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quarta-feira, 2 de julho de 2014

O choro da seleção e a mídia

02.07.2014
Do BLOG DO MIRO, 
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:


A conversa do dia é o choro dos meninos da seleção.

Nossa seleção chora de medo, um pavor profundo, um abismo, um buraco escuro na terra. Felipão, o verdadeiro, perdeu a energia e ficou desorientado. O capitão Tiago Silva sentiu medo de cobrar pênalti. Não conseguia nem olhar o chute dos outros. Chorou tanto que ninguém entendeu. 

Julio Cesar também chorou e todo mundo entendeu. 

Neymar seria o primeiro a bater o pênalti. Preferiu ficar por último. Vencemos, apesar de tudo. Mas não sabemos até onde vamos caminhar. Que importância tem isso? 

Nada, quem sabe. 

Hoje, tudo. 

Eu tinha 5 anos quando o Brasil ganhou a primeira Copa. Estava no terraço – na época não se dizia varanda – do apartamento onde morava, ali na rua Cincinato Braga, no bairro paulistano do Paraíso. Lembro do barulho do alto falante de um caminhão que passava pela rua, no volume máximo, antes de desaparecer no paralalepípedo: 

- A Copa do mundo é nossa

Com o brasileiro não há quem possa...

Eeeeeeta esquadrão de ouro

É bom no samba, é bom, no couro
Nem meus pais nem meus irmãos conheciam a música da seleção. Quem cantava era Lola, a babá, uma quase adolescente levada para trabalhar em nossa casa por Alaíde, a irmã mais velha, mais durona. Lola, que era muito mais bonita, sambava e cantarolava no terraço – quando os patrões estavam longe – com sua voz suave, o sorriso sempre nos lábios, os cabelos grandes e crespos, de um jeito que só ficaria na moda dez anos depois.

Fui bicampeão quando estava de cama, em 1962.

Doente, ouvi a final contra a Checoslováquia no quarto de casal dos meus pais. Lembro da voz de Fiori Gigliotti narrando cada gol pelo rádio, um Emerson num estojo de couro marron. O locutor mobilizava o país inteiro numa vibração emocionada, em que os objetos inanimados daquele quarto – o criado mudo, o abajur, as roupas dentro do armário, os cabides, os ternos do meu pai, o sapato de couro e sola de borracha do meu pai, aquelas gravatas bonitas como nunca vi igual, as bolsas que minha mãe guardava em caixas de papelão, e até o revolver 32 que meu pai manteve guardou até descobrir que os filhos estavam brincando com ele – pareciam fazer parte da torcida. 

Quando a partida foi chegando ao final, eu estava tão emocionado que tive um delírio, coisa de Jorge Luís Borges. Imaginei que do outro lado do mundo, numa pequena casa na Checoslováquia, um menino ouvia o mesmo jogo ao lado do pai. Mas, na partida transmitida de rádio para aquele país, os checos é que venciam os brasileiros, também por 3 a 1. Os gols haviam sido feitos na mesma sequencia, no mesmo minuto – e lá, como na minha casa, todos estavam em festa, participando da mesma alegria única, inocente, que só o futebol permite. 

Esta era minha final imaginária. Eu pulava e abraçava meu pai em São Paulo, e, no mesmo minuto, na Checoslováquia, em movimentos sincronizados e simétricos, aquele menino e seu pai também se abraçavam. Eu dava socos no ar, gritava o nome dos nossos jogadores, o menino gritava o nome dos jogadores da seleção deles, com aqueles nomes esquisitos. Aos poucos, eu via que as ruas de São Paulo e da Checoslováquia estavam ficando cheias, eram duas multidões comemorando a Copa do Mundo, sem perceber que, no país do time adversário, também havia uma grande festa, que as pessoas que falavam outra língua e usavam roupas diferentes - além de tudo, os checos eram comunistas - também eram campeãs mundiais, porque tudo não havia passado de uma magia, de um sonho, embalado pelos locutores de rádio, onde ninguém era derrotado, e só haviam vencedores e todos podiam ficar alegres. 

Antes que alguém pergunte, cinco décadas depois, eu respondo. 

Não. Não havia mensagem nessa fantasia. Nem utopia. Era pura maravilha, dos bons contos de fada, que são belos porque não querem nos levar a lugar algum, apenas a mundos que não existem, onde vigoram ideias que nunca pensamos, sonhos que nunca tivemos. 

Um pouco como acontece com o futebol, vamos reconhecer. 

Em 1970, repórter esportivo, cheguei a ouvir num vestiário do time que ia para o México, de onde voltou com o tri, um comentário pavoroso: “Por que o Médici não manda dar porrada nos jornalistas que só falam mal da seleção?”

A natureza humana é crítica, os motivos para queixas existem. 

Sempre houve torcida mau humorada e até contra. Até quando isso era arriscado porque vivíamos numa ditadura. Esse direito é inegociável e deve ser respeitado. 

Meio século depois, estamos em julho de 2014. 

Mas, pela primeira vez na história do conto de fadas do futebol, é proibido torcer a favor. É suspeito. Quem sabe, corrupto. Em alguns ambientes até provoca risadinhas de malícia. 

Agora há uma raiva grande contra as alegrias do povo. Há o cinismo. 

Isso arranca lágrimas dos meninos. No time de 2014, não há nenhum adulto. Ninguém com autoridade para gritar, levantar a cabeça e reagir. 

É um problema real, do time, mas não é só. 

No começo, era chique pensar que o concreto dos estádios não era concreto. Também valia questionar estatísticas sem estatísticas. Foi daí que veio o VTNC. 

Depois, vieram os estrangeiros, que nunca tiveram dificuldade para se impor sobre a multidão de vira-latas que perambulam pelo país, buscando oportunidades para o bolso em várias formas de lixo humano. 

Eles projetaram detalhadamente um apocalipse final, que deixasse a todos com culpa, a todos irmanados naquele que é o sentimento mais profundo e necessário a sua visão de mundo – a vergonha de ser brasileiro. É este sentimento que leva a oferecer tudo, até nossas moças, a estrangeiros, sem o menor respeito, sem perceber que mesmo as mais humildes podem nos dar lições preciosas, ingênuas só na aparência, como fez a babá Lola naquele terraço de 1958. 

Não basta ganhar. É preciso merecer. Holandês pode cavar pênalti. Brasileiro não pode. 

Vamos pressionar os juízes para que, na dúvida, fiquem contra o Brasil. 

É por isso que os meninos choram. Craques têm o temperamento delicado, são verdadeiros animais de raça, fáceis de assustar, a tal ponto que alguns cavalos de raça correm com viseira. Têm a sensibilidade absoluta, como grandes artistas. Sentem-se abandonados pela falta de um sonho que ninguém sonhou, pela ausência de palavras que ninguém disse. O nome disso é angustia. 

E é ela que ameaça nossos craques. 

O país já venceu o primeiro combate, de fazer a Copa. Não foram só os aeroportos, os estádios, as melhorias que, mesmo entregues pela metade, ou três quartos, ou 100%, ou 0%. 

Quem garantiu uma grande Copa foi o povo brasileiro, com sua hospitalidade, seu humor, seu amor pelo futebol. Imagine se fosse um campeonato de críquete. 

A auto crítica universal de tantos medalhões confirma que a partir de 2013 se produziu uma Escola Base. Na versão original, ocorreu uma denúncia a partir de um engano, do serviço mal feito, do exibicionismo, do sensacionalismo. 

Desta vez, criou-se um ambiente negativo contra um país inteiro, que não se baseava num erro nem em vários erros – mas no oportunismo político. No quanto pior, melhor. 

Até hoje o anti Copa não desistiu de ver a derrota de brasileiros em sua própria casa. Espera colher frutos em outubro. Quer o povo de cabeça baixa. 

Isso abriu um abismo entre a seleção e o país. Por essa razão os craques choram, não se equilibram, sentem medo com facilidade. 

Essa distância precisa ser vencida. Quem diz é o craque Tostão: 

“O que salva a seleção é o envolvimento emocional dos jogadores, empurrados pela torcida e pela pressão de jogar em casa.”

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/o-choro-da-selecao-e-midia.html#more

OS MALES DO IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO: Fiasco huno

02.07.2014
Do portal BRASIL247
Por  MARCELO ZERO       
Estratégia da guerra e da pilhagem, seguida pelo governo dos EUA, não é compatível com século XXI
Marcelo ZeroNão, não é a Copa. A Copa vai muito bem, obrigado. O Brasil está realizando a melhor Copa do Mundo da história, segundo publicações estrangeiras.
 
O que não vai bem é a política externa dos EUA. Sempre renovando a sua tradição de truculência e estultice, ela semeia caos e destruição por onde passa. Parece um novo Átila.
 
Veja-se o caso do Iraque. Em 2003, após mentir descaradamente para o mundo e sua própria população, alegando que Saddam Hussein tinha armas de destruição de massa e representava um "grave perigo" para seus vizinhos, os EUA invadiram o país que tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo.
 
Quase 2 trilhões de dólares e mais de 500.000 mortos depois, os jihadistas do ISIS (Islamic State of Iraq and Syria {ou Levante}- Estado Islâmico do Iraque e da Síria) estão a apenas 60 quilômetros de Bagdá, após terem dominado boa parte do Oeste e do Norte do país.
 
O governo iraquiano, de maioria xiita, liderado pelo primeiro-ministro Al-Maliki, está em pânico com o avanço incontido dos radicais sunitas. Já pediram até "apoio aéreo urgente" aos EUA, que reluta agora em fazer intervenções mais incisivas.
 
O pânico é justificado. O ISIS, que pretende criar o califado de todo o Levante (Palestina, Líbano, Jordânia, Síria e Iraque), é ainda mais radical que a Al-Qaeda, com a qual disputa a hegemonia dos grupos islâmicos rebeldes da região. Ele pretende implantar as mais duras leis islâmicas e, entre suas táticas, inclui a execução sumária de xiitas e de quaisquer inimigos. Também não se furta em divulgar essas execuções na internet e nas redes sociais, como forma de infundir o terror.
 
O governo central tem domínio efetivo somente de Bagdá e do sul do país, de maioria xiita. O resto do país está sob o domínio do ISIS ou é terra de ninguém, à exceção do extremo norte, onde há, na prática, um Estado curdo. O Estado iraquiano está totalmente esfacelado.
 
A imprensa ocidental, em suas reportagens e análises, atribui esse descalabro fundamentalmente ao governo de Al-Maliki, que não soube ou não quis implantar um processo de conciliação nacional, que agregasse xiitas, sunitas e os remanescentes do governo de Saddam Hussein.
 
É fato que o governo de Al-Maliki é inepto e autoritário. Mas isso é somente uma parte da história. O Iraque esfacelado é, na realidade, um resultado direto da política dos EUA e dos seus aliados na região.
 
O fortalecimento e o crescimento do ISIS, que ocupa o Iraque, ocorreram no contexto da tentativa dos EUA e de seus aliados de derrubar o regime Al-Assad, na Síria. O ISIS, bem como outros grupos radicais islâmicos, como o Jabhat al-Nusra (JN), o ramo local da Al-Qaeda, teriam recebido apoio financeiro e armas, entre outros, da Arábia Saudita e do Qatar, grandes aliados dos EUA na região, com o objetivo de desestabilizar Assad, aliado do Irã e historicamente apoiado pela Rússia, que lá tem a sua base naval no Mediterrâneo.
 
Nessa tentativa, submergiram a Síria numa sangrenta guerra civil, que já provocou 160 mil mortos, 6,5 milhões de refugiados internos, 2,5 milhões de refugiados externos e, na prática, a divisão territorial do país.
 
Capitalizado e armado, o ISIS conseguiu ainda cerca de US$ 500 milhões pilhando bancos na Síria. Também conseguiu armamentos mais pesados, capturando despojos de guerra.
 
Com a estabilização das posições territoriais na guerra da Síria, o ISIS passou a investir na expansão de seu domínio no Iraque, atraindo, inclusive, antigos apoiadores do regime de Saddam Hussein e grupos radicais islâmicos, e aproveitando-se da fragilidade do governo de Al-Maliki.
 
Portanto, o atual caos iraquiano e sírio, e a ascensão de grupos extremamente radicais, como o ISIS, resultam, em boa parte, da política externa norte-americana e da ação de seus aliados europeus e regionais na área.
 
Evidentemente, essa ação desastrada na Síria e no Iraque tem antecedentes. Na década de 1980, os EUA apoiaram os mujahedin em sua luta no Afeganistão contra o governo local apoiado pela então União Soviética. Mais tarde, esses grupos islâmicos constituíram a base dos Talibãs, que dominaram o país antes da intervenção norte-americana.
 
Hoje, quase 13 anos após a intervenção dos EUA e aliados, o Afeganistão, assim como o Iraque e a Síria, também é uma nação esfacelada. Há cerca de 600 mil refugiados internos e 1,6 milhão de afegãos refugiados no exterior. Somente em 2013 morreram cerca de 3.000 afegãos nos conflitos internos, a maioria civis inocentes, incluindo crianças. O Talibã voltou a atuar em amplas áreas do país, inclusive na capital, Cabul. A produção de heroína e ópio quadruplicou. O pior, contudo, é que não há propriamente um Estado nacional afegão. O país continua a ser dominado por grupos tribais e os antigos "senhores da guerra". O seu presidente, Hamid Karzai, é, na prática, uma espécie prefeito de Cabul. E, em termos socioeconômicos, o Afeganistão continua a ser um dos países mais pobres do mundo.
O mesmo padrão de intervenção desastrada, desta vez com a sanção da ONU, ocorreu recentemente na Líbia. A derrubada de Kadafi submergiu o país num caos dominado por várias milícias que não obedecem ao fraco e corrupto governo nacional. Há inúmeras denúncias de graves violações de direitos humanos, que fariam corar o próprio Kadafi. A Líbia, no seu caos político e administrativo, também se tornou uma fornecedora de armas para vários conflitos internacionais. Diga-se de passagem, foi da Líbia, via Qatar, que vieram muitas das armas utilizadas pelos grupos islâmicos radicais que combatem na Síria, inclusive o ISIS.
Há, enfim, uma débâcle geral que se segue a essas "intervenções humanitárias". Hoje, o governo norte-americano não consegue nem mais convencer a sua própria população do acerto de suas ações. Recente pesquisa de opinião feita pelo jornal USA Today mostra que somente 37% da população dos EUA acham que as intervenções no Iraque e no Afeganistão cumpriram seus objetivos. E não há grandes diferenças de opinião entre Republicanos e Democratas a esse respeito. Todos reconhecem o inegável fracasso.
 
Os Republicanos, é claro, agora culpam Obama pelos descalabros. Mas, a bem da verdade, Obama está apenas lidando (mal) com os destroços de uma política míope e intervencionista criada fundamentalmente ao longo de governos republicanos.
 
Trata-se de uma política que, em nome da "defesa da democracia", destrói Estados nacionais e quaisquer perspectivas de construir autênticas democracias. Trata-se também de uma política que, em nome do "combate ao terrorismo", insufla e fortalece grupos extremamente radicais e intolerantes.
 
Além disso, é uma política que mata. Que não protege quem deveria proteger.
 
Diziam os antigos que, por onde Átila e seu cavalo passavam, não nascia mais a grama.
 
Hoje, pode-se dizer que, por onde passa essa política externa intervencionista e militarista dos EUA e seus aliados, não nascem democracias e Estados viáveis. E morre muita gente.
 
Os hunos não conheciam outro caminho para a prosperidade que a guerra e a pilhagem. Os EUA bem que podiam fazer melhor.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/145401/Fiasco-huno.htm

Especialista diz que Copa no Brasil é mais bem organizada que Jogos de Londres

02.07.2014
Do BLOG DO SARAIVA



Do G1


"David Ranc, um especialista francês em esportes e relações internacionais, afirmou à imprensa francesa que a Copa do Mundo no Brasil neste ano está sendo mais bem organizada que a Olimpíada de Londres, de 2012. O pesquisador faz parte do projeto Pesquisa em Futebol em uma Europa Expandida (Free, na sigla em inglês), um consórcio que reúne universidades de vários países da União Europeia e da Turquia. Após a polêmica, ele escreveu um artigo no site do projeto reafirmando sua comparação e deu explicações sobre o assunto.
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Para Ranc, o grande número de reportagens negativas e críticas feitas antes do início da Copa são fruto de racismo e preconceito contra países do Hemisfério Sul, e que não aparecem quando se trata de mega eventos organizados pelo Hemisfério Norte.
O pesquisador citou três exemplos de como os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, tiveram fatos que mostram uma organização pior que a que o Brasil vem mostrando na Copa: o fato de que muitas cadeiras ficaram vazias em várias competições, ao ponto de os organizadores chamarem membros do exército para preenchê-las; a mobilização do exército britânico para cobrir as lacunas da empresa privada contratada para cuidar da segurança dos Jogos, já que ela acabou contratando menos seguranças do que o necessário; e um incidente no qual o governo britânico permitiu que o exército instalasse um lança-míssil em propriedade privada nos arredores dos locais de eventos esportivos.
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Outras gafes, como quando a bandeira da Coreia do Sul foi confundida com a da Coreia do Norte, ofendendo os competidores.
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No caso do Brasil, o alarde foi sobre estádios e obras de mobilidade que não ficariam prontos a tempo e atrapalhariam o andamento do evento, além das manifestações que se espalhariam pelas cidades-sede. "A não ser que eu esteja enganado, até agora nada disso aconteceu realmente."
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Sem querer criticar a Olimpíada de Londres, que ele disse que foi em geral bem organizada, o pesquisadores explica o motivo da comparação: mostrar o abismo entre realidade e percepção. “Sempre que um evento é organizado em um país do Sul, o discurso, e a memória, é de um fiasco em potencial, que em geral não se materializa. Sempre que um evento é organizado em um país nórdico, o discurso, e a memória, é de sucesso, mesmo quando houve fiascos de verdade”, diz Ranc."
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/07/especialista-diz-que-copa-no-brasil-e.html

APÓS INSULTO DA ESTREIA, TORCIDA CLAMA POR DILMA

02.07.2014
Do portal BRASIL247

: Com mais camisas amarelas que azuis dos argentinos, o Itaquerão registrou nesta terça-feira gritos de "olé olá, Dilma, Dilma" em apoio à presidente da República; na abertura da Copa, em 12 de junho, Dilma foi xingada pela torcida, em episódio fortemente criticado por diversos setores da sociedade
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/247_na_copa/145385/Ap%C3%B3s-insulto-da-estreia-torcida-clama-por-Dilma.htm

O STF retoma o equilíbrio

02.07.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 01.07.14
Por Rodrigo Martins

O plenário anula decisões arbitrárias de Joaquim Barbosa 

O resultado era esperado. Por 9 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou na quarta-feira 25 um recurso apresentado pela defesa do ex-ministro José Dirceu e concedeu ao petista o direito de trabalhar na biblioteca do escritório de advocacia de José Gerardo Grossi, em Brasília. Sabedor da derrota de sua posição, Joaquim Barbosa não participou da sessão.

Antigo relator do processo do “mensalão”, Barbosa havia negado o benefício a Dirceu e revogado as autorizações de trabalho concedidas por juízes de Primeira Instância a outros sete condenados, entre eles Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT.
Ao negar os benefícios em maio, o ministro sustentou que os condenados ao regime semiaberto só teriam o direito ao trabalho externo após cumprir um sexto da pena na prisão. O despacho contrariou uma jurisprudência consolidada havia mais de 15 anos pelo Superior Tribunal de Justiça. Além disso, vislumbrou na oferta de emprego a Dirceu um “arranjo entre amigos”.
Todas as teses foram demolidas por seus pares no julgamento da quarta 25. Apenas o ministro Celso de Mello concordou com a exigência de cumprimento mínimo de um sexto da pena, mas afastou qualquer suspeita sobre a lisura do empregador, de quem foi colega no Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, Grossi assumiu o compromisso de abrir as portas do escritório de advocacia para qualquer atividade de fiscalização. A partir de agora, Dirceu está autorizado a deixar o Complexo da Papuda para cumprir sua jornada de trabalho, com salário de 2,1 mil reais.
Barbosa declarou-se impedido de participar da sessão, após envolver-se em uma querela com o advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do ex-deputado José Genoino. Por várias semanas, o presidente do STF recusou-se a incluir na pauta do plenário o julgamento dos agravos interpostos por condenados no “mensalão”. Em 11 de junho, Pacheco subiu à tribuna para protestar, e lembrou que processos com réu preso devem ter prioridade. Irritado, Barbosa interrompeu o advogado e ordenou sua retirada do plenário por seguranças. Do lado de fora, Pacheco acusou o ministro de abuso de autoridade e comparou-o a Tomás de Torquemada, o notório inquisidor do século XV.
Em apoio a Pacheco, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil destacou em nota que o presidente do STF não era “intocável” e deveria prestar conta de seus atos. “Sequer a ditadura chegou tão longe no que se refere ao exercício da advocacia”, apontava o texto. A despeito da forte reação contrária aos seus atos, o magistrado apresentou queixa contra Pacheco por desacato, calúnia, difamação e injúria.
O advogado de Genoino afirma desconhecer o teor da representação enviada por Barbosa ao Ministério Público Federal, razão pela qual preferiu não se manifestar a respeito. “Independentemente do resultado do nosso pleito, esperamos que a imparcialidade seja restabelecida no STF”, limitou-se a dizer um dia antes de o pedido de prisão domiciliar de seu cliente ser recusado pelo plenário da Corte.
A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Luís Roberto Barroso, amparado em quatro laudos médicos oficiais que negam a existência de cardiopatia grave no caso do ex-deputado. “A situação dele não é diversa daquela de centena de outros detentos, há muitos em situações mais delicadas”, afirmou Barroso.
Somente os ministros José Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski votaram a favor da prisão domiciliar. Os ministros divergentes destacaram a informação prestada pelo médico José Ricardo Lapa da Fonseca, do Centro de Internamento e Reeducação, sobre a inexistência de assistência emergencial na Papuda no período noturno, aos fins de semana e feriados. Segundo a defesa, Genoino enfrenta dificuldades no presídio para controlar os níveis de coagulação no sangue, o que poderia desencadear uma embolia ou um derrame.
Em habeas corpus encaminhado ao STF no fim de maio, Dirceu também alegava ter sofrido “constrangimento ilegal imposto pelo ministro Joaquim Barbosa”. A primeira ilegalidade, sustentam seus advogados, foi a suspensão da análise da oferta de trabalho externo, em fevereiro, motivada pela denúncia de uso irregular de celular nas dependências do presídio veiculada por um jornal. No afã de investigar o suposto desvio de conduta, a promotora Márcia Milhomens pediu a quebra do sigilo telefônico em duas coordenadas geográficas que, descobriu-se mais tarde, correspondiam ao Complexo da Papuda e ao Palácio do Planalto.
Provocado pela Advocacia-Geral da União, que viu na medida uma bisbilhotice injustificável, o Conselho Nacional do Ministério Público abriu um inquérito para apurar a conduta da promotora. Nesse meio-tempo, a investigação sobre o uso irregular de celular por Dirceu acabou arquivada, após a direção do presídio desmentir o jornal e informar que naquela data específica o condenado não recebeu visitas ou teve acesso a telefones.
“De toda forma, a análise da oferta de trabalho não deveria ser suspensa com base numa simples denúncia”, afirma Rodrigo Dall’Acqua, um dos advogados de Dirceu. “Somente quando se viu obrigado a avaliar o caso, Barbosa apresentou a tese de cumprimento mínimo de um sexto da pena.”
A decisão foi criticada tanto pelo procurador-geral da Justiça quanto pela OAB. Segundo a Ordem, a alteração das regras poderia prejudicar até 100 mil presos que cumprem pena no regime semiaberto. Com a recente decisão do plenário do STF, volta a valer a jurisprudência anterior à decisão de Barbosa. Na quinta 26, Barroso liberou Delúbio Soares para trabalhar, mas negou as solicitações de Romeu Queiroz, ex-deputado, e Rogério Tolentino, ex-advogado de Marcos Valério de Souza. O ministro considerou irregular o desejo de Queiroz de trabalhar em sua própria empresa e contratar Tolentino.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/806/o-stf-retoma-o-equilibrio-8309.html

Arruda e Jaqueline Roriz, do mensalão do DEM, declaram apoio e se unem a Aécio.

02.07.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,01.07.14 

Arruda, Jaqueline Roriz, Luiz Estevão, trensalão, mensalão do DEM e mensalão tucano ... esse passado de volta é a "mudança" de Aécio.


Foto de Arquivo - Arruda e Aécio tem uma longa história de afinidade política e compadrio.



O ex-governador José Roberto Arruda (PR-DF), do mensalão do DEM, graças à lerdeza do ex-Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, em denunciar, e do sistema Judiciário em julgar, oficialmente ainda tem a ficha limpa e é candidato ao governo do Distrito Federal.

Ele já declarou apoio a Aécio Neves (PSDB-DF). Aliás Arruda é um ex-tucano. Na época da violação do painel do Senado, ele era líder tucano na casa.

Esse compadrio entre Arruda e Aécio é uma espécie de coligação dos mensalões que "deram certo" para eles, pois os dois casos acabaram em pizza até agora, e não há a menor pressão da TV Globo, da revista Veja, dos jornalões Folha e Estadão em cobrar ética na política nestes casos, nem indignação dos colunistas destes meios de comunicação demotucanos com a pizza.



Trensalão do Alckmin e de Arruda

Em 2009, Arruda ainda era governador e assina contrato com Alstom para fornecimento de vagões para o metrô de Brasília. A cerimônia contou com a presença de José Serra (PSDB-SP).
Outra coisa que liga Arruda aos tucanos é o trensalão, escândalo de contratos superfaturados de trens do metrô. Segundo investigações, o esquema atuou tanto no Metrô de São Paulo, como no de Brasília, na época em que Arruda governava.

Apoios de Jaqueline Roriz e Luiz Estevão

A convenção que oficializou a candidatura de Arruda, teve a presença e o apoio da deputada Jaqueline Roriz, flagrada em vídeo recebendo maço de dinheiro no mensalão do DEM.



Outro apoio de peso (e bota pesado nisso) é o ex-senador Luiz Estevão, condenado a 31 anos de prisão, por fraude em licitações e superfaturamento na construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, na década de 1990. Estevão já teve condenação confirmada no STJ, mas ainda recorre no STF.

Unidos pela blitz

Enquanto o STF não julga Estevão ele leva um estilo de vida em Brasília muito parecido com o que Aécio levava no Rio. Estevão foi pego em uma blitz dirigindo sua Ferrari sem carteira e sem placa dianteira.




Aécio foi pego em uma blitz na madrugada do Rio, dirigindo um Land Rover registrado como sendo veículo de trabalho de uma rádio em Belo Horizonte, com a carteira vencida e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/07/arruda-e-jaqueline-roriz-do-mensalao-do.html#more

Barbosa: caso único de juiz que dá cartão vermelho para si mesmo

02.07.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 30.06.14
Por Helena Sthephanowitz 

Nesta terça feira Joaquim Barbosa preside sua última sessão antes de se mudar para Miami. Vai deixar saudade? 
SCO/STF
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Barbosa está às vésperas da aposentadoria, mas a maneira como passará para a História ainda será concluída
Na semana passada, o ministro e ainda presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, faltou ao julgamento dos recursos dos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão. Foi mais uma de suas decisões políticas, apesar do cargo que ocupa não ser adequado a tal politização. Sabia que suas sentenças monocráticas – que ele decidiu sozinho – de impedir ou revogar direito ao trabalho externo de réus como  Delúbio Soares, José Dirceu, João Paulo Cunha e outros, seriam modificadas. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, representante da parte interessada na condenação, havia dado parecer favorável ao trabalho externo.
O resultado foi nove votos a favor do trabalho externo e apenas um contra. Até Gilmar Mendes, o ministro mais identificado com a oposição demo-tucana, votou a favor de respeitar os direitos dos apenados ao trabalho externo, conforme rege as leis e a jurisprudência.
Nesta terça feira (1º), Joaquim Barbosa preside sua última sessão antes de se mudar para Miami. Vai deixar saudade? Em seus 12 anos como ministro do Supremo ele colecionou bate-bocas, discussões ríspidas, trocas de ameaças, ofensas e até um princípio de 'barraco'.
Marco Aurélio Mello foi um dos ministros que tiveram acaloradas discussões com Barbosa no Supremo. Em 2004, Barbosa chegou a chamar o colega para “resolver a questão fora do tribunal”. Já em 2008, após declarar não ser um “negro submisso”, Marco Aurélio disse que o colega era complexado.
Eros Grau, aposentado do STF em 2010, também foi alvo do estilo agressivo de Barbosa, e chegou até a abandonar uma sessão. No ano de 2008, um episódio quase terminou em violência, após Eros autorizar a soltura de um preso, Barbosa teve de ser contido ao partir para cima do colega, proferindo ofensas como “burro” e “velho caquético”. Teve que ouvir como resposta um irônico: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse em um velho também”.
Em discussões 'famosas' com o ex-presidente Gilmar Mendes, acusou publicamente: “Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro” e completou: “Quando se dirigir a mim, não pense que está falando com seus capangas de Mato Grosso”. Em outra ocasião, ouviu: “Vossa Excelência tem complexo! Por isso que vive falando em República das Bananas!”.
O “rival” de maior destaque, foi Ricardo Lewandowski, com quem desde o início do processo do mensalão travou inúmeros debates, e contra quem, muitas vezes extrapolou para ofensas, como quando Barbosa, já no cargo de presidente do Supremo, acusou  Lewandowski de 'fazer chicanas'. Após o fim do julgamento, Barbosa ainda revogou decisões de Lewandowski sobre o caso, causando desconforto entre os demais ministros do colegiado.
Magistrados, aliás, devem cumprir seu dever de julgar, usar seu saber jurídico para aplicar a lei, independentemente das turbas nas ruas, das pressões da mídia e de como votarão seus colegas. Então, por qual razão Barbosa fugiu ao dever de presidir a sessão que julgou o direito ao trabalho daqueles réus? Mesmo sendo voto vencido, seria uma oportunidade para ele, pelo menos, explicar e justificar suas decisões.
Talvez a resposta seja justamente suas decisões anteriores serem inexplicáveis e injustificáveis à luz do Direito, só encontrando explicação no exercício político de seu cargo. Logo, ou daria um voto pífio, evasivo, que não lhe traria holofotes, ou se embananava na hora de fundamentar melhor seu voto, com grande chance de produzir mais uma peça que entraria para o folclore dos meios jurídicos, pelos absurdos.
Semelhante a quando advogados recomendam o silêncio a seus clientes para não serem incriminados.
Além disso, havia sempre o risco de um deslize em caso de mais um eventual – e provável – bate-boca com os colegas de toga, deixando escapar intenções eleitorais por trás das sentenças extravagantes. Para quem almeja entrar na carreira política candidatando-se a algum cargo em 2018, melhor evitar deslizes nesta hora, já que atos arbitrários pararam de trazer dividendos em forma de popularidade.
Já que estamos em plena Copa do Mundo, cabem metáforas futebolísticas para sua ausência ao julgamento. Barbosa é caso único de juiz que deu cartão vermelho para si mesmo.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/06/barbosa-caso-unico-de-juiz-que-da-cartao-vermelho-para-si-mesmo-1283.html