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sexta-feira, 4 de julho de 2014

LULA JOGA A CORRUPÇÃO NO COLO DO FHC !

04.07.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

23 milhões de brasileiros não testemunharam o fracasso tucano.

O PiG (*) cheiroso, o Valor – que a Dilma não lê, como não assiste à Globo – publicou parcialmente trecho muito importante do discurso do Lula – cada vez melhores ! – no lançamento da candidatura da Gleisi Hofmann ao Governo do Paraná.

FHC ‘desmantelou instrumentos de combate à corrupção’, diz Lula 

Mais do que dizer que o Farol de Alexandria “desmantelou” os mecanismos de combate à corrupção, Lula deu uma aula ao PT sobre como conduzir a campanha e como responder ao PSDB e seus trombones pigais.

Os discursos do Lula se tornaram “como vencer a eleição – I , II,  III, IV” etc etc.

Neste caso, ele tinha desafiado o inerte ministro zé da Justiça a produzir argumentos e responder à acusação de que o PT é o “mais corrupto” !

O pedido foi feito em São Paulo, no lançamento da Dilma como candidata do PT.

O zé, como se sabe, se mexe mesmo é na Itália …

Então, em Curitiba, Lula teve que explicar ele mesmo, ao PT e à Dilma, como é que se vai para a jugular dos fariseus.

Disse ele, como um professor, com pausas, para a meninada tomar nota:

- A PRIMEIRA, a PRIMEIRA medida do Governo do Farol de Alexandria foi o decreto 1376 de 1995, que extinguiu a Comissão Especial de Investigação da Corrupção, criada no governo anterior, de Itamar Franco que, como se sabe, é o verdadeiro Pai do Plano Real.

- O Farol de Alexandria nomeou o Engavetador Geral da Republica, o Procurador (que não achava nada) Geraldo Brindeiro.

- O Engavetador confeccionou o maior tapete da História. Jogava tudo lá pra baixo ! O tapetão escondia toda a sujeira !, enfatizou Lula.

- Foi pra debaixo do tapetão o SIVAM.

- A Pasta Rosa.

- A compra da reeleição, a mais promíscua, a mais espúria operação de suborno de parlamentares – clique aqui para ler “O Príncipe da Privataria”.

- FHC e o Engavetador engavetaram: 459 inquéritos !

459 inquéritos !

- 149 de deputados.

- 33 de senadores.

- 11 de ministros.

- e quatro contra o próprio FHC.

Tomara que o Arrocho venha de corrupção na campanha.

Tomara !

Ninguém aguenta mais ver o Príncipe da Privataria sob o manto da Moral de da Ética !

O Tartufo !

Em tempo: outro ponto que o professor Lula tem enfatizado em suas aulas ao PT é a questão cronológica.

“23 milhões de brasileiros não eram nascidos em 2003″, quando ele começou a governar.

Logo, é preciso dizer ao Brasil o que era o Brasil deles, dos tucanos.

Por exemplo, lembrou Lula. O ministro da Educação deles (o Paulo Renato de Souza) foi reitor da Unicamp e fez um decreto para proibir o Governo Federal de criar escolas técnicas.

Que o Lula teve que que fazer uma lei  “cassando” o decreto do ilustre Reitor.

E hoje há 6 milhões de brasileiros no Pronatec.

E, em doze anos, ele e Dilma fizeram 375 escolas técnicas, contra 140 nos cem anos anteriores …

Como disse a Dilma, vai ser preciso mostrar , mostrar, mostrar.

Quem mandou não fazer a Ley de Medios, como disse o professor Wanderley: ela colhe o que não semeou.

Em tempo2: acorda, zé !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/07/04/lula-joga-a-corrupcao-no-colo-do-fhc/

Tragédia em BH e a mídia macabra

04.07.2014
Do BLOG DO MIRO

Por Altamiro Borges

Atordoada com a pesquisa do Datafolha, que apontou a melhoria do humor dos brasileiros com o sucesso da Copa e seus reflexos positivos na candidatura de Dilma Rousseff, a mídia tucana está à procura de cadáveres. Nesta sexta-feira (4), todos os jornalões deram manchetes garrafais para a tragédia que atingiu Belo Horizonte e resultou na morte de duas pessoas. A mídia macabra evita criticar a empreiteira Cowan, responsável pela construção do viaduto que desabou; também isenta o prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda, um aecista convicto que inclusive rompeu com seu partido (PSB) para apoiar o candidato tucano ao governo estadual. Tudo é feito para desgastar a imagem da presidenta!

Os barões da mídia até parece que combinaram suas manchetes espalhafatosas num encontro mórbido. Folha: “Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH”; O Globo: "Viaduto de obra da Copa desaba e mata 2 em BH"; Estadão: "Viaduto planejado para Copa cai e mata 2". O tom da cobertura também é idêntico. Todos os jornais enfatizam que a construção faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com o nítido propósito de culpar o governo federal. Evitam destacar o fato de que a execução das obras do PAC cabe aos estados e municípios. Até a lacônica explicação do prefeito Marcio Lacerda, de que a tragédia foi uma simples “falha de engenheira”, passa batido pelos jornalões.  

A Cowan foi contratada pela prefeitura de Belo Horizonte para duplicar uma avenida e construir três viadutos nas proximidades do estádio do Mineirão. As obras, com um custo de R$ 171 milhões (afora os aditivos), não foram concluídas a tempo para os jogos da Copa. Além do atraso – que não é realçado pela mídia privada, que adora criticar apenas a ineficiência do setor público –, agora ocorreu o desabamento. Para o prefeito, “acidentes como esse infelizmente acontecem... Não sabemos se é falha de projeto ou de construção. Serão feitas todas as perícias, um inquérito policial será aberto e essa análise será feita com cuidado”. Lacerda também garante que a prefeitura fiscalizou a execução da obra.

Em editorial, a Folha tucana não fez qualquer crítica à empreiteira e ao prefeito amigão de Aécio Neves, o cambaleante candidato do PSDB. Num oportunismo explícito, ela preferiu tratar do “humor da Copa” e dos reflexos nas eleições. Para o jornal, a queda do viaduto “não foi, felizmente, tragédia de maiores proporções. Serve para lembrar, ainda assim, o quanto houve de irresponsabilidade e improviso, para nada dizer de corrupção, na organização do Mundial”. Ao tratar da pesquisa Datafolha, que apontou o crescimento de Dilma, a Folha escancara a sua torcida. “Não é improvável que, passada a Copa, a percepção positiva venha a ser confrontada com outras realidades e se dilua no turbilhão da campanha eleitoral”.

Como já apontou Fernando Brito, no excelente blog Tijolaço, a cobertura da triste tragédia em Belo Horizonte só confirma a “politicagem mórbida” da mídia. Ele lembra que “há menos de um mês, caiu uma viga da obra do monotrilho da Linha 17 – Ouro do Metrô paulista, próxima ao Aeroporto de Congonhas, e matou uma pessoa. O monotrilho, que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos, era, como está noticiado em uma velha matéria do UOL, ‘a única obra de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo que consta na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo’”. A mídia tucana, porém, não fez qualquer escarcéu e rapidamente arquivou esta tragédia! Geraldo Alckmin, candidato à reeleição do PSDB, deve ter agradecido – sabe se lá como!

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Leia também:







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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/tragedia-em-bh-e-midia-macabra.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA CONTRA A COPA: Jornais usam tragédia em BH para justificar catastrofismo sobre a Copa

04.07.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Qual é a diferença entre uma obra viária “carimbada” como “obra da Copa” e outra sem esse “carimbo”? Um viaduto é um viaduto. Concreto e aço. O motivo de sua construção não tem relação com a qualidade de execução da obra.
Na última quinta-feira, desabou um viaduto em Belo Horizonte. Até o momento, há uma morte confirmada e algumas dezenas de feridos.
A obra foi projetada para melhorar o acesso ao estádio Mineirão. A execução ficou a cargo da prefeitura daquela cidade, comandada pelo prefeito do PSB Marcio Lacerda, ligado ao candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), e foi financiada pelo governo federal via BNDES.
Pode-se e deve-se questionar a execução dessa obra. Se ficar descartada a hipótese de sabotagem – e duvido que essa hipótese não esteja sendo considerada, por razões que serão explicadas mais adiante –, seguramente houve erro no projeto.
O jornal Folha de São Paulo, porém, publica, no dia seguinte à tragédia, manchete principal de primeira página com o objetivo evidente de atribuir à realização da Copa do Mundo de 2014 a razão para a queda do viaduto:
Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH”.
A queda desse viaduto pode não passar de uma fatalidade, mas caiu do céu para gente como os donos da Folha de São Paulo. Gente que vem sofrendo desmoralização por ter promovido catastrofismo quanto à realização do evento esportivo.
Como as previsões de caos a durante a Copa, feitas por esse e outros órgãos de imprensa, não se concretizaram, a imprensa internacional vem acusando a brasileira de ter exagerado em suas previsões sombrias.
Nas redes sociais, surgem dúvidas sobre o acidente. Muita gente acredita que grupos políticos e órgãos de imprensa que tentaram usar a Copa para desgastar o governo federal não hesitariam em promover sabotagem para materializar o que não está acontecendo.
Editorial da Folha desta sexta-feira (4) revela que o jornal tenta extrair dividendos políticos da tragédia. No sexto parágrafo, o texto afirma que a queda do viaduto “Serve para lembrar (…) o quanto houve de irresponsabilidade e improviso (…) na organização do mundial”.
Serve, é? Será mesmo? Ter caído um viaduto, mesmo que não tenha sido por sabotagem, prova mesmo tudo de negativo sobre a organização da Copa que o jornal anunciou sem parar durante os últimos anos?
Prova coisa nenhuma. Em abril deste ano, por exemplo, caiu outro viaduto, só que em São Paulo. O desastre ocorreu nas obras do trecho leste do Rodoanel, do governo do Estado. Também matou uma pessoa, assim como o viaduto em BH. E não era obra da Copa.
Pergunta ao jornal de oposição: a queda desse viaduto prova que o Rodoanel paulista está sendo construído com “irresponsabilidade e improviso”?
A falta de caráter dos donos da Folha de São Paulo é velha conhecida dos brasileiros. Em sua guerra insana ao PT, o jornal já publicou, em sua primeira página, uma ficha policial falsa da atual presidente da República, já divulgou acusação ao antecessor dela de ser “estuprador” etc.
A família Frias tem longa história. Apoiou e ajudou a perpetrar os crimes da ditadura militar, produz mentiras e golpes baixos o tempo todo usando o grupo de mídia que ergueu graças à relação que manteve com aquela ditadura. Por que não exploraria politicamente uma tragédia?
O editorial da Folha tenta carimbar a Copa do Mundo inteira usando um episódio que, se não for produto de sabotagem, é comum. Erros de engenharia podem acontecer. Aconteceu recentemente em obra do Rodoanel, acontece em qualquer lugar, em qualquer país.
O fato de ser “obra da Copa” não justifica a manchete espalhafatosa. Aliás, se responsabilidade há, não é culpa da Copa. Quando muito, é da prefeitura de Belo Horizonte, que, aliás, é comandada pela oposição ao governo federal.
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PS: Verificando outros jornais, descobre-se que a rubrica “obra da Copa” foi usada da mesma forma pelos outros jornais da trinca que se opõe ao governo federal. Incrivelmente, Estadão e Globo foram na mesma linha da Folha
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Viaduto que desabou é parte de complexo que já tinha sido interditado
O viaduto em construção Guararapes, que desabou na avenida Dom Pedro I, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (3), faz parte de um complexo que teve problemas este ano. Em fevereiro, a obra foi interditada depois que a estrutura de uma alça que estava sendo erguida na cabeceira da pista de outro viaduto do complexo cedeu cerca de 30 centímetros. Pelo menos uma pessoa morreu no acidente – a Secretaria de Saúde chegou a confirmar dois óbitos, mas disse depois que a segunda morte é “presumida”, já que as equipes ainda tentam chegar ao interior de um dos carros atingidos.
Tanto o Guararapes, que desabou hoje, quanto o viaduto Montese fazem parte do plano de mobilidade BRT, que liga a Avenida Pedro I à Avenida Antônio Carlos, um dos principais corredores de Belo Horizonte.
Na época, segundo a BHTrans, a interdição aconteceu por precaução, com o trânsito sendo bloqueado na rua Montese. Engenheiros da prefeitura e da obra foram até o local para avaliar a situação e constataram que havia um deslocamento da estrutura.
Pouco depois da interdição, a prefeitura de Belo Horizonte divulgou nota dizendo que o viaduto não corria risco de desabar. O texto citava análise feita pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).
Por exigência técnica da prefeitura, o Montese passou por correções de infraestrutura e teve reforço de escoramento para não apresentar riscos à população antes de ser liberado.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/07/jornal-usa-tragedia-em-bh-para-justificar-catastrofismo-sobre-a-copa/

Politicagem mórbida: viaduto de BH era da ‘obra da Copa’.E a viga do monotrilho que matou 1 em SP, não?

04.07.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito
colagemjornais
Jornalismo não briga com fatos.
Mas também não noticia seletivamente fatos.
Há menos de um mês, caiu uma viga da obra do monotrilho da Linha 17 – Ouro do Metrô paulista, próxima ao Aeroporto de Congonhas, e matou uma pessoa.
O monotrilho, que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista, era, como está noticiado em uma velha matéria do UOL, ” a única obra de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo que consta na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo”.
É preciso ver em textos antigos, porque, quando do acidente, isso não foi dito ou escrito pela mídia.
Ontem caiu o viaduto Guararapes, obra da prefeitura de Belo Horizonte igualmente parte da Matriz de responsabilidade, matando duas pessoas.
Duas tragédias dolorosas, que mataram seres humanos como eu ou você e que resultaram de erros técnicos incompatíveis com as boas práticas da engenharia, pois ambas estavam em construção, sem desgastes ou acidentes de origem externa.
Pelo que, é claro, ambas são notícia, e notícia importante.
A questão jornalística é: porque o viaduto era da Copa e isso é agitado nas manchetes e o monotrilho “não era da Copa” – uma vez que é igualmente parte das obras para as quais o Governo Federal deu recursos aos governos locais?
tela2Se a queda do viaduto mineiro é manchete, porque a viga paulista foi apenas um tímido registro nos jornais de São Paulo?
Nem no Estadão, que você vê lá em cima, nem na Folha, que reproduzo ao lado. A Folha, aliás, publica a reportagem do desastre no caderno de política.
Ambas mataram pessoas. E em número bem parecido: duas ontem, uma há um mês.
Mas uma é associada a Geraldo Alckmin, estrela do tucanato e peça-chave da eleição e a outra nem vai ser tanto a Márcio Lacerda, um burocrata insípido que – embora filiado ao PSB  de Eduardo Campos e cabo eleitoral declarado de Aécio Neves – é nacionalmente desconhecido.
Assim, o monotrilho é obra de Alckmin e o viaduto é “obra da Copa” e, claro, daquela senhora que é responsável por tudo o que acontece na Copa ou em suas obras.
Embora, em nenhum dos dois casos, nem mesmo se possa suspeitar de pressões indevidas para que as obras fossem feitas de forma acelerada e imprudente, porque não seriam mesmo utilizadas na Copa, como é obvio.
Por isso, a politicagem dos jornais brasileiros, sempre asquerosa, adquire aqui tons de morbidez.
A responsabilidade pelos dois eventos é dos responsáveis pelo projeto e execução, das empresas construtoras e dos contratantes das obras, o Governo de São Paulo e a Prefeitura de Belo Horizonte, simples assim. Nas placas das obras, aliás, há os nomes dos responsáveis técnicos, que num caso ou em outro não foram sequer procurados.
E o pior, para a minha profissão, é que a imensa maioria dos jovens profissionais de imprensa, que “se acham”, nem sequer percebem o óbvio.
Obra de engenharia cai porque é mal projetada ou mal-feita. Ou mal fiscalizada.
Não porque é “da Copa”.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18889

MÍDIA VIRA-LATAS AINDA CONSPIRA CONTRA A COPA:MÍDIA USA TRAGÉDIA EM BH PARA SUA REVANCHE NA COPA

04.07.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145652/M%C3%ADdia-usa-trag%C3%A9dia-em-BH-para-sua-revanche-na-Copa.htm

PESQUISA EXPÕE O VEXAME DA IMPRENSA VIRA-LATAS

04.07.2014
Do portal BRASIL247, 03.07.14

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145632/Pesquisa-exp%C3%B5e-o-vexame-da-imprensa-vira-latas.htm

A bola e as urnas, tudo a ver

04.07.2014
Do BLOG DO MIRO, 03.07.14
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:


O Instituto Datafolha conclui que o ambiente festivo da Copa do Mundo melhora as chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Os dados coletados na última pesquisa de intenção de voto, publicados na quinta-feira (3/7), mostram basicamente uma interessante oscilação no humor do eleitorado, mas demonstram principalmente que essa volatilidade do espírito afeta escolhas importantes. Eis aí uma oportunidade de ouro para a imprensa.

Na primeira página da Folha de S.Paulo é apresentado em destaque o gráfico que mostra a intenção de voto para presidente da República, onde Dilma Rousseff (PT) aparece com 38%, Aécio Neves (PSDB) tem 20% e Eduardo Campos (PSB) conta com 9%. Ao lado, três textos curtos acrescentam que 76% das pessoas consultadas desaprovaram os xingamentos à presidente na abertura da Copa do Mundo, 60% afirmaram que a organização do Mundial no Brasil provoca orgulho e 65% disseram que os protestos durante a Copa causaram vergonha.

Num resumo superficial, pode-se dizer que o futebol afeta diretamente a política, e que o brasileiro tende a mostrar mais satisfação com o contexto geral do País quando uma paixão nacional como o jogo da bola oferece motivo para contentamento. As multidões de turistas que se movimentam atrás de suas equipes têm produzido nos brasileiros uma sensação esfuziante de pertencimento, de integração com o resto do mundo, a que a maioria dos cidadãos não tem acesso em suas duras rotinas.

Nas análises dos especialistas citados pelo jornal, afirma-se que a Copa mudou o humor da população, e isso beneficiou a presidente que tenta se reeleger. De modo geral, essa constatação estava presente na pesquisa feita pelo Ibope Inteligência sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria e divulgada no dia 19 de junho.

A coleta de opiniões do Ibope, feita logo após a abertura oficial da Copa, mostrava uma recuperação ainda mais marcante da presidente, com a percepção geral de que o evento seria um sucesso, desmontando as previsões alarmistas divulgadas pela imprensa nos longos meses que antecederam a festa na arena do Corinthians.

Uma chance para a mídia
A Folha chama de “maracanazo social” a perspectiva de conflitos constatada antes do início da Copa do Mundo e, em sua principal análise, observa que não é principalmente o desempenho da seleção nacional, mas a organização da festa, que tem resgatado o “orgulho de ser brasileiro”. Essa reversão de sentimentos, que acua num canto do quintal os que faziam o coro dos vira-latas, não apenas reduz o negativismo na política, mas principalmente altera para melhor as expectativas com relação à economia.

Um dado interessante, também citado pelo analista, dá uma dimensão mais clara do fenômeno provocado pelo esporte: na intenção de voto espontânea, Dilma Rousseff ganha seis pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior do Datafolha – e isso a coloca, em termos proporcionais, num patamar de apoio próximo ao que recebia há um ano. Numa eventual disputa em segundo turno, ela venceria com relativa folga qualquer um de seus potenciais adversários.

Mais do que um conjunto de indicadores sobre a perspectiva das urnas, o resultado da pesquisa Datafolha, analisado em conjunto com a consulta feita pelo Ibope Inteligência, oferece elementos instigantes para quem se interessa em estudar o comportamento coletivo sob influência da mídia.

Como a mudança de humor do brasileiro está mais relacionada à capacidade demonstrada de organizar um evento complexo como uma Copa do Mundo do que ao desempenho da seleção nacional de futebol, tem-se claramente a constatação de que essa reversão não estará oscilando muito no futuro próximo, a depender dos resultados no campo de jogo.

Por que se diz que essa circunstância representa uma oportunidade de ouro para a mídia tradicional? Porque os indicadores revelam que o brasileiro se mobiliza mais rapidamente e com mais efetividade no sentido da esperança e do otimismo do que na direção do pessimismo.

A Copa do Mundo oferece à imprensa a chance de se reconciliar com o povo brasileiro não apenas na torcida de futebol, mas principalmente no campo político, onde a mídia tem estimulado rancor e radicalismo nos últimos anos.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/a-bola-e-as-urnas-tudo-ver.html

Barbosa sai do STF pela porta dos fundos

04.07.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 03.07.14

Saída sem adeus

O silêncio da maioria dos ministros sobre a renúncia e a sessão final de Joaquim Barbosa se autoexplicam

A maneira como Joaquim Barbosa encerrou sua participação no Supremo Tribunal Federal, saindo no decorrer da sessão e sem que houvesse a formalidade de despedida dos colegas e de advogados, não se deveu só --se é que se deveu em alguma medida-- a peculiaridades psicológicas ou outras do ex-ministro. Foi uma decorrência do ambiente de convívio difícil no Supremo, pontuado por frequentes exposições de hostilidade, no qual Joaquim Barbosa figurou como centro gerador.

Alguma coisa desse ambiente foi exibida ao país em certos momentos televisados do julgamento do mensalão, nas eventualidades em que o relator Joaquim Barbosa se viu confrontado por discordâncias. Situações, quase todas, com o ministro Ricardo Lewandowski como alvo.

Mas, na vida não exposta do Supremo, as dificuldades e impossibilidades de convívio --mesmo o convívio meramente profissional-- não estiveram restritas aos dois ministros, nem começaram nas sessões sobre o mensalão. À altura deste julgamento, já vinham de longe.

A respeito bastará lembrar a renúncia, ainda antes de entrada a ação 470, da ministra Ellen Gracie, também ex-presidente do tribunal. Entre os motivos de sua decisão, se não foi o único, esteve a inaceitação das circunstâncias internas do Supremo que, mesmo sem o seu envolvimento direto, lhe pareciam intoleráveis. Discreta, Ellen Gracie nunca fez, de público, sequer insinuação sobre qualquer aspecto do tribunal, nem da sua decisão de retirar-se. Uma renúncia inesperada e inexplicada já é, no entanto, uma sugestão.

O silêncio da maioria dos ministros sobre a renúncia e a sessão final de Joaquim Barbosa se autoexplicam. Ainda assim, houve quem quisesse falar. Marco Aurélio Mello: "Vossa Excelência [Ricardo Lewandowski] vai assumir a presidência do Poder Judiciário. (...) Precisamos resgatar os valores quanto a essa mesma chefia. (...) Precisamos voltar ao padrão anterior, (...) que deve ser também o das instituições brasileiras. E esse padrão foi arranhado na última gestão".

Gilmar Mendes, sobre Joaquim Barbosa e o julgamento do mensalão: "Foi um julgamento muito difícil, muito tumultuado. (...) Tudo contribuiu para certa agitação, assim como o temperamento do ministro Joaquim Barbosa".

Joaquim Barbosa, já do lado de fora, enquanto a sessão continuava no tribunal, repetiu as insinuações, vagas, mas identificáveis, de motivações ímprobas dos ministros que dele discordam. Mas, como disse para quem quiser crer, sai de "alma leve".

Ao que se pode supor, assim ficará, também, o ambiente no Supremo.
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/07/barbosa-sai-do-stf-pela-porta-dos-fundos.html