terça-feira, 22 de julho de 2014

A teimosia reacionária do Estadão

22.07.2014
Do BLOG DO MIRO

Por Altamiro Borges

Em editorial nesta segunda-feira (21), intitulado “Teimosia inconstitucional”, o jornal Estadão voltou a demonizar o projeto da presidenta Dilma Rousseff (número 8.243) que institui a Política Nacional de Participação Social. Além de festejar a manobra da Câmara Federal, que inventou um decreto legislativo para sabotar a PNPS, o jornal critica o governo por insistir na ideia da ampliação dos mecanismos de democracia participativa no país, inclusive com a criação de um Fundo Financeiro de Participação Social. Para o jornalão, esta iniciativa é inconstitucional e “pretende criar, por decreto, novas despesas para financiar os conselhos populares” – numa nova investida “bolivariana” contra a democracia brasileira.

“Mais uma vez fica explícito o desejo do Executivo de controlar os movimentos sociais. Ele criou por decreto o sistema de participação social. Ele instituiu por decreto a política de participação social... E agora quer por decreto financiar os movimentos sociais. É o itinerário da domesticação dos movimentos sociais, cujo ponto final é o aparelhamento do Estado. Cada vez se torna mais evidente que o lulopetismo pretende criar canais paralelos de poder, não legitimados pelas urnas, com o consequente aparelhamento do Estado, para impor a sua vontade sobre os outros Poderes. Não contentes com o sistema representativo, os inquilinos do Palácio do Planalto querem impor, por decreto, uma ‘democracia direta’”.

O Estadão nunca aceitou qualquer tipo de ampliação da participação popular na definição dos rumos políticos do Brasil. Para a decrépita famiglia Mesquita, a elite é quem deve comandar o país, restando ao povo apenas votar de tempos em tempos numa democracia liberal de fachada. Isto explica porque o jornal liderou a frustrada revolução constitucionalista de 1932, que visava derrubar Getúlio Vargas e garantir o retorno ao poder da reacionária oligarquia cafeeira de São Paulo. Explica também porque ele foi um dos mentores do golpe de 1964, que derrubou o “populista” João Goulart, eleito democraticamente pelo povo. Até hoje, o Estadão justifica a sua trajetória golpista sem qualquer autocrítica.

Em editorial publicado em 31 de março, por ocasião dos 50 anos do golpe militar, o jornalão deixou explícito que não tolera qualquer ampliação da democracia no país. Na sua ótica reacionária, João Goulart cometeu um crime imperdoável. “Mobilizou sindicatos e lideranças radicais para impor as chamadas reformas de base ‘na lei ou na marra’. Reformas de cunho socialista, embora ele não tivesse mandato popular para isso, pois foi eleito vice - e não em sua chapa, como então permitia a lei eleitoral - de um presidente nitidamente conservador. Nem para sua tentativa de dar papel preponderante aos sindicatos na condução do País, no que foi chamado de república sindicalista”.

Diante desta ameaça comunista – hoje seria “bolivariana” –, o Estadão justifica o golpe e até elogia o trabalho “bem-sucedido” dos militares. Só lamenta que depois o regime tenha se “desviado de seu rumo”. A famiglia Mesquita sonhava em eleger o udenista Carlos Lacerda para presidente da República, mas os generais bloquearam este projeto de um setor da burguesia e se perpetuaram no poder. Esta breve história explica porque o Estadão destila tanto ódio contra o projeto da presidenta Dilma da Política Nacional de Democracia Social (PNDS). O jornal padece de uma “teimosia reacionária”, ele sempre foi golpista e nunca tolerou a ampliação da participação popular!

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Leia também:








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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/a-teimosia-reacionaria-do-estadao.html

Envolvimento de primo de Aécio Neves com quadrilha de venda de "habeas corpus" para traficantes vem à tona depois da descoberta do caso do aeroporto de Cláudio, em Minas

22.07.2014
Do BLOG DO SARAIVA

Aécio Neves durante temporada no "Palácio de Versalhes" da monarquia mineira

A denúncia feita ontem, em matéria de primeira página da Folha de São Paulo, de que o presidenciável Aécio Neves mandou construir um aeroporto público nas terras de parentes seus, na cidade mineira de Cláudio, onde o próprio Aécio mantém uma fazenda a qual costuma chamar de "meu Palácio de Versalhes" pode ser apenas a ponte de um iceberg que levará a candidatura tucana ao naufrágio. Segundo matérias publicadas hoje, pela própria Folha, o aeroporto, apesar de ter custado cerca de R$ 14 milhões aos cofres públicos mineiros, é administrado por parentes de Aécio, entre eles seu tio, Múcio Guimarães Tolentino, dono da fazenda onde foi construído o aeroporto. Com as denúncias sobre a situação privilegiada de parentes de Aécio na região, o caso envolvendo um primo do ex-governador, que estava abafado também começa a ser divulgado. Trata-se do processo que espera julgamento no STJ,  contra TANCREDO ALADIM ROCHA TOLENTINO, primo de Aécio e mais conhecido pelo vulgo de "Quedo", que foi preso na Operação "Jus Postulandi", da Polícia Federal, por chefiar uma quadrilha especializada na venda de "habeas corpus" para traficantes. É preciso investigar com profundidade qual o acesso e poder desse "Quedo" sobre esse aeroporto. No link, a denúncia completa:






DENÚNCIA COMPLETA


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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/07/envolvimento-de-primo-de-aecio-neves.html

Aécio e o aeroporto vão sumir da mídia

22.07.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Caso do aeroporto de Aécio, que teve repercussão tímida em publicações como Globo, Estado e a própria Folha, tende a sumir definitivamente da mídia impressa

aécio neves aeroporto minas
Caso do aeroporto construído por Aécio Neves tende a sumir da mídia impressa (reprodução)
O primeiro disparo contra a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi a denúncia daFolha de S. Paulo sobre a construção de uma pista de pouso na cidade de Cláudio (MG), onde o presidenciável tucano possui uma fazenda, teve repercussão relativamente discreta na mídia impressa (entenda o caso aqui).
O principal exemplo disso foi a cobertura do jornal O Globo, que dedicou uma nota pequena ao tema, sobre a investigação que será conduzida pelo Ministério Público e pela Agência Nacional de Aviação Civil sobre o caso. No Estado de S. Paulo, houve maior espaço para a cobertura, com três matérias: uma sobre o pedido de explicações da Anac, a declaração de Aécio defendendo a investigação e uma nota com a informação de que a construtora responsável pelas obras, a Vilasa, fez uma doação de R$ 67 mil à sua campanha para o governo mineiro.
Na própria Folha, o tom foi menos denuncista do que no domingo, quando o caso foi revelado. A cobertura se limitou a noticiar a investigação da Anac e a guerra judicial entre os comitês do PT e do PSDB – enquanto o PT anunciou uma ação por improbidade administrativa contra o senador tucano, o PSDB respondeu com uma ação por uso da máquina contra o governo da presidente Dilma, que, segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), estaria usando a Anac para “perseguir adversários”.
A judicialização do episódio é uma tentativa deliberada dos dois partidos. No caso do PT, visa manter o tema “aceso” na mídia. Para os tucanos, trata-se de uma estratégia para conter os danos. Como o PT enxerga nos jornais tradicionais uma trincheira da oposição, a ação proposta pelo comitê da reeleição da presidente Dilma visa constrangê-los a noticiar o caso, uma vez que fatos novos, como uma eventual abertura de inquérito, não poderão ser ignorados. A resposta tucana atende ao mesmo objetivo. Visa vitimizar o partido, como alvo de perseguição política durante o período eleitoral.
O episódio também servirá para ilustrar o primeiro confronto desta campanha presidencial entre veículos impressos e a chamada blogosfera, onde o caso se alastra com maior velocidade. Os danos reais, no entanto, serão medidos apenas nas próximas pesquisas eleitorais. Ontem, em Minas, Aécio defende que o caso seja investigado “com lisura e transparência”.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/07/aecio-e-o-aeroporto-vao-sumir-da-midia.html