não desenhar heróis e vilões, e sim pontos de vista diferentes --e, no fim, destinados à tragédia.
Mais ainda: Reeves acerta no tom. "Planeta dos Macacos: O Confronto" é uma ficção científica distópica que flerta com tragédias por vir. Não há "busca pela cura", e claramente os humanos estão em desvantagem ("Eles não precisam de energia, não precisam de nada que é essencial para nós", diz, sobre os macacos, um dos sobreviventes humanos).
Resta ao diretor elevar a tensão e escalar a guerra, que explode quando Koba de um lado e Dreyfus do outro manipulam as mentes mais equilibradas e o conflito se torna inevitável --não para fins malignos, mas porque eles acreditam ser o caminho certo. Outro acerto é fazer de "O Confronto" um drama sobre famílias: as que foram perdidas, as que foram criadas depois do fim, as que farão de tudo para manter-se unidas. O retorno de Caesar para a casa onde foi criado, e o uso da figura da janela pela qual ele via o mundo como símbolo de revolução, aponta para o círculo que se completa --e uma fase que se inicia.
 
Tecnicamente espantoso
Acima de tudo, "Planeta dos Macacos: O Confronto" é o filme tecnicamente mais espantoso que o cinema viu este ano --o que, depois de "Godzilla", "Transformers: A Era da Extinção" e meia dúzia de super-heróis, não é pouca coisa. A tecnologia de captura de performance que habilita Andy Serkis (agora, com louvor, no topo dos créditos), Toby Kebell e outros atores a dar vida aos personagens primatas avançou em saltos quânticos desde que o mesmo Serkis iniciou essa jornada como o Gollum na trilogia "O Senhor dos Anéis".
Sem estar confinados a estúdios forrados de verde, com cenários digitais, o elenco interagiu com seus parceiros "humanos" em locações que foram de florestas a usinas de força abandonadas. O desafio do exército de animadores digitais foi criar personagens que reagiam ao ambiente: luz, água, lama, tudo! O resultado é tão espantoso quanto invisível.
Matt Reeves encerra seu filme com uma tomada enigmática, espelhando a primeira cena do filme e antevendo que o fim da história está longe de ser concretizado. Depois de dois filmes para restabelecer a longevidade da marca "Planeta dos Macacos", o mundo deve estar pronto para receber os caminhos mais bizarros da série, que em seu auge setentista lidou com viagens no tempo, mutações atômicas e a tomada gradual do planeta por seus novos senhores símios.
Está na hora, portanto, da espaçonave ícarus completar sua viagem pelo cosmos e aportar em um mundo diferente. Ainda que estranhamente familiar.
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Fonte:http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/23/gostei-novo-planeta-dos-macacos-e-um-triunfo-tecnologico-em-meio-a-guerra.htm

Ibope confirma dificuldade da oposição

23.07.2014
Do BLOG DO MIRO,
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Os números do Ibope divulgados ontem mostram que Dilma Rousseff e Aécio Neves permanecem no mesmo patamar anterior a Copa, em 7 de junho: 38% e 22% das intenções de voto, respectivamente.

Quem caiu foi Eduardo Campos, rebaixado de 13% para 8%.
A maioria dos analistas apressou-se em dizer que estes números mostram que a Copa das Copas não trouxe benefícios para Dilma. É uma tentativa de transformar uma derrota em vitória.

Explico. O que a oposição pretendia - e as bolas de Cristal da mídia sobre a Copa refletiam isso - era para arrancar eleitores do governo. Apostando numa profecia que se revelou um fiasco histórico, achava inevitável que Dilma saísse da Copa menor do que entrou.

Mas Dilma permanece do mesmo tamanho e os adversários não cresceram. O terceiro colocado até diminuiu. Quem você acha que ganhou?

Quem tem tamanho para jogar na defesa, sabendo que irá ganhar se impedir ataques adversários. Este é o retrato político que o Ibope desenhou. Não é uma surpresa.

O sociólogo Antônio Lavareda, insuspeito de simpatias petistas, criou o Índice Band, que trabalha com votos válidos, universo que exclui nulos e brancos, de quem já resolveu em quem irá votar em 5 de outubro. O resultado é o seguinte:

- 50% para Dilma

- 27% para Aécio

- 11% para Eduardo Campos

- 4% para o pastor Everaldo

E só.

Isso quer dizer que se as eleições fossem hoje, Dilma levava no primeiro turno por 50% a 42% sobre o conjunto dos adversários - muito além de qualquer margem de erro.

Você pode argumentar que os “votos válidos” irão aumentar até o dia da eleição – e isso é verdade. Pode até calcular que nos próximos levantamentos, os adversários de Dilma irão ganhar num ritmo maior do que o dela - é possível, até porque ela já atingiu um bom tamanho, conquistou a metade dos votos de quem já sabe em que vai votar.

Mas o retrato do momento, a eleição real, está aqui. Lavareda construiu o Índice Band fazendo uma média dos números dos principais institutos de pesquisa. É um índice válido, cada vez mais usado, por exemplo, em eleições norte-americanas. Tem um grau de confiança maior, mas não é infalível, evidentemente. Sua vantagem é que ajuda a evitar que institutos que têm um viés - político, regional, ou qualquer outro - possam contaminar o resultado final. A desvantagem é que, trabalhando com vários números, de datas diferentes, pode se mostrar mais lento para apontar tendências e mudanças de ultima hora.

O dado importante é que apesar de toda torcida Aécio Neves e Eduardo Campos tem caminhado bem devagar.

Compare com 2010. Em fevereiro daquele ano, quando já não podia ser chamada de poste, Dilma perdia de 28% a 35% para José Serra.

Mas em 23 de junho de 2010, a data em que o último Ibope foi fechado, Dilma já estava na dianteira, cravou 40% a 35% - e não parou mais.

Em julho de 2014, com um mês a menos até a votação, Dilma lidera as pesquisas e nenhum candidato representa como uma ameaça próxima. Aécio segue firme em segundo e Eduardo Campos ainda não chegou ao patamar que Marina Silva exibia em 2010, no mesmo período. Já em abril ela havia atingido 9 pontos.

Essa situação traduz um aspecto importante. A campanha de 2014 está longe de expressar um movimento irresistível contra o governo. Dilma entrou como favorita e segue nesta situação. Em 2010, mesmo em desvantagem numérica para Serra, nenhum observador atento deixaria de apontar a candidata do PT como provável vitoriosa.

Ainda assim, é razoável avaliar que o condomínio Lula-Dilma enfrenta, em 2014, a mais difícil disputa eleitoral em doze anos.

A eleição ocorre em ambiente político muito diferente.

Nem a primeira vitória de Lula, em 2002, quando o mercado financeiro ameaçou jogar o país no precipício como forma de terrorismo eleitoral, ocorreu num ambiente tão hostil e difícil.

Em 2002, um executivo do Goldman Sachs, um dos principais bancos de investimento do mundo, chegou a criar o Lulômetro, instrumento que servia para elevar o pânico junto aos eleitores de classe média. George Soros, um dos maiores especuladores do planeta, chegou a dar declarações de espírito colonial intimando o eleitorado brasileiro a votar em José Serra.

Naquela eleição, no entanto, aceitava-se a vitória de Lula como simples evento democrático: é natural que, vez por outra, ocorra uma alternância no poder. Mas era uma visão formal. Não se imaginava que o governo vitorioso em 2002 fosse implementar um conjunto de mudanças em maior profundidade, que permitiram mais duas vitórias consecutivas e a possibilidade de entrar com uma candidatura favorita 12 anos depois.

Em 2014, o Lulômetro deixou de ser trabalho de uma instituição. A unidade entre a oposição e o grande poder econômico tornou-se explícita e abrangente, o que explica movimentos da Bolsa, que levantam e derrubam - artificialmente - os índices sempre que aparece uma novidade favorável a oposição. Se estivéssemos num ambiente político mais sério, plural, com debates consistentes, essas altas e baixas da Bolsa deveriam prejudicar a oposição. Pois seriam vistos como aquilo que são: prova de que ela faz a alegria dos especuladores, investidores que não geram um posto de trabalho, nem pavimentam o futuro do país, mas promovem um cassino onde a sociedade sempre perde e seus proprietários sempre ganham, como explicou o Premio Nobel Joseph Stiglitz ao falar do colapso de 2008.

São operações de valor 100% especulativo, já que não há a mais remota razão plausível para se imaginar que a vida dos brasileiros - nem das empresas com papéis na Bolsa, a começar pela Petrobrás, bussola dos investimentos no país - pode ficar melhor em caso de uma vitória dos adversários. Essa turma é contra a Petrobrás antes dela ter sido criada. Seus avôs e bisavôs políticos trabalharam pelo suicídio de Vargas, seu fundador, antes que ela começasse a explorar petróleo para valer no país.

O lugar de Dilma se explica por um motivo fácil de entender. No retrospecto, em doze anos a vida da maioria da população tornou-se reconhecidamente melhor. Na perspectiva dos próximos quatro anos, não se vê uma proposta dos adversários capaz de proteger as conquistas obtidas, muito menos ampliar o que já foi feito. Depois de fazer uma única afirmação consistente sobre o rumo de seu eventual governo - a aplicar “medidas impopulares” - Aécio Neves preferiu manter-se em conveniente silêncio a respeito de seus planos para o país.

Mas é este o ponto central da eleição, como explica o professor Fabiano Santos, em coluna recente no Valor Econômico:

“Há algo de novo no ar,” diz ele, comparando 2014 com os pleitos anteriores. “Não se percebia, no contexto do segundo mandato de Lula, o quanto havia de potencialmente conflitivo naquele modelo de crescimento, baseado em políticas de inclusão social. A economia crescia, todos ganhavam. O contexto mudou. Agora, perdas terão de ser impostas no curto prazo para que ganhos sejam retomados em bases mais seguras e promissoras no futuro. Quem pagará a conta?” pergunta Fabiano Santos.

Esta é a pergunta. Mesmo com a inflação em torno de 6%, e um crescimento fraco, ainda que real, o governo tem conseguido manter a opção que lhe permitiu chegar até aqui – e é isso que explica os números de Dilma.

Como explicou Ricardo Berzoini em entrevista para Carolina Oms, da revista Dinheiro:

“O governo busca o centro da meta, mas há duas maneiras de se tratar a meta da inflação. Uma é tratar como objetivo único da economia. Outra é tratar a meta combinada com outros objetivos como emprego, renda dos trabalhadores, crescimento econômico, investimento público e privado. Se o governo pudesse trazer a inflação para 4,5% ao ano, traria, mas temos uma série de pressões inflacionárias. Se você usar a política monetária de maneira demasiada, vai provocar uma recessão. É importante ter um olho na inflação e outro na geração de emprego e renda. A inflação incomoda os trabalhadores. Mas, para o trabalhador, pior do que inflação é desemprego alto e arrocho salarial.”

O debate é este.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/ibope-confirma-dificuldade-da-oposicao.html

O QUE EXPLICA A DIFERENÇA ENTRE IBOPE E DATAFOLHA

23.07.2014
Do portal BRASIL247
 
         :

Números do primeiro turno são quase iguais entre os dois institutos, considerando o empate técnico; enquanto o Datafolha, de Mauro Paulinho (dir.), registra 36% das intenções de voto para Dilma Rousseff (PT), 20% para Aécio Neves (PSDB) e 8% para Eduardo Campos (PSB), no Ibope, de Carlos Augusto Montenegro, presidente tem 38%, Aécio, 22%, e Campos também 8%; grande diferença está na simulação de segundo turno; Datafolha aponta empate técnico entre petista e tucano (44% contra 40%) e vitória de apenas sete pontos entre Dilma e Campos; já segundo o Ibope, Dilma vence com distância nos dois cenários: 41% contra 33%, quando disputa com Aécio, e 41% contra 29%, com Campos
 
247 – Nas últimas eleições municipais, o instituto Datafolha cometeu um dos erros mais grosseiros de sua história. Na véspera da eleição, divulgou uma pesquisa com empate triplo em primeiro lugar – José Serra (PSDB) com 28%, Celso Russomano (PRB) com 27% e Fernando Haddad (PT) com 24% -, quando na verdade apenas dois se classificaram, Serra e Haddad, e o terceiro, Celso Russomano, mal deu torcida. Agora, nesta eleição presidencial, os resultados do Datafolha começam a despertar dúvidas desde cedo.
 
Na pesquisa divulgada na última quinta-feira 17, o levantamento do Datafolha mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto, o candidato do PSDB, Aécio Neves, com 20%, e Eduardo Campos (PSB) com 8%. Os números são bastante similares, considerando o empate técnico, com os do Ibope divulgados na noite desta terça-feira 22. Nessa mostra, Dilma tem 38%, Aécio, 22%, e Campos mantém os 8%.
 
A grande diferença está na simulação de segundo turno. Enquanto o Datafolha registra empate técnico entre Dilma (com 44% das intenções de voto) e Aécio (com 40%), e uma pequena distância entre Dilma (45%) e Campos (38%), o Ibope aponta vitória distante da petista nas duas hipóteses, quando enfrenta o senador tucano (41% contra 33%) e quando disputa com o ex-governador de Pernambuco (41% contra 29%).
 
O próprio Planalto reagiu com estranheza ao Datafolha da semana passada, conforme noticiou Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania. Segundo ele, a pesquisa foi recebida "com espanto e até com indignação" pela equipe do governo Dilma, que questionou, por exemplo, a lógica de o candidato do PSDB ficar estacionado no primeiro turno e ganhar 20 pontos percentuais em um eventual segundo turno, enquanto a petista só ganharia oito.
Afinal, o que explicaria tamanha diferença?
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/147692/O-que-explica-a-diferença-entre-Ibope-e-Datafolha.htm

ORIENTE MÉDIO: Terrorismo patrocinado pelos EUA no Iraque e “O Caos Construtivo” no Oriente Médio

23.07.2014
Do portal OPERA MUNDI, 25.06.14
Por Julie Lévesque/Global Research | Washington
 
Os EUA sabiam exatamente o que estavam fazendo quando armaram e fundaram a “oposição” na Líbia e na Síria. O que eles fizeram não foi idiotice
 
O Iraque está novamente nas capas. E novamente a imagem que nos é apresentada pelos meios de comunicação de massa é uma mistura de meias-verdades, mentiras, desinformação e propaganda. A grande mídia não conta que os Estados Unidos estão patrocinando os dois lados do conflito iraquiano. Washington está publicamente apoiando o governo xiita do Iraque, enquanto secretamente treina, dá munição e patrocina o sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Apoiar o influxo de brigadas terroristas no Iraque é um ato de agressão estrangeira. Mas a mídia de massa te dirá que a administração Obama está “preocupada” com as ações cometidas pelos terroristas.
Efe (20/06/2014)


Membros do Partido Comunista Iraquiano demonstram apoio às forças de segurança do país, em manifestação na capital, Bagdá 
O redesenho e a divisão do Oriente Médio, das costas orientais mediterrâneas do Líbano e da Síria até a Anatólia (Ásia Menor), Arábia, o Golfo Pérsico e o platô iraniano respondem a muitos objetivos econômicos, estratégicos e militares, que são parte de uma agenda anglo-americana e israelense duradoura na região...

Uma guerra mais ampla no Oriente Médio poderia resultar no redesenho de fronteiras que são estrategicamente vantajosas para os interesses anglo-americanos e israelenses...

Tentativas de criar intencionalmente animosidade entre diferentes grupos etnoculturais e religiosos no Oriente Médio têm sido sistemáticas. Na verdade, são parte de uma agenda secreta de inteligência projetada cuidadosamente.

Ainda mais ameaçadores, muitos governos do Oriente Médio, tais como o da Arábia Saudita, estão ajudando Washington a fomentar divisões entre as populações do Oriente Médio. O objetivo final é enfraquecer o movimento de resistência contra a ocupação estrangeira com uma “estratégia de dividir e conquistar”, que serve aos interesses anglo-americanos e israelenses em uma área abrangente da região
. (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, [Planos para Redesenhar o Oriente Médio: o Projeto de um “Novo Oriente Médio], novembro de 2006).

Apesar de a estratégia de dividir e conquistar não ser nova, ainda funciona graças aos espelhos e às cortinas de fumaça da mídia.

Projetar uma guerra civil é a melhor forma de dividir um país em diversos territórios. Funcionou nos Balcãs e está bem documentado que as tensões étnicas foram usadas e abusadas para destruir a Iugoslávia e dividi-la em sete entidades separadas.

Agências humanitárias da ONU definem situação no Iraque como caótica

Iraque, em chamas, sacudirá o Oriente Médio?

Hoje, nós estamos claramente testemunhando a balcanização do Iraque com a ajuda de sua ferramenta imperial favorita, isto é, as milícias armadas, às quais se refere como “oposição pró-democracia” ou “terroristas”, dependendo do contexto e do papel que eles têm na psique coletiva.

A mídia ocidental e os oficiais do governo não os definem a partir de quem eles são, mas a partir de contra quem eles lutam. Na Síria, eles constituem “uma oposição legítima, lutadores da liberdade que lutam pela democracia contra uma ditadura brutal”, ao passo que, no Iraque, eles são “terroristas lutando contra um governo eleito democraticamente, apoiado pelos EUA”:
 
Como é sabido e documentado, as entidades filiadas à Al Qaeda foram usadas pelos EUA-OTAN em numerosos conflitos como “recursos de inteligência”, desde o apogeu da guerra soviética-afegã. Na Síria, os rebeldes da [Frente] Al Nusra e do EIIL são soldados da aliança militar ocidental, que inspeciona e controla o recrutamento e o treinamento das forças paramilitares.

A decisão foi tomada por Washington para canalizar seu apoio (secretamente) a uma entidade terrorista que opera tanto na Síria e no Iraque e que tem bases logísticas nos dois países. O Estado islâmico do Iraque e o projeto do califado sunita de al-Sham coincidem com uma agenda duradoura dos EUA para retalhar o Iraque e a Síria em três territórios separados: um califado sunita islâmico, uma república xiita árabe, e a República do Curdistão.

Enquanto o governo (alinhado ao EUA) de Bagdá compra sistemas avançados de armas dos EUA incluindo jatos de guerra F16 da empresa Lockheed Martin, o Estado Islâmico do Iraque e al-Sham — que está lutando contra as forças do governo iraquiano — é apoiado secretamente pela inteligência ocidental. O objetivo é projetar uma guerra civil no Iraque, na qual os dois lados são controlados indiretamente pelos EUA-OTAN.

O cenário é armá-los e equipá-los, dos dois lados, financiá-los com sistemas de armas avançados e então ‘deixar que lutem’...

Sob o estandarte de uma guerra civil, uma guerra secreta de agressão está sendo travada e essencialmente contribui para destruir profundamente um país inteiro, suas instituições, sua economia. A operação secreta é parte de uma agenda de inteligência, um projeto que consiste em transformar o Iraque em um território aberto.

Enquanto isso, a opinião pública é levada a acreditar que o que está em jogo é o confronto entre xiitas e sunitas
. (Michel Chossudovsky, The Engineered Destruction and Political Fragmentation of Iraq. Towards the Creation of a US Sponsored Islamist Caliphate [A Projetada Destruição e Fragmentação Política do Iraque para a Criação de um Califado Islâmico Patrocinado pelos EUA], 14 de junho de 2014)

Matt Bors

Quadrinhos de Matt Bors: Barack Obama decide enviar 275 soldados para o Iraque. Clique na Imagem

Nós sabíamos muito antes do começo da guerra contra o terror que a Arábia Saudita era um grande patrocinador do terrorismo islâmico. Mas sendo um fiel aliado dos EUA, a Arábia Saudita é uma exceção à regra proclamada pelo então presidente George W. Bush depois dos ataques terroristas de 11 de setembro: “Nós não faremos distinções entre aqueles que cometeram esses atos e aqueles que os abrigam.”

O fato em questão é que eles sempre fazem distinção, especialmente quando se trata da Arábia Saudita. Apesar de seu apoio ao terrorismo ser reconhecido pela mídia de massa, esta ignora que o fato de os EUA estarem (indiretamente) apoiando entidades terroristas. Para completar, jornalistas da grande mídia nunca dizem a razão pela qual os EUA não estão reagindo ao apoio saudita dado aos terroristas. Os fatos são claros: os EUA estão patrocinando o terrorismo por meio de aliados como a Arábia Saudita e o Qatar. Se aqueles que moldam o discurso na grande mídia falham em ligar os pontos, é simplesmente porque eles não querem fazê-lo.

No Oriente Médio, a Arábia Saudita tem servido aos interesses dos EUA assim como aos seus próprios. A aliança entre os EUA e a Arábia Saudita mostra o desprezo que os EUA na verdade têm pela democracia. Só essa aliança já indica claramente que o objetivo da invasão dos EUA no Iraque não era trazer democracia e liberdade para os iraquianos. Para a Arábia Saudita, um Iraque democrático seria um pesadelo e uma ameaça à sua regra monárquica repressiva:

Desde a queda do regime de Saddam, em 2003, o regime saudita foi enfaticamente hostil ao Iraque. Isso largamente por causa do medo profundamente arraigado de que o sucesso da democracia no Iraque indubitavelmente inspiraria sua própria população. Outra razão é o ódio de raízes profundas — por parte do movimento religioso extremista Wahhabi Salafi, da Arábia Saudita — dirigido aos xiitas. O regime saudita também acusa [o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-] Maliki de dar carta branca ao Irã para intensificar dramaticamente sua influência no Iraque. O regime saudita nunca escondeu que a sua prioridade primordial é minar o que ele percebe como uma altamente perigosa e crescente influência iraniana.

Mesmo apesar de o regime saudita ter se oposto veementemente à saída dos EUA do Iraque, em dezembro de 2011, foi a Síria, e não o Irã, que se tornou o principal alvo da Arábia Saudita para uma mudança de regime. O regime saudita constantemente considerou o regime sírio de Bashar al-Assad um aliado insubstituível e estratégico de seu inimigo principal, o Irã. Os sauditas moveram-se rapidamente para apoiar os insurgentes armados por meio da implantação de seus serviços de inteligência, cujo papel instrumental em estabelecer a Jabhat Al-Nusra [como também é conhecida a Frente Al-Nusra] foi destacado em um relatório de inteligência divulgado em Paris em janeiro de 2013.

O regime saudita também usou sua enorme influência não apenas sobre os líderes tribais sunitas do Iraque ocidental, mas também sobre os membros sauditas do AQI, convencendo-o de que seu campo de batalha principal deveria ser a Síria e que seu objetivo final deveria ser depor o regime alauita de Bashar al-Assad, uma vez que sua queda partiria a espinha dorsal do governo xiita iraquiano e inevitavelmente afrouxaria as garras do Irã no Iraque
. (Zayd Alisa, Resurgence of Al Qaeda in Iraq, Fuelled by Saudi Arabia [O Ressurgimento da Al Qaeda no Iraque, com o Combustível da Arábia Saudita], 3 de Março de 2014)

De Paul Bremer a John Negroponte

Wikicommons
Mas a peça mais importante do quebra-cabeça iraquiano é o apoio secreto de Washington a terroristas. Para entender melhor a violência sectária que está molestando o país hoje, nós precisamos entender o que os EUA fizeram durante a ocupação.
Paul Bremer (FOTO À ESQUERDA), autor de My year in Iraq, the Struggle to Build a Future of Hope [“Meu ano no Iraque, a Luta para Construir um Futuro de Esperança], teve um papel importante enquanto foi governador civil do Iraque em 2003-2004. “Futuro esperançoso para quem?”, é possível perguntar ao dar uma olhada no que ele fez durante aquele ano. Certamente não para os iraquianos:

Quando Paul Bremer dissolveu as forças de segurança nacional e de polícia iraquianas, ele formou outras a partir de milícias sectárias e mercenárias que estavam apoiando e patrocinando a ocupação. Na verdade, a natureza de crimes hediondos cometidos por essas forças foi a motivação maior por trás da matança sectária violenta de 2006-2007.

De acordo com os protocolos da Convenção de Genebra, a ocupação representada por Bremer não apenas falhou em sua tarefa de proteger a população do país ocupado, mas também formou milícias e gangues armadas para ajudá-los a controlar o país.

Paul Bremer cometeu crimes contra a humanidade e um ato de limpeza e genocídio no Iraque ao alvejar milhares de civis inocentes por meio do Ministro do Interior e dos Comandos Especiais.
(Prof. Souad N. Al-Azzawi, US Sponsored Commandos Responsible for Abducting, Torturing and Killing Iraqis. The Role of Paul Bremer [Os Comandos Patrocinados pelos EUA Responsáveis por Sequestrar, Torturar e Matar Iraquianos. O Papel de Paul Bremer], 4 de janeiro de 2014).

Em 2004-2005, o embaixador dos EUA John Negroponte continuou o trabalho de Bremer. Pela sua experiência em esmagar dissidências na América Central com a ajuda de esquadrões da morte sanguinolentos durante os anos 80, Negroponte era “o homem certo”.

Esquadrões da morte patrocinados pelos EUA foram recrutados no Iraque a partir de 2004-2005, em uma iniciativa lançada sob o comando do embaixador dos EUA John Negroponte, que foi despachado para Bagdá pelo Departamento de Estado dos EUA em junho de 2004...

Negroponte era o ‘homem certo’. Como embaixador dos EUA em Honduras de 1981 até 1985, Negroponte teve um papel-chave no apoio e supervisão dos contras [nome dado a diversos grupos insurgentes de oposição ao governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional] nicaraguenses baseados em Honduras, assim como em supervisionar as atividades dos esquadrões da morte militares hondurenhos.

Em janeiro de 2005, o Pentágono confirmou que estava considerando: ‘formar esquadrões de ataque de lutadores curdos e xiitas para alvejar líderes da insurgência iraquiana [Resistência] em uma mudança estratégica emprestada da luta norte-americana contra as guerrilhas de esquerda na América Central 20 anos atrás’.

Sob a chamada ‘Opção de El Salvador’, as forças iraquianas e americanas seriam enviadas para matar ou assassinar líderes da insurgência, mesmo na Síria, onde acredita-se que alguns se abrigam...

Esquadrões de ataque seriam controversos e seriam provavelmente mantidos em segredo.

Enquanto o objetivo divulgado da ‘Opção Iraque Salvador’ era ‘remover a insurgência’, na prática, as brigadas do terror patrocinadas pelos EUA estavam envolvidas em matanças de rotina de civis com o objetivo de fomentar a violência sectária. Em troca, a CIA e o MI6 [serviço britânico de inteligência] estavam supervisionando unidades da ‘Al Qaida no Iraque’ envolvidas em assassinatos contra a população xiita. Importantes, os esquadrões da morte eram integrados e aconselhados por Forças Especiais dos EUA disfarçadas
”.(Prof Michel Chossudovsky, Terrorism with a “Human Face”: The History of America’s Death Squads [Terrorismo com uma “Cara Humana”: A História dos Esquadrões de Morte dos Estados Unidos], 04 de janeiro de 2013)

Agora estão nos dizendo que o EIIL conseguiu colocar suas mãos em armas sofisticadas feitas pelos EUA. Não se engane. Essas armas não chegaram lá acidentalmente. Os EUA sabiam exatamente o que estavam fazendo quando armaram e fundaram a “oposição” na Líbia e na Síria. O que eles fizeram não foi idiotice. Eles sabiam o que iriam acontecer e é o que eles queriam. Alguns da mídia progressista falam sobre efeito bumerangue, quando um trunfo da inteligência se vira contra seus patrocinadores. Esqueça do efeito bumerangue. Se é isso que é, é um “efeito bumerangue” muito cuidadosamente planejado.

A Política Externa dos EUA. Falha, Estúpida ou Diabólica

Alguns argumentarão que a política externa dos EUA no Oriente Médio é um “fracasso”, que os políticos são “estúpidos”. Não é um fracasso e eles não são estúpidos. É isso que eles querem que você pense porque eles acham que você é estúpido.

O que está acontecendo agora foi planejado há muito tempo. A verdade é que a política externa dos EUA no Oriente Médio é diabólica, brutalmente repressiva, criminosa e antidemocrática. E o único jeito de sair dessa confusão sangrenta é “uma volta à lei”.

Existe apenas um único antídoto contra a “guerra civil’ que está agora dividindo o Iraque — e é uma volta à lei e uma convocação da justiça. A guerra iniciada pelos líderes do governo contra as pessoas do Iraque, em 2003, não foi um erro: foi um crime. E esses líderes deveriam prestar contas, na justiça, pelas suas decisões. (Inder Comar, Iraq: The US Sponsored Sectarian “Civil War” is a “War of Aggression”, The “Supreme International Crime” [Iraque: a “Guerra Civil” Sectária Patrocinada pelos EUA é uma “Guerra de Agressão”, o “Crime Supremo Internacional”], 18 de junho, 2014)

* Artigo originalmente publicado no Global Research
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Fonte:http://migre.me/kBkmI

Outro aecioporto: a pista fantasma de Montezuma, cidade de menos de oito mil habitantes

23.07.2014
Do blog TIJOLAÇO, 22.07.14
Por Fernando Brito
 
miontezuma
Montezuma é uma pequena cidade no pobre Norte de MInas.
 
Tem, como se dizia no meu tempo, menos de oito mil almas: 7.900, segundo o IBGE.
 
Mas tem, também, a Perfil Agropecuária e Florestal, empresa de Aécio Neves e de sua irmã, Andréa Neves, da qual já eram sócios e, agora, herdeiros de seu pai, o ex-deputado Aécio Cunha.
 
Uma “terrinha” de apenas 950 hectares – ou 9.500.000 metros quadrados, ou 950 campos oficiais de futebol, para nós, urbanos, pouco acostumados a essas grandezas.
 
Ganha em usucapião do próprio Estado de Minas Gerais, onde eram devolutas.
 
O ex-Governador Newton Cardoso, o “Newtão”, tem negócios na região.
 
E, no seu governo, nos anos 80, mandou construir um aeroporto, de cascalho, para pequenos aviões pousarem na “cidade” de Montezuma.
 
Municipio que está em 438° lugar em população entre todas as municipalidades mineiras.
Pois não é que no Governo de Aécio Neves, aquela pista foi asfaltada para receber até mesmo jatinhos?
 
Não consegui apurar o valor da obra.
 
Mas achei uma foto da cabeceira da pista, já asfaltada, no site Em tempo real, de Luís Cláudio Guedes.
 
E a matéria no Diário Oficial de Minas Gerais comprovando que as obras foram feitas no governo Aécio Neves, pelo governo estadual.
 
Porque o aeroporto é municipal.
 
E, segundo o testemunho dos moradores, passa meses a fio fechado, sem receber um único avião.
 
Pobre Montezuma, não merecia essa maldição.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=19333

Aeroporto de Aécio, abalou a campanha tucana, diz jornal Estadão

23.07.2014
Do BLOG DO SARAIVA
 
Aécio Neves, voltou a defender nesta terça-feira, 22, a construção, do aeroporto em terreno de seu tio no município de Cláudio, no interior do Estado, quando ele era governador
 
A campanha tucana convocou a imprensa, mas Aécio se recusou a responder a perguntas feitas pelos jornalistas que estavam no comitê central, em São Paulo. O candidato fez apenas uma declaração sobre a legalidade da obra, sem dizer se fez ou não uso do aeroporto, que fica a 6 quilômetros da fazenda de sua família.
 
Reportagem publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que o governo mineiro gastou quase R$ 14 milhões na construção do aeroporto de pequeno porte na área que pertenceu ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito de Cláudio. Conforme a reportagem, um dos filhos de Múcio, Fernando Tolentino, disse que o próprio Aécio, seu primo, usa a pista sempre que visita a cidade.
 
No rápido pronunciamento, Aécio acusou o PT de estar por trás da divulgação do caso.
 
Abalo.
 
O caso do aeroporto abalou a campanha tucana. Aécio cancelou sua agenda nesta terça e passou o dia em Belo Horizonte articulando sua defesa. Embora digam oficialmente que não há crise na campanha, aliados do senador admitem reservadamente que o sinal amarelo foi aceso depois que o caso foi repercutido pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.
 
A estratégia para sair da defensiva já foi traçada: culpar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo vazamento e o PT pela propagação da história e por tentar politizar a denúncia. “Esse assunto ocorreu em 2010. A denúncia foi feita, claro, por vazamento de algum órgão de governo que tenha a informação e controla o funcionamento do aeroporto”, disse o senador José Agripino (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio, sem citar nominalmente a agência.
 
A Anac anunciou que vai apurar se aviões pousaram ou decolaram da pista em Cláudio, pois o aeroporto não tem autorização do órgão para operar.
 
O PT entrou nesta terça com um pedido para que a Procuradoria-Geral da República abra inquéritos civil e criminal para investigar se houve irregularidades cometidas pelo candidato do PSDB. A sigla solicita que sejam apurados práticas de improbidade administrativa, crimes de peculato, prevaricação e outros.
 
Na capital mineira, o promotor Júlio César Luciano, do Ministério Público estadual, disse que instaurou um procedimento prévio de investigação para apurar o caso.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/07/aeroporto-de-aecio-abalou-campanha_23.html

Pesquisa Ibope mostra vitória de Dilma no primeiro ou no segundo turno

23.07.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 22.07.14
 
 
Pesquisa Ibope, divulgada nesta terça (22), apresenta cenário mais favorável à presidente Dilma Rousseff (PT) do que o último Datafolha; na disputa pelo segundo turno, Dilma vence nos dois cenários: ela soma 41% tanto quando enfrenta Aécio (que fica com 33%) quanto quando o adversário é Campos (que soma 29%); no entanto, avaliação do governo segue em baixa: apenas 31% avaliam como ótimo e bom; sobre a forma da presidente Dilma governar, aprovação é de 44%; confira todos os dados.

 
247 - Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22) pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, tem 38% dos votos. Em segundo lugar aparece o candidato do PSDB a presidente do país, senador Aécio Neves, com 22% das intenções de votos. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato a Presidência pelo PSB, aparece com 8% dos votos. O Pastor Everaldo tem 3%.
 
No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%. O candidato do PSC, Pastor Everaldo, alcançou 3% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior.
 
Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%

O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

Pesquisa espontânea

Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:

- Dilma Rousseff: 26%
- Aécio Neves: 12%
- Eduardo Campos: 4%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos: 17%
- Não sabe/não respondeu: 39%

Segundo turno
O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:

- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 33%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 8%
- Dilma Rousseff: 41%
- Eduardo Campos: 29%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição e Eduardo Jorge, a menor:

- Dilma Rousseff: 36%
- Aécio Neves: 16%
- Pastor Everaldo: 11%
- Zé Maria: 9%
- Eduardo Campos: 8%
- Eymael: 8%
- Levy Fidelix: 8%
- Luciana Genro: 6%
- Mauro Iasi: 6%
- Rui Costa Pimenta: 6%
- Eduardo Jorge: 5%
- Poderia votar em todos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 17%

Expectativa de vitória

De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.

Desejo de mudança

Aumentou do desejo de mudança do eleitorado em relação à pesquisa anterior. No levantamento anterior, de maio, 65% diziam que gostariam de mudar tudo ou quase tudo no governo. Agora, os mudancistas são 70%. Eles se dividem em dois grupos: 29% gostariam que o próximo presidente mudasse totalmente o governo do País (eram 30% em maio), e outros 41% querem que o próximo governante mantenha alguns programas mas mude muita coisa – ante 35% na pesquisa anterior.

Segundo 18% dos eleitores, o próximo presidente deveria fazer poucas mudanças e manter muitas coisas – ante 21%. Para 10%, a próxima gestão deveria dar total continuidade ao atual governo. Os que queriam total continuidade eram 9% em maio.

Situação econômica

A maior parte dos eleitores classifica a atual situação econômica do Brasil como regular. É a opinião de 48%, segundo o Ibope. Partes equivalentes avaliam que a economia está boa ou ótima (24%), ou julgam que, ao contrário, a situação econômica está ruim ou péssima (25%).

O Ibope também perguntou aos eleitores sobre suas expectativas para a economia do País em 2015. A maior parte (41%) acredita que a situação estará no próximo ano igual a como está hoje. Outros 34% acreditam que estará melhor, e 18%, que ficará pior do que em 2014.

Avaliação do governo Dilma:

Bom/Ótimo - 31%

Regular - 36%

Ruim/Péssimo - 33%

Forma de governar de Dilma

Aprovam - 44%

Desaprovam - 50%

A sondagem foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
 
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/07/pesquisa-ibope-mostra-vitoria-de-dilma.html