terça-feira, 1 de julho de 2014

COBERTURA DA COPA A ideologia do fracasso

01.07.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Celso Vicenzi*, na edição 805

Manchete da Folha de S.Paulo de domingo (29/6), após a vitória brasileira nos pênaltis contra o Chile: “Júlio César e trave salvam Brasil de vexame em casa”.
Há muito tempo – mas cada vez mais – os maiores veículos de comunicação do país têm feito escolhas editoriais que procuram menosprezar os avanços sociais e criar um sentimento de derrota, em todas as áreas. Tentaram de tudo para transformar a Copa do Mundo num pesadelo nacional e não pouparam más notícias. Algumas catastróficas (caos aéreo, imobilidade urbana, violência etc.).
A Copa não foi um primor de organização, mas está longe de comprometer o espetáculo. Pelo contrário: os estádios estão cheios, os turistas e torcedores – exceções à parte – só têm elogios para o clima de alegria e fraternidade. Os imprevistos são aqueles comuns a qualquer grande evento em qualquer lugar do mundo. Os gastos com estádios, que pareciam fora da realidade, revelaram-se bem menos exorbitantes do que a imprensa tentou incutir entre os brasileiros. Segundo a própria Folha, o equivalente a uma semana do que se investe em educação no país. E parte do dinheiro investido é empréstimo e retornará aos cofres públicos.
Quase nenhuma reportagem abordou as vantagens de sediar a Copa, os empregos gerados, os investimentos realizados na infraestrutura, que irão permanecer. E mais do que tudo: quanto vale uma imagem positiva do país, como esta que parece que os turistas e as seleções que aqui estiveram estão levando a seus países? Quanto vale ser o centro da atenção do mundo por 30 dias? Quanto vale mexer com a autoestima de um país? E, aqui, não me refiro ao desempenho da seleção, mas à alegria de receber elogios à nossa hospitalidade, às belezas do país, às virtudes de nosso povo.
Resquícios de uma nação colonizada
Vale muito. E é por isso que a Folha – aqui apenas como exemplo, pois representa o pensamento de boa parte da nossa mídia – exagera e tenta criar na população brasileira, em contraponto à autoestima que vive neste momento, um clima de menosprezo ao seu país.
Perder um jogo, ainda mais em Copa do Mundo, desde que não seja por um placar elástico, nunca foi nem nunca será um vexame. Temos a mania de achar que, sobretudo no futebol, qualquer adversário é fácil de ser batido. Mais do que isso: não basta vencer, é preciso dar show, é preciso dar olé. Nas derrotas, dificilmente o brasileiro reconhece as qualidades do time adversário, preferindo encontrar culpados: o treinador, o goleiro, um ou mais jogadores.
Nesta Copa, o último campeão – a Espanha – não passou da primeira fase e foi fragorosamente derrotado por 5 a 1 na estreia. Depois de vencer a Copa de 1998, no mundial seguinte, a França também não passou da primeira fase, perdendo dois jogos e empatando um. Saiu do mundial sem ter feito um único gol. Imaginem se fosse o Brasil! A seleção brasileira não tem a obrigação de vencer a Copa porque joga em casa. É apenas um dos favoritos. Das 19 Copas já realizadas, em apenas seis o campeão foi o país sede: Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha Ocidental em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998. Ou seja, ganhar em casa é exceção.
A disseminação do espírito “vira-lata”, como bem o definiu o escritor Nelson Rodrigues, do país que nunca faz nada certo, o exagerado endeusamento de outros países, resquícios de uma nação que foi colonizada, tudo isso ganha amplitude em boa parte da mídia brasileira. A crítica é fundamental, mas a manipulação de fatos com interesses políticos e econômicos torna-se evidente, em milhares de exemplos no cotidiano de boa parte de nossas emissoras de rádio e TV, revistas e jornais – agora também em portais mantidos pelos principais veículos de comunicação.
O apadrinhamento das relações
Temos grandes problemas a resolver no país, entre eles a necessidade de democratizar os meios de comunicação – o que tendenciosamente a mídia traduz por censura, omitindo que vários países democráticos impedem tamanha concentração da propriedade dos meios de comunicação e impõem regras que levam em consideração muito mais o interesse da população do que o dos donos desses veículos.
A ideologia do fracasso, do “vira-latismo” – já quase uma ciência! – gera na população a falsa ideia de que tudo de pior que acontece no mundo ocorre com mais intensidade no Brasil. No entanto, não somos o país mais corrupto, embora sejamos um dos mais desiguais. Segundo a ONG Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 72ª posição entre 177 países. Apesar de ser a sétima economia do planeta, é o 12º com maior desigualdade – o quarto na América Latina. E quando se instituem programas como o Bolsa Família, elogiado pela ONU como exemplo no combate à miséria, a desinformação e a omissão da mídia levam boa parte da população a considerá-lo apenas um programa eleitoreiro ou um gasto desnecessário e sem resultado.
Embora não se diga, setores poderosos da economia e da política brasileira, da nossa elite, têm muito a ganhar com a corrupção. A honestidade tem um custo que nem todos estão dispostos a pagar. Gostamos de alardear a meritocracia num país que se notabiliza pelo apadrinhamento das relações, já amplamente estudado por vários sociólogos e intelectuais.
Sem ufanismo e sem catastrofismo
Por vias tortas, o Brasil vive um momento peculiar da sua história, marcada até aqui principalmente por um passado colonialista, escravocrata e ditatorial. Vivemos o mais longo período democrático e estamos aprendendo a enxergar o que de fato impede a criação de um país mais justo e com melhor qualidade de vida. Durante séculos, tentaram culpar o povo – miscigenado, analfabeto, ignorante, malandro – pelo “atraso”. Hoje, está mais claro que nos falta uma elite disposta a empoderar o povo, libertá-lo da opressão e da exclusão em que vive, derrubar privilégios entre os mais ricos e dividir a riqueza para que alcancemos o desejado patamar de um país com mais justiça social, melhores serviços públicos, mais qualidade de vida e menos violência (sem esquecer que a desigualdade social é a maior de todas as violências).
Contra a ideologia do fracasso, das frases feitas do tipo “aqui nada dá certo”, “o Brasil é assim mesmo”, “o governo não faz nada”, “o brasileiro não trabalha”, “o povo não sabe votar” e outros chavões, há que se disseminar um sentimento de construção, de valorização do que temos de melhor, de crítica ao que precisamos mudar, mas, sobretudo, de responsabilidade pelo país que somos.
Sem ufanismo, mas também sem catastrofismo. Para isso, ajuda muito um bom jornalismo.
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Celso Vicenzi é jornalista
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed805_a_ideologia_do_fracasso

O texto mais estúpido sobre a Copa do Mundo e o futebol

01.07.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO


Celebridade americana de extrema direita caprichou na ignorância e produziu o artigo mais estúpido sobre a Copa do Mundo e o futebol

ann coulter direita futebol copa
Ann Coulter (reprodução)
Saiu o artigo mais estúpido sobre a Copa do Mundo e o futebol. E olha que a concorrência é duríssima (das previsões apocalípticas aos bestialógicos fazendo paralelos entre o torneio e o mundo animal, a morte, a vida etc).
Para chegar ao primeiro posto, a celebridade americana de extrema direita Ann Coulter — advogada, colunista, escritora, apresentadora de TV, loira, alta, uma espécie de Sheherazade alfabetizada –, caprichou na caricatura, na ignorância e na tentativa inútil de fazer graça. O artigo é tão absurdo que você se pergunta se não foi produzido no Coxinheitor.
Não é novidade que protoconservadores americanos odeiam o futebol, considerado uma aberração no chamado “excepcionalismo” dos EUA, coisa de imigrantes, pobres, liberais etc. Mas Coulter, num desespero para chamar a atenção no meio da histeria e do ódio (não é só aqui), se superou. Seria uma peça satírica, não fosse ela mesma uma piada.
“Qualquer interesse no futebol só pode ser um sinal de decadência moral de uma nação”, diz ela, se fingindo chocada com a popularidade da Copa nos EUA.
E então vem um apanhado de lixo pseudosociológico:
A realização individual não é um grande fator no futebol.
No futebol, a culpa é dispersa e quase ninguém pontua. Não há heróis, não há perdedores, não há responsabilidade e não se machuca a frágil autoestima de nenhuma criança.
Todo mundo corre para cima e para baixo do campo e, de vez em quando, uma bola acidentalmente cai dentro do gol. Eu já estou dormindo.
O beisebol e o basquete apresentam uma ameaça constante de desgraça pessoal. No hóquei, há três ou quatro brigas por jogo. Depois de um jogo de futebol, cada jogador recebe uma fita e um suco.
Você não pode usar as mãos no futebol. O que diferencia o homem dos animais menores, além de uma alma, é que temos polegares opositores. Nossas mãos podem segurar as coisas. Aqui está uma ótima ideia: vamos criar um jogo em que você não tem permissão para usá-las!
O futebol é como o sistema métrico, que os liberais também adoram porque é europeu. Naturalmente, o sistema métrico surgiu a partir da Revolução Francesa, durante os breves intervalos quando não estavam cometendo assassinatos em massa na guilhotina.
Graças a Ann Coulter, os artigos de Jabor psicografando Nelson Rodrigues tornaram-se clássicos imediatos.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/07/o-texto-mais-estupido-sobre-copa-mundo-e-o-futebol.html

Incoerência, teu nome é coxinha!

01.07.2014
Do blog ESQUERDOPATA



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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/07/incoerencia-teu-nome-e-coxinha.html

DOS BRASILEIROS A DILMA: UM SINGELO PEDIDO DE DESCULPA

01.07.2014
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145341/Dos-brasileiros-a-Dilma-um-singelo-pedido-de-desculpa.htm

MÍDIA PARTIDARIZADA: "A grande imprensa age como partido político", diz Fernando Morais

01.07.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 30.06.14

Fernando Morais é um dos jornalistas mais engajados politicamente no Brasil. Nascido em 1948, na cidade mineira de Mariana, fez carreira em São Paulo atuando nas redações do Jornal da Tarde, da Veja, da Folha de S. Paulo e da TV Cultura. Nessa entrevista, ele confirma que não vai mais escrever biografias.

Você acha que Dilma fez um bom ou mau governo?

Fernando Morais - Fez, sim, um ótimo governo. Tenho objeções pontuais com relação à descontinuidade de políticas importantes implantadas por Lula, como a política externa e a democratização da aplicação dos recursos de publicidade das empresas estatais.

A mídia conservadora é desonesta?

Toda generalização é perigosa. Eu diria que muitos veículos da mídia conservadora se converteram em partidos políticos. Disfarçados, mas partidos políticos. Mas acho que devemos tratar de maneira diferente os veículos de papel daqueles que são fruto de concessão pública. Não devemos perder de vista que a imprensa está sempre a serviço dos interesses e da ideologia de quem paga as contas no final do mês. Seja em Washington, em Havana, no Rio ou em Beijing. No caso dos meios eletrônicos de comunicação, como o rádio e a TV, no entanto, é preciso ressaltar que se trata de uma propriedade social, uma concessão pública que não pode, por exemplo, ser colocada a serviço de interesses antinacionais.

O que pensa sobre a regulação da mídia?

Sou e sempre fui a favor. Jornais, revistas e TVs vêm envenenando e confundindo a opinião pública ao associar regulação à censura. Regulação, como existe em outros países, é impedir propriedade cruzada: quem é dono de concessão de TV não pode ser concessionário de rádio nem dono de jornal e revista; é proibir parlamentares e seus parentes de enésimo grau de serem concessionários de rádio e TV; é discutir com a sociedade a renovação das concessões de rádio e TV. Nada de censura.

Como vê a regulação da mídia na Argentina?

O modelo da Argentina foi muito bem sucedido. Lá a Ley de Medios atacou fundo a propriedade cruzada. O império encabeçado pelo jornal Clarín foi obrigado a se desfazer de ativos para continuar sendo concessionário de meios eletrônicos.

A grande imprensa age como quarto poder?

Não. Age como partido político. Meio envergonhada, porque não tem coragem de assumir isso, mas age como partido político. De direita.

O que pode ser feito para incentivar a pequena imprensa?

Primeiro que ela seja boa, legível e que traga notícias que são escamoteadas pela grande imprensa. As medidas implantadas pelo ministro Franklin Martins, no governo Lula, pulverizando as verbas de publicidade estatais entre milhares e milhares de veículos – verbas que antes eram destinadas apenas à mídia conservadora - foram uma transformação importante na democratização das comunicações.

Como viu a espionagem americana revelada recentemente?

A bisbilhotice planetária por parte dos Estados Unidos é mais velha que a Sé de Braga. No final dos anos 90, quando o FBI prendeu cinco cubanos na Flórida, condenando-os a penas enormes (um deles pegou duas perpétuas), Fidel Castro reagiu: “É assombroso que os Estados Unidos, o país que mais espiona no mundo, acusem de espionagem justamente a Cuba, o país mais espionado do mundo. Não há chamada telefônica minha para qualquer dirigente político no exterior que não seja captada e gravada por satélites e sistemas de escuta dos Estados Unidos”.

Qual será o papel de Lula nestas eleições?

A presença de Lula na campanha será importante não só porque ele se converteu na mais expressiva liderança popular do Brasil. O governo Dilma é a continuação do seu governo. Tenho acompanhado o ex-presidente em suas andanças pelo Brasil e pelo mundo, como parte do trabalho de campo de um livro que escreverei sobre ele e seu governo. Nas eleições municipais de 2012 a presença dele em palanques regionais arrebatava multidões e alterava as pesquisas de opinião locais. Ter o apoio de Lula é um handicap cobiçado por todo candidato de esquerda.

Confere que não vai mais escrever biografias?

Confere. Como dizem os tucanos, cansei. Dá muito trabalho e pouco dinheiro – ao contrário do que imagina o Roberto Carlos. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras.

Quais são seus projetos?

Estou desenvolvendo com o cineasta Claudio Kahns um canal internacional de notícias para a internet. Vamos ver se dá certo.

Tem alguma utopia?

A de sempre: a construção do socialismo.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/a-grande-imprensa-age-como-partido.html

Em Minas, Aécio e Dilma travam disputa apertada

01.07.2014
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

O Estado de Minas divulgou hoje pesquisa de intenção de voto, feita em Minas Gerais, do Instituto MDA, na qual o candidato aparece quase 14 pontos à frente de Dilma na pesquisa estimulada.
Entretanto, na pesquisa espontânea (na qual não são apresentados os candidatos ao entrevistado), Dilma está empatada tecnicamente com o tucano.
Campos, por sua vez, está empatado tecnicamente com Pastor Everaldo, e parece fora do páreo.
Os números indicam que a petista pode obter bons resultados no estado, frustrando a expectativa do tucano de conseguir uma diferença espetacular que compense a derrota certa no Nordeste.
Para o governo do Estado, o candidato petista Fernando Pimentel mantém 12 pontos de dianteira sobre Pimenta da Veiga, do PSDB, na estimulada.
O leitor que me mandou a notícia me lembra que não podemos esquecer que o jornal que encomendou a pesquisa, o Estado de Minas, é aecista até a medula.
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Aécio Neves dispara na intenção de votos para presidente em Minas Gerais
Pesquisa MDA/EM Data sobre a intenção de voto dos mineiros para presidente mostra Aécio Neves com 43,8%, contra 31,9% de Dilma. O tucano também venceria numa simulação de segundo turno
Por Isabella Souto, no Estado de Minas
Publicação: 01/07/2014 06:00 Atualização: 01/07/2014 07:11

Se dependesse somente do votos dos mineiros, o senador Aécio Neves (PSDB) estaria eleito presidente do Brasil pelos próximos quatro anos. A primeira rodada da pesquisa MDA/EM Data, encomendada pelo Estado de Minas, mostra o tucano na dianteira da disputa presidencial, com 43,8% das intenções de voto, seguido da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), com 31,9%. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) aparece na terceira colocação, com 4,3%. Pastor Everaldo (PSC) recebeu a indicação de 1,8% daqueles que responderam ao levantamento. Brancos, nulos e indecisos somam 16,8%. Outros candidatos somaram 1,3%.
A pesquisa registrada sob o número 00188/2014 foi realizada entre 22 e 26 de junho e ouviu 2.002 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Na modalidade espontânea – quando não são apresentados os nomes dos candidatos –, o senador Aécio Neves continua na frente, mas com uma vantagem bem menor: o tucano foi apontado por 27,1% dos eleitores, seguido de perto por Dilma Rousseff, citada por 24,7%. Eduardo Campos recebeu a menção de 1,9%. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não é candidato, foi citado por 1,2%. Marina Silva, que compõe a chapa de Eduardo Campos como candidata a vice-presidente, recebeu 0,9% das indicações.
Em uma simulação de segundo turno, Aécio Neves vence nos dois cenários em que aparece. No primeiro deles, contra Dilma Rousseff, o tucano derrota a petista por 49,7% a 35,5%. Brancos, nulos e indecisos somaram 14,8%. Em uma disputa com Eduardo Campos, o tucano venceria com mais folga ainda: 63,7% a 14,4%. Brancos, nulos e indecisos somaram 21,9%. Em um terceiro cenário em que a disputa ficaria com Dilma Rousseff e Eduardo Campos, a petista leva vantagem por 45,3% a 30,9%. Indecisos e aqueles que pretendem votar em brancos ou anular o voto totalizaram 23,7%.
Aprovação
Na avaliação do diretor do MDA/EM Data, Marcelo Costa Souza, a preferência dos mineiros por Aécio Neves é reflexo da boa avaliação do tucano nos pouco mais de sete anos em que governou Minas Gerais – ele deixou o cargo em abril de 2010 para disputar uma cadeira no Senado. “Mas isso não significa uma reprovação a Dilma, até porque o índice dela é semelhante aos números das pesquisas nacionais”, diz o pesquisador.
Um ponto que chama a atenção na pesquisa é o baixo número de indecisos (7,1%) e daqueles que manifestaram a intenção de votar em branco ou nulo (9,7%). Uma explicação apresentada por Marcelo Costa é o fato de ambos serem bem conhecidos no estado: Aécio por ter sido governador por dois mandatos, e Dilma por ser a atual presidente da República. Na disputa para o governo mineiro, acontece o contrário. A edição de ontem do EM mostrou que 45% do eleitorado mineiro ainda não definiu o voto para governador em outubro.
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Candidatos ao governo comemoram resultado da pesquisa de intenção de votos em MG
Fernando Pimentel saiu na frente, com 27% das intenções, seguido pelo tucano Pimenta da Veiga, com 15,1%
Por Isabella Souto, no Estado de Minas.
Publicação: 01/07/2014 06:00 Atualização: 01/07/2014 07:27

Os números da primeira pesquisa MDA/EM Data que mediu as intenções de voto dos mineiros para governador do estado agradou aos dois candidatos mais bem colocados: o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) e o ex-ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT). O petista saiu na frente, com 27% das intenções de voto, seguido do tucano, com 15,1%. Em uma simulação de segundo turno, Pimentel levou a melhor mais uma vez, com 36,8%, batendo os 22,3% de Pimenta. A pesquisa mostrou ainda que há um grande contingente de eleitores indecisos (29,3%) e que pretendem votar em branco ou nulo (15,1%).
A uma semana do iníco das campanhas, indecisos, brancos e nulos somam 45% em Minas
O candidato do PT afirmou ontem ter ficado “feliz e honrado” com o resultado, “ainda que as pesquisas retratem o momento em que são feitas”. Às vésperas do início da campanha eleitoral – liberada pela legislação a partir de domingo –, Pimentel ponderou que estar na liderança na disputa é um “estímulo” para levar aos mineiros o programa de governo que está sendo construído a partir das conversas que tem tido com lideranças políticas e sociais pelo interior do estado durante a chamada “Caravana da Participação”. Desde março, o petista já percorreu 15 cidades.

Embora tenha aparecido na segunda colocação, o tucano se disse “impressionado” com os “números restritos” de seu principal adversário, o petista Fernando Pimentel. “O meu concorrente é candidato há quatro anos e os números estão caindo”, afirmou. Sobre índice de 45% do eleitorado que pretende votar em branco ou nulo ou que ainda não decidiu o voto, Pimenta da Veiga disse que é “natural”, levando-se em conta que a campanha eleitoral ainda nem começou. “As pessoas estão pensando é em Copa do Mundo”, brincou. Para ele, com o início da propaganda na televisão, em agosto, é que a eleição começa a despertar o interesse.
A pesquisa publicada na edição dessa segunda-feira do Estado de Minas ouviu 2.002 eleitores entre os dias 22 e 26 de junho e foi registrada sob o número MG 00048/2014. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/07/01/em-minas-aecio-e-dilma-travam-disputa-apertada/

MÍDIA SABOTOU A COPA, FARÁ O MESMO NAS ELEIÇÕES, CONTRA DILMA: CHEFÃO DA ABRIL: "IMPRENSA PECOU FEIO. É A VIDA"

01.07.2014
Do portal BRASIL247, 29.06.14
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145063/Chef%C3%A3o-da-Abril-Imprensa-pecou-feio-%C3%89-a-vida.htm#comments

GOLPE DE AÉCIO E BARBOSA PERDE DE 8 A 2 NO STF

01.07.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 
Por Paulo Henrique Amorim

Gilmar enaltece vaia a Dilma. É o que ele é …

De tão improcedente o pedido, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu avançar e julgar logo o mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade e enterrar para sempre a ação mela-copa de Aécio, e que, de início, contou com a prestimosa colaboração de Gilmar Dantas (*) e do presidente – ufa !, que se vai ! – Joaquim Barbosa.

Foi uma derrota do Golpe, por 8 a 2.

Votaram a favor Marco Aurélio (Collor de) Mello e ele ! Joaquim Barbosa ! (Celso de Mello não estava presente.)

Até o Gilmar Dantas recuou, diante do retumbante sucesso da Copa – clique aqui para ver o que acham os jornalistas (estrangeiros).

Mas, sabe como é, amigo navegante, Gilmar Dantas (*) é o que é.

Durante o julgamento, Gilmar atacou Dilma, como se ele também estivesse no camarote do Itaúúú: “já os xingamentos, não temos como proibir; na prática vemos xingamentos em varias línguas”.

A proposta do Arrocho Neves – que cai pra dentro – em SP, nos braços do Padim – consistia em rasgar as regras aprovadas no Congresso e permitir que os black blocs da Globo e do PSDB usassem as câmeras das Fifa para usar da “liberdade de imprensa” e conseguir votos que não conseguem nas urnas.

(Nem no horário eleitoral – quá, quá quá !)


Paulo Henrique Amorim


Leia o que , antes, este Conversa Afiada tinha publicado a partir do Nassif:


BARBOSA, GILMAR E AÉCIO DÃO O GOLPE DA COPA !



Na calada da noite, eles querem usar a Copa para conseguir os votos que não têm.

Saiu no Nassif:

AÇÃO DE AÉCIO CONTRA A LEI DA COPA SERÁ JULGADA AMANHÃ, E COM VOTO DE BARBOSA


Jornal GGN – Aécio Neves (PSDB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a alteração da Lei Geral da Copa quanto à liberdade de expressão e manifestações, no dia 9 de junho. No dia seguinte, o relator ministro Gilmar Mendes acatou à agilidade de julgar e no dia 13 solicitou, em despacho, manifestação do Procurador Geral da República e da Advocacia Geral da União, que representa a defesa de Dilma Rousseff. Uma semana depois, o pedido de vista foi enviado à AGU e, mais cinco dias depois, à PGR. Antes de Joaquim Barbosa se aposentar, ele terá mais um dia para votar o caso, que foi colocado em pauta por Gilmar Mendes para ser julgado amanhã (01).

Barbosa estará no Plenário para finalizar o julgamento da resolução de define o tamanho das bancadas dos estados e do Distrito Federal na Câmara para as eleições deste ano. A ação já foi julgada inconstitucional pela maioria, mas ainda será retomada com voto do ministro.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade 5136 foi protocolada em nome do PSDB, partido do candidato à presidência. Entre as discordâncias do partido, está o parágrafo 1º do artigo 28 da lei, que veda “portar ou ostentar de cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista, xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação”, e restringe “o direito constitucional ao livre exercício da manifestação e plena liberdade de expressão”.

A defesa de Aécio argumenta que o artigo abre para interpretações distintas entre autoridades. Usou como exemplo a lista de itens proibidos pela lei, como as roupas de “tema ideológico” ou que “prejudiquem a reputação do evento”.

A ação pede que o §1º do art. 28 da lei seja anulado. E está no primeiro ítem da agenda a ser julgada pela Suprema Corte amanhã.

Paulo César Amorim Alves, em sua monografia “O tempo como ferramenta de decisão no STF”, pela Sociedade Brasileira de Direito Público, conta que dentre as ADINs que ele catalogou para a pesquisa – amostragem de 180 processos entre 1990 e 1998, limitando-se aos dois primeiros governos plenamente democráticos do país – chegou à conclusão de que “a média do STF para julgamento de uma ADIN é de cinquenta e oito meses – quatro anos e dez meses”.

Se comparada à média, a ADI de Aécio Neves está adiantada. Se seguir a agenda do Plenário e ter votação finalizada amanhã, somará 3 semanas.

Para que fosse atendida rapidamente, a defesa usou dois argumentos: de que a Copa já estava começando, e de que os filhos gêmeos do então representante do requerimento – o candidato – recém nasceram.


Em tempo:
 aqui, como se sabe, Gilmar é o Gilmar Dantas (*). – PHA


(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. A comentarista Lucia Hippólito, na GloboNews, cometeu o mesmo ato “falho”. Falho ? O link para a sua falha, porém, sumiu do YouTube. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/07/01/barbosa-gilmar-e-aecio-dao-o-golpe-da-copa/