terça-feira, 15 de julho de 2014

A queda de uma superpotência

15.07.2014
Do portal BRASIL247
Por PEPE ESCOBAR
A maior humilhação esportiva global na memória do mundo ESTÁ diretamente relacionada à síndrome da ignorância/arrogância das elites brasileiras e ao senso de “já ganhou”/“nunca perderá”
Pepe EscobarSei que não tem importância alguma. Israel está bombardeando Gaza, Kiev está bombardeando a Ucrânia do leste, o Califa anda por aí  totalmente pirado, o Império do Caos joga rouba-monte. Mas, agora,  tenho de desabafar.

Estava guardando essa foto para o momento  certo. É hoje. Conheçam um paraíso tropical clássico – Santo André, na Bahia, perto do local onde o Brasil foi ‘descoberto’ pela Europa em  1500.
 
O campo de treinamento dos alemães está aí, depois das árvores, à esquerda da foto.


Eu também estava aí no início da Copa do Mundo, na casa de Anna, minha  amiga e anfitriã generosa. O campo de treino dos alemães – de fato, um condomínio de casas de veraneio – foi vedado e adaptado com perfeição. Mas os jogadores visitavam a vila, visitaram a escola local, dançaram  com índios pataxó, andavam pela praia ao raiar do dia. E treinaram MUITO. Disciplina, compromisso, trabalho decente – e curtindo cada minuto desse apaixonante canto do paraíso. Foi aí que os já famosos/infames 7-1 da demolição do futebol brasileiro começaram.

O time do Brasil, entrementes, estrelava um convulsionante, lacrimoso (literalmente) psicodrama enlouquecido que envolveu 200 milhões de pessoas. Foi como uma telenovela abismal – NENHUM trabalho decente ou disciplina; só Plim-Plim e um doentio sentimento de posse: ‘é nossa’ (a  taça). Tinha de ser deles, porque, afinal, o principal mito nacional brasileiro ensina que “Deus é brasileiro”.
 
Como parábola da globalização, muito antes da Copa, o Brasil – que um dia foi superpotência futebolística – já havia sido reduzido, por níveis concêntricos de má administração, a um papel subalterno de  exportador de matéria prima (jogadores de talento, por exemplo). Nem uma linha de qualquer ideia de investir no futuro; tudo sempre se tratou de lucrativos ‘direitos’ de transmissão por televisão, reservados sempre, como privilégio, só a algumas redes.
 
A Alemanha, por outro lado, desde que perdeu a Copa do Mundo de 2002 (para o Brasil), passou a investir em vasta rede de escolas de futebol, parte de um programa nacional de fomentar o surgimento de talentos e dar-lhes educação e formação. E de preparar técnicos.

Três horas antes do início da humilhação dos 7-1, meu barbeiro pediu-me um palpite para o jogo. “Alemanha 4 a zero”, mandei eu. Todos ficaram boquiabertos. Ora, ora... Viajei da Ásia, depois da Europa, para cobrir a Copa do Mundo aqui, como se estivesse cobrindo uma guerra. E o que de início era só desconfiança confirmou-se, quando começou a desenrolar-se o psicodrama envolvendo 200 milhões de pessoas.

Todos os sinais indicavam que ‘o grupo’, um bando de jovens milionários psicologicamente instáveis estava a ponto de explodir espetacularmente. Já haviam ameaçado explodir no jogo contra o Chile; depois novamente no jogo contra a Colômbia. Até que finalmente aconteceu durante 6 minutos, enquanto a Alemanha fazia quatro gols – e, aos 29 minutos, já ganhava por 5-0.

Surpresa? Não, de fato, não. O Brasil já deixou há muito tempo de jogar “jogo bonito”, depois daquele fabuloso 1970, e, depois, do mais bonito ainda, que jamais venceu coisa alguma, em 1982. Depois daquilo, o Brasil, lar do jogo bonito, virou mais um mito – um elaborado truque de _marketing_ (com ‘uma mãozinha’ da Nike).

E os brasileiros gostaram da autoenganação, enrolados numa grife de nacionalismo perenemente barata tipo “We Are the Champions.” Deu no que deu. A Alemanha fez a coisa certa – “jogo bonito” de verdade, com passes cintilantes, acabamento perfeito, triangulação elegantíssima, padrão Chicago Bulls dos seus dias de glória.
 
O time dos brasileiros entrou em colapso nervoso, antes de tudo, por  razões táticas/técnicas; foi time sem meio campo, jogando contra o melhor meio de campo do planeta. Culpa dos cartolas, da federação brasileira de futebol, da “comissão técnica” que indicaram – bando de ignorantões arrogantes sem talento, que reproduz, igualzinho, sem tirar nem pôr, a arrogância/ignorância das elites políticas e econômicas brasileiras, velhas e novas. Assim como a polícia brasileira, bem ironicamente, desmantelou uma gangue de gente da FIFA que vendia ingressos no mercado negro no Rio de Janeiro (a Scotland Yard nem desconfiava!), mais uma vez deixaram passar a outra gangue – que enche os corredores e os gabinetes do futebol brasileiro.
 
Haverá infindáveis reverberações políticas sobre esses 7-1 arrasadores. Vai muito além dos endinheirados brasileiros que podem pagar ingressos a preços FIFA e, simultaneamente, desprezam a presidenta Dilma pelo que gasta para melhorar as condições de bem-estar social. Com certeza tem a ver com pagar a conta da _funfest_ da própria FIFA ($4 bilhões, sem impostos) pagos pelos locais, para nem falar da conta total (espantosíssimos $13,6 bilhões). (...)
 
A maior humilhação esportiva global na memória do mundo ESTÁ diretamente relacionada à síndrome da ignorância/arrogância das elites brasileiras e ao senso de “já ganhou”/“nunca perderá”.
 
Ao mesmo tempo, ninguém pode aspirar a tornar-se “superpotência” quando sua autoidentidade é construída em torno de um esporte – o futebol – comandado por escroques. Os deuses do futebol decidiram encerrar o psicodrama dos 200 milhões em campo. Lamento pelos derrotados – a maioria daqueles 200 milhões de torcedores, muitos dos quais gente boa e trabalhadora, porque foram engambelados.

O Brasil pode beneficiar-se de quantidades ilimitadas de _soft power_ em todo o mundo, mas vocês têm de se livrar dessa sua elite corrupta e ineficiente. Se o futebol continua a ser o único elemento que mantém coeso o país, melhor começar a pensar sério, compreender de onde brotou a humilhação, livrar-se para sempre desses salafrários autopromovidos a  sumidades, mostrar muita humildade e trabalhar DE VERDADE. Examinem em detalhe o que fez a Alemanha – e vocês reencontrarão o paraíso.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/146741/A-queda-de-uma-superpot%C3%AAncia.htm

Documentário “Crianças pobres nos EUA” – é isso o que querem copiar?

15.07.2014
Do BLOG DA CIDADANIA,14.07.14
Por Eduardo Guimarães
É ano eleitoral no Brasil. Desse modo, os brasileiros têm menos de 3 meses para tomar uma decisão que afetará suas vidas por muito tempo. Muitos de nós, inclusive, poderão não viver mais tempo do que durarem os efeitos que tal decisão eleitoral irá gerar, pois o mandato de um presidente gera efeitos para bem além dos seus quatro anos de duração.
Refletir sobre a escolha do próximo presidente da República e dos parlamentares do Congresso Nacional, porém, é o que menos querem os grupos que pregam voto nulo ou em branco ou que estimulam que essa escolha seja feita com base em sentimentos pouco racionais como raiva ou desprezo.
Com efeito, nas próximas eleições dois grupos políticos majoritários disputarão a Presidência e a hegemonia no Congresso. Mas qual é a diferença entre eles?
Um desses grupos governa o país e vem atuando, ao longo de 11 anos e meio, de forma a tirá-lo da área de influência dos Estados Unidos. O outro grupo, desde sempre prega que copiemos o modelo estadunidense e que nos unamos de todas às formas ao seu modelo político, econômico, institucional.
A argumentação do grupo político aliado aos grandes grupos de mídia, aos ideais predominantes nos Estados Unidos, ao grande empresariado brasileiro e ao mercado financeiro do país é o de que a solução dos nossos problemas sociais e econômicos – os quais, apesar de não terem sido resolvidos em 12 anos, diminuíram consideravelmente no período – estaria em nos aproximarmos da potência hegemônica e, mais do que isso, em copiá-la.
Nesse contexto, é mais do que apropriado documentário sugerido pelo leitor G. Lima. Ele postou o link do vídeo em comentário, porém não fez referências a quem produziu. Como não consegui contatá-lo, acabei me lembrando de que já havia assistido documentário com o mesmo teor – se não me engano, em 2012.
Já faz alguns anos que acompanho o canal estadunidense Public Broadcasting Service. Trata-se de rede de televisão pública de caráter educativo-cultural que faz contraponto às grandes redes comerciais. A PBS produz documentários, telejornais e programas educativos que destoam da ideologia predominante nos EUA.
Em pesquisa, descobri que o documentário foi produzido pela PBS e tenho quase certeza de que é o mesmo a que assisti em 2012. Seja como for, o leitor em questão descreve o que o material contém:
1. Crianças catam latinhas para vender e sobreviver.
2. Crianças estadunidenses vivem em um único quarto ou em quartos de MOTEIS, mantendo alimentos dentro de uma pia com gelo por falta de geladeira.
3. Crianças moram em bairro de São Francisco em que o tráfico de drogas ocorre ao ar livre.
4. Filas imensas de pessoas aguardando para usar vale-refeição fornecido pelo governo Obama nos bancos de alimentos.
5. Ratos fazem companhia a família que vive em abrigo para sem-teto.
O leitor G. Lima diz esperar que, após assistir a esse documentário “As pessoas aprendam a valorizar o seu país”. O que o leitor quer dizer é que o complexo de vira-latas de que padece boa parcela deste povo imagina que só aqui existem mazelas sociais.
Os basbaques pró-EUA dirão que lá existe pobreza, mas que a nossa é muito maior. Claro que sim. Isso é verdade. Há várias teorias para explicar por que irmãos do Norte alcançaram maior desenvolvimento cultural, tecnológico e econômico, como por conta da colonização (ingleses versus portugueses, etc.). Porém, essa linha de pensamento despreza a contradição ianque.
Os EUA são a maior potência econômica, tecnológica e cultural do planeta. Recursos para eliminar a pobreza não lhes falta. O que falta àquele povo é o entendimento de que a pobreza atrasa uma nação, a torna insegura e diminuiu suas possibilidades de progredir.
Em resumo, os estadunidenses, em maioria, não querem que o dinheiro público seja usado para eliminar a pobreza, que, por lá, é considerada – não por toda população, repito, mas certamente pela maioria – como um defeito do pobre, quase como uma deformação moral, intencional, como se alguém escolhesse ser pobre.
Resta, pois, deixar o leitor com esse importante documento histórico que mostra que a ideologia que um dos grupos políticos que pretende governar o Brasil acalenta é a de “convivência” com a pobreza. Esse grupo jamais dirá isso abertamente, mas quem acompanha a política brasileira sabe que a oposição ao governo vigente que conta, pensa assim.
Fique, pois, com “As Crianças Pobres da América”. E reflita.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/07/documentario-criancas-pobres-nos-eua-e-isso-o-que-querem-copiar/

IMPRENSA VIRA-LATAS: A Copa acabou. Imagine as Olimpíadas

14.07.2014
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por Helena Sthephanowitz 

Depois do Mundial de futebol, ainda será possível duvidar de que poderemos fazer os melhores Jogos Olímpicos? 

Obras do metrô de Salvador. Resta agora combater os verdadeiros problemas

E a Copa acabou neste domingo. Infelizmente, o Brasil ficou na quarta colocação, o que, vamos combinar, é o mesmo que dizer que perdeu. Mas, fora de campo, os brasileiros deram de 10 x 0 na realização de uma Copa que já é tida como a melhor da história do esporte. E isso, apesar da torcida contrária da imprensa e de políticos de oposição ao governo federal.

Perdemos a taça, mas os brasileiros encararam com louvor o desafio e hoje brindam o mundo com o sucesso indiscutível do megaevento. Calam os críticos e, ao mesmo tempo, carimbam cartão de visita às Olimpíadas de 2016 no Rio.

Também perderam os que apostavam no caos e na desordem. As ruas se encheram de torcedores felizes, envolvidos em um clima cada vez mais festivo, o país recebeu  diversos elogios da imprensa internacional, destacando esta edição da Copa como uma das melhores da história, tanto pelo futebol apresentado, quanto pela receptividade do povo brasileiro e também pela organização e estrutura vistas fora das quatro linhas.

O impacto econômico do evento é inquestionável. Estudo da Fipe-USP indica que a Copa movimentou mais de R$ 30 bilhões. A parte mais relevante, 88% do valor, veio dos investimentos em infraestrutura – corredores de ônibus, novos acessos a aeroportos e ampliação de vias. Essas obras de mobilidade vão melhorar a infraestrutura e reduzir o custo de locomoção e transporte de cargas. E o que é importante: ficarão aqui, como um patrimônio permanente para os brasileiros.

A Copa deixará de legado, além de obras, milhões de brasileiros mais prósperos, com os novos empregos criados e a ser criados ao longo dos anos em setores como turismo, entretenimento, construção civil, indústria cultural. Foram milhares de brasileiros que estudaram para se qualificar em idiomas ou outras atividades profissionais por meio do Pronatec-Copa e outros cursos.

Os  estádios que receberam jogos, de agora em diante passam a ser também atrações turísticas e espaços de lazer para jogos, shows e outros eventos. Ficaram também centros de controle com alta tecnologia para segurança pública e prevenção de catástrofes, além de toda uma infraestrutura para dinamizar o turismo de lazer e de negócios em todas as regiões do Brasil.

Mas parece que só a imprensa grande não vê tudo isso. Nem bem terminaram as festas e os jornais brasileiros iniciaram as críticas. TVs e jornais, aliados com políticos de oposição interessados apenas em suas próprias eleições, não mostram os resultados positivos do evento. Pelo contrário, usam o poder de influência como instrumento de pressão e de manipulação para barrar avanços como a melhor distribuição de renda, para impedir reformas essenciais como a política, a tributária, a previdenciária. E o mais grave, perpetuar a concentração de renda nas mãos dos mais ricos – este sim o grande problema do Brasil.
Que venham as Olimpíadas.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/07/a-copa-acabou-imagine-as-olimpiadas-3285.html

JUDICIÁRIO PRÓ-TUCANO: Justiça mandar suspender recebimento de denúncia contra o propinão tucano

14.07.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça, suspendeu liminarmente a tramitação de um mandado de segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo que garantia o recebimento de denúncia e abertura de ação penal contra 12 executivos de quatro multinacionais, acusados por cartel no setor metroferroviário. A medida atende a pedido de habeas corpus de um dos alvos da investigação. As informações são do Estadão
Na prática, a ação fica parada até que o mérito do habeas corpus seja julgado pelo STJ. O caso refere-se ao projeto Linha 5 do Metrô, contratado em 2000 pela CPTM ao preço de R$ 1,2 bilhão. Em março, a Promotoria entregou à Justiça cinco denúncias contra o cartel, acusando 34 dirigentes de 12 empresas. A ação do projeto Linha 5 foi distribuída para a 7.ª Vara Criminal, mas o juiz Benedito Pozzer rejeitou a denúncia por entender que houve prescrição dos crimes. A Promotoria entrou com recurso e mandado de segurança no TJ, obtendo liminar que mandou o juiz da 7.ª Vara receber a denúncia.Com os tucanos, até a justiça acha um jeito de dar uma mãozinha. A lei, só serve para ser aplicada contra os adversários político do PSDB
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/07/justica-mandar-suspender-recebimento-de.html